A
história das Colaboradoras paroquiais e diocesanas teve início a partir da
própria vida e experiência no apostolado associado da ação dos fiéis leigos na
Igreja, recordou o Papa em seu discurso.
Manoel Tavares - Cidade do Vaticano
O Santo Padre encerrou seus
compromissos na manhã deste sábado (14/12), recebendo na Sala Clementina, no
Vaticano, cerca de 120 Auxiliares diocesanas de Milão e Colaboradoras
apostólicas das Dioceses de Pádua e Treviso, acompanhadas por seus respectivos
Bispos e sacerdotes.
Em seu discurso aos presentes, o Papa
destacou o aspecto central e significativo das Auxiliares e Colaboradoras
diocesanas, que representa uma forma de presença das mulheres na Igreja. E
referindo à sua história, que teve início na diocese de Milão, durante o episcopado
de Dom João Batista Montini, depois Papa São Paulo VI, Francisco disse:
“Segundo
a sua história, vocês não nasceram em torno de uma mesa, tampouco por
necessidade ideológica, mas a partir da sua vida e experiência no apostolado
associado, especialmente na Ação Católica, sobre a ação dos fiéis leigos na
Igreja. Vocês nasceram pela sua colaboração com os sacerdotes na pastoral
paroquial e diocesana”.
Feminismo
Jesus, disse o Papa, acolheu "algumas mulheres" entre
seus discípulos e em íntima colaboração com os Doze, não por mero feminismo,
mas porque o Pai o fazia encontrar essas irmãs, às vezes necessitadas de cura,
exatamente como os homens. Entre elas, Maria de Mágdala tinha um carisma
particular de fé e amor pelo Senhor, tanto que Ele se apresentou primeiro a
ela, na manhã de Páscoa, pedindo-lhe para levar o anúncio do Ressuscitado aos
demais irmãos. Logo, ela foi uma apóstola entre os apóstolos. E Francisco
acrescentou:
“Mas,
também outras mulheres tiveram uma presença determinante no anúncio da
Ressurreição. Por isso, é justo e bonito o nome que vocês receberam do
Arcebispo Montini: 'mulheres da ressurreição'.”
A seguir, citando o Concílio Vaticano II, o Papa explicou o
significado particular da Ação Católica: "Leigos que se oferecem,
espontaneamente, ou são convidados para atuar e colaborar com o apostolado
eclesial”. Eis o ponto de partida original e qualificativo da Ação Católica,
disse Francisco:
“A experiência de colaborar diretamente com os pastores a
serviço das pessoas, do Povo de Deus, nas paróquias, oratórios, dioceses, entre
os pobres, nas prisões ... A quem presta este serviço, às vezes difícil e
cansativo, o Espírito Santo concede dons especiais, que até podem se tornar
consagração na Igreja”.
Discernimento
Aqui, acrescentou o Pontífice, cabe aos Bispos e sacerdotes
fazer o discernimento, afim de que a ação das colaboradoras pastorais não se
torne funcionalismo. Assim, seu carisma é avaliado, acolhido e reconhecido na
comunidade diocesana.
Mas, recordou o Papa, há também outras formas de cooperação das
mulheres na Igreja, tanto religiosas como seculares, mas cada uma com a sua
especificidade, carisma e fidelidade. E Francisco concluiu:
“Este aspecto de fidelidade ao seu povo, com sua história,
riquezas e pobrezas, é uma característica essencial da missão de Jesus Cristo,
enviado pelo Pai às 'ovelhas perdidas da casa de Israel'. Esta fidelidade
custa, como o sacrifício da cruz, mas é fecunda e regeneradora, segundo os
desígnios de Deus.”
Por fim, o Santo Padre agradeceu às Colaboradoras paroquiais e
diocesanas, pelo seu precioso testemunho, encorajando-as a continuar assim com
a alegria da ressurreição e a paixão pelo seu povo.
Fonte:
Vatican News

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