domingo, 3 de maio de 2026

EVANGELHO DO DIA

 



+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1'Não se perturbe o vosso coração.

Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.

2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou

preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e

vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós.4E para onde

eu vou, vós conheceis o caminho.' 5Tomé disse a Jesus: 'Senhor, nós não sabemos

para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?'

6Jesus respondeu: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o

meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes.' 8Disse Felipe: 'Senhor, mostra-nos o

Pai, isso nos basta!'

9Jesus respondeu: 'Ha tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe?

Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: `Mostra-nos o Pai'? 10Não acreditas

que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo

por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.

Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos

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digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que

estas. Pois eu vou para o Pai. Palavra da Salvação




REFLLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 Jesus fez aqui na terra? – O que você tem pedido em

Nome de Jesus?


3 DE MAIO DE 2026

V DOMINGO DA

PÁSCOA


Cor: Branco


1ª. Leitura – At 6, 1-7

Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,1-7

1Naqueles dias: o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega

começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que

suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário. 2Então os Doze Apóstolos

reuniram a multidão dos discípulos e disseram: 'Não está certo que nós deixemos a

pregação da Palavra de Deus para servir às mesas.

3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do

Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós

poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra'.

5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de

fé e do Espírito Santo;e também Felipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e

Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram

apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles.

7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia

muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé. Palavra

do Senhor.

Reflexão - As escolhas segundo o Espírito Santo!

O reino de Deus é vivenciado por nós desde já, e hoje, somos nós os

escolhidos para edificá-lo no agora da nossa vida. Assim como o Espírito Santo

conduzia a caminhada espiritual da Igreja e suscitava no coração dos

apóstolos novas maneiras de vivenciar o Evangelho, hoje também aprendemos

com Ele a administrar as coisas de Deus às quais precisamos viver aqui na

terra. Todos nós temos uma função importante na edificação do reino dos

céus aqui, no entanto, para isso, existem as pessoas escolhidas a umas e


7


outras funções. Ninguém pode achar-se único e insubstituível, porque o

poder nos vem de Deus e na forma que Ele achar conveniente. Precisamos

apenas estar atentos às sugestões do Espírito Santo para que possamos

discernir quem é quem e qual a função destinada a cada um. Há os que oram

e escutam a Deus, há os que pregam e há os que agem e colocam em prática a

instrução que estão recebendo por meio de alguém que está auscultando a

voz de Deus. Isto, porém, não acontece da maneira que queremos, mas de

acordo com a sabedoria que o Espírito Santo nos conceder. Para que possamos

nos propor a edificar o reino de Deus aqui na terra, todos nós precisamos ser

homens e mulheres cheios do Espírito Santo, pois, só faremos as escolhas

certas para os lugares certos se formos orientados por Ele. Assim também,

podemos agir nas nossas decisões de família, de trabalho e em todas as horas

que tenhamos de enfrentar os desafios da nossa vida. – Como você tem feito

as suas escolhas? – Você se considera uma pessoa cheia do Espírito Santo e

preparada para encontrar o caminho certo? – O que lhe está faltando para

que você aja como os apóstolos? – Você se considera uma pessoa

insubstituível?

Salmo 32,1-2.4-5.18-19 (R.22)

R. Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós

esperamos!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Â justos, alegrai-vos no Senhor!*

aos retos fica bem glorificá-lo.

2Dai graças ao Senhor ao som da harpa,*

na lira de dez cordas celebrai-o!R.

4Pois reta é a palavra do Senhor,*

e tudo o que ele faz merece fé.

5Deus ama o direito e a justiça,*

transborda em toda a terra a sua graça.R.

18O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem,*

e que confiam esperando em seu amor,

19para da morte libertar as suas vidas*

e alimentá-los quando é tempo de penúria.R.

Reflexão - Quando vivemos o nosso dia a dia confiando na proteção do

Senhor nós podemos sentir a Sua graça que acompanha as nossas ações. O

Senhor pousa o olhar sobre todos os que o temem e que Nele confiam a fim

de libertá-los de todos os perigos. Se assim estivermos caminhando

podemos nos considerar justos e assim, alegrar-nos no Senhor.

2ª. Leitura – I Pd 2, 4-9

Leitura da Primeira Carta de São Pedro 2,4-9

Caríssimos: 4Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas

escolhida e honrosa aos olhos de Deus. 5Do mesmo modo, também vós, como pedras


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vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes

sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo. 6Com efeito, nas

Escrituras se lê: 'Eis que ponho em Sião uma pedra angular, escolhida e magnífica;

quem nela confiar, não será confundido'.

7A vós, portanto, que tendes fé, cabe a honra. Mas para os que não creem, 'a pedra

que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular, 8pedra de tropeço e rocha

que faz cair'.

Nela tropeçam os que não acolhem a Palavra; esse é o destino deles. 9Mas vós sois a

raça escolhida, o sacerdócio do Reino,

a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis

daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa. Palavra do Senhor.

Reflexão – Quem confia em Jesus não será confundido!

Jesus Cristo é a pedra viva escolhida por Deus para ser o centro da nossa vida

espiritual. Assim, sendo, São Pedro nos exorta a que nos aproximemos Dele

para formamos com Ele um edifício espiritual agradável a Deus. A fé em

Jesus, que recebemos no Batismo, nos insere neste edifício e nos faz raça

escolhida, sacerdócio régio e nação santa, que definem a identidade, o

propósito e a posição dos cristãos em relação a Deus, indicando um povo

separado, propriedade exclusiva d’Ele. Como pedras vivas e atuantes, nós

somos chamados a proclamar no mundo as obras admiráveis de Cristo, nosso

Salvador que nos tirou das trevas e nos trouxe a Luz. Somos convocados a dar

testemunho de como conseguimos ultrapassar os tempos difíceis com

serenidade enquanto muitos outros vivem sobressaltados e desesperados.

Jesus é, portanto, o nosso sustentáculo e “quem nele confiar não será

confundido”. Estamos ainda vivendo um tempo em que colhemos o que

plantamos no passado, no entanto, ainda é tempo de nos aproximar de Jesus,

Pedra Viva que nos dá motivos para continuar vivendo e lutando. – Você já

tem em Jesus Cristo o centro da sua vida? – Você confia nos projetos de

Deus para si? – Quem é Jesus para você? – Você crê n’Ele? - Houve alguma

mudança em você nesses últimos tempos? – Você se sente mais feliz,

mesmo que as coisas não tenham ocorrido segundo a sua vontade?

Evangelho – Jo 14, 1-12

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1'Não se perturbe o vosso coração.

Tendes fé em Deus, tende fé em mim também.

2Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou

preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e

vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós.4E para onde

eu vou, vós conheceis o caminho.' 5Tomé disse a Jesus: 'Senhor, nós não sabemos

para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?'

6Jesus respondeu: 'Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.

Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o

meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes.' 8Disse Felipe: 'Senhor, mostra-nos o

Pai, isso nos basta!'

9Jesus respondeu: 'Ha tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe?

Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: `Mostra-nos o Pai'? 10Não acreditas

que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo

por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.

Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos


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digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que

estas. Pois eu vou para o Pai. Palavra da Salvação.

Reflexão – Um lugar perto do Pai!

Como fez aos Seus discípulos, Jesus hoje nos propõe assumir uma fé

verdadeira n’Ele, dando testemunho de que realmente Ele é o Enviado do Pai,

quando nos revela os mistérios do céu e promete nos levar a um lugar perto

do Pai quando partirmos daqui. E nos confidencia para que a nossa fé

aumente mais ainda: ‘Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu

Pai’. ‘Quem me viu, viu o Pai’. Assim, Jesus sinaliza que teremos um lugar

perto de Deus, na intimidade com o Pai, na vivência do Seu Amor. Todos nós

caminhamos aqui na terra em busca da Verdade para a nossa vida,

procuramos a felicidade, desejamos preencher o nosso coração de paz, de

alegria. Temos sede de santidade e de justiça e o viver com Jesus nos

proporciona tudo isto. Portanto, o próprio Jesus esclarece: “Eu sou o

Caminho, a Verdade e a Vida!” Quando Jesus nos fala de Caminho, Verdade e

Vida, Ele nos transmite algo que se identifica com a nossa existência atual,

com a nossa história e com as experiências vividas aqui na terra, inclusive

com os acontecimentos que nos retiram da nossa rotina e nossa vida

tranquila. Portanto, as palavras de Jesus nos motivam a alegramo-nos com Ele

e a tomar consciência de que o Caminho para realizarmos aqui na terra as

obras que o Pai nos destinou é crer, confiar e depender Dele. Aqui na terra

nós começamos a palmilhar verdadeiramente este Caminho para uma Vida

nova, caminho de luta para alcançar a vitória.


 – Você acredita que,

confiando em Jesus poderá fazer obras maiores do que as Dele? – Você já

assumiu Jesus Cristo como Caminho, Verdade e Vida? – Jesus Cristo já tem

influência na sua vida a ponto de lhe fazer desistir de alguns planos

antigos? Pense nisto!


Helena  Serpa,

Fundadoera da Comunidade Missionária Um Novo  Caminho

SANTO DODIA - SÃO FILIPE E SÃO TIAGO

A Igreja celebra, no dia 3 de maio, a memória dos apóstolos São Filipe e São Tiago, companheiros leais de Nosso Senhor, escolhidos por Ele para propagar o Evangelho por todo o mundo. Pouco se sabe sobre a vida desses dois apóstolos além do que consta nos Evangelhos, nos Atos dos Apóstolos e em algumas Cartas do Novo Testamento.

São Tiago

Os Evangelhos citam dois apóstolos chamados Tiago: um, comumente chamado de “Tiago Maior”, era o irmão de São João e filho de Zebedeu; enquanto o outro, identificado como “filho de Alfeu”, natural de Nazaré, portanto, conterrâneo de Jesus, é uma figura sobre quem pairam algumas dúvidas quanto à identidade. Isso porque, com frequência, ele também é identificado como “Tiago, o Menor”, que seria filho de Maria de Cléofas e primo de Jesus. Este Tiago Menor teve papel fundamental na Igreja de Jerusalém – foi o seu primeiro bispo –, especialmente ao dizer (cf. At 15,13) que os pagãos podiam ser acolhidos na Igreja sem antes ter de se submeter à circuncisão. Além disso, São Paulo diz que Jesus apareceu especificamente para ele (cf. 1 Cor 15,7) e o nomeou uma das colunas da Igreja (cf. Gl 2,9). A esse mesmo Tiago Menor é atribuída a Carta que leva seu nome, na qual consta a conhecidíssima afirmação de que “a fé sem obras é morta”.  O famoso historiador judeu Flávio José relata a informação mais antiga sobre a morte de São Tiago. Ele narra que o Sumo Sacerdote Anano, filho de Anás, aproveitou o intervalo entre a deposição de um Procurador romano e a chegada do seu sucessor para decretar a pena de morte de Tiago por lapidação no ano de 62.

São Filipe

Filipe era natural de Betsaida, mesma terra de Pedro e André. Apesar de sua origem hebraica, seu nome é grego, o que indica uma abertura cultural que, ressalta o Papa Bento XVI, não se deve subestimar. Os momentos em que Filipe é citado nos Evangelhos são pontuais, mas significativos: São João diz que ele foi chamado por Jesus e, tendo encontrado Natanael, diz-lhe (Jo 1,45-46): “Encontramos aquele sobre o qual escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José, natural de Nazaré”. “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?” – perguntou Natanael. “Vem e verás”, replica Filipe, demonstrando, conforme aponta o Papa Bento XVI em catequese específica sobre esse apóstolo, as características da verdadeira testemunha, que “não se contenta em propor o anúncio, como uma teoria, mas interpela diretamente o interlocutor, sugerindo-lhe que faça ele mesmo uma experiência pessoal do que foi anunciado”. Filipe aparece novamente por ocasião da multiplicação dos pães, quando Jesus lhe pergunta onde eles comprariam pão para alimentar aquela multidão. Filipe responde de maneira sensata, considerando o número de pessoas ali presentes, dizendo que duzentos denários – ou seja, duzentas vezes o valor da diária de um trabalhador – não bastariam para que cada um comesse um pedaço. Jesus ter se dirigido a Filipe demonstra que ele era uma figura de destaque entre os discípulos, o que é reforçado pelo fato de que ele sempre aparece em quinto lugar nas listas dos apóstolos. Antes da Paixão de Cristo, Filipe é procurado por alguns gregos, que lhe pediram para ver Jesus (Jo 12,20-22). Muito possivelmente, o próprio Filipe falava grego, motivo pelo qual os estrangeiros o procuraram. Por fim, Filipe aparece recebendo uma espécie de reprimenda do Senhor, quando, na Última Ceia, Jesus dissera que o conhecer significava conhecer também o Pai (Jo 14,7-11). Filipe replica pedindo: “Senhor, mostra-nos o Pai, e isso basta!”, ao que Jesus responde: “Há tanto tempo estou convosco e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai: Como pedes que te mostre o Pai? Não crês que estou no Pai e o Pai em mim?” Após a morte de Jesus e o recebimento do Espírito Santo, certamente Filipe creu que quem via Jesus via o Pai, tanto que se tornou um grande evangelizador, tendo anunciado Cristo na Grécia e na Frígia, onde acabou encontrando a morte pela crucifixão ou lapidação.

O que aprendemos com os dois apóstolos

São Filipe e São Tiago foram privilegiados, porque conviveram de perto com Jesus, foram catequizados, formados pelo Senhor. Não podemos esquecer, contudo, que muitos dos discípulos de Jesus não suportaram seus ensinamentos e O abandonaram, como narrado por São João. A santidade desses dois apóstolos não vem do fato de eles terem sido chamados por Jesus e convivido com Ele, mas pela maneira como eles corresponderam ao chamado, desapegando-se da sua vida por amor ao Senhor, gastando a própria vida para anunciar Jesus e, por fim, perdendo a própria vida para ganhá-la, como ensinou seu Divino Mestre.

Minha oração

São Filipe e São Tiago, vós convivestes com tanta proximidade com Jesus. São Tiago, talvez tu brincaste com Nosso Senhor quando éreis crianças, talvez fostes à sinagoga juntos aprender a Lei de Deus. Vós fostes formados pelo Mestre, ouvistes d’Ele tantos ensinamentos, partilhastes o pão, partilhastes também as perseguições e preocupações! Peço-vos que me ensine, a mim, que só vi a Cristo sob o véu dos sacramentos, a perseverar no seguimento do Evangelho.  Peço-vos que me ajudeis a ter a coragem de me lançar na evangelização, sem medo dos perigos, das censuras, da humilhação.  Peço-vos que rogueis para que eu esteja sempre atento para ajudar aqueles que querem conhecer Jesus como tu estiveste, São Filipe. Peço-vos vossa intercessão para que eu seja firme na defesa da verdade como tu sempre foste, São Tiago. Peço-vos auxílio para nunca ter uma fé apenas da boca para fora, mas sim uma fé sustentada pelas obras, uma fé de quem realmente conheceu a Cristo e se converteu. Uno-me, por fim, à Igreja, que hoje reza:

“Ó mártires ilustres, faróis de tanta luz, na fé e na esperança, já vemos a Jesus.

E um dia em plena glória, então sem véu algum, vejamos face a face o Deus que é trino e um!”

São Filipe e São Tiago, apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

sábado, 2 de maio de 2026

1º SÁBADO DO MÊS DEDICADO AO CORAÇÃO DE MARIA COMEMORADO NA CASA DE FORMAÇÃO

 

Hoje, 1º sábado do mês, dedicado ao Coração Imaculado de Maria, foi realizada  na Casa de Formação dos Padres Eudistas, a celebração do primeiro Sábado, dedicado ao Coração de Maria, iniciando às 6 hs com  confissões, até às 7 hs. 6,30, o Oficio da Imaculada Conceição,  a Santa Missa, com a oferta de rosas à Virgem Santíssima,  café partilhado,  recitação do santo terço, formação sobre o Ofício da Imaculada dada pelo Seminarista eudista  Henrique, com testemunhos dos presentes sobre o poder da oração do Ofício  nas suas vidas. 


 Essa programação será desenvolvida todo primeiro sábado de cada mês, foi o que informou o padre Marcelo de Souza, vigário da Paróquia São João Eudes e responsável pela Casa de Formação e Centro de Espiritualidade Eudista Os Sagrados Corações, localizada no bairro Luciano Cavalcante, na Rua Teodoro de Paiva, 120.


Fotos de José Maria Melo e Lúcia 

de Fátima Silva, associados eudistas


EVANGELHO DO DIA

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,7-14

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7Se vós me conhecêsseis,

conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes.' 8Disse

Filipe: 'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!' 9Jesus respondeu: 'Ha tanto

tempo estou convosco,

e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes:

'Mostra-nos o Pai'? 10Não acreditas que eu estou no Pai 

e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim

mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.

Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em

verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará

ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em

meu nome, eu o realizarei,

a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome,

eu o realizarei. Palavra da Salvação. 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 humildade, oração, conhecimento da Palavra?


2 DE MAIO DE 2026

SÁBADO DA IV SEMANA DA


PÁSCOA


Cor: Branco


1ª Leitura - At 13,44-52


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Leitura dos Atos dos Apóstolos 13,44-52

44No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus.

45Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias,

opunham-se ao que Paulo dizia. 46Então, com muita coragem, Paulo e Barnabé

declararam:

'Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos

considerais indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir aos pagãos. 47Porque

esta é a ordem que o Senhor nos deu: 'Eu te coloquei como luz para as nações, para

que leves a salvação até os confins da terra'.' 48Os pagãos ficaram muito contentes,

quando ouviram isso, e glorificavam a palavra do Senhor. Todos os que eram

destinados à vida eterna, abraçaram a fé. 49Desse modo, a palavra do Senhor

espalhava-se por toda a região. 50Mas os judeus instigaram as mulheres ricas e

religiosas,

assim como os homens influentes da cidade, provocaram uma perseguição contra

Paulo e Barnabé e expulsaram-nos do seu território. 51Então os apóstolos sacudiram

contra eles

a poeira dos pés, e foram para a cidade de Icônio. 52Os discípulos, porém, ficaram

cheios de alegria e do Espírito Santo.

Palavra do Senhor.

Reflexão – Anunciar a Palavra a todos, eis a nossa missão!

Os apóstolos continuavam na sua missão de propagadores do Evangelho,

porém, os judeus, a quem a palavra de Deus fora primeiramente anunciada

enchiam-se de inveja e se opunham radicalmente à proposta de Jesus. Com

isso, eles rejeitavam a vida eterna, como diz a Palavra: “Era preciso anunciar

a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais

indignos da vida eterna, sabei que nos vamos dirigir aos pagãos.” Os pagãos,

pelo contrário, acolhiam a mensagem de Jesus Cristo e foi assim, que o

Evangelho chegou até nós que não fazemos parte do ovo judeu. Isto prova que

Deus não faz acepção de pessoas e todos nós somos chamados à salvação: os

que estão mais afastados, os mais ignorantes, os marginalizados, todos somos

objeto da atenção do Senhor. No entanto, temos também a opção de aceitar

ou rejeitá-la. Quando a rejeitamos, com certeza, estamos nos reconhecendo

indignos da vida eterna. Quando abraçamos a fé e cremos no Senhorio de

Jesus e deixamo-nos conduzir pelo vento do Espírito, nós podemos levar a

salvação de Deus aos confins do universo, isto é, aonde vamos, e onde

estamos. Cabe ao Espírito Santo a tarefa de convencer às pessoas a quem nós

evangelizamos e, se não aceitam a Palavra que proclamamos, não devemos,

por isso, desistir de anunciá-la. O Senhor nos recompensa com a alegria que

vem da consciência do dever cumprido. – Você tem convicção de que já

abraçou a fé em Jesus Cristo? – Você já se considera possuidor da vida

eterna? – Em que você poderia estar rejeitando Jesus e a Sua Palavra? –

Você já é um discípulo cheio de alegria e do Espírito Santo?

Salmo - Sl 97, 1. 2-3ab. 3cd-4 (R.3cd)

R. Os confins do universo contemplaram

a salvação do nosso Deus.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia


5

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo,*

porque ele fez prodígios!

Sua mão e o seu braço forte e santo*

alcançaram-lhe a vitória.R.

2O Senhor fez conhecer a salvação,*

e às nações, sua justiça;

3arecordou o seu amor sempre fiel*

3bpela casa de Israel.R.

3cOs confins do universo contemplaram*

3da salvação do nosso Deus. 

4Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,*

alegrai-vos e exultai!R.

Reflexão - Contemplar a salvação de Deus como fala o Salmo é contemplar o

próprio Filho de Deus que veio a nós em missão do Pai, falando as coisas do

Pai, realizando as obras que o Pai quer realizar em nós, por isso, nós nos

alegramos e exultamos cantando ao Senhor um canto novo.

Evangelho - Jo 14,7-14

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 14,7-14

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 7Se vós me conhecêsseis,

conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes.' 8Disse

Filipe: 'Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!' 9Jesus respondeu: 'Ha tanto

tempo estou convosco,

e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes:

'Mostra-nos o Pai'? 10Não acreditas que eu estou no Pai 

e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim

mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras.

11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim.

Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em

verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará

ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em

meu nome, eu o realizarei,

a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome,

eu o realizarei. Palavra da Salvação.

Reflexão – Três pessoas e um só Deus!

Conhecendo a Jesus e tendo intimidade com Ele nós também teremos

consciência da obra que o Pai quer realizar em nós e por nosso intermédio,

pois Jesus Cristo veio a terra nos revelar a face do Pai e tudo o que o Pai lhe

confiou para nossa salvação. No entanto, para que possamos conhecer a Jesus

Cristo precisamos ter intimidade com a Sua Palavra e recebê-Lo na Eucaristia

com o coração contrito. Acreditar em Jesus, na Sua Palavra, é o primeiro

passo para que possamos ver o Pai. Dialogando com Ele na oração pessoal,

escutando a Sua orientação nós podemos nos encher do Amor Misericordioso

de Deus e ter ciência do Seu plano para nossa vida por meio do Espírito Santo.

Há uma integração perfeita entre Deus Pai e Deus Filho gerando o Espírito


6


Santo que é o Amor entre Eles. Três pessoas e um só Deus! Se nos

aprofundarmos na vivência com Jesus, iremos perceber o que o Evangelho nos

revela: por meio do Filho nós conhecemos o Pai e nos enchemos do Seu Amor

com a força do Espírito Santo. O próprio Jesus nos assegura: “quem acredita

em mim fará as obras que eu faço e fará ainda maiores do que essas.” A nossa

fé em Jesus, portanto, é o que nos move para agir conforme os planos do Pai.

Cada um de nós é uma parte do projeto de Deus para a humanidade. Quando

confiamos em Jesus nós sabemos que tudo o quanto pedirmos ao Pai em Seu

Nome, realizar-se-á, pois, Jesus é o Pai, Jesus é o Amor do Pai, Jesus é a

Misericórdia do Pai mostrada a nós pela sua vida terrena, pela sua entrega na

Cruz para a nossa salvação


. - Você acredita no mistério da Santíssima

Trindade? – Há alguma diferença no seu relacionamento com Jesus e o seu

relacionamento com o Pai e o Espírito Santo? - Você acredita que pode

fazer as obras que Jesus fez aqui na terra? – O que você tem pedido em

Nome de Jesus?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade  Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTO ATANÁSIO

Origens

Desde a infância, Atanásio estava convencido de que um bom teólogo deve necessariamente ser também um bom cristão, um santo. E os contatos com Antônio Abate, patriarca do monaquismo, foram-lhe de grande conforto, porque compreendeu como este homem pobre e isolado sabia muito mais e muito melhor do que muitos eruditos da cidade: “Além do estudo e verdadeiro conhecimento das Escrituras, com uma vida justa e uma alma pura e virtude segundo Cristo são necessárias para que, caminhando na virtude, o intelecto possa alcançar e entender o que deseja, tanto quanto a natureza humana pode entender de Deus o Verbo. De fato, sem um intelecto puro e uma vida modelada nos santos, não se pode entender as palavras dos santos. Portanto, quem quiser entender o pensamento dos teólogos deve purificar a alma…” .

A coragem dos mártires, a fraqueza dos lapsi

Nascido em Alexandria por volta de 295 em uma família cristã, recebeu uma boa educação cultural. A sua infância coincidiu com a perseguição de Diocleciano (303-313), e Atanásio pôde admirar, por um lado, a coragem dos mártires e, por outro, a falta de coragem, ditada pela debilidade humana dos lapsi, os “recaídos “, prontos para sacrificar aos deuses diante do perigo, e depois pedir para ser readmitido na comunhão com a Igreja quando a perseguição acabou.

A Trindade: Deus uno e trino

Atanásio viveu tempos difíceis. Por um lado, a Igreja acabava de sair de um duro período de perseguições e ainda não encontrava uma correta relação com a autoridade imperial, visto que esta ainda influenciava as nomeações, as convocações dos Concílios e Sínodos e as formulações doutrinárias; por outro lado, surgiram incompreensões doutrinais que ameaçavam comprometer toda a experiência cristã, especialmente com o arianismo (de Ario, sacerdote da igreja de Alexandria). De fato, na cultura grega, acreditar no único Deus, não era um problema: no entanto, tratava-se de ajudar os novos cristãos a compreender que Deus era Uno e Trino. A difusão de tal “doutrina” teria significado transmitir a mensagem de que a salvação pode ser alcançada com as próprias forças e, portanto, tornaria inútil a encarnação.

O Concílio de Niceia

Em 325, como diácono, participou do Concílio de Niceia como assistente do bispo Alexandre. Aqui, foi abordada a questão de Ário, e os Bispos presentes proclamaram solenemente que o Filho é ” da mesma substância que o Pai”. Em 328, o bispo Alexandre morreu, e Atanásio tornou-se seu sucessor. Como Bispo, ele decidiu visitar os monges de São Pacômio na Tebaida: Atanásio, de fato, sabia que o monaquismo poderia oferecer uma grande contribuição para o povo. No entanto, Pacômio não compareceu àquela visita porque temia ser ordenado sacerdote e se ver envolvido no compromisso pastoral de seu amigo Atanásio, que o entendia cordialmente.

Os meletianos e a defesa de Atanásio

Durante a visita às várias comunidades, os meletianos (discípulos do bispo Meletius de Licopolis – +328) liderados por Giovanni Arkaf, acusaram-no perante o imperador de se ter ordenado bispo muito jovem e de ter imposto tributos injustos aos cristãos. Não foi difícil para Atanásio defender-se das acusações, mas estas foram apenas o prelúdio do que ainda estava para acontecer. No final de 332, ele foi acusado de ter mandado matar o bispo Arsênio de Ipsele, enquanto ele estava simplesmente escondido em um mosteiro de monges e apareceu vivo e bem no tribunal. Foi um grande revés para os acusadores de Atanásio.

Nem os arianos pararam de lhe dar problemas. Os melecianos submeteram-lhe um documento com a fórmula da fé para ser assinado: aparentemente, poderia parecer ortodoxo, mas faltava a expressão “da mesma substância”. O imperador pediu a Atanásio que readmitisse Ário, mas depois de ler o documento, o bispo recusou. Neste ponto, em 335, os bispos arianos e meletianos convocaram um Concílio em Tiro que – em face da maioria controlada de arianos e meletianos – decretou o exílio de Atanásio. Nesse ínterim, Giovanni Arkaf havia sido nomeado bispo em Alexandria, mas sua presença não durou muito, porque logo foi expulso pelos próprios cristãos. A partir desse momento, a cátedra de Alexandria não foi ocupada por outros bispos heréticos, pois os cristãos da cidade reconheceram apenas Atanásio como seu bispo.

A disputa entre os arianos e Atanásio

Após a morte de Constantino, em 337, Atanásio – com o consentimento dos imperadores do Ocidente e do Oriente – retornou a Alexandria. Mas, mais uma vez, os arianos se opuseram e convocaram outro concílio para discutir a posição de Atanásio; neste ponto, ele se aposentou com os monges. O Papa Júlio I, sabendo onde ele estava, convocou-o a Roma para o Concílio Romano, durante o qual Atanásio foi declarado inocente. Porém, impossibilitado de retornar a Alexandria, pôde ensinar com suas catequeses – entre 339 e 346 – que o perigo do arianismo esvaziava a fé cristã. Ao mesmo tempo, difundiu a experiência do monaquismo como prova de que tudo é graça, tudo é dom de Deus para quem n’Ele acredita e se confia a Ele.

O retorno de Atanásio a Alexandria

Somente em 346, após o Concílio de 343 na atual Sofia, o bispo de Alexandria foi declarado deposto e Atanásio convidado a retornar, o que acontecerá apenas três anos depois, em meio a grandes comemorações. Gregory Nazianzen conta que, ao entrar em Alexandria, na frente de seu pastor, as pessoas jogavam seus mantos e palmeiras no chão. A ação pastoral de Atanásio soube conquistar corações e mentes, como ele mesmo escreverá na História dos Arianos contada aos monges: “Quantas mulheres em idade núbil, já preparadas e decididas para o matrimônio, permaneceram virgens para Cristo! Quantos jovens, vendo seu exemplo, abraçaram a vida monástica! Quantos pais persuadiram seus filhos e quantos filhos convenceram seus pais a não abandonarem a vida cristã…”. São Basílio, que naqueles anos iniciava o seu ministério episcopal, reconheceu no já idoso Atanásio o único capaz de dialogar com todos, porque ninguém como ele “tinha a solicitude de todas as Igrejas”. Quando ele morreu, em 2 de maio de 373, Basílio o lembrou como uma “alma grande e apostólica”.]

Santo Atanásio, bispo de Alexandria no Egito e doutor da Igreja, rogai por nós!

Fonte Canção Nova Notícias


 

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