O Arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, OSB, participou da 32ª edição do Grito dos Excluídos da Arquidiocese de Fortaleza, realizada no bairro Jangurussu, em Fortaleza. A manifestação reuniu comunidades, pastorais, movimentos populares, organizações sociais e representantes de diferentes grupos em uma caminhada marcada pela defesa da vida, da dignidade humana, da paz, da moradia e da justiça social.
Neste ano, o Grito dos Excluídos teve como tema “Vida em primeiro lugar” e como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A iniciativa reafirmou o compromisso da Igreja e das comunidades com a realidade daqueles que vivem situações de vulnerabilidade e exclusão social.
O Grito dos Excluídos é um espaço de mobilização e expressão popular que busca dar visibilidade às pessoas e comunidades que muitas vezes permanecem à margem das decisões sociais e políticas. Em Fortaleza, a edição deste ano levou às ruas do Jangurussu diferentes vozes que convergiram em torno da defesa da vida e dos direitos fundamentais.
Mais do que uma manifestação, o encontro foi marcado pela convivência entre comunidades, pela espiritualidade e pelo compromisso com a transformação da realidade. Faixas, cartazes, palavras de ordem e momentos de oração deram o tom da caminhada, que chamou a atenção para problemas enfrentados diariamente por milhares de pessoas.
Ao longo da manifestação, foram apresentados cinco eixos centrais, que expressaram as principais preocupações, desafios e esperanças das comunidades participantes.
As pautas evidenciaram a necessidade de fortalecer a luta por direitos, ampliar a participação popular e construir uma sociedade na qual a dignidade de cada pessoa seja respeitada.
Os eixos também ajudaram a destacar que as diferentes situações de exclusão estão interligadas. Questões como acesso à moradia, defesa do meio ambiente, promoção da paz, proteção das mulheres e garantia de direitos fazem parte de uma mesma realidade e exigem ações coletivas.
Ao final da caminhada, permaneceu o chamado para que comunidades, pastorais, movimentos e organizações continuem unidos na defesa da Terra, da paz, da moradia, dos direitos humanos e de uma vida digna para todos.
Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza

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