sábado, 21 de abril de 2018

COORDENAÇÃO ARQUIDIOCESANA EM PARCERIA COM A PAULUS LIVRARIA DE FORTALEZA REALIZAM SEMINÁRIO CATEQUETICO





A coordenação Arquidiocesana de Catequese em parceria com a Paulus Livraria de Fortaleza realizam a Seminário Catequético com o tema Iniciação à Vida Cristã de Inspiração Catecumenal – Projeto de Joinville – da Eucaristia e Crisma.

O Seminário acontece no próximo dia 23 de abril (segunda-feira), com inicio às 19h, no Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja” (Rua Rodrigues Jr., 300 – Centro). As inscrições são gratuitas e feitas na Paulus Livrarias.
Com o objetivo de favorecer aos catequistas da Arquidiocese de Fortaleza uma formação tendo em vista a metodologia dos manuais de catequese de Iniciação à Vida Cristã, de Inspiração Catecumenal, a partir do projeto de Joinville – elaborado de acordo com o apelo da Igreja de retornar à Catequese de Iniciação à Vida Cristã para a Eucaristia e Crisma.

Facilitadora: Cristiane Rosá – leiga. Natural de Joinville, SC. Pós graduada em Formação Humana pelo Instituto IATES, Curitiba. Licenciada em Ciências da Religião pelo Pontifício Ateneo Regina Apostolorum de Roma e Licenciada em Teologia pela Universidade Anáhuac do México. Trabalha do setor pastoral da Diocese de Joinville e colaborou na elaboração dos manuais para o Batismo. Atualmente dedica-se à assessoria catequética em diversas dioceses do país em parceria com a Paulus.

MENSAGEM DA CNBB SOBRE AS ELEIÇÕES: A PALAVRA DE DOM ODILO



“Ao abdicarem da ética, muitos tornaram-se protagonistas de um cenário desolador”, afirmam os bispos
Silvonei José – CNBB - Aparecida
Um dos documentos mais esperados da 56ª Assembleia Geral da CNBB que se encerrou na última sexta-feira (20) foi a mensagem sobre as eleições deste ano de 2018, divulgada pela Presidência da Conferência. Nela, os bispos reconhecem que “Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador“.
A apresentação da mensagem foi feita por dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA) e Primaz do Brasil.
Compromisso e esperança

Intitulada “Eleições 2018: compromisso e esperança“, a mensagem da 56ª assembleia geral da CNBB ao povo brasileiro tem 11 breves parágrafos.
No primeiro, os bispos citam os dois últimos Papas: um trecho da primeira encíclica de Bento XVI, Deus caritas est: “não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça” e outro da primeira exortação apostólica de Francisco: “todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor“. A partir destas recomendações, os bispos afirmam: “olhamos para a realidade brasileira com o coração de pastores, preocupados com a defesa integral da vida e da dignidade da pessoa humana, especialmente dos pobres e excluídos“.
Neste ano eleitoral, o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política. A atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum“, ponderam os bispos no segundo parágrafo da mensagem.

Corrupção

No terceiro parágrafo, os bispos lembram que muitos agentes deixaram a ética de lado e, por isso, a corrupção ganhou destaque. Seguem os bispos: “Nem mesmo os avanços em seu combate (da corrupção) conseguem convencer a todos de que a corrupção será definitivamente erradicada. Cresce, por isso, na população, um perigoso descrédito com a política“. E voltam a lembrar o Papa Francisco, citando a encíclica Laudato Sì, sobre o cuidado com a Casa Comum: “muitas vezes, a própria política é responsável pelo seu descrédito, devido à corrupção e à falta de boas políticas públicas”.  Os bispos, mostram, desse modo, a origem de problemas dessa natureza: “De fato, a carência de políticas públicas consistentes, no país, está na raiz de graves questões sociais, como o aumento do desemprego e da violência que, no campo e na cidade, vitima milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indígenas“.

Aumenta o número de pobres

Além disso, a perda de direitos e de conquistas sociais, resultado de uma economia que submete a política aos interesses do mercado, tem aumentado o número dos pobres e dos que vivem em situação de vulnerabilidade. Inúmeras situações exigem soluções urgentes, como a dos presidiários, que clama aos céus e é causa, em grande parte, das rebeliões que ceifam muitas vidas“, afirmam os bispos. E apontam para uma dura realidade de nossos dias: “Os discursos e atos de intolerância, de ódio e de violência, tanto nas redes sociais como em manifestações públicas, revelam uma polarização e uma radicalização que produzem posturas antidemocráticas, fechadas a toda possibilidade de diálogo e conciliação“.

Eleições: sentido promissor

O quinto parágrafo da mensagem traz a seguinte reflexão: “Nesse contexto, as eleições de 2018 têm sentido particularmente importante e promissor. Elas devem garantir o fortalecimento da democracia e o exercício da cidadania da população brasileira. Constituem-se, na atual conjuntura, num passo importante para que o Brasil reafirme a normalidade democrática, supere a crise institucional vigente, garanta a independência e a autonomia dos três poderes constituídos – Executivo, Legislativo e Judiciário – e evite o risco de judicialização da política e de politização da Justiça. É imperativo assegurar que as eleições sejam realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos para que se restabeleçam a confiança e a esperança tão abaladas do povo brasileiro. O bem maior do País, para além de ideologias e interesses particulares, deve conduzir a consciência e o coração tanto de candidatos, quanto de eleitores“.

Compromissos do eleitor

“Nas eleições, não se deve abrir mão de princípios éticos e de dispositivos legais, como o valor e a importância do voto, embora este não esgote o exercício da cidadania; o compromisso de acompanhar os eleitos e participar efetivamente da construção de um país justo, ético e igualitário; a lisura do processo eleitoral, fazendo valer as leis que o regem, particularmente, a Lei 9840/1999 de combate à corrupção eleitoral mediante a compra de votos e o uso da máquina administrativa, e a Lei 135/2010, conhecida como ‘Lei da Ficha Limpa’, que torna inelegível quem tenha sido condenado em decisão proferida por órgão judicial colegiado“, enumeram os bispos.

Alerta aos políticos

No sétimo parágrafo da mensagem, lembrando que o Brasil vive o Ano do Laicato, os bispos reafirmam as palavras enviadas pelo Papa Francisco aos participantes do encontro de políticos católicos, em Bogotá, em dezembro do ano passado: “há necessidade de dirigentes políticos que vivam com paixão o seu serviço aos povos, (…) solidários com os seus sofrimentos e esperanças; políticos que anteponham o bem comum aos seus interesses privados; que não se deixem intimidar pelos grandes poderes financeiros e midiáticos; que sejam competentes e pacientes face a problemas complexos; que sejam abertos a ouvir e a aprender no diálogo democrático; que conjuguem a busca da justiça com a misericórdia e a reconciliação“.

Conhecer os candidatos

É fundamental, portanto, conhecer e avaliar as propostas e a vida dos candidatos, procurando identificar com clareza os interesses subjacentes a cada candidatura. A campanha eleitoral torna-se, assim, oportunidade para os candidatos revelarem seu pensamento sobre o Brasil que queremos construir. Não merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e não assumem o bem comum como sua meta, nem os que propõem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade. São igualmente reprováveis candidaturas motivadas pela busca do foro privilegiado e outras vantagens”, pedem os bispos, na mensagem.
Os bispos reunidos em Aparecida, resgatam trecho do Documento 91, da CNBB: “dos agentes políticos, em cargos executivos, se exige a conduta ética, nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos”. E mais: “Dos que forem eleitos para o Parlamento espera-se uma ação de fiscalização e legislação que não se limite à simples presença na bancada de sustentação ou de oposição ao Executivo”. A mensagem emenda: “As eleições são ocasião para os eleitores avaliarem os candidatos, sobretudo, os que já exercem mandatos, aprovando os que honraram o exercício da política e reprovando os que se deixaram corromper pelo poder político e econômico“.

Oportunidade crescimento

O penúltimo parágrafo: “Exortamos a população brasileira a fazer desse momento difícil uma oportunidade de crescimento, abandonando os caminhos da intolerância, do desânimo e do desencanto. Incentivamos as comunidades eclesiais a assumirem, à luz do Evangelho, a dimensão política da fé, a serviço do Reino de Deus. Sem tirar os pés do duro chão da realidade, somos movidos pela esperança, que nos compromete com a superação de tudo o que aflige o povo

Cuidado com fake news

Alertamos para o cuidado com fake news, já presentes nesse período pré-eleitoral, com tendência a se proliferarem, em ocasião das eleições, causando graves prejuízos à democracia“, concluem os bispos.  E a mensagem termina também com o Papa Francisco: “O Senhor ‘nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres’“.
Fonte: Rádio Vaticano

EVANGELHO DO DIA


João 6,52-59

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João. Glória a vós, Senhor.Naquele tempo, 52os judeus discutiam entre si, dizendo: “Como é que ele pode dar a sua carne a comer?” 53Então Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim. 58Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre”. 59Assim falou Jesus, ensinando na sinagoga em Cafarnaum.— Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE



21 DE ABRIL DE 2018 - SÁBADO DA 3ª SEMANA DA PÁSCOA 

- 1ª Leitura - At 9,31-42 - “com a força e o poder que vêm do alto”

Esta leitura atesta para nós o que aconteceu na vida de Pedro e dos outros apóstolos, depois que Jesus enviou o Seu Espírito a fim de conduzi-los na missão que lhes fora destinada. A Igreja vivia em paz, progredia no temor do Senhor e crescia, com a ajuda do Espírito Santo. Pedro, assim como os outros, continuaram curando e libertando em Nome de Jesus. Ninguém ficava sem assistência, as pessoas eram saradas, libertadas e tinham suas vidas transformadas. Seguindo os passos do Mestre e usando as mesmas palavras e o modo de agir de Jesus Cristo, Pedro curava os doentes e ressuscitava os mortos: “levanta-te e arruma a tua cama”. A Igreja, somos nós, e o seguimento de Jesus implica no prosseguimento da Sua missão aqui na terra. Por isso, nós também somos chamados (as) a fazer o mesmo, porém, como Pedro, precisamos ter a consciência de que o poder é de Jesus e que não podemos atrair para nós os aplausos pelos milagres que acontecem. Quando deixamos o Espírito Santo de Deus se manifestar em nós e por nosso intermédio, podemos, também, crescer, prosperar, dar frutos e ajudar aqueles que precisam da bênção e da graça do
Senhor! Só saberemos que o Espírito está agindo em nós, se colocarmos em prática as sugestões de Deus que estão dentro do nosso coração: orar por alguém que está sofrendo, dar uma palavra de carinho a quem está carente, ir imediatamente à busca daquele que se perdeu. O Espírito Santo é o motivador e o realizador, mas depende do nosso querer, da nossa boa vontade e da nossa conscientização. Ele sempre nos motiva a edificar e não dividir, portanto, a unidade é o primeiro sinal de que realmente o poder do Espírito Santo está agindo em nós. - Como você está vivendo a sua missão de ser Igreja no mundo? – Você tem crescido em graça e sabedoria? – Você tem se deixado guiar pelas sugestões do Espírito Santo? - Você também tem feito milagres “em nome de Jesus? – Você tem promovido a unidade?

Salmo - Sl 115 - Que poderei retribuir ao Senhor Deus, por tudo aquilo que ele fez em meu favor?

Como nós também poderemos retribuir ao Senhor por todas as graças que Ele faz em nosso favor? O mínimo que nós podemos fazer, realmente, é cumprir a nossa missão de batizados e dar provas diante do povo das maravilhas que acontecem na nossa vida por causa da Sua bondade e Misericórdia. Ofertar um sacrifício de louvor é abrir os nossos lábios e testemunhar ao mundo a glória e o poder do Deus vivo.

Evangelho - Jo 6,60-69 - “palavras de vida eterna!”

Hoje, também, Jesus nos adverte para que não racionalizemos as coisas sobrenaturais! O “Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada.” Nós nos escandalizamos com os mistérios de Deus porque a nossa fé é muito pequena e não compreendemos que as palavras de Jesus são espírito e verdade. Somente com o nosso espírito podemos compreender as coisas de Deus e somente com os olhos do espírito à Luz da Fé nós aceitamos os Seus ensinamentos. O nosso espírito é quem sustenta a nossa matéria e o Espírito Santo é quem nos vivifica. Os discípulos de Jesus procuravam entender com a mente aquilo que só o Espírito poderia fazê-lo, por isso, a ideia de que teriam que comer a carne e beber o sangue de Jesus os escandalizava. Entendendo com a razão e dentro da lógica humana seria impossível acontecer o que Jesus afirmara, porém, “as palavras de Jesus são espírito e vida! ” Diante da evasão de alguns, Jesus deu um ultimato aos Seus seguidores: “Vós também vos quereis ir embora? ” Pedro respondeu em nome dos outros discípulos: “a quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o santo de Deus!” Hoje, também, são muitos os que se afastam porque não querem entender, duvidam e se acham autossuficientes, por isso, até zombam de Cristo! Assumir as palavras de Jesus como espírito e vida é abraçar tudo o que Ele nos propõe sem questionamentos e com o coração convencido. Aí, então, como Pedro, nós poderemos também proclamar: “a quem iremos Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. – Você tem convicção quanto a tudo o que Jesus lhe propõe? – Você tem plena consciência de que, quando comunga, está comendo o Corpo e bebendo o sangue de Jesus? - Como você se sente em relação àquelas pessoas que não creem? – Como você tem demonstrado diante delas a sua fé em Jesus, presente na Eucaristia? - Quais serão as palavras de vida eterna que Jesus hoje quer revelar para você? – Escute-O!

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTO ANSELMO


Bispo e Doutor da Igreja. É dele a frase: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.” O santo de hoje é chamado de teólogo-filósofo.
Nasceu em Piamonte no ano de 1033. Seu pai era Conde e devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo.
Foi em busca da ciência, mas também se entregando aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, ‘bateu’ no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Através dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo.
Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuária e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também Superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade.
Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Viveu grandes desafios lá, retornando a Piamonte, onde faleceu, com esta fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor à Cristo e à verdade.
Santo Anselmo, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

sexta-feira, 20 de abril de 2018

OS BISPOS DO CEARÁ NA 56ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB


Os bispos do Regional Nordeste, que abrange os municípios cearenses Sobral, Iguatu, Itapipoca, Crato, Quixadá, Crateús, Tianguá, Limoeiro do Norte e Fortaleza, que participaram da 56ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. 

ENCERRA-SE A 56ªASSEMBLEIA GERAL DA CNBB, EM APARECIDA (SP)

Encerra-se a 56ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP)
Em cerimônia transmitida por canais católicos de Televisão, foi encerrada, solenemente, a 56ª Assembleia da CNBB. Os bispos fizeram desse momento, ocasião de oração e ação de graças. Cardeal Sergio da Rocha, presidente da CNBB, acompanhado por dom Murilo Krieger, vice-presidente, pelo Núncio Apostólico, dom Giovanni d’Aniello, e pelo coordenador dos trabalhos desses dois últimos dias, dom João Justino, arcebispo-coadjutor de Montes Claros (MG), agradeceu a todos que ajudaram na realização do evento.
O Núncio Apostólico do Brasil leu uma mensagem do Papa: “O Papa os anima neste Ano do Laicato no Brasil a permanecer atentos aos sensus fidei do seu povo, tão generoso e devoto. Ajudando os leigos a viver sempre em sintonia com seus pastores. O protagonismo do chamado a ser cada vez mais uma Igreja em saída, na certeza de que a Mãe Aparecida, cujo aniversário de 40 anos da restauração de sua imagem se está celebrando, não deixará de interceder que caminha no Brasil para que possa sempre buscar a restauração dos seus membros. O Papa Francisco, de coração, envia a todos os bispos e suas dioceses do Brasil, a bênção apostólica e pede, por favor, que continuem a rezar por ele“.
Na quinta-feira, 19 de  durante a última coletiva  em Aparecida (SP), o Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) e presidente da entidade, destacou o clima de fraternidade que permeou o encontro do episcopado brasileiro que termina nesta sexta-feira, 20.
Segundo dom Sergio, a Assembleia Geral vai muito além do que se pode considerar como pronunciamentos, declarações, notas, mensagens ou documentos que são elaborados e aprovados pelo episcopado brasileiro. “Nós não nos reunimos apenas por produzir textos. Claro que eles são muito importantes. Mas a Assembleia quer ser, em primeiro lugar, um espaço de convivência fraterna, de colegialidade episcopal”, afirmou.
Posso dizer que essa Assembleia tem sido uma das que mais pudemos sentir essa unidade fraterna, essa proximidade afetuosa entre os bispos do Brasil”, ressaltou o cardeal, chamando a atenção para os momentos de oração e missas ao longo da Assembleia, além o retiro realizado nos dias 14 e 15. “É uma assembleia orante. Aqueles que querem oferecer a sua colaboração para a missão da Igreja no Brasil, buscam a luz a sabedoria, a força que vem de Deus, para poderem tomar as decisões acertadas”, acrescentou.
Nós nos reunimos para, cada vez melhor orientar a missão evangelizadora da Igreja no Brasil, respeitando aquilo que é próprio de cada diocese e de cada bispo, reunimo-nos para buscar, em comum, diretrizes, normas, orientações, para vida da Igreja”, completou dom Sergio, citando as novas diretrizes para a formação de presbíteros aprovadas pelo episcopado, que agora serão encaminhada para o reconhecimento da Santa Sé.
O cardeal também mencionou a revisão do Estatuto Canônico da CNBB, finalizado nesta Assembleia, e a eleição dos delegados da Conferência para o próximo Sínodo dos Bispos sobre juventude, fé e discernimento vocacional, em outubro, no Vaticano. “Esses nomes só poderão ser divulgados oportunamente, uma vez confirmados pela Santa Sé”, explicou.
Ao comentar a mensagem sobre ao povo brasileiro sobre as eleições de 2018, divulgada na coletiva, Dom Sergio esclareceu ao jornalistas que a CNBB, quando se pronuncia sobre questões sociais, não adota uma postura partidária. “Nós não temos partidos políticos nem candidatos próprios e não somos e nem queremos ser partidos ou tratados como tal. Somos um organismo da Igreja que visa a comunhão e a missão eclesial. E para cumprir essa missão é que nós orientamos os fiéis para sua participação na vida social”.
Temos insistido na necessidade dos cristãos católicos participarem mais ativamente da vida política. E isso exige critérios. A Doutrina Social é uma fonte preciosa que os fiéis leigos e leigas necessitam conhecer cada vez mais e que nós queremos por em prática cada vez mais, para que jamais seja desvirtuada essa missão própria da Igreja que é evangelizar. Nós precisamos vivenciar a fé não só dentro do templo, na hora das celebrações, mas no dia a dia da sociedade, inclusive, nos espaços públicos”, enfatizou o Presidente da 
Fonte: CNBB.

PRESIDENTE DA CNBB CELEBRA MISSA DE ENCERRAMENTO DA 56ª ASSEMBLEIA


Presidente da CNBB celebra missa de encerramento da 56ª AG
“O serviço aos pobres e fragilizados, o serviço da caridade, da justiça e da paz é uma exigência da fé que nós professamos e uma consequência do encontro com Cristo na Eucaristia. Jesus ressuscitado que ser encontrado por nós na Galileia”, afirmou o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Sergio da Rocha, durante a homilia, na missa de encerramento da 56ª Assembleia Geral da entidade. A missa, na manhã desta sexta-feira (20), reuniu os bispos de todo o Brasil, assessores e colaboradores da CNBB no Santuário Nacional em Aparecida (SP).
Reprodução: TV Aparecida
Dom Sergio da Rocha rezou em agradecimento pela realização da assembleia, pela conferência episcopal, pela Igreja no Brasil, pela aprovação do documento sobre a formação dos presbíteros da Igreja no Brasil, pela convivência fraterna entre os bispos, por todos os estudos e pronunciamentos e ainda pelo Ano do Laicato.
“Agradecemos à Deus a tantos fieis leigos e leigas que se dedicam tanto e tão generosamente a ação pastoral e missionária em nossas comunidades, mas também em diversas ambientes da sociedade”.
Ao refletir sobre as leituras de hoje, o cardeal, lembrou que a palavra indica traços fundamentais da igreja que os fieis devem ser, atitudes de se deve cultivar continuamente, pessoalmente, em comunidade.
“A Igreja vive do encontro com o Senhor ressuscitado. Através da palavra, da Eucaristia, da oração e da contemplação”.
Dom Sergio refletiu ainda a narrativa inicial dos Atos dos Apóstolos que retrata Saulo caído por terra.
“Há muita gente caída por terra como Saulo, incapaz de enxergar, incapaz de caminhar, mas necessitada de levantar-se, de recomeçar a vida. São irmãos e irmãs nossos de coração ferido necessitados de mãos estendidas, necessitados de uma comunidade misericordiosa e acolhedora. Casa de portas abertas como tem insistido tantas vezes o papa Francisco”, indicou.
Antes de finalizar, o presidente da CNBB, recordou o pedido de Deus no salmo de hoje ‘Ide pelo mundo e pregai o evangelho, ide fazer discípulos’.
E continuou: “saímos dessa assembleia e desta Eucaristia revigorados na fé, fortalecidos na unidade e dispostos a caminhar com redobrado empenho ao encontro dos pobres que esperam pela boa nova de Jesus Cristo, dos aflitos que necessitam ser consolados, dos cegos que anseiam pela recuperação da vista e das vítimas de violência que buscam a justiça e a paz, dos tristes e desanimados para lhes oferecer os dons da alegria, da esperança e da vida nova em Cristo”.
Reprodução: TV Aparecida
O cardeal finalizou a homilia pedindo a bênção de N. S Aparecida e refletindo a necessidade dos fieis de permanecerem em Cristo, comendo da Sua carne e bebendo do Seu sangue, alimentando-se do pão descido do céu.
“O encontro pessoal e comunitário com Cristo, especialmente, na Eucaristia será sempre a fonte maior e o sustendo de nossa comunhão e de nossa missão. Continuemos unidos rezando uns pelos outros, firmes na fé, unidos na missão. Dando testemunho do nosso amor pela nossa Igreja”.
Fonte: CNBB

FUNDO NACIONAL DE SOLIDARIEDADE EMITE NOTA DE AGRADECIMENTO E ESCLARECIMENTO




Fundo Nacional de Solidariedade emite nota de agradecimento e esclarecimento
Dom Guilherme Werlang, bispo de Lajes (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora da CNBB assina Nota emitida para agradecer a todos que participaram da Coleta durante a Quaresma e para esclarecer alguns pontos importantes.
Leia a Nota:
Nota de agradecimento e esclarecimento
Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)

Agradecimento
Caros irmãos e irmãs da Igreja no Brasil! Vimos por meio desta Nota expressar nosso agradecimento por sua participação na Coleta da Solidariedade de 2018.
O gesto de colaborar com a Coleta no Domingo de Ramos foi uma expressão de sua espiritualidade quaresmal. Assim, sua vivência dos valores do Evangelho se materializou em recursos para o financiamento de projetos sociais em nosso país.
Segundo o Papa Francisco, “ o modo melhor e mais concreto para não fazer do dinheiro um ídolo é compartilhá-lo, dividi-lo com os outros, principalmente com os pobres, ou para levar os jovens a estudar e a trabalhar, vencendo a tentação idolátrica mediante a comunhão. Quando compartilhais e doais o vosso lucro, realizais um gesto de elevada espiritualidade, dizendo concretamente ao dinheiro: tu não és Deus, tu não és senhor, tu não és patrão!”[1]
Queremos, pois, em nome de todos os que serão beneficiados por essa coleta, expressar-lhes nossa gratidão, ao mesmo tempo em que nos dispomos a lhes prestar alguns esclarecimentos.
O Fundo Nacional de Solidariedade (FNS)
O Fundo Nacional de Solidariedade é fruto da Campanha da Fraternidade, iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, desde 1964, convida os católicos, no período quaresmal, a refletir e agir sobre a situação dos mais pobres e vulneráveis, à luz da Palavra de Deus e da Doutrina Social da Igreja.
O Fundo Nacional de Solidariedade presta um serviço a caridade e busca a emancipação cidadã, fomentando o desenvolvimento comunitário, valorizando práticas e culturas locais, priorizando financiamentos a empreendimentos autogestionários e ambientalmente sustentáveis.
O Fundo Nacional de Solidariedade é formado a partir dos 40 % das coletas nas missas do Domingo de Ramos, realizada em todas as dioceses do Brasil. Ele tem sido gerido por um Conselho Gestor, formado por quatro membros natos (o bispo Secretário Geral da CNBB, o bispo Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o Ecônomo da CNBB e o Secretário Executivo da Campanha da Fraternidade e alguns membros nomeados o Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social e Transformadora, o representante dos secretários executivos dos Regionais da CNBB,  uma assistente social da CNBB, um colaborador da CNBB que acompanha os projetos do FNS e um representante da Caritas Nacional).
O Conselho Gestor se encontra ao menos três vezes por ano para o estudo e a aprovação dos projetos recebidos.
Projetos apoiados pelo FNS
Anualmente, é publicado um edital, com as exigências que devem ser observadas por aqueles que apresentam projetos. O edital dos anos anteriores está disponível no site. (fns.cnbb.org.br)
Os projetos para o FNS podem ser apresentados por Regionais da CNBB, por Dioceses, Paróquias, Grupos organizados, Associações, Pastorais, Entidades Sociais sem fins lucrativos etc.
Os projetos são classificados em 3 eixos: (1º) Formação e capacitação; (2º) Mobilização para conquista e efetivação de Direitos; (3º) Superação de vulnerabilidade econômica e geração de renda (projetos produtivos).
Ao ser apresentado, um pedido de recursos deve ter a carta de um Bispo. Além disso, é preciso levar em conta que: (1) a entidade proponente e executora do projeto deverão ser a mesma; (2) a instituição deverá indicar sua conta corrente (pessoa jurídica, seu CNPJ) e comprovar a regularidade de sua situação; (3) antecipar qual será a sua contrapartida, monetária ou em bens e serviços; (4) demonstrar como será a continuidade do projeto; (5) levar em conta que o projeto deve responder a problemas ou necessidades de grupos sociais ou segmentos de excluídos.
O Conselho Gestor do FNS prioriza projetos de caráter inovador e com potencial multiplicador, e não apoia projetos para manutenção institucional.
Excepcionalmente, neste ano a Presidência da CNBB apresentará a 56ª Assembleia Geral da CNBB a proposta de destinar a Diocese de Roraima 40% dos recursos do FNS, para os trabalhos que envolvem a acolhida dos migrantes venezuelanos.
Uma vez aprovados os projetos, é publicada uma lista deles no site da CNBB- Fundo Nacional de Solidariedade (fns.cnbb.org.br). Esperamos ampliar a prestação de contas com dados ainda mais completos.
Projeto aprovado para a ABONG
Dentre os 237 projetos aprovados com os recursos da Campanha da Fraternidade de 2017, um deles foi apresentado pela Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – ABONG. Essa entidade reúne organizações da Sociedade Civil, sem fins lucrativos, para o fortalecimento da base associativa. Em nome de cerca de cem organizações – dentre as quais, várias ligadas à Igreja -, a ABONG pediu recursos para a realização do V Encontro dessas entidades, em São Paulo. Esse Encontro tinha como finalidade única e exclusiva discutir o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que é uma agenda política ampla, que tem o objetivo de aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às Organizações da Sociedade Civil e suas relações de parceria com o Estado. Assim, a ajuda dada não se destinou a apoiar projetos movidos por ideais divergentes dos valores da fé cristã católica, como por exemplo o aborto. Temos no arquivo do FNS a prestação de contas do evento em questão, bem como todas as notas fiscais, fotografias e a lista de presença do evento.
Comprometemo-nos a analisar mais atentamente os projetos que forem apresentados, bem como a prestar maior atenção aos objetivos das entidades proponentes. O Regulamento do FNS está sendo revisto e aprimorado para ser apresentado ao Conselho Permanente da CNBB.
Reafirmamos nosso compromisso com Jesus Cristo e sua Igreja. Daí nossa disposição de continuar trabalhando de acordo com a Moral Católica e a Doutrina Social da Igreja, para que “todos os povos tenham vida” (Jo 10,10).
Renovamos nossos agradecimentos a todos os que colaboraram com a CF-2018. Cresça, cada vez mais, nosso compromisso com os mais necessitados, segundo o critério apontado por Jesus.
A Virgem Maria, Mãe da Caridade, nos ensine a seguir os passos de Jesus no serviço ao próximo.

Brasília, 08 de abril de 2018.

         
Dom Guilherme Antônio Werlang
Bispo de Lajes- SC
Conselho Gestor do Fundo Nacional de Solidariedade – FNS

[1] Discurso do Papa aos participantes do encontro promovido pelo Movimento dos Focolares:https://w2.vatican.va/content/francesco/pt/speeches/2017/february/documents/papafrancesco_20170204_focolari.html. Consultado em 07 de abril de 2018.
 Fonte: CNBB

SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO DA SANTA SÉ FEZ COBERTURA TOTAL DA 56ª ASSEMBLEIA


Secretaria de Comunicação da Santa Sé fez cobertura total da 56ª Assembleia
Silvonei José faz cobertura jornalística as assembleias da CNBB há 16 anos. Desde 2012, mobilizando forças no Vaticano junto aos responsáveis pela programação em português do Brasil, ele faz questão de acompanhar o episcopado brasileiro em seu encontro anual. Vivendo há décadas em Roma, ele leciona em duas grandes universidades de Roma, acompanha cursos de português na Embaixada do Brasil e ainda encontra tempo para outros projetos de comunicação.
Simpático, acolhedor e detentor da confiança dos bispos, Silvonei trabalha todo o tempo em que são realizadas as sessões na assembleia fazendo entrevistas quase que sem parar. Há momentos em que seus convidados chegam a aguardar o momento de gravar. Além disso, ele sempre acha tempo para saudar os colegas e permanece, diariamente, comprometido com o trabalho feito pela Assessoria de Imprensa da CNBB.
Depoimento
É sempre um privilégio poder vir a uma assembleia geral dos bispos do Brasil porque podemos sentir como pulsa o coração da Igreja no Brasil. Ainda mais, num momento difícil como esse, tanto pelos ataques que recebemos contra a nossa Igreja, como também diante da crise que vive hoje o nosso Brasil“, afirma Silvonei.
Sobre a assembleia, ele disse: “esses encontros se tornam ocasião em que a gente pode notar a grande irmandade que se forma. Os bispos são irmãos, não são ‘colegas de profissão’, são irmãos em uma missão comum. É isso que podemos ver observando o movimento dos bispos de diversas partes do Brasil. E depois, é importante aquilo que nós refletimos com eles, o que recebemos deles como indicação para o futuro, aquilo que eles levam no bagagem para suas dioceses e nós levamos no coração: uma esperança para nosso País, seja dentro da nossa Igreja, seja dentro da nossa sociedade”. 
Sobre o trabalho de comunicação: “O trabalho de comunicação feito aqui, não só da nossa parte de Vatican News, mas também com a Assessoria de Imprensa da CNBB é um trabalho de sinergia que nos leva a colocar nas casas de nossos irmãos, de nossos amigos de todo o Brasil a verdadeira imagem da Assembleia dos bispos. O que, de fato, significa um encontro de bispos reunidos na Casa da Mãe. Afinal, são mais de 300 bispos que trazem contribuições e essas contribuições passaram, tenho certeza, através dos meios de comunicação que aqui estiveram, pela Assessoria de Imprensa, pelo Vatican News. Todos fizeram um trabalho magnífico para poder levar à nossa realidade essa esperança que os bispos, quando se reúnem, depositam também no coração dos fiéis de suas dioceses“.
Outros idiomas
Por meio da reportagem que Silvonei fez durante os dez dias da 56ª Assembleia as equipes de redação de outras línguas do Vatican News também receberam material. Muitos bispos que atuam na Igreja no Brasil falaram em Inglês, francês, polonês e italiano sobre os principais acontecimentos do encontro e suas opiniões sobre diversos problemas enfrentados no Brasil e no mundo.