segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BRASILEIROS RECEBEM DESTAQUE EM PEREGRINAÇÃO À FÁTIMA

O apelo à fraternidade e à não discriminação, lançado pelo Papa Bento XVI na sua Mensagem para o Dia Mundial do Migrante e Refugiado, para o ano de 2009, foi acolhido como lema da 37ª Semana Nacional das Migrações, que será celebrada de ontem, dia9, a 16 de agosto, e terá o seu ponto alto na Peregrinação do Migrante e Refugiado ao Santuário de Fátima, nos próximos dias 12 e 13. O tema do encontro será "Tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação é o que deveis ter no pensamento" (Fil 4, 8).O diretor da Obra Católica Portuguesa de Migrações, frei Francisco Sales, explica que “neste ano, quisemos colocar no centro a comunidade crasileira residente em Portugal, como forma de valorizar esta que é a maior comunidade imigrante em Portugal”. Frei Francisco Sales também explica que, como forma de representar os brasileiros, foi convidado para presidir a peregrinação o bispo delegado da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a pastoral dos brasileiros que vivem no exterior e auxiliar da Arquidiocese de Porto Alegre (RS), Dom Alessandro Ruffinoni.Em declarações à sala de imprensa do Santuário de Fátima, Dom Ruffinoni diz que o migrante não pode ser visto como problema. “A realidade da mobilidade humana constitui o maior movimento de pessoas de todos os tempos. Não há lei que possa deter este fenômeno que é antigo como a humanidade. O migrante não pode ser visto como problema nem pela Igreja, nem pelo Estado (...). Na Igreja ninguém é estrangeiro. Ela é como uma mãe que acolhe, estima e valoriza a todos, porque todos são seus filhos e filhas”, aponta.Ao falar sobre o seu trabalho junto aos migrantes, Dom Alessandro Ruffinoni define sua missão como sacerdote: “A minha vida e o meu trabalho como sacerdote foi sempre neste carisma de trabalhar no mundo das migrações. Como bispo, recebi da CNBB a tarefa de facilitar a presença de sacerdotes brasileiros para acompanhar as comunidades brasileiras espalhadas no mundo e estima-se que haja 4 milhões de brasileiros no mundo”.Imigrantes em PortugalO tema das migrações tem recebido constantemente atenção por parte da Igreja Católica, com instituições presentes no Conselho Consultivo para os Assuntos da Imigração (COCAI). O Governo de Portugal apresentou a este Conselho o balanço anual do segundo ano de execução do Plano para a Integração dos Imigrantes (PII), falando numa execução de 81%. O Plano, criado através de uma Resolução do Conselho de Ministros, de 3 de Maio, quer dar resposta à necessidade de um plano global, integrado e abrangente, que sistematizasse os objetivos e compromissos do Estado no acolhimento e integração dos imigrantes que procuram Portugal como país de destino.O governo, contudo, decidiu reduzir o limite do sistema de cotas, de 8500 para 3800 entradas de imigrantes em Portugal. Uma medida protecionista tida pelo governo como consequência da crise e falta de emprego. Consagrado na lei portuguesa, o sistema implementado na União Europeia visa a entrada de imigrantes de acordo com a disponibilidade no mercado de trabalho.Recentemente a Igreja Católica em Portugal veio a público pedir um maior compromisso no combate ao tráfico de pessoas, considerando que este é um “flagelo” que atinge o nosso território “enquanto país de trânsito e destino”. No documento conclusivo do encontro nacional dos secretariados da pastoral da mobilidade humana e capelanias de imigrantes, que aconteceu em Lamego, de 6 a 10 de Julho, os participantes consideram que “é necessário pressionar os governantes para que se crie uma legislação que preencha as lacunas neste tema”.Leia mais.: Pontifício Conselho celebra vigília em intenção de imigrantes.: D. Marchetto denuncia tráfico de seres humanos

Da Redação da Canção Nova Notícias, com Ecclesia

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