sábado, 27 de maio de 2017

PAU DA BANDEIRA: BARBALHA DEVE RECEBER MAIS DE 300 MIL PESSOAS NESTE FIM DE SEMANA



 por André Costa

Festa deve atrair mais de 500 mil pessoas; 300 mil só neste domingo (Foto André Costa)

Barbalha. Começa amanhã um dos festejos culturais e religiosos mais tradicionais do interior do Estado, a festa de Santo Antônio, popularmente conhecida como Pau da Bandeira. A festa do Padroeiro de Barbalha será aberta oficialmente com o cortejo do Pau da Bandeira. A expectativa de público para o evento, que se estende até o dia 13 de junho, é de mais de 500 mil pessoas, segundo Rildo Teles, vereador e capitão do pau. “Mais de 300 mil só neste domingo”, pontua.
O Cortejo do Pau acontece a partir do meio-dia, percorrendo 8km da zona rural, local onde foi cortada a árvore, até o centro cidade. A previsão de chegada do Pau da Bandeira, um Jatobá de 25 metros pesando mais de duas toneladas, que será carregada por 250 homens, é no final da tarde, quando será erguido em frente à Igreja Matriz o mastro da bandeira do Santo casamenteiro, que sinaliza o começo da festa.
Assim como no ano passado, as medidas de seguranças adotadas após a morte de um dos carregadores do pau, que teve sua cabeça atingida pela árvore, continuam na edição deste ano. “Vamos aprimorar e trazer ainda mais segurança a todos”, afirmou Rildo. Conforme conta, serão confeccionadas camisas e pulseiras para os carregadores, além de ser proibido o consumo de bebidas alcoólicas por parte dos integrantes antes e durante o cortejo.
Haverá também seguranças isolando o pau da bandeira com cordão frontal e lateral. “No momento de descanso dos carregadores, a corda vai ao chão e o público pode ir em direção ao pau, como já é tradição”, acrescenta Teles.

Shows

Nove atrações musicais se apresentam após o cortejo do pau em três espaços distintos. No Marco Zero, tocam as Bandas Cabloco Nordestino, Flávio Leandro e Alcymar Monteiro. No palco ao lado da Igreja do Rosário, Dorgival Dantas, Pra Xotear e Chambinho do Acordeom e, na Praça da Estação, se apresentam Santanna, Forró Tapera e a grande atração da noite, Solange Almeida.
Ao todo, a festa do padroeiro da cidade vai reunir mais de 20 bandas, em cinco dias de festa. A programação no Parque de Eventos conta com os mais variados estilos. Serão quatro ações por noite, com destaque para Xandy Aviões, Leo Santana, Jonas Esticado, Toca do Vale, Victor e Léo, Thiaguinho, Pablo e muito mais.

Efetivo

Para a edição deste ano, o efetivo policial será reforçado. A Polícia Militar deve trabalhar em parceria com o Detran, Demutran, Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Guarda Municipal, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. O policiamento se concentrará, com maior efetivo, nos locais de maior aglomeração de pessoas. A segurança será feita diuturnamente.


Fonte: Diário do Nordeste

OS PADRES CANTORES LANÇAM CD "UMA LUZ UM MILAGRE", EM MESSEJANA



 A dupla de padre cantores, formada  pelo frei Ricardo Regis & Padre Gleicion, lança nesta noite de sábado, dia 27 de maio,  a partir das 20 horas, o novo CD: "Uma Luz Um Milagre".
A apresentação está programada para a quadra do Seminário Seráfico, no bairro Messejana, em Fortaleza.

PAPA ENCONTRA OS JOVENS EM MISSÃO DIOCESANA: TRANSFORMAÇÃO E FRATERNIDADE






Cidade do Vaticano (RV) – O Papa Francisco encontrou-se, no final da manhã deste sábado (27/5), no Santuário de Nossa Senhora da Guarda, em Gênova, com os Jovens da Missão Diocesana. O encontro foi acompanhado pela televisão pelos presos do Cárcere da Cidade.
 
Após ter feito um breve Ato de Consagração a Nossa Senhora e após as palavras de saudação do Cardeal Angelo Bagnasco, quatro jovens, duas moças e dois rapazes, pediram conselhos ao Papa.
Respondendo à representante da Missão Diocesana, que tem como título “A Alegria plena”, Francisco deu algumas sugestões de como ser missionários, sobretudo entre os seus coetâneos que vivem em situações difíceis.
Recordando que a experiência da Missão é seguir o Senhor, dando aos outros respostas concretas que tocam o coração, Francisco disse que a missão deve ser transformadora. E acrescentou:
“Mas há também outro tipo de transformação que muitas vezes não se vê, que é oculta, que nasce na vida de cada um de nós: é a missão; ser missionários nos leva a olhar a nossa realidade com os olhos de Jesus”.
De fato, a experiência missionária – explicou ainda o Papa – abre nossos olhos e nossos corações; não devemos olhar os outros como turistas, com superficialidade. A missão nos aproxima das pessoas, às quais devemos falar com autenticidade e transparência; não devemos ser hipócritas, pois a hipocrisia é um suicídio.
É Jesus que nos envia à missão. Por isso, somos transformados e damos testemunhos da sua Palavra. A missão, além da transformação, também é fraternidade, purificação.
Enfim, respondendo ainda às questões levantadas pelos jovens, o Santo Padre disse que “ser missionários entre os coetâneos é amá-los, olhar em seus olhos, dar-lhes a mão e esperança como se fossem o próprio Jesus. (MT)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA FRANCISCO AOS RELIGIOSOS: A VIDA CRISTÃ É MOVIMENTO


Gênova (RV) - Após o encontro com o mundo do trabalho, o Santo Padre se transferiu, de automóvel, para a Catedral de Gênova, onde manteve um encontro com os Bispos da região italiana da Ligúria, como também com o Clero, os Seminaristas, os Religiosos, Religiosas, colaboradores leigos engajados na Cúria e Representantes de outras Confissões Religiosas.
 
Neste encontro, o Papa também respondeu às perguntas de quatro religiosos: três sacerdotes e uma religiosa.
“Se imitarmos o estilo de Jesus, faremos bem o nosso trabalho como pastores. Este é o crédito fundamental: o estilo de Jesus.  Como foi o estilo de Jesus como pastor? Jesus estava sempre em caminho. Os Evangelhos nos fazem ver Jesus sempre em caminho, no meio das pessoas, da multidão.” 
Movimento
“Jesus nunca ficou parado e como todos aqueles que caminham, Jesus era exposto à dispersão, a ser fragmentado. Não devemos ter medo do movimento e da dispersão de nosso tempo. Mas o medo maior ao qual devemos pensar, que devemos imaginar é o de uma vida estática”, disse o Papa aos religiosos. 
“De uma vida de sacerdote que tem tudo bem resolvido, tudo em ordem, estruturado, tudo está no próprio lugar, com os seus horários de abrir e fechar a  secretaria. Tenho medo do sacerdote estático. Tenho medo, também quando é estático na oração, eu rezo de tal hora a tal hora. Uma vida estruturada dessa maneira não é uma vida cristã.”
Abertura
O Papa disse que Jesus sempre foi um homem que estava nas ruas, um homem que caminhava, um homem aberto às surpresas de Deus. “O sacerdote que tem tudo planificado, tudo estruturado, geralmente é fechado para as surpresas de Deus e perde aquela alegria da surpresa do encontro.”
“O Pároco não pode ter um estilo de empresário. Deve estar com as pessoas, estar com o Pai. No encontro com o Pai e o encontro com os seus fiéis, se vive esta tensão: tudo deve ser vivido nesta chave do encontro”, sublinhou.
O Santo Padre disse que os sacerdotes devem se perguntar: “Sou um homem de encontro? Sou um homem do Tabernáculo? Sou um homem da rua? Sou um homem de ouvido, que sabe escutar? Jesus tinha uma consciência clara de que a sua vida era para os outros: para o Pai e para as pessoas, não para si mesmo. Ele se doava às pessoas, se doava ao Pai na oração. Ele viveu a sua vida em chave de missão: sou enviado pelo Pai para dizer estas coisas”. 
Murmurações
É preciso deixar-se “olhar pelo Senhor” quando estamos diante do Tabernáculo, sem rezar “como um papagaio”. “Sem a relação com Deus e com o próximo nada tem sentido na vida de um sacerdote. Talvez fará carreira, mas o coração permanecerá vazio.”   
O Santo Padre frisou ainda que as murmurações destroem a fraternidade sacerdotal e chamou a atenção para o risco da autossuficiência de ser um sacerdote Google ou Wikipédia que pretende saber tudo. 
“O maior inimigo da fraternidade sacerdotal é este: a murmuração por causa da inveja, os ciúmes. Quanto mais formos fechados em nossos interesses, mais criticaremos os outros.” 
Disponibilidade
O Papa disse ainda aos religiosos que é preciso ver o carisma “encarnado nos lugares concretos” para amar as pessoas concretas. Uma concretude que requer disponibilidade: 
“A disponibilidade de ir aos locais onde há mais risco, onde mais precisa, para doar o carisma e inserir-se onde mais precisa. A palavra que uso muitas vezes é periferia, mas digo todas as periferias, não somente a pobreza: todas. Até mesmo a do pensamento.” 
Por fim, o Papa abordou o tema da crise vocacional. Disse que existe uma crise que afeta toda a Igreja, todas as vocações, também o matrimônio. “É preciso perguntar ao Senhor o que fazer, o que mudar: Aprender dos problemas e buscar uma resposta.” Falou também sobre o estar atento aos fenômenos graves como o “tráfico de noviças”, “um escândalo”. 
Testemunho
“Para aumentar as vocações é preciso investir no testemunho, testemunho da alegria e na maneira de viver”. Testemunhar o que Jesus fez. A mundanidade, o contratestemunho provocam certas crises vocacionais.”
Segundo o Papa, “é necessária uma conversão pastoral, uma conversão missionária. Convido todos a ler os trechos da Evangelii gaudium que fala sobre isso, sobre a necessidade de conversão missionária. Este é o testemunho que atrai vocações.  O testemunho é a chave para vencer a crise vocacional. Um testemunho que não precisa de palavras, mas que através do amor saiba atrair as pessoas”. (MJ)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

PAPA AOS TRABALHADORES: O TRABALHO É UMA PRIORIDADE HUMANA, UMA PRIORIDADE CRISTã


Gênova (RV) - O Papa Francisco deixou o Vaticano, na manhã deste sábado (27/5), às 7h30 (2h30 de Brasília), e se dirigiu ao aeroporto romano de Ciampino, de onde partiu para mais uma Visita Pastoral, que o levou a Gênova.
Ao chegar ao aeroporto da cidade de Gênova, Francisco foi recebido por autoridades religiosas, entre as quais o Cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo da cidade, e outros representantes políticos e civis de Gênova.
A primeira atividade do Santo Padre, às 8h30, foi o encontro com o mundo do trabalho na Siderúrgica Ilva, a segunda mais importante indústria da Itália, depois de Taranto, no sul do país.
No encontro com os trabalhadores, o Papa respondeu espontaneamente a algumas perguntas que lhe foram dirigidas por um operário, uma desempregada, um empresário e um representante sindical. 
Empresário
O Santo Padre fez uma promessa: “O mundo do trabalho é uma prioridade humana. Portanto, é uma prioridade cristã, uma nossa prioridade; e também uma prioridade do Papa.”
O Pontífice ressaltou que “sempre houve uma amizade entre a Igreja e o mundo do trabalho, começando por Jesus trabalhador. Onde há um trabalhador, ali há interesse e o olhar de amor do Senhor e da Igreja”, frisou.
O Papa falou também sobre as virtudes do empresário: “A criatividade, o amor pela própria empresa, a paixão e o orgulho pela obra de suas mãos, de sua inteligência e a dos trabalhadores. O empresário é a peça fundamental de toda boa economia: não há boa economia sem um bom empresário, sem a sua capacidade de criar, criar trabalho e criar produtos.”
Virtudes
“O importante é reconhecer as virtudes dos trabalhadores e das trabalhadoras. Trabalhadores e trabalhadoras devem fazer bem o seu trabalho, porque o trabalho deve ser bem feito. Às vezes se pensa que um trabalhador trabalha porque é bem pago: esta é uma grave falta de estima dos trabalhadores e do trabalho, pois nega a dignidade do trabalho que inicia com o trabalhar bem pela dignidade e pela honra”. 
“O empresário verdadeiro conhece os seus trabalhadores, porque trabalha junto com eles, trabalha com eles. Não nos esqueçamos de que o empresário deve ser primeiramente um trabalhador. Se ele não tem esta experiência da dignidade do trabalho, não será um bom empresário. Partilha as fadigas dos trabalhadores e partilha as alegrias do trabalho, de resolver juntos os problemas, de criar algo juntos. Nenhum bom empresário ama demitir a sua gente.” 
Para Francisco, “quem pensa de resolver o problema de sua empresa demitindo as pessoas, não é um bom empresário: é um comerciante. Hoje, vende a sua gente, amanhã, vende a sua dignidade”. 
Especuladores
Segundo o Papa, “uma doença da economia é a transformação progressiva dos empresários em especuladores. O empresário não deve absolutamente ser confundido com especulador: são dois tipos diferentes. O especulador é uma figura parecida com aquela que Jesus no Evangelho chama de ‘mercenário’, em oposição ao Bom Pastor. O especulador não ama a sua empresa, não ama os trabalhadores, mas vê a empresa e os trabalhadores como meios para obter lucro. Demitir, fechar, mudar a empresa não criam nenhum problema para ele, porque o especulador usa, instrumentaliza, se alimenta de pessoas e meios para alcançar seus objetivos de lucro”. 
“Quando a economia é habitada por bons empresários, as empresas são amigas das pessoas e também dos pobres. Quando passa para as mãos de especuladores, tudo se arruína. Com o especulador, a economia perde o rosto e os rostos. É uma economia sem vulto. Uma economia abstrata. Por trás das decisões do especular não há pessoas.”
“Às vezes o sistema político parece incentivar quem especula sobre o trabalho e não quem investe e acredita no trabalho. Por que? Porque cria burocracia e controles, partindo da hipótese de que os atores da economia sejam especuladores, e assim quem não é fica em desvantagem e quem é consegue encontrar os meios para evitar os controles e alcançar os seus objetivos. Sabe-se que os regulamentos e as leis pensadas para os desonestos terminam por penalizar os honestos. Hoje, existem verdadeiros empresários, empresários honestos que amam os seus trabalhadores, que ama a empresa, que trabalha junto com eles para levar adiante a empresa. Esses são os mais prejudicados pelas políticas que favorecem os especuladores, mas os empresários honestos e virtuosos vão adiante, não obstante tudo.” 
Democracia
O Papa citou uma frase de Luigi Einaudi, economista e presidente da República Italiana: “Milhares, milhões de indivíduos trabalham, produzem e economizam não obstante tudo o que nós podemos inventar para incomodá-los, fazê-los tropeçar e desencorajar. É a vocação natural que os impulsiona e não apenas a sede de lucro.” 
“Tirar o trabalho das pessoas ou explorar as pessoas no trabalho indigno e mal pago é inconstitucional. Se a República Italiana não fosse fundada no trabalho não seria uma democracia”, disse o Papa. 
Ainda citando a Constituição italiana, o Papa disse que “o trabalho é amigo do homem e o homem é amigo do trabalho e por isso não é fácil vê-lo como inimigo porque se apresenta como uma pessoa de família até mesmo quando nos fere. Homens e mulheres se nutrem com o trabalho e com o trabalho são ungidos de dignidade. Por esta razão, em torno do trabalho se edifica o pacto social porque quando não se trabalha ou se trabalha pouco, mal, ou muito, é a democracia que entra em crise.”
Dignidade
Respondendo à pergunta de uma desempregada, o Papa disse que “quem perde o trabalho e não consegue encontrar outro trabalho bom sente que perde a dignidade, como perde a dignidade quem é obrigado por necessidade a aceitar trabalhos ruins e errados.   Nem todos os trabalhos são bons, existem trabalhos ruins, como o tráfico de armas, a pornografia, o jogo de azar, mas também o trabalho de quem não respeita os direitos dos trabalhadores, a natureza ou quem não coloca limites aos horários”.
“Nas famílias onde há pessoas desempregadas, nunca é realmente domingo e as festas se tornam às vezes dias de tristeza porque falta o trabalho na segunda-feira. Para celebrar a festa, é necessário celebrar o trabalho. Ao trabalhar nos tornamos mais pessoa, a nossa humanidade floresce, os jovens se tornam adultos somente trabalhando”.
“Um mundo que não conhece mais os valores e o valor do trabalho, não entende mais a Eucaristia, a oração verdadeira e humilde dos trabalhadores e trabalhadoras. Os campos, o mar e as fábricas sempre foram altares de onde se elevaram orações bonitas e puras, que Deus acolheu. Orações ditas por quem sabia e queria rezar, mas também orações feitas com as mãos, com o suor, com a fadiga do trabalho de quem não sabia rezar com a boca. Deus acolheu estas e continua acolhendo estas orações também hoje.”(MJ)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

O PAPA FRANCISCO EM GÊNOVA: "CIDADE GENEROSA QUE NÃO FECHA AS PORTAS"


O Papa Francisco já iniciou a sua visita pastoral a Génova. O avião papal aterrou no aeroporto da capital da Liguria pelas 08.15 horas. Francisco foi acolhido pelo Cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo da cidade, o Prefeito Marco Doria e o Presidente da Região Giovanni Toti. É uma viagem muito intensa em que o Pontífice encontrará a Igreja da Ligúria, o mundo do trabalho, os jovens. O Papa almoçará com os migrantes e os carcerados e abraçará em seguida as crianças internadas no Hospital Pediátrico Gaslini. Momento centra da visita será a Santa Missa, à tarde, a que o Papa presidirá na Fiera del Mare.
Numa mensagem publicada pelo Secolo XIX, o Pontífice dirige-se assim aos "queridos genoveses": "Venho visitar-vos como peregrino de paz e esperança. Sei que Génova é uma cidade generosa, que não fecha as suas portas, que se compromete em acolher e integrar os que fogem da fome, da pobreza e das guerras. Não posso não pensar que a partir do porto da vossa cidade, no dia 1 de fevereiro de 1929, embarcaram no navio 'Giulio Cesare' os meus avós Giovanni e Rosa, e o meu pai Mario, que na altura tinha 21 anos.
Volto ao lugar donde eles partiram, como filho de migrantes e agradeço-vos pelo acolhimento. Sei que os problemas não faltam. Sei quanto é pesado o desemprego, a falta de emprego que atinge jovens e menos jovens, e condiciona a vida de muitas famílias. Mas também sei que os genoveses não são apenas habitantes de uma cidade à beira-mar e, portanto, habituados a lidar com os barcos e as redes. Eles também são capazes de 'fazer redes' e viver em solidariedade”.(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

ASCENSÃO DO SENHOR: "CONTINUAR A MISSÃO DE JESUS"



Cidade do Vaticano (RV) - «Celebrar a Ascensão de Jesus é celebrar seu modo novo de estar conosco, do Emanuel, Deus Conosco, manifestar-se em nosso meio.
 
Certamente esse modo novo do Senhor de se manifestar entre os homens passa pela Comunidade, por suas atitudes que dão continuidade à missão do Senhor e que asseguram a continuidade da construção do Reino de Justiça e de Paz.
O Livro dos Atos dos Apóstolos, do qual é tirada a primeira leitura da solenidade de hoje, nos mostra Jesus dizendo aos seus discípulos que eles receberão o Espirito Santo e que Este os tornará suas testemunhas no mundo inteiro.
O Espírito que os discípulos receberão é o mesmo que esteve presente em Jesus. Os anjos que aparecem após a “subida” de Jesus ao Céu dizem aos discípulos para não ficar de braços cruzados, mas agir, isto é, continuar a missão do Senhor. Os anjos dizem aos discípulos que Jesus vai voltar. Isso nos recorda a parábola contada pelo Senhor em que o patrão quando volta de viagem quer saber de seus servos o que fizeram, qual o produto do trabalho. Os anjos nos recordam a necessidade de deixar de ficar olhando para o céu e colocar mãos à obra, trabalhar!
O Evangelho de Mateus nos fala que o poder que Jesus recebeu do Pai e foi plenificado após sua ressurreição, é dado à Comunidade para que “ Vá e faça discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a observar tudo o que lhes ordenei!”
Batismo e catequese! Batismo é a consagração, a configuração a Jesus Cristo, o Ungido e a Catequese é a implementação da Justiça. Logo, deveremos levar as pessoas a se configurarem ao Homem Novo, de acordo com o desejo do Pai e, depois, após conscientizá-los, levá-los a praticar a justiça e as bem-aventuranças. E Mateus termina citando a certeza da presença eterna de Jesus ao nosso lado: “ Eis que eu estarei com vocês todos os dias, até o fim do mundo!”
A Ascensão de Jesus é a transformação da presença do Emanuel, do Deus Conosco. Sua presença é manifestada não através de uma figura visível, a de Jesus, mas através da ação libertadora praticada pelos membros da Comunidade.
Quando chegar o final dos tempos, a Parusia, veremos a “re-velação” do Senhor. Veremos que atrás de cada atitude cristã estava o Redentor – Cristo, o Autor de todo ato de bondade – o Pai, e nos inspirando, o Espírito de Amor». 
(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Solenidade da Ascensão do Senhor)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano

EVANGELHO DO DIA

João 16,23b-28

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.— Glória a vós, Senhor.Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:23b“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. 24Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.25Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. 26Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, 27pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. 28Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.— Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

27/05/2017 – Sábado VI semana da Páscoa

Atos 18, 23-28 – “Deus não dispensa a ajuda de ninguém”

Apesar de ser desconhecido, Apolo atraiu para si a atenção dos discípulos de Jesus pelo entusiasmo e convicção com que ele falava do seu Mestre. Ele era um homem eloquente e versado nas Escrituras, por isso ensinava com exatidão a respeito de Jesus. O conhecimento que nós adquirimos de Deus, a convicção que demonstramos ter da Sua ação em nós e através de nós nos dão subsídios para que possamos trabalhar na Sua vinha. Este conhecimento nós também adquirimos quando refletimos na Sua Palavra e nos deixamos mover pelo sopro do Seu Espírito Santo. Deus não dispensa a ajuda de ninguém na construção do Seu Reino aqui na terra. Para que tenhamos sucesso na nossa missão evangelizadora não nos é necessário, propriamente, fazer parte de algum grupo especial, mas sim o testemunho que damos da verdade de Jesus Cristo. Por isso, Ele chama a todos que têm o coração aberto e, prepara-os, exercita-os e até os põe à prova para que, assim como Apolo, possam ser úteis no anúncio da Palavra e na renovação da Sua Igreja. Deus tem necessidade de nós e das outras gerações que virão depois de nós, por isso, precisamos também instruir àqueles que dependem da nossa assistência nos caminhos do Senhor a fim de que o trabalho do reino de Deus nunca termine. Sempre haverá alguém precisando conhecer e ter experiência com a Salvação de Jesus. – Você tem convicção quando fala em Nome de Jesus? – Em que você pode ajudá-Lo: você canta, você toca, você reza, você é comunicativo (a), você é zeloso (a), você tem dons artísticos, você é silencioso (a), você é habilidoso (a), você é impetuoso (a), corajoso (a), você é trabalhador (a), você sabe escutar, você sabe consolar, você sabe pedir, você é uma pessoa convincente, você um (a) líder? - Ofereça, então, os seus dons e talentos e a sua inteligência a Deus para que Ele o (a) use na edificação do Seu reino aqui na terra. – Deus precisa de você do jeito que você é!


Salmo – 46 – “O Senhor é o grande rei de toda a terra”

A vida na terra não deixa de ser um mistério a ser desvendado, porém se tivermos a certeza e a convicção de que Deus é realmente o Altíssimo, o soberano que domina todo o universo nós conseguiremos vislumbrar, já aqui, as delícias do céu e poderemos cantar e bater palmas como fala o Salmo. “Só Deus é realmente o Altíssimo e os poderosos desta terra lhe pertencem!”


Evangelho – João 16, 23-28 – “o Pai espera os nossos pedidos em Nome de Jesus ”

O Nome de Jesus tem força junto do Pai, porque Ele e o Pai são Um e estão em comunhão com o Espírito que nos leva a pedir as coisas das quais necessitamos. O Nome de Jesus tem poder! Se prestarmos bem atenção nós verificamos que ainda não temos o hábito de suplicar ao Pai em Nome do Filho, talvez porque nos falte a devida convicção de que Jesus recebeu do Pai a Missão de ser o nosso Salvador, total, alma, corpo e espírito. Jesus Cristo é o nosso defensor e justificador diante de Deus Pai, por isso Ele nos ensina a pedir tudo de que precisamos, em Seu Nome, nos dando a certeza de que assim seremos atendidos (as). Jesus tem plena consciência de tudo o quanto nos é necessário, por isso, é Ele quem apresenta ao Pai as nossas carências, e mais, é Ele quem justifica diante do Pai, as nossas faltas, os nossos pecados e as nossas necessidades. Nesta perspectiva e nesta certeza, é que ousamos pedir ao Pai em Nome de Jesus. Jesus nos dá a garantia de que o Pai nos ama porque acreditamos nas Suas Palavras, portanto, não percamos tempo com dúvidas ou murmurações sobre a nossa situação de vida, porquanto o Pai espera os nossos pedidos, em Nome do Seu Filho Jesus. Que a Palavra de Jesus, hoje, ecoe fortemente no nosso coração e que, a partir deste momento nós comecemos a pedir ao Pai, todas as coisas, em Nome de Jesus, para que a nossa alegria seja completa. - Experimente hoje pedir ao Pai em Nome do Filho e no poder do Espírito Santo! – Peça o que é impossível para você, mas peça com fé, na certeza de que no tempo hábil você será atendido (a). Porém, apresente primeiramente ao Filho, pois só Ele saberá expor tudo diante do Pai.

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - AGOSTINHO DE CANTUÁRIA


Monge beneditino, viveu em um mosteiro de Roma fundado por São Gregório Magno. Santo Agostinho na Grã- Bretanha exerceu santamente sua missão de levar muitos à santidade e assim santificar-se.
O Papa São Gregório enviou missionários para anunciar a Boa Nova nas Ilhas Britânicas, 40 monges estavam sob o comando de Agostinho, que corajosamente avançou em direção aos anglo-saxões que possuíam fama de cruéis. Agostinho ao chegar, expôs ao rei sua pregação e pediu-lhe autorização para pregar com seus irmãos.
O trabalho de evangelização foi tão fecundo que, em menos de um ano, mais de dez mil pessoas se converteram, inclusive o rei Etelberto.
Ajudado sempre pelo Papa, Santo Agostinho, na obediência acolheu as direções do Espírito e foi ordenado Bispo. Com o surgimento de novas necessidades pastorais, tornou-se Arcebispo. Com a ajuda de muitos outros missionários, alcançou a graça da conversão, praticamente para todos da ilha. Entrou na Igreja Triunfante, com outros, em 605.
Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

sexta-feira, 26 de maio de 2017

DOM DAR NICIOLI: "APESAR DESSA BARAFUNDA POLÍTICA, VAMOS MANTER VIVA NOSSA ESPERANÇA"



Dom Darci Nicioli: “Apesar dessa barafunda política, vamos manter viva nossa esperança”
Dom Darci José Nicioli é mineiro, de Jacutinga. Missionário Redentorista, atuou, por quase duas décadas, como administrador e reitor do Santuário Nacional de Aparecida (SP). O Papa emérito Bento XVI o nomeou bispo auxiliar da terra da Padroeira, em 2012. Semana antes de ser nomeado arcebispo de Diamantina – seu estado natal, em 2016, pelo Papa Francisco, foi eleito, pela Assembleia dos Bispos, presidente da Comissão Episcopal para a Comunicação.
Animado, sorridente, apreciador de uma boa conversa, o arcebispo das terras de Juscelino Kubistchek e de Chica da Silva – sua residência oficial está instalada no antigo casarão do contratador João Fernandes –  gosta muito de tratar de assuntos ligados à comunicação e coordenou um trabalho de preparação para o Dia Mundial das Comunicações, celebrado neste domingo, 28 de maio, com muita ansiedade: “Fico entusiasmado ao contemplar o trabalho dos comunicadores da Igreja no Brasil!”.
Dom Darci concedeu entrevista à equipe de assessoria de imprensa da CNBB, via e-mail, na sexta-feira, 26 de maio.
Está chegando hora de celebrar o Dia Mundial das Comunicações. Como o senhor se sente?
Sinto-me profundamente agradecido a Deus por ter me concedido o privilégio de conhecer mais e de acompanhar essa gente boa que lida com comunicação em nome da Igreja no Brasil. Fico entusiasmado ao contemplar o trabalho dos comunicadores! Nestes últimos dois anos, tenho conhecido pessoas e comunidades que atuam na evangelização acolhendo, com empenho, as contribuições do universo moderno da comunicação. Gente corajosa, dedicada, muitas vezes até mesmo disposta ao sacrifício, que usam da criatividade, da tecnologia para fazer com que a pessoa de Jesus Cristo, nosso Redentor, seja conhecida e amada no coração do mundo. Ao se aproximar o dia 28 de maio, Dia Mundial das Comunicações Sociais, fico muito satisfeito com o caminho percorrido até agora pela Comissão Episcopal Pastoral para Comunicação da CNBB. Lá, eu conto com a ajuda constante e o apoio de dom Devair Araújo, bispo auxiliar de São Paulo e dom Roque Souza, auxiliar do Rio de Janeiro; além do trabalho de nossos assessores padre Antônio Xavier e padre Rafael Vieira, que é bastante significativo.
A Comissão animou a preparação para esse Dia Mundial das Comunicações. Quais foram as iniciativas mais importantes nesse tempo?
Em primeiro lugar, colocamos a belíssima mensagem do Papa Francisco para esta ocasião como prioridade da nossa preparação. Desde o lançamento do documento, em 24 de janeiro, não temos feito outra coisa, a não ser insistir, em todo canto, para que leiam, reflitam e apliquem o que o Santo Padre nos ensina nessa mensagem. Nesse esforço, o padre Antônio Xavier, assessor da nossa Comissão, coordenou os trabalhos de preparação, culminando na oferta de um livreto em formato digital, apresentado para auxiliar os agentes da Pastoral da Comunicação. Neste subsídio, oferecemos algumas chaves-de-leitura para a leitura da mensagem do Papa e sugestões para as celebrações.
Tenho visto nas redes sociais, em todo o Brasil, nossos agentes mobilizados e traduzindo o conteúdo da mensagem em iniciativas de estudos, encontros, cafés com a imprensa, cursos e outras modalidades de divulgação. O Papa pede que sejamos criativos e, vejo, que esse apelo tem sido escutado por nossas equipes de trabalho nas dioceses, paróquias e comunidades. Criativos e corajosos! A mensagem deste ano, também, pede que o cristão se dedique a buscar as coisas boas que são “moídas” com as coisas ruins, diariamente, pela comunicação no mundo inteiro.
Uma outra iniciativa, tentamos organizar e realizar, pela segunda vez, uma Romaria de Comunicadores ao Santuário de Aparecida. Fizemos, isso poucos dias depois do lançamento da mensagem do Papa Francisco. Já avaliamos e estamos animados com a possibilidade para a terceira edição dessa romaria, possamos contar com a participação dos bispos referenciais dos regionais e dos coordenadores da Pastoral da Comunicação de todo o Brasil. Estou com muita esperança nesse nosso próximo passo e acredito que poderemos promover um belo encontro dos pastores, coordenadores da comunicação na Igreja do Brasil aos pés da Mãe Aparecida.
O senhor fala muito de Nossa Senhora Aparecida, mesmo depois de ter deixado o trabalho no Santuário e na Arquidiocese de Aparecida. Qual a razão dessa insistência?
O fundador da minha congregação religiosa, bispo e é Doutor da Igreja, chamava Nossa Senhora de “Mãe do Belo Amor”. Em Aparecida, Ela manifestou seu carinho para com os pescadores, escravos e pobres há 300 anos. Desde aquele encontro singelo da imagem enegrecida, Nossa Senhora chama o povo brasileiro para a oração, para a conversão, pedindo que façamos tudo o que Jesus, seu filho, nos disser. Eu amo Nossa Senhora. Gosto muito de Aparecida. Estou hoje conhecendo outras faces bonitas da devoção à Nossa Mãe. Na frente da casa onde eu resido, em Diamantina, há uma belíssima igreja do século 18 dedicada à Nossa Senhora do Carmo.
Nossa arquidiocese de Diamantina, tem 22 paróquias, tendo Nossa Senhora como padroeira: Amparo, Dores, Conceição, Fátima, Graça, Anjos, Livramento, Piedade, Mãe da Igreja, e, claro, Aparecida! Além disso, esse assunto se torna relevante para todo o Brasil, também, pois vivemos no Ano Nacional Mariano. E tem mais: Nossa Senhora é a comunicadora por excelência, porque a Palavra se fez carne em seu ventre! E Ela que a tudo acompanhava na vida de Jesus e da Igreja nascente, meditava tudo no coração! Meditar no coração é atitude indispensável para toda a comunicação cristã!
A comunicação da Igreja no Brasil se expressa bastante pela TV e pelo Rádio. Há várias emissoras espalhadas pelo país. Como o senhor avalia essa comunicação?
Por trás de cada emissora católica de Rádio ou de Televisão há sempre uma ideia ou uma proposta de espiritualidade. Não podemos esquecer isso. Algumas pertencem a fundações constituídas por dioceses e fundações religiosas, outras por fiéis leigos. Há, ainda, emissoras de caráter mais comercial, mantendo com foco a evangelização. Cada uma dessas emissoras traz uma proposta diferente e positiva para o conjunto da comunicação na Igreja. A diversidade que elas apresentam em suas programações é um sinal de riqueza da fé e da liberdade do Espírito que sopra onde quer e como quer. No painel dessas emissoras, aqui e ali, naturalmente pode ocorrer algum tipo de descompasso em relação à orientação do episcopado, do Papa ou até mesmo do Evangelho. Precisamos nos lembrar do que ensina o Papa Francisco: “Somos todos pecadores e todos podemos ser alcançados pela misericórdia divina”.
Eu tenho insistido, nos encontros dos bispos, para que elaboremos algumas orientações mais atualizadas considerando as grandes linhas da ação evangelizadora da Igreja para ajudar as emissoras de Rádio e TV. Esse é um caminho longo, mas já começou a ser feito. Precisamos da oração de todos para o êxito desse projeto. Enquanto isso, estimulamos nossos operadores da comunicação a buscarem, sempre com maior profundidade, a formação a partir dos principais documentos da Igreja nesse campo. As mensagens dos Papas para o Dia Mundial das Comunicações Sociais publicadas, sem interrupção, desde 1967, trazem uma riqueza enorme de conteúdo para nos conservar no caminho da saudável comunicação nos meios de comunicação mantidos pela Igreja.
A comunicação no seu sentido amplo e como realidade da sociedade também tem recebido uma atenção especial da Igreja. No Brasil, o senhor acha que a Comunicação Social tem desempenhado um papel de exemplo como comunicação que opera para o bem do progresso e do entendimento entre as pessoas?
O Brasil é um país maravilhoso. Dizer isso nesses tempos de escândalos de corrupção política parece um pecado. Mas, não é. Eu me refiro às potencialidades de comunicação do povo brasileiro. Somos criativos, competentes, visionários. Formamos aqui verdadeiras escolas de comunicação que influenciam grupos no mundo inteiro. Do ponto de vista técnico, temos uma das melhores expressões de TV do planeta. Não sou eu apenas que digo isso, basta que se faça uma leitura mais aprofundada e essa é constatação com respaldo dos pesquisadores sérios. No campo do rádio não ficamos por baixo. Foi um padre brasileiro que fez parte do começo da história do rádio no mundo:  o gaúcho Roberto Landell de Moura.
Agora, é claro que não estou dizendo que o uso feito dessa potência brasileira em comunicação é a melhor do mundo. O predomínio de interesses econômico, por exemplo, colocou-nos numa posição escandalosa de sermos hóspedes de oito a dez conglomerados de comunicação de “propriedade” de poucas famílias no Brasil – o triste monopólio. Eu coloco a palavra entre aspas porque o exercício da radiodifusão é uma concessão pública e ninguém poderia ser considerado dono, uma vez que os concessionários recebem um direito por tempo delimitado e regras muito claras a respeito do uso da concessão.
O uso político, no entanto, é o mais complicado. Acho que os estudiosos de comunicação têm uma palavra clara sobre esse aspecto e não me atrevo a acrescentar. O que ocorre, contudo, que é preciso denunciar todas as formas de cooptação da comunicação pelos interesses de partido, seja qual for. Os meios de comunicação são instrumentos de debate livre dos conteúdos de interesse do bem comum do povo brasileiro e não de grupos ideológicos de qualquer tonalidade.
Uma última coisa: a comunicação veloz e acessível tem nos levado a acompanhar em tempo real uma espantosa sucessão de escândalos políticos. Esse é um mérito da comunicação. E, é em tempos como de hoje que precisamos observar como os meios de comunicação são usados para defender esse ou aquele interesse econômico e político. Está explícito, basta observar.
O Dia Mundial das Comunicações coincide com uma crise política grave em nosso Brasil. O senhor disse, um dia, que era preciso pisar nas “jararacas”. Elas ainda estão à solta?
Sim, estão. Infelizmente. Os fatos investigados de corrupção no Brasil estão mostrando onde elas se escondem. Não podemos perder essa hora de grande importância para o amadurecimento da nossa cidadania. Falo do ponto de vista da comunicação: observemos os discursos feitos, as ações realizadas, o debate público. Podemos nos tornar melhores comunicadores se tirarmos proveito do acompanhamento de momentos tão sérios como o estamos atravessando nos últimos meses no Brasil. Diante do tudo, é hora de reapresentar os valores do Evangelho que nos pedem honestidade, transparência, reto uso do dinheiro público e a defesa constante dos pobres e dos pequenos.
A CNBB nos deu uma orientação extraordinária nos últimos meses e nessa direção tem nos feito ver que, no meio desse furacão, não podemos nos esquecer que o Brasil precisa de ética pública, respeito aos trabalhadores e de diálogo com a sociedade. Essa tem sido a “tecla fixa”: diálogo. As principais reformas que o país tanto precisa, por exemplo, precisam ser elaboradas, discutidas e aprovadas mediante diálogo amplo e com tempo suficiente para o aprofundamento das questões mais complexas.
Uma palavra final?
Sim. Apesar dessa barafunda política, vamos manter viva nossa esperança, pois no coração do cristão não cabe o desespero. Há males que vêm para o bem e, se estes tempos difíceis ajudarem para o crescimento em nossa responsabilidade cidadã, o povo redescobrir a importância da participação política consciente, benditos sejam esses dias difíceis pelos quais estamos passando. Como nos pede o Papa Francisco:    “Comuniquemos esperança e confiança no nosso tempo. Coragem, sejamos arautos da Boa Nova!”
 Fonte: CNBB