sexta-feira, 14 de agosto de 2009

SEGURANÇA PÚBLICA É DESTAQUE EM MESA REDONDA NA ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO

Há dois meses a Igreja no Rio de Janeiro iniciou um trabalho de discussão nos Vicariatos tendo como plano de fundo a realidade da Campanha da Fraternidade 2009, cujo tema é Fraternidade e Segurança Pública. Esses encontros eram a Conferência de Segurança Pública Livre, um desdobramento das Conferências Nacional, Estadual e Municipal de Segurança Pública. A Conferência Livre permitiu que diferentes organismos da sociedade discutissem esse tema e encaminhassem dados para a Conferência Nacional que será realizada no mês de setembro, em Brasília.
Para avaliar o que foi discutido nesse tempo, o secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, juntamente com o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, realizaram no dia 12, na arquidiocese do Rio, uma mesa redonda para debater a Campanha da Fraternidade e fazer uma síntese da Conferência Livre de Segurança Pública da arquidiocese do Rio de Janeiro.
“A Campanha da Fraternidade provocou discussão no país inteiro de critérios para uma segurança pública verdadeira em torno da dignidade da pessoa humana. Como está se aproximando a Conferência Nacional de Segurança Pública e como não necessariamente as conclusões da Conferência serão as mesmas da Campanha da Fraternidade, nós queremos agora fazer um balanço das conclusões da Campanha e das Conferências Livres” explicou dom Dimas.
Além dos bispos, participaram da mesa o Vigário Episcopal para Caridade Social, padre Manoel Manangão e os professores Ana Paula Miranda e Jorge da Silva que trabalharam na revisão do texto da Campanha da Fraternidade 2009.
Padre Manangão explicou que os momentos da Conferência Livre podem ser divididos em três estágios: assuntos que dizem respeito apenas a Igreja, outros que falam a Sociedade e a Igreja, e ainda assuntos do Estado.
”Cuidar da família, por exemplo, tanto é um elemento da Igreja, inclusive é uma das nossas pastorais, como também a sociedade deve repensar uma série de cuidados com a família como saúde, educação”, exemplificou padre Manangão.
Depois das pontuações da mesa foi aberto um espaço para que as pessoas que participaram da Conferência Livre contribuíssem nas conclusões. Após alguns apontamentos específicos, dom Orani percebeu uma necessidade de dar continuidade ao que diz respeito à segurança pública do Rio de Janeiro.
“Nas Conferências Livres ficou faltando uma maior participação da sociedade civil, faltou uma maior posição da Igreja ao falar de direitos humanos, e também falta à Igreja o poder não apenas de participar da Conferência Nacional de Segurança Pública, mas também de votar” concluiu dom Orani Tempesta.
CNBB

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