Por Rafael Tavares
Imagem referencial. Foto:Thiago Leon
/ Facebook Santuário Nacional de Aparecida
REDAÇÃO CENTRAL, 25 Out. 18 / 04:25
pm (ACI).-
Neste mês de outubro, quando a Igreja celebrou a
padroeira do Brasil, Nossa Senhora
Aparecida, começou a circular nas redes sociais a informação de que
um dos candidatos à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), iria mudar a
representação da Virgem Aparecida e apoiaria um projeto de lei que tiraria Dela
o título de padroeira do país; porém, esta semana, o próprio político negou o
fato.
As informações que circularam em
redes sociais como Facebook e WhatsApp constavam de uma suposta página do
jornal Folha de S. Paulo, com a declaração de que a sugestão da “troca da
imagem da padroeira do Brasil” teria ocorrido em um encontro entre Bolsonaro e
Edir Macedo, da Igreja Universal.
Além disso, a suposta notícia afirma
que o candidato “tomará essa postura não somente pelo tom da pele, e sim para
trazer mudança em todos os cenários”.
Entretanto, não há nenhuma publicação
deste jornal com o mesmo título ou assunto na data em que aparece na página
apresentada na mensagem, isto é, 11 de outubro, como indicou a própria Folha de
S. Paulo em seu site.
Outra mensagem nas redes sociais
afirma que o político assinou o Projeto de Lei (PL) 2623, de 2007, que sugeria
a alteração do termo “padroeira do Brasil” para “padroeira dos brasileiros
católicos apostólicos romanos”.
Este projeto é de autoria do deputado
Victorio Galli, na época era filiado ao MDB e atualmente pertence ao PSL. Mas,
o PL foi arquivado em 2008 na Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos
Deputados.
Além disso, como assinala a própria
Folha de S. Paulo, este projeto não poderá ser desarquivado no próximo ano,
porque o seu autor, o deputado Victorio Galli, não foi reeleito.
Por sua vez, nesta semana, em
entrevista ao ‘Terça Livre’, Bolsonaro indicou ser uma acusação sem cabimento a
de que ele quer “tirar Nossa Senhora Aparecida como sendo padroeira do Brasil,
devido à cor de sua pele”.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida
foi proclamada padroeira do Brasil por decreto do Papa Pio XI, assinado em 16
de julho de 1930. Anos mais tarde, em 30 de junho de 1980, o então presidente
do Brasil João Figueiredo sancionou a Lei Nº 6.802, que “declara feriado
nacional o dia 12 de outubro, consagrado a Nossa Senhora Aparecida, padroeira
do Brasil”.
Por ocasião do segundo turno
eleitoral, os dois candidatos à Presidência do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL) e
Fernando Haddad (PT), declararam compromisso com questões defendidas pela
Igreja, em encontros com lideranças eclesiásticas, bem como defenderam a
liberdade religiosa.
Por sua vez, a Conferência Nacional
dos Bispos do
Brasil (CNBB) declarou recentemente à ACI Digital
que “não apoia nenhuma candidatura ou partido político”.
Em nota, também reforçou que “cabe à
população julgar, na liberdade de sua consciência, o projeto que melhor
responda aos princípios do bem comum, da dignidade da pessoa humana, do combate
à sonegação e à corrupção, do respeito às instituições do Estado democrático de
direito e da observância da Constituição Federal”.
Fonte:
ACI Digital

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