
Em atitude de silêncio e austeridade, os católicos lembraram os últimos momentos da vida de Jesus Cristo. As imagens estavam cobertas com panos de cor púrpura. Os adornos foram retirados do altar da Catedral Metropolitana de Fortaleza. O clima de austeridade e tristeza marcou a Sexta-Feira da Paixão do Senhor, o dia em que os católicos revivem a crucificação de Jesus Cristo.A celebração começou exatamente às 15 horas, pois este é considerado o horário em que Jesus morreu. ‘‘Este é o único dia do ano em que não há missa, pois lembramos o momento em que Cristo, nosso sumo sacerdote, se deu em sacrifício por nós’’, explicou o seminarista Guido Silva.A cerimônia foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Fortaleza, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques. Na liturgia da Palavra, foram lidos trechos do livro do profeta Isaías e da Carta aos Hebreus. Os textos prefiguram os sofrimentos a que o filho de Deus seria submetido, ao ser humilhado e condenado para salvar a humanidade, além de descrever a figura divina que se humaniza e se torna mais próxima de cada um de nós.No Evangelho, segundo João, os fiéis acompanharam a traição de Judas, a prisão, o martírio e a crucificação de Jesus. No sermão, o arcebispo destacou a necessidade de o cristão viver segundo o exemplo de Jesus.Após duas horas de celebração, os fiéis seguiram a tradicional procissão do Senhor Morto, que percorreu algumas das principais ruas do Centro, como a avenida Dom Manuel e a Rua Costa Barros. O cortejo de sacerdotes, junto com o arcebispo, foi à frente, seguido pelas imagens de Cristo num esquife de madeira e de Nossa Senhora das Dores.
Diário do Nordeste
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