domingo, 1 de abril de 2012

BENTO XVI ENVIA MENSAGEM ESPECIAL AOS BRASILEIROS

Após a celebração do Domingo de Ramos, o Papa Bento XVI conduziu a oração mariana do Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, no Vaticano. O Santo Padre saudou os cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e a todos os peregrinos. E enviou uma especial saudação ao Comitê Organizador da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de Madri e àqueles que estão organizando o próximo encontro no Rio de Janeiro, em 2013, que estiveram na Itália essa semana para a apresentação dos preparativos para o evento. Em seguida, o Pontífice saudou os peregrinos em diversos idiomas. Em língua portuguesa, o Papa convidou os brasileiros a viverem a verdadeira "alegria que nasce da união com Cristo". Leia a saudação na íntegra:“Quero agora dirigir a minha saudação amiga aos jovens e demais peregrinos de língua portuguesa, que participam nesta celebração do Domingo de Ramos. De modo particular, saúdo o Arcebispo Dom Orani Tempesta, o Governador e o Prefeito do Rio de Janeiro e demais autoridades e membros do comitê responsável pela organização da próxima Jornada Mundial da Juventude, no ano que vem.Nos trabalhos preparatórios da mesma, procurai viver segundo o convite que hoje nos foi feito: ‘Alegrai-vos sempre no Senhor’. Deste modo, o espírito alegre e acolhedor, conatural aos brasileiros, será sublimado pela alegria que nasce da união com Cristo, o Único Redentor. Assim, podereis de braços abertos – como a imagem do Cristo que domina a paisagem carioca – receber os jovens que virão de todos os cantos do mundo para a vossa cidade. A todos desejo uma feliz e santa Páscoa!”

Kelen Galvan/Canção Nova Notícias

COMO ESTÁ A APROVAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL?

Entrevista com Claudio Fontelles, Subprocurador- geral da República

Por Thácio Siqueira

Brasília (ZENIT.org) – Claudio Fontelles ,que foi Subprocurador-geral da República, grau mais alto da carreira, concedeu ao ZENIT uma entrevista para esclarecer-nos um pouco mais a situação atual do projeto que prevê a legalização do Aborto no Brasil. Publicamos a seguir e entrevista:
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A comissão de juristas criada pelo Senado para elaborar o novo Código Penal aprovou no dia 09 de março deste ano um anteprojeto que prevê, entre outros pontos, a ampliação dos casos em que o aborto é legal. A aprovação constou de quase maioria absoluta dos juristas, menos 1 que se opôs. O senhor poderia explicar para os católicos brasileiros, o que é essa comissão e por qual motivo está composta por pessoas que pensam da mesma forma?
Claudio Fonteles: A comissão, instituída pela presidência do Senado da República, objetiva apresentar aos senadores a visão de segmentos profissionais vinculados à Justiça - membros do Ministério Público, magistrados, advogados, professores - sobre os vários temas presentes no Código Penal para a sua reformulação, extinção e apresentação de novas realidades, que necessitem ser normatizadas.
Realmente, constituir comissão em que os membros conduzam-se de maneira a consagrar pensamento uniforme, mormente no relevantíssimo tema alusivo à defesa da vida humana, grandemente controvertido na sociedade brasileira, não condiz com a própria vocação do Parlamento, manifestação límpida do regime democrático, justamente por comportar o amplo e plural debate.
Creio que isso possa vir a ser sanado se a presidência do Senado, tendo em mãos o trabalho conclusivo da comissão e publicando-o, abrir prazo razoável para que os vários segmentos da sociedade se pronunciem sobre o mesmo, enviando concretas e fundamentadas críticas, ao que deve se seguir a realização de audiências públicas em que os representantes de pontos de vista opostos sejam equanimemente representados.
Qual foi a importância dada a esse anteprojeto? Essa aprovação significa que ele só passa por uma das Casas do Congresso para a aprovação final?
Claudio Fonteles: A comissão simplesmente subsidia, como disse antes, o posicionamento dos senhores senadores. Seu trabalho - e aqui insisto como esclareci na resposta anterior - deve sofrer o crivo da sociedade civil e, depois, tudo encaminhado às comissões específicas do Senado; à deliberação plenária; enviada à Câmara Federal para exame, também, de suas comissões específicas; decisão plenária e envio ao exame da Presidência da República.
Segundo informou a Folha, em notícia daquele dia, pela proposta, não é crime a interrupção da gravidez até a 12ª semana quando, a partir de um pedido da gestante, o "médico ou psicólogo constatar que a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade".Inicialmente, a ideia da comissão era propor que essa autorização fosse apenas dos médicos, mas acabou estendida aos psicólogos. Qual é o seu juízo sobre essa proposta?
Claudio Fonteles: Sobre esse específico ponto, a proposta de inovação é completamente incorreta. Todo texto normativo deve primar pela objetividade a que a solução que objetive não se dilua na incerteza. Então, como se aferir que "a mulher não apresenta condições de arcar com a maternidade"? Eis situação carregada de imprecisão, marcada pela subjetividade e, o que também revela extrema precariedade, conferida a decisão a hum ( 1 ) só e solitário profissional.
Hoje, inclusive, novo ramo da medicina já se faz real: a medicina fetal, ou a terapia fetal, que surge, e se desenvolve em passos concretos, justamente a que se preserve a vida e a saúde do feto. Portanto, o que a isso há de se somar é o cuidado para com a gestante em toda a sua dimensão para que ela, justamente vivendo experiência, clara e concreta, de apoio, solidariedade, amor e amparo emocional, psicológico e material, por parte do Estado brasileiro e de associações privadas, una-se à vida que dela tanto necessita, ou doe essa vida a quem dela tanto queira. Devo, aqui, registrar o Programa-Cegonha, desenvolvido pelo governo da Presidenta Dilma, justamente a amparar a mulher e a vida do feto, no pré-natal, como diretriz governamental acertadíssima, digna de parceria, inclusive com os segmentos religiosos comprometidos com a defesa da vida.
Por que a discussão sobre os anencéfalos se encontra no STF?
Claudio Fonteles: A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde contratou o advogado Luiz Roberto Barroso que promoveu no Supremo Tribunal Federal a ação de decumprimento de preceito fundamental - ADPF nº 54 - para legitimar o aborto do feto anencéfalo.
O código Penal brasileiro ainda considera o aborto um crime, exceto no caso de estupro ou para salva a vida da mãe. O senhor considera que o Brasil está a ponto de tirar plenamente o aborto do código penal?
Claudio Fonteles: Não, considero que no estágio atual da sociedade brasileira, que se debate entre a formação de uma sociedade humanista, solidária, amorosa ou de uma sociedade egoista, utilitarista, pragmática, sendo essa última visão fortemente difundida pelo stablishment midiático das grandes corporações jornalísticas a impor a cultura do politicamente correto, é de se manter o quadro normativo como está, sem alterações no Código Penal na temática sobre o aborto.
Parece ser que esse tema foi repassado para Maio, para aprovação do Senado. O senhor poderia nos atualizar um pouco sobre o estado da situação? O que a comunidade católica pode fazer para ajudar nesse processo de decisão, para evitar que o aborto, a eutanásia e a questão dos anencéfalos sejam aprovados no Brasil?
Claudio Fonteles: A comunidade católica, de plano unida às demais irmãs, e irmãos, de outras confissões religiosas,e irmãs e irmãos não crentes, mas todos tendo em comum a defesa da mulher grávida e do feto devem em todos os quadrantes em que atuem, na comunidade brasileira, incessante, serena e fundamentadamente posicionar-se concretamente - debates, manifestações públicas ordeiras, passeatas, cobranças assíduas aos parlamentares - em prol da afirmação desse valor supremo, que é a vida.

HORÁRIO DE MISSAS

Paróquia São Vicente de Paulo, à Avenida Desembargador Moreira, 2211, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza.

*Diariamente: 6h30 e 17h30
* De 3ª a 6ª: 11h30 e 19 horas
*Sábado: 6h30, 12 horas e 17h30
* Domingo: 6h30, 8h30, 11h30, 17h30 e 19h30

Comunidade Face de Cristo, à Rua Edmilson Barros de Oliveira, 191, no bairro Cocó, em Fortaleza

* De segunda à sexta-feiras: 7 horas.
* Domingo: às 8 e 18h30

Paróquia Menino Deus, à Rua Jaime Leonel, s/n, no bairro Luciano Cavalcante

* Às 3ªs e 5ªs feiras, às 19 horas
* Domingo: às 7 e 19 horas.

Na Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, à rua Albert Sabin, s/n, no bairro Cocó/Guararapes.

* Às 4ªs e 6ªs feiras, às 19 horas
* Domingo: às 9 e 18h30.

Paróquia Nossa Senhora da Assunção (Santuário), no bairro Barra do Ceará

* De terça-feira a sábado, as 6 e 19horas.
*Domingo : às 7, 9, 17, 18h30 e 20horas.

Paróquia Nossa Senhora Aparecida, à Avenida Gomes de Matos, no bairro Montese.

*De 2ª à sexta-feiras, às 18h30, exceto nas terças-feiras.
*Domingo: às 7, 9,17 e 19 horas;*Nos dias 12, Missa em honra a Nossa Senhora Aparecida; dia 13, Nossa Senhora de Fátima, e dia19, Santo Expedito. E toda 1ª terça-feira do mês, Missa de Cura.

Paróquia do Coração de Jesus, no Centro de Fortaleza, na Praça do Coração de Jesus.

*Diariamente, de segunda-feira a domingo, às 7 horas.
* Domingo: às 7,8,30, 16 e 18 horas.

Paróquia de Cristo Rei, à Rua Nogueira Acioli, 263, na Aldeota.

De segunda-feira à sexta-feira, às 6h30 e às 17 horas
Sábado, às 6h30, 17 e 19 horas.
Domingo, 6h30, 9, 11, 17 e 19 horas
Últimas terças-feiras: “Noite da Misericórdia”. Observação: não há missa das 17 horas.
Dia 13 – Missa Mariana: às 12 horas, na Igreja Matriz e às 18 horas, na Praça Ceart.

Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Avenida Duque de Caxias, no Centro de Fortaleza

Domingo, às 8, 10, 17 e 18h30
Sábado, às 7h30, 17h30 e 17h30
De 3ª A 6ª feira, às 7h30 e 17 horas.

Paróquia de Santa Luzia, Rua Tenente Benévolo esquina com Rua Antônio Augusto

Diàriamente, às 17 horas
Sábado, às 17 e 19 horas.
Domingo, às 8, 10 (missa das crianças), 17 e 19 horas (missa dos jovens)
Todo dia 13 de cada mês, missa às 12 horas, em honra a Nossa Senhora de Fátima.

Paróquia de São Gonçalo do Amarante, a 57 quilômetros distante de Fortaleza

De terça-feira à sexta-feira, às 18 horas.
Domingo, às 19 horas.

Igreja Matriz de São José - Lagoa Redonda (Avenida Recreio, 1815)- Sábado, 19h30- Domingo, 7 e 20 horasCapela de Santa Edwiges, Conjunto Curió Lagoa Redonda (Rua Isabel Ferreira, 1001)- Domingo às 8 horas

Envie-nos os horários de Missa de sua Paróquia ou Comunidade para o e-mail vaivém@secrel.com.br para que sejam divulgados no Blog.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

01/04/12 - Domingo de Ramos

– 1ª. leitura Isaías 50, 4-7 – “um discípulo atencioso

O servo a que se refere esta passagem é Jesus, mas cada um de nós que nos propomos a segui-Lo devemos ter o entendimento de trazer para nós estas palavras: “O Senhor deu-me uma língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida “; “Ele me excita o ouvido para prestar atenção como um discípulo”. Se Jesus é o Mestre e nós somos os seus discípulos, então devemos imitá-Lo mantendo os ouvidos bem abertos para não resistir ao seu chamado, apesar de todas as nossas dificuldades, na certeza de que o Senhor Deus é o auxiliador e não nos deixará desanimar. Servo é quem se compromete livremente com alguma pessoa no serviço desinteressado e abnegado, deixando-se reger por um condutor. O profeta apresenta para nós como são as atitudes do servo que é fiel ao projeto de Deus: ele está sempre atento às orientações e ensinamentos do Senhor como um discípulo atencioso. Deus mesmo é quem o conduz, por isso, mesmo enfrentando a fúria e a rebeldia dos inimigos, ele permanece firme e não desanima. Jesus abriu o caminho para nós, por isso, todos nós que nos dizemos servos e servas precisamos nos pôr a disposição do Espírito Santo que é quem nos inspira e conduz por meio de uma ou de outra pessoa. Somos servos (as) de Deus quando prestamos serviço ao nosso próximo, por amor, não desviando o rosto, nem procurando nos esquivar dos encargos e compromissos confiando em que o Senhor Deus é o nosso auxiliador, por isso, não sairemos humilhados (as). – De quem você tem sido servo (a)? – Você tem se deixado guiar por alguém? – Você tem enfrentado dificuldades no seu serviço ao próximo? – Quem o (a) tem auxiliado? – Com quem você tem contado nas horas difíceis? - Você tem tido medo de enfrentar os desafios da sua vida? – Você tem ajudado a alguém, encorajando-o a enfrentar as suas dificuldades? – Você tem usado a sua língua para dizer palavras de conforto a alguém?

Salmo 21 – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”

Na liturgia de hoje nós acompanhamos os passos de Jesus na caminhada para o calvário. O salmista antecipou tudo o que Jesus iria passar durante o Seu martírio até o momento em que Ele sentiu-se abandonado pelo próprio Deus. Isso nos leva a pensar nos momentos em que também nos sentimos sem ninguém, vivendo a nossa dor, solitários no meio da multidão ao nosso redor. São momentos em que precisamos enfrentar o deserto tão necessário para o nosso crescimento. Mesmo assim, como Jesus, nós ainda temos força para dizer: “anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos!” O Pai que sofre conosco mesmo sem percebermos, alegrar-se-á conosco com o nosso louvor.

2ª. leitura – Filipenses 2, 6-11 – “humilhado para ser exaltado”

“Mesmo sendo de condição divina, Ele não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens”. Fazendo um paralelo com a nossa vida chegamos à conclusão de que Jesus fez justamente o contrário do que nós sempre fazemos. “Ele esvaziou-se e humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.” Quantas vezes nós nos prevalecemos da nossa posição social ou de qualquer outra justificativa para sermos privilegiados e não precisarmos passar por alguma situação de humilhação! Nesses momentos, na maioria das vezes nós afirmamos: “Você sabe com quem está falando?” “Você sabe quem sou eu? O nosso primeiro argumento é continuamente querer mostrar quem nós somos, o nosso status, nosso poder, situação financeira, contanto que nos livremos da obediência ao tributo que nos é imposto. Com Jesus, no entanto, aconteceu exatamente o oposto, por isso, Deus o exaltou acima de tudo, dando-lhe o Nome diante do qual todos nós devemos nos ajoelhar. Precisamos, portanto, hoje, tomar consciência da nossa condição humana imperfeita e seguir o exemplo de Jesus, para sabermos nos humilhar diante dos homens quando for para maior glória de Deus. Dessa forma, com certeza, também seremos exaltados e acolhidos no reino dos céus. – Você costuma se exaltar quando tem que enfrentar alguma situação constrangedora? – Você acha que a recompensa de ser exaltado mais adiante, compensa a vergonha de hoje ser humilhado? – Como você age quando passa por alguma situação vexatória no trânsito, nas repartições, nas filas de bancos, etc?

Evangelho- Marcos 11, 1-10 e 15, 1-39 – “Bendito Aquele que vem em nome do Senhor”!

No Domingo de Ramos todos nós temos a oportunidade de rememorar a história da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, como preparação para a Semana Santa. No entanto, como tema para a nossa reflexão podemos nos deter na Entrada Triunfante de Jesus em Jerusalém, dias antes de ser Ele condenado à Morte de Cruz. Como nós já tivemos a chance de perceber em outras passagens, Jesus caminhava para Jerusalém decidido a cumprir fielmente tudo o que a Sagrada Escritura por meio dos profetas já havia anunciado. Por isso, passo a passo, Ele ia preparando o cenário da Sua História de forma tal que hoje, nós pudéssemos aprender com Ele a fazer tudo de acordo com a vontade de Deus. Ora, na realidade Jesus era o Rei do Universo, o Enviado do Pai, Aquele sobre o qual os profetas já haviam vaticinado, porém, ao mesmo tempo, Ele confundia a todos quando pedia aos dois discípulos que fossem em busca de “um jumentinho, em que não montou ainda homem algum”; Jesus tinha um propósito em tudo o que fazia e, com certeza, Ele quis mostrar aos homens que Deus tem o poder de manifestar-se na simplicidade e na pureza da Sua criação. Apesar de humilde aquele animal era um sinal de que a grandeza de Deus se revela por meio de nós quando nos propomos a ser simples instrumentos Seus no meio dos homens. E foi montado num jegue que Jesus fez a Sua entrada triunfal em Jerusalém sendo aclamado como Rei. O mesmo povo que aclamou Jesus no Domingo de Ramos O condenou dias depois e gritou para que Ele fosse crucificado. Com isso, nós podemos apreender que a obra de Deus se expressa no coração do homem, mesmo que seja ele, infiel e traidor. Hoje, nós podemos ser o jumentinho casto que com humildade conduz Jesus para ser aclamado Senhor ou ser o povo que exalta a Jesus num dia, mas no outro, O condena, quando pecamos. Precisamos, no entanto, ter o máximo de cuidado quando nos propomos a ser o jumentinho que carrega Jesus para que não O derrubemos querendo aparecer mais do que Ele. O grito de Hosana deve ser levantado aclamando a Jesus e não a nós, simples jumentinhos do Senhor. Que sejamos o jumentinho sem pretensões no qual ainda não montou homem algum a fim de que possamos levar a multidão a exaltar a Jesus dizendo também: "Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor!” – Você se considera humilde como um jumentinho que conduz Jesus no meio dos homens? – Como você se comporta quando leva Jesus para ser conhecido? – Você gosta de aparecer? – Você tem consciência de que faz parte desse povo que aclama Jesus como Rei, mas O condena quando peca?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

EVANGELHO DO DIA

Marcos 14, 1-15,47

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos 1Faltavam dois dias para a Páscoa
e para a festa dos pães Ázimos. Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei procuravam um meio de prender Jesus à traição, para matá-lo. 2Eles diziam: 'Não durante a festa, para que não haja um tumulto no meio do povo.' Derramou perfume em meu corpo, preparando-o para a epultura.
3Jesus estava em Betânia, na casa de Simão, o leproso. Quando estava à mesa, veio uma mulher com um vaso de alabastro cheio de perfume de nardo puro, muito caro. Ela quebrou o vaso e derramou o perfume na cabeça de Jesus. 4Alguns que estavam ali ficaram indignados e comentavam: 'Por que este desperdício de perfume? 5Ele poderia ser vendido por mais de trezentas moedas de prata, que seriam dadas aos pobres. E criticavam fortemente a mulher.
6Mas Jesus lhes disse: 'Deixai-a em paz! Por que aborrecê-la? Ela praticou uma boa ação para comigo. 7Pobres sempre tereis convosco e quando quiserdes podeis fazer-lhes o bem. Quanto a mim não me tereis para sempre. 8Ela fez o que podia: derramou perfume em meu corpo,
preparando-o para a sepultura. 9Em verdade vos digo, em qualquer parte que o Evangelho for pregado, em todo o mundo, será contado o que ela fez, como lembrança do seu gesto.'
Prometeram a Judas Iscariotes dar-lhe dinheiro. 10Judas Iscariotes, um dos doze, foi ter com os sumos sacerdotes para entregar-lhes Jesus. 11Eles ficaram muito contentes quando ouviram isso, e prometeram dar-lhe dinheiro. Então, Judas começou a procurar uma boa oportunidade para entregar Jesus. Onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos?
12No primeiro dia dos ázimos, quando se imolava o cordeiro pascal, os discípulos disseram a Jesus: 'Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa?' 13Jesus enviou então dois dos seus discípulos e lhes disse: 'Ide à cidade. Um homem carregando um jarro de água
virá ao vosso encontro. Segui-o 14e dizei ao dono da casa em que ele entrar: 'O Mestre manda dizer: onde está a sala em que vou comer a Páscoa com os meus discípulos? 15Então ele vos mostrará, no andar de cima, uma grande sala, arrumada com almofadas. Ali fareis os reparativos para nós!' 16Os discípulos saíram e foram à cidade. Encontraram tudo como Jesus havia dito,
e prepararam a Páscoa. Um de vós, que come comigo, vai me trair.'17Ao cair da tarde, Jesus foi com os doze. 18Enquanto estavam à mesa comendo, Jesus disse: 'Em verdade vos digo, um de vós, que come comigo, vai me trair.' 19Os discípulos começaram a ficar tristes e perguntaram a Jesus, um após outro: 'Acaso serei eu? 20Jesus lhes disse: 'É um dos doze, que se serve comigo do mesmo prato. 21O Filho do Homem segue seu caminho, conforme está escrito sobre ele.
Ai, porém, daquele que trair o Filho do Homem! Melhor seria que nunca tivesse nascido!'
Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue, o sangue da aliança. 22Enquanto comiam, Jesus tomou o pão e , tendo pronunciado a bênção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: 'Tomai, isto é o meu corpo.' 23Em seguida, tomou o cálice, deu graças, entregou-lhes e todos beberam dele.
24Jesus lhes disse: 'Isto é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado em favor de muitos. 25Em verdade vos digo, não beberei mais do fruto da videira, até o dia em que beberei o vinho novo no Reino de Deus. Antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás.
26Depois de terem cantado o hino, foram para o monte das Oliveiras. 27Então Jesus disse aos discípulos: 'Todos vós ficareis desorientados, pois está escrito: 'Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão.' 28Mas, depois de ressuscitar, eu vos precederei na Galiléia.'29Pedro, porém, lhe disse: 'Mesmo que todos fiquem desorientados, eu não ficarei.'30Respondeu-lhe Jesus:
'Em verdade te digo, ainda hoje, esta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás.' 31Mas Pedro repetiu com veemência: 'Ainda que tenha de morrer contigo, eu não te negarei.' E todos diziam o mesmo. Começou a sentir pavor e angústia. 32Chegados a um lugar chamado Getsêmani, disse Jesus aos discípulos: 'Sentai-vos aqui, enquanto eu vou rezar!'
33Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a sentir pavor e angústia. 34Então Jesus lhes disse: 'Minha alma está triste até a morte. Ficai aqui e vigiai. 35Jesus foi um pouco mais adiante
e, prostrando-se por terra, rezava que, se fosse possível, aquela hora se afastasse dele.
36Dizia: 'Abbá! Pai! Tudo te é possível: Afasta de mim este cálice! Contudo, nóo seja feito o que eu quero, mas sim o que tu queres!' 37Voltando, encontrou os discípulos dormindo. Então disse a Pedro: 'Simão, tu estás dormindo? Não pudeste vigiar nem uma hora? 38Vigiai e orai, para não cairdes em tentaçóo! Pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 39Jesus afastou-se de novo
e rezou, repetindo as mesmas palavras. 40Voltou outra vez e os encontrou dormindo, porque seus olhos estavam pesados de sono e eles não sabiam o que responder. 41Ao voltar pela terceira vez, Jesus lhes disse: 'Agora podeis dormir e descansar. Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores. 42Levantai-vos! Vamos! Aquele que vai me trair já está chegando.' Prendei-o e levai-o com segurança! 43E logo, enquanto Jesus ainda falava, chegou Judas, um dos doze, com uma multidão armada de espadas e paus. Vinham da parte dos sumos sacerdotes, dos mestres da Lei e dos anciãos do povo. 44O traidor tinha combinado com eles um sinal, dizendo: 'É aquele a quem eu beijar. Prendei-o e levai-o com segurança! 45Judas logo se aproximou de Jesus, dizendo: 'Mestre!', e o beijou. 46Então lançaram as mãos sobre ele e o prenderam. 47Mas um dos presentes puxou a espada e feriu o empregado do sumo sacerdote,
cortando-lhe a orelha. 48Jesus tomou a palavra e disse: 'Vós saístes com espadas e paus para me prender, como se eu fosse um assaltante. 49Todos os dias eu estava convosco, no Templo, ensinando, e não me prendestes. Mas isto acontece para que se cumpram as Escrituras. 50Então todos o abandonaram e fugiram. 51Um jovem, vestido apenas com um lençol, estava seguindo a Jesus, e eles o prenderam. 52Mas o jovem largou o lençol e fugiu nu. Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito? 53Então levaram Jesus ao Sumo Sacerdote, e todos os sumos sacerdotes, os anciãos e os mestres da Lei se reuniram. 54Pedro seguiu Jesus de longe, até o interior do pátio do Sumo Sacerdote. Sentado com os guardas, aquecia-se junto ao fogo. 55Ora, os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus, para condená-lo à morte, mas não encontravam. 56Muitos testemunhavam falsamente contra ele, mas seus testemunhos não concordavam. 57Alguns se levantaram e testemunharam falsamente contra ele, dizendo:
58'Nós o ouvimos dizer: 'Vou destruir este templo feito pelas mãos dos homens, e em três dias construirei um outro, que não será feito por mãos humanas! 59Mas nem assim o testemunho deles concordava. 60Então, o Sumo Sacerdote levantou-se no meio deles e interrogou a Jesus:
'Nada tens a responder ao que estes testemunham contra ti? 61Jesus continuou calado, e nada respondeu. O Sumo Sacerdote interrogou-o de novo: 'Tu és o Messias, o Filho de Deus Bendito?'
62Jesus respondeu: Eu sou. E vereis o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso,
vindo com as nuvens do céu. 63O Sumo Sacerdote rasgou suas vestes e disse: Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Vós ouvistes a blasfêmia! O que vos parece? Então todos o julgaram réu de morte. 65Alguns começaram a cuspir em Jesus.
cobrindo-lhe o rosto, o esbofeteavam e diziam: Profetiza! Os guardas também davam-lhe bofetadas. Nem conheço esse homem de quem estais falando. 66Pedro estava em baixo, no pátio. Veio uma criada do Sumo Sacerdote, 67e, quando viu Pedro que se aquecia, olhou bem para ele e disse: 'Tu também estavas com Jesus, o Nazareno! 68Mas Pedro negou, dizendo: Não sei e nem compreendo o que estás dizendo! E foi para fora, para a entrada do pátio. E o galo cantou. 69A criada viu Pedro, e de novo começou a dizer aos que estavam perto: Este é um deles. 70Mas Pedro negou outra vez. Pouco depois, os que estavam junto diziam novamente a Pedro: É claro que tu és um deles, pois és da Galiléia. 71Aí Pedro começou a maldizer e a jurar, dizendo: Nem conheço esse homem de quem estais falando. 72E nesse instante um galo cantou pela segunda vez. Lembrou-se Pedro da palavra que Jesus lhe havia dito: Antes que um galo cante duas vezes, três vezes tu me negarás. Caindo em si, ele começou a chorar. Vós quereis que eu solte o rei dos judeus? 15,1Logo pela manhã, os sumos sacerdotes, com os anciãos, os mestres da Lei e todo o Sinédrio, reuniram-se e tomaram uma decisão. Levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2E Pilatos o interrogou: 'Tu és o rei dos judeus?' Jesus respondeu: 'Tu o dizes.' 3E os sumos sacerdotes faziam muitas acusações contra Jesus. 4Pilatos o interrogou novamente: 'Nada tens a responder? Vê de quanta coisa te acusam!' 5Mas Jesus não respondeu mais nada, de modo que Pilatos ficou admirado. 6Por ocasião da Páscoa, Pilatos soltava o prisioneiro que eles pedissem. 7Havia então um preso, chamado Barrabás, entre os bandidos, que, numa revolta,
tinha cometido um assassinato. 8A multidão subiu a Pilatos e começou a pedir que ele fizesse como era costume. 9Pilatos perguntou: 'Vós quereis que eu solte o rei dos judeus?'10Ele bem sabia que os sumos sacerdotes haviam entregado Jesus por inveja. 11Porém, os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que Pilatos lhes soltasse Barrabás. 12Pilatos perguntou de novo: 'Que quereis então que eu faça com o rei dos Judeus?' 13Mas eles tornaram a gritar: 'Crucifica-o!' 14Pilatos perguntou: 'Mas, que mal ele fez?' Eles, porém, gritaram com mais força: 'Crucifica-o!' 15Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus
e o entregou para ser crucificado. Teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça.
16Então os soldados o levaram para dentro do palácio, isto é, o pretório, e convocaram toda a tropa. 17Vestiram Jesus com um manto vermelho, teceram uma coroa de espinhos e a puseram em sua cabeça. 18E começaram a saudá-lo: 'Salve, rei dos judeus!' 19Batiam-lhe na cabeça com uma vara. Cuspiam nele e, dobrando os joelhos, prostravam-se diante dele.
20Depois de zombarem de Jesus, tiraram-lhe o manto vermelho, vestiram-no de novo com suas próprias roupas e o levaram para fora, a fim de crucificá-lo. Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota. 21Os soldados obrigaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo, que voltava do campo, carregar a cruz. 22Levaram Jesus para o lugar chamado Gólgota,
que quer dizer 'Calvário'. Ele foi contado entre os malfeitores. 23Deram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele nóo o tomou. 24Então o crucificaram e repartiram as suas roupas, tirando a sorte, para ver que parte caberia a cada um. 25Eram nove horas da manhã quando o crucificaram.
26E ali estava uma inscrição com o motivo de sua condenação: 'O Rei dos Judeus'. 27Com Jesus foram crucificados dois ladrões, um à direita e outro à esquerda. (28)Porque eu vos digo: ´
É preciso que se cumpra em mim a Palavra da Escritura: 'Ele foi contado entre os malfeitores.'
A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! 29Os que por ali passavam o insultavam,
balançando a cabeça e dizendo: 'Ah! Tu que destróis o Templo e o reconstróis em três dias,
30salva-te a ti mesmo, descendo da cruz! 31Do mesmo modo, os sumos sacerdotes,
com os mestres da Lei, zombavam entre si, dizendo: 'A outros salvou, a si mesmo não pode salvar! 32O Messias, o rei de Israel... que desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos!'
Os que foram crucificados com ele também o insultavam. Jesus deu um forte grito e expirou.
33Quando chegou o meio-dia, houve escuridão sobre toda a terra, até as três horas da tarde.
34Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte: 'Eli, Eli, lamá sabactâni?', que quer dizer: 'Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?' 35Alguns dos que estavam ali perto, ouvindo-o, disseram: 'Vejam, ele está chamando Elias!' 36Alguém correu e embebeu uma esponja em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara e lhe deu de beber, dizendo: 'Deixai! Vamos ver se Elias vem tirá-lo da cruz.' 37Então Jesus deu um forte grito e expirou. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa. 38Neste momento a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes.
39Quando o oficial do exército, que estava bem em frente dele, viu como Jesus havia expirado, disse: 'Na verdade, este homem era Filho de Deus!' 40Estavam ali também algumas mulheres,
que olhavam de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de Joset, e Salomé. 41Elas haviam acompanhado e servido a Jesus quando ele estava na Galiléia. Também muitas outras que tinham ido com Jesus a Jerusalém, estavam ali. José rolou uma pedra à entrada do sepulcro. 42Era o dia da preparação, isto é, a véspera do sábado, e já caíra a tarde.
43Então, José de Arimatéia, membro respeitável do Conselho, que também esperava o Reino de Deus, cheio de coragem, veio a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44Pilatos ficou admirado,
quando soube que Jesus estava morto. Chamou o oficial do exército e perguntou se Jesus tinha morrido há muito tempo. 45Informado pelo oficial, Pilatos entregou o corpo a José. 46José comprou um lençol de linho, desceu o corpo da cruz e o envolveu no lençol. Depois colocou-o num túmulo, escavado na rocha, e rolou uma pedra à entrada do sepulcro. 47Maria Madalena, e Maria, mãe de Joset, observavam onde Jesus foi colocado. Palavra da Salvação.

REFLETINDO SOBRE O EVANGELHO



Marcos 14,1-15-47








Domingo de Ramos




Com o Domingo de Ramos, entramos hoje na Semana Santa, durante a qual somos convidados a reviver com os mesmos sentimentos de Cristo, os momentos dramáticos de sua paixão e morte, que nos trouxeram a salvação.




O Evangelho deste domingo é Marcos 14, 1-15-47. Ele nos mostra que Jesus é o Messias e Filho de Deus. Jesus é interrogado se é mesmo o Messias. Jesus confessa: “Eu sou”. No evangelho de Marcos Jesus diz que eles verão o filho do homem sentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. Filho do homem é uma figura que vem da profecia de Daniel (Dn 7,13-14). Jesus é o enviado celestial que esmaga as quatro feras que disputam o domínio sobre o mundo. Simboliza o reino de Deus, que vence os reinos FEROZES deste mundo. Assim também é Jesus, o filho querido de Deus que vem fazer a vontade do Pai, e que, pelo dom da própria vida, vence as feras que dominam este mundo e quebra a sua força definitiva. Jesus é o Messias escolhido por Deus para realizar seu projeto de vida e de liberdade.




No relato da Paixão seu Messianismo adquire pleno significado: Ele é o Filho ungido pelo Pai. O oficial Romano, um pagão, reconhece nele o Filho de Deus. Jesus é o Messias Rei porque se despoja desse tipo de poder e se afasta do círculo das pessoas. De Réu diante do Sinédrio, ele se torna juiz. O Filho do homem sentado à direita do Todo Poderoso e vindo sobre as nuvens. Jesus crucificado é o verdadeiro Rei. È o Messias da cruz. A Paixão de Jesus prolonga-se em todos os setores da nossa vida e da nossa sociedade, mormente nos esquecidos e sofredores.




O Domingo de Ramos nos faz reviver a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém para morrer e ressuscitar. Semelhante ao povo da primeira aliança que, durante a Festa das Tendas, levava ramos nas mãos, significando a esperança messiânica, assim também Jesus em Jerusalém é aclamado como Messias. A Festa das Tendas durava sete dias, onde as cabanas eram cobertas de ramos das árvores, lembrando o tempo do êxodo, em que o povo de Deus peregrinava pelo deserto rumo à terra prometida. A festa das Tendas ainda recordava a provável chegada do Messias, a reunião de todas as nações em Jerusalém, a salvação que nasce em Jerusalém.




Nesta Semana santa que se inicia, precisamos completar o caminho percorrido no tempo da Quaresma e, com a graça divina, cresce na vivência de valor humano – cristãos. Pela preciosidade que é a Semana Santa para todo católico, é que conclamamos o povo de Deus e as comunidades cristãs a trocarem o lazer, amiúde, não muito sadio (nesse período alguns incautos levados pela ótica materialista e secularizada da sociedade pós–moderna fazem até carnaval) pela participação dos atos litúrgicos nas paróquias e comunidades. Jamais podemos esquecer que a Semana Santa é o centro vital do ano litúrgico, qual coração que alimenta e dá vida a todo o organismo. Este centro vital é a celebração do mistério pascal: a paixão-morte-ressureição de Cristo.




Que a semana Santa, grande tesouro espiritual, nos ajude a crescer e fortalecer a nossa espiritualidade no cristo que é caminho, verdade e vida.








Paróquia de São Vicente de Paulo




Pe. Neto















SANTO DO DIA - SANTO HUGO DE GRENOBLE

O santo de hoje nasceu em Castelo Novo, na França, no ano de 1053. Fez toda uma caminhada de formação, tornou-se sacerdote e depois foi levado ao Papa Gregório VII para ser ordenado bispo.

Ele disse o seu "sim". Assumiu o bispado em Grenoble e se deparou com uma realidade do Clero, leigos e famílias, que precisavam de uma renovação no Espírito Santo.

Na oração, na penitência, no sacrifício, nas vigílias, junto com outros irmãos, ele foi sendo esse sinal de formação e muitas pessoas foram abraçando e retomando o Evangelho.

Passado algum tempo, Hugo retirou-se para um mosteiro beneditino, mas por obediência a um pedido do Papa, retornou à diocese.

Homem zeloso pela comunhão da Igreja, participou do Concílio em Viena e combateu toda mentalidade que buscava um "cisma" na Igreja, e com outros bispos semeou a paz, fruto da Verdade.

De tantos sacrifícios que fez, oferecendo pela Igreja e pela salvação das almas, ficou muitas vezes doente, mas não desistia. Diante de sua debilidade física, o Papa Inocêncio II o dispensou. Passado um tempo, com quase 80 anos, veio a falecer.

Santo Hugo de Grenoble, rogai por nós!