sexta-feira, 27 de maio de 2011

"O QUE NOS UNE SUPERA DIVISÃO", DIZ COMISSÃO ANGLICANA-CATÓLICA

Os trabalhos da Comissão Internacional Anglicana-Católica foram baseadas no programa estabelecido pelo Papa Bento XVI e pelo Arcebispo Rowan Williams

Foi concluído nesta sexta-feira, 27, o primeiro encontro da terceira fase de diálogo da Comissão Internacional Anglicana-Católica, chamada de Arcic III. Em comunicado, a comissão composta por 18 teólogos católicos e anglicanos concluiu que "aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos divide".

A comissão presidida pelo arcebispo anglicano da Nova Zelândia, reverendo David Moxon e pelo arcebispo católico de Birmingham, Dom Bernard Longley estava reunida no Mosteiro de Bose desda terça-feira, 17.

Em comunicado, a comissão revelou que os trabalhos foram baseados no programa estabelecido pelo Papa Bento XVI e pelo Arcebispo Rowan Williams em 2006 e tem como objetivo “o empenho comum para re-estabelecer a plena comunhão na fé e na vida sacramental”.

As discussões foram concentradas em dois temas interdependentes: “A Igreja como comunhão, local e universal” e “Como, na comunhão, a Igreja local e universal vem a discernir o correto ensinamento ético”.

“A comissão foi particularmente ajudada por uma abordagem receptiva ao ecumenismo que busca avançar nos progressos ecumênicos, apreendendo dos nossos parceiros, ao invés de pedir aos nossos parceiros para aprender conosco”, expressaram os teólogos.

O ecumenismo receptivo, explica a comissão, pede mais um exame de consciência e uma conversão interior do que a intensão de converter os outros.

Também no comunicado, a comissão revela que trabalhará para desenvolver uma compreensão teológica sobre a pessoa humana e a sociedade, o que proporcionará uma base para explorar a forma como o ensino da ética está sendo aplicado em nível universal e local.

Este estudo da Arcic III será baseado solidamente na Sagrada Escritura, na tradição e razão, bem como nos trabalhos anteriores da comissão.

“Serão analisadas algumas questões particulares para esclarecer como as nossas duas comunhões abordam assuntos morais e como problemas que causam tensão para os anglicanos e católicos romanos podem ser resolvidos através da aprendizagem mútua”, afirmou o comunicado.

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Nicole Melhado/Canção Nova Notícias, com Rádio Vaticano

(Tradução: equipe CN Notícias) AP


PASTORAL AFRO-BRASILEIRA LAMENTA MORTE DE A BDIAS DO NASCIMENTO

abdias_nascimentoA Pastoral Afro-brasileira da CNBB lamentou, por meio de uma nota de pesar, o falecimento do líder negro Abdias do Nascimento, 97. “Depois de uma existência longa, marcada pelo compromisso profundo em favor da inclusão da população afro-brasileira, Abdias partiu para a casa do Pai”, diz o texto. “Ele cumpriu com fidelidade uma missão valiosa aos olhos de Deus e dos afro-brasileiros”, completa.

Abdias do Nascimento morreu na noite de segunda-feira, 23, no Rio de Janeiro. Ele foi um ativista negro, ex-deputado, secretário estadual e senador; foi também pintor autodidata, escritor, jornalista, poeta e ator.

O líder estava internado no Hospital do Servidor do Rio de Janeiro, desde 15 de abril, e morreu de insuficiência cardíaca, segundo a assessoria de imprensa do hospital. Ele foi internado por complicações de diabetes.

Leia nota na íntegra

Nota de Pesar!
A pastoral afro-brasileira da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil manifesta pesar pelo falecimento do grande líder negro Abdias do Nascimento.

Depois de uma existência longa, marcada pelo compromisso profundo em favor da inclusão da população afro-brasileira, Abdias partiu para a casa do Pai.

Apesar do momento de dor, cabe lembrar com alegria as ações deste irmão maior: o trabalho de inclusão cultural através do Teatro Experimental do Negro, até a luta pela superação do racismo e do preconceito racial com políticas afirmativas em prol da população negra. Ele cumpriu com fidelidade uma missão valiosa aos olhos de Deus e dos afro-brasileiros.

Agradecemos a Deus o dom da vida deste que vive a Páscoa definitiva e agradecemos aos seus familiares a gratuidade de partilhar com a nação brasileira a existência deste homem que sempre procurou fazer o bem!

Atenciosamente,

Dom Frei João Alves dos Santos, OFMCap
Bispo de Paranaguá – PR

Pe. Ari Antônio dos Reis
Assessor da Pastoral Afro-Brasileira

DIOCESE DE CAMPINA GRANDE PREPARA DIRETÓRIO PASTORAL PARA OS SACRAMENTOS

campina_grande_diretorioApós anos de estudos entre comissões, intensificados ano passado, a diocese de Campina Grande (PB) finalizou o processo de construção do seu Diretório Pastoral para os Sacramentos. Este documento tem a finalidade de ser um guia que venha harmonizar o modo como devem ser trabalhados os Sacramentos na Diocese. Ele surge da necessidade de atualização das ações pastorais e das dúvidas que foram surgindo ao longo do tempo com as mudanças na sociedade.

dom_jaime_campina_grandePara dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande, “o Diretório é sinal visível do dinamismo e crescimento pastoral e evangelizador da Igreja, um instrumento norteador para prática sacramental na Igreja diocesana”. Ainda de acordo com o bispo, o Diretório “não é taxativo, mas uma guia para orientação pastoral”.

O Diretório Pastoral para os Sacramentos vem sendo estudado há anos, mas desde a chegada de dom Jaime à diocese, os estudos de elaboração foram intensificados. No último sábado, dia 21, aconteceu uma Assembleia Extraordinária com a participação de todo o Clero (presbíteros regulares e seculares em exercício na diocese), coordenadores diocesanos das Pastorais do Batismo, Catequese, Crisma, Familiar e da Saúde, além dos diáconos, seminaristas, religiosas e secretários paroquiais.

Nesta Assembleia foram apresentados os principais pontos abordados no Diretório, que agora está com um Canonista (especialista em Direito Canônico) e depois será entregue a um especialista em Língua Portuguesa para as devidas correções. Durante a Assembleia, dom Jaime esclareceu que o Diretório é “uma fonte inspiradora para uma Pastoral de conjunto” e que, com a divulgação e utilização do mesmo, “haja a superação de práticas pastorais impostas aos fieis que não são exigidas pela Igreja diocesana e nem constam no Direito Canônico, garantindo assim, os direitos e deveres nas relações entre sacerdotes e fiéis, tornando, cada vez mais, a igreja servidora, adulta e amadurecida”.


Fonte: CNBB

"LINHAS DE AÇÃO PARA O DIACONATO PERMANENTE" É O TEMA DE DISCUSSÃO HOJE NO 2º CLADP


Continua em Itaici, município de Indaiatuba (SP) o 2º Congresso Latino-americano e Caribenho do Diaconado Permanente (2ºCLADP), promovido pelo Departamento de Vocações e Ministérios, do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM). O evento reúne 256 pessoas: 20 bispos, 30 presbíteros, 165 diácono...
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CRIME NO PARÁ: COMISSÃO DA CNBB DIVULGA DECLARAÇÃO

destaque-149413-ipixunaA Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma declaração sobre o assassinato dos líderes ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo Silva, ocorrido no dia 24, por volta das 8h em Nova Ipixuna, estado do Pará. O casal foi assassinado a tiros no interior do Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do estado.

“A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB se une às inúmeras manifestações de repúdio ao brutal assassinato do casal”, diz um trecho. A Comissão lembra também uma declaração feita em novembro de 2010, por José Cláudio diante de mais de 400 pensadores de diversas áreas do conhecimento, na qual ele disse “vivo da floresta, protejo ela de todo jeito, por isso vivo com a bala na cabeça a qualquer hora porque eu vou pra cima, eu denuncio”.

Ainda na declaração, a Comissão pede, em nome das Pastorais Sociais e dos Organismos a ela vinculados, “solidariedade às comunidades da diocese de Marabá, ao povo de Nova Ipixuna e aos familiares do casal”.

Leia declaração na íntegra

Declaração de repúdio ao assassinato do casal de extrativistas
no Estado do Pará



“Como a terra faz desabrochar suas sementes, Deus fará germinar a justiça diante de todas as nações’ (cf. Isaias, 61,11).

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB se une às inúmeras manifestações de repúdio ao brutal assassinato do casal Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva, líderes camponeses, ocorrido na manhã desta terça-feira, 24 de maio, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

Conhecido por sua liderança no projeto de assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, criado em 1997, e na associação de camponeses da região, o casal ganhou o respeito e a admiração de todos na região por sua bravura na denúncia da ação de madeireiros ilegais na floresta amazônica.

A declaração feita, em novembro de 2010, diante de mais de 400 pensadores de diversas áreas do conhecimento sob o tema da qualidade de vida no planeta, nos dá uma dimensão da luta e do comprometimento de José Cláudio com a ecologia:

"Vivo da floresta, protejo ela de todo jeito, por isso vivo com a bala na cabeça a qualquer hora porque eu vou pra cima, eu denuncio. Quando vejo uma árvore em cima do caminhão indo pra serraria me dá uma dor. É como o cortejo fúnebre levando o ente mais querido que você tem, porque isso é vida pra mim que vivo na floresta e pra vocês também, que vivem nos centros urbanos".

O assassinato de Maria e José Cláudio, com repercussão internacional, traz à memória Chico Mendes e Ir. Dorothy, vítimas do mesmo poder econômico que avança sobre as florestas. A violência que mata estas lideranças em nosso país, evidencia a urgência de um modelo de desenvolvimento que respeite e promova a riqueza das culturas tradicionais na proteção, convivência e produtividade dos povos da floresta. Este pensamento foi expresso pela CNBB ao afirmar que:

“Organizar um processo produtivo que efetive a solidariedade e harmonize as sociedades atuais com as gerações futuras e com o meio ambiente é o desafio de um novo paradigma para a questão agrária no início do século XXI”. (cf. Doc. 99, Estudos da CNBB, nº 235-236).

Em nome das Pastorais Sociais e dos Organismos a ela vinculados, a Comissão Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz - CNBB manifesta sua solidariedade às comunidades da diocese de Marabá, ao povo de Nova Ipixuna e aos familiares do casal Maria e José Cláudio. Exige, ao mesmo tempo, a apuração imediata dos crimes com a consequente punição dos culpados, bem como a proteção a todas as lideranças camponesas ameaçadas de morte, para que floresça a justiça em nosso país.

Brasília, DF, 26 de maio de 2011.


Dom Guilherme Antônio Werlang MSF

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral
para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

MINISTRO FERNANDO HADDAD DIZ QUE KIT ANTI-HOMOFOBIA SERÁ REFEITO

O ministro Fernando Haddad (Educação) afirmou nesta quinta-feira depois de evento no Palácio do Planalto que o kit anti-homofobia do Ministério da Educação será refeito. Ele comentou a ordem da presidente Dilma Rousseff de cancelar, na quarta-feira, a distribuição e produção dos materiais impressos e vídeos.
Veja vídeos que poderiam integrar 'kit gay'DEM pede devolução dos gastos com kit anti-homofobiaDilma diz que governo não fará 'propaganda de opções sexuais'Para estudiosos, vídeos do 'kit gay' mostram menos que novelasDilma suspende 'kit gay' após protesto da bancada evangélicaJean Wyllys pede que comunidade gay não vote mais em Dilma'Kit gay' era optativo e só para escolas que lidavam com bullying
"A presidenta entendeu que esse material não combate a homofobia. Não foi desenhado de maneira apropriada para promover aquilo que ele pretende, que é o combate a violência", disse Haddad, afirmando em seguida que os "vídeos poderão ser integralmente refeitos".
O presidente nacional do DEM, senador José Agripino, disse hoje que o partido vai propor ações judiciais com o objetivo de devolver à União os gastos correspondentes à elaboração e distribuição do kit.
Ontem (25), Dilma determinou a suspensão da produção e distribuição do kit e definiu que todo material do governo que se refira a "costumes" passe por uma consulta aos setores interessados da sociedade antes de serem publicados ou divulgados.

Fonte: Folha de S. Paulo

PAPA: CATÓLICOS DEVEM PARTICIPAR DA VIDA PÚBLICA

Reza ao rosário com os bispos italianos pelos 150 anos da unidade da Itália

Roma (ZENIT.org) - O Papa rezou na tarde desta quinta-feira o Rosário com os bispos italianos, na Basílica de Santa Maria Maior, no contexto das celebrações dos 150 anos de unidade da Itália.
Bento XVI fez um apelo a que os prelados alentem os católicos a participar da vida pública.
“A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”, disse.
“Em cada época histórica, o encontro com a palavra sempre nova do Evangelho foi manancial de civilização, construiu pontes entre os povos e enriqueceu o tecido de nossas cidades, expressando-se na cultura, nas artes e, não em último lugar, nas mil formas da caridade.”
O Papa pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana.
Bento XVI insistiu na importância das “iniciativas de formação inspiradas na doutrina social da Igreja, para que quem esteja chamado a responsabilidades políticas e administrativas não seja vítima da tentação de explorar sua posição por interesses pessoais ou por sede de poder”.
É muito importante também – sublinhou – “apoiar a vasta rede de agregações e associações que promovem obras de caráter cultural, social e caritativo”.
Ao falar sobre a Itália, o Papa destacou que o país deve se orgulhar da presença e da ação da Igreja. Esta não persegue privilégios nem pretende substituir as responsabilidades das instituições políticas; respeitosa da legítima laicidade do Estado, está atenta em apoiar os direito fundamentais do homem”.
“A Igreja – forte por uma reflexão colegial e pela experiência direta sobre o terreno – continua oferecendo sua contribuição para a construção do bem comum, recordando a cada um seu dever de promover e tutelar a vida humana em todas as suas fases e de sustentar com os fatos a família; esta continua sendo, de fato, a primeira realidade onde podem crescer pessoas livres e responsáveis, formadas nesses valores profundos que abrem à fraternidade e que permitem enfrentar também as adversidades da vida.”