sábado, 29 de agosto de 2026

SANTO DO DIA - MARTIRIO DE S ÃO JOÃO BATISTA

 

Origens 

A memória do martírio de São João Batista associa-se à solenidade da sua Natividade, que se celebra em 24 de junho. João era primo de Jesus, concebido, de modo tardio, por Zacarias e Isabel, ambos descendentes de famílias sacerdotais: seu nascimento é colocado cerca de seis meses antes daquele de Cristo, segundo o episódio evangélico da Visita de Maria a Isabel. 

Causa da Morte

A causa principal do martírio foi uma mulher: Herodíades, atual esposa de Herodes Antipas, ex-esposa do seu irmão de criação. João foi preso por ter denunciado este casamento ilegal.

Durante a festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou em homenagem ao rei, que era fascinado por ela: se ela dançasse, ele lhe permitiria pedir o que quisesse, até mesmo a metade do seu reino. Depois de consultar a mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes não queria aceitar, mas não pôde recusar, porque lhe havia prometido. 

A Morte

Algum tempo depois do pedido de Salomé, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. 

Batista morreu como mártir, não um mártir da fé, porque não lhe pediram para renegá-la, mas um mártir da verdade. Ele era um homem “justo e santo” (At 3,14), condenado à morte por sua liberdade de expressão e fidelidade ao seu mandato.

João foi um mártir que sempre deixou espaço na sua vida, cada vez mais, para dar lugar ao Messias. 

A Pequena Basílica 

Por outro lado, a data da sua morte, ocorrida entre os anos 31 e 32, remonta à dedicação de uma pequena basílica, do século V, no lugar do seu sepulcro, em Sebaste da Samaria: de fato, parece que, naquele dia, tenha sido encontrada a sua cabeça, que o Papa Inocêncio II transladou para Roma, na igreja de São Silvestre “in Capite”. 

Celebração 

A celebração do martírio de São João Batista tem origens antigas: seu culto já existia na França, no século V, e em Roma no século seguinte.

Minha oração

“ Aquele que Batizou o Cristo também testemunhou com sua própria vida, ajudai-nos a dar bom testemunho de Jesus nos lugares mais extremos. Tornai os seus devotos testemunhas da verdade e da caridade até as últimas consequências. Amém!

São João Batista, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

SANTO DO DIA - SANTO AGOSTINHO

 

Origens

Agostinho nasceu no dia 13 de novembro de 354, em Tagaste, África. Foi educado à fé católica pela sua mãe, Santa Mônica, mas não seguiu seu exemplo.

Adolescente vivaz, perspicaz e exuberante, dedicou-se ao estudo da retórica e seu resultado foi excelente. Amava a vida e seus prazeres, cultivava amizades, teve paixões amorosas, adorava o teatro, buscava divertimentos e distrações. 

Em Cartagena, onde prosseguia seus estudos, apaixonou-se por uma moça; por ser de classe social inferior, fez dela apenas sua concubina, e o fruto desta relação foi Adeodato. 

Não obstante a sua jovem idade, Agostinho permaneceu-lhe fiel e assumiu a responsabilidade da vida doméstica. 

As Leituras lhe conduziram

Entretanto, a leitura de Hortensius, de Cícero, mudou seu modo de encarar as coisas. “A felicidade – escreveu o grande orador – consiste nos bens que não perecem: sabedoria, verdade, virtudes”. Assim, Agostinho passou a buscá-las.

Começou a sua busca pela Bíblia. Mas, acostumado com textos retumbantes, a achou grosseira e ilógica. Então, aproximou-se do maniqueísmo. 

Ao voltar para Tagaste, abriu uma escola de gramática e retórica com a ajuda de um benfeitor. Porém, a vida que levava não o satisfazia, por isso regressou a Cartagena, esperando encontrar uma vida melhor. Porém, continuou insatisfeito. A sua sede de verdade não se aplacava com a doutrina maniqueísta. 

Envolvimento com Heresias 

O jovem retórico promissor passa a outros tipos de busca. Assim, no ano 382, transferiu-se para Roma, com o companheiro e seu filho, sem que sua mãe o soubesse, apesar de ter ido a Cartagena. 

Na capital, porém, Agostinho manteve contato com os maniqueístas, dos quais recebeu ajuda e apoio. Depois, entendeu que a Providência atuava também através de escolhas erradas. A sua carreira teve sucesso, tanto que, em 384, conseguiu uma cátedra de Retórica em Milão. Contudo, sua inquietude interior continuava a atormentá-lo.

A busca da verdade

Sua ambição foi saciada, mas seu coração não. Para aperfeiçoar a sua “ars oratoria”, começou a seguir os sermões do santo Bispo Ambrósio. Queria entender suas capacidades dialéticas. 

Todavia, as palavras do Bispo o atingem profundamente. Neste ínterim, sua mãe Mônica se transfere para Milão, permanecendo ao seu lado, sobretudo, com as orações. No entanto, Agostinho se aproximava, cada vez mais, da Igreja católica, tanto que já se sentia catecúmeno. 

Agora só lhe faltava uma esposa que fosse cristã e não mais concubina. A mulher, que por anos havia convivido com ele, volta para a África. Ainda atormentado, Agostinho devora textos de filosofia e mergulha nas Sagradas Escrituras. Era tentado pela experiência dos pensadores grego e atraído pelo estilo de vida dos ascetas cristãos, mas não conseguiu se decidir.

A conversão: “Pega e lê”

Certo dia de agosto de 386, desorientado e confuso, deixando-se levar por um pranto copioso e desesperado, pareceu-lhe ouvir uma voz: “Pega e lê”! Achou que a voz o convidava a tomar em mãos as Cartas de Paulo, que estavam sobre a mesa, e a abri-las por acaso. E leu: “Comportemo-nos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências” (Rm 13, 13-14). A leitura deste trecho foi-lhe fulgurante. Então, conseguiu mudar de vida e dedicar-se totalmente a Deus. 

Foi batizado por Santo Ambrósio na noite entre 24 e 25 de abril de 387. Desejoso de regressar à África, partiu para Roma, a fim de embarcar no porto de Óstia. Ali, faleceu sua mãe Mônica.

Fundador e Bispo

Em Tagaste, Agostinho funda sua primeira comunidade. Entre o fim de 390 e início de 391, encontra-se, casualmente, na basílica de Hipona, onde o Bispo Valério pregava aos fiéis sobre a necessidade de um presbítero na sua diocese. Por entusiasmo popular, Agostinho foi conduzido diante do Bispo, que o ordenou sacerdote.

Ciente de ter que viver voltado para Deus, estudando e meditando as Escrituras, compreendeu que era chamado para algo mais. Sucedendo Valério, tornou-se Bispo de Hipona. 

Deixou numerosos escritos, onde conseguiu conciliar “fé e razão”. Entre eles, O livre arbítrio, A Trindade, A cidade de Deus. Menção particular merecem As Confissões, nas quais Agostinho faz uma autonarração, deixando emergir, em modo magistral, a sua interioridade e a história do seu coração.

Minha oração

“Ao doutor da Igreja, rogamos a sabedoria do alto sobre todos aqueles que são líderes religiosos para que possam assumir, amar e cuidar de cada ovelha que o próprio Jesus os concedeu. Rogai também pelos agostinianos e a eles dê novas vocações.”

Santo Agostinho, rogai por nós!F

Fonte: Canção NovaNoticias

 

 

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA SE UNE EM ORAÇÃO PELA RECUPERAÇÃO DO PADRE EDNARDO HONÕRIO



 Pe. Ednardo Honório

A Arquidiocese de Fortaleza se une em oração pela recuperação do Padre Ednardo Honório, que permanece hospitalizado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O sacerdote é vigário da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, em Caucaia, e assessor adjunto da Coordenação de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza.

De acordo com o último relatório médico, divulgado nesta quarta-feira, 26 de agosto, os exames apresentam resultados positivos e os pulmões estão respondendo bem ao tratamento. A medicação começou a ser reduzida gradualmente e o sacerdote já iniciou o processo de despertar. Ainda sonolento em razão dos medicamentos, Padre Ednardo compreende o que acontece ao seu redor e responde bem aos estímulos.

O tubo permanece temporariamente para auxiliar no fortalecimento dos pulmões. Mantida a boa evolução, a previsão é de que seja retirado até esta sexta-feira. A alimentação também tem sido bem aceita e contribuído para o processo de recuperação.

O Arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, OSB, mantém contato constante com a equipe responsável pelo acompanhamento do sacerdote, além de acompanhar a situação por meio de visitas e em diálogo com o pároco, Padre José Filho.

Paróquia promove tarde de oração

Nesta quinta-feira, 27 de agosto, a Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, em Caucaia, realizará uma tarde de oração em intercessão pela recuperação do Padre Ednardo Honório. A programação contará com Adoração ao Santíssimo Sacramento e recitação do Santo Terço, encerrando-se com a celebração da Santa Missa.

A Arquidiocese de Fortaleza convida os fiéis a permanecerem unidos em oração, pedindo a Deus pela plena recuperação do sacerdote e confiando sua vida à proteção e à intercessão de Nossa Senhora.

“Continuemos em oração!”, reforça Dom Gregório.

Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza


LEÃO XIV RECEBE BISPOS LUTERANOS PELO DESEJO COMUM DE RECONCILIAÇÃO


Antes da Audiência Geral desta quarta-feira (26/08), o Papa encontrou uma delegação da Igreja Luterana da Noruega e agradeceu pela visita, num "esforço conjunto para buscar caminhos concretos de reconciliação e fraternidade". Leão XIV recordou Santo Olavo e Santa Sunniva, que ajudaram a unir os povos, e disse rezar "para que possamos sempre crescer juntos no nosso serviço à promoção da paz e da justiça".


Andressa Collet - Vatican News

Nesta quarta-feira (26/08), tradicional dia de Audiência Geral no Vaticano, o encontro com os fiéis na Basílica de São Pedro foi precedido pelo encontro com uma delegação de bispos da Igreja Luterana da Noruega. Na audiência, realizada na auletta da Sala Paulo VI, o Pontífice deu as boas-vindas ao grupo, esperando que os bispos tenham conseguido visitar os locais sagrados ligados aos primeiros cristãos e mártires, "cujo testemunho da fé em nosso Senhor continua a ser uma fonte de inspiração duradoura", a exemplo de Santo Olavo e Santa Sunniva que dedicaram a vida a Deus e ao próximo, além de terem ajudado a unir os povos, disse o Papa. Uma demonstração de "força transformadora da caridade" e de encorajar a fazer o bem uns pelos outros, sobretudo atualmente, com a turbulência do mundo:

"Parece haver uma animosidade crescente entre os povos, evidente não apenas nos conflitos e disputas internacionais, como vocês observaram, mas também dentro dos próprios países, como demonstra a acrimônia que muitas vezes caracteriza o debate político e social. Dada a nossa condição humana decaída, é muito fácil assumir uma atitude de hostilidade para com aqueles com quem discordamos. Por essa razão, é necessário um esforço conjunto para buscar caminhos concretos de reconciliação e fraternidade. A esse respeito, Jesus nos mostra um outro caminho, revelando que a bondade e a caridade têm o poder de desarmar."

V
Andressa Collet - Vatican News

Nesta quarta-feira (26/08), tradicional dia de Audiência Geral no Vaticano, o encontro com os fiéis na Basílica de São Pedro foi precedido pelo encontro com uma delegação de bispos da Igreja Luterana da Noruega. Na audiência, realizada na auletta da Sala Paulo VI, o Pontífice deu as boas-vindas ao grupo, esperando que os bispos tenham conseguido visitar os locais sagrados ligados aos primeiros cristãos e mártires, "cujo testemunho da fé em nosso Senhor continua a ser uma fonte de inspiração duradoura", a exemplo de Santo Olavo e Santa Sunniva que dedicaram a vida a Deus e ao próximo, além de terem ajudado a unir os povos, disse o Papa. Uma demonstração de "força transformadora da caridade" e de encorajar a fazer o bem uns pelos outros, sobretudo atualmente, com a turbulência do mundo:

"Parece haver uma animosidade crescente entre os povos, evidente não apenas nos conflitos e disputas internacionais, como vocês observaram, mas também dentro dos próprios países, como demonstra a acrimônia que muitas vezes caracteriza o debate político e social. Dada a nossa condição humana decaída, é muito fácil assumir uma atitude de hostilidade para com aqueles com quem discordamos. Por essa razão, é necessário um esforço conjunto para buscar caminhos concretos de reconciliação e fraternidade. A esse respeito, Jesus nos mostra um outro caminho, revelando que a bondade e a caridade têm o poder de desarmar."


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-08/papa-leao-xiv-audiencia-bispos-igreja-luterana-noruega-260826.html

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE CELEBRA FESTEJOS DE SUA PADROEIRA DE 29 AGOSTO A 8DE SETEMBRO


 Procissão de Nossa Senhora da Saúde – Foto: divulgação

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, localizada na Avenida Abolição, nº 3929, no bairro Mucuripe, em Fortaleza, se prepara para celebrar sua padroeira com uma programação especial de 29 de agosto a 8 de setembro.

Este ano, a festa tem como tema “Mãe da Saúde, modelo de fé, missão e vínculo de unidade” e como lema “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma”, convidando a comunidade a vivenciar dias de oração, comunhão e missão.

Translado da imagem peregrina

A programação começou no dia 23 de agosto, com o tradicional translado da imagem peregrina de Nossa Senhora da Saúde até a Paróquia de Santa Luzia, no bairro Meireles.

A concentração será no Parque Bisão, às 7h30, com saída prevista para as 8h. O momento reunirá fiéis em uma caminhada de devoção a mãe da saúde, marcando o início das celebrações em preparação para a festa da padroeira.

Celebrações com participação de vários sacerdotes

Durante os festejos, a comunidade contará com a presença de diversos celebrantes, entre eles Dom Antônio Carlos Nascimento, Dom José Antonio, Padre Juarez de Brito, Padre Carlos Tamboril, Padre Fernando Pontes, Padre Bruno Moreira, Padre Fernando Reis, Padre Roberto Reinaldo, Padre Jocenilton Brito, Padre Elio Correia, Padre Maurício, Frei Clévis e Frei Garcia.

A programação religiosa será um momento de oração, reflexão e renovação da fé, reunindo paroquianos, devotos e visitantes em torno de Nossa Senhora da Saúde.

Fé, convivência e cultura

Além das celebrações religiosas, a festa contará também com uma programação social para reunir a comunidade após as missas.

Estão previstas bandas e atrações locais, além de barracas com comidas, proporcionando momentos de convivência e confraternização entre as famílias e os participantes.

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde convida toda a comunidade de Fortaleza e os devotos da padroeira a participarem desse período especial de fé e celebração.

Serviço
Paróquia Nossa Senhora da Saúde — Avenida Abolição, 3929, Mucuripe, Fortaleza.
Festa da Padroeira: 29 de agoarqusto a 8 de setembro.
Translado: 23 de agosto, concentração às 7h30 no Parque Bisão e saída às 8h.


Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza

SANTO DO DIA - SANTA MÔNICA

 

Origem 

De origem berbere, Mônica nasceu no ano 331, em Tagaste, norte da África, no seio de uma família opulenta, mas de antigas raízes cristãs. Aplicou-se, com dedicação, aos ensinamentos da Sagrada Escritura; sua forte espiritualidade foi forjada pela oração e assídua prática dos Sacramentos, além dos quais se coloca a serviço da comunidade eclesial. 

Casamento difícil

Casou-se com Patrício, homem ambicioso, pagão, irascível, de caráter difícil, que também lhe foi infiel. Mônica, doce, benévola, capaz de dialogar nos momentos oportunos, com o seu método, composto de espera, paciência e oração, que o sugere até as suas amigas, que lhe confiam seus problemas e incompreensões conjugais – consegue vencer as rudezas do marido, a ponto de levá-lo a abraçar a fé.

Mãe de um santo 

Aos 22 anos, Mônica dá à luz ao primogênito Agostinho, seguido por outro filho, Navígio, e uma filha, da qual não se sabe o nome, e os educa segundo os princípios cristãos. 

Tornando-se viúva aos 39 anos, administrou os bens da família, dedicando-se, com amor incomensurável à sua prole. Quem mais causou preocupações à cuidadosa e astuta mãe foi Agostinho, o “filho de tantas lágrimas”; de coração irrequieto e ambicioso retórico, na busca da verdade, ele se distancia da fé católica e vaga de uma filosofia à outra.

Mônica jamais deixa de rezar por ele; pelo contrário, segue todas as vicissitudes da sua vida e lhe permanece sempre ao lado. Por isso, transfere-se para Cartagena e, depois, para a Itália, quando o filho, no ápice da sua carreira, como docente de retórica, vai morar em Milão. 

Seu carinho materno e as suas orações acompanham a conversão de Agostinho, que, ao receber o batismo pelo santo Bispo Ambrósio, decidiu voltar para Tagaste, onde fundou uma Comunidade de servos de Deus. Mônica estava com ele quando tiveram que embarcar no porto de Óstia com destino à África. Porém, ao esperar o navio, foram obrigados a passar alguns dias ali.

Páscoa

No entanto, Mônica e Agostinho mantêm intensos diálogos espirituais. A um destes se refere o chamado “êxtase em Óstia”, narrado nas suas Confissões (XIX 10, 23-27): 

“Aconteceu encontrar-nos a sós, eu e ela, apoiados em uma janela que dava para o jardim interior da casa em que morávamos. Era em Óstia, sobre a foz do Tibre, onde, longe da multidão, depois do cansaço de uma longa viagem, recobramos forças para a travessia do mar. Ali, sozinhos, conversávamos com grande doçura, esquecendo o passado, ocupados apenas no futuro, indagamos juntos, na presença da Verdade, que és tu, qual seria a vida eterna dos santos… percorremos uma a uma todas as coisas corporais, até o próprio céu… E subimos ainda mais em espírito, meditando, celebrando e admirando tuas obras, e chegamos até o íntimo de nossas almas. E fomos além delas, para alcançar a região da abundância inesgotável… onde a vida é a própria Sabedoria. E enquanto assim falávamos dessa Sabedoria e por ela suspiramos, chegamos a tocá-la com supremo ímpeto de nosso coração”.

Assim, Mônica sente ter atingido o ápice da sua vida e confessa ao filho: “No que me diz respeito, esta vida já não tem mais nenhum atrativo para mim. O que estou fazendo ainda aqui? Não sei. As minhas expectativas aqui na terra já se esgotaram. Somente uma coisa me fazia permanecer aqui em baixo…: ver, antes de morrer, que você se tornou cristão católico. Meu Deus me satisfez completamente, porque vejo que você até despreza a felicidade terrena para servir a Ele. O que estou fazendo aqui?”.

Alguns dias depois, Mônica adoece e morre aos 56 anos. 

As relíquias de Santa Mônica

Seu corpo foi enterrado em Óstia Antiga, na atual igreja de Santa Áurea. O tempo, provavelmente, é uma basílica paleocristã com uma necrópole ao lado. Os restos mortais de Santa Mônica descansam, por muitos séculos, na igreja de Santa Áurea. Hoje, no lugar, pode-se ver apenas uma lápide, porque, no século XV, o Papa Martinho V quis que as relíquias fossem transladadas para Roma, na igreja de São Trifão, confiada aos frades Agostinianos – depois englobada a uma grande Basílica dedicada a Santo Agostinho. Ali, ainda hoje, encontram-se respostas aos tantos porquês diante de um sarcófago de mármore verde, na capela decorada com afrescos, em 1885, por Pietro Gagliardi.

Minha oração

“Vós que fostes uma mãe intercessora, incansável na salvação de seus filhos, ajudai as mães para que não desanimem dessa missão e, rezando, possam ser pontes para que sua família chegue ao céu. Amém!”

Santa Môotíciasnica, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova  

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

CATEDRAL DE FORTALEZA RECEBE PRIMEIRA CELEBRAÇÃO DO DIA NACIONAL DO TERÇO DOS HOMENS

 

                      Divulgação

A Catedral Metropolitana de Fortaleza acolherá, na próxima terça-feira (8), da primeira celebração arquidiocesana unificada do Dia Nacional do Terço dos Homens. A Santa Missa será presidida por Dom Gregório Paixão, OSB, e reunirá representantes dos grupos das 7 Regiões Regiões Episcopais da Arquidiocese de Fortaleza em um momento de oração e comunhão fraterna em torno do altar do Senhor.

A celebração ocorre na Festa da Natividade de Nossa Senhora e integra as ações relacionadas ao Dia Nacional do Terço dos Homens, instituído pela Lei Federal nº 14.558/2023. A iniciativa pretende reunir homens que participam dos grupos do Terço em diferentes comunidades da Arquidiocese, fortalecendo a integração entre os irmãos.

A programação terá início com uma Procissão de Entrada Integrada. Representantes das Regiões entrarão na Catedral levando seus estandartes e terços, em um gesto que simboliza a unidade entre os grupos que participam da celebração.

Durante a Santa Missa, também será realizada a leitura solene da carta convocatória pelo comentarista. Outro momento previsto é o das preces da comunidade, apresentadas em forma de rosário. Dez homens se revezarão na proclamação das intenções, que abordarão temas relacionados à realidade masculina, como conversão diária, busca por trabalho digno, cuidado com a família e desafios enfrentados pela juventude.

O assessor arquidiocesano do Terço dos Homens, Pe. Emílio Castelo, também destaca a importância da celebração como um passo significativo para a caminhada do movimento na Arquidiocese de Fortaleza.

“Este momento representa uma grande graça para a nossa Arquidiocese. Reunir os homens de diferentes comunidades em uma única celebração é testemunhar que a oração do Terço nos une e nos conduz a uma experiência mais profunda de comunhão com Deus e com a Igreja pelas mãos de Nossa Senhora. Queremos que cada homem retorne para sua comunidade fortalecido na fé, renovado no compromisso com sua família e disposto a colaborar cada vez mais na missão evangelizadora da Igreja”, afirma.

Para Anderson Vasconcelos, coordenador arquidiocesano do movimento a celebração representa uma oportunidade de fortalecer a participação dos homens na vida da Igreja e aprofundar o compromisso com a fé e a família.

“Este primeiro encontro arquidiocesano unificado é um momento de graça e de unidade. Queremos reunir os homens não apenas para rezar o Terço, mas para renovar o compromisso com Deus, com nossas famílias e com a missão de sermos testemunhas do Evangelho no dia a dia. Sob o olhar de Nossa Senhora, queremos fortalecer a caminhada de cada grupo e mostrar que o homem também tem um papel fundamental na construção de uma Igreja viva e missionária”, destaca.

A realização do encontro em Fortaleza segue uma experiência já adotada por outras arquidioceses e dioceses brasileiras. Igrejas particulares como as de Rio de Janeiro, São Paulo, Juiz de Fora e Osasco também promovem encontros do Terço dos Homens, reunindo participantes para momentos de oração e fraternidade.

Na Arquidiocese de Fortaleza, a celebração pretende promover uma maior integração entre os grupos das diferentes Regiões. A expectativa é que o encontro fortaleça a espiritualidade mariana e incentive os homens a ampliar a vivência da fé e a atuação na evangelização, especialmente nas famílias e comunidades.

Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza