Aos 85 anos, Irmã Annette Dumoulin, a quem os romeiros chamam, carinhosamente, de “madrinha”, apresentou-se no segundo e último dia do Simpósio Padre Cícero Romão Baptista: um padre e sua fé: Cícero, história e legado, realizado nesta quarta-feira, dia 7 de outubro.
Com a paixão que lhe é característica, a religiosa proferiu a conferência intitulada “Um olhar abrangente sobre a vida e a missão do Padre Cícero Romão”, desenvolvida a partir de um trecho da carta enviada à Diocese de Crato, em outubro de 2015, em nome do Papa Francisco, e assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Pietro Parolin: Sua fala recordou a atuação do Patriarca do Nordeste em defesa dos pobres, especialmente das mulheres e das crianças, além da ecologia, a partir de algumas passagens da vida dele e de trechos de cartas trocadas com o povo que lhe pedia conselhos e orientações. “Ele não procurava prestígio, promoção ou a própria glória”, afirmou, com voz vibrante. Foi isso que a admirou à primeira vista. “Olhando o Padre Cícero, o romeiro encontra o rosto misericordioso de Deus”.
Irmã Annette sempre se declara como devota fervorosa do padrinho. Natural da Bélgica, veio ao Brasil atraída, justamente, pelas manifestações da religiosidade popular. Ao chegar a Juazeiro, disse que os romeiros a catequisaram, inclusive, na língua portuguesa. “O que sempre admirei no Padre Cícero foi a sua consciência e retidão de consciência. A segunda, é o amor e a obediência ao chamado: ‘Cicero, toma conta deles’”. Papa Francisco, reconhecendo tais virtudes, mandou redigir uma carta, na qual se lê o subtema da conferência: “É inegável que o Padre Cícero viveu uma fé simples em sintonia com o seu povo”.
Fonte: Mãe das Dores Juazeiro
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