O Papa voltou a falar sobre a triste realidade vivida pelos povos que sofrem insistentemente com as guerras. Primeiro, ao final da missa celebrada na manhã deste domingo (20/07), em Albano, quando interpelado por jornalistas italianos, afirmou que "o mundo já não aguenta mais com tantas guerras". Depois, durante os apelos após a oração mariana do Angelus em Castel Gandolfo, o Pontífice pediu novamente pelo fim dos conflitos, que se "pare imediatamente a barbárie da guerra".
Andressa Collet -
Vatican News
O
Papa Leão XIV voltou a se posicionar sobre a tragédia que atingiu a única
igreja católica na Faixa de Gaza na última quinta-feira (17/07), que matou três
pessoas e feriu outras 10, inclusive o pároco da Santa Família, Padre Gabriel
Romanelli. Primeiramente, ao final da missa presidida na Catedral de Pancrácio
Mártir, em Albano, na manhã deste domingo (20/07), o Pontífice, ao saudar a
comunidade pelas principais ruas da cidade, foi interpelado por alguns
jornalistas sobre a situação em Gaza e disse:
“É
preciso rezar pela paz e tentar convencer todas as partes a se sentarem à mesa
para negociar, dialogar e depor as armas, porque o mundo não aguenta mais, há
tantos conflitos, tantas guerras, é preciso trabalhar verdadeiramente pela paz,
rezar com confiança em Deus, mas também trabalhar...”
Questionado
sobre a conversa que teve com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin
Netanyahu, após o ataque militar israelense contra a Igreja da Sagrada Família
em Gaza, o Papa Leão XIV comentou:
"Sim,
conversamos, foi publicado, insistimos sobre a necessidade de proteger os
locais sagrados de todas as religiões, trabalhar juntos também nesse sentido,
mas com verdadeiro respeito pelas pessoas e pelos locais sagrados, e tentar
deixar para trás tanta violência e tanto ódio, tantas guerras."
Na
oportunidade do telefonema, Leão XIV fez um forte apelo para que se chegasse a
um cessar-fogo e ao fim da guerra. O Papa também demonstrou grande preocupação
“pela dramática situação humanitária da população de Gaza, cujo preço
devastador é pago especialmente pelas crianças, idosos e pessoas doentes”.
O apelo do Papa no Angelus pelo fim da "barbárie da
guerra"
Ao
final da oração mariana do Angelus deste domingo (20/07), aos presentes na
Praça da Liberdade em Castel Gandolfo, Leão XIV voltou a reforçar sobre a busca
pela paz com "mais notícias dramáticas chegando do Oriente Médio",
recordando o triste ataque sofrido pelos cristãos em Gaza durante a semana:
"expresso minha profunda dor pelo ataque do exército israelense contra a
Paróquia Católica da Sagrada Família, na cidade de Gaza. Como sabem, na última
quinta-feira, ele causou a morte de três cristãos e ferimentos graves em
outros". O Papa então disse rezar por todos os envolvidos, paroquianos e
familiares das vítimas, citando o nome das três pessoas que morreram: Saad Issa
Kostandi Salameh, Foumia Issa Latif Ayyad e Najwa Ibrahim Latif Abu Daoud:
“Peço
novamente que pare imediatamente a barbárie da guerra e que se alcance a uma
resolução pacífica do conflito.”
"Dirijo à
comunidade internacional o apelo para que observe o direito humanitário e se
respeite a obrigação de proteger os civis, bem como a proibição de punição
coletiva, do uso indiscriminado da força e do deslocamento forçado da
população. Aos nossos amados cristãos do Oriente Médio, digo: estou próximo à
sensação de vocês de poder fazer pouco diante desta situação tão dramática.
Vocês estão no coração do Papa e de toda a Igreja. Obrigado pelo testemunho de
fé de vocês. Que a Virgem Maria, mulher do Oriente, aurora do Sol novo que surgiu
na história, os proteja sempre e acompanhe o mundo rumo ao amanhecer da
paz."
O
Papa, então, dirigiu várias saudações aos grupos presentes, em especial àqueles
do Fórum Internacional da Ação Católica que idealizaram a “Maratona de
Oração pelos Governantes”, que convida a parar por 1 minuto a rezar pela paz
neste domingo (20/07), entre às 10h e 22h: "o convite, dirigido a cada um
de nós, é de pararmos apenas por um minuto para rezar, pedindo ao Senhor que
ilumine os nossos governantes e inspire neles projetos de paz".
O
Pontífice também fez um agradecimento especial pelo acolhimento recebido
durante seu primeiro período de férias em Castel Gandolfo que, ao invés de
terminar neste mesmo domingo (20/07) como era previsto, deve acontecer na
terça-feira (22/07), segundo comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé. E o
retorno de Leão XIV às Vilas Pontifícias para mais um tempo de repouso será em
agosto, entre os dias 15 e 17.
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Fonte::https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2025-07/papa-leao-xiv-situacao-gaza-conversa-jornalistas-angelus.html
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