Dom Nkea Fuanya, Bispo de Mamfe
(Camarões). Foto: Daniel Ibáñez / ACI Prensa
Vaticano, 26 Out. 18 / 12:00 pm (ACI).- O Bispo de Mamfe
(Camarões), Dom Nkea Fuanya, assinalou que não votará a favor daqueles artigos
que contenham a sigla LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) no
documento final do Sínodo dos Jovens.
Na coletiva na Sala de Imprensa do
Vaticano, em 24 de outubro, o Prelado africano explicou que "os nossos
valores tradicionais ainda são iguais aos valores da Igreja e por isso
podemos apresentar a tradição aos nossos jovens sem dilui-la e sem
contaminação".
Por isso, "não votarei em nenhum
artigo que contenha LGBT", considerando também que "99,9% dos
jovens" em sua diocese "bateriam na minha porta e me perguntariam: o
que é isso?".
"No que se refere à doutrina,
está o que a Igreja ensina. Não se trata de tentarmos inventar um novo
ensinamento no Sínodo (...). Jesus é o caminho, a verdade e a vida e, por isso, não
podemos assumir posições que contradizem o Evangelho", explicou Dom Fuanya.
Sobre o tema da sigla LGBT, Cardeal
Reinhard Marx, Arcebispo de Munique e presidente da Conferência Episcopal alemã
disse: "Honestamente, não lembro ter discutido este assunto na Alemanha,
então não posso dizer que há uma conversa específica a respeito".
Além disso, "este não é um
Sínodo sobre a sexualidade, mas sobre os jovens", acrescentou.
O Bispo africano disse também que o
ensinamento da Igreja pode ser transmitido, como no seu país, através da
família e da comunidade. Isto, afirmou, "é muito importante e a Europa
pode aprender da África".
"As minhas igrejas estão cheias
e não tenho mais espaço para os jovens" e "as minhas missas mais
curtas duram pelo menos duas horas e meia", assegurou o Prelado.
Entretanto, explicou: "Eu não
quero dizer que a África tem que ajudar a Europa a resolver o problema da
juventude, mas a Igreja deve ver como resolver o problema global da
juventude".
"Quando vemos as coisas no
Sínodo, não solucionamos os problemas de um continente de maneira especial ou
das igrejas locais, mas vemos a Igreja de uma perspectiva mundial",
assegurou.
No dia 24 de outubro, os bispos receberam o
rascunho do documento final do Sínodo, um texto de 56 páginas em italiano que
será votado no sábado, 27.
Depois da sua aprovação, esperam que
o Papa escreva uma exortação apostólica pós-sinodal como ocorreu após da
conclusão do Sínodo da Família, em 2015.

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