terça-feira, 5 de março de 2013
REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE
05/03/2013 - 3ª. Feira III semana da Quaresma
– Daniel 3, 25.34-43 – “por causa dos nossos pecados”
No tempo do exílio na Babilônia, três jovens foram jogados na “fornalha ardente” porque se recusaram a prestar culto aos deuses do rei Nabucodonosor. Daniel, então, assume o pecado do seu povo e se dirige ao Senhor, com grande arrependimento, pedindo clemência para eles que sofriam, na carne, as consequências das iniquidades do povo de Israel: “estamos reduzidos ao menor de todos os povos... por causa de nossos pecados”! Nós também, por causa dos nossos pecados e das nossas transgressões, sofremos na carne a insanidade da violência, da miséria, da prostituição, da corrupção, do adultério, da promiscuidade. Por esta razão, somos também, muitas vezes, jogados na fornalha ardente, quando nos negamos a seguir a onda do mundo e nos recusamos a adorar os “deuses” que nos são apresentados. Neste tempo de quaresma, então, todos somos convidados a nos curvar diante do Senhor e, de “alma contrita e espírito de humildade”, fazer como Azarias (Daniel), e seus companheiros, quando se achavam na fornalha ardente. Daniel pedia clemência ao Senhor pelos desmandos do seu povo que passava por humilhação no exílio. Não era propriamente o pecado de Daniel, mas o pecado de uma comunidade. Sabemos que todos os sofrimentos pelos quais passamos, são decorrentes do exílio em que vivemos, longe de Deus. Precisamos também nós, de “alma contrita e em espírito de humildade, de todo o coração” ter confiança na misericórdia de Deus, admitindo o fato de que somos coniventes com a maldade que impera no mundo! Nunca queremos assumir também o pecado coletivo que causa tantas consequências na sociedade! Entendemos que em tudo agimos corretamente e nos achamos “bonzinhos (as)”, por isso nunca somos culpados de nada. No entanto, as sequelas das nossas pequenas faltas também contribuem para que sejamos provados, enquanto caminhamos aqui na terra. A fornalha ardente significa para nós a hora da provação, do sofrimento, da grande dificuldade, do beco sem saída, quando não temos a quem recorrer. O fogo são as angústias, as aflições, as incertezas, o abandono, as decepções que temos experimentado na vida. Nestas horas quantos de nós ao invés de nos apegarmos a Deus, praguejamos e nos rebelamos, só piorando a nossa situação! Como eles, nós também às vezes nos sentimos solitários (as), desamparados (as), sem “chefes, sem profetas, sem guias”, mas o Senhor continua atento às nossas preces e ao louvor que brota de dentro de nosso coração. Louvar no meio da dificuldade é a maior experiência que a nossa alma humana pode vivenciar. Não há quem tenha feito essa prova alguma vez na vida, que possa esquecer o momento da graça do Senhor que nos faz louvá-Lo e Nele confiar. Nessas horas tudo o que nos acontecer será o melhor, pois estará centrado na vontade de Deus para nós. - Até que ponto você se acha responsável pelas coisas ruins que acontecem no mundo? E na sua família, na comunidade? – Como é a sua reação nos momentos de fogo: humildade ou revolta? – Você já experimentou louvar a Deus “no meio do fogo”, da dificuldade, do sofrimento?
Salmo 24 – “Recordai, Senhor a vossa compaixão!”
Nos momentos de dificuldades e de penúria devemos pedir ao Senhor que nos mostre o Seu caminho. A estrada de Deus é a mais segura para nós e a verdade da nossa vida está na Sua Palavra que nos orienta e nos conduz. Somente quem tem experiência com a Palavra de Deus pode provar da Sua compaixão porque nela encontra conforto, sabedoria e ânimo para prosseguir caminhando protegido (a).
Evangelho – Mateus 18, 21-35 – “o reino dos céus é misericórdia e justiça”
A parábola do servo cruel nos revela a metodologia de Deus para mensurar a nossa fidelidade aos Seus ensinamentos. Deus é amor e nos criou para vivenciarmos o amor com Ele e com os irmãos. O amor de Deus é o referencial para as nossas ações, pois é misericórdia e justiça e é assim que Ele nos trata. Quando Jesus responde a Pedro que precisamos perdoar não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete, nós podemos perceber que a misericórdia é a chave que o Senhor usa para com as nossas dívidas. Deus nos perdoa sempre, não só uma vez nem dez, mas sempre, porém espera que também perdoemos aos nossos devedores, sempre. O servo cruel, no entanto, não entendeu que o método que o rei usou ao perdoar-lhe uma grande soma deveria ser o mesmo que ele teria de usar com aqueles que também lhe deviam alguma coisa. Por isso, não usou de misericórdia e colocou na prisão o companheiro que lhe devia pouco. Precisamos ter consciência de que Deus é misericordioso, mas é justo, por isso, não podemos abusar da Sua compaixão. Somos devedores uns dos outros aqui nesta terra. E a melhor maneira para que sejamos também justos é usarmos de misericórdia e compaixão para com os nossos devedores. Mas precisamos fazer isto, desde já. Ainda estamos vivendo dentro do prazo que o Senhor nos dá para que possamos pagar a “dívida” que assumimos diante do mundo em consequência das nossas más ações ou da má aplicação dos bens que Dele recebemos. E esta dívida, nós podemos pagá-la não apenas rezando muito ou indo muito à missa, ou apenas confessando aos pés do padre a nossa culpa, mas vivenciando o Evangelho de Jesus que nos manda perdoar àqueles que nos têm ofendido da mesma maneira como Deus nos perdoa. Nós prestamos contas com Ele quando também damos aos nossos devedores a oportunidade para que paguem os seus débitos para conosco. Isto acontece concretamente, quando temos paciência com o próximo, quando também aceitamos as suas reivindicações ou compreendemos as suas razões, quando finalmente, também sabemos perdoar até setenta vezes sete, isto é, sempre. – Você usa de misericórdia com o próximo da mesma forma que alcança a misericórdia de Deus? – Você é justo para com o próximo? – Como você age com as pessoas que lhe devem alguma coisa? – Você dá alguma chance a elas ou prefere revanche? – Você perdoa?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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