A Cáritas Internacional está prestando auxílio às vítimas do conflito entre Rússia e Geórgia, que teve início na última quinta-feira, 7. A guerra começou depois de a Geórgia lançar um cerco à Ossétia do Sul, que fica dentro de sua região, a República Socialista da Geórgia. O conflito tem causas históricas: começou na década de 1990, quando o território declarara independência da Geórgia, mas não foi reconhecida pelos órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) até hoje. Na última quinta-feira, a Geórgia tentou retomar o território da Ossétia do Sul, mas foi barrada pela Rússia que apóia a secessão do pequeno território e mantém no local forças de paz.
As conseqüências da guerra são 90% de civis sofrendo com o fogo cruzado. De acordo com as estimativas da Rússia, cerca de 1.600 civis da Ossétia do Sul já morreram. A Geórgia afirma que 200 foram mortos e há centenas de feridos, desde o dia 7.
Segundo a secretária-geral da Cáritas Internacional, Lesley Anne Knight, os dois países têm de parar com o conflito que está matando civis. "A Rússia e a Geórgia devem voltar atrás e desistir desse conflito que tem provocado muito sofrimento para milhares de civis inocentes. Será necessário um enorme esforço de reconstruir as comunidades destroçadas da região”.
O trabalho de auxílio da Cáritas tem sido desenvolvido por meio de entrega de alimentos, artigos domésticos e no apoio a pessoas capturadas pelos militares e milicianos. A entidade apela para que haja um cessar-fogo entre as partes conflitantes. Da mesma forma, a coordenadora do programa da Cáritas Geórgia, Liana Mkheidze, disse que a ajuda médica e o fornecimento de alimentos é a prioridade no momento. "Muitas pessoas estão vindo para as comunidades georgianas em torno de Tbilisi (capital da Geórgia) e também a partir de Gori (cidade georgiana). Suas casas foram danificadas e eles estão fugindo dos bombardeios”.
O diretor da Cáritas em Ossétia do Norte, Vladikavkaz Sergey Basiev, destacou que a criação de abrigos para refugiados é a prioridade da instituição. "Há muitos refugiados que procuram abrigo e não encontram alternativas. Eles não têm nada. A situação é terrível. Vamos tentar satisfazer essas necessidades com muita urgência", sublinhou.
CNBB
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