Francisco recebeu os diretores e
funcionários da companhia aérea italiana que leva o Papa pelo mundo "para
confirmar os seus irmãos na fé". O Papa confirma as próximas viagens:
"Daqui há duas semanas, partirei para a Hungria. Depois, haverá Marselha,
e Mongólia".
Mariangela
Jaguraba - Vatican News
O Papa Francisco recebeu em
audiência, nesta sexta-feira (14/04), na Sala Clementina, no Vaticano, os
diretores e funcionários da Companhia aérea italiana ITA Airways.
"Agradeço-lhes por sua presença e por terem 'aterrissado'
aqui no Vaticano. Estou feliz", disse o Papa. "Recebo vocês com
alegria, pois de alguma forma vocês representam 'as asas do Papa', que me
permitem voar até os confins da terra levando o Evangelho da esperança e da
paz", disse Francisco, acrescentando que às vezes pensa que se "São
Paulo tivesse tido a oportunidade de viajar de avião, o que teria
acontecido!"
Uma nova forma de realizar o ministério pastoral do Papa
"De
fato, isso aconteceu com um Papa que leva seu nome. Era 4 de janeiro de 1964
quando São Paulo VI embarcou no voo Alitalia DC8, "aposentado" agora,
primeiro Pontífice na história a tomar um avião para uma peregrinação
apostólica", sublinhou Francisco.
"O
Papa Montini desejava muito fazer uma viagem à Terra Santa, curta, mas muito
intensa. Ele a havia anunciado com entusiasmo e emoção aos Padres Conciliares,
ao final da segunda sessão do Concílio Vaticano II.
Aquele voo, partindo
de Roma-Fiumicino e chegando a Amã, inaugurou as viagens papais no mundo: uma
nova forma de realizar o ministério pastoral do Papa, que permitiu ao Bispo de
Roma chegar a muitas pessoas que nunca poderiam fazer uma peregrinação a Roma.
Depois dessa primeira viagem, São Paulo VI fez mais oito, pisando em todos os
continentes.
"Depois,
com São João Paulo II que fez 104 viagens internacionais em seus 27 anos de
pontificado, esta forma de missão tornou-se parte integrante do pontificado.
Assim, viajou o seu sucessor Bento XVI; e assim também eu continuei a viajar:
daqui há duas semanas, se Deus quiser, partirei para a 41ª peregrinação
apostólica com destino à Hungria. E depois haverá Marselha, depois a Mongólia…
e todas essas coisas que estão na lista de espera", disse ainda Francisco.
O Papa viaja para confirmar os seus irmãos na fé
A
companhia aérea italiana ITA, "geralmente acompanha o Sucessor de Pedro e
o seu séquito na viagem de ida; e em alguns casos também o faz na viagem de
volta e nas transferências internas, ou de um país para outro dentro da mesma
viagem". "É um serviço muito precioso, que exige competência, cuidado
e atenção a muitos detalhes, incluindo a difícil logística: o Papa sabe muito
bem que – como podem ver – tem alguns problemas de mobilidade, mas também graças
à sua ajuda continua a viajar", sublinhou.
Para mim é importante
conhecer pessoas, encontrar as comunidades, os fiéis, os fiéis de outras
religiões, as mulheres e homens de boa vontade. Encontrar pessoalmente, falar
pessoalmente é diferente de estar presente com uma mensagem, com um vídeo. Não
é a mesma coisa. O Papa viaja para confirmar os seus irmãos na fé, para estar
perto dos que sofrem, para ajudar os que estão comprometidos com a paz. Tudo
isso é possível também graças a vocês. Obrigado, e enquanto Deus quiser,
continuaremos a voar juntos.
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