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DE MARÇO DE 2023
6ª.
FEIRA DA SEGUNDA
SEMANA
DA QUARESMA
Cor Roxo
1ª
Leitura – Gn 37, 3-4.12-13ª.17b-28
Leitura do Livro do Gênesis 37,
3-4.12-13a.17b-28
3Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque
lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de
mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do
que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai
em Siquém, 13adisse Israel a José: 'Teus irmãos devem
estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles'. 17bPartiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe,
antes que se aproximasse, tramaram a sua
morte. 19Disseram entre si: 'Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lançá-lo numa cisterna, depois diremos que um
animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos'. 21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22'Não lhe tiremos a vida'! E acrescentou:
'Não derrameis sangue, mas lançai-o
naquela cisterna do deserto,
e não o toqueis com as vossas mãos'.
Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da
túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma
caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos
iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o
Egito. 26E Judá disse aos irmãos: 'Que proveito
teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos,
pois ele é nosso irmão e nossa carne'.
Concordaram os irmãos com o que dizia. 28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna,
e por vinte moedas de prata o venderam
aos ismaelitas:
e estes o levaram para o Egito. Palavra do Senhor.
Reflexão – O amor,
o desamor e o dinheiro são o maior motivo!
Quando meditamos com a Bíblia nós temos oportunidade
de nos identificar com o povo de Deus em muitos aspectos e percebemos que hoje
também as coisas continuam as mesmas. Identificamos aqueles que são mais ou
menos invejosos, vingativos, os que têm mais prudência, assim também, os que
amam e os que odeiam. Em todos os fatos nós intuímos que o amor ou o desamor,
assim como o dinheiro, são a tônica e o motivo para que até os irmãos se
digladiem ou e se traiam. O amor, então, por incrível que pareça, ainda hoje é
o maior motivo, somente se comparando ao dinheiro. A história de José do Egito
começa com a implicação do fato de ser ele o filho mais amado pelo seu pai,
Israel (Jacó). O amor de Israel por José sobressaia por causa do zelo que o pai
tinha para com ele, o filho mais novo e que lhe tinha nascido na velhice. Os
seus irmãos odiavam-no e o invejavam, por isso, tramavam contra o irmão menor
procurando encontrar uma maneira de se ver livres dele. Quando apareceu a
oportunidade José foi vendido como uma mercadoria qualquer àqueles camelôs que
iam para o Egito, em busca de riqueza.
Tomando o exemplo dos irmãos de José, que foram os antepassados de
Jesus, nós também podemos fazer uma avaliação da nossa postura diante do amor
de Deus que se revela na nossa vida e na vida de cada pessoa. Muitas vezes, não
nos sentimos amados por Deus porque não estamos entendendo o Seu modo de zelar
por nós. Queríamos usufruir mais dos benefícios que Ele tem poder para nos
conceder, e achamos que os outros são mais privilegiados do que nós. Esquecemos de que Ele ama a cada um de nós de
uma maneira pessoal, individual e que somos como um filho único diante do
Pai. Ao contrário, estamos mais voltados
(as) para o mundo e para as pessoas invejando a sua vida ou esperando delas o
amor que elas não têm para nos oferecer. Outras vezes, nos detemos a cobiçar as
pessoas que aos nossos olhos foram mais abençoadas por Deus. Por não entendermos, que talvez elas estejam
mais abertas para tudo o que Deus lhes concede e, por isso, acolhem melhor as
Suas graças, queremos tirá-las a todo custo do nosso caminho e a nossa vingança
também é a de mandá-las para o Egito. O
Egito é um lugar de escravidão, de humilhação, de cadeias, e assim, lançamos a
sorte delas como foi lançada a sorte de José pelos seus próprios irmãos.
Podemos hoje ser José, Judá ou Rubem, quando somos também perseguidos pela
inveja dos nossos irmãos e irmãs, ou então somos nós mesmos que invejamos e
tramamos contra eles (as). Ninguém está fora disso! Algumas vezes também, nós conspiramos
contra alguém a quem consideramos mais privilegiado do que nós e a inveja e o
despeito tomam conta do nosso coração. Precisamos firmemente nos apossar da
certeza de que somos filhos e filhas amados do Pai e que o Seu Amor
Misericordioso abraça a cada um de Seus filhos.
– Você sente o Amor de Deus? – Você tem
inveja de alguém que aparentemente é mais feliz? – Você demonstra o amor de
Deus para as outras pessoas? - Você
acha que há diferença entre “matar” e “fazer desaparecer da vista”? – Será que
você age como os irmãos de José? – Existe alguém de quem você deseja se ver
livre?
Salmo 104, 16-17.18-19.20-21 (R. 5a)
R. Lembrai sempre as maravilhas
do Senhor!
16Mandou vir, então, a fome sobre a terra *
e os privou de todo pão que os
sustentava;
17um
homem enviara à sua frente, *
José que foi vendido como escravo.R.
18Apertaram os seus pés entre grilhões *
e amarraram seu pescoço com correntes,
19até
que se cumprisse o que previra, *
e a palavra do Senhor lhe deu razão.R.
20Ordenou, então, o rei que o libertassem, *
o soberano das nações mandou soltá-lo;
21fez
dele o senhor de sua casa, *
e de todos os seus bens o despenseiro.R.
Reflexão - Este salmo antecipa as
maravilhas que o Senhor fez na vida de José que abriu passagem para o povo de
Deus para o Egito. Assim como ele, nós também, mesmo tendo sido levado à força
para situações de penúria, recebemos de Deus a graça de dar testemunho da Sua
proteção e do Seu auxílio.
Evangelho
– Mt 21, 33-43.45-46
+ Proclamação do Evangelho de Jesus
Cristo segundo São Mateus 21,33-43.45-46
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes
e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33Escutai esta outra parábola:
Certo proprietário plantou uma vinha, pôs
uma cerca em volta,
fez nela um lagar para esmagar as uvas e
construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o
estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita,
o proprietário mandou seus empregados aos
vinhateiros
para receber seus frutos.35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um,
mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do
que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: 'Ao
meu filho eles vão respeitar'. 38Os
vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si:
'Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo
e tomar posse da sua herança!' 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.
40Pois bem, quando o dono da vinha voltar,
o que fará com esses vinhateiros?' 41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: 'Com certeza
mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros
vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.'
42Então
Jesus lhes disse: 'Vós nunca lestes nas Escrituras:
'a pedra que os construtores rejeitaram
tornou-se a pedra angular;
isto foi feito pelo Senhor e é
maravilhoso aos nossos olhos'?
43Por
isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que
produzirá frutos. 45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as
parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas
consideravam Jesus um profeta. Palavra da Salvação.
Reflexão - Somos os responsáveis por entregar a colheita
do nosso trabalho.
O homem pecou, mas o Senhor não o abandonou e fez uma promessa de restauração da aliança violada, conforme, Gn 3,15. Desde então, a maior obra do Pai tem sido a de nos atrair novamente com o intuito de que gozemos novamente da Sua presença e do Seu grande amor. Jesus Cristo veio ao mundo para ensinar ao povo de Israel o jeito certo de bem administrar o reino dos céus aqui na terra e salvá-lo do pecado e da morte. Primeiramente veio para o povo judeu, mas os judeus não O aceitaram como Salvador, desse modo, por misericórdia do Pai, Jesus voltou-se para os pagãos e se entregou por toda a humanidade. Portanto, nós cristãos que cremos em Jesus como Senhor e Salvador somos hoje os vinhateiros a quem o Senhor entregou a Sua vinha, isto é, o Seu reino, para que seja edificado e cultivado por nós. Somos, hoje os lavradores da vinha, somos nós aqueles a quem o proprietário entregou a sua propriedade, porém, Ele quer receber de nós, a colheita. Para que possamos nos apropriar deste legítimo direito precisamos crer e reconhecer Jesus como o herdeiro do Pai que veio trazer para nós a herança da vida eterna. O reino foi tirado do povo de Israel e entregue a nós, a fim de que possamos dar bons frutos, no entanto, muitas vezes nós preferimos construir o reino dos céus ao nosso modo e nos esquecemos de edificar aqui na terra segundo o projeto do coração do Pai. Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram, mas tornou-se a pedra angular, isto é, a pedra central da nossa fé. Somos os responsáveis por entregar a colheita do nosso trabalho, na hora precisa, em que os mensageiros do Senhor, os anjos, se apresentarem, porém, se não levarmos em consideração os ensinamentos de Jesus para cuidarmos bem do Seu reino, também seremos dispensados e substituídos por outros mais fiéis ao compromisso assumido. Jesus, hoje, vem nos lembrar de que os frutos que Ele quer receber das nossas mãos é a vivência do amor que nos faz ser testemunhas de que o Pai preparou o mundo para todos nós.
– Você crê que Jesus é o Senhor e Salvador da sua vida?
– Você tem vivido conforme a Sua Palavra? - Você é vinhateiro (a) ou fruto da vinha?
– Você tem trabalhado para colher frutos na vinha do Senhor?
– Quais os frutos que você apresentará a ele?
– O que
você teria para entregar ao proprietário?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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