quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

CNBB MANIFESTA SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DE ACIDENTE NO RETORNO DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS



A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou pesar pela morte de 15 pessoas, vítimas de acidente de ônibus em São João da Tapera, no Sertão de Alagoas, na manhã desta terça-feira. O grupo retornava da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, na diocese de Crato (CE).

Os bispos demonstraram solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas, e também aos bispos diocesanos de Crato, dom Magnus Henrique Lopes, e de Penedo, a diocese de origem dos fiéis, dom Valdemir Ferreira dos Santos.

Confira a mensagem na íntegra:

 

Nota de pesar pelas vítimas do acidente com romeiros da Romaria de Nossa Senhora das Candeias

 

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta profundo pesar e solidariedade às famílias, amigos e comunidades das vítimas do trágico acidente ocorrido com fiéis que retornavam da Romaria de Nossa Senhora das Candeias, na Diocese do Crato.

Neste momento de dor e comoção, unimo-nos em oração confiando à infinita misericórdia de Deus todos aqueles que perderam a vida. Pedimos ao Senhor que conceda conforto, esperança e fortaleza aos familiares e a todos os que choram esta perda tão dolorosa.

Que Nossa Senhora das Candeias, luz que ilumina o caminho do povo de Deus, interceda por todos, envolvendo com seu amor materno as famílias enlutadas e sustentando a fé das comunidades atingidas por esta tragédia.

A Presidência da CNBB permanece unida, em comunhão fraterna e oração, ao bispo diocesano de Crato (CE), dom Magnus Henrique Lopes, OFM, ao bispo diocesano de Penedo (AL), dom Valdemir Ferreira dos Santos, aos que sofrem, familiares, amigos e a todos os que foram afetados por este acontecimento.

Em Cristo,

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB


Fonte:  https://www.cnbb.org.br/cnbb-solidariza-vitimas-romaria-nossa-senhora-candeias/

PAPA LEÃO XIV NOMEIA DOM ALDEMIRO SENA DOS SANTOS BISPO PARA A DIOCESE DE TEIXEIRA DE FREITAS -CARAVELAS ,NA BAHIA



O Papa Leão XIV nomeou, nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, dom Aldemiro Sena dos Santos, como bispo da diocese de Teixeira de Freitas – Caravelas, na Bahia, transferindo-o da sede episcopal de Guarabira, no Estado da Paraíba. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação a dom Aldemiro Sena.

Saudação a Dom Aldemiro Sena dos Santos

Recebemos com alegria a notícia de sua nomeação como o quinto bispo da diocese de Teixeira de Freitas – Caravelas, na Bahia. Junto com o povo do extremo sul da Bahia,  desejamos que essa nova etapa de seu ministério episcopal seja repleta de graças e bênçãos em favor do anúncio do Evangelho.

Que sua nova missão junto à essa porção do povo de Deus possa ser conduzida e inspirada pelo testemunho de São Pedro, padroeiro da diocese Teixeira de Freitas – Caravelas, reafirmando seu pastoreio como um pescador de homens, que lança as redes em águas profundas, atraindo e convertendo o coração dos fiéis para o Reino de Deus.

Em Cristo,

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros da Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
1º Vice- Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília (DF)
Secretário-Geral da CNBB

Biografia e trajetória eclesial

Dom Aldemiro Sena dos Santos é natural de Ibirataia (BA). Formado em Filosofia e Teologia pelo Instituto de Teologia de Ilhéus, foi ordenado sacerdote em 1992, na Catedral de São Sebastião, em Ilhéus. Como presbítero exerceu, entre os anos de 1993 a 1996, o posto de reitor do Seminário Menor São Domingos Sávio, em Ilhéus. Paralelo a esta experiência, também foi pároco da Paróquia Nossa Senhora da Escada, em Olivença, Ilhéus. De 1996 a 1998, exerceu o sacerdócio na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Barro Preto, Ilhéus.

Entre os anos de 1998 a 2007, Aldemiro foi pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Ilhéus, concomitantemente também era coordenador do Centro de Treinamento de Líderes Santa Cruz, na mesma cidade. Em 2006, foi eleito representante do clero diocesano, cargo que ocupou até o ano de 2014. Em 2007, foi nomeado pároco da Paróquia São Francisco de Assis, em Ilhéus.

De 2013 a 2014, padre Aldemiro exerceu o posto de presidente dos presbíteros do regional Nordeste III da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Desde 2015, que exerce a provisão de pároco da Paróquia São Jorge e Catedral de São Sebastião, em Ilhéus. Também é ecônomo da diocese e presidente da Sociedade São Vicente de Paulo, que inclui o abrigo para idosos.

Foi nomeado bispo da diocese de Guarabira (PB) em 4 de outubro de 2017 pelo Papa Francisco. Sua ordenação episcopal foi em 17 de dezembro de 2017 e a posse canônica em 2 de fevereiro de 2018. Adotou com lema de seu pastoreio: “Servir com alegria!”


Fonte: https://www.cnbb.org.br/papa-leao-xiv-nomeia-dom-aldemiro-sena-dos-santos-bispo-para-a-diocese-de-teixeira-de-freitas-caravelas-na-bahia/

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6

Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.

2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam

ficavam admirados e diziam:

'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria?

E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?

3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas

e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa

dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus

parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum.

Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé

deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação.


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 mesmo, expor-se, confessar, pedir, reconhecer que Deus é

capaz?


4 DE FEVEREIRO DE 2026

4ª. FEIRA IV SEMANA DO

TEMPO COMUM


Cor Verde


1ª. Leitura – II Sam 24,2.9-17


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Leitura do Segundo Livro de Samuel 24,2.9-17

Naqueles dias: 2Disse, o rei Davi a Joab e aos chefes do seu exército que estavam

com ele: 'Percorre todas as tribos de Israel,

desde Dã até Bersabéia, e faze o recenseamento do povo, de maneira que eu saiba o

seu número. 9Joab apresentou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia

em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá,

quinhentos mil homens. 10Mas, depois que o povo foi recenseado,

Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: 'Cometi um grande pecado, ao fazer o que

fiz. Mas perdoa a iniquidade do teu servo,

porque procedi como um grande insensato'. 11Pela manhã, quando Davi se levantou,

a palavra do Senhor tinha sido dirigida ao profeta Gad, vidente de Davi, nestes

termos: 12'Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: dou-te a escolher três coisas:

escolhe aquela que queres que eu te envie'. 13Gad foi ter com Davi e referiu-lhe

estas palavras, dizendo: 'Que preferes: três anos de fome na tua terra, três meses de

derrotas diante dos inimigos que te perseguem, ou três dias de peste no país?

Reflete, pois e vê

o que devo responder a quem me enviou'. 14Davi respondeu a Gad: 'Estou em grande

angústia. É melhor cair nas mãos do Senhor,

cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!'

15E Davi escolheu a peste. Era o tempo da colheita do trigo.

O Senhor mandou, então, a peste a Israel, desde aquela manhã até ao dia fixado, de

modo que morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabéia.

16Quando o anjo estendeu a mão para exterminar Jerusalém, o Senhor arrependeu-

se desse mal e disse ao anjo que exterminava o povo: 'Basta! Retira agora a tua mão!'

O anjo estava junto à eira de Areuna, o jebuseu. 17Quando Davi viu o anjo que

afligia o povo, disse ao Senhor:

'Fui eu que pequei, eu é que tenho a culpa. Mas estes, que são como ovelhas, que

fizeram? Peço-te que a tua mão se volte contra mim e contra a minha família! '

Palavra do Senhor.

Reflexão - Os homens são implacáveis e injustos, Deus é justo e

misericordioso.

Irritado com o povo de Israel David mandou fazer um recenseamento a fim de

que pudesse ter ciência do número exato dos seus subordinados. Agindo

assim, David mostrou confiar mais nos efetivos humanos do que em Deus.

Desejou ter conhecimento para ter domínio da situação e mostrar o seu

poderio. Arrependido diante do Senhor e sentindo remorso, Davi pediu

clemência a Deus, porém, mesmo assim, sofreu decorrência da sua

insensatez. Por isso, teve que escolher entre uma das três punições previstas

pela Lei para quem trai a Aliança. Três anos de fome. Três meses de derrota

diante dos inimigos; três dias de peste. “É melhor cair nas mãos do Senhor

cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens,” disse David.

Ele, então, preferiu a peste à guerra porque, um castigo vindo da mão de

Deus nos permite esperar na misericórdia divina. De fato, aconteceu que Deus

sentiu compaixão por Jerusalém, e poupa-a quando o próprio rei intercede

pelo povo inocente, e assume as responsabilidades pelo sucedido. Os homens

são implacáveis e injustos, Deus, no entanto, é justo e misericordioso. Não

nos trata segundo as nossas faltas. Neste relato nós compreendemos a lógica

da história da salvação: pecado, castigo, arrependimento, perdão.

Percebemos também como o pecado de alguém pode ter consequência na vida

de todos. A conduta de uma pessoa pode repercutir-se, para o bem e para o


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mal na vida de toda uma comunidade, principalmente, se esta pessoa, tiver

responsabilidades em relação ao seu bem-estar. É o pecado social! Por isso, o

comportamento de um governante, de um rei ou alguém que estiver à frente

de um povo é parâmetro para que esse povo seja bem-sucedido ou não. A

grande mensagem desta leitura para nós é que precisamos confiar no Senhor e

não nos homens. Davi quis agir por suas próprias forças confiando em carros e

cavaleiros e não se lembrou de que o plano é do Senhor e não dele. Com isso,

nós aprendemos também que, às vezes, o querer saber demais com o intuito

de dominar e mostrar poder, desperta a ira de Deus contra nós. A confiança é

a atitude do homem que mais é apreciada por Deus, portanto, precisamos dar

provas de que fazemos a nossa parte, mas o Senhor é soberano e é Ele quem

nos dá resposta para os nossos questionamentos e dúvidas. – Você é uma

pessoa que gosta de fazer muitos cálculos para não ser pego de surpresa? –

Você confia na providência de Deus? – Quem é que dá resposta para os seus

questionamentos e dúvidas? – Você confia no poder e na misericórdia de

Deus?

Salmo - Sl 31, 1-2. 5. 6. 7 (R. Cf. 5c)

R. Perdoai-me, Senhor, meu pecado!

1Feliz o homem que foi perdoado *

e cuja falta já foi encoberta!

2Feliz o homem a quem o Senhor

não olha mais como sendo culpado, *

e em cuja alma não há falsidade!R.

5Eu confessei, afinal, meu pecado, *

e minha falta vos fiz conhecer.

Disse: 'Eu irei confessar meu pecado!' *

E perdoastes, Senhor, minha falta.R.

6Todo fiel pode, assim, invocar-vos, *

durante o tempo da angústia e aflição,

porque, ainda que irrompam as águas, *

não poderão atingi-lo jamais.R.

7Sois para mim proteção e refúgio;*

na minha angústia me haveis de salvar,

e envolvereis a minha alma no gozo *

da salvação que me vem só de vós.R.

Reflexão - A decisão que tomamos de confessar o nosso pecado e pedir

perdão ao Senhor pelas nossas faltas nos traz como consequência uma

experiência de grande felicidade e a certeza do amor misericordioso do Pai.

Por isso, o salmista proclamou: “Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha

falta vos fiz conhecer... E perdoastes, Senhor minha falta”. Enquanto

guardamos conosco as nossas faltas e não reconhecemos os nossos pecados

para confessá-los, nós encurralamos a nossa alma e não deixando que ela se

sinta livre, por isso, seremos eternos prisioneiros de nós mesmos. Aquele que

confessa o seu pecado merece ser perdoado e quando invocar o Senhor

durante a sua angústia, será escutado e acolhido.


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Evangelho - Mc 6,1-6

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 6,1-6

Naquele tempo: 1Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam.

2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam

ficavam admirados e diziam:

'De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria?

E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos?

3Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas

e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?' E ficaram escandalizados por causa

dele. 4Jesus lhes dizia: 'Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus

parentes e familiares'. 5E ali não pôde fazer milagre algum.

Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6E admirou-se com a falta de fé

deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. Palavra da Salvação.

Reflexão – As coisas do alto são simples!

O povo admirava-se da sabedoria de Jesus, mas desconfiava das Suas palavras

e até dos milagres que Ele realizava, porque não acreditava que Ele, o simples

filho do carpinteiro, tivesse tanta sabedoria. Precisamos ter consciência de

que Deus é simples! Na maioria das vezes nós também não acreditamos na

simplicidade das Suas manifestações na nossa vida e ficamos esperando algo

que já aconteceu. A simplicidade de Deus escandaliza as pessoas e a maneira

como Ele opera os Seus planos, também nos deixa confusos. Esperamos

grandes coisas, grandes acontecimentos e o Senhor nos fala e orienta na

naturalidade dos nossos pensamentos, sentimentos repletos de fé. Porque não

olhamos com os olhos da Fé, os milagres também são difíceis de acontecer na

nossa vida. Necessitamos do extraordinário e temos planos complicados que

vêm dos nossos desejos humanos, não trabalhamos o nosso ser espiritual para

perceber os gestos simples. Não acreditamos nos planos de Deus e

principalmente o que Ele deseja realizar através de coisas e de pessoas

simples. Ainda hoje, nós também damos pouco valor às pessoas que estão

muito próximas de nós, principalmente àquelas que são humildes e sem

pretensão. Acostumamo-nos a conviver com elas e não percebemos que são

instrumentos de Deus para o nosso crescimento e até para o nosso livramento.

Muitos milagres poderiam acontecer no nosso meio se déssemos atenção

àqueles que são instrumentos de Deus para nós. Não entendemos o porquê

que alguém, mesmo simples e humilde, possa ao mesmo tempo ser sábio aos

olhos de Deus. Confundimos a sabedoria que vem de Deus com o

conhecimento que o mundo dá. Jesus, o Salvador visitou a sua casa, mas os

Seus não O reconheceram. Assim também, Jesus Salvador, visita a nossa casa,

o nosso coração. Está dentro de nós e mora conosco, está ao nosso alcance e

nós achamos que só vamos encontrá-Lo La fora. Procuramos longe Aquele que

está tão perto de nós e quer fazer maravilhas na nossa vida


. Somos

chamados, então a refletir: as coisas simples nos incomodam ou atraem? –

Valorizamos as pessoas da nossa casa quando nos dão algum conselho? – Na

nossa casa também os profetas não são bem recebidos por nós? - A quem

estamos valorizando, o que nos prende a atenção e a que nós estamos

dando importância: às coisas simples do alto, ou às coisas complicadas de

baixo?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caaminho

SANTO DO DIA - SÃO JOÃO DE BRITO

 São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia

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Origens
São João de Brito é um santo português, nasceu em Lisboa no ano de 1647.

Relação com o Brasil
Em 1640, seu pai Salvador Pereira de Brito foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, permaneceram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.

Saúde na infância
Com sua saúde fragilizada, os médicos chegaram a perder as esperanças. Sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier, e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente. São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa. Mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração, até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.

São João Brito: a ida para Índia e o difícil sacerdócio 

Sacerdócio na Índia
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos; e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo. Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a enculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.

Perseguição e intervenção de Deus
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou, e muitos foram batizados. Ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos, e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse à fé. Ele renunciou à própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida e abandonavam os deuses; a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi liberto junto com os outros.

O retorno a Portugal
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.

O Martírio de São João Brito e o seu legado

Páscoa
Após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas em Portugal, voltou para a Índia. Logo foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou castigar aquele padre. Em 4 de fevereiro de 1693, foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.

Santuário na Índia
Foi canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947. No local do seu martírio, em Oriyur, na Índia, foi construído um Santuário. Conta-se que o seu sangue abençoou o solo, tornando-o vermelho. Os peregrinos consideram esta areia vermelha como sagrada e encontram nela cura para os seus males.

São João de Brito no Brasil
Na Diocese de Santo Amaro (SP), o santo é padroeiro de uma paróquia desde 1951. Tal devoção surgiu após uma visita do então bispo de Santo Amaro a Portugal, que trouxe uma imagem que ganhou no país europeu e sugeriu que a nova Paróquia que surgia levasse o nome de São João de Brito.

Minha oração
“Ó santo sacerdote, exímio missionário e evangelizador, fortalecei e encorajai aqueles que têm a mesma missão de evangelizar os povos mais distantes. Intercedei pelas vocações, a fim de suscitar outros homens e mulheres com a mesma generosidade. Amém.”

São João de Brito, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LANÇAMENTO DO LIVRO “VIDA E REINO DE JESUS NAS ALMAS CRISTÃS”, DE SÃO JOÃO EUDES..

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA CELEBRA A ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE DOM ANTÔNIO CARLOS DO NASCIMENTO

 



À esquerda: Dom Gregório, à direita: Dom Antonio Carlos – Foto: Sercom Arqfor / Romário Pinheiro

Celebração solene reuniu bispos, presbíteros, diáconos, seminaristas e o povo de Deus na Catedral Metropolitana de Fortaleza

A Igreja Arquidiocesana de Fortaleza viveu, na noite do dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, um momento de profunda graça e alegria com a Ordenação Episcopal do Monsenhor Antonio Carlos do Nascimento. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Fortaleza e marcou um importante capítulo na história da Igreja particular.

A Santa Missa de Ordenação foi presidida por Dom Gregório Paixão, OSB, arcebispo de Fortaleza, tendo como bispos co-ordenantes Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, arcebispo emérito da Arquidiocese de Fortaleza e Dom José Luiz Gomes Vasconcelos, bispo diocesano de Sobral.

Uma Igreja reunida em comunhão

A celebração contou com a presença de 17 bispos, além de numerosos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, bem como uma expressiva participação do povo de Deus, que lotou a Catedral para acompanhar este momento histórico.

Em clima de fé, oração e ação de graças, a assembleia manifestou a comunhão da Igreja e a alegria pela entrega de mais um pastor ao serviço do Evangelho. A celebração também teve um significado especial para a história recente da Arquidiocese: a última ordenação episcopal realizada em Fortaleza havia ocorrido no dia 27 de abril de 2019, com a ordenação do Monsenhor Evaldo Carvalho dos Santos, do clero dos Lazaristas, o que torna ainda mais expressivo o momento vivido pela Igreja local.

Os ritos da Ordenação Episcopal

Após os ritos iniciais e a Liturgia da Palavra, a celebração seguiu com os ritos próprios da Ordenação Episcopal, marcados por forte simbolismo e profunda espiritualidade. Depois da proclamação do Evangelho, teve início o rito com a apresentação do eleito e a leitura do mandato apostólico, confirmando oficialmente sua escolha pelo Papa. Na homilia, o bispo ordenante recordou que o ministério episcopal é continuidade da missão dos Apóstolos, destacando o chamado ao serviço, à fidelidade ao Evangelho e ao cuidado amoroso com o povo de Deus. Em seguida, o eleito manifestou publicamente seu propósito de guardar a fé, anunciar o Evangelho e servir a Igreja em comunhão com o sucessor de Pedro e com o colégio episcopal.

O momento central do rito ocorreu com a ladainha de todos os santos, quando o eleito se prostrou em sinal de total entrega, seguida da imposição das mãos pelos bispos e da oração de ordenação, invocando a ação do Espírito Santo. Na sequência, realizaram-se os ritos explicativos: a unção da cabeça com o santo crisma, a entrega do Livro dos Evangelhos, do anel, da mitra e do báculo pastoral, sinais da missão de ensinar, santificar e governar o povo de Deus. A ordenação foi concluída com o abraço da paz entre os bispos, acolhendo o novo bispo no colégio episcopal, enquanto a assembleia celebrava, em oração e louvor, a ação de Deus na vida da Igreja.

Trajetória de fé e serviço

Dom Antonio Carlos do Nascimento nasceu em 22 de novembro de 1972, em Fortaleza (CE), filho de Francisco Camelo do Nascimento (in memoriam) e Marlene Rodrigues do Nascimento.

Ingressou no Seminário Menor Dom Aloísio Lorscheider, em 1995, e seguiu sua formação no Seminário Maior do Regional Nordeste I e no Seminário São José, onde cursou Filosofia e Teologia. É graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e em Teologia pelo Instituto Teológico e Pastoral do Ceará (ITEP).

Possui mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, além de cursos de especialização realizados na Sacra Rota Romana, na Pontifícia Universidade Católica Argentina, em Buenos Aires — onde iniciou seu doutorado — e em diversas instituições no Brasil.

Foi ordenado diácono em 20 de dezembro de 2002 e presbítero em 22 de dezembro de 2003, na Catedral Metropolitana de Fortaleza.

Ministério sacerdotal e serviço à Igreja

Ao longo de seu ministério presbiteral, exerceu importantes funções pastorais e canônicas, entre elas:

  • Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Messejana;
  • Auditor do Tribunal Eclesiástico Regional de Apelação;
  • Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (2005–2016);
  • Pároco da Paróquia São Pio X, no bairro Pan-Americano, em Fortaleza (2016–2025).

Até sua nomeação episcopal, exercia as funções de Vigário Judicial e Presidente do Tribunal Eclesiástico Regional e de Apelação do Ceará, professor de Direito Canônico na Faculdade Católica de Fortaleza, além de membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores e assessor canônico dos bispos do Regional Nordeste I.

Um novo bispo para a Igreja

A Ordenação Episcopal de Dom Antonio Carlos do Nascimento, celebrada em 2 de fevereiro de 2026, reafirma a ação do Espírito Santo na condução da Igreja e renova a esperança do povo de Deus.

Que seu ministério episcopal seja marcado pela fidelidade ao Evangelho, pela proximidade com o povo e pelo zelo pastoral, a exemplo de Cristo, o Bom Pastor, apresentado no templo como luz para iluminar as nações.

CNBB MANIFESTA SOLIDARIEDADE ÀS FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DE ACIDENTE NO RETORNO DA ROMARIA DE NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifestou pesar pela morte de 15 pessoas, vítimas de acidente de ônibus ...