04/03/2013 - 2ª. Feira III semana da Quaresma
– 2 Reis 5, 1-15 – “nas águas do Espírito Santo”
Deus tem uma maneira muito simples de nos curar e nos manda “mergulhar
sete vezes no Jordão. Mesmo que sejamos como Naamã, um valente
guerreiro, será pela nossa perseverança, pela nossa constância e
fidelidade que obteremos os favores de Deus que cura as nossas
enfermidades e as nossas “lepras”. É fiel quem tem fé e quem aceita o
tratamento do Espírito Santo, que na maioria das vezes, tem efeito por
meio de uma simples oração, pela participação na Eucaristia, na
confissão, ou pela prática do jejum, da esmola, das boas ações, do
perdão ao irmão (ã), feitos com perseverança. No entanto, temos
tendência a agir como Naamã e as nossas ações e reações refletem a nossa
mentalidade humana diante das circunstâncias que a vida nos impõe. Não
entendemos a intervenção poderosa de Deus e achamos que agradando aos
“reis e soberanos” da terra, encontramos a saída para as nossas
moléstias. Equivocado, Naamã quis comprar a sua cura, levando ao rei de
Israel presentes para agradá-lo e fazer com que Eliseu, o profeta o
recebesse para uma “oração de cura” especial. Porém, o rei diante do que
lhe era proposto reagiu com veemência e recusou os seus presentes
reconhecendo a sua incapacidade e até suspeitando ser vítima de um
embuste. Por outro lado, Eliseu, homem de Deus, com naturalidade, sem
mesmo precisar ver Naamã, o instruiu para que mergulhasse sete vezes no
Jordão a fim de que a sua carne fosse curada e limpa. E foi justamente a
simplicidade de Eliseu que levou Naamã a desconfiar da sua orientação.
Sem imaginar que Deus teria poder de tocá-lo e curá-lo sem a necessidade
de que estivesse na presença de “homens”, Naamã afirmou: “Eu pensava que
ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu
Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria”. Assim
também, nós reagimos quando estamos com alguma enfermidade física e
espiritual e procuramos a cura. Não queremos perder tempo, pois nos
consideramos pessoas muito importantes. Ambicionamos o melhor médico, o
melhor atendimento, procuramos para nós algo que nos distinga das outras
pessoas. E quando buscamos a cura por meio da oração, corremos em busca
de milagreiros ou então, pleiteamos uma oração especial que seja
dirigida somente a nós. Queremos coisas muito especiais, por isso,
continuamos leprosos (as) necessitados (as) de atenção. O Senhor, porém,
cheio de misericórdia e de amor nos ordena apenas que mergulhemos sete
vezes no Jordão e nos entreguemos às águas do Espírito Santo que é mais
poderoso que todos os reis do universo. – O que é para você mergulhar no
Jordão? – Você confia em que o Senhor pode curá-lo sem que você precise
estar na presença dos “Eliseus”? – Você é perseverante na oração e nos
sacramentos?
Salmo 41 –“Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a
face de Deus?”
Somos enfermos, sedentos e necessitamos da água de Deus que é a Sua
Misericórdia. A sede que temos de Deus se manifesta através da tristeza,
angústia, da aflição, do medo, da falta de esperança. Porém, quando
tomamos consciência de que é o Senhor quem tem o remédio para os nossos
males, aí então sentimos a alegria de ver a Sua face que se apresenta a
nós de muitas maneiras. Cante esse salmo e tenha a sua alma refrigerada
e consolada.
Evangelho – Lucas 4, 24-30 – “sempre à disposição do Senhor”
Reportando-se às figuras de Elias e de Naamã, o sírio, Jesus se dirigiu
aos judeus que não O reconheciam como Enviado de Deus, por ser Ele filho
de um simples carpinteiro que morava perto deles. “Nenhum profeta é bem
recebido em sua pátria”, disse-nos Ele, para nos prevenir de que também
nós, nem sempre teremos sucesso no ambiente em que as pessoas já nos
conhecem. Assim como Elias foi mandado para fora de Israel e fez
prodígios na vida de uma viúva, assim como Naamã, o sírio, precisou ir a
Israel para que Eliseu o orientasse e ele fosse curado, nós também só
acreditamos em pessoas que estão fora da nossa convivência, porque as
achamos superiores a nós. Essas interferências são próprias da nossa
natureza humana que não admite se curvar diante do poder que Deus tem
para fazer de qualquer pessoa um instrumento para nossa cura e
libertação. Por isso, quando no meio da nossa família, formos enviados
(as) para falar de Jesus não precisaremos nos angustiar se não
conseguirmos êxito, mas tão somente, confiar na força e no poder do
Espírito que agirá no meio do nosso povo, mesmo que não acreditem em
nós. Perseverar e nunca desistir de ir, é a nossa parte, é o nosso
chamado. Em qualquer lugar e em qualquer situação poderemos ser os
Elias, os Eliseus de hoje, assim como também, os Naamã e as viúvas de
Serepta. Deus é quem nos capacita e se, não fizermos sucesso aonde
queríamos, o Senhor nos enviará a alguém a quem nem imaginamos, para que
por nosso meio ela possa obter cura e libertação. O importante é estar
sempre à disposição do Senhor! – Você já desistiu de evangelizar na sua
casa? - A quem você se sente chamado (a) a evangelizar? – Você já fez a
experiência de ir à procura dessas pessoas? – Para você o que é
evangelizar? - Você desiste com facilidade?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho
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