sábado, 3 de outubro de 2026

A ARQUDIOCESE DE FORTALEZA CELEBRARÁ EM NOVEMBRO A ORDENAÇÃO PRESBITERAL DE SETE DIÁCONOS

 

A Arquidiocese de Fortaleza celebrará, no dia 4 de novembro, às 18h30, a Ordenação Presbiteral de sete diáconos. A cerimônia será realizada na Catedral Metropolitana de Fortaleza e presidida por Dom Gregório Paixão, OSB, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

A cerimônia contará com a participação do presbitério arquidiocesano, religiosos e religiosas, além de familiares, amigos e membros das comunidades dos sete ordenandos. A celebração também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Fortaleza no YouTube.



A Ordenação Presbiteral é fruto de anos de acompanhamento, discernimento e formação humana, espiritual, acadêmica e pastoral. Com a ordenação, os sete diáconos passarão a exercer o ministério sEMBRacerdotal, colocando suas vidas a serviço do povo de Deus e da missão evangelizadora da Igreja.

Para a Arquidiocese de Fortaleza, a ordenação dos novos presbíteros representa um momento de ação de graças e a continuidade da missão de anunciar o Evangelho, celebrar a fé e cuidar das comunidades.

Fonte:  Siteda Arquidiocese de Fortaleza

SANTO DO DIA - SANTO ANDRÉ E COMPANHEIROS MÁRTIRES


Origens 

A evangelização no Rio Grande do Norte, estado do nordeste do Brasil, começou em 1597. Iniciaram com a catequese dos índios e com a formação das primeiras comunidades cristãs. Tudo isso, graças aos missionários jesuítas e padres diocesanos do Reino Católico de Portugal. 

Nas décadas seguintes, houve desembarques naquelas terras de franceses e holandeses. Vieram para o Brasil, com o intuito de expulsar os portugueses dos lugares colonizados. Em 1630, os holandeses conseguiram seu objetivo, estabelecendo-se na região Nordeste do Brasil. 

Eles, de confissão calvinista e acompanhados de seus párocos, provocaram forte conflito na região. A princípio de forma pacífica, devido à restrição da liberdade de culto aos católicos. A partir daquele momento, passaram a ser perseguidos. 

“Mártires, durante a missa dominical. Prisioneiros, junto com o pároco, torturados e mutilados”

São André de Soveral

O padre André de Soveral, pároco de Cunhaú, nasceu por volta de 1572 em São Vicente, na ilha de Santos; aos 21 anos ingressou na Companhia de Jesus. Ao final dos estudos, foi enviado para Olinda, em Pernambuco. Especificamente ao centro missionário de catequese dos índios de toda a vasta região. A partir de 1607, tendo deixado os jesuítas, o encontramos como membro do clero diocesano e pároco de Cunhaú: na época do martírio tinha 73 anos.

Páscoa

O Primeiro Momento  Martírio

No domingo, 16 de julho de 1645, enquanto celebrava a missa na capela local, apareceu Jacó Rabe. Ele anunciou importantes comunicações das autoridades governamentais. Logo após a consagração, uma legião de soldados holandeses, acompanhados de índios das tribos Tapuias e Potiguari, todos armados, invadiu o local sagrado, trancou suas portas e atacou ferozmente os fiéis indefesos. Padre André de Soveral, obrigado a interromper a celebração, conseguiu entoar as orações dos moribundos com os fiéis. Todos eles foram mortos à espada, exceto cinco fiéis portugueses que foram feitos reféns. Os assassinos roubaram roupas e objetos dos cadáveres, depois os destruíram. Os católicos mortos em Cunhaú tinham ao todo mais de sessenta anos, mas deles só se sabe o nome do pároco e do leigo Domingo Carvalho.

O Segundo Momento do Martírio

O segundo momento do martírio ocorreu cerca de três meses depois. Em 3 de outubro de 1645, em Uruaçu, dentro da paróquia Nossa Senhora da Apresentação, liderada pelo padre Ambrósio Francisco Ferro.

Tomados pelo terror do que aconteceu em Cunhaú, os católicos de Natal tentaram fugir, em segurança, em abrigos improvisados, mas em vão. Presos, juntamente com o pároco padre Ambrósio Francisco Ferro, foram transferidos para perto de Uruaçu. Ali, eles esperavam os soldados holandeses e cerca de 200 índios sob o comando do líder indígena Antonio Paraopaba, que, tinha um verdadeiro aversão aos católicos. Os fiéis e seu pároco foram terrivelmente torturados e deixados para morrer em meio a mutilações desumanas. Os cronista da época ficaram horrorizado ao descrever em detalhes.

Via de Santificação

Dos numerosos fiéis mortos por causa da fé, em 16 de julho e 3 de outubro de 1645, e para os quais se manifestou imediatamente uma sólida reputação de martírio, infelizmente, apenas 30 puderam ser identificados com certeza. 

A história do martírio do Padre André de Soveral e do Padre Ambrósio Francisco Ferro, do leigo Mateus Moreira e dos seus vinte e oito Companheiros, beatificados pelo Santo Padre João Paulo II, em 5 de março de 2000. Foram canonizados pelo Sumo Pontífice, Papa Francisco, no dia 15 de outubro de 2017.

Minha oração

“Aos mártires que entregaram a sua vida em testemunho da fé na terra de Santa Cruz, rogamos que nunca falte a fé para o nosso povo, nunca nos falte a esperança no Cristo e em sua glória, assim como a misericórdia para a nossa salvação na vida futura. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Santo André de Soveral e companheiros mártires, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

CHANCELARIA (02/10) DOM GREGÓRIO PAIXÃO, OSB, EMITE AS PRIMEIRAS PROVISÕES DE OUTUBRO


 



CELEBRET para o Padre José Aroldo Marinho dos Santos – 30/09/2026

CELEBRET para o Padre Joaminson Cunha de Almeida Freitas – 30/09/2026

CELEBRET para o Padre Leonardo Bezerra da Silva – 30/09/2026

CELEBRET para o Padre João Wilkes Chagas Rebouças Júnior, CCSh – 30/09/2026

CELEBRET para o Padre Alan Freitas Costa, CCSh- 30/09/2026

Provisão de Vigário paroquial para a Paróquia Nossa Senhora do Perpertuo Socorro – Alto Alegre – Fortaleza para o Padre Paulo Roberto Peixoto Rocha, SDS – 1º de outubro de 2026.

SANTO DO DIA - SANTOS ANJOS DA GUARDA

 


Origens

A existência dos Anjos é um dogma de fé, definida várias vezes e em muitas ocasiões pela Igreja, desde o Concílio de Nicéia ao Vaticano I. Tudo o que lhes diz respeito faz parte de um estudo próprio, denominado “angelologia”. O Magistério eclesial afirma: os anjos são seres totalmente espirituais, sem corpo, imortais e imutáveis, que se tornam visíveis apenas para manifestar a sua ação.

História litúrgica

A memória litúrgica dos Santos Anjos é celebrada em 2 de outubro, desde 1670, por desejo do Papa Clemente X. A Igreja ortodoxa prefere celebrar em 11 de janeiro. Antigamente, a sua festa era celebrada em 29 de setembro, junto com a dos três Santos arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael. Porém, sua data foi diferenciada, tornando-se, de modo particular, memória própria dos Anjos da Guarda: primeiro, na Espanha, no século XV; depois, se difundiu em Portugal, Áustria e, por fim, em toda a Europa. 

A devoção aos Anjos da Guarda é mais antiga do que aos santos

Na verdade, a devoção aos Anjos é mais antiga que aos santos, de modo especial na Idade Média. Isso, graças aos monges eremitas, que viviam uma vida de recolhimento, silêncio e oração, em companhia só dos seus Anjos da Guarda. Finalmente, em 2005, o Parlamento italiano, inspirando-se na figura dos Anjos da Guarda, introduziu, na mesma data de 2 de outubro, a celebração civil da Festa dos Avós, verdadeiros Anjos da Guarda de suas famílias.

Quem são os anjos?

O termo “anjo” indica uma criatura celeste bem próxima de Deus. Seu nome é citado 175 vezes no Novo Testamento e pelo menos 300 no Antigo, em que vem especificada a função desta milícia sobrenatural, dividida em nove hierarquias: Querubins, Serafins, Tronos, Dominações, Poderes, Virtudes Celeste, Principados, Arcanjos, Anjos. Estes espíritos puros, dotados de inteligência e vontade, são chamados, muitas vezes, mensageiros ou intérpretes das ordens divinas; eles se manifestam, sobretudo, em momentos cruciais da história da salvação. Com efeito, o IV Concílio de Latrão definiu, como verdade de fé, o fato de que, se alguns anjos abusarem da sua liberdade, poderão cair no pecado: foi o que aconteceu com Lúcifer, o mais bonito de todos, que, ao pecar, por orgulho, contra Deus, caiu nas profundezas do inferno. 

A função do Anjo da Guarda

As funções, atribuídas aos anjos pela Sagrada Escritura, são as de acompanhar o homem no caminho do bem e oferecer ao Senhor. Além das nossas orações e sacrifícios. De fato, no Batismo, todo cristão recebe, como dom de Deus, o próprio Anjo da Guarda, uma presença invisível, mas real. O anjo o acompanha e guia ao longo de toda a sua existência: é um companheiro de viagem. Ao longo dos séculos, apesar de invisíveis, os anjos foram representados de várias maneiras: adoradores, músicos, túmulos, igrejas, esculturas, pinturas… 

Minha oração

“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém!”

 

Fonte: Canção Nova Notícias

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

DIOCESE DE ITAPIPOCA (CE) COMUNICA O FALECIIMENTO DE SEU BISPO EMÉRITO DOM ANTÔNIO ROBERTO CAVUTO

 

Faleceu nesta quinta-feira, 1º de outubro, o bispo emérito da diocese de Itapipoca, no Ceará, dom Antônio Roberto Cavuto, aos 82 anos. Além do governo pastoral da diocese por 15 anos, dom Antônio Cavuto desempenhou diversas funções no regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende o estado do Ceará: foi membro da Comissão do Semiárido, secretário regional e bispo referencial das comissões para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e referencial e Ação Socio-Transformadora. A Conferência Nacional dos Bispo do Brasil enviou condolências.

Nota de pesar pelo falecimento de Dom Antônio Roberto Cavuto

Estimado irmão, Dom Rosalvo Cordeiro de Lima,

Recebemos, com pesar, a notícia do falecimento do bispo emérito da diocese de Itapipoca, Dom Antônio Roberto Cavuto, nesta quinta-feira, 1º de outubro. Unimo-nos ao senhor, aos familiares e amigos, e aos presbíteros, religiosos e religiosas e todos fiéis em oração pela alma deste nosso irmão e em gratidão a Deus pela vida doada em favor da evangelização e da Igreja.

Agradecemos a Deus pela contribuição que Dom Antônio Cavuto deu ao nosso regional Nordeste 1 como membro da Comissão do Semiárido, secretário regional, bispo referencial da Comissão para Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada e da Comissão para Ação Socio-Transformadora.

Que Jesus, como expresso em seu lema episcopal, o receba de braços abertos e lhe conceda a plenitude da vida Eterna.

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB

Biografia e trajetória eclesial

Dom Antônio Roberto Cavuto nasceu em Espírito Santo do Pinhal (SP), no dia 19 de maio de 1944, filho de Antônio Cavuto e Rosália de Oliveira Cavuto. Entrou para o Seminário Menor dos Frades Capuchinhos, em Ouro Fino (MG), em 1959.

Ingressou no Noviciado em 1961 e emitiu os primeiros votos em 1962. Cursou Filosofia no Convento de Itambacuri, de 1962 a 1965. Emitiu os votos perpétuos em 1966. Cursou Teologia no Instituto de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte (MG), de 1966 a 1969. Foi ordenado presbítero  no dia 24 de janeiro de 1971, em Espírito Santo do Pinhal (SP).

Durante todo o seu ministério presbiteral, exerceu diversas atividades. Em 1971, foi vigário paroquial e vice-diretor dos postulantes, em Uberaba (MG). Participou do Curso de Franciscanismo, em Petrópolis (RJ). Em 1972, foi reitor do Santuário Nossa Senhora de Fátima, em Poços de Caldas (MG). Em 1974, foi vice mestre de noviços, em Belo Horizonte (MG), e, a partir de 1975, mestre de noviços, sendo também guardião do Convento Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.

Em 1977, foi eleito vice provincial da Vice Província dos Capuchinhos de Minas Gerais. Com a criação da Província dos Capuchinhos de Minas Gerais, em 1980, foi eleito Ministro Provincial, sendo reeleito em 1983. Foi guardião e pároco em Patos de Minas (MG), de 1987 a 1993. Nos anos de 1994 e 1995, foi diretor dos formandos do pós-noviciado, em Belo Horizonte. De 1996 a 2001, assumiu o serviço de guardião e pároco no Convento e Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, sendo também definidor provincial e vigário forâneo.

De 2002 a 2004, foi guardião, vigário paroquial, pároco e membro do Conselho Presbiteral, em Uberlândia (MG). Em 2005, foi transferido para Belo Horizonte, onde exerceu as funções de vigário provincial dos Capuchinhos de Minas Gerais, pároco, vigário da fraternidade, vice-diretor dos formandos do pós-noviciado, assistente da Ordem Franciscana Secular e vigário forâneo.

Nomeado bispo de Itapipoca, pelo então Papa João Paulo II, foi ordenado em 2 de julho de 2005, com a posse em 31 de julho daquele ano. O lema escolhido por Dom Antônio para o seu episcopado foi “Queremos ver Jesus”.

Enquanto bispo, foi membro da Comissão do Semiárido do Regional Nordeste I, bispo responsável pela Comissão dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada do Regional Nordeste I e secretário-geral do Regional Nordeste I. Enquanto bispo emérito da Diocese de Itapipoca, foi bispo referencial das Pastorais Sociais do Regional Nordeste I.

Ao completar 75 anos, teve sua renúncia aceita pelo Papa Francisco, em 7 de outubro de 2020, passando a residir em Fortaleza (CE) até o ano de 2024. Em junho de 2024, retornou à Província dos Frades Menores Capuchinhos de Minas Gerais, passando a residir no Convento de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, em Belo Horizonte (MG), onde estão sediadas a Cúria e a Enfermaria Provinciais.

Durante seus 15 anos de ministério episcopal, governou com misericórdia, zelo e cuidado pastoral, sendo admirado pelo clero e pelo povo como um bispo acolhedor, respeitoso e prudente. Mesmo durante o exercício de seu ministério episcopal, não se esqueceu de suas raízes capuchinhas


Fonte: https://www.cnbb.org.br/falece-dom-antonio-roberto-cavuto/

 

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA LANÇA SÉRIE SOBRE AS CARTAS DE SÃO PAULO COM A PROFESSORA TÂNIA COUTO

 

A Arquidiocese de Fortaleza lança nesta quinta-feira, 1º de outubro, a série de conteúdos “As Cartas de São Paulo com a professora Tânia Couto”. Com 30 episódios, a produção apresenta um percurso de formação bíblica pelas cartas paulinas, conduzido pela professora Tânia Couto, especialista na área de Bíblia e professora da Faculdade Católica de Fortaleza- FCF e da Escola de Pastoral Catequética – E

Os episódios serão exibidos às quintas e sextas-feiras, sempre às 21 horas, no canal da Arquidiocese de Fortaleza no YouTube. A proposta é oferecer ao público um conteúdo acessível e formativo sobre São Paulo, sua trajetória e cada uma das cartas que integram o conjunto das chamadas cartas paulinas.

A série foi gravada na Faculdade Católica de Fortaleza, instituição que integra o tradicional Complexo da Prainha, espaço marcado pela história do ensino superior e da formação filosófica, teológica e pastoral no Ceará. A escolha do local também estabelece uma relação entre a produção e a tradição de formação que há décadas caracteriza a Prainha.

À frente dos conteúdos está Tânia Couto, professora há mais de quatro décadas e atualmente docente da área de Bíblia da Faculdade Católica de Fortaleza. Graduada em Teologia pelo Instituto Teológico-Pastoral do Ceará, possui mestrado e doutorado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

A apresentação conta também com a participação de Gustavo Brígido, estudante de Teologia e leigo engajado. Advogado constitucionalista, palestrante, empresário e professor universitário, Brígido reúne quase 30 anos de experiência no magistério e mais de 20 anos de atuação na advocacia.

Com a nova série, a Arquidiocese de Fortaleza amplia sua oferta de conteúdos de formação no ambiente digital, aproximando o conhecimento bíblico do público e propondo um encontro mais aprofundado com a Palavra de Deus a partir da vida, da missão e dos escritos de São Paulo.

O primeiro episódio de “As Cartas de São Paulo com a professora Tânia Couto” será exibido nesta quinta-feira, 1º de outubro, às 21 horas, no YouTube da Arquidiocese de Fortaleza.

Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza

 

SANTO DO DIA - SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

 


Origens

Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 02 de janeiro de 1873. Morreu no dia 30 de setembro de 1897, com apenas 24 anos e 271 dias. Nascida em uma família de ótimas condições financeiras e temente a Deus, seus pais (Luís e Zélia) tiveram oito filhos antes da caçula, Teresa; quatro morreram com pouca idade, restando em vida as quatro irmãs da santa, que também se tornaram freiras (Maria, Paulina, Leônia e Celina). 

Amadurecimento na dor

À primeira vista, parece que Teresinha foi santa desde a sua infância, porém, sua história revela um caminho de amadurecimento à custa de muitos sofrimentos, como por exemplo, a perda de sua mãe quando tinha 4 anos e 8 meses por conta do câncer; a ida de suas irmãs para o Carmelo; separar-se de seu pai e vê-lo sofrer de problemas psiquiátricos; por fim, a tuberculose e outros problemas de enfermidade nos seus últimos anos de vida. Tudo isso levou essa mulher a oferecer-se em holocausto à Misericórdia Divina, dia após dia de sua vida, com muita simplicidade e pequenez.

“Não quero ser santa pela metade, escolho tudo.”

Nossa Senhora do sorriso

Depois da morte de sua mãe, a menina desenvolveu uma grande sensibilidade. Ela se achava sempre entristecida e abatida, chorava muito. Porém, aos 10 anos, ela fez uma experiência com Nossa Senhora que ficou em sua vida: “No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes, do meu leito, virei meu olhar para a imagem de Maria e, de repente, a imagem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca tinha visto nada semelhante. Seu rosto exalava uma bondade e ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o sorriso encantador da Santíssima Virgem. Todas as minhas penas se foram naquele momento, e lágrimas escorreram de meus olhos, de pura alegria. Pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, foi por causa das orações que eu tive a graça do sorriso da Rainha do Céu” (História de uma alma).

Do Menino Jesus…

Santa Teresinha do Menino Jesus também fez uma profunda experiência com o Natal, tendo o Menino Jesus como doador de uma “total conversão”, aos seus 13 anos de idade, no ano de 1883. Depois disso, sua vida foi transformada e ela começou a dar grandes passos na vida espiritual. Esse fato foi tão importante, a ponto de levá-la a assumir o nome de Teresinha do Menino Jesus.

Entrada no Mosteiro das Carmelitas

Com a autorização do Papa Leão XIII, Santa Teresinha do Menino Jesus pôde entrar no Mosteiro das Carmelitas, em Lisieux, com apenas 15 anos de idade. Ao entrar no Carmelo, dedicou-se a rezar pela conversão das almas e pelos sacerdotes. Porém, trazia em seu coração o grande desejo de ser missionária, queria anunciar o evangelho aos cinco continentes do mundo. Até que descobriu no amor um caminho de perfeição: “no coração da Igreja, serei o amor. Assim, serei tudo, e nada impossibilitará meu sonho de tornar-se realidade” (História de uma alma). Logo após a sua morte, seria colocada como padroeira universal das missões católicas pelo Papa Pio XI.

A infância espiritual

Através do amor, desenvolveu a infância espiritual ou pequena via. Essa consiste na extrema confiança em um Deus que é Pai, o que foi consequência do seu relacionamento com seu pai Luís. Ele levou sua filha a olhar a Deus como um pai bondoso, amoroso e misericordioso. Por isso, Santa Teresinha do Menino Jesus pôde confiar e se lançar sem reservas nos braços d’Aquele que a leva como um elevador através de sua graça. Esse relacionamento filial gerou um transbordar de caridade, generosidade e gratuidade por parte da santa que desembocou na vivência com suas irmãs religiosas. 

Santa Teresinha do Menino Jesus: extrema humildade

Em sua extrema humildade, acreditava que o caminho era ser como criança diante de Deus, assim buscava sempre rebaixar-se na vida fraterna e amar sem reservas. Tudo isso levou-a a renovar a espiritualidade carmelita de João da Cruz (Doutor do “tudo ou nada”), vendo nessa caridade gratuita o caminho perfeito. “No crepúsculo desta vida, aparecerei diante de vós (Deus) com as mãos vazias” (História de uma alma), ou seja, nem apresentar méritos ou obras, simplesmente confiando no amor gratuito de Deus, que é Pai e nos salva (Cf. 1 Jo 4, 17). Essa experiência fez com que o Papa João Paulo II a proclamasse doutora da Igreja no dia 19 de outubro de 1997.

Páscoa

Em seu leito de morte, com apenas 24 anos, Santa Teresinha do Menino Jesus, disse suas últimas palavras: “Oh!…amo-O. Deus meu,…amo-Vos!”. Após a sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos que se tornaram mundialmente reconhecidos. Assim realizou a sua promessa de espalhar uma chuva de rosas, de milagres e de graças de todo o gênero. Sua beatificação aconteceu em 1923; e foi canonizada por Pio XI em 1925, que a chamava de “uma palavra de Deus”.

Oração:

“Meu Deus, ofereço-vos todas as ações que farei hoje, nas intenções e para a glória do Sagrado Coração de Jesus. Quero santificar as batidas do meu coração, meus pensamentos e obras mais simples, unindo-os aos seus méritos infinitos, e reparar minhas faltas, lançando-as na Fornalha de seu Amor Misericordioso. Oh, meu Deus! Peço-vos para mim e para aqueles que me são caros a graça de cumprir perfeitamente vossa santa vontade, de aceitar por vosso amor as alegrias e as penas desta vida passageira, para que estejamos um dia reunidos no Céu, por toda a eternidade. Assim seja.” (Obras completas de Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, Oração 10).

Minha oração

“ Ó querida santinha da simplicidade e da infância, ensinai-nos a amar Jesus em nosso cotidiano, naquilo que é mais simples e ordinário. Ajudai-nos, também, a viver a vida com toda a gratuidade que é própria do amor. Pela tua intercessão, seremos o amor na Igreja. Amém!”

Santa Teresinha, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias