Fortaleza
tem 10.414 moradores de rua, foi o que revelou
nesta tarde, dom Gregório Paixão, OSB, Arcebispo de Fortaleza, numa coletiva de
imprensa, por ocasião do lançamento oficial da Campanha da Fraternidade
2026, no Centro de Pastoral ‘Maria, Mãe da Igreja”, rua Rodrigues Júnior, 300, no
Centro da Cidade.
A Campanha da Fraternidade foi lançada, ontem, na sede da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Brasil) e hoje, no Centro de Fortaleza, tem como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema “Ele veio morar entre nós” (Jo, 1,14).
Além de Dom Gregório
Paixão, OSB, tomaram parte da Mesa
Patricia Amorim Teixeira, assistente social e socióloga, Coordenadora da Equipe
das Campanhas do Regional Nordeste I da CNBB e da Secretaria Regional da Cáritas Brasileira no Ceará; Giovana de
Melo Araújo, promotora de Justiça do
Ministério Público do Estado do Ceará,
titular da 9ª Promotoria de Justiça de Fortaleza – 4ª Promotoria, Especializada
em Conflitos Fundiários e Defesa da Habitação
e Paula Emília Moura de Aragão de Sousa Brasil, juíza federal, mestre e doutora em Direito,
atualmente em exercício na Secção Judiciaria do
Ceará. Marcaram presença np evento os bispos-auxiliares de Fortaleza Janison de Sá Santos e Antônio Carlos do Nascimento e os padres Vanderlúcio Souza e Watson Façanha, coordenador de Pastorais da Arquidiocese de Fortaleza
A programação foi aberta com o mestre de cerimônia
convidando a todos para rezarem a “Oração da Campanha da Fraternidade”, que
começa dizendo “Deus nosso Pai, em Jesus , vosso Filho, viestes morar entre nós
e nos ensinastes o valor da dignidade humana...”. E logo em seguida fez a
apresentação da assistente social Patrícia Amorim Teixeira que relatou que o Brasil tem hoje 26 milhões de moradias
precárias e seus moradores moram nelas não, por desejo, mas por necessidade. e que hoje para a grande maioria o aluguel
é dividido com a comida.
Em seguida a
dra. Geovana, promotora de justiça falou
de como estávamos fazendo para enfrentar o déficit habitacional e que o CEP
serve também para acessar o trabalho, a segurança alimentar para erradicar a
pobreza e diminuir as desigualdades sociais. Em Fortaleza Os prédios ociosos da
União devem ser utilizados para enfrentar este déficit.
A Juíza de
Direito Dra. Paula Emília, ressaltou que em todo Brasil, temos 365 mil pessoas
em situação de rua e Fortaleza é a 4ª Capital nesta condição. A moradia é apenas a porta de entrada; moradia é
garantia constitucional. E a vulnerabilidade de que não tem casa o faz viver em eterna vigilância, e que a degradação dos laços familiares o levam para a rua.




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