segunda-feira, 6 de março de 2023

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

6 DE MARÇO DE 2023

 

 2ª. FEIRA DA SEGUNDA

 

SEMANA DA QUARESMA

 

Cor Roxo

 

1ª. Leitura – Dn 9, 4b-10

 

Leitura da Profecia de Daniel 9, 4b-10

4b'Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país.
7
A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países, para onde os escorraçaste
por causa das infidelidades cometidas contra ti. 8A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti, 10e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus,
indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas. Palavra do Senhor.

 

Reflexão - O nosso pecado e a misericórdia de Deus andam de mãos dadas!

Para que tenhamos paz a cada momento da nossa vida precisamos também parar para reconhecer os nossos desatinos, nossa falta de vergonha, nossa pretensão, rebeldia, soberba e, principalmente, o nosso desamor.  Ao mesmo tempo, também considerar que quando temos um coração contrito embora sejamos fracos e pecadores Deus atende às nossas súplicas de perdão. O tempo de quaresma é, pois, um tempo de reconciliação, e arrependimento, mas é também tempo de esperança e de vida nova. É tempo de refletir, é tempo de suplicar a misericórdia e o perdão de Deus a fim de nos tornarmos novamente, filhos e filhas amadas do Pai. Na oração de Daniel nós constatamos que o nosso pecado e a misericórdia de Deus andam de mãos dadas. Quando reconhecemos o nosso ser pecador e temos consciência da misericórdia de Deus nós provamos da Sua justiça que é sempre a nossa salvação. Deus é grande pela Sua justiça, mas também pela Sua misericórdia. Ele sempre perdoa a quem se reconhece pecador (a ). Por isso, nós também podemos dizer: “Ao Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto”.   Quando ainda não entendemos isto, é porque ainda não escutamos e não apreendemos a Palavra de Deus e nos perdemos nas nossas más ações nos afastando da fonte de misericórdia. O homem é rebelde, pecador, injusto e impiedoso. Deus é terrível, grande e justo, mas preserva a aliança com os que cumprem os Seus mandamentos.   – Você reconhece a sua culpa e a misericórdia de Deus?  - Você já parou para pensar que o arrependimento irá prepará-lo (a) para a Páscoa que é passagem para uma nova vida? – Você tem confessado o seu pecado?  

 

Salmo 78, 8. 9. 11. 13 (R. 102,10a)

 

R. O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas

Não lembreis as nossas culpas do passado,
mas venha logo sobre nós vossa bondade, *
pois estamos humilhados em extremo.R.

9Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador!
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! *
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!R.

11Até vós chegue o gemido dos cativos:
libertai com vosso braço poderoso *
os que foram condenados a morrer!R.

13Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo,
celebraremos vosso nome para sempre, *
de geração em geração vos louvaremos.R.

 

Reflexão - A humilhação diante de Deus é o reconhecimento do nosso ser pecador e quanto mais nos reconhecemos assim, maior será o sentimento de alegria pelo perdão recebido. O propósito de Deus é sempre nos libertar do pecado e da morte eterna. Por isso, façamos a oração desse salmo mais de uma vez e nos coloquemos em sintonia com o sentimento do salmista.

 

Evangelho – Lc 6, 36-38

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 6,36-38


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38Dai e vos será dado.
Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.' Palavra da Salvação.

 

Reflexão – Misericordiosos como o Pai!

Criados à imagem e semelhança de Deus nós temos a missão de refletir, como um espelho, as características do nosso Criador.   Para nós, Jesus é o modelo do PAI e veio ao mundo para nos ensinar a ser parecidos (as) com Ele.  Nesta leitura Jesus nos esclarece que são quatro as condições para que sejamos parecidos com Ele e misericordiosos como o Pai: não julgar, não condenar, perdoar e dar. Por conseguinte, podemos deduzir que ser misericordioso como o Pai é não julgar os nossos irmãos conforme o conceito que temos de nós mesmos. É também não condenar o nosso próximo na medida da nossa percepção e da nossa vontade de vingança.  Entretanto, é também, o saber perdoar a quem nos ofende na mesma medida que precisamos receber perdão. É saber dar e ofertar ao nosso próximo tudo aquilo que lhe seja adequado, como se fosse a nós mesmos. Por isso, no final Jesus complementa a lição com uma máxima que resume tudo o que Ele deseja que apreendamos: “porque com a mesma medida com que medirdes os outros vós também sereis medidos!” Isto é, a mesma medida que usamos com os nossos irmãos será a que o Pai usará conosco. À toda ação corresponde uma reação, portanto, se não julgarmos, não seremos julgados, se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados e se dermos, também receberemos. A mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos “calcada, sacudida, transbordante”, ou seja, plena, cheia. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta em porção dobrada.   É uma lei natural, que vale tanto para o bem como para o mal. 

– Qual é a medida que você tem usado com as pessoas com quem convive?

 – Você tem exigido delas o que não consegue cumprir?

 – Você é uma pessoa compreensiva com os erros dos outros? 

– Você tem o hábito de julgar e condenar as pessoas? 

– O que precisa mudar para que seja misericordioso (a)?  


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

 

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