De 28 a 30 de agosto, os Diáconos Permanentes da Arquidiocese de Fortaleza estiveram reunidos para o seu retiro canônico, realizado no Convento dos Capuchinhos, em Guaramiranga. Estiveram presentes 45 diáconos e 34 esposas.
O pregador do
retiro foi o Pe. Macerlândio Gomes,
Secretário Executivo da CNBB Regional NE1 e Vigário Paroquial da Paróquia Nossa
Senhora da Paz, que guiou esses dias com o seguinte tema: “O
Cristo Servo: Missão e Serviço da Caridade no Ministério do Diácono Permanente”.
O retiro foi
oportunizado por momentos de conferências, meditação pessoal e em casal,
silêncio, oração do Santo Terço meditado, Adoração ao Santíssimo Sacramento e
Eucaristias.
As
conferências foram pautadas nos seguintes temas: A vocação ao serviço e o olhar de
Cristo; o ícone do Lava-pés e a diaconia do lar; São João Batista – diminuir
para que Cristo cresça; a Virgem Maria – Serva do Senhor e Mãe da Caridade; a
caridade social e as periferias existenciais; enviados à Seara – perseverança e
fidelidade no ministério.
O retiro é
parte integrante da vida dos clérigos e, por sua vez, na vida e na missão do
Diácono Permanente, é sempre um convite a ouvir a voz do Senhor e reconhecê-la
em todos os lugares do mundo onde o Cristo se torna sacramento na carne dos
vulneráveis de nosso tempo.
Deste modo, o
retiro dos diáconos permanentes, com a presença de suas esposas, faz ver a
própria vocação e a missão do diácono de modo belo e diferente. Assim,
expressou-se o pregador, Pe. Macerlândio:
“A primeira diaconia do
diácono é amar a sua esposa como Cristo amou a Igreja; e a primeira missão da
esposa é ser a guardiã da santidade, da oração e do descanso de seu esposo. Vocês
são uma ‘dupla sacramentalidade’ em movimento. Quando voltarem para as suas
comunidades, o testemunho mais profético que vocês darão não será a quantidade
de cestas básicas distribuídas ou a beleza técnica dos sermões proclamados.
Será a visão de um casal que se ama, que reza junto, que enfrenta as crises de
mãos dadas e que exala a alegria genuína de servir ao Senhor. O mundo está
farto de burocratas; ele tem fome de testemunhas autênticas da ressurreição.”
O Diácono
Marcelo Perdigão, atual Presidente da CAD, e sua esposa, a Sra. Maria Márcia de
Melo Perdigão, ressaltaram a importância deste momento de retiro para toda a
família diaconal. Segundo eles, foram momentos fortes de oração e partilhas de
vida, desertos que levaram ao encontro do outro, fortalecendo o vínculo
matrimonial e também comunitário entre os diáconos e as esposas.
“Foi um
verdadeiro Monte Tabor”, destacaram.
Pe.
Macerlândio, com muita sabedoria e maestria, transmitiu uma mensagem que levou
a todos a uma profunda reflexão sobre como poderíamos viver plenamente a dupla
sacramentalidade do diácono: a do Matrimônio e a da Ordem. Também indicou luzes
para uma santidade de vida em toda a dimensão da vida humana.
Ao final
deste tempo de retiro, permanece o convite à perseverança, à fidelidade e ao
serviço, tendo Cristo Servo como modelo para a missão do diácono permanente e
de sua família.
Fonte: Site da
Arquidiocese de Fortaleza

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