quarta-feira, 1 de dezembro de 2021

FRANCISCO CONFIA VIAGEM À GRÉCIA E CHIPRE A VIRGEM MARIA


A recordar que esta 35ª Viagem Apostólica internacional do Pontífice, é a terceira neste 2021, após a histórica visita ao Iraque em março e a peregrinação a Budapeste e Eslováquia em setembro passado. Em particular, Francisco será o segundo Papa a visitar Chipre e a Grécia: Bento XVI, de fato, havia visitado a ilha do Mediterrâneo Oriental em 2010, enquanto São João Paulo II havia feito uma etapa no país helênico em 2001.

Vatican News

A Sala de Imprensa da Santa Sé informou que na tarde desta quarta-feira, 1° de dezembro, “o Papa Francisco dirigiu-se à Basílica de Santa Maria Maior para rezar diante do ícone da Virgem Salus Populi Romani e confiar-lhe a sua próxima viagem a Chipre e à Grécia. Ao final, voltou para o Vaticano".

A 35ª Viagem Apostólica de Francisco terá início nesta quinta-feira e se concluirá na segunda-feira. "Uma peregrinação às fontes", como a definiu em recente mensagem em vídeo aos habitantes dos dois países, "todos, todos - sublinha o Pontífice - não apenas aos católicos". Para eles, o Papa comunica "a alegria" de visitar estas "magníficas terras, abençoadas pela história, pela cultura e pelo Evangelho", nos passos de "grandes missionários", como "os apóstolos Paulo e Barnabé".

 

Fonte: Vatican News

PASTORAL DA AIDS CELEBRA DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS COM MISSA NO SANTUÁRIO N. S DAS DORES, EM JUAZEIRO DO NORTE (CE), NESTA QUARTA-FEIRA (1º)

 


 

Com a temática “Zero discriminação, zero infecções e zero mortes”, em sintonia com Estratégia Global da UNAIDS, a Pastoral da Pastoral da Aids, vinculada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), celebra nesta quarta-feira, 1º de dezembro, o Dia Mundial de Luta contra a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida). A data é um momento oportuno para o estabelecimento de redes e parcerias entre organizações de luta contra a aids e os serviços públicos.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a data constitui uma oportunidade para apoiar as pessoas envolvidas na luta contra o HIV e melhorar a compreensão do vírus como um problema de saúde pública global. A Pastoral também se engaja nestes movimentos para defender os direitos das pessoas que vivem com HIV e promover a difusão de informações de prevenção. Além disso, a data serve para reforçar a solidariedade e a compaixão com as pessoas vivendo com HIV/Aids.

Para celebrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, o bispo de Friburgo (RJ) e referencial para a Pastoral da Aids, dom Luiz Antônio Ricci, presidirá a Santa Missa, às 19h, diretamente da Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte (CE) – Regional Nordeste 1 da CNBB, com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Pastoral (Youtube e Facebook) e pela TV Web Mãe das Dores. A celebração também será retransmitida pelas redes sociais da CNBB: Youtube e Facebook.

Já no sábado, dia 4 de novembro, às 18h, o assessor eclesiástico nacional da pastoral, padre Antônio Peroni Filho, vai presidir a Santa Missa na Paróquia São Pedro de Jacaraípe, em Vitória (ES), com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Pastoral (Youtube e Facebook).

A Pastoral da Aids tem se somado ao esforço de organizações da sociedade e do governo brasileiro na mobilização para realizar ações de conscientização, prevenção e autocuidado e luta contra estigma e preconceito em relação ao HIV.

O tema que norteia a campanha deste ano se une à estratégia global de Aids 2021-2026, que pretende reduzir as desigualdades sociais para acabar com a Aids até 2030, priorizando as pessoas que ainda não têm acesso a serviços públicos de HIV ou os têm de forma precária e desigual.

“É tempo de “zerar”…Significa é tempo de acolher, de estar próximo, de acompanhar, especialmente aquelas pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade e risco. É tempo de somarmos esforços para a prevenção e para o tratamento, evitando dessa forma que mais vidas se percam”, destaca a Pastoral.

De acordo o UNAIDS Brasil (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS), quarenta anos depois da notificação dos primeiros casos de AIDS, novos dados do UNAIDS mostram que dezenas de países atingiram ou ultrapassaram as metas determinadas na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) em 2016—o que mostra que as metas não eram apenas ousadas, mas também alcançáveis.

O novo relatório mostra que os países com leis e políticas progressistas e sistemas de saúde fortes e inclusivos têm tido os melhores resultados na resposta ao HIV. “Nesses países, as pessoas que vivem com e são afetadas pelo HIV têm mais probabilidades de ter acesso a serviços de HIV eficazes, incluindo testes de HIV, profilaxia pré-exposição (PrEp), medicamento que previne o HIV, redução de danos, dispensação multimês de medicamentos para HIV, além de acompanhamento e cuidados consistentes e de qualidade”, destaca o documento.

Ainda segundo o relatório, globalmente o número de pessoas em tratamento mais do que triplicou desde 2010. Em 2020, 27,4 milhões dos 37,6 milhões de pessoas vivendo com o HIV estavam em tratamento, contra apenas 7,8 milhões em 2010. Estima-se que a implementação de um tratamento acessível e de qualidade tenha evitado 16,2 milhões de mortes relacionadas à AIDS desde 2001.

“As mortes diminuíram em grande parte devido à terapia antirretroviral. As mortes relacionadas à AIDS diminuíram 43% desde 2010, chegando a 690 mil em 2020. Também foram registrados progressos na redução de novas infecções por HIV, mas esse progresso tem sido mais lento—a redução foi de 30% desde 2010, com 1,5 milhões de pessoas recentemente infectadas pelo HIV em 2020, em comparação com 2,1 milhões em 2010”, aponta o documento.

A Pastoral da Aids, em sintonia com o chamamento do Papa Francisco e da CNBB, reforça o compromisso do cuidado com a vida (bem maior), com os Direitos Humanos, com políticas públicas equitativas e igualitárias. Aproveitando o Dia Mundial de Luta contra a Aids, enfatizamos o enfrentamento da epidemia do HIV e Aids como uma forma concreta deste compromisso da Igreja.

Dezembro Vermelho

O Dezembro Vermelho surgiu em 1987, quando a ONU criou esta campanha e, em 1991, a fitinha vermelha surgiu com artistas de Nova York, para lembrar a luta contra o HIV e transmitir compreensão, solidariedade e apoio a quem vive com o vírus. No Brasil, o projeto foi adotado em 1988, pelo Ministério da Saúde, segundo a Agência Aids.

Acompanhe aqui a transmissão da Missa: TV Web Mãe das Dores

Com informações UNAIDS Brasil E OPAS

 

PAPA: SÃO JOSÉ ENSINA A PASSAR DA PAIXÃO ROMANTICA AO AMOR MADURO

 

A catequese deste dia 1° de dezembro foi dedicada de modo especial aos casais cristãos, para que possam aprender de São José o amor maduro, capaz de superar as adversidades da vida.

Bianca Fraccalvieri - Cidade do Vaticano

“José, homem justo e esposo de Maria”: este foi o tema da terceira catequese que o Papa dedicou ao pai de Jesus.

Na Audiência Geral, realizada na Sala Paulo VI, a intenção de Francisco foi oferecer uma mensagem a todos os namorados e noivos.

Para compreender o comportamento de José em relação a Maria, explicou o Papa, é útil recordar os costumes matrimoniais da época em Israel. O matrimônio compreendia duas fases. Na primeira, a noiva continuava a viver na casa paterna, mas de fato era já considerada "a esposa" do noivo. Um ano depois, tinha lugar a segunda fase, em que ela deixava a casa paterna e ia coabitar com o marido. Foi durante a primeira fase que se notou que Maria estava grávida; a Lei do tempo dava ao noivo a possibilidade de a acusar publicamente de adultério.

Segundo o Evangelho, José era "justo" precisamente porque se submetia à Lei, mas, dentro dele, o amor por Maria e a confiança que tinha nela sugerem-lhe uma forma de salvar as duas dimensões: entregar a ata de repúdio em segredo, sem expô-la à humilhação pública. "Quanta santidade em José!", acrescentou o Papa. "Nós, quando ficamos sabendo de algo ruim sobre outra pessoa, logo vamos fofocar. José quieto. Quieto." E enquanto decidia, interveio a voz de Deus para revelar um significado muito maior do que a própria justiça de José: "não temas receber Maria, pois o que Ela concebeu é obra do Espírito Santo".

Da paixão ao verdadeiro amor

Por trás de acontecimentos que nos parecem dramáticos, disse ainda o Papa, se esconde uma Providência que, com o tempo, toma forma e ilumina de significado inclusive a dor que nos atingiu. "A tentação é nos fechar naquela dor. E isto não faz bem. Isto nos leva à tristeza e à amargura. O coração amargo é tão ruim", disse ainda Francisco.

Provavelmente, Maria e José tinham sonhos diferentes para suas vidas, mas tiveram que lidar com um fato inesperado. Por isso, afirmou Francisco, "com frequência a nossa vida não é como imaginamos". Sobretudo nos relacionamentos de amor, de afeto, há dificuldade em passar da lógica da paixão àquela do amor maduro. "Vocês, recém-casados, pensem bem nisto", advertiu.

O encanto pode não corresponder à realidade dos fatos. Mas justamente quando a paixão parece acabar, tem início o amor verdadeiro. Amar não é pretender que o outro corresponda à nossa imaginação, mas escolher em plena liberdade as responsabilidades que a vida apresentar. "Com todos os riscos", acrescentou o Pontífice, revelando o que, para ele, é o trecho mais "demoníaco" do Evangelho. Ou seja, quando os doutores da Lei, em João, falam com desprezo da origem de Jesus.

Portanto, os noivos cristãos são chamados a testemunhar um amor assim, que tenha a coragem de passar da lógica da paixão a um amor maduro. Esta é uma escolha exigente, que ao invés de aprisionar a vida, pode fortificar o amor para que seja duradouro diante das provações do tempo.

A briga entre casais "existe desde os tempos de Adão e Eva", recordou Francisco. E repetiu alguns conselhos, como, por exemplo, jamais encerrar o dia brigado com o parceiro, “pois a guerra fria do dia seguinte é muito perigosa”. É suficiente um gesto para fazer as pazes, disse o Papa, tocando o seu próprio rosto.

*

Como nas catequeses precedentes, o Papa então concluiu com mais uma oração:

São José,

tu que amastes Maria com liberdade,

e escolhestes renunciar ao teu imaginário para dar espaço à realidade,

ajuda cada um de nós a deixar-nos surpreender por Deus

e a acolher a vida não como um imprevisto do qual se defender,

mas como um mistério que esconde o segredo da verdadeira alegria.

Obtém a todos os noivos cristãos a alegria e a radicalidade,

mantendo, porém, sempre a consciência

de que somente a misericórdia e o perdão tornam possível o amor. Amém.

 

Fonte: Vatican News

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 15,29-37

Naquele tempo: 29Jesus foi para as margens do mar da Galiléia,
subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. 32Jesus chamou seus discípulos e disse: 'Tenho compaixão da multidão,
porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer.
Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho.' 33Os discípulos disseram: 'Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?'
34Jesus perguntou: 'Quantos pães tendes?' Eles responderam: 'Sete, e alguns peixinhos'. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes,
deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos. e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Palavra da Salvação.

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

 

1 DE DEZEMBRO DE 2021

 

4ª. FEIRA DA 1ª. SEMANA DO

 

ADVENTO

 

Cor roxo

 

1ª. Leitura – Is 25, 6-10a

 

Leitura do Livro do Profeta Isaías 25,6-10a


Naquele dia: 6O Senhor dos exércitos dará neste monte, para todos os povos, um banquete de ricas iguarias, regado com vinho puro, servido de pratos deliciosos e dos mais finos vinhos. 
7Ele removerá, neste monte, a ponta da cadeia que ligava todos os povos, a teia em que tinha envolvido todas as nações.  8O Senhor Deus eliminará para sempre a morte e enxugará as lágrimas de todas as faces e acabará com a desonra do seu povo em toda a terra, o Senhor o disse. 9Naquele dia, se dirá: 'Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou; este é o Senhor, nele temos confiado: vamos alegrar-nos e exultar por nos ter salvo'. 
10aE a mão do Senhor repousará sobre este monte. Palavra do Senhor.

 

 

 

Reflexão – “a alegria do Banquete da vida”

A imagem do Banquete descrita por Isaias nos leva a refletir sobre a Salvação que Jesus oferece a todos os povos e representa a comunhão universal de todos os homens entre si e com Deus. Esta profecia, desde já está se realizando para todos nós que abraçamos a Salvação de Jesus e sentimos a manifestação da Sua Presença por meio da ação do Espírito Santo. Quando nos alimentamos da Palavra e comungamos o Corpo e o Sangue de Jesus, provamos o poder de Deus que nos assegura uma comunhão eterna com Ele. Sentir a presença de Jesus no nosso coração faz-nos experimentar, desde já a alegria do Banquete no céu. Um dia, definitivamente, nós também diremos: “Este é o nosso Deus, esperamos nele, até que nos salvou!” Para isto, precisamos ser fiéis e confiantes   caminhando na certeza do nosso Encontro definitivo com Jesus!  - Para você como será o Banquete no céu? – O que significaria para você as palavras: ricas iguarias, pratos deliciosos, vinho puro, as quais se refere o profeta? – Qual o alimento que a sua alma necessita neste momento da sua vida?

 

Salmo 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 6cd)

 

R. Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

1O Senhor é o pastor que me conduz;* não me falta coisa alguma. 
2Pelos prados e campinas verdejantes* ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha,* 
3ae restaura as minhas forças. R. 

3bEle me guia no caminho mais seguro,* pela honra do seu nome. 
4Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, * nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado,* eles me dão a segurança! R. 

5Preparais à minha frente uma mesa,* bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça,* e o meu cálice transborda. R. 
6Felicidade e todo bem hão de seguir-me,* por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei* pelos tempos infinitos. R.

 

Reflexão - O salmo nos coloca numa perspectiva de ovelhas conduzidas pelo pastor. O pastor é Jesus e não faltará coisa alguma àquele (a) que se deixar governar por Ele. O Senhor sabe o que nos fará descansar, Ele sabe onde se encontra o alimento para as nossas carências, Ele conhece o caminho mais seguro para nós, portanto, se nos deixamos guiar por Ele, nada haveremos de temer. O Senhor já providenciou tudo de que precisamos, assim sendo, a felicidade e todo o bem haverão de seguir-nos até que habitemos na casa do Senhor que é o nosso destino final.

 

Evangelho Mt 15, 29-37

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 15,29-37

Naquele tempo: 29Jesus foi para as margens do mar da Galiléia,
subiu a montanha, e sentou-se. 30Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. 31O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. 32Jesus chamou seus discípulos e disse: 'Tenho compaixão da multidão,
porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer.
Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho.' 33Os discípulos disseram: 'Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?'
34Jesus perguntou: 'Quantos pães tendes?' Eles responderam: 'Sete, e alguns peixinhos'. 35E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. 36Depois pegou os sete pães e os peixes,
deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. 37Todos comeram, e ficaram satisfeitos. e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Palavra da Salvação.

 

Reflexão – “o que já temos nas mãos”

Todos nós temos necessidades de curas físicas e de conforto para os nossos males, porém, estejamos certos de que Jesus percebe muito mais do que nós mesmos conseguimos transparecer.  Além de curar as nossas enfermidades físicas e espirituais Ele se compadece pelas nossas deficiências materiais e providencia também o alimento material de que precisamos. Quando buscamos a Jesus e procuramos ficar sempre perto Dele, podemos ter a certeza de que as coisas materiais das quais necessitamos, assim como também o sustento da nossa alma nos será providenciado por Ele. Ele sabe precisamente qual a nossa fome e o que poderá saciá-la. No entanto, assim como fez aos apóstolos, Jesus nos conscientiza do que já temos nas nossas mãos para alimentar àqueles que estão com fome perto de nós. Por isso, Ele pergunta: “Quantos pães tendes?” Jesus nos sacia para que possamos também alimentar as multidões famintas e tem conhecimento da nossa capacidade.  Não podemos esconder de Jesus os “sete pães e alguns peixinhos” que temos conosco. Às vezes queremos receber tudo de Deus sem esforço nenhum, mas para que os milagres aconteçam na nossa vida, será necessária nossa participação e adesão. O pouco que temos, quando é colocado nas mãos do Senhor, será multiplicado na medida certa para que possamos nos sentar e partilhar com as pessoas ao longo do caminho e nos sobrar muito mais para a caminhada.

– O que você tem feito com os pães e os peixes que Deus colocou nas suas mãos? 

 – Você tem se assentado com alguém para partilhar e ajudar a melhorar a sua vida?

– Você costuma sentar-se para dialogar, conversar, entender-se com as pessoas?

 – Você pede a ajuda de alguém quando está necessitando? 

 

 

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - BEATO CARLOS DE FOUCAULD

 harles, conhecido como Carlos de Jesus, nasceu em Estrasburgo, na França, em 15 de setembro de 1858. Aos 6 anos, ficou órfão após perder seus pais. Foi criado pela irmã Marie, sob os cuidados do avô. A formação cristã recebida na infância permitiu-lhe fazer sua Primeira Comunhão em 1870.

Distante da fé, era conhecido como amante do prazer e da vida fácil. Jovem, entrou para o exército, mas foi despedido por indisciplina. A partir de então, começou a viajar pelo norte da África como explorador. Descrente de tudo, acabou encontrando a fé no confessionário.

Entre os anos de 1883 e 1884, empreendeu uma viagem de exploração para o Marrocos. O testemunho de fé dos muçulmanos despertou nele um interrogativo: “Mas Deus existe?”, “Meu Deus, se existe, deixe-me conhecê-lo”.

Regressando à França, foi surpreendido pelo acolhimento de sua família, que era profundamente cristã. Inicia então seus estudos, e pede o auxílio de um sacerdote para o instruir. Guiado por padre Huvelin, encontra Deus em outubro de 1886, quando tinha 28 anos. “Quando acreditei que existia um Deus, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver somente para Ele.”

Em peregrinação à Terra Santa, Deus revela a sua vocação: seguir e imitar Jesus numa vida silenciosa e retirada. Viveu sozinho, na oração, na adoração, numa grande pobreza, junto das Clarissas de Nazaré.

Em 1901, aos 43 anos de idade, foi ordenado sacerdote na Diocese de Viviers, na França. Em seguida, transferiu-se para o deserto argelino do Saara, inicialmente em Beni Abbès, vivendo entre os mais pobres; depois, foi para o sul em Tamanrasset com os Tuaregues do Hoggar. Levando uma vida de oração e meditando continuamente as Sagradas Escrituras, depositava sua adoração no desejo de ser para cada pessoa o “irmão universal”, imagem viva do amor de Jesus.

Na noite do dia 1 de novembro de 1916, foi assassinado por assaltantes que queriam descobrir o tesouro do qual ele tanto falava. Não compreenderam que o tesouro estava no sacrário: era Jesus na Eucaristia, o centro de sua vida.

Seu maior desejo sempre foi compartilhar a sua vocação com o próximo. Após ter escrito regras de vida religiosa, pensou que esta “Vida de Nazaré” poderia ser vivida por todos. Hoje, a família espiritual de Carlos de Foucauld possui várias associações de fiéis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou sacerdotes pelo mundo todo.

Em 24 de abril de 2001, Carlos foi declarado venerável por São João Paulo II. Foi beatificado em 13 de novembro de 2005 por Bento XVI. Em maio de 2021, Papa Francisco presidiu no Vaticano a celebração do Consistório público ordinário para a votação das causas de canonização de sete beatos, dentre eles está o testemunho de Carlos de Foucauld. A data para a canonização ainda não foi divulgada.

Beato Carlos de Foucauld, rogai por nós!

Referências:
vaticannews.va
vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20051113_de-foucauld_po.html