domingo, 15 de maio de 2011

REFLETINDO SOBRE O EVANGELHO



João 10, 1-10

Quarto domingo da Páscoa

Já estamos no 4º domingo da Páscoa, conhecido pela liturgia da Igreja como domingo do "Bom Pastor". Jesus ressuscitado manifesta-se nos Pastores da Igreja. No Evangelho de hoje (João 10,1-10), Jesus está usando uma imagem comum nos campos da Palestina; usa a metáfora do pequeno proprietário de ovelhas - o Pastor. Esta passagem lembra Ezequiel, 34, e Jeremias, 23, que fala da triste situação do rebanho por culpa dos pastores (responsáveis políticos e religiosos). Deus mesmo em Jesus vai ser o Pastor de seu Povo. Quando Jesus declara: "Eu sou o bom Pastor" - recorda o nome com que Deus se deu a conhecer a Moisés na época do Êxodo (Ex 3,14). Nesta leitura, Jesus é apresentado como bom Pastor. Esta expressão nos faz surpreender Jesus nos traços mais característicos e profundos de sua personalidade e missão.
a) Ele não veio para roubar e nem tomar e sim para dar a vida em abundância .
b) Ele é a passagem obrigatória para chegar à salvação.
c) É a porta, ou seja, o sacramento fontal donde provém toda a graça.
d) Ele é a nossa páscoa (passagem); por Ele é que a nossa resposta sobe ao Pai.

Jesus serviu-se da metáfora da Porta para explicar que tipo de relação desejava estabelecer com seus discípulos. Jesus estabelece um relacionamento cordial e amigo com seus discípulos, imitando o pastor que cuida das ovelhas com carinho e ternura, chamando-os pelo nome, pois sua função é cuidar deles.
Com este evangelho aprendemos que precisamos ter em nossa vida o Cristo - Bom Pastor. Ninguém consegue ser feliz neste mundo sem conhecer a fonte inexaurível de nossa Salvação: Nosso Senhor Jesus Cristo. Já estamos no segundo ano do novo milênio e constatamos que a humanidade ainda não aprendeu a mensagem de amor que o Cristo Bom - Pastor nos trouxe. Presenciamos, no momento, presente guerra e ódio entre povos. Nos dias atuais, assistimos, com muita dor, o velho conflito entre Israel e Palestina, lugares onde Jesus - Bom - Pastor derramou seu sangue pela nossa salvação. Diante desses fatos, somente uma revolução, não de armas belicosas, mas fundamentada no amor de Deus ao próximo é capaz de trazer para o coração humano a paz desejada por todos.

Pe. Raimundo Neto
Pároco de São Vicente de Paulo

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