O arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, explica que embora faça referência a eventos ligados à pessoa histórica e à vida de Jesus e de seus discípulos, a Páscoa não é simples recordação de fatos históricos passados. "Vivendo como verdadeiro homem, Ele era também o Filho unigênito de Deus. A lógica dos interesses e cálculos humanos se impôs por um momento sobre Aquele que veio ao mundo para ser caminho, verdade e vida para toda a humanidade", afirma.Segundo o arcebispo de São Paulo, essa condenação representou a rejeição do reinado de Deus entre os homens e a tentativa de fazer triunfar ainda o reinado da iniqüidade, fonte das injustiças, violências e sofrimentos infligidos ao próximo."Sendo assim, afirma Dom Odilo, a celebração da paixão de Cristo também interpela nossas consciências e as escolhas e rumos da sociedade"."Mais do que mera consideração histórica sobre aquilo que aconteceu com Jesus há dois milênios, trata-se de uma ocasião e de um convite para que, também hoje, cada um de nós procure situar-se e fazer a sua escolha"."Estamos do lado da morte ou da vida?", questiona o arcebispo. "Aquilo que levou à rejeição e à crucificação de Jesus, Filho de Deus-Filho do Homem, foi o fechamento à verdade e aos caminhos de Deus", explica.Foi também a desvirtuação da verdade pelo poder, não mais exercido como um serviço ao próximo e à humanidade, mas como afirmação soberba das vaidades deste mundo."Mas eis que a vida triunfou. Deus ressuscitou Jesus dentre os mortos e o mostrou vivo e glorificado diante deles", destaca o cardeal.Desse modo, a ressurreição de Jesus "atestou de maneira inequívoca que Deus estava com Ele e, assim, confirmou a verdade do Evangelho por Ele anunciado", acrescentou o arcebispo."Cristo é o príncipe da vida e pode dar vida plena àqueles que estão com Ele", afirma Dom Odilo."Por isso mesmo, a celebração da Páscoa é para nós, cristãos, o momento da renovação das promessas o Batismo e da nossa adesão a Jesus Cristo e seu Evangelho. 'Escolhe, pois, a vida', convida-nos a Igreja", disse.Segundo o cardeal, acolher Jesus Cristo é escolher o caminho, a verdade e a vida: "Ele triunfou sobre a lógica da morte e nos dá a esperança da vida plena e da superação de toda a trama do reino da morte, que ainda está presente neste mundo", afirma.
Zenit
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