
João 20, 1-9
Ressurreição do Senhor
Com a celebração da Páscoa de Jesus refletimos: a morte não possui a última e definitiva palavra sobre a existência humana. A última palavra não foi o ódio, mas o amor. Não foi a guerra, mas a paz. Não foi a guerra, mas a paz. Não foi a destruição, mas a restauração. Não foi o desespero mas a esperança. Não foi a tristeza, mas a alegria. Assim também não foi a morte, mas a vida.
A Ressurreição de Jesus significa a realização plena de todas as potencialidades latentes na existência humana. Ela significa para nos cristãos o sinal de que as grandes aspirações da vida humana não são sonhos inúteis. A Ressurreição é o ponto central de nossa fé. São Paulo nos diz se Cristo não ressuscitar vazia é a nossa fé, a nossa pregação.
É preciso que estejamos atentos, pois a nossa fé no ressuscitado é um dom que carregamos como que em vasos de barro e podemos perdê-la para vaidade intelectual. Surgiram muitas teorias querendo negar a ressurreição. Chegaram até a proclamar a morte de Deus. Atualmente vivemos num relativismo exacerbado que procura negar o mistério de Deus, a transcendência da salvação, a fé dos sacramentos e tantos outros temas fundamentais para nossa fé.
É nosso dever de cristãos, tocados pela ressurreição do Senhor Jesus, proclamar alto e bom som que foi exatamente de um túmulo frio e escuro, do seio da terra, que a semente esmagada e pisada brotou vigorosa, triunfante. Foram quebrados os planos dos grandes sobretudo das autoridades de Jerusalém que o rejeitaram. É necessário dizer a todos o que aconteceu de fato na ressurreição de Jesus não foi uma revificação de um cadáver, mas a radical transformação e transfiguração da realidade terrestre de Jesus, chamada ressurreição. Com a ressurreição tomamos a consciência de que Deus não abandonou Jesus de Nazaré. Não deixou que a grama crescesse no seu túmulo. Deus estava do lado daquele que foi considerado maldito pela lei: ( cf. Dt. 21,23; Gl. 3,13; Hb 4,15 ).
Com a ressurreição de Jesus aprendemos que o cristianismo não se apresentou ao mundo como uma religião que vive da saudade de um fato feliz do passado. Mas surgiu como um anúncio e celebração da alegria, de uma presença, a do Cristo Ressuscitado. Isso nos traz uma série de compromissos. Antes de mais nada, o compromisso de nos empenharmos em defender a vida: o Filho de Deus morreu e ressuscitou para que todos tenham vida! Cabe a nós, cristãos, a tarefa de tornar este projeto e esta promessa em realidade.
Que a ressurreição de Jesus, festa da vida e da esperança, se traduza também em gestos concretos de vida. Que o evangelho deste domingo de Páscoa ( Jo. 20, 1-19 ) nos transforme em testemunhas autênticas do amor de Jesus espalhando por toda parte que o centro da vida cristã não é a celebração de um herói morto, mas a presença de um VIVO e VIVENTE, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus. Feliz Páscoa.
Pe. Raimundo Neto
Pároco de São Vicente de Paulo
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