quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

INSTALADA A FACULDADE CATÓLICA DE FORTALEZA




Com uma celebração eucarística presidida por dom José Antonio A. Tosi Marques, arcebispo de Fortaleza, foi instalada oficialmente, no Seminário da Prainha, com a junção do Icre e do Itep, a Faculdade Católica de Fortaleza,. A solenidade que contou com a presença de religiosos, acadêmicos e autoridades civis, como o vice-governador Francisco Pinheiro.
A criação da Faculdade Católica de Fortaleza aconteceu em agosto de 2009, por decreto de dom José Antonio e oferece as graduações em Teologia e Filosofia, com 80 vagas, cada uma. Afora essas graduações, os cursos de extensão e pós-graduações. Os alunos podem ser leigos e religiosos, católicos e cristãos das diversas igrejas. Ela conta hoje com 726 alunos.



Fonte: site da Arquidiocese de Fortaleza e fotos de Mauri Melo

CURITIBA TEM NOVO BISPO AUXILIAR

O Papa Bento XVI nomeou monsenhor Rafael Biernaski, que atualmente trabalha em Roma, como bispo auxiliar da arquidiocese de Curitiba (PR). Monsenhor Rafael atua na chefia de seção da Congregação para os Bispos, no Vaticano.
O Santo Padre acolheu a solicitação do arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr José Vitti, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar.
Monsenhor Rafael Biernaski é curitibano e nasceu no dia 10 de novembro de 1955. Ingressou no Seminário Arquidiocesano de São José, em 1968. Em 1975 entrou no Seminário Maior Rainha dos Apostólicos, cursou Filosofia na Universidade Católica do Paraná e Teologia no Studium Theologicum de Curitiba. Foi enviado a Roma para os estudos superiores junto à Pontifícia Universidade Gregoriana, obtendo o Mestrado e o Doutorado em Teologia Dogmática, em 2007.
Foi ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1981 pela Arquidiocese de Curitiba. Como sacerdote diocesano participa da União dos Presbíteros de Schoenstatt. Foi vice-coordenador arquidiocesano de Liturgia, diretor espiritual do Seminário São José e professor do curso para Formadores de Seminaristas, no México.Leia mais.: Acolho na fé o chamado que me faz o Santo Padre, diz novo bispo

CNBB

SÓ QUEM REZA AVANÇA NA VIDA ESPIRITUAL: PAPA SOBRE SANTO ANTÔNIO

Só quem reza avança na vida espiritual: Papa sobre Santo Antônio
Leonardo MeiraDa Redação
AFP
Bento XVI: Santo Antônio ensina que oração é relação de amor com o Senhor
"Apenas uma alma que reza pode fazer progresso na vida espiritual: este é o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio", disse Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 10, dedicada à figura do santo franciscano.O Papa falou sobre a obra Sermões, escrita por Antônio para ser utilizada nos estudos teológicos franciscanos.Ali, o santo descreve a oração como uma relação de amor que está dividida em quatro estágios essenciais: abrir confiadamente o próprio coração a Deus; falar afetuosamente com Ele; apresentar-Lhe as nossas necessidades; louvá-Lo e agradecê-Lo."Antônio lembra-nos que a oração exige um clima de silêncio, que não coincide com a separação do ruído exterior, mas é experiência interior, que visa eliminar as distrações causadas pelas preocupações da alma, criar silêncio na própria alma", explica.Bento XVI salientou que, devido à riqueza dos ensinamentos espirituais de Sermões, "o Venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou Antônio Doutor da Igreja, dando-lhe o título de 'Doutor Evangélico', porque seus escritos mostram o frescor e a beleza do Evangelho e, hoje, podemos lê-los com grande benefício espiritual"..: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI sobre Santo Antônio"Verdadeira riqueza"No início do século XIII, o crescimento da cidade e do comércio diminuia a preocupação com os pobres. A pregação de Antônio convidava os fiéis a meditar sobre a riqueza do homem bom e misericordioso, que "faz acumular tesouros para o céu"."Não é exatamente isso, queridos amigos, um ensinamento muito importante e atual também hoje, quando a crise financeira e graves desequilíbrios econômicos empobrecem muitas pessoas e criam condições de miséria?", questiona o Pontífice.O Papa também destacou que a visão de Antônio sobre o Crucificado o propõe como significado que enriquece as vidas dos crentes e não crentes. "Meditando estas palavras, podemos entender melhor a importância da imagem do Crucificado para a nossa cultura, pois o nosso humanismo nasce da fé cristã".Ao final da Catequese, o Santo Padre convidou toda a Igreja a orar para que "os sacerdotes e diáconos executem com solicitude este ministério de anunciar e atualizar a Palavra de Deus aos fiéis, especialmente através da homilia litúrgica. Seja ela uma apresentação eficaz da beleza eterna de Cristo", concluiu.

Leonardo Meira/;Canção Nova Notícias

CÁRITAS ARRECADA TRÊS MILHÕES DE REAIS E ENVIA 15 MIL TONELADAS DE ALIMENTOS PARA OS DESABRIGADOS DO HAITI

Ao longo desta semana, chegará ao Haiti um comboio naval de seis navios fretados do México pela rede Cáritas para transportar até a ilha 15 mil toneladas de ajuda humanitária: alimentos, água potável e provisões médicas.
O “Papanlapou”, primeiro dos navios que chegou a Porto Príncipe, carrega duas mil toneladas de arroz, feijão, leite pasteurizado e kits de produtos sanitários.
Toda esta ajuda será distribuída imediatamente entre os atingidos que estão sendo atendidos pela rede Cáritas dentro do plano de resposta à emergência, no valor de 31 milhões de euros destinados à Cáritas Haiti para prestar ajuda a 200 mil pessoas durante dois meses.
A ajuda proporcionada pela Cáritas aos atingidos pelo terremoto inclui também materiais de abrigo e barracas, assim como acompanhamento psicossocial e assistência cirúrgica de urgência.
Também esta semana se distribuirá pelo Haiti, por intermédio da Cáritas americana, uma equipe da Universidade de Maryland especializada em tratamento médico a vítimas de desastres e cujos membros se renovarão semanalmente, dentro de um programa de ação de seis meses de duração.
A prioridade máxima desta equipe será realizar, nos próximos dias, a intervenção cirúrgica de 16 casos especialmente delicados.
Doe você também
No Brasil, a Cáritas Brasileira e a CNBB, através da Campanha SOS Haiti, já arrecadou mais de R$ 3 milhões de reais. Deste montante, R$ 1 milhão já foi repassado.

As doações em dinheiro podem ser feitas nas seguintes contas bancárias:
- Banco do Brasil - Agência: 3475-4; Conta Corrente: 23.969-0;- Caixa Econômica Federal - OP: 003; Agência: 1041; Conta Corrente: 1132-1;- Banco Bradesco - Agência: 0606; Conta Corrente: 70.000-2.CNPJ da Cáritas Brasileira: 33.654.419/0001-16.

CNBB, com Cáritas

VATICANO CELEBRA OS 25 ANOS DO PONTIFÍCIO CONSELHO DA PASTORAL PARA OS AGENTES DE SAÚDE

Começou, nesta terça-feira, 9, no Vaticano, as celebrações por ocasião do 25° aniversário do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde e 18° Dia Mundial do Enfermo.
O evento foi aberto com a mostra "A Igreja a serviço do amor pelos enfermos", com 28 quadros do pintor Francesco Guadagnuolo que exibem a figura de João Paulo II que 25 anos atrás instituiu o Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde.
O objetivo da mostra é ser um incentivo artístico-cultural junto com as celebrações religiosas que estão sendo programadas a fim de celebrar o 25° aniversário do organismo vaticano.
Por ocasião do evento, acontece hoje, 10, um concerto de música clássica que contará com a participação do pianista alemão Rolf-Peter Wille e da pianista Lina Yeh, de Taiwan, além da Orquestra Junior do Conservatório Santa Cecília, de Roma.
Ainda no âmbito do evento, realiza-se hoje e amanhã, 11, o Simpósio Internacional onde serão abordadas a Carta Apostólica "Salvifici Doloris" e o Motu Proprio "Dolentium Hominum".
"Queremos reler hoje a Salvifici Doloris a fim de obter não somente grande entusiasmo para prosseguir em nossos esforços, mas para alcançar uma profunda iluminação espiritual que nos faça abraçar a humanidade sofredora, tornando-nos solidários, não tanto em vista da total eliminação do sofrimento, humanamente impossível, mas de sua transformação em redenção, em união a Cristo nossa esperança, que por nós sofreu, morreu e ressuscitou" – disse o presidente do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, dom Zygmunt Zimowski.
Amanhã, 18° Dia Mundial do Enfermo, está prevista a chegada ao Vaticano das relíquias de Santa Bernadete Soubirous e o Santo Padre presidirá a celebração eucarística com os enfermos na Basílica de São Pedro.
Ainda no dia 11, se realizará uma procissão na rua Conciliação com a imagem de Nossa Senhora de Lourdes que se concluirá na Praça São Pedro.
Mensagem do papa Bento XVI para o 18º Dia Mundial do Enfermo 2010
Caros irmãos e irmãs
No próximo dia 11 de fevereiro, memória litúrgica da Bem-Aventurada Virgem Maria de Lourdes, celebrar-se-á na Basílica Vaticana o 18º Dia Mundial do Enfermo. A feliz coincidência com o 25º aniversário da instituição do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde constitui mais um motivo para dar graças a Deus do caminho até agora percorrido no sector da pastoral da saúde. Formulo votos de coração a fim de que esta celebração seja ocasião para um impulso apostólico mais generoso ao serviço dos enfermos e de quantos se ocupam deles.
Efetivamente, com o anual Dia Mundial do Enfermo a Igreja tenciona sensibilizar profundamente a comunidade eclesial a respeito da importância do serviço pastoral no vasto mundo da saúde, serviço que faz parte integrante da sua missão, uma vez que se inscreve no sulco da mesma missão salvífica de Cristo. Ele, Médico divino, "passou de lugar em lugar, fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo Diabo" (Act 10, 38). O sofrimento humano tem sentido e é plenamente esclarecido no mistério da Sua paixão, morte e ressurreição. Na Carta Apostólica Salvifici doloris, o Servo de Deus João Paulo II usa palavras iluminadoras a este propósito. "O sofrimento humano escreveu ele atingiu o seu vértice na paixão de Cristo; e, ao mesmo tempo, revestiu-se de uma dimensão completamente nova e entrou numa ordem nova: ele foi associado ao amor... àquele amor que cria o bem, tirando-o mesmo do mal, tirando-o por meio do sofrimento, tal como o bem supremo da Redenção do mundo foi tirado da Cruz de Cristo e nela encontra perenemente o seu princípio. A Cruz de Cristo tornou-se uma fonte, da qual brotam rios de água viva" (n. 18).
Na Última Ceia, antes de voltar para o Pai, o Senhor Jesus inclinou-se para lavar os pés aos Apóstolos, antecipando o supremo ato de amor da Cruz. Com este gesto, convidou os seus discípulos a entrar na sua mesma lógica do amor que se entrega, especialmente aos mais pequeninos e aos necessitados (cf. Jo 13, 12-17). Seguindo o seu exemplo, cada cristão é chamado a reviver, em contextos diferentes e sempre novos, a parábola do bom Samaritano que, passando ao lado de um homem abandonado meio morto pelos salteadores na margem da estrada, "vendo-o, encheu-se de piedade. Aproximou-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria vontade, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: "Trata bem dele, e o que gastares a mais, pagá-lo-ei quando voltar"" (Lc 10, 33-35).
Na conclusão da parábola, Jesus diz: "Vai, e também tu faz do mesmo modo" (Lc 10, 37). Ele dirige-se também a nós com estas palavras. Exorta-nos a inclinar-nos sobre as feridas do corpo e do espírito de muitos dos nossos irmãos e irmãs que encontramos pelas estradas do mundo; ajuda-nos a compreender que, com a graça de Deus acolhida e vivida na vida de cada dia, a experiência da enfermidade e do sofrimento pode tornar-se escola de esperança. Na verdade, como afirmei na Encíclica Spe salvi: "Não é o evitar o sofrimento, a fuga diante da dor, que cura o homem, mas a capacidade de aceitar a tribulação e nela amadurecer, de encontrar o seu sentido através da união com Cristo, que sofreu com amor infinito" (n. 37).
Já o Concílio Vaticano II evocava a importante tarefa da Igreja, de cuidar do sofrimento humano. Na Constituição dogmática Lumen gentium, lemos que "tal como Cristo... foi enviado pelo Pai "para anunciar a boa nova aos pobres, para proclamar a libertação aos cativos" (Lc 4, 18), "para procurar e salvar o que estava perdido" (Lc 19, 10), de modo semelhante a Igreja ama todos os angustiados pelo sofrimento humano, reconhece mesmo a imagem do seu Fundador, pobre e sofredor, nos pobres e nos que sofrem, esforça-se por aliviar a sua indigência e neles deseja servir a Cristo" (n. 8). Esta ação humanitária e espiritual da Comunidade eclesial para com os doentes e os sofredores, ao longo dos séculos, manifestou-se de múltiplas formas e em numerosas estruturas médicas, também de cariz institucional. Gostaria de evocar aqui aquelas que são geridas diretamente pelas dioceses e as que nasceram da generosidade de vários Institutos religiosos. Trata-se de um "patrimônio" precioso, correspondente ao fato de que "o amor tem necessidade também de organização enquanto pressuposto para um serviço comunitário ordenado" (Encíclica Deus caritas est, 20). A criação do Pontifício Conselho para a Pastoral no Campo da Saúde há vinte e cinco anos, faz parte de tal solicitude eclesial pelo mundo da saúde. E apraz-me acrescentar que, no atual momento histórico-cultural, se sente ainda mais a exigência de uma presença eclesial atenta e escrupulosa ao lado dos doentes, como também de uma presença na sociedade capaz de transmitir os valores evangélicos de maneira eficaz, em vista da salvaguarda da vida humana em cada uma das fases, desde a sua concepção até ao seu fim natural.
Gostaria de retomar aqui a Mensagem aos pobres, aos doentes e a todos aqueles que sofrem, que os Padres conciliares dirigiram ao mundo, no encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II: "Ó vós todos, que sentis mais duramente o peso da cruz – disseram eles – ...vós que chorais... vós, desconhecidos da dor, tende coragem, vós sois os preferidos do reino de Deus, que é o reino da esperança, da felicidade e da vida; vós sois os irmãos de Cristo sofredor; e com Ele, se quiserdes, salvareis o mundo!" (Ench. Vat., I, n. 523* [pág. 313]). Agradeço de coração às pessoas que, todos os dias, "desempenham o serviço em prol dos doentes e dos sofredores", fazendo com que "o apostolado da misericórdia de Deus, ao qual se dedicam, corresponda cada vez melhor às novas exigências" (João Paulo II, Constituição Apostólica Pastor bonus, art. 152).
Neste Ano sacerdotal, o meu pensamento dirige-se particularmente a vós, queridos sacerdotes, "ministros dos enfermos", sinal e instrumento da compaixão de Cristo, que deve chegar a cada homem assinalado pelo sofrimento. Estimados presbíteros, convido-vos a não vos poupardes no gesto de lhes oferecer cuidado e conforto. O tempo transcorrido ao lado de quem se encontra na prova revela-se fecundo de graça para todas as demais dimensões da pastoral. Enfim, dirijo-me a vós prezados doentes, enquanto vos peço que rezeis e ofereçais os vossos sofrimentos pelos sacerdotes, a fim de que possam manter-se fiéis à sua vocação, e o seu ministério seja rico de frutos espirituais, em benefício da Igreja inteira.
Com estes sentimentos, imploro sobre os enfermos, assim como sobre aqueles que os assistem, a salvaguarda materna de Maria, Salus Infirmorum, e a todos concedo de coração a Bênção Apostólica.

CNBB, com Vaticano

EVANGELHO DO DIA

Marcos 7,14-23

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.— Glória a vós, Senhor.Naquele tempo, 14Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: 15o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. 16Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.17Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. 18Jesus lhes disse: “Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, 19porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para a fossa?” Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros.20Ele disse: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. 21Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, 22adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. 23Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”. - Palavra da Salvação.

PAPA INTERVÉM PARA CALAR "ATAQUES INJURIOSOS" CONTRA O VATICANO

"O papa Bento XVI interveio nesta terça-feira para calar "os ataques injuriosos e injustos" lançados contra o Vaticano na imprensa italiana, e desmentiu com uma nota os rumores de conspirações e intrigas entre destacados eclesiásticos. "O Papa está sendo informado permanentemente sobre o que ocorre, e lamenta os ataques injustos e injuriosos", advertiu em um comunicado oficial a Secretaria de Estado da Santa Sé. Trata-se de uma resposta pouco habitual, já que o Vaticano tradicionalmente guarda silêncio frente a todo tipo de escândalos, sobretudo quando envolvem importantes cardeais, bispos ou pessoas próximas ao atual chefe de Estado italiano, Silvio Berlusconi. O caso explodiu no meio do ano passado, quando Dino Boffo, diretor do Avvenire, influente jornal do episcopado italiano, precisou se demitir do cargo depois de noticiado na imprensa que ele havia sido condenado pela justiça por abusar sexualmente de uma mulher para que ela deixasse seu noivo, com quem mantinha uma relação homossexual. A informação, que gerou alvoroço nos meios de comunicação, foi desmentida meses depois pelo próprio autor da notícia, o deputado Vittorio Feltri, diretor do jornal Il Giornale, de propriedade da família Berlusconi. O parlamentar poderá ser suspenso ou expulso pela ordem dos jornalistas. A campanha contra Boffo gerou uma tempestade política, sobretudo porque o jornalista católico é um dos maiores críticos da vida desregulada do primeiro-ministro e de suas festas em mansões com jovens prostitutas. Apesar da renúncia de Boffo, o caso foi reaberto cinco meses depois e terminou envolvendo respeitados cardeais, após Feltri revelar que o documento que acusava Boffo de homossexualismo era falso. Segundo a imprensa italiana, o diretor do jornal do Vaticano L'Osservatore Romano, Giovanni Vian, e o cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé e braço direito do Papa, estariam por trás das acusações contra Boffo.

AFP

SANTO DO DIA - SANTA ESCOLÁSTICA

Hoje, recordamos o testemunho daquela que foi irmã gêmea de São Bento, pai do monaquismo cristão. Ambos nasceram em 480, em Núrsia, região de Umbria, Itália. Santa Escolástica começou a seguir Jesus muito cedo. Mulher de oração, ela sempre foi acompanhando o irmão por meio de intercessão. Depois, ao falecer seus pais, ela deu tudo aos pobres. Junto com uma criada, que era amiga de confiança e seguidora também de Cristo, foi ter com São Bento, que saiu da clausura para acolhê-la. Com alguns monges eles dialogaram e ela expressou o desejo de seguir Cristo através das regras beneditinas.São Bento discerniu pela vocação ao ponto de passar a regra para sua irmã e ela tornou-se a fundadora do ramo feminino: as Beneditinas. Não demorou muito, muitas jovens começaram a seguir Cristo nos passos de São Bento e de Santa Escolástica.Uma vez por ano, eles se encontravam dentro da propriedade do mosteiro. Certa vez, num último encontro, a santa, com sua intimidade com Deus, teve a revelação de que a sua partida estava próxima. Então, depois do diálogo e da partilha com seu irmão, ela pediu mais tempo para conversar sobre as realidades do céu e a vida dos bem-aventurados. Mas São Bento, que não sabia do que se tratava, por causa da regra disse não. Ela, então, inclinou a cabeça, fez uma oração silenciosa e o tempo, que estava tão bom, tornou-se uma tempestade. Eles ficaram presos no local e tiveram mais tempo. A reação de São Bento foi de perguntar o que ela havia feito e desejar que Deus a perdoasse por aquilo. Santa Escolástica, na simplicidade e na alegria, disse-lhe: “Eu pedi para conversar, você não aceitou. Então, pedi para o Senhor e Ele me atendeu”. Passados três dias, São Bento teve a visão de uma pomba que subia aos céus. Era o símbolo da partida de sua irmã. Não demorou muito, ele também faleceu.

Santa Escolástica, rogai por nós!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

IGREJA CATÓLICA NA ÁFRICA ENFRENTA O PROBLEMA DA AIDS

O programa Alívio à AIDS (AidsRelief) foi oficialmente assumido pela Conferência Episcopal do Sul da África, que engloba os bispos da África do Sul, Botsuana e Suazilândia."O evento premia o esforço e os resultados da Igreja Católica na assistência à maior população do mundo contagiada pelo vírus HIV", comentou o representante do Catholic Relief Services (a Cáritas dos EUA), Ruth Stark, em uma cerimônia em Johanesburgo.AidsRelief fornece cuidados e assistência a mais de 60 mil doentes nos três países que detêm os mais elevados índices de infecção pelo HIV. O programa é financiado pelo Plano Presidencial de Emergência para a AIDS, cujas verbas são enviadas à África do Sul pelo CRS.A irmã Alison Munro é a responsável por este setor na Conferência. Em Johanesburgo, ela se disse muito orgulhosa e grata às pessoas que trabalham no território, dedicando seu tempo e assistência às crianças nas aldeias. "A seriedade e o compromisso de nosso pessoal estão à altura de desafios incríveis, em meio a situações muito difíceis. É o seu trabalho que nos mantém", disse.A religiosa recordou que a Igreja sul-africana é coadjuvada, nesta obra, por entidades católicas da Irlanda, Holanda, Inglaterra e Gales. O programa é destinado principalmente às crianças; mesmo consciente de ser "uma gota no oceano", Irmã Alison ressalva que "seu efeito-dominó é impossível de se definir".Graças à distribuição gratuita de medicamentos antiretrovirais, a maior parte das pessoas inseridas no programa consegue sobreviver à doença e viver sua existência com dignidade. Na África do Sul, a poligamia é permitida e faz parte da cultura zulu: uma prática que tem sido criticada por ativistas que lutam pela prevenção do HIV/Aids. Ao menos 5,7 milhões de sul-africanos estão infectados com o vírus.

Canção Nova Notícias, com Rádio Vaticano

AGRADECIMENTO PELA COLETA DO DIA MUNDIAL DAS MISSÕES

Em carta encaminhada ao arcebispo Metropolitano de Fortaleza, dom José Antonio, no dia 14 de janeiro último, padre Daniel Lagni, diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), agradeceu em nome das POM o valor da coleta do Dia Mundial das Missões de 2009. Diz ele: “agradeço em nome das POM, todo o esforço e trabalho que o arcebispo, seus presbíteros, colaboradores, comunidades religiosos, leigos têm promovido e desenvolvido em favor da animação formação e cooperação missionária”.
Na arquidiocese de Fortaleza houve um aumento considerável do valor da coleta no ano de 2009 em relação a 2008. Em 2008 o valor em reais foi de R$ 70.568,73 e em 2009 foi de R$ 94.643,32. Padre Daniel ainda escreve: “Nós todos, Igreja Católica do Brasil, somos convidados a ampliar nosso horizonte missionário e promover uma cooperação missionária mais eficaz e generosa. Muito recebemos ao longo dos séculos, chegou a hora e a vez de oferecer de nossa pobreza”.

Fonte: Pastoral da Comunicação Arquidiocesana

PRELADO DO XINGU APONTA EFEITOS NEGATIVOS DA USINA DE BELO MONTE

A cidade de Altamira, no Pará, é o maior município do Brasil e do mundo em extensão territorial. Tem uma área de 161.584,9 km². Se Altamira fosse um país, seria o 91º mais extenso do mundo, maior que a Grécia e o Nepal. Mas tudo isso poderá sumir do mapa em pouco tempo para ceder lugar a uma usina hidrelétrica – a de Belo Monte, no rio Xingu.Na semana passada, o Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) expediu licença prévia para a construção da gigantesca obra. O alerta é do bispo prelado da Prelazia Territorial do Xingu, Dom Erwin Kräutler, presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), durante um encontro recente com a direção do IBAMA.O prelado e as populações da área, particularmente os índios, são contrários à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte.A população atual de Altamira é de pouco mais de 110 mil habitantes. Situada a 740km de Belém (capital do Pará), Altamira tem seu vasto território cortado de norte a sul pelo rio Xingu. Segundo Dom Kräutler, os habitantes de Altamira – os índios, a população ribeirinha – assim como o Parque Indígena do Xingu serão prejudicados com a obra."Não acredito que seja possível combinar, de um lado, a destruição de significativa parte do Rio Xingu e, de outro, o povo de Altamira e a construção dessa hidrelétrica", disse o bispo. Na opinião dele, a obra da Usina de Belo Monte propiciará um grande fluxo migratório para a região. Tal situação causará enormes danos àquela área, "uma vez que os municípios da região do Xingu não estão preparados para suportar um aumento populacional de tais dimensões".Dom Erwin Kräutler conta que algumas cidades já começaram a sofrer com o fenômeno. É o caso, segundo ele, da cidade de Anapu, que está recebendo várias famílias, atraídas pela perspectivas de empregos com a construção da hidrelétrica. O bispo anunciou que o Cimi entrará com uma ação, nos próximos dias, questionando a licença prévia expedida pelo Ibama. Na prática, a licença é a sinalização de que a obra poderá ser construída, como deseja o governo federal."Há coisas na licença que não aceitamos e, por isso, vamos utilizar os canais legais da Constituição, entre os quais o Ministério Público, para questionar aquilo com que não concordamos", afirma o bispo. O Ibama expediu a licença, mas estabeleceu algumas condições, entre as quais questões relacionadas à qualidade da água, preservação da fauna e da flora, saneamento básico, compensações sociais e recuperação de áreas já degradadas.A Usina de Belo Monte terá capacidade instalada de 11.233 MegaWatts e contará com dois reservatórios, numa área total de 516Km². O presidente do Ibama, Roberto Messias, garantiu que manterá um diálogo permanente com as comunidades que serão afetadas pela construção da hidrelétrica, mas também deixou evidente que, mesmo com a pressão, o governo federal não recuará na construção da obra.

Canção Nova Notícias, com Rádio Vaticano

MISSA DE 30º DIA DE FALECIMENTO DA DOUTORA ZILDA ARNS


No próximo dia 12, sexta-feira, ao meio dia, a Pastoral da Criança reúne-se para participar da missa de 30 dia do falecimento da Dra Zilda. A missa será presidida pelo Sr. Arcebispo Metropolitana de Fortaleza, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques e concelebrada pelos padre que desejarem participar.Contamos com sua presença. Apesar de ser na sexta-feira próximo ao Carnaval, venha rezar conosco, a gente precisa estar sempre mais junto, pois a presença da Dra. Zilda sempre nos uniu. Do Céu ela estará alegre em nos ver em comunhão.


Fonte: Pastoral da Comunicação Arquidiocesana

SETE EM CADA DEZ BRASILEIROS SÃO CONTRA O ABORTO, REVELA PESQUISA

Setemta e três e meio por cento dos brasileiros são contrários à legalização do aborto. É o resultado da pesquisa de opinião pública CNT/Sensus feita a pedido da Confederação Nacional do Transporte. No total, 2 mil pessoas foram ouvidas nas 5 regiões do país, no período de 25 a 29 de Janeiro deste ano. A informação foi publicada no início deste mês.O percentual dos que se declararam a favor do aborto ficou em 22,7%.

Preocupação

A pesquisa traz também dados preocupantes, como o aumento do porcentual de brasileiros favoráveis tanto à legalização do aborto, quanto à pena de morte, nos últimos 10 anos.
Entre janeiro de 2001 e janeiro de 2010, subiu de 39,4% para 41,2% os que declaram a favor da pena de morte e de 17,7% para 22,7% os favoráveis à legalização do aborto.

Canção Nova Noticias

APROVADA A CARTA FINAL DO 13º ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS

O 13º ENP nos deu a alegria de percebermos o quanto podemos nos fortalecer entre nós presbíteros e, sobretudo, na missão eclesial, em profunda comunhão com nossos irmãos leigos, com nossos pastores e com o sucessor de Pedro”. Esta é uma das constatações que aparece na Carta do 13º Encontro Nacional de Presbíteros, aprovada na manhã desta terça-feira, 9, a poucas horas do encerramento do encontro que reuniu mais de 500 padres em Itaici, município de Indaiatuba (SP), desde o dia 3.
A Carta faz uma síntese do conteúdo da reunião e é endereçada a todos os padres do Brasil. “Nesses encontros nacionais, vivemos a oportunidade única de contemplar, em tempo e espaço tão curtos, uma variedade imensa do ser presbítero da Igreja no Brasil”, diz o texto.
Segundo a Carta, os padres, durante o encontro, foram “desafiados a buscar o essencial da missão para, com coragem e profetismo, desencadearmos, entre nós, um real despojamento de tudo o que é supérfluo e que fomos agregando na vivência de nosso ministério”.
Apoio a Dom Erwin
Os padres do ENP aprovaram também uma carta de apoio ao bispo da prelazia do Xingu (PA), dom Erwin Krautler, que tem se manifesta contra a construção da hidrelétrica Belo Monte.
Na carta, os padres manifestam “apoio integral e irrestrito” às iniciativas de dom Erwim em defesa do direito das pessoas atingidas pela barragem de Belo Monte. “Apoiamos suas proposições, como de tantas outras pessoas comprometidas com a vida, que defendem outras alternativas de solução com valores mais baixos e com resultados mais significativos”, afirmam os padres.
Outras duas cartas foram aprovadas pelos participantes do ENP. Uma é endereçada ao povo do Haiti e a outra à Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa, manifestando a solidariedade dos padres pela morte da Dra. Zilda Arns, vítima do terremoto no Haiti.
Leia aqui a íntegra das cartas
Carta Final do 13o. ENP
Carta a Dom Erwin
Carta ao povo do Haiti
Carta à Pastoral da Criança

CNBB

CARTA DA V AMPLIADA NACIONAL DE CEBs ÀS COMUNIDADES DO BRASIL

No Planalto Central, em pleno cerrado, nós, representantes das CEBs dos 17 Regionais do Brasil, reunidos em Brasília – DF, no período de 28 a 31 de janeiro de 2010, com os seguintes objetivos: 1 – Avaliar a caminhada feita durante o 12° Intereclesial; 2 – Refletir o rosto das CEBs do Brasil em contribuição à preparação da 48° Assembléia Nacional dos Bispos do Brasil; 3- Perspectivas para o 13° Intereclesial.
No inicio de nosso encontro, trazemos a memória dos recentes acontecimentos, tais como: a ressurreição de nosso irmão Zé Martins, os 10 anos de martírio de Dorcelina Folador, as enchentes no Brasil, a tentativa de criminalização do MST através das prisões ocorridas em São Paulo e Santa Catarina, a tragédia ocorrida com os nossos irmãos haitianos, reforçada pelo testemunho da Ir. Rosângela, secretária pessoal da Dra. Zilda Arns e sobrevivente dessa tragédia.
A Análise de Conjuntura nos convocou a assumir o Projeto Popular, como propõe a Assembléia Popular, bem como abriu os nossos olhos para a relação Fé e Vida e o compromisso responsável que nos cerca com as Eleições de 2010.
Renovamos os compromissos assumidos pelos nossos delegados no 12° Intereclesial, e sentimos mais de perto o clamor da natureza, o grito dos pobres frente ao sistema neoliberal e a crise econômica. Os Intereclesiais são expressão do que as CEBs são.
Entre nós questionamos qual é o rosto das CEBs que vivenciamos, e vimos que temos vários rostos que são conseqüências de diversas realidades sejam elas eclesiais, sociais, culturais, entre outros.
Visitamos e conhecemos lugares, como a Torre de TV, que nos apresenta o “avião” chamado Brasília, a sede da Legião da Boa Vontade, com seu templo místico e a Paróquia São João Bosco. Sentimo-nos acolhidos na visita à sede da CNBB, através de Dom Dimas Lara, Secretário Geral.
Também esteve presente entre nós os nossos irmãos Pe. Vileci, Antônio Gelmar e Dom Fernando Panico, da Diocese de Crato (CE), que nos apresentaram um histórico da região do Cariri e da vida de Pe. Cícero Romão Batista, Pe, Ibiapina e do Beato Zé Lourenço, além de outras resistências e lutas daquele povo.
Reiteramos os nossos agradecimentos ao Povo de Porto Velho, pela acolhida e disponibilidade, pela troca de experiências, pela partilha de sua vida e história, com destaque à visita missionária, a qual fora apontada como metodologia acertada para os Intereclesiais.
Anunciamos, com alegria, que no período de 23 a 27/07/2013, na Diocese de Crato, realizaremos o 13° Intereclesial, cujo tema e lema serão definidos na próxima Ampliada Nacional, que será nos dias 17 a 20/07/2010.
Na ternura e firmeza da caminhada, continuemos articulando as comunidades pelo Brasil e iniciamos a construção do 13° Intereclesial, nas terras das romarias do “Padim Ciço Romão”.
Brasília, 31 de janeiro de 2010,
30 anos de massacre dos mártires indígenas quiches, na Guatemala.

CNBB