
Foi concluído nesta sexta-feira, 27, o primeiro encontro da terceira fase de diálogo da Comissão Internacional Anglicana-Católica, chamada de Arcic III. Em comunicado, a comissão composta por 18 teólogos católicos e anglicanos concluiu que "aquilo que nos une é maior do que aquilo que nos divide".
A comissão presidida pelo arcebispo anglicano da Nova Zelândia, reverendo David Moxon e pelo arcebispo católico de Birmingham, Dom Bernard Longley estava reunida no Mosteiro de Bose desda terça-feira, 17.
Em comunicado, a comissão revelou que os trabalhos foram baseados no programa estabelecido pelo Papa Bento XVI e pelo Arcebispo Rowan Williams em 2006 e tem como objetivo “o empenho comum para re-estabelecer a plena comunhão na fé e na vida sacramental”.
As discussões foram concentradas em dois temas interdependentes: “A Igreja como comunhão, local e universal” e “Como, na comunhão, a Igreja local e universal vem a discernir o correto ensinamento ético”.
“A comissão foi particularmente ajudada por uma abordagem receptiva ao ecumenismo que busca avançar nos progressos ecumênicos, apreendendo dos nossos parceiros, ao invés de pedir aos nossos parceiros para aprender conosco”, expressaram os teólogos.
O ecumenismo receptivo, explica a comissão, pede mais um exame de consciência e uma conversão interior do que a intensão de converter os outros.
Também no comunicado, a comissão revela que trabalhará para desenvolver uma compreensão teológica sobre a pessoa humana e a sociedade, o que proporcionará uma base para explorar a forma como o ensino da ética está sendo aplicado em nível universal e local.
Este estudo da Arcic III será baseado solidamente na Sagrada Escritura, na tradição e razão, bem como nos trabalhos anteriores da comissão.
“Serão analisadas algumas questões particulares para esclarecer como as nossas duas comunhões abordam assuntos morais e como problemas que causam tensão para os anglicanos e católicos romanos podem ser resolvidos através da aprendizagem mútua”, afirmou o comunicado.
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A Pastoral Afro-brasileira da CNBB lamentou, por meio de uma nota de pesar, o falecimento do líder negro Abdias do Nascimento, 97. “Depois de uma existência longa, marcada pelo compromisso profundo em favor da inclusão da população afro-brasileira, Abdias partiu para a casa do Pai”, diz o texto. “Ele cumpriu com fidelidade uma missão valiosa aos olhos de Deus e dos afro-brasileiros”, completa.
Após anos de estudos entre comissões, intensificados ano passado, a diocese de Campina Grande (PB) finalizou o processo de construção do seu Diretório Pastoral para os Sacramentos. Este documento tem a finalidade de ser um guia que venha harmonizar o modo como devem ser trabalhados os Sacramentos na Diocese. Ele surge da necessidade de atualização das ações pastorais e das dúvidas que foram surgindo ao longo do tempo com as mudanças na sociedade.
Para dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande, “o Diretório é sinal visível do dinamismo e crescimento pastoral e evangelizador da Igreja, um instrumento norteador para prática sacramental na Igreja diocesana”. Ainda de acordo com o bispo, o Diretório “não é taxativo, mas uma guia para orientação pastoral”.
A Comissão Episcopal Pastoral para a Caridade, Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma declaração sobre o assassinato dos líderes ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo Silva, ocorrido no dia 24, por volta das 8h em Nova Ipixuna, estado do Pará. O casal foi assassinado a tiros no interior do Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do estado.