quinta-feira, 12 de maio de 2011

IGREJA PRECISA SER RESPEITADA EM SUA POSIÇÃO, DIZ DOM ANTÔNIO

Na coletiva de hoje, o porta-voz da Assembleia, Dom Orani, falou que a JMJ foi um dos assuntos também comentados na plenária dos bispos


Na coletiva desta quarta-feira, 11, o Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, Dom Antônio Augusto - que ajudou na formulação da nota da CNBB sobre o julgamento da união homoafetiva no STF - comentou acerca do parecer oficial dos bispos.Acesse.: Matrimônio faz parte do plano da maioria das pessoas, diz Dom Antônio Augusto.: Editoria especial da Assembleia da CNBB.: Fotos da 49ª Assembleia da CNBB no FlickrDom Antônio afirmou que o teor da nota não se trata de discriminação, pois do mesmo jeito que as pessoas homossexuais pedem respeito pela suas convicções, a Igreja também quer ser respeitada na sua posição de que o casamento é definido como uma união entre o homem e a mulher. "Cada instituição tem os seus direitos e procedimentos próprios. Não há como considerar discriminação [por parte da Igreja], destacou ao recordar que a Igreja já se pronunciou sobre o tema através de documentos da Santa Sé, como a "Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais", de 1986. Semana Social vai ser sobre reforma políticaEm sua colocação, o Bispo de Franca (SP), Dom Pedro Luiz Stringhni, anunciou que a realização da 5ª Semana Social Brasileira foi aprovada por unanimidade e vai tratar sobre reforma política, com o tema do Documento 91 da CNBB: "Por uma Reforma do Estado com participação Democrática""Há muito o que fazer para que haja distribuição de renda e igualdade social e política”, disse Dom Stringhini ao explicar sobre a necessidade da abordagem do tema.A data do evento ainda não foi definida por motivo de escolha da nova presidência da Comissão da CNBB, que está em processo nesta 49ª Assembleia. De acordo com Dom Pedro, o evento abordará ainda assuntos como mudanças climáticas, violência urbana e pretende colocar em diálogo as pastorais sociais da Igreja, os movimentos sociais e as instãncias governamentais.A Primeira Semana Social aconteceu em 1991, com o tema do trabalho. A segunda foi em 1992 e tratou de política. Já a terceira, em 2000, abordou assuntos de economia. E em 2004 aconteceu a última, com o tema "Mutirão por um novo Brasil". O trabalho escravo no BrasilO Bispo de Balsas (MA), Dom Enemésio Ângelo Lazzaris, falou sobre a situação do trabalho escravo no país. Durante a coletiva, Dom Enemésio, que é vice-presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apresentou o trabalho da CPT e a preocupação da Igreja com a temática. "O trabalho escravo é causado pela ganância, desejo incontrolável de dinheiro a qualquer custo. Desejo de poder, de concentração de terras", afirmou o Bispo de Balsas ao esclarecer as principais motivações para a existência desta forma de trabalho. O bispo recordou ainda que, no dia 28 de janeiro de 2009, o Governo federal criou o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo. De acordo com Dom Enemésio, a CPT está pressionando os parlamentares para que seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 438, criada em 2001, que visa confiscar as terras onde forem encontradas condições análogas de escravidão.

Gracielle Reis/Canção Nova NotíciasEnviada especial a Aparecida, com CNBB/Clarissa Oliveira/CN

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