terça-feira, 24 de janeiro de 2017

EVANGELHO DO DIA


Marcos 3,31-35)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos. Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 31chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”.33Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE



24/01/2017 - 3ª. feira III semana comum

– Hebreus 10, 1-10 - “uma oferenda definitiva!”

Ao ofertar-se a si mesmo como vítima pela expiação dos nossos pecados, Jesus Cristo, de uma vez por todas, suprimiu o primeiro sacrifício para estabelecer um definitivo. Ele assim o fez para cumprir a vontade do Pai, por isso, a leitura nos mostra que o próprio Cristo ao entrar no mundo, afirmou: “Eu vim para fazer a tua vontade”. “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo”. A leitura, então nos afirma que a Lei é apenas um desenho dos bens que almejamos adquirir no futuro, e não o modelo real do que está reservado para nós. Deste modo, o cumprimento da lei e os sacrifícios que se oferecem a Deus, por si só, são totalmente incapazes de nos levar para o céu. Somente a fé em Jesus Cristo e a nossa adesão ao Plano de Salvação do Pai, nos conduzirão para a vida eterna. Jesus Cristo veio fazer vontade do Pai que consiste na nossa purificação, salvação e santificação. A fé em Jesus nos faz compartilhar a vida com Ele deixando com que Ele permaneça em nós e nos faça viver uma verdadeira conversão. Desse modo, enquanto aqui estamos, cumprimos um processo de transformação que nos leva, a também, como Jesus, nos oferecer para que a vontade de Deus se realize em nós e por meio de nós. Por isso, precisamos ter em mente que não são as coisas certinhas que realizamos nem os bens que oferecemos a Deus que nos levarão para a vida eterna, mas a nossa entrega total a Jesus que nos ensina a fazer as coisas por amor a Ele.
– Você é daquelas pessoas que faz um rosário de sacrifícios, mas esquece de perdoar a quem o (a) ofendeu? – Como você tem oferecido a sua vida a Deus: por palavras ou ações? – Você já descobriu qual a vontade de Deus para você?

Salmo 39 – “Eis que venho fazer, com prazer a vossa vontade, Senhor!”

O Senhor põe nos nossos lábios um canto novo, todas as vezes em que nos propomos a fazer, com prazer, a Sua vontade. Quando nos dispomos a viver o plano de Deus com as nossas ações, os nossos ouvidos também se abrem para perceber as obras do Senhor e os nossos lábios, para proclamar a sua justiça no meio da grande assembleia dos filhos de Deus.

Evangelho Marcos 3, 31-35 – “o exemplo da mãe de Jesus”

Durante os três anos da Sua vida pública, Jesus se propôs a revelar ao mundo a vontade do Pai que O enviara e por essa razão, aproveitava todos os momentos para ensinar apoiando-se nas Escrituras. A multidão que seguia Jesus o fazia porque buscava alento para as suas dores e dificuldades. Em outras palavras, queriam receber a salvação e o perdão para os seus pecados. Jesus, então, aproveitava para edificar o reino dos céus aqui na terra consciente de que a vontade do Pai consistia em que Ele pregasse, libertasse e curasse aquele povo dos males que o afligia. Naquele momento, portanto, Ele aproveitou o exemplo da sua mãe e da sua família para mais uma vez exortar e dar um preceito àquelas pessoas que o escutavam: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Hoje, também, Jesus nos adverte e nos conscientiza de que para fazer parte da família de Deus aqui na terra, nós também necessitamos cumprir com a Sua vontade. Ser irmão de Jesus, ser da família de Jesus indica para nós a necessidade de viver de acordo com a vontade do Pai que se expressa nos ensinamentos do Evangelho. Sabemos que fazemos a vontade de Deus quando estamos ajustados (as) à sua Palavra e vivenciando os Seus ensinamentos nos nossos relacionamentos dando verdadeiro testemunho de que somos da família de
Jesus. Resta-nos também refletir: – Você se considera também da família de Jesus? O que você tem feito para isso? - Você tem feito a vontade do Pai? Quem está norteando as suas ações e os seus empreendimentos? – Você se baseia na Palavra de Deus para guiar os seus pensamentos, palavras e ações?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SÃO FRANCISCO DE SALES


Este santo nasceu no Castelo de Sales em 1567. Sua mãe, uma condessa, buscou formá-lo muito bem com os padres da Companhia de Jesus, onde, dentre muitas disciplinas, também aprendeu várias línguas. Muito cedo, fez um voto de viver a castidade e buscar sempre a vontade do Senhor. Ao longo da história desse santo muito amado, vamos percebendo o quanto ele buscou e o quanto encontrou o que Deus queria.
Anos mais tarde, São Francisco escreveu “Introdução à vida devota” e, vivendo do amor de Deus, escreveu também o “Tratado do amor de Deus”.
Certa ocasião, atacado pela tentação de desconfiar da misericórdia do Senhor, ele buscou a resposta dessa dúvida com o auxílio de Nossa Senhora e, assim, a desconfiança foi dissipada. Estudou Direito em Pádua, mas, contrariando familiares, quis ser padre. E foi um sacerdote que buscou a santidade não só para si, mas também para os outros.
No seu itinerário de pregações, de zelo apostólico e de evangelização, semeando a unidade e espalhando, com a ajuda da imprensa, a sã doutrina cristã, foi escolhido por Deus para o serviço do episcopado em Genebra. Primeiro, como coadjutor, depois, sendo o titular. Um apóstolo do amor e da misericórdia. Um homem que conseguiu expressar, com o seu amor e a sua vida, a mansidão do Senhor.
Diz-se que, depois de sua morte, descobriu-se que sua mesa de trabalho estava toda arranhada por baixo, porque, com seu temperamento forte, preferia arranhar a mesa a responder sem amor e sem mansidão para as pessoas.
Doutor da Igreja, é fundador da Ordem da Visitação, titular e patrono da família salesiana, fundada por Dom Bosco, que se inspirou nele ao adotar o nome [salesiano]. Também é patrono dos escritores e dos jornalistas devido ao estilo e ao conteúdo de seus escritos.
Esse grande santo da Igreja morreu com 56 anos, sendo que 21 deles foram vividos no episcopado como servo para todos e sinal de santidade.
Peçamos a intercessão desse grande santo para que, numa vida devota e vivendo do amor de Deus, possamos percorrer o nosso caminho em busca de Deus em todos os caminhos.
São Francisco de Sales, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ANUÁRIO DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA 2015-2016



O Secretariado de Pastoral acaba de publicar o Anuário da Arquidiocese de Fortaleza. São apenas mil exemplares.
O Anuário consta de três partes. A primeira parte com apenas um capítulo apresenta o Santo Padre, o Núncio Apostólico e a presidência e comissões da CNBB. A segunda parte, em quatro capítulos, faz uma memória dos cem anos da Arquidiocese, apresentando os bispos da Diocese de Fortaleza e as paróquias que passaram a constituí-la em 1915; os dados biográficos e as principais ações pastorais dos seis arcebispos que a governaram sucessivamente; a relação dos padres diocesanos, incardinados ou residentes, e dos padres religiosos, de 1915 a 2015. Da terceira parte constam os dados da Arquidiocese de Fortaleza em julho de 2016, quando foi praticamente concluída a redação.
Merece destaque a segunda parte, pelo seu aspecto histórico. São mais de cento e setenta páginas recordando pessoas, instituições e ações pastorais em cem anos de Arquidiocese. Esta produção sobre os 100 anos da Arquidiocese de Fortaleza é fruto de longa e dedicada pesquisa, de trabalho incomensurável, de buscas incansáveis e de entrevistas para averiguar a exatidão dos dados aqui publicados. É, portanto, um material ímpar para a Arquidiocese de Fortaleza e para toda a Igreja do Brasil.
O Anuário custa R$ 20,00 e está à disposição no Secretariado de Pastoral. (Av. Dom Manoel, 339 – Centro)
Contatos: (85) 3388.8701; 3388.8723; 3388.8703
Secretariado Arquidiocesano de Pastoral.

PAPA FRANCISCO; DINHEIRO DA MÁFIA É DINHEIRO ENSANGUENTADO



Cidade do Vaticano (RV) – Corrupção e violência: estes foram os temas do discurso do Papa Francisco aos membros da Direção Nacional italiana contra a Máfia e o Terrorismo.
 
Organizações como a camorra e ‘ndrangheta, disse o Papa, exploram carências econômicas, sociais e políticas para realizar seus “projetos deploráveis”, “manchados de sangue humano”. Além da máfia, também é competência da Direção o combate ao terrorismo, que está assumindo sempre mais um “aspecto cosmopolita e devastador”.
Francisco ampliou seu olhar para além da realidade local, para dizer que “a sociedade necessita ser curada da corrupção, das extorsões, do tráfico ilícito de entorpecentes e de armas e do tráfico de seres humanos, entre os quais muitas crianças reduzidas em regime de escravidão. São autênticas chagas sociais e, ao mesmo tempo, desafios globais que a coletividade internacional é chamada a enfrentar com determinação”.
O Pontífice pediu um esforço especial para combater o tráfico de pessoas e o contrabando de migrantes: “Estes são crimes gravíssimos que atingem os mais fracos entre os fracos!”. Francisco solicitou o incremento das atividades de proteção das vítimas, prevendo assistência legal e social. “Quem foge de seu país por causa de guerra, violência e perseguição tem o direito de encontrar um acolhimento adequado e proteção idônea nos países que se definem civis.”
Falando da máfia, o Papa a considera uma “expressão de uma cultura de morte”, que deve ser hostilizada e combatida sobretudo através da prevenção. Neste contexto, famílias, escolas, comunidades cristãs e realidades esportivas e culturais são chamadas a favorecer uma consciência de moralidade e de legalidade. “Trata-se de partir das consciências para recuperar os propósitos, as escolhas, as atitudes dos cidadãos de modo que o tecido social se abra à esperança de um mundo melhor.”
A máfia – prosseguiu – “se opõe radicalmente à fé e ao Evangelho, que são sempre a favor da vida”. Francisco enalteceu o trabalho de inúmeras paróquias e associações católicas que combatem o fenômeno mafioso através da promoção individual, cultural e social – um modo de a Igreja manifestar a sua proximidade a quem vive situações dramáticas e necessitam de ajuda para sair da espiral de violência.
Por fim, o Papa encorajou quem se esforça para combater a máfia e o terrorismo – um trabalho que comporta arriscar a própria vida e que requer um suplemento de “paixão, de sentido de dever e força de ânimo” – e pediu a Deus que toque o coração dos mafiosos, “para que parem de fazer o mal, se convertam e mudem de vida”. “O dinheiro dos negócios sujos e dos delitos mafiosos é dinheiro ensanguentado e produz um poder iníquo. Todos sabemos que o diabo entra a partir do bolso: esta é a primeira corrupção”. (from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO: JAMAIS FECHAR O CORAÇÃO AO PERDÃO DO SENHOR


Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco iniciou a semana celebrando a missa na capela da Casa Santa Marta, nesta segunda-feira (23/01). A homilia do Pontífice foi dedicada ao sacerdócio de Cristo, inspirando-se na Carta aos Hebreus proposta na Primeira Leitura.
 
Jesus é o sumo sacerdote. E o sacerdócio de Cristo é a grande maravilha, a maior maravilha que nos faz cantar um canto novo ao Senhor, como diz o Salmo responsorial.
O sacerdócio de Cristo se realiza em três momentos, explicou o Papa. O primeiro é a Redenção: enquanto os sacerdotes na Antiga Aliança tinham que oferecer sacrifícios todos os dias, “Cristo ofereceu a si mesmo, uma vez por todas, pelo perdão dos pecados”. Com esta maravilha, “nos levou ao Pai”, “recriou a harmonia da criação”, destacou Francisco.
A segunda maravilha é a que o Senhor faz agora, isto é, rezar por nós. “Enquanto nós rezamos aqui, Ele reza por nós”, “por cada um de nós”, ressaltou o Papa: “agora, vivo, diante do Pai, intercede” para que não falte a fé. Quantas vezes, de fato, se pede aos sacerdotes que rezem porque “sabemos que a oração do sacerdote tem uma certa força, justamente no sacrifício da Missa”. A terceira maravilha será quando Cristo voltar, mas esta terceira vez não será em relação ao pecado, será para “fazer o Reino definitivo”, quando nos levará a todos com o Pai:
“Há esta grande maravilha, este sacerdócio de Jesus em três etapas – quando perdoa os pecados uma vez por todas; quando intercede agora por nós; e quando Ele voltar – mas tem também o contrário, ‘a blasfêmia imperdoável’. É duro ouvir Jesus dizer essas coisas, mas Ele falou disso e, se o diz, é porque é verdade. ‘Em verdade Eu digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens – e nós sabemos que o Senhor perdoa tudo se abrirmos um pouco o coração. Tudo! – os pecados e também todas as blasfêmias serão perdoadas! – mas quem blasfemar contra o Espírito Santo não será perdoado eternamente’”.
Para explicar isso, o Papa faz referência à grande unção sacerdotal de Jesus: foi o que fez o Espírito Santo no seio de Maria, afirmou, e também os sacerdotes na cerimônia de ordenação são ungidos com o óleo:
“Também Jesus como Sumo Sacerdote recebeu esta unção. E qual foi a primeira unção? A carne de Maria com a obra do Espírito Santo. E quem blasfêmia contra isto, blasfêmia o fundamento do amor de Deus, que é a redenção, a re-criação; blasfêmia contra o sacerdócio de Cristo. ‘Mas como é ruim o Senhor, não perdoa?’ – ‘Não! O Senhor perdoa tudo! Mas quem diz essas coisas está fechado ao perdão. Não quer ser perdoado! Não se deixa perdoar!’. Este é o aspecto negativo da blasfêmia contra o Espírito Santo: não deixar-se perdoar, porque renega a unção sacerdotal de Jesus, que fez o Espírito Santo”.
Concluindo, o Papa retomou as grandes maravilhas do sacerdócio de Cristo e também a “blasfêmia imperdoável”, “não porque o Senhor não queira perdoar tudo, mas porque esta pessoa está tão fechada que não se deixa perdoar: a blasfêmia contra esta maravilha de Jesus”:
“Hoje nos fará bem, durante a Missa, pensar que aqui sobre o altar se faz a memória viva, porque Ele estará presente ali, do primeiro sacerdócio de Jesus, quando oferece a sua vida por nós;  há também a memória viva do segundo sacerdócio, porque Ele rezará aqui; mas também, nesta Missa – o diremos depois do Pai-Nosso – há aquele terceiro sacerdócio de Jesus, quando Ele voltará e a nossa esperança da glória. Nesta Missa, pensemos nessas belas coisas. E peçamos a graça ao Senhor de que o nosso coração jamais se feche – jamais se feche! – a esta maravilha, a esta grande gratuidade”.(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

ROMARIA ETERNA



A Igreja do Brasil vive o Ano Mariano, introduzido por Dom Sérgio da Rocha no dia 21 de setembro de 2016 com a celebração de abertura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), na sede da entidade, em Brasília-DF. Este ano comemoramos os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida – como era conhecida –, nas águas do Rio Paraíba do Sul, iniciado aos 12 de outubro de 2016, com todo o seu desenrolar, e conclusão para 11 de outubro deste, com o que foi proposto: celebrar, fazer memória e agradecer.
Como católicos, não podemos perder de vista, com grande sinal – forte e vivificante–, a presença da mãe de Deus, que quis se estabelecer, com sinais inconfundíveis, num centro de devoção mariana de romaria, como tão bem se canta pelo Brasil afora, em versos e prosa: “Sou caipira, Pirapora nossa/Senhora de Aparecida/Ilumina a mina escura e funda/O trem da minha vida”; tudo para que na força e graça salvadora de Jesus de Nazaré se expressasse e expandisse livremente a vontade de Deus, vinda de uma mulher que soube recorrer a quem podia socorrer diante da aflição, quando o vinho tinha se acabado.
Somos chamados a nos voltarmos para Deus, rendendo-Lhe graças, através de preces fervorosas, tendo no mais íntimo do íntimo a Padroeira do Brasil, com a consciência de que nossa vida aqui na terra é uma caminhada, é uma romaria. Daí voltar nossa mente e coração para Aparecida, onde se encontra a mãe terna e generosa, sempre pronta a nos atender: “Pra pedir em romaria e prece/Paz nos desaventos/Como eu não sei rezar, só queria mostrar/Meu olhar, meu olhar, meu olhar”. Pedir aquele vinho das Bodas de Caná, o vinho da nova aliança, bom e da melhor qualidade, segura garantia do nosso alimento rumo ao término feliz da eterna romaria: a Jerusalém celeste.
Quão maravilhoso é em Maria não se encontrar nada de obstáculo, de imperfeição, de falha! Somos animados em nossa persistente caminhada do dia a dia na esperança do triunfo: a glória. Neste Ano Mariano do Tricentenário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que fique sempre mais clara a nossa missão, que é um caminho a ser percorrido por nós, mesmo para aqueles que já fizeram uma árdua e longa caminhada. Guardemos no coração a seguinte imagem da Santa Mãe de Deus: “É a toda bela, toda pura, toda santa, a glória de Jerusalém, a alegria de Israel, a honra do seu povo, a nossa honra, garantindo o pleno êxito da redenção pela sua íntima participação na obra redentora do seu Filho”. Assim seja!
Padre Geovane Saraiva: Pároco de Santo Afonso e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

PAPA FRANCISCO PRÓXIMO ÀS VÍTIMAS DO TERREMOTO E DA NEVE



Cidade do Vaticano (RV) - Após a oração do Angelus o Papa Francisco dirigiu novamente suas palavras aos fiéis reunidos na Praça São Pedro recordando que estamos vivendo a “Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos”, que no Brasil celebramos entre Ascensão e Pentecostes. Este ano o tema escolhida é uma expressão de São Paulo que indica o caminho a seguir: “O amor de Cristo nos impulsione à reconciliação”.
 
O Santo Padre recordou que na próxima quarta-feira, na conclusão da Semana de Oração irá presidir a celebração das Vésperas na Basílica São Paulo fora dos Muros, da qual participarão os fiéis e as irmãs de outras Igrejas e Comunidades cristãs presentes em Roma. A Rádio Vaticano transmite ao vivo a celebração com comentários em português, a partir das 14h25, hora de Brasília.
Terremoto na Itália
O Papa Francisco recordou ainda os momentos difíceis que a população da Itália central está passando devido ao terremoto e as fortes nevadas que novamente colocaram à dura prova principalmente as regiões de Abruzzo, Marcas e Lázio.
“Estou próximo com a oração e afeto às famílias que tiveram vítimas entre seus entes queridos - acrescentou. Encorajo todos aqueles envolvidos com grande generosidade nos trabalhos de auxílio e assistência; bem como as Igrejas locais, que estão trabalhando para aliviar os sofrimentos e as dificuldades. Muito obrigado por essa proximidade, pelo seu trabalho e ajuda concreta que que vocês levam”.
Obrigado, disse ainda o Papa e convido vocês – dirigindo-se ao fiéis - para rezar juntos a Nossa Senhora pelas vítimas e também por aqueles que com grande generosidade se empenham nos trabalhos de socorro”. Francisco então recitou uma Ave Maria com os fiéis e peregrinos na Praça São Pedro.
Ano Novo Lunar em 28 de janeiro
O Papa Francisco dirigiu ainda uma saudação aos "milhões de homens e mulheres que se preparam para comemorar o Ano Novo Lunar em 28 de janeiro, no Extremo Oriente e várias partes do mundo”.
“A minha saudação cordial chegue a todos os seus familiares - disse Bergoglio - com a esperança de que esses se tornem sempre mais uma escola onde se aprenda a respeitar o outro, a comunicar e a cuidar uns dos outros de modo desinteressado. Que a alegria do amor propague-se no seio das famílias e a partir delas irradie-se em toda a sociedade”.
O Papa saudou ainda os “fiéis de Roma e os peregrinos de vários países, em especialmente o grupo de jovens do Panamá e estudantes Instituto “Diego Sánchez” de Talavera la Real (Espanha). (SP)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO A EL PAÍS: HÁ TANTA SANTIDADE NA IGREJA, É A REVOLUÇÃO DO EVANGELHO



Cidade do Vaticano (RV) - O jornal espanhol El Pais publicou neste domingo uma longa entrevista com o Papa Francisco, concedida ao jornalista Pablo Ordaz em 20 de janeiro. Muitos os assuntos abordados: desde questões pessoais à situação no mundo e na Igreja.
 
A Igreja esteja perto do povo
Uma entrevista que toca muitos assuntos. Em sua primeira resposta, Francisco afirma que não mudou desde quando se tornou Papa: “Mudar aos 76 anos é como colocar a maquiagem”. Claro, ele não pode fazer tudo aquilo que quer, mas ele manteve o que chama de alma "callejera", isto é do padre de rua que deseja estar com as pessoas. O que ele teme pela Igreja é precisamente a distância das pessoas, o clericalismo que é “o pior mal que pode ter hoje a Igreja”: um pastor anestesiado defende-se da realidade concreta do mundo e se torna um funcionário. “Uma Igreja que não está perto não é Igreja. É uma boa ONG ou uma boa e piedosa organização de pessoas que fazem caridade, se reúnem para tomar chá e fazer beneficência... porém o que identifica a Igreja é a proximidade: sermos irmãos próximos”. “A proximidade é tocar, tocar no próximo a carne de Cristo”. Como diz o capítulo 25 do Evangelho de Mateus: “tive fome e me destes de comer ...”.
A revolução é feita pelos santos
Critica o fato que se fale “com facilidade da corrupção da Cúria Romana”. “Há pessoas corruptas” - sublinha -, mas também há muitos santos, pessoas “que passaram uma vida inteira ao serviço do povo de forma anônima”. “Os verdadeiros protagonistas da história da Igreja são os santos” são aqueles que “queimaram a sua vida para que o Evangelho fosse concreto. E estes são aqueles que nos salvaram: os santos”. Esta é a verdadeira revolução, a dos santos. E os santos também são os pais, as mães e os avós que trabalham todos os dias com dignidade e com as suas vidas levam avante a Igreja. Francisco a define “a classe média da santidade” e “a santidade dessas pessoas é enorme”.
Sim às críticas abertas e fraternas
A uma pergunta sobre as reações dos setores tradicionalistas que vêem qualquer mudança como uma traição da doutrina, o Papa responde: “Não estou fazendo nenhuma revolução. Eu só estou tentando fazer com que o Evangelho vá avante”. “Mas a novidade do Evangelho cria temor porque é essencialmente escandalosa”. Afirma porém que não se sente “incompreendido”, mas “acompanhado de todos os tipos de pessoas, jovens, idosos...”. “Se alguém não está de acordo” - é o seu convite – “porém que dialoguem, que não atirem a pedra e escondam a mão”. Isto “não é humano, é delinquência. Todo mundo tem o direito de discutir, mas uma “discussão fraterna”, não com a calúnia.
A teologia da libertação
Sobre a teologia da libertação sublinha que “foi uma coisa positiva na América Latina. Foi condenada pelo Vaticano a parte que optou pela análise marxista da realidade”. O Cardeal Ratzinger escreveu duas instruções, uma “muito clara sobre a análise marxista” e a outra olhando para os aspectos positivos. “A teologia da libertação teve aspectos positivos e desvios”.
Uma economia que mata
Francisco reitera que “estamos vivendo na Terceira Guerra Mundial em pedaços”. “E ultimamente fala-se de uma possível guerra nuclear, como se fosse um jogo de cartas”. O que o preocupa são as desigualdades económicas: “que um pequeno grupo da humanidade detém 80% da riqueza”. Isso significa que “no centro do sistema econômico está o deus dinheiro e não o homem e a mulher”. Estamos em uma “economia que mata” e que cria “essa cultura do descarte”.
Não julgar antecipadamente Trump
Sobre a presidência de Trump afirma: “Vamos ver o que acontece. Eu não gosto de antecipar os fatos ou julgar as pessoas antecipadamente(...) Vamos ver o que fará e avaliaremos: Sempre o concreto. O cristianismo ou é concreto ou não é cristianismo....”
Nas crises buscamos um salvador: eis o populismo
Francisco fala com preocupação do populismo referindo-se mais ao europeu do que ao da América Latina. Ele cita o exemplo do nazismo na Alemanha: um país destruído que “procura a sua identidade” e procura um líder que a restitua. Encontra-o em Hitler que “foi eleito pelo seu povo e que depois o destruiu. Este é o perigo. Em tempos de crise não funciona o discernimento ... Procuramos um salvador que nos restitua a identidade e nos defendemos com muros, arames farpados, com qualquer coisa, de outros povos que possam tirar a nossa identidade. E isso é muito grave. Por isso eu repito sempre: dialoguem entre vocês”.
Salvar, acolher e integrar os migrantes
O Papa retorna sobre o drama dos refugiados: “Que o Mediterrâneo seja um cemitério, deve fazer-nos pensar”. Ele presta homenagem à Itália, que apesar de todos os problemas do terremoto continua a acolher os migrantes. São homens, mulheres e crianças que fogem da fome e da guerra. Primeiro de tudo - afirma – é preciso salvá-los, em seguida, “acolhê-los e integrá-los”. Cada país - sublinha -  “tem o direito de controlar o seus confins, porém, “nenhum país tem o direito de privar os seus cidadãos do diálogo com os vizinhos”. Recorda o compromisso da Igreja, muitas vezes silenciosa, na acolhida dos imigrantes.
Construir pontes não muros
A diplomacia do Vaticano - explica - constrói pontes, não muros, é mediadora não intermediária, no sentido que as suas ações para promover a paz e a justiça não são para seus interesses próprios, mas em prol do benefício dos povos.
O papel das mulheres
Recorda ainda Francisco o drama da escravidão das mulheres, exploradas sexualmente. E, em seguida, fala sobre o papel da mulher, que deve ser valorizado na Igreja. “A Igreja - repito - é feminina”: não se trata de uma “reivindicação funcional”, pois se correria o risco de criar um “machismo de saia”. Trata-se, em vez, de fazer muito mais para que as mulheres “possam dar à Igreja a originalidade do seu ser e do seu pensamento”.
Bento XVI tem uma grande memória
Respondendo a uma pergunta sobre a saúde de Bento XVI diz que “o problema são as pernas”. Caminha com ajuda. Mas ele tem uma “memória de elefante, até mesmo nos detalhes”.
Não vejo TV desde 1990
O Papa confessa que não assiste TV há mais de 25 anos: “Simplesmente - disse - porque em um certo momento senti que Deus me pediu isso. Fiz essa promessa no dia 16 de julho de 1990, e não sinto falta”.
Cardeais dos cinco continentes
Respondendo à pergunta sobre os Consistórios nos quais criou cardeais dos cinco continentes e como gostaria que fosse o Conclave que elegeria o seu sucessor, disse que gostaria de um conclave católico.
À pergunta se ele iria vê-lo disse: “Deus é quem sabe. Quando sentir que não consigo mais, o grande mestre Bento já me ensinou como tenho que fazer”.
Deus não me tirou o bom humor
O jornalista conclui dizendo vê-lo feliz de ser Papa. Francisco respondeu: “O Senhor é bom e não me tirou o bom humor”. (SP)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

EVANGELHO DO DIA


Marcos 3,22-30
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.— Glória a vós, Senhor. Naquele tempo, 22os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Beelzebul, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios. 23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa.28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto nos pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SObRE AS LEITURAS DE HOJE



23/01/2017 - 2ª. Feira III semana comum

– Hebreus 9, 15.24-28 – “estamos livres para voar para o Pai!”

A carta aos Hebreus nos leva a afirmar com toda a certeza que “O destino de todo homem é morrer uma só vez, e depois vem o julgamento”. Portanto, nunca poderemos nos deixar enganar pelas religiões que apregoam que teremos outras vidas aqui na terra. Por essa razão esta leitura nos dá muita alegria quando nos garante que a trajetória da nossa vida será sempre ir mais além, em busca do Pai. O Plano de Deus é completo e Ele não iria nos deixar na mesmice, voltando para a terra para passar pelas mesmas provas e, no final ainda comprovar a nossa incapacidade. Jesus já pagou a nossa conta e de uma vez por todas liquidou a nossa culpa! Ele abriu para nós as portas do céu, por isso, estamos livres para voar para o Pai. Uma vida maravilhosa nos espera adiante, quando contemplarmos a Deus e recebermos a nossa herança. – Você já pensou que a cada dia que passa você caminha mais para encontrar o Pai? – Você já encontrou o sentido para a sua vida aqui na terra? – Qual é o material que você tem usado para construir a sua casinha no céu, perto de Jesus e do Pai? –

Salmo 97 – “Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios!”

É do nosso coração que tiramos a inspiração para entoarmos um canto novo ao Senhor, todos os dias. A cada dia que passa, aparecem mais motivos para que nós louvemos o Senhor: salvação, vitória, prodígios, proteção, providência. Tudo isso é motivo para que os nossos lábios entoem um canto novo a cada dia.

Evangelho Marcos 3, 22-30 – “o pecado contra o Espírito Santo”

Precisamos estar muito atentos para não dar ouvidos aos ensinamentos dos homens que negam o poder do Espírito Santo, para que não se enfraqueça em nós a Sua manifestação. Por isso, neste Evangelho, com muita sabedoria Jesus refutava o argumento dos mestres da Lei que confundiam o povo alegando que Ele era movido por um espírito mal e que era por força do demônio que expulsava os demônios. Jesus, então, os conscientizava mostrando que um reino que se volta contra si mesmo é um reino enfraquecido. Com isso, Jesus condenava aqueles que blasfemavam contra o Espírito Santo, pois quem assim o faz está praguejando contra o próprio Deus e dividindo o Seu reino. Refletindo sobre as palavras de Jesus nós podemos perceber que lutamos contra nós mesmos (as) quando negamos o poder do Espírito Santo e não reconhecemos Nele o motivador da nossa vida e das nossas ações. Se, tivermos consciência de que recebemos o Espírito Santo no nosso Batismo não o podemos rejeitar e não querer a sua manifestação em nós, pois assim, com certeza, estaremos fadados ao fracasso e a uma vida de trevas. Não teremos perdão! Seremos fortes e destemidos se deixarmos que a força do Espírito atue em todos os momentos da nossa vida. – Você acredita que o Espírito Santo tem poder na sua vida? – Você é uma pessoa que dá ouvidos a doutrinas de outras religiões? – Quem é o Espírito Santo para você? – E Jesus, quem é Ele para você?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho