quarta-feira, 9 de setembro de 2026

SANTO DO DIA -SÃO PEDRO CLAVER


Origens 

São Pedro Claver nasceu em Verdú, na Catalunha, em 25 de junho de 1581, e não pertencia a uma família nobre. Fez o noviciado em Tarragona, os estudos filosóficos em Palma de Maiorca; e iniciou os teológicos em Barcelona. Ele ainda não havia terminado seus estudos quando foi destinado à missão de Nova Granada, como era chamada a atual Colômbia. 

Missão

O jovem desembarcou em Cartagena, em 1610, e foi ordenado sacerdote, em 1616, naquela missão onde, por 44 anos, trabalhou entre os escravos afro-americanos, em um período de forte tráfico.

Servo dos Negros

Educado na escola do missionário Alfonso de Sandoval, Pedro tornou-se servo dos negros para sempre “Aethiopum semper servus”; na época, todos os negros eram chamados etíopes. As costas litorâneas — onde milhares de pessoas eram abandonadas, arrancadas sem nenhum remorso da sua vida familiar e da sua terra —, transformaram-se em campo de apostolado para o jovem Jesuíta.

Cuidado com os  Negros Deportados 

Todas as vezes que Pedro era avisado sobre a chegada de novos escravos apinhados nos navios, entrava no mar, com o seu barco, para encontrá-los e levar-lhes comida, ajuda e conforto. Curava as suas feridas, pedia esmola para comprar-lhes vestidos e matar sua fome.

Lutava ao lado dos Negros 

Despertava em cada um o sentido da própria dignidade humana; levava a fé aos não batizados; encaminhava-os ao conhecimento e à prática das virtudes evangélicas. Para quem vivia com corrente nos pés e sob o açoite dos feitores, a esperança vinha de Nosso Senhor.

Sacramento: batizou 400 mil pessoas

Aprendeu a língua dos angolanos e serviu-se de outros 18 intérpretes para instruir os escravos. Com essa proposta, Pedro de Claver batizou cerca de quatrocentos mil negros durante os quarenta anos de missão apostólica. Foram atribuídos a ele, ainda, muitos milagres de cura.

Pela sua obra incansável, foi acusado de descuidar e profanar os Sacramentos, administrando-os a criaturas que “mal entendiam”.

Páscoa

Em 1650, adoeceu com a peste: sobreviveu, mas pelo resto da vida não pôde mais trabalhar. Nos últimos quatro anos de sua existência terrena passou imobilizado na enfermaria do convento. O homem que fora a alma da cidade, pai dos pobres e consolador de muitas desgraças, foi completamente esquecido por todos, passando o tempo em oração. São Pedro Claver morreu em 8 de setembro de 1654, na Colômbia.

Via de Santificação

Em 16 de julho de 1850, foi beatificado por Pio IX e, em 15 de janeiro de 1888, canonizado por Leão XIII, junto com Alfonso Rodriguez. Em 7 de julho de 1896, foi proclamado Padroeiro de “Todas as Missões Católicas entre os Negros”.

Minha oração

“São Pedro, lhe pedimos que nos ajude a dissipar toda discriminação, toda desigualdade, todo preconceito. Que sejamos portadores da justiça divina e possamos implementar o Reino celeste aqui nessa terra. Por Cristo, Senhor nosso. Amém!”

São Pedro Claver, rogai por nósF

Fonte: Canção Nova Notícias

terça-feira, 8 de setembro de 2026

PAPA LEÃO XIV NOMEIA BISPO PARA A DIOCESE DE RUBIATABA, MAZORLÂNDIA EM GOIÁS

 


 


A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou nesta terça-feira, 8 de setembro, a decisão do Papa Leão XIV em nomear bispo da diocese de Rubiataba-Mozarlândia, no Estado de Goiás, dom Júlio César Gomes Moreira, transferindo-o do ofício de bispo auxiliar na arquidiocese de Belo Horizonte.
 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) encaminhou mensagem de saudação a dom Júlio César Gomes Moreira. Veja abaixo:
 

Saudação da CNBB a dom Júlio César Gomes Moreira 

 

Estimado dom Júlio César, 

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recebeu com grande alegria a sua nomeação, feita pelo Papa Leão XIV, como bispo da diocese de Rubiataba-Mozarlândia. 

Neste dia em que a Igreja celebra a Natividade da Bem-Aventurada Virgem Maria, desejamos que seu novo ministério episcopal seja acompanhado pela materna intercessão de Nossa Senhora. Que, a exemplo de Maria, sua missão seja marcada pela escuta atenta à vontade de Deus, pela disponibilidade ao serviço e pela proximidade com o povo que lhe é confiado. 

Pedimos ao Senhor que lhe conceda sabedoria, fortaleza e renovado ardor missionário para conduzir a Igreja particular de Rubiataba-Mozarlândia, fortalecendo a comunhão, a esperança e o compromisso com o anúncio do Evangelho. 

Receba a nossa fraterna saudação e nossas orações por esta nova etapa de seu ministério episcopal. 

 

Em Cristo, 

Cardeal Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB 

Dom João Justino de Medeiros
Arcebispo de Goiânia – GO
1º vice-presidente da CNBB 

Dom Paulo Jackson
Arcebispo de Olinda e Recife – PE
2ª vice-presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers
Bispo auxiliar de Brasília – DF
Secretário-geral da CNBB 

 

Biografia de dom Júlio 

Dom Júlio nasceu em Fortaleza (CE), em 18 de março de 1972. Formou-se em Psicologia pela Universidade de Brasília, em 1997, e em Filosofia e Teologia no Seminário Maior Arquidiocesano de Brasília Nossa Senhora de Fátima, em 2003. Especializou-se em Análise Existencial e Logoterapia de Viktor Frankl (2011-2012). 

Foi ordenado padre da arquidiocese de Brasília em 6 de dezembro de 2003. Atuou como pároco da Paróquia São José, em Brazlândia (DF) de 2004 a 2005. Também foi formador no Seminário Maior Nossa Senhora de Fátima da Arquidiocese de Brasília de 2006 a 2007 e no Seminário Propedêutico São José, de Brasília, de 2008 a 2010. De 2011 a 2015, foi reitor do Seminário Maior Interdiocesano São João Maria Vianney e do Seminário Propedêutico Santa Cruz, em Goiânia. 

Colaborou no Santuário do Santíssimo Sacramento, em Brasília, em 2016, e foi Vigário Episcopal do Vicariato Centro de Brasília, no mesmo ano. Dom Júlio também foi coordenador da Comissão do Clero de Brasília, de 2019 a 2020; membro do Colégio dos Consultores e Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Sobradinho (DF), de 2017 a 2020. 

Foi nomeado pelo Papa Francisco, em dezembro de 2020, como bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte (MG).

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Fonte: https://www.cnbb.org.br/papa-leao-xiv-nomeia-bispo-para-a-diocese-de-rubiataba-mozarlandia-em-goias/

NOMEADO O NOVO BISPO DA DIOCESE DE PORTO NACIONAL (TO)



 O Papa Leão XIV nomeou, nesta terça-feira, 8 de setembro, o novo bispo da diocese de Porto Nacional, no Tocantins. O eleito é o padre José Paulino Francisco Neto, do clero da diocese de Araçuaí (MG). Missionário na arquidiocese de Vitória (ES), atualmente desempenha as funções de vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora da Glória, em Vila Velha (ES) e de defensor do vínculo no Tribunal Interdiocesano de Vitória. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao eleito para o episcopado.

 

Saudação da CNBB ao Monsenhor José Paulino Francisco Neto

 

Estimado irmão, Monsenhor José Paulino Francisco Neto,

Recebemos, com alegria, a notícia de sua nomeação como o sétimo Bispo da Diocese de Porto Nacional. Somamos nossos votos de um frutuoso ministério episcopal ao júbilo do povo de Deus que, certamente, o receberá de braços abertos no Tocantins.

Recordando o Papa Leão XIV na primeira audiência geral deste mês, somamo-nos no desejo de que as Virtudes Teologais da alegria e da esperança “sejam as características distintivas de uma Igreja que anuncia e testemunha o Evangelho, aproximando-se das mulheres e dos homens do nosso tempo”.

Rogamos a Nossa Senhora das Mercês, padroeira da Diocese de Porto Nacional, que seja guia e intercessora em seu ministério.

Em Cristo,

 

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB

 

Informações biográficas do novo bispo

Nascido em 30 de agosto de 1972, em Comercinho (MG), é filho de Geraldo Teixeira França e Dionísia Maria de Jesus (in memoriam). Foi ordenado sacerdote em 4 de agosto de 2000, na diocese de Araçuaí (MG). Desde 2020 é missionário na arquidiocese de Vitória (ES).

 

Formação acadêmica

Cursou Filosofia no Seminário Diocesano São José, em Araçuaí, e Teologia no Seminário Arquidiocesano de Diamantina. Também é bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora e licenciado em Letras pela Fevale de Diamantina.

Monsenhor José Paulino é pós-graduado em Docência e gestão do Ensino Superior e em Direito Canônico pela PUC-Minas; mestre em Direito Canônico pela Universidade Gregoriana-Instituto de Direito Canônico do Rio de Janeiro; e doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Católica de Buenos Aires, na Argentina.

 

Experiência Pastoral

O novo bispo de Porto Nacional acumula diversas atividades pastorais, tanto na diocese de Araçuaí, quanto na arquidiocese de Vitória.

Após sua ordenação, em 2000, foi nomeado vigário paroquial de Turmalina. Na sequência, foi pároco de Catuji e de Coronel Murta. Entre 2002 e 2014, lecionou no Seminário São José. Também atuou como chanceler da diocese, reitor do Seminário Diocesano de Araçuaí, ecônomo, diretor da Escola Técnica HAGROGEMITO e da TV Araçuaí. Também atuou como vigário judicial, coordenador de Pastoral e do curso de Teologia para Leigos. Entre 2018 e 2020, foi cura da Catedral São José, em Araçuaí.

Entre 2015 e 2017, no período de seu mestrado, foi cooperador paroquial na paróquia dos Sagrados Corações, na Tijuca, Rio de Janeiro (RJ)

Em 2020, seguiu para a arquidiocese de Vitória como pesquisador e foi designado cooperador paroquial da paróquia Sagrada Família. Desde então, contribuiu como administrador paroquial da paróquia São Pedro Apóstolo; defensor do vínculo nos tribunais eclesiásticos de Cachoeiro de Itapemirim e de Vitória; vigário paroquial na paróquia São Francisco de Assis; administrador paroquial da paróquia Nossa Senhora da Glória; e assistente espiritual da Comunidade no Brasil do Instituto Secular Respigadeira da Igreja, desde 2019


Fonte: https://www.cnbb.org.br/nomeado-o-novo-bispo-da-diocese-de-porto-nacional-to/





32º GRITO DOS EXCLUIDOS REÚNE COMUNIDADES EM DEFESA DA VIDA, DA PAZ E DA MORADIA NO JANGURUSSU

 



Dom Gregório participou do 32° Grito dos Excluídos – Foto: Sercom Arqfor/Luís Carlos Lima

O Arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, OSB, participou da 32ª edição do Grito dos Excluídos da Arquidiocese de Fortaleza, realizada no bairro Jangurussu, em Fortaleza. A manifestação reuniu comunidades, pastorais, movimentos populares, organizações sociais e representantes de diferentes grupos em uma caminhada marcada pela defesa da vida, da dignidade humana, da paz, da moradia e da justiça social.

Neste ano, o Grito dos Excluídos teve como tema “Vida em primeiro lugar” e como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A iniciativa reafirmou o compromisso da Igreja e das comunidades com a realidade daqueles que vivem situações de vulnerabilidade e exclusão social.

O Grito dos Excluídos é um espaço de mobilização e expressão popular que busca dar visibilidade às pessoas e comunidades que muitas vezes permanecem à margem das decisões sociais e políticas. Em Fortaleza, a edição deste ano levou às ruas do Jangurussu diferentes vozes que convergiram em torno da defesa da vida e dos direitos fundamentais.

Mais do que uma manifestação, o encontro foi marcado pela convivência entre comunidades, pela espiritualidade e pelo compromisso com a transformação da realidade. Faixas, cartazes, palavras de ordem e momentos de oração deram o tom da caminhada, que chamou a atenção para problemas enfrentados diariamente por milhares de pessoas.

Ao longo da manifestação, foram apresentados cinco eixos centrais, que expressaram as principais preocupações, desafios e esperanças das comunidades participantes.

As pautas evidenciaram a necessidade de fortalecer a luta por direitos, ampliar a participação popular e construir uma sociedade na qual a dignidade de cada pessoa seja respeitada.

Os eixos também ajudaram a destacar que as diferentes situações de exclusão estão interligadas. Questões como acesso à moradia, defesa do meio ambiente, promoção da paz, proteção das mulheres e garantia de direitos fazem parte de uma mesma realidade e exigem ações coletivas.

Ao final da caminhada, permaneceu o chamado para que comunidades, pastorais, movimentos e organizações continuem unidos na defesa da Terra, da paz, da moradia, dos direitos humanos e de uma vida digna para todos.

Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA MARCA PRESENÇA NO 5º CONGRESSO VOCACIONAL DO BRASIL, EM APARECIDA (SP)



 Pe. Deusimar (à esquerda) e Pe. Roberto (à direita) – Foto: divulgação

A Igreja no Brasil esteve reunida no Santuário Nacional de Aparecida para a realização do 5º Congresso Vocacional, que aconteceu neste último fim de semana, de 4 a 6 de setembro de 2026. Com o tema “Comunidades Vocacionais: Encontro, Testemunho e Missão” e o lema bíblico “Perseverantes e bem unidos, partiam o pão pelas casas” (At 2,46), o encontro reuniu centenas de delegados, agentes de pastoral e representantes de diversas dioceses do país para refletir sobre a cultura vocacional e fortalecer a ação evangelizadora da Igreja.

Entre as delegações participantes, a Arquidiocese de Fortaleza foi representada pelos padres Deusimar Andrade e Roberto Araújo. Durante os três dias de programação, os sacerdotes acompanharam as reflexões, os painéis, as celebrações e os momentos de partilha, levando ao Congresso as experiências vivenciadas na realidade pastoral do Ceará e do Nordeste.

A participação da Arquidiocese de Fortaleza também representou uma oportunidade de fortalecer a comunhão com as demais Igrejas particulares do Brasil e de acompanhar as orientações e perspectivas apresentadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a promoção de uma cultura vocacional.

Três dias de encontro, reflexão e partilha

A programação do 5º Congresso Vocacional do Brasil foi organizada em três eixos temáticos: Caminho, Fé e Partilha, que conduziram os participantes por diferentes momentos de reflexão, celebração e convivência.

O primeiro dia foi marcado pelo credenciamento dos participantes e pela solenidade de abertura, realizada no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida. Entre os destaques da programação esteve o painel dedicado à trajetória histórica dos congressos vocacionais e à caminhada da Igreja no Brasil na perspectiva da comunidade eclesial.

O segundo dia foi dedicado à fé como força que anima, desperta e sustenta a vida comunitária. A programação contou com celebrações eucarísticas, momentos de interação com os painelistas e a apresentação e análise dos dados obtidos a partir das questões propostas pelo Texto-Base do Congresso.

No último dia, as reflexões foram direcionadas para a comunicação e a juventude como importantes dimensões da animação vocacional. O Congresso foi encerrado com uma oração de envio e uma caminhada processional até a Tribuna da Basílica de Nossa Senhora Aparecida.

A experiência vivenciada em Aparecida contribuiu para aproximar as realidades pastorais do Ceará das reflexões e dos novos caminhos propostos para a animação vocacional em todo o país, fortalecendo a missão da Igreja de anunciar o Evangelho e despertar novas vocações para o serviço à comunidade.

Para acompanhar informações, registros e materiais sobre o 5º Congresso Vocacional do Brasil, consulte os canais oficiais da Arquidiocese de Fortaleza, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada (CMOVIC).

Fonte: Chama Forte.

SANTO DO DIA - NATIVIDADE DE NOSSA SENHORA


 

Origens 

A Natividade da Virgem Maria é uma das festas marianas mais antigas. Imagina-se que a sua origem esteja ligada à festa da dedicação de uma igreja a Maria. Segundo a tradição, era a casa dos pais de Maria, Joaquim e Ana. É localizada em Jerusalém, construída no século IV: a basílica de Santa Ana, é onde nasceu a Virgem. Em Roma, esta festa começou a ser celebrada no século VIII, durante o pontificado do Papa Sérgio I (†8 de setembro de 701). 

A Natividade

A Igreja católica não costuma celebrar o dia de nascimento dos santos, mas de sua morte. Há, contudo, três celebrações de nascimento: de Jesus Cristo (Natal); de São João Batista (ainda no ventre de Isabel, manifestou-se diante da proximidade de Maria, que esperava Jesus e fora visitar sua parente); e o da própria Virgem Santíssima.           

A Tradição

Nos Evangelhos não encontramos citações sobre esta festa, tampouco os nomes dos pais de Maria. Só há referências a Virgem Maria quando se trata de ressaltar algum fato que diga respeito ao Salvador. A Palavra de Deus nos mostra, mesmo que de forma discreta, a presença de Maria Santíssima nos momentos centrais da História da Salvação, como na encarnação, a inauguração do ministério de Cristo, a crucifixão, o nascimento da Igreja com a vinda do Espírito Santo e outros eventos.

Contudo, os Evangelhos não nos dão informações a respeito da família de Maria, de sua infância, de sua formação, de seu temperamento, de seu aspecto físico entre outras características.  Mas a tradição faz menção no Protoevangelho de Tiago, apócrifo escrito no século II. Entretanto, o acontecimento fundamental da vida de Maria continua sendo a Anunciação.

Relevância da Festividade

A maravilha deste nascimento não está no que os apócrifos narram com grande detalhe e engenhosidade. Está no significativo passo em frente que Deus leva na realização do seu eterno desígnio de amor. Por isso, a festa de hoje foi celebrada com magníficos louvores por muitos Santos Padres, que se basearam em seu conhecimento da Bíblia e em sua sensibilidade poética e ardor

O Exemplo é Maria

Maria é uma mulher que deve ser imitada pela sua confiança, mormente nos momentos mais obscuros da vida do seu Filho Jesus. Isso e muitas outras coisas explicam o fato do Povo de Deus recorrer a Ela para encontrar refúgio, conforto, ajuda e proteção.

A Igreja considera Maria como a Mãe de Deus, mas também como a discípula. Maria foi exemplo e modelo de vida cristã: pela sua fé, obediência ao seu Filho, caridade com a prima Isabel e nas Bodas de Caná. 

A Celebração

A Natividade de Nossa Senhora é celebrada nove meses depois da celebração da solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). É toda a Igreja que faz o convite:

 “Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (…) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque por ela o Criador mudou toda a natureza humana em um estado melhor!” 

(S. João Damasceno – século VIII)

Protetora e Padroeira 

Nossa Senhora da Natividade é padroeira e protetora das costureiras. Além dos cozinheiros, dos destiladores, dos fabricantes de alfinetes e panos e da hospedaria.

Minha oração

“No dia do teu aniversário, quero louvar a Deus e celebrar a grande graça que é ter te recebido como Mãe. Obrigado, por tanto carinho e proteção, obrigado por todas as graças que recebo de ti diariamente. Seja hoje  e sempre nossa Senhora!”

Nossa Senhora da Natividade, rogai por nós!

Fonte: Cáançâo  Nova Notícias

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

PRESIDÊNCIA DA CNBB DIVULGA MENSAGEM PARA O DIA 7 DE SETEMBRO: “NÃO PERCAMOS A ESPERANÇA NO BRASIL”

 


A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma mensagem de esperança por ocasião do Dia da Independência, celebrado neste 7 de setembro. No texto os bispos propõem “renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno”. 

A reflexão apresentada na mensagem considera a necessidade de paz e diálogo; democracia e responsabilidade; e cuidado com o povo. 

A Presidência da CNBB motiva não perder a esperança no Brasil.

“Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade”.

Confira a mensagem na íntegra:

 

Brasil: nossa pátria, nossa responsabilidade

“Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5,9).

 

Neste 7 de setembro, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil dirige uma palavra de esperança ao povo brasileiro.

Celebrar o Dia da Independência é renovar nosso compromisso com um Brasil livre e soberano, democrático, justo e fraterno. Em um momento marcado por polarizações políticas, tensões institucionais e internacionais, por uma grave crise na mais alta corte do país e dificuldades que pesam sobre a vida das famílias, somos chamados a recordar aquilo que nos une e a colocar o bem comum acima dos interesses particulares.

O Brasil precisa de paz e diálogo. As diferenças políticas são próprias da democracia, mas não podem nos transformar em inimigos. A violência, a mentira, a desinformação e os discursos de ódio ferem nossa convivência. Precisamos reaprender a discordar sem romper os vínculos que nos fazem um só povo.

O Brasil precisa de democracia e responsabilidade. Às vésperas das eleições, reafirmamos o respeito à Constituição, às instituições republicanas e à soberania nacional. O voto é expressão de liberdade e deve ser exercido com consciência, sem manipulação, corrupção ou instrumentalização da fé.

O Brasil precisa cuidar de seu povo. Não há verdadeira independência enquanto tantos sofrem com a pobreza, o endividamento, as desigualdades e condições de trabalho que comprometem o descanso e a convivência familiar. A economia, a política e as instituições somente encontram sua razão de ser quando estão a serviço da dignidade humana e do bem comum. Essa preocupação com trabalho digno, repouso e qualidade de vida já foi explicitamente assumida pelos bispos na Mensagem ao Povo Brasileiro de abril passado.

Neste 7 de setembro, queremos dizer sobretudo: não percamos a esperança no Brasil. Somos maiores que nossas divisões. Podemos transformar diferenças em diálogo, dificuldades em compromisso e esperança em responsabilidade.

Confiamos nossa Pátria à proteção de Nossa Senhora Aparecida. Que Deus nos conceda sabedoria e coragem para construirmos juntos um Brasil reconciliado, soberano, justo e fraterno.

 

Brasília, 7 de setembro de 2026.

Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB

Fonte: CNBB