quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

CURSO REÚNE 79 BISPOS NA ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO

Com o mesmo tema do Sínodo dos Bispos que aconteceu em Roma, em outubro passado, “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”, a arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), deu início na segunda-feira, 2 de fevereiro, no Auditório de Estudos do Sumaré, ao 18º Curso para bispos. Cerca de 79 bispos, participam do evento, que encerra na sexta-feira, 6.
De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Wilson Tadeu Jönck, o primeiro propósito do Curso é “justamente proporcionar um momento de estudo dos bispos sobre o tema ‘A Palavra de Deus’”. A segunda é proporcionar um “Encontro enriquecedor” para os bispos. Mas, segundo ele, a principal meta do encontro é oferecer a prelados de todo o Brasil uma sólida formação acerca de temas teológicos e pastorais da Igreja Católica. “Este ano nos aprofundamos nas reflexões do último Sínodo dos Bispos”.
São expositores do evento: o bispo emérito de União de Vitória (PR) dom Walter Michael Ebejer; o bispo de Petrópolis (RJ) dom Filippo Santoro; o professor da PUC-Rio, padre Dr. Leonardo Agostini Fernandes; o bispo de Nova Friburgo (RJ) dom Rafael Cifuentes; o arcebispo de Ribeirão Preto (SP), dom Joviano de Lima Júnior; o coordenador de Pastoral da arquidiocese do Rio de Janeiro e Professor da PUC-Rio, padre Dr. Joel Portella Amado, e o bispo de Santo Amaro (SP), dom Fernando Antônio Figueiredo.
PalestrasO bispo diocesano de Petrópolis (RJ), dom Filippo Santoro, foi o primeiro expositor; em sua fala, ele deu destaque para sua experiência em participar no Sínodo de Roma. “A experiência do Sínodo é algo extraordinário, porque temos a presença do Santo Padre conosco todos os dias. A conferência falava de três grandes temas: discípulos, missionários, e vida. O Sínodo fala da Palavra de Deus que é vida. Foi um encontro profundíssimo entre a intenção profunda de Aparecida e a intenção profunda do Sínodo”, contou o bispo.
Já dom Walter Ebejer expôs em sua palestra que é preciso uma busca orante e não orgulhosa da verdade salvífica. “A Igreja não depende da nossa capacidade como bispos, mais sim do Espírito Santo que nos faz ser Igreja”, afirmou. Padre Leonardo Agostini falou sobre a necessidade de uma boa leitura da Palavra de Deus: “É preciso ajudar o povo cristão a perceber nos textos bíblicos a palavra de Deus. Isso não é possível sem uma vida espiritual como alimento, disse o doutor em Teologia Bíblica, citando o papa João Paulo II.”
Padre Leonardo concluiu ao lembrar que os textos da Sagrada Escritura são vida. “A Palavra de Deus não é um fóssil que precisa ser desenterrado, ela é viva e eficaz”, disse. Depois da palestra os bispos foram divididos em oito grupos de partilha para debateram a vivência da Palavra de Deus em suas dioceses. À noite os prelados brasileiros assistiram a uma apresentação da Companhia de Artes da Comunidade Católica Shalom, que encenaram algumas passagens bíblicas.
Considerada a segunda maior reunião anual do episcopado brasileiro, a iniciativa, que já se tornou tradicional nos calendários dos bispos nacionais, foi criada em 1991, pelo então arcebispo do Rio, dom Eugênio Araújo Sales. Desde a sua criação, o curso ocorreu todos os anos, exceto em 2007, devido à preparação da vinda do papa Bento XVI ao Brasil. A média de inscrições fica em torno de 120 a cada ano

CNBB

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