quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

SELO HOMENAGEIA O CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE DOM HELDER CÂMARA

Os Correios lançam, neste sábado (7), selo comemorativo do centenário de nascimento de uma personalidade que se dedicou aos pobres e lutou pela dignidade humana: Dom Helder Camara. O lançamento ocorre em duas cidades significativas na vida do homenageado: Fortaleza (CE), local de nascimento de Dom Helder, e Recife (PE), onde atuou como arcebispo por mais de duas décadas. Na capital de Pernambuco, o evento ocorrerá às 15h, no terraço lateral da Igreja das Fronteiras, sede do Instituto Dom Helder Camara. Na capital cearense, o evento será realizado às 19h, na Paróquia de Santo Afonso (Igreja Redonda da Parquelândia).
O selo traz a imagem de Dom Helder Camara soltando uma pomba branca, símbolo universal da paz. Ao lado, em tamanho menor, a imagem de agricultores representa alguns dos importantes movimentos sociais dos quais participou, como a Pastoral da Terra, Pastoral do Negro e Pastoral do Índio. Ao fundo, a imagem rebaixada e em silhueta da Igreja das Fronteiras, local em que viveu até sua morte. Complementando o selo, um fundo azul e alaranjado, simbolizando o alvorecer de um novo tempo. O design ficou a cargo da artista Silvania Branco, que utilizou técnicas de ilustração vetorial e computação gráfica na elaboração da imagem.
A tiragem é de 1.020.000 unidades, a R$ 1,00 cada. As peças filatélicas podem ser adquiridas nas agências ou na loja virtual dos Correios (www.correios.com.br/correiosonline).
Sobre Dom Helder
Dom Helder Camara nasceu em 7 de fevereiro de 1909, no Ceará, e faleceu em Pernambuco, em 27 de agosto de 1999. Estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde foi ordenado em 1931. Transferido para o Rio de Janeiro, em 1952, foi sagrado bispo e, em 1955, promovido a Arcebispo.
Em 1964, Dom Helder foi nomeado Arcebispo de Olinda e Recife. Durante a sua gestão na arquidiocese, criou e incentivou a organização do Encontro de Irmãos, da Operação Esperança, das Comunidades Eclesiais de Base, da Comissão de Justiça e Paz, do Banco da Providência e do Serviço de Documentação e Informação Popular (SEDIPO) e das várias Pastorais. Visando a uma orientação de novos sacerdotes e agentes pastorais na linha do Concílio e de Medellín, com outros bispos, criou o Instituto de Teologia do Recife (ITER).
Em âmbito nacional, entre outras ações, destacam-se as atuações na área de educação formal no Ceará e Rio, assistência nacional à Ação Católica e criação do Movimento de Educação de Base (educação popular e alfabetização por meio de programas radiofônicos). No plano institucional da Igreja, sua grande realização foi ter inspirado e organizado a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), da qual foi secretário-geral até 1964.
No plano internacional, foi o coordenador do XXXVI Congresso Eucarístico Internacional, realizado em 1955 no Rio de Janeiro. Foi um dos principais mentores do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano), que na Conferência de Medellín, em 1978, fez solenemente “a opção preferencial pelos pobres”. Teve papel decisivo para a Igreja do Brasil e do mundo no Concílio Ecumênico II, onde multiplicou as iniciativas que permitiram aos bispos vindos de todas as partes do mundo de se conhecerem, refletirem e decidirem juntos.
Dom Helder recebeu em vida prêmios no Brasil e no exterior. Ainda como reconhecimento às suas ações e mensagens, recebeu o título de Cidadão Honorário de 30 cidades, sendo uma na Suíça e outra na França, e, ainda, medalhas, diplomas, troféus e certificados. Após sua morte, foram publicados mais de 13 livros sobre sua vida, produzidos quatro filmes, além de teses, congressos, seminários, eventos e instituição de prêmios com seu nome.

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