segunda-feira, 1 de novembro de 2021

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo: 12E disse também a quem o tinha convidado: 
'Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! 
Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.' Palavra da Salvação. 

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

1 DE NOVEMBRO DE 2021

 

2ª. FEIRA DA XXXI SEMANA DO

 

TEMPO COMUM

 

Cor: Verde

1ª Leitura - Rm 11,29-36


Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos 11,29-36

Irmãos: 29Os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 30Outrora, vós fostes desobedientes a Deus, mas agora alcançastes misericórdia, em consequência da desobediência deles. 31Assim são eles agora os desobedientes, para que, em consequência da misericórdia usada convosco, alcancem finalmente misericórdia. 32Com efeito, Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos. 33Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Como são inescrutáveis os seus juízos e impenetráveis os seus caminhos! 34De fato, quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?  35Ou quem se antecipou em dar-lhe alguma coisa, de maneira a ter direito a uma retribuição? 36Na verdade, tudo é dele, por ele, e para ele. A ele, a glória para sempre. Amém! Palavra do Senhor. 

Reflexão - "como explicar os pensamentos de Deus?
Assim como falou ao povo de Israel, o qual não quis acolher Jesus como o Messias esperado, São Paulo agora, fala para nós que também, às vezes, nos pomos a questionar as deliberações de Deus diante de situações que nos são incompreensíveis.  Assim, pois, Ele nos afirma: "Deus encerrou todos os homens na desobediência, a fim de exercer misericórdia para com todos." Diante disso, só nos compete aproveitar a oportunidade que Deus nos dá de assumir a obediência, na certeza de que Ele nos oferece a Sua misericórdia. "Tudo é dele, por ele e para ele e a glória e o poder pertencem a ele para sempre." Os juízos de Deus são incompreensíveis para nós, e os Seus caminhos, nunca os poderemos penetrar. Em outras palavras, não conseguiremos "entender" Deus nem tampouco explicar os Seus desígnios. Diante dos nossos problemas, somos tentados (as) a dar conselhos a Deus quando pedimos a Ele, a solução. Nós pedimos a sua intervenção, mas já vamos a Ele com a fórmula e o resultado prontos, da maneira que desejamos. Precisamos ter em mente que os pensamentos do Senhor não são iguais aos nossos e Ele vê muito além, sabe precisamente do que será melhor para a nossa felicidade. A fé e a confiança que tivermos nas Suas deliberações, já será um passo seguro para conquistarmos muito mais do que o que pedimos. - Você já é um homem ou uma mulher obediente?  – Você confia na ação de Deus quando pede algo? – Você permanece tranquilo (a) esperando a resolução? - Você tem plena confiança nos planos de Deus para a sua vida? - Você também é tentado (a) a dar a "receita" ao Senhor para a resolução dos seus problemas? - Você tenta "explicar" os pensamentos de Deus?

 

Salmo - Sl 68 (69),30-31. 33-34. 36-37 (R. 14c)


R. Respondei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!


30Pobre de mim, sou infeliz e sofredor! * 
Que vosso auxílio me levante, Senhor Deus! 
31Cantando eu louvarei o vosso nome * 
e agradecido exultarei de alegria!R.

33Humildes, vede isto e alegrai-vos: + 
o vosso coração reviverá, * 
se procurardes o Senhor continuamente! 
34Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, * 
e não despreza o clamor de seus cativos.R.

36Sim, Deus virá e salvará Jerusalém, + 
reconstruindo as cidades de Judá, * 
onde os pobres morarão, sendo seus donos. 
37A descendência de seus servos há de herdá-las, + 
e os que amam o santo nome do Senhor * 
dentro delas fixarão sua morada!R. 

 

Reflexão - Quanto mais nos sentirmos pequenos e necessitados diante do Senhor mais aproveitaremos da Sua bondade e misericórdia. O coração de quem é humilde se alegra pelas maravilhas de Deus porque, na sua pequenez, consegue perceber que por si mesmo nunca seria capaz de levantar-se.

 

 Evangelho - Lc 14,12-14

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo: 12E disse também a quem o tinha convidado: 
'Quando tu deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então tu serás feliz! 
Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos.' Palavra da Salvação. 

 

Reflexão - "a recompensa do justo virá do céu "

Neste Evangelho Jesus nos adverte que se fizermos o bem somente a quem pode nos retribuir já receberemos o prêmio aqui na terra. Do contrário, quando realizamos o bem às pessoas que não nos podem ressarcir, aí então, a nossa recompensa virá do céu. Portanto, a nossa motivação para fazer as coisas do nosso dia a dia é também um parâmetro para a nossa felicidade eterna, pois, a gratificação dos justos é a ressurreição. Neste sentido precisamos avaliar qual é o nosso interesse quando escolhemos as nossas amizades, qual é o valor com o qual cortejamos as pessoas, sejam elas, ricas ou pobres. Qual é o nosso interesse quando cultivamos os nossos relacionamentos, se o que estamos buscando aqui na terra servirá apenas para que tenhamos uma vida cheia de regalias ou se estamos caminhando em busca do reino de Deus. Assim, pois, Jesus nos recomenda: "convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. "Então tu serás feliz!"  Seguindo os ensinamentos de Jesus somos felizes quando damos atenção e participamos da vida de todos aqueles (as) que se sentem marginalizados (as) cheios (as) de defeitos (as); aqueles (as) que nunca esperariam ser chamados (as) e notados (as) por nós. Na festa da nossa vida ninguém poderá ser excluído.  As nossas conquistas devem ser partilhadas com todos, sem exceção, sem preconceito e discriminação. Seremos felizes e livres de nós mesmos quando formarmos unidade com todas as pessoas, tendo uma só alma, um só coração e um só ideal em Jesus Cristo!

 -Qual é a sua motivação quando escolhe suas amizades?  

- Você costuma acolher a todas as pessoas, ricas ou pobres?  

- Você senta-se à mesa com os ricos e com os pobres?

 - Reflita sobre a mensagem deste Evangelho!


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

 

 

SANTO DO DIA - TODOS OS SANTOS DE DEUS

 “Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: ‘Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito’ “(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: “Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles”.

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isso, hoje, vivemos essa Tradição, na qual nossa Mãe Igreja nos convida a contemplarmos os nossos “heróis” da fé, esperança e caridade. Na verdade, é um convite a olharmos para o Alto, pois, neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma “constelação”, já que São João viu: “Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas” (Ap 7,9).

Todos esses combatentes de Deus merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida desses acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isso, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois “não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus” (Ef 2,19).

Neste dia, a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: “O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos.” “A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada” (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

domingo, 31 de outubro de 2021

O PAPA: A PALAVRA DE DEUS DEVE SER "RUMINADA", DEVE ATINGIR TODOS OS ÂMBITOS DA VIDA


Francisco disse na alocução que precedeu a oração do Angelus, que a Palavra de Deus "deve ressoar, ecoar dentro de nós. Quando há este eco interior, significa que o Senhor habita no coração".

Mariangela Jaguraba - Vatican News

O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo (31/10), com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.

Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice ressaltou que o Evangelho fala de um escriba que se aproxima de Jesus e lhe pergunta: "Qual é o primeiro de todos os mandamentos?" Jesus responde citando as Escrituras e afirma que o primeiro mandamento é amar a Deus. A partir daí, como consequência natural, segue o segundo mandamento: amar o próximo como a si mesmo.

Segundo Francisco, "ouvindo esta resposta, o escriba não só a reconhece como justa, mas ao fazê-lo repete quase as mesmas palavras proferidas por Jesus: "Muito bem, Mestre! É verdade que amá-lo com todo o coração, com toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo, é melhor do que todos os holocaustos e os sacrifícios".

"Por que, ao dar seu assentimento, o escriba sente a necessidade de repetir as mesmas palavras de Jesus? Esta repetição parece ainda mais surpreendente se pensarmos que estamos no Evangelho de Marcos, que tem um estilo muito conciso. Então, qual é o sentido desta repetição? Perguntou o Papa.

É um ensinamento para nós que ouvimos, porque a Palavra do Senhor não pode ser recebida como uma notícia qualquer: ela deve ser repetida, assimilada, custodiada. A tradição monástica usa um termo ousado, mas muito concreto: a Palavra de Deus deve ser “ruminada”. Podemos dizer que é tão nutritiva que deve atingir todos os âmbitos da vida: envolver, como diz Jesus hoje, todo o coração, toda a alma, toda a mente, toda a força. Ela deve ressoar, ecoar dentro de nós. Quando há este eco interior, significa que o Senhor habita no coração. E nos diz, como aquele bom escriba do Evangelho: "Você não está longe do Reino de Deus."

De acordo com o Papa, "o Senhor não procura hábeis comentadores das Escrituras, mas sim corações dóceis que, ao acolherem a sua Palavra, se deixam mudar por dentro. Por isso é tão importante familiarizar-se com o Evangelho, tê-lo sempre à mão, ter um pequeno Evangelho no bolso, na bolsa para lê-lo e relê-lo, apaixonar-se por ele".

Quando fazemos isso, Jesus, a Palavra do Pai, entra em nosso coração, torna-se íntimo e nós damos fruto nele. Tomemos o Evangelho de hoje como exemplo: não basta lê-lo e entender que é preciso amar a Deus e ao próximo. É necessário que este mandamento, o "grande mandamento", ressoe dentro de nós, seja assimilado, se torne a voz de nossa consciência. Então não permanece letra morta, na gaveta do coracnao, porque o Espírito Santo faz germinar em nós a semente dessa Palavra. E a Palavra de Deus age, é sempre em movimento, é viva e eficaz. Assim, cada um de nós pode se tornar uma "tradução" viva, diferente e original, da única Palavra de amor que Deus nos doa. Vemos isso na vida dos santos, por exemplo: nenhum é igual ao outro, são todos diferentes, mas todos com a mesma Palavra de Deus.

O Papa convidou a tomar "o exemplo do escriba. Repitamos as palavras de Jesus, façamos que ressoem em nós: «Amar a Deus com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com toda a orça e ao próximo como a mim mesmo». E perguntemo-nos: este mandamento orienta realmente a minha vida? Isso se reflete em meus dias? Nos fará bem hoje à noite, antes de dormir, fazer um exame de consciência sobre esta Palavra, ver se hoje amamos o Senhor e doamos um pouco de bem a quem encontramos. Que todo encontro seja para doar um pouco de bem, um pouco de amor que vem dessa Palavra. Que a Virgem Maria, na qual o Verbo de Deus se fez carne, nos ensine a acolher no coração as palavras vivas do Evangelho".

 

Fonte:Vatican News

ORAÇÃO DO PAPA PELOS POVOS DO HAITI E DO VIETNÃ

 

Depois da oração mariana do Angelus, o Papa Francisco recordou as fortes chuvas em várias partes do Vietnã, o povo haitiano "que está vivendo em condições extremas" e a Cop26 que tem início em Glasgow, Escócia, neste domingo.

Mariangela Jaguraba - Vatican News

Depois da oração mariana do Angelus, o Papa Francisco recordou que "em várias partes do Vietnã, as chuvas intensas e prolongadas das últimas semanas causaram grandes inundações, com milhares de evacuados".

A minha oração e o meu pensamento se estendem às muitas famílias que sofrem, junto com meu encorajamento para aqueles, Autoridades do país e a Igreja local, que estão trabalhando para responder à emergência. Também estou próximo das populações da Sicília afetadas pelo mau tempo.

A seguir, o Papa recordou o povo haitiano, "que está vivendo em condições extremas".

Peço aos responsáveis das nações que apoiem este país, que não o deixem só. E vocês, ao voltarem para casa, procurem notícias sobre o Haiti, e rezem, rezem muito. Eu estava assistindo no programa "A Sua Imagem", o testemunho de um missionário camiliano no Haiti, pe. Massimo Miraglio, as coisas que ele nos disse... quanto sofrimento, quanta dor há nesta terra, e quanto abandono. Não os abandonemos!

O Papa recordou que Tortosa, na Espanha, foram beatificados no último sábado, Francisco Sojo López, Millán Garde Serrano, Manuel Galcerá Videllet e Aquilino Pastor Cambero, sacerdotes da Fraternidade dos Sacerdotes Operários Diocesanos do Coração de Jesus, todos mortos em ódio à fé. "Pastores zelosos e generosos, eles permaneceram fiéis a seu ministério mesmo correndo risco de vida durante a perseguição religiosa dos anos 30. Que o seu testemunho seja um modelo especialmente para os sacerdotes". Disse o Papa, pedindo uma salva de palmas para os novos beatos.

A seguir, o Papa recordou a Cúpula da ONU sobre o Clima, a Cop26, que tem início neste domingo (31/10), em Glasgow, Escócia.

Rezemos para que o grito da Terra e o grito dos pobres sejam ouvidos; para que este encontro dê respostas eficazes, oferecendo esperança concreta às gerações futuras. Neste contexto, abre-se hoje na Praça São Pedro, a mostra fotográfica "Laudato si", de um jovem fotógrafo de Bangladesh.      

Por fim, o Papa saudou os romanos, peregrinos da Costa Rica e demais partes do mundo e da Itália, e concedeu a todos a sua bênção apostólica.

 

Fonte: Vatican News

O PAPA : DO GRITO DA TERRA E DOS POBRES UM APELO PARA MUDAR O MODELO DE DESENVOLVIMENTO

 

Publicamos o prefácio do Papa para o e-book "Laudato si' Reader. Uma Aliança de Atenção à Nossa Casa Comum", publicado pela LEV por ocasião da Cop26. O texto, que reúne reflexões e relatórios sobre a recepção da encíclica em todo o mundo, pode ser baixada gratuitamente a partir de 12 de novembro pelo Vatican News, LEV e pelo site do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, promotor da publicação.

Papa Francisco

Seis anos atrás, publiquei a Carta Encíclica Laudato si', sobre o cuidado de nossa Casa comum, pedindo um novo diálogo partilhado em nossa Casa comum - sobre como estamos forjando negativamente o futuro de nosso planeta com nosso comportamento irresponsável. Estou feliz em ver que a encíclica teve um impacto positivo em nossos esforços para cuidar de nossa Casa comum na Igreja, em nossas comunidades ecumênicas e inter-religiosas, nos círculos políticos e econômicos, nas esferas educacional e cultural e não só. Depois da publicação da Laudato si', convidei os católicos a se unirem ao meu amado irmão, Sua Santidade Bartolomeu, o Patriarca Ecumênico, e aos nossos irmãos ortodoxos, para celebrar juntos o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, no dia 1º de setembro. Estou cheio de gratidão porque a mensagem urgente da Laudato si' ecoou em importantes declarações e especialmente em ações de outras tradições religiosas sobre a nossa vocação de ser guardiães da criação de Deus. Recordo com alegria a Carta Rabínica sobre a Crise Climática, A Declaração Islâmica sobre Mudança Climática Global, A Declaração Budista sobre Mudança Climática aos Líderes Mundiais, a Bhumi Devi Ki Jai!, uma Declaração Hinduísta sobre Mudança Climática.

A Laudato si' é um apelo global para sermos guardiões de nossa Casa comum. É maravilhoso ver que o Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral tomou a iniciativa de reunir reflexões de pessoas e comunidades de todo o mundo sobre as mensagens da Laudato si'. Laudato si' Reader, o título sob o qual estas reflexões foram coletadas, é de fato uma conclusão adequada ao "Ano Especial Laudato si'" que foi celebrado de 24 de maio de 2020 a 24 de maio de 2021.

O "Grito da Terra e o Grito dos Pobres" que apresentei na Laudato si' como consequência emblemática de nossa incapacidade de cuidar de nossa Casa comum foi recentemente ampliado pela emergência da Covid-19, que a humanidade ainda está tentando combater. Assim, uma crise ecológica, representada pelo "grito da terra", e uma crise social, representada pelo "grito dos pobres", se tornaram letais para uma crise sanitária: a pandemia da Covid-19. Quão verdadeiras são as palavras de meu predecessor, Papa Bento XVI: "As formas como o homem trata o meio ambiente influem nas formas como ele se trata e vice-versa" (Caritas in Veritate, n° 51).

Entretanto, não esqueçamos que as crises também são janelas de oportunidade: são ocasiões para reconhecer e aprender com os erros do passado. A crise atual deve nos fazer "transformar em sofrimento pessoal o que está acontecendo no mundo, e assim reconhecer a contribuição que cada um pode dar" (LS, n° 19). São também para nós um tempo para mudar de marcha, para mudar os maus hábitos a fim de ser capazes de sonhar, co-criar e agir juntos para alcançar futuros justos e equitativos. É hora de desenvolver uma nova forma de solidariedade universal baseada na fraternidade, no amor, na compreensão recíproca: uma solidariedade que valoriza mais as pessoas do que o lucro, que busca novas formas de entender o desenvolvimento e o progresso. E assim, a minha esperança e a minha oração é que não saiamos desta crise da mesma forma como entramos!

O passado recente nos mostrou que foram sobretudo as nossas crianças que compreenderam a escala e a enormidade dos desafios que a sociedade tem diante de si, especialmente a crise climática. Devemos ouvi-las com o coração aberto. Devemos seguir o exemplo delas porque têm sabedoria não obstante a idade.

É momento de sonhar grande, de repensar nossas prioridades - o que valorizamos, o que queremos, o que buscamos - e de planejar novamente nosso futuro, comprometendo-nos em agir na vida de acordo com que sonhamos. Agora é momento de agir, e agir juntos!

 

Fonte: Vatican News

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo escrito por Marcos 12,28b-34


Naquele tempo: 28bUm mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Qual é o primeiro de todos os mandamentos?' 29Jesus respondeu: 'O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes'. 32O mestre da Lei disse a Jesus: 'Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente,
e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios'. 34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: 'Tu não estás longe do Reino de Deus'. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus. Palavra da Salvação.