quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

FORTALEZA TEM 10.414 MORADORES DE RUA

 



Fortaleza tem  10.414 moradores de rua, foi o que revelou nesta tarde, dom Gregório Paixão, OSB, Arcebispo de Fortaleza, numa coletiva de imprensa, por ocasião do lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026,  no Centro de Pastoral ‘Maria,  Mãe da Igreja”, rua Rodrigues Júnior, 300, no Centro da Cidade.

A Campanha da Fraternidade foi lançada, ontem,  na sede da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos Brasil) e hoje, no Centro de  Fortaleza, tem como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema “Ele veio morar entre nós” (Jo, 1,14).




Além de  Dom Gregório  Paixão, OSB, tomaram parte  da Mesa Patricia Amorim Teixeira, assistente social e socióloga, Coordenadora da Equipe das Campanhas do Regional Nordeste I da CNBB e da Secretaria Regional  da Cáritas Brasileira no Ceará; Giovana de Melo Araújo,  promotora de Justiça do Ministério Público do  Estado do Ceará, titular da 9ª Promotoria de Justiça de Fortaleza – 4ª Promotoria, Especializada em Conflitos Fundiários e Defesa da Habitação  e Paula Emília Moura de Aragão de Sousa Brasil,  juíza federal, mestre e doutora em Direito, atualmente em exercício na Secção Judiciaria do  Ceará. Marcaram presença np evento os bispos-auxiliares de Fortaleza Janison de Sá Santos e  Antônio Carlos do Nascimento e os padres Vanderlúcio Souza e Watson Façanha, coordenador de Pastorais da Arquidiocese de Fortaleza 

A   programação foi aberta com o mestre de cerimônia convidando a todos para rezarem a “Oração da Campanha da Fraternidade”, que começa dizendo “Deus nosso Pai, em Jesus , vosso Filho, viestes morar entre nós e nos ensinastes o valor da dignidade humana...”. E logo em seguida fez a apresentação da assistente social Patrícia  Amorim Teixeira que  relatou  que o Brasil tem hoje 26 milhões de moradias precárias e seus moradores moram nelas não,  por desejo, mas por necessidade.  e que hoje para a grande maioria o aluguel é  dividido com a comida.

Em seguida a dra. Geovana, promotora de justiça  falou  de como estávamos fazendo   para  enfrentar o déficit habitacional e que o CEP serve também para acessar o trabalho, a segurança alimentar para erradicar a pobreza e diminuir as desigualdades sociais. Em Fortaleza Os prédios ociosos da União devem ser   utilizados para enfrentar este déficit.

A Juíza de Direito Dra. Paula Emília, ressaltou que em todo Brasil, temos 365 mil pessoas em situação de rua e Fortaleza é a 4ª Capital nesta condição. A moradia  é apenas a porta de entrada; moradia é garantia constitucional. E a vulnerabilidade de que não tem casa o faz viver  em eterna vigilância,  e que a degradação  dos laços familiares o levam para a rua.

Dom Gregório na sua fala ressaltou que o homem tem 3 casas: a do CEP,  A casa onde nos reunimos para a oração que é a paróquia e casa no coração de Deus na vida eterna.  E que boa parte dos terrenos de Fortaleza vieram da Igreja , especialmente em Canindé.  Os Targinos em Aratuba, foram  doados pela Arquidiocese depois de 34 anos. Em Fortaleza, muitos prédios foram doados para resgatar a dignidade dos moradores de rua.  Em Gênesis 2, Deus criou o paraíso que é a Terra, nossa casa comum e hoje ele nos pede para reconstruir este paraíso pela misericórdia, solidariedade e a  coragem para chegarmos ao reino definitivo

Fotos de José Maria Melo, Sercom Arquidiocesse de
Fortaleza e Laércio Peixoto

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