segunda-feira, 20 de maio de 2019

REPRESENTANTE DO PAPA FRANCISCO PARTICIPA DE SEMINÁRIO SOBRE A MINERAÇÃO NA PUC-MINAS



Monsenhor Bruno-Marie Duffé ouviu testemunhos de fiéis que perderam familiares em consequência do rompimento da barragem de Brumadinho. Emocionado: “consigo imaginar a dor do povo de Brumadinho e trago, a pedido do Papa, uma mensagem de esperança”.
Belo Horizonte
Realizou-se nos dias 17 e 18 de maio, na PUC Minas o Seminário “A mineração e o cuidado com a casa comum”,  presidido pelo arcebispo de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. O encontro reuniu representantes dos muitos setores da sociedade para refletir sobre a missão da Igreja Católica na defesa da Casa Comum e seu necessário posicionamento para uma urgente revisão do modelo econômico extrativista. O evento contou ainda com a participação do monsenhor Bruno-Marie Duffé, do Pontifício Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral.
O objetivo do encontro foi divulgar a posição da Igreja, a fim de orientar a opinião pública e apoiar as comunidades, grupos e movimentos que se dedicam à defesa dos territórios ameaçados,  além de apresentar ao Vaticano o impacto da tragédia sobre a população de Brumadinho e as contradições da mineração em Minas e no Brasil.
O Seminário foi organizado pela Arquidiocese de BH, CNBB e a Rede Igrejas e Mineração – uma plataforma ecumênica que integra diferentes Igrejas na América Latina, unidas na missão de amparar comunidades impactadas pela mineração, a exemplo do ocorrido com as populações de Mariana, em 2015, e de Brumadinho, em janeiro de 2019. Hoje uma grande preocupação mobiliza todos em torno da comunidade do município de  Barão de Cocais, exposta ao risco do rompimento de mais uma barragem de mineração da Vale.
Exigência do cuidado com a Casa Comum
Dom Walmor destacou a relevância da iniciativa e sua sintonia com Carta Encíclica do Papa Francisco, Laudato si, que trata do desafio de cuidar da casa comum: “Esse Seminário tem altíssima relevância, pela importância do tema, pelos desafios que nós enfrentamos com o meio ambiente, a exigência do cuidado com a Casa Comum. Tem grande importância porque entrelaça corações e mentes na mesma direção – o coração da Arquidiocese de Belo Horizonte e o coração do Papa Francisco - por meio da presença do monsenhor Bruno-Marie Duffé -, com os muitos grupos religiosos e segmentos  da sociedade. Somos todos nós, juntos, nos dando as mãos  e nossos corações, para fazermos um novo caminho, que é tão necessário, se quisermos um desenvolvimento integral , se desejarmos um desenvolvimento sustentável”.
O Arcebispo, anunciou ainda que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pretende criar uma Comissão Episcopal para tratar de assuntos referentes ao meio ambiente e desenvolvimento, em especial a mineração, com foco no diálogo da Igreja com setores da sociedade, com o Poder Legislativo e outras instâncias.
A notícia foi recebida com grande otimismo por todos os presentes, e em particular,  pelo atual presidente do Grupo Trabalho de Mineração da CNBB, dom Sebastião Lima Duarte, que destacou a sensibilidade de dom Walmor no tratamento dessa questão.
Evangelizar em um mundo de mineração
O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, dom Joaquim Mol, falou sobre a Missão da Igreja - novos caminhos frente à mineração, em Minas Gerais e no Brasil. O Bispo ressaltou que evangelizar é o anúncio e o testemunho da mensagem central de Jesus, o Reino de Deus, que Ele anunciou, que é dom e precisa ser sinalizado pelas nossas práticas de vida: “Evangelizar é anunciar o Reino que deve penetrar todas as realidades humanas, sociais, ambientais, políticas e culturais com os valores que Jesus anunciou. E Evangelizar em um mundo de mineração, significa evangelizar em um mundo de extrema agressão humana e ambiental”. O bispo lembrou que, assim como em Minas Gerais, essa realidade é secular e comum a muitos outros estados do País. Dom Mol cobrou, ainda,  a responsabilização dos gestores que permitem a ocorrência de tragédias como a de Mariana e a de Brumadinho.
Monsenhor Bruno-Marie Duffé reafirmou o compromisso do Vaticano em apoiar às comunidades que defendem seus territórios, ao transmitir  a mensagem de solidariedade do Papa Francisco aos familiares das vítimas do rompimento da Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho. Fez, também, severas críticas ao liberalismo que tem o dinheiro como prioridade, deixando as pessoas e a natureza em segundo plano, o que resulta em ocorrências como as tragédias em Mariana e Brumadinho.
Um momento de comoção e fé marcou o Seminário, quando um grupo de índios da etnia Pataxó, fez uma oração em sua língua de origem – da família maxakali, tronco macro-jê. Hoje, eles estão com a vida na aldeia comprometida,  em razão da poluição das águas do rio Paraopeba,  atingidas pelos dos rejeitos de minério da barragem da Vale .
Visita do representante do Papa a Brumadinho
Ainda no sábado, dia 18, as comunidades do Córrego do Feijão e Parque da Cachoeira, em Brumadinho, receberam monsenhor Bruno-Marrie Duffé, representante do Papa Francisco, que participou de uma Celebração com os fiéis.
Dom Vicente de Paula Ferreira, bispo auxiliar de BH, saudou o Monsenhor e agradeceu sua presença na comunidade. O bispo explicou que monsenhor Bruno-Marrie “tem uma sensibilidade enorme pelas causas humanas, com especial atenção por aqueles que sofrem”. Dom Vicente ressaltou que a presença do Monsenhor em Brumadinho é “um envio especial do Papa, que tem dedicado toda a atenção a Brumadinho”.
Padre Renê Lopes, pároco da Paróquia São Sebastião, em Brumadinho, ressaltou o “importante trabalho realizado pela comunidade da Igreja Nossa Senhora das Dores, ao acolher os bombeiros e voluntários, tornando-se referência para as vítimas que procuravam consolo”. Destacou,  ainda, “o trabalho dos leigos e leigas na acolhida daqueles que sofrem”.
Monsenhor Bruno-Marrie ouviu testemunhos de fiéis que perderam familiares em consequência do rompimento da barragem. Emocionado,  partilhou: “consigo imaginar a dor do povo de Brumadinho e trago, a pedido do Papa, uma mensagem de esperança. Crendo que, no Córrego do Feijão, está o coração da Igreja e da humanidade”. O Monsenhor convidou o povo de Brumadinho a se tornar “profeta que anuncia um tempo novo, que consola e luta por um mundo mais justo, combatendo a ganância”.
Numa Celebração que reuniu pessoas das diversas comunidades atingidas, moradores levaram ao altar produtos cultivados nas comunidades rurais da cidade e lembranças das vítimas da tragédia.
Em seguida, o Monsenhor saiu acompanhado pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte dom Vicente, junto com moradores, em procissão pelas ruas de Córrego do Feijão. Durante a caminhada, os nomes de todas as vítimas foram lembrados. A ideia era levar o representante do Vaticano até um ponto que foi atingido pela lama, mas a rua foi interditada pela Vale. Ele não conseguiu ver de perto os estragos provocados pela lama.
A comunidade encerrou o encontro com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da tragédia. (Fonte: arquidiocese de BH)
Fonte: Vatican News

EM BRUMADINHO, O ALERTA DA IGREJA PARA OS RISCOS DA MINERAÇÃO



Desde domingo, 19 de maio, as comunidades estão sob o risco de rompimento de uma nova barragem, em Barão de Cocais. Evento com o representante do Papa, Mons. Bruno-Marie Duffé, reúne a Igreja. Ouça Dom Walmor Azevedo.
Cristiane Murray - Cidade do Vaticano
Confira acima as imagens da visita de Monsenhor Bruno-Marie Duffé, do Pontifício Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, representante do Papa, à comunidade de Córrego do Feijão, no município de Brumadinho (MG). Mons. Duffé foi enviado pelo Papa para constatar os efeitos da mineração e dos desastres ambientais e levar amparo espiritual ao povo atingido. 
Procissão e bênção
Em procissão com padres, religiosos e religiosas e muitos moradores, o enviado do Papa chegou à comunidade do Parque da Cachoeira, e chegou até a lama, Campo Santo de tantas vidas, e a abençoou. Naquele momento, ele afirmou que “o território é do povo que nele habita e da natureza que é vida”. Mons. Duffé abençoou a grande sepultura de vidas humanas, e o povo rezou pela vida, por suas lutas e dignidade.
O evento na PUC
Mons. Duffé também esteve na PUC Minas, em Belo Horizonte no dia 17 de maio, quando participou do Seminário “A Mineração e o Cuidado com a Casa Comum”. O evento debateu a missão da Igreja Católica na defesa da Casa Comum e seu necessário posicionamento frente ao modelo econômico extrativista.
O bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, Dom Joaquim Mol; Frei Rodrigo Péret, que integra o Grupo de Trabalho da CNBB sobre Mineração, e Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias (MA) e presidente do Grupo de Trabalho de Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, também participaram do evento.


Dom Walmor ressalta importância do tema
Abrindo o Seminário, o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, recém-eleito Presidente da CNBB, falou também como anfitrião, por ser o Grão-chanceler da Universidade.
“Este tema é pauta de mais alta importância. Numa sociedade de muitas e importantes pautas, este tema é para nós fundamental. Nós, como Minas Gerais, temos que dar um grande impulso e grande contribuição, à luz dos muitos sofrimentos, especialmente das tragédias de Bento Rodrigues e Brumadinho, mas também de outras dificuldades que se assomam diante de nós. Temos que dar uma nova resposta”.
“ É um tema determinante para nossa sociedade. Ou nós caminhamos num entendimento novo, com novas legislações, com novas posturas, inclusive individuais, no tratamento da Casa Comum e no modo como nós nela nos colocamos, ou então, tenhamos consciência de que nós estamos abrindo a nossa própria sepultura e fazendo cair sobre nós um peso que não vamos aguentar carregar e nos massacrará. ”
Desde domingo, 19 de maio, as comunidades estão sob um novo risco: a talude da mina da Vale em Barão de Cocais pode se romper a qualquer momento, pois a estrutura está se movimentando cerca de quatro centímetros por dia. O tremor gerado pelo colapso da estrutura poderia causar uma reação em cadeia provocando o rompimento da Barragem Superior Sul que está 1,5 km abaixo e em nível máximo de alerta.
“Nossos corações se abram, nossas mentes se iluminem e que nós possamos fazer o mesmo com tantos outros de modo que a sociedade seja uma sociedade mais aberta, conhecedora desta temática e destes enormes desafios, para que possamos, no sonho de Deus, construi-la mais justa, mais fraterna e mais solidária. Deus seja louvado e nos abençoe muito neste caminho e nesta experiência bonita como Igreja, como sociedade, como cidadãos e cidadãs” .

Fonte: Vatican News

PAPA AO PIME: RETOMAR COM NOVO IMPULSO A TRANSFORMAÇÃO MISSIONÁRIA DA VIDA E DA PASTORAL




Francisco recordou que este ano celebram-se os cem anos da promulgação da Carta Apostólica Maximum illud com a qual o Papa Bento XV “quis dar novo impulso à responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho”.
Cidade do Vaticano
O Papa Francisco recebeu em audiência, nesta segunda-feira (20/05), na Sala do Consistório, no Vaticano, os participantes do Capítulo Geral do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME).
O Santo Padre deu graças a Deus pelo longo caminho percorrido pelo organismo eclesial em seus quase 170 anos de fundação ocorrida, em Milão, na Itália, como Seminário das Missões Exteriores.
Francisco recordou dom Angelo Ramazzotti, na época Bispo de Pavia, fundador do PIME. “Ele acolheu o desejo do Papa Pio IX e teve a ideia de envolver na fundação os bispos da Lombardia, com base no princípio da corresponsabilidade de todas as dioceses, na difusão do Evangelho aos povos que ainda não conhecem Jesus Cristo”, frisou o Pontífice. Era uma novidade para aquele tempo, pois até aquele momento, o apostolado missionário estava totalmente nas mãos das Ordens e Congregações religiosas.
Semente que produziu muitos frutos
Com o passar dos anos, o PIME fez um percurso autônomo, e em parte se desenvolveu como as outras Congregações religiosas, mas sem identificar-se com elas. Os membros não fazem votos como os religiosos, mas consagram suas vidas para a atividade missionária com a promessa definitiva.
“Os seus primeiros campos de missão foram na Oceania, Índia, Bangladesh, Mianmar, Hong Kong e China. A semente escondida debaixo da terra produziu muitos frutos de novas comunidades, de dioceses que nasceram do nada, de vocações sacerdotais e religiosas que germinaram pelo serviço da Igreja local. Depois da II Guerra Mundial vocês foram para o Brasil, na Amazônia, Estados Unidos, Japão, Guiné-Bissau, Filipinas, Camarões, Costa do Marfim, Tailândia, Camboja, Papua Nova Guiné, México, Argélia e Chade”, frisou o Papa.
Mártires do PIME
“A sua história é marcada por uma trilha luminosa de santidade em muitos de seus membros, em alguns reconhecida oficialmente pela Igreja”, disse Francisco, recordando os mártires Santo Alberico Crescitelli, o beato Giovanni Battista Mazzucconi, o beato Mario Vergara, e os confessores o Beato Paolo Manna e o Beato Clemente Vismara.
“Dentre os seus missionários há 19 mártires que deram suas vidas por Jesus em nome de seu povo, sem reservas e sem cálculos pessoais."
“ Vocês são uma ‘família de apóstolos’, uma comunidade internacional de sacerdotes e leigos que vivem em comunhão de vida e atividade. ”
“É somente a partir de Cristo que nossa vida e nossa missão fazem sentido, porque «não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados», disse Francisco, recordando um trecho da Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi sobre a Evangelização no mundo contemporâneo de São Paulo VI, que resume o sentido da vida e vocação dos missionários do PIME.
“Evangelizar é a graça e a vocação própria de seu Instituto, a sua identidade mais profunda. No entanto, essa missão, é sempre bom enfatizar, não lhes pertence, porque brota da graça de Deus: «A primeira palavra, a iniciativa verdadeira, a atividade verdadeira vem de Deus e só inserindo-nos nesta iniciativa divina, só implorando esta iniciativa divina, podemos nos tornar também, com Ele e n’Ele, evangelizadores», disse o Papa citando um trecho da sua Exortação Apostólica Evangelii gaudium.
Despertar a consciência da missio ad gentes
A seguir, Francisco recordou que, este ano, celebram-se os cem anos da promulgação da Carta Apostólica Maximum illud com a qual o Papa Bento XV “quis dar novo impulso à responsabilidade missionária de anunciar o Evangelho”.


“Como vocês sabem, para comemorar este aniversário, convoquei o Mês Missionário Extraordinário, em outubro próximo, sobre o tema: “Batizados e enviados: a Igreja de Cristo em missão no mundo”. A finalidade dessa iniciativa é “despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral. Vocês missionários são os protagonistas desse aniversário, a fim de que seja ocasião para renovar o impulso missionário ad gentes, de modo que toda a sua vida, seus programas, seu trabalho e suas estruturas extraiam da missão e da proclamação do Evangelho a seiva vital e critérios de renovação.”
Colocar a missão no centro
O Papa sublinhou que o PIME está procurando, na medida do possível, colocar a missão no centro, pois esta foi a urgência missionária que fundou o Instituto e continua a moldá-lo.
“Vocês estão convencidos disso e escolheram as palavras de São Paulo ‘Ai de mim se eu não pregar o evangelho’, como guia e inspiração.” Segundo o Pontífice, à luz dessas palavras, o organismo trabalhou “para compreender novamente a missão ad gentes, reafirmar a primazia da única vocação missionária tanto para os leigos quanto para os sacerdotes, escolher os âmbitos da missão, definir a animação vocacional como atividade missionária, verificar o seu ser comunidade e repensar a organização do PIME de hoje e de amanhã”.
“Não tenhamos medo de fazer, com confiança em Deus e muita coragem, uma escolha missionária capaz de transformar todas as coisas, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda estrutura eclesial se tornem um canal adequado para a evangelização do mundo atual”, concluiu Francisco.

Fonte: Vatican News

NOVO PÁROCO CELEBRA NA CAPELA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO



O padre Santino Sacramento, novo pároco de São João Eudes,  celebrou a missa das 9 horas, de ontem, na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Guararapes, nas proximidades do Shopping Iguatemi. Na oportunidade, a coordenadora Ana Maria Pinheiro, que também é Associada da Congregação Jesus e Maria, fez a apresentação “do padre Santino, que está assumindo a paróquia, em substituição ao padre Clériston, transferido para Salvador, Bahia, para ser o reitor do Santuário Nossa Senhora Aparecida”.

Aproveitando ainda a ocasião, assembleia bateu palmas não só por ser ele o novo pároco, como também pelo seu aniversário. Ele completou 43 anos, no último sábado, dia 18 de maio.
Para comemorar a data, a fundadora e coordenadora da comunidade católica Anuncia-me, Lúcia Negreiros, enviou um grupo, tendo à frente dona Hildete, para dizer que ele é bem vindo e aproveitou para dizer também que aquela comunidade adota a espiritualidade eudista.

BEM-VINDO

__ "Seja muito bem-vindo Padre Santino. Toda essa comunidade está recebendo o senhor com um abraço e com as maiores expectativas. E a ansiedade de receber a Palavra de Deus através de seus ensinamentos é alta”, foi o que disse a paroquiana Olga Gerusa, da pastoral do Dízimo, que saudou o novo pároco em nome da capela Nossa Senhor do Perpétuo.

- Hoje é um dia especial para o senhor, que comemora nesta data mais um ano de existência e de experiências. Hoje, as luzes do céu e as bênçãos do Senhor recaem sobre o senhor. É dia de reafirmar sua missão, a sua fé e o seu compromisso com a vida e com o bem”.
    





PARA A CONSTRUÇÃO DE UM BRASIL MELHOR, BISPO DIZ QUE É PRECISO CRITÉRIOS ÉTICOS




Para a construção de um Brasil melhor, bispo diz que é preciso critérios éticos
Em seu artigo “Critério de ação”, o arcebispo de Uberaba (MG) dom Paulo Mendes Peixoto, diz que as pessoas humanas são as construtoras dos ambientes de convivência. O bispo afirma que com muita sabedoria e capacidade, elas conseguem criar as bases de sustentação para a vida, seja humana, como também animal e vegetal. “Atualmente esse caminho de construção conta com o avanço da tecnologia em alta escala, podendo contribuir, de forma impressionante e saudável, com uma realidade confortável”, diz.
Em um olhar mais bíblico, dom Paulo salienta que a ressurreição de Jesus Cristo possibilitou aos apóstolos realizar determinados critérios de ação. Convenceram-se do compromisso que o Mestre lhes tinha confiado. “Eles deveriam anunciar, com testemunho pessoal, a Palavra de um Deus vivo e presente na comunidade dos primeiros cristãos. E foram testemunhas oculares das aparições de Jesus ressuscitado”, considera.
Dom Paulo admite que outro critério de ação dos apóstolos, e dos cristãos de hoje, está firmado no amor com que são assumidos os trabalhos para o bem das pessoas. Para ele, isto constituiu a prática de Jesus, incutida na vida de seus seguidores, que deve prosseguir na história das pessoas. “A vivência do amor tem como exigência fundamental a realização da justiça, fortalecida pela caridade e os bons propósitos”, diz.
Para a construção de um Brasil melhor, o arcebispo reconhece que é preciso um itinerário marcado pelos critérios éticos da responsabilidade. Ele diz que mesmo estando conscientes da existência de uma cultura econômica de concentração, é fundamental proclamar a possibilidade de uma história diferente, de mais partilha e diminuição da grande distância entre os ricos e os pobres.
Jesus, segundo ele, veio proclamar uma realidade nova, falando de ‘novo céu e nova terra’: “É como a recriação de uma nação diferente, onde cada pessoa humana é valorizada na sua dignidade”, aponta. Mas isso não está acontecendo, de acordo com ele, porque há tantas pessoas vitimadas pelo progresso, que deveria dar mais condições de vida digna para os cidadãos e cita o caso dos desastres de Mariana e Brumadinho, da Vale.
Os sofrimentos de Jesus Cristo, acontecidos principalmente na realidade da Paixão e vivenciados na Semana Santa, ainda conforme dom Paulo continuam presentes na vida de muita gente dos novos tempos. “Sofrimentos que atingem comunidades inteiras, deixando a marca da indignação, porque, em muitos casos, são frutos de administração irresponsável, sem critério de ação que levasse em conta o direito das pessoas”, finalizou.
Fonte: CNBB

CARDEAL SCHERER É ELEITO PRIMEIRO VICE-PRESIDENTE DO CELLAM




Cardeal Scherer é eleito primeiro vice-presidente do Celam
Foto: Departamento de Comunicação e Imprensa Celam
Entre os dias 13 e 18 de maio, o Conselho Episcopal Latino Americano (Celam) realizou sua 37ª Assembleia Geral Ordinária. Na ocasião, foi eleita a nova Presidência do órgão colegiado. O arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer, foi escolhido primeiro vice-presidente do Celam para o período de 2019 a 2023.
 A 37ª Assembleia Geral Ordinária do Celam esteve reunida entre 13 e 18 de maio, em Tegucigalpa – Honduras, com o objetivo de “discernir os sinais dos tempos que marcam a realidade da América Latina e do Caribe, para projetar o novo quadriênio compreendido entre 2019 – 2023 à luz da natureza sinodal da Igreja”.
As assembleias do Celam ocorrem a cada dois anos e as eleições a cada quatro. Neste ano, um comitê técnico-jurídico foi responsável por verificar o quórum e explicar o processo eleitoral aos membros do colegiado.
De acordo com o Celam, a presidência do Conselho tem como missão projetar o novo quadriênio, implementar as diretrizes determinadas pela assembleia para o novo Plano Global, continuar o processo de construção da nova sede do Celam e impulsionar o trabalho pastoral denominado “Proposta Celam 2033”.

NOVA PRESIDÊNCIA DO CELAM
Presidente: dom Miguel Cabrejos, arcebispo de Trujillo – Perú
Primeiro vice-presidente: cardeal Odilo Scherer
, arcebispo de São Paulo (SP)
Segundo vice-presidente: cardeal Leopoldo José Brenes, arcebispo de Managua – Nicarágua
Secretário-geral: dom Juan Carlos Cárdenas Toro, bispo Auxiliar de Cali – Colômbia

Cardeal Odilo SchererEleito delegado da CNBB junto ao Celam, durante a 57ª Assembleia Geral da Conferência, no início deste mês, dom Odilo Scherer nasceu em 21 de setembro de 1949, em Cerro Largo (RS). Foi ordenado presbítero em 7 de dezembro de 1976, em Quatro Pontes, na diocese de Toledo (PR). Tem Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1994-1996) e Doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1988-1991).
Antes do episcopado, entre diversas funções que desempenhou, foi membro da Comissão Nacional do Clero – CNBB (1985-1988); da Comissão Teológica do Regional Sul 2 (1992-1993); e oficial da Congregação para os Bispos, na Santa Sé (1994-2001). Foi nomeado bispo auxiliar de São Paulo em 28 de novembro de 2001, sendo ordenado bispo em fevereiro do ano seguinte, em Toledo (PR).
Dom Odilo foi secretário-geral da CNBB de 2003 a 2007, ano que foi delegado da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (2007), nomeado arcebispo de São Paulo (SP) e criado cardeal Presbítero da Santa Igreja Romana, do título de San’ Andrea al Quirinale, no Consistório de 24 de novembro.
Cardeal Odilo é membro do Conselho Permanente da CNBB desde 2007. Na conferência, também foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé (2007 a 2011) e presidente do Regional Sul 1. Também foi presidente Delegado na XII Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos (outubro de 2008) e Presidente do Grupo de Trabalhos da CNBB para a comemoração dos 50 anos do Concílio Vaticano II. Atualmente é membro da Comissão Episcopal para o Acordo Brasil-Santa Sé.
Na cúria romana, atuou como membro da Congregação para o Clero; do Conselho do Sínodo dos Bispos; da Comissão de Cardeais para o estudo dos problemas organizativos e econômicos da Santa Sé; do Pontifício Conselho para a Família; da Pontifícia Comissão para a América Latina; da Pontifícia Comissão Cardinalícia para a Supervisão do Instituto para as Obras de Religião; do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.
Fonte CNBB

O TEMPO DE DEUS

Pe. Johnja Lopez

EVANGELHO DO DIA



 João 14, 21-26

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,21-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22Judas - não o Iscariotes - disse-lhe: 'Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?'  23Jesus respondeu-lhe: 'Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 
24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.  25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco.  26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS SLEITURAS DE HOJE



20 DE MAIO DE 2019

SEGUNDA FEIRA DA V SEMANA DA

PÁSCOA

Cor Branco


1ª. Leitura – At 14, 5-18

 

Leitura dos Atos dos Apóstolos 14,5-18

Naqueles dias, em Icônio: 5Pagãos e judeus, tendo à frente seus chefes, estavam dispostos a ultrajar e apedrejar Paulo e Barnabé.
6Ao saberem disso, Paulo e Barnabé fugiram e foram para Listra e Derbe, cidades da Licaônia, e seus arredores. 7Aí começaram a anunciar o Evangelho. 8Em Listra, havia um homem paralítico das pernas, que era coxo de nascença e nunca fora capaz de andar.
9Ele escutava o discurso de Paulo. E este, fixando nele o olhar
e notando que tinha fé para ser curado, 10disse em alta voz:
'Levanta-te direito sobre os teus pés.' O homem deu um salto e começou a caminhar. 11Vendo o que Paulo acabara de fazer,
a multidão exclamou em dialeto licaônico: 'Os deuses desceram entre nós em forma de gente!' 12Chamavam a Barnabé Júpiter e a Paulo Mercúrio, porque era Paulo quem falava. 13Os sacerdotes de Júpiter, cujo templo ficava defronte à cidade, levaram à porta touros ornados de grinaldas e queriam, com a multidão, oferecer sacrifícios. 14Ao saberem disso, os apóstolos Barnabé e Paulo rasgaram as vestes e foram para o meio da multidão, gritando:
15'Homens, o que estais fazendo? Nós também somos homens mortais como vós, e vos estamos anunciando que precisais deixar esses ídolos inúteis para vos converterdes ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 16Nas gerações passadas, Deus permitiu que todas as nações seguissem o próprio caminho. 17No entanto, ele não deixou de dar testemunho de si mesmo através de seus benefícios, mandando do céu chuvas e colheitas, dando alimento e alegrando vossos corações'. 18E assim falando, com muito custo, conseguiram que a multidão desistisse de lhes oferecer um sacrifício. Palavra do Senhor.

Reflexão - “nascemos para glorificar a Deus”

Pela nossa natureza corrompida, todos nós temos tendência a ser idólatras. Assim, o ser humano tem sede de ídolos e, muitas vezes, se volta para adorar as criaturas ao invés do seu Criador.  Neste trecho dos Atos dos Apóstolos nós nos deparamos com um quadro claro de idolatria. Paulo e Barnabé foram confundidos com deuses porque, em Nome de Jesus haviam curado um coxo de nascença enquanto este escutava o discurso de Paulo. Os dois discípulos de Jesus, no entanto, repudiaram a vã glória e ao afago que os homens lhes faziam quando os incensavam e os consideravam deuses. Eles renunciaram a toda fama, a todo poderio e reconheceram ser apenas homens mortais, porém anunciadores do Deus vivo. Precisamos também estar muito atentos para não confundirmos as obras de Deus com as simples ações dos homens. Somos escolhidos para ser anunciadores do pensamento de Deus e instrumentos do Seu poder, mas a origem de tudo vem Dele e somente Ele poderá ser reconhecido e visto através das obras que fazemos. Não podemos nos iludir nem nos deixar enganar porque não nascemos para a glória, mas para glorificar a Deus.
– Você tem tendência a idolatrar os homens? 
– E quando as pessoas o (a) elogiam você se vangloria?
 – Você se considera apenas um instrumento de Deus ou se acha autor (a) de alguma obra?
 – De onde lhe vem a inspiração para as obras boas?

 

Salmo 113 B, 1-2. 3-4. 15-16 (R. 1)
R. Não a nós, ó Senhor, não a nós, ao vosso nome, porém, seja a glória

Ou:
Aleluia, Aleluia, Aleluia


1Não a nós, ó Senhor, não a nós, + ao vosso nome, porém, seja a glória, * porque sois todo amor e verdade! 
2Por que hão de dizer os pagãos: * 'Onde está o seu Deus, onde está?' R. 

3É nos céus que está o nosso Deus, * ele faz tudo aquilo que quer. 
4São os deuses pagãos ouro e prata, * todos eles são obras humanas. R. 

15Abençoados sejais do Senhor, * do Senhor que criou céu e terra! 
16Os céus são os céus do Senhor, * mas a terra ele deu para os homens. R.

Reflexão - O salmo nos ensina a glorificar a Deus e nos colocarmos fora das honrarias. Muitas vezes estamos adorando ao ouro e a prata, às coisas, às pessoas. Tiramos Deus do Seu lugar de honra e colocamos pessoas e coisas. Ao Senhor sejam dados, honra, poder e glória para sempre.

Evangelho – Jo 14, 21-26

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,21-26

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22Judas - não o Iscariotes - disse-lhe: 'Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?'  23Jesus respondeu-lhe: 'Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 
24Quem não me ama, não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou.  25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco.  26Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.
Palavra da Salvação.

Reflexão - “o Espírito Santo é quem nos ensina tudo”

Jesus nos alerta sobre o tipo de amor que temos demonstrado a Deus e nos exorta a comprovar esse amor vivendo os Seus mandamentos.  Provamos que realmente acolhemos o Amor de Deus quando guardamos a palavra de Jesus. Se, dizemos que amamos a Deus, mas não obedecemos ao que Ele nos ensina por meio da Sua Palavra o nosso amor é falso, inconsequente e infiel, não tem substância. Jesus veio ao mundo para manifestar a todos nós a glória de Deus, no entanto, nem todos acolheram o Seu testemunho e, consequentemente, também rejeitaram o amor de Deus.   Só teremos Deus conosco, verdadeiramente, quando estivermos vivendo de acordo com o que Ele nos aponta, porque fazendo o contrário, romperemos o Seu poder sobre nós.   Às vezes, nos é difícil assumir os ensinamentos de Jesus, porque eles vêm de encontro ao que pensamos e vivenciamos. Porém, o Espírito Santo é quem nos ensina tudo, quem nos recorda o que o Pai tem para nos revelar. E é também o Espírito Santo quem nos ajudará a permanecer fiéis a Jesus e à sua orientação. A nossa obediência à direção do Espírito Santo também é uma prova de que amamos a Deus e acolhemos os Seus mandamentos e a Sua Palavra.

– Você tem guardado os mandamentos da Lei de Deus?
 – Qual é o maior mandamento de Deus?
 – Você tem recorrido ao poder do Espírito Santo para cumprir com a Palavra de Deus?
 – Você acha muito difícil viver o amor nas suas ações?


Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho