quarta-feira, 1 de fevereiro de 2023

PAPA FRANCISCO ACOLHE PEDIDO DE RENÚNCIA E NOMEIA NOVO BISPO PARA A DIOCESE DE LIVRAMENTO DE NOSSA SENHORA (BA)

 



O Papa Francisco, acolhendo o pedido de renúncia apresentado por dom Armando Bucciol, nomeou nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, dom Vicente de Paula Ferreira, atual bispo auxiliar de Belo Horizonte, como novo bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia. A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao novo bispo e agradecimento ao, agora, bispo emérito. 

Biografia de dom Armando

Dom José Armando Bucciol nasceu em Villanova de Motta de Livenza, província de Treviso, na Itália, em 3 de julho de 1946. Cursou Filosofia e Teologia no seminário diocesano de Vittorio Veneto. Foi ordenado sacerdote no dia 12 de setembro de 1971, na diocese de Vittorio Veneto.

Depois da ordenação, cursou Teologia Pastoral e especializou-se como professor de Ensino Religioso em Perdenone, de 1973 a 1975. De 1977 a 1979 estudou Liturgia Pastoral, no Mosteiro Beneditino Santa Justina, em Pádua. Fez doutorado na faculdade de Santo Anselmo, em Roma (1979-1980), e, em Pádua, concluiu com a licenciatura doutorado em Sagrada Teologia, com especialização em Liturgia Pastoral.

Foi coadjutor na paróquia de Serravalle, em Vittorio Veneto, de 1971 a 1978; professor de Ensino Religioso por 16 anos; por 11 anos, além dos serviços pastorais nas paróquias de Farra de Soligo (1978-1980), Barbisano e Soligo (1980-1991), trabalhou junto a pessoas com problemas especiais (alcoólatras, drogados, excepcionais físicos, doentes mentais), na Cáritas diocesana, na formação de lideranças e na Pastoral da Juventude.

Em 1991, veio para o Brasil como fidei donum, atuando na diocese de Caetité, na Bahia. Exerceu seu ministério como reitor do Seminário São José (1991-2001), vigário das paróquias de Candiba (1991-2004), Riacho de Santana e Matina (1998-1999), Lícinio de Almeida (2002-2004); coordenador de Pastoral (1995-2004); Professor na Escola de Teologia para Leigos.

Em 17 de Abril de 2004 foi sagrado bispo na cidade de Guanambi, tomando posse na diocese de Livramento de Nossa Senhora, no dia 18 de abril.

No dia 11 de maio de 2011 foi eleito presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e, em 2015, reeleito para o serviço até 2019.

Em abril, dom Armando foi eleito membro da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, para o quadriênio de 2019 a 2023.

Em solene liturgia na Catedral Diocesana de Nossa Senhora do Livramento, dom Armando celebrou no dia 12 de setembro de 2021, junto ao clero diocesano, bispos e amigos o Jubileu de 50 anos de ordenação presbiteral.

Seu lema episcopal é: “O amor de Cristo nos impulsiona”.

Biografia de dom Vicente de Paula Ferreira

Dom Vicente de Paula Ferreira nasceu em Alegre (ES), no dia 27 de outubro de 1970. É graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). Tem doutorado em Ciência da Religião pela UFJF, com estágio pós-doutoral em Teologia, na FAJE.

Autor de várias obras, integrante da Sociedade de Estudos Psicanalíticos de Juiz de Fora, foi formador de estudantes Redentoristas de Teologia em Belo Horizonte.

Tornou-se religioso da Congregação Redentorista, na Província do Rio de Janeiro, em 1992. Ordenou-se sacerdote em 1996. Na Congregação Redentorista, dedicou-se à Província do Rio, Minas e Espírito Santo. Foi promotor vocacional, formador, vigário paroquial, participou de importantes trabalhos missionários e, por quase uma década, exerceu o ministério de Provincial da Congregação.

O Papa Francisco o nomeou bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte no dia 8 de março de 2017. A ordenação episcopal foi celebrada no dia 27 de maio do mesmo ano, na Igreja São José, Centro de Belo Horizonte.

Foi eleito presidente da Comissão para a Ação Missionária do regional Leste II da CNBB no dia 5 de junho de 2019, para o quadriênio de 2019 a 2023. Atualmente, também é membro da Comissão Especial sobre a Mineração e Ecologia Integral da CNBB.

Seu lema episcopal é: “A caridade jamais se acabará”.

Saudação e agradecimento da CNBB

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota de saudação ao novo bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, dom Vicente de Paula Ferreira, e um texto de agradecimento ao dom Armando Bucciol, agora emérito.

Saudação a dom Vicente de Paula Ferreira

Estimando dom Vicente,

Recebemos com muita alegria, nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, a notícia de sua nomeação, feita pelo Papa Francisco, como novo bispo da diocese de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia.

Para saudar-lhe gostaríamos de recordar as palavras do Papa Francisco em uma de suas Audiências Gerais sobre a catequese e a paixão pela evangelização.  Nela, o Papa nos diz que o anúncio de Jesus sempre deve comunicar o deslumbramento do encanto da graça.

É neste ensejo que recordamo-lhes de que não podemos falar de Jesus sem alegria, porque a fé é uma história maravilhosa de amor que se deve partilhar; se falta a alegria, o Evangelho não passa, porque este – como indica o significado grego da palavra – é Boa-Nova, anúncio de alegria.

Por isso, desejamos que, em sua nova missão, Jesus o ajude a anunciá-lo como Ele deseja, comunicando alegria, libertação, luz, saúde e deslumbramento a todos, a começar pelos pobres.

Em Cristo,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 

Agradecimento a dom Armando Bucciol

Estimado dom Armando Bucciol,

Gostaríamos de agradecer-lhe por sua total dedicação e doação à Igreja no Brasil, especialmente sua dedicação a diferentes trabalhos realizados na CNBB.

Durante o seu tempo de atuação, na Igreja Particular de Livramento de Nossa Senhora, na Bahia, pudemos perceber e sentir o seu zelo por evangelizar, fixando sempre o seu olhar em Jesus, que é o modelo do evangelizador.

Recordamos, aqui, que ao falar sobre si, Jesus apresenta-se como Bom Pastor. E ser pastor não é um mero trabalho, mas um estilo, um modo de viver. O Bom Pastor ouve o rebanho, guia o rebanho, cura o rebanho.  E o rebanho sabe distinguir os pastores, não erra: o rebanho confia no Bom Pastor, confia em Jesus.

E quando há um Bom Pastor que leva em frente, há o rebanho que vai em frente. E o senhor, Dom Armando, a exemplo de Jesus, deu confiança ao povo de sua diocese, servindo-os com muito carinho e dedicação.

Desejamo-lhes que o seu tempo de emeritude seja de ternura e paz, porque o nosso Pastor cuida de nós. “O Senhor é meu pastor, nada me faltará” (Sl 22, 1).

Que a Palavra de Cristo seja luz em seu novo caminho,

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB


Fonte:  https://www.cnbb.org.br/papa-francisco-acolhe-pedido-de-renuncia-e-nomeia-novo-bispo-para-a-diocese-de-livramento-de-nossa-senhora-ba/



O PAPA NA RDC: LIMPAR O CORAÇAO DA IRA, DOS REMORSOS, DE TODO O RANCOR E ÓDIO

 

"Que seja o momento propício para ti, que, neste país, te dizes cristão e, todavia, praticas a violência; a ti diz o Senhor: «Depõe as armas, abraça a misericórdia»", disse Francisco na homilia da missa celebrada no Aeroporto de N’dolo, em Kinshasa, na República Democrática do Congo.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco celebrou a missa pela paz e a justiça no Aeroporto de N’dolo, em Kinshasa, na República Democrática do Congo, na manhã desta quarta-feira (1°/02), no âmbito de sua 40ª Viagem Apostólica Internacional. Participaram da celebração eucarística cerca de um milhão de fiéis.

Francisco proferiu a palavra Esengo que significa alegria, manifestando a imensa alegria de ver e encontrar os congoleses. "Desejei muito este momento. Obrigado por terdes vindo aqui", disse ele.

"O Evangelho acaba de nos dizer que também a alegria dos discípulos era grande na tarde de Páscoa, e que esta alegria brotou ao «verem o Senhor». Naquele clima de alegria e maravilha, o Ressuscitado fala aos seus e lhes diz: «A paz esteja convosco!».

Segundo o Papa, "trata-se de uma saudação, mas é mais do que uma saudação: é um dom. Porque a paz, aquela paz anunciada pelos anjos na noite de Belém, aquela paz que Jesus prometeu deixar aos seus, é agora, pela primeira vez, entregue solenemente aos discípulos. Jesus proclama a paz enquanto no coração dos discípulos existem os escombros, anuncia a vida enquanto eles sentem dentro a morte. Assim faz o Senhor: surpreende-nos, estende-nos a mão quando estamos prestes a afundar, levanta-nos quando tocamos o fundo".

O perdão nasce das feridas

"Irmãos, irmãs, com Jesus o mal nunca triunfa, nunca tem a última palavra. «Com efeito, Ele é a nossa paz», e a sua paz vence. Por isso nós que pertencemos a Jesus, não podemos deixar prevalecer em nós a tristeza, não podemos permitir que se insinuem resignação e fatalismo", disse ainda o Papa, acrescentando.

Se ao nosso redor se respira este clima, que não seja por nossa causa: num mundo desanimado com a violência e a guerra, os cristãos fazem como Jesus. Ele, como que insistindo, repetiu para os discípulos: A paz esteja convosco! E nós somos chamados a assumir e proclamar ao mundo este inesperado e profético anúncio de paz.

 

A seguir, Francisco indicou "três nascentes de paz, três fontes para continuar a alimentá-la: o perdão, a comunidade e a missão". Primeira fonte: o perdão.

“O perdão nasce das feridas. Nasce quando as feridas sofridas não deixam cicatrizes de ódio, mas tornam-se o lugar onde se dá espaço aos outros acolhendo as suas debilidades. Então as fragilidades tornam-se oportunidades, e o perdão torna-se o caminho da paz.”

"Não se trata de esquecer tudo como se nada fosse, mas de abrir aos outros o próprio coração com amor. Irmãos, irmãs, quando a culpa e a tristeza nos oprimem, quando as coisas não correm bem, sabemos para onde olhar: para as chagas de Jesus, pronto a perdoar-nos com o seu amor ferido e infinito".

“Ele conhece as tuas feridas, conhece as feridas do teu país, do teu povo, da tua terra! São feridas que ardem, continuamente infectadas pelo ódio e a violência, enquanto o remédio da justiça e o bálsamo da esperança parecem nunca mais chegar.”

É isto que Cristo deseja: ungir-nos com o seu perdão, para nos dar a paz e a coragem de por nossa vez perdoar, a coragem de realizar uma grande amnistia do coração. Faz-nos tão bem limpar o coração da ira, dos remorsos, de todo o rancor e ódio! Que seja o momento propício para ti, que, neste país, te dizes cristão e, todavia, praticas a violência; a ti diz o Senhor: «Depõe as armas, abraça a misericórdia».

A humildade é a grandeza do cristão

A seguir, o Papa falou sobre a segunda fonte da paz: a comunidade. "Jesus ressuscitado confia a sua paz à primeira comunidade. Não há cristianismo sem comunidade, tal como não há paz sem fraternidade", sublinhou. "E qual é o caminho para não cair nas ciladas do poder e do dinheiro, para não ceder às divisões, às lisonjas do carreirismo que corroem a comunidade, às falsas ilusões do prazer e da feitiçaria que nos encerram em nós mesmos?" Perguntou Francisco. A resposta nos é dada através do profeta Isaías, que diz: «Estou com os oprimidos e humilhados, para reanimar o espírito dos humilhados e reanimar o coração dos oprimidos».

“O caminho é partilhar com os pobres: este é o melhor antídoto contra a tentação de nos dividir e mundanizar. Ter a coragem de olhar para os pobres e escutá-los, porque são membros da nossa comunidade, e não estranhos que devem ser abolidos da vista e da consciência.”

Abrir o coração aos outros, em vez de o fechar nos próprios problemas ou nas próprias vaidades. Recomecemos dos pobres e descobriremos que todos compartilhamos a pobreza interior; que todos precisamos do Espírito de Deus para nos libertar do espírito do mundo; que a humildade é a grandeza do cristão, e a fraternidade a sua verdadeira riqueza. Acreditemos na comunidade e, com a ajuda de Deus, edifiquemos uma Igreja vazia de espírito mundano e cheia de Espírito Santo, livre de riquezas para nós mesmos e repleta de amor fraterno!

 

Somos chamados a ser missionários de paz

Por fim, a terceira fonte da paz: a missão. Jesus diz aos discípulos: «Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». "Numa palavra, enviou-O para todos: não só para os justos, mas para todos".

“Irmãos, irmãs, somos chamados a ser missionários de paz, e isto nos encherá de paz. Trata-se duma opção: é dar espaço a todos no coração, é acreditar que as diferenças étnicas, regionais, sociais e religiosas vêm em segundo lugar e não são obstáculo; que os outros são irmãos e irmãs, membros da mesma comunidade humana; que cada um é destinatário da paz trazida ao mundo por Jesus. É acreditar que nós, cristãos, somos chamados a colaborar com todos, a romper a espiral da violência, a desmantelar os enredos do ódio.”

"Enviados por Cristo, os cristãos são chamados, por definição, a ser consciência de paz no mundo: não só consciências críticas, mas sobretudo testemunhas de amor; não pretendentes dos próprios direitos, mas dos do Evangelho, que são a fraternidade, o amor e o perdão; não indivíduos à procura dos próprios interesses, mas missionários daquele amor louco que Deus tem por cada um dos seres humanos", disse ainda o Papa.

"A paz esteja convosco: diz Jesus hoje a cada família, comunidade, etnia, bairro e cidade deste grande país. A paz esteja convosco: deixemos que ressoem no coração, em silêncio, estas palavras de nosso Senhor. Ouçamo-las dirigidas a nós e escolhamos ser testemunhas de perdão, protagonistas na comunidade, pessoas em missão de paz no mundo", concluiu Francisco.


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2023-02/papa-viagem-apostolica-republica-democratica-congo-missa-homilia.html

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López Pedrozo

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 11,29-32


Naquele tempo: 29Quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: 'Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado,
a não ser o sinal de Jonas. 30Com efeito, assim como Jonas
foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração,
e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante
para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas.
E aqui está quem é maior do que Jonas.' Palavra da Salvação

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6


Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?
3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum.
Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 
6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação.


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

1º DE FEVEREIRO DE 2023

 

QUARTA FEIRA – 4ª. SEMANA DO

 

TEMPO COMUM

 

Cor Verde

 

1ª. Leitura - Heb12,4-7.11-15

 

Leitura da Carta aos Hebreus 12,4-7.11-15

Irmãos: 4Vós ainda não resististes até ao sangue na vossa luta contra o pecado, 5e já esquecestes as palavras de encorajamento
que vos foram dirigidas como a filhos: 'Meu filho, não desprezes a educação do Senhor, não te desanimes quando ele te repreende;
6pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem aceita como filho'. 7É para a vossa educação que sofreis, e é como filhos que Deus vos trata. Pois qual é o filho a quem o pai não corrige?
11No momento mesmo, nenhuma correção parece alegrar,
mas causa dor. Depois, porém, produz um fruto de paz e de justiça para aqueles que nela foram exercitados.
12Portanto,
'firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos;
13acertai os passos dos vossos pés', para que não se extravie o que é manco,
mas antes seja curado.
14Procurai a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; 15cuidai para que ninguém abandone a graça de Deus. Que nenhuma raiz venenosa cresça no meio de vós, tumultuando e contaminando a comunidade. Palavra do Senhor.

 

Reflexão – A correção do Senhor através das pessoas.

Deus que é Pai e Santo, deseja formar em nós, Seus filhos e Suas filhas, um corpo também, santo, sem defeitos, a fim de que todos os nossos membros sejam sãos!  E, porque é um Pai Amoroso, não podemos desprezar a educação que Ele nos dá nem desanimar quando nos repreender, “pois o Senhor corrige a quem ele ama e castiga a quem Ele aceita como filho”. Com efeito, longe de ser uma coisa negativa e humilhante, a exortação e admoestação que recebemos das pessoas a quem devemos obediência são como dádivas preciosas para o nosso crescimento. O Senhor usa de todos os métodos e meios para nos edificar e fazer de nós homens e mulheres justos (as)! Mesmo que, aparentemente, soframos humilhação e momentaneamente nos sintamos ofendidos (as), a repreensão e a correção que o Senhor nos faz por meio das pessoas nos são benéficas. Que possamos ouvir as palavras desta Carta com os ouvidos espirituais e assumir a nossa identidade de filhos que precisam ouvir o Pai: “Portanto, firmai as mãos cansadas e os joelhos enfraquecidos”. Que nenhum de nós abandone a graça de Deus por ressentimentos e mal-entendidos, em vista da correção. E que nenhuma raiz venenosa, isto é, nenhuma intriga nem boato cresçam no meio de nós desordenando e contagiando a nossa Comunidade e a nossa família. Somos da família de Deus e formamos o Corpo de Cristo.  – Você se exaspera quando recebe alguma admoestação? – Você sabe reconhecer quando está errado (a)? – Você aceita a correção do Senhor através das pessoas? – Você costuma também admoestar a alguém quando ele erra?

 

 

 

Salmo 102,1-2. 13-14. 17-18a (R. Cf. 17)

 

R. O amor do Senhor por quem o respeita, é de sempre e para sempre

1Bendize, ó minha alma, ao Senhor, *
e todo o meu ser, seu santo nome!
2Bendize, ó minha alma, ao Senhor, *
não te esqueças de nenhum de seus favores!R.

13Como um pai se compadece de seus filhos, *
o Senhor tem compaixão dos que o temem.
14Porque sabe de que barro somos feitos, *
e se lembra que apenas somos pó.R.

17Mas o amor do Senhor Deus por quem o teme *
é de sempre e perdura para sempre;
e também sua justiça se estende *
por gerações até os filhos de seus filhos,
18aos que guardam fielmente sua Aliança.R.

 

Reflexão - Deus é um pai que se compadece de nós como seus filhos e tem compaixão das nossas misérias. Ele conhece as nossas limitações, sabe de qual barro somos feitos, por isso não cobra de nós mais do que o que podemos dar. O temor do Senhor é o princípio de tudo e, se respeitamos o Senhor, e tememos em ofendê-Lo, sentiremos no coração a sua justiça e o seu amor. Que a nossa alma bendiga ao Senhor e que nunca nos esqueçamos de nenhum de seus favores. 

 

 

 

 

Evangelho – Mc 6, 1-6

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6


Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam:
'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria?
E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?
3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum.
Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos.
6E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação.

 

Reflexão – Humildade e simplicidade são sabedoria de Deus!

De acordo com a mentalidade do mundo as pessoas humildes e simples não são levadas em consideração, por isso, Jesus, filho de um carpinteiro e conhecido por todos em Nazaré não pôde fazer milagres na sua terra e no meio da sua gente.  Como também hoje acontece, as pessoas que lhe eram próximas não queriam admitir que alguém tão comum a eles pudesse ter sabedoria e duvidavam de que o poder de Deus estivesse com Ele. Porque eles não acreditavam e não tinham fé, Jesus não conseguia ser escutado nem tampouco ser levado a sério. Essa história ainda hoje se repete quando não damos ouvido nem valor às pessoas que estão muito próximas de nós e agem com modéstia e simplicidade. Às vezes, quando nos acostumamos a conviver com alguém, desprezamos as suas palavras e nem percebemos que são instrumentos de Deus para o nosso crescimento e até para nossa salvação.  Muitos milagres poderiam ter sido realizados no nosso meio se tivéssemos dado atenção àqueles (as) que Deus colocou perto como instrumentos para nossa edificação.  Não entendemos como poderá alguém que é simples, humilde e, às vezes até inculto ser sábio aos olhos de Deus! Confundimos a sabedoria que vem de Deus com o conhecimento que o mundo dá. Na maioria das vezes, valorizamos a quem é instruído e tem profissão brilhante ou a quem tem o dinheiro que compra tudo, menos a fé. Precisamos nós, também, perceber a quem estamos valorizando, o que nos prende a atenção e estamos dando importância: às coisas simples do alto, ou às coisas complicadas daqui de baixo.

 – As coisas simples o (a) incomoda ou atrai?

 – Você dá ouvido às pessoas da sua casa quando lhe dão algum conselho?

 – Na sua casa existe algum profeta que Deus colocou para o (a) ajudar?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária um novo Caminho

 

 

SANTO DO DIA - SANTA VERIDIANA

 

 

Virgem e Reclusa

Origens
Italiana, Santa Veridiana nasceu em Castelfiorentino, na Toscana, em 1182. De família nobre, ela gozava de grande prestígio.

Cotidiano
Seu tio, muito rico, encarregou-a de ser administradora de seus bens. Ela assumiu tal cargo, pois viu nisso maior oportunidade de praticar a caridade.

Sobrenatural
Conta-se que, certo dia, seu tio, após acumular muitos alimentos, vendeu-os por alto preço por causa da carestia da época. Quando o comprador chegou, o celeiro estava sem nada. Veridiana havia dado tudo aos pobres. O tio enfureceu-se e pediu ao comprador um prazo de 24 horas para encontrar uma solução. No dia seguinte, o celeiro foi encontrado miraculosamente cheio.

Virgem e reclusa, Santa Veridiana é intercessora das presidiárias e dos presídios femininos

Solidão e penitência
Após peregrinar ao túmulo de São Tiago de Compostela, que era a grande meta dos peregrinos cristãos após a recente perda da Terra Santa aos muçulmanos, Veridiana sentiu maior desejo de solidão e penitência. Seus contemporâneos, para conservá-la próxima, edificaram-lhe uma cela onde a santa viveu por 34 anos. Por uma janelinha, ela assistia à Missa, falava com as visitas e recebia o escasso alimento para conservá-la viva.

Interessante
Por ser contemporânea de São Francisco de Assis, recebeu a visita do Santo símbolo de humildade em 1221, quando foi admitida na Ordem Terceira dos Franciscanos.

Badalar dos sinos
Conta-se que sua morte, em 1º de fevereiro de 1242, aos 60 anos, foi anunciada pelo repicar dos sinos de Castelfiorentino sem que ninguém tivesse tocado.

Devoção
O culto de Santa Veridiana, adotado pela congregação Vallombrosana, foi aprovado pelo Papa Clemente VII 300 anos após sua morte, e é muito popular na Toscana, Itália. É invocada como protetora dos presídios femininos e intercessora das presidiárias. O fato deu-se por, em 1865, após Repressão Napoleônica, autoridades civis da Itália revogarem o uso do então Mosteiro de Santa Veridiana, para se tornar um presídio feminino.

Iconografia
Em sua vida reclusa, Santa Veridiana foi fortemente atormentada pelo mal. Relata-se que ela viveu em sua cela durante décadas com duas cobras. Não se sabe objetivamente se foram dois animais literalmente ou alusão a dois tormentos malígnos sobrenaturais.

Minha oração
“Senhor Jesus, se Santa Veridiana venceu o mal, mesmo convivendo com ele e sendo assolada tantas e tantas vezes, eu Te peço: dai-me a graça de não desistir dos meus propósitos de bondade, conversão, oração e penitência.”

Santa Veridiana, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias