sexta-feira, 24 de julho de 2009

EM SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO ABRAÇOS, APERTO DE MÃO E HÓSTIA NA BOCA ESTÃO SENDO PROIBIDOS

(Em São Paulo e Rio de Janeiro, abraços, apertos de mão e entrega da hóstia na boca estão sendo proibidosEmbora bispos de algumas dioceses brasileiras já tenham feito recomendações para evitar a proliferação do vírus H1N1 durante as missas, em Fortaleza não deve haver mudanças durante os rituais. Pelo menos não oficialmente. Enquanto em locais como Rio de Janeiro e São Paulo existem igrejas onde abraços, apertos de mão, aspersão de água benta e entrega da hóstia diretamente na boca estejam sendo proibidos, aqui não há esse rigor.De acordo com o assessor de comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em Fortaleza, padre Gilson Soares, cada diocese tem a liberdade de fazer esse tipo de orientação, conforme seja necessário dentro da sua alçada. “Não existe uma determinação geral quanto à liturgia”, ressalta o padre.Na opinião dele, o que se quer é que as pessoas fiquem à vontade para cumprirem o ritual conforme a sua vontade. “O que se pede é a melhor participação. Se for com as mãos levantadas, ótimo. Se for de mãos dadas, ótimo também. Se for para receber a hóstia diretamente na boca, tudo bem. Cada pessoa tem o direito de fazer o seu gesto combinado com a liturgia”, detalha.Segundo o pároco da Paróquia São Vicente de Paulo, Raimundo Nonato Oliveira Neto, quando há uma recomendação mais formal, a Arquidiocese faz a orientação por escrito, o que não havia sido feito até a tarde dessa quinta-feira.Sobre a situação, padre Neto acredita que não há motivo para pânico, mas para cuidados, como lavar as mãos. “Há providências a serem tomadas, mas não há motivo para a população entrar em pavor”, frisa. No início desta semana, bispos de igrejas do Sudeste e do Sul recomendaram que as paróquias evitem, durante as missas, orientar os fiéis a se abraçarem e darem as mãos durante o ritual. Além disso, foi pedido aos padres que as hóstias sejam entregues na mão dos fiéis durante a comunhão, não diretamente na boca, como é feito.Outro ritual tradicional na igreja, que é aspergir água benta, também foi limitado em algumas dioceses, uma vez que o processo, se feito diretamente com as mãos, também pode representar risco de contágio. Para os defensores das mudanças, não se trata de medida alarmista, mas de precaução sanitária. Medidas específicas podem ser adotadas de acordo com a região e a necessidade.

Diário do Nordeste

Nenhum comentário:

MINUTO EUDISTA