Olavo II Haraldsso nasceu,
em 995, na Noruega, em uma família real.
Quando jovem, foi enviado à
Inglaterra em uma expedição, e teve contato com o Cristianismo.
Batismo
Santo Olavo recebeu o batismo em
1014. Após ser batizado, Olavo retornou à Noruega para assumir o trono, já que
o pai havia falecido.
No país, encontrou usurpadores,
e entrou em conflito para manter o reinado.
Reinado
de Santidade
Como rei, buscou a santidade,
governando mais pela força do testemunho do que pela força das armas.
Empenhou-se muito para que seus
súditos deixassem o paganismo. Construiu igrejas e viabilizou a vinda de
sacerdotes estrangeiros, muitos deles naturais da Inglaterra, para que pudessem
evangelizar e catequizar o povo.
Exílio
Suas ações de converter o povo ao Rei
dos Reis não agradou a todos. Por isso, Olavo exilou-se para a Rússia entre os
anos 1028 e 1030.
Páscoa
Foi morto durante um conflito armado
retornando a Noruega em 1030.
Ele foi canonizado, em 1164, por um
bispo a pedido do Papa Alexandre III.
Minha
oração
Santo Olavo, que lutou contra o
paganismo a todo custo, dai-nos forças para proclamar o nosso amor a Jesus
Cristo. Amém.”
Vocacionados participantes do retiro de discernimento vocacional – Foto: Chama Forte
Os vocacionados da Arquidiocese de Fortaleza que estão há mais de um ano em processo de discernimento participaram, entre os dias 4 e 6 de julho, de um retiro realizado no Seminário Propedêutico. Promovido pelo Serviço de Animação Vocacional (SAV), o encontro proporcionou momentos de oração, silêncio, formação e convivência fraterna, favorecendo a escuta da voz de Deus e o amadurecimento da resposta vocacional.
O retiro reuniu jovens que vêm percorrendo o caminho de discernimento proposto pela Arquidiocese e teve como principal objetivo fortalecer a vida interior dos participantes. A programação foi marcada por colóquios espirituais, momentos de silêncio e deserto, adorações ao Santíssimo Sacramento, oração da Liturgia das Horas e, sobretudo, pela celebração da Santa Missa, centro da vida cristã e da espiritualidade sacerdotal.
A experiência foi inspirada pela certeza de que toda vocação nasce da oração. Como ensina Jesus no Evangelho de São Mateus: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie trabalhadores para a sua messe” (cf. Mt 9,37-38). Atenta a esse chamado, a Arquidiocese de Fortaleza incentiva continuamente os fiéis a rezarem pelas vocações, incluindo, em suas celebrações, a oração vocacional, reconhecendo que o florescimento de novas vocações é fruto da ação de Deus em uma Igreja que reza.
A Sagrada Escritura revela, em diversos momentos, que Deus chama aqueles que escolhe para uma missão específica. Foi assim com Moisés, quando o Senhor declarou ter ouvido o clamor do seu povo (cf. Ex 3,7), e também com o profeta Jeremias, consagrado antes mesmo de nascer (cf. Jr 1,5). O discernimento vocacional, portanto, não acontece apenas por iniciativas humanas, mas nasce da escuta atenta da voz de Deus, cultivada por uma vida constante de oração.
Além dos momentos de espiritualidade, o retiro possibilitou aos vocacionados uma maior convivência entre si e um contato mais próximo com a realidade do Seminário Propedêutico, ambiente onde muitos deles poderão iniciar sua formação caso sejam admitidos às etapas seguintes do processo vocacional. A experiência favoreceu o conhecimento da rotina do seminário e fortaleceu o desejo de responder generosamente ao chamado do Senhor.
O encontro contou com a presença do Padre DeusimarAlbuquerque, animador arquidiocesano do Serviço de Animação Vocacional, e do Padre Roberto Araújo, vice-coordenador do SAV. Também acompanhou as atividades o Padre FernandoCosta, reitor do Seminário Propedêutico, que, em breve, iniciará um acompanhamento mais próximo daqueles que poderão ingressar na etapa formativa.
Participaram ainda da organização e animação do retiro a Irmã Tafnis, do Instituto das Filhas da Pobreza do Santíssimo Sacramento (Toca de Assis) e integrante da Coordenação Arquidiocesana de Animação Vocacional, além dos seminaristas Wendel Andrade e Odilon de Assis, que realizam estágio pastoral junto ao SAV Arquidiocesano, e de outros seminaristas que colaboraram na preparação e realização do encontro.
Mais do que um retiro, o encontro constituiu uma verdadeira experiência de encontro com Cristo. Em meio às exigências do cotidiano, reservar um tempo para o silêncio, a oração e a contemplação permite que o coração se torne mais disponível para acolher a vontade de Deus. É nesse ambiente de intimidade com o Senhor que a vocação amadurece e ganha força para responder com generosidade ao chamado divino.
A Arquidiocese de Fortaleza continua confiando na oração de todo o povo de Deus para que o Senhor da messe suscite novas e santas vocações. Cada comunidade, família, movimento, pastoral e, de modo especial, os mosteiros e casas de vida contemplativa são convidados a unir-se nessa súplica, certos de que toda vocação é um dom concedido por Deus à sua Igreja.
Tendo como
tema: “O Coração de Jesus”, a professora
universitária e associada eudista Lúcia de Fátima, ministrou, na noite, de
ontem (08), na Casa de Formação “Os Sagrados Corações”, uma formação para o
Grupo de Espiritualidade Eudista deste ano, onde seus participantes conhecem
durante 12 meses a espiritualidade de São João Eudes, fundador da Congregação de Jesus e Maria,em 25 de março, de 1643, na França.
Lúcia de
Fátima ministrou a sua formação interagindo com os participantes do curso, que
começou em fevereiro e vai terminar no mês de março, quando a Congregação
estará comemorando mais um ano de existência na vida da Igreja.
O CORAÇÃO
No início de
sua conversa com os participantes do curso, a professora Lúcia de Fátima disse
“é muito bom estarmos reunidos para contemplar o Coração de Jesus, fonte de
amor, de misericórdia e de missão, especialmente à luz da vida e da
espiritualidade de São João Eudes, o grande apóstolo dos Corações de Jesus e
Maria”. E disse ainda que:
Para “ São
João Eudes, o Coração de Jesus é uma fornalha de amor por nós, e ama a cada um
de nós, por quem morreu, e em morte de cruz. É um abismo de misericórdia,uma fornalha ardente de amor, de onde devemos
acender o nosso coração.”
Preocupado
com a vida espiritual do povo francês no sec. 17, começou commissões populares, pregando nos vilarejos, visitando doentes,
reconciliando pecadores. Depois voltando sua vida para a formação de bons
sacerdotes, sendo esse, ainda hoje o principal carisma da Congregação de Jesus
e Maria – Padres Eudistas. Foi um homem a frente do seu tempo, grande
missionário e profundamente tocado pelo amor do Coração de Cristo.”
Festa de São Bento 2025 – Foto: Sercom Arqfor/Laércio Peixoto
No próximo sábado, 11 de julho, a Igreja celebra a Festa de São Bento, patrono da Europa e fundador do monaquismo ocidental. A data recorda o testemunho de um dos maiores mestres da espiritualidade cristã, cuja Regra continua inspirando religiosos e leigos a viverem uma vida de equilíbrio entre a oração, o trabalho e a caridade fraterna.
Em Fortaleza, as comemorações serão marcadas por duas celebrações eucarísticas presididas por Dom Gregório Paixão, OSB, arcebispo metropolitano de Fortaleza e monge beneditino. A primeira Missa será às 8h30, no Mosteiro da Visitação, no bairro Dias Macedo. À noite, às 19h, será celebrada a Missa Solene da Festa de São Bento, no Mosteiro de São Bento, no bairro São Bento.
Como monge beneditino, Dom Gregório Paixão destaca que o legado de São Bento permanece atual diante dos desafios do mundo contemporâneo. Em uma de suas reflexões sobre a espiritualidade beneditina, o arcebispo recorda que “São Bento nos ensina a colocar Deus em primeiro lugar e a construir uma vida marcada pela oração, pela fraternidade e pela paz”, reafirmando que a santidade se manifesta na fidelidade às pequenas atitudes do cotidiano.
Nascido por volta do ano 480, em Núrsia, na Itália, São Bento abandonou uma vida confortável para buscar Deus na solidão e na oração. Com o tempo, sua experiência espiritual atraiu numerosos discípulos e deu origem à Ordem Beneditina.
Sua principal contribuição para a Igreja foi a Regra de São Bento, um conjunto de orientações para a vida comunitária fundamentado na escuta da Palavra de Deus, na fraternidade, na disciplina e no equilíbrio entre oração e trabalho, sintetizado na expressão latina “Ora et Labora” (“Reza e Trabalha”).
A espiritualidade beneditina atravessou os séculos, influenciando profundamente a vida da Igreja, a educação, a cultura e a preservação do conhecimento. Em 1964, São Bento foi proclamado Padroeiro da Europa por São Paulo VI, reconhecimento da importância de seu legado para a civilização cristã.
Outro símbolo muito conhecido é a Medalha de São Bento, que recorda a vitória de Cristo sobre o mal e convida os cristãos a viverem firmes na fé, confiando na proteção de Deus e na intercessão do santo.
Programação
Sábado – 11 de julho
8h30 – Santa Missa no Mosteiro da Visitação (Dias Macedo), presidida por Dom Gregório Paixão, OSB.
19h – Missa Solene da Festa de São Bento no Mosteiro de São Bento (bairro São Bento), presidida por Dom Gregório Paixão, OSB.
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de resolução que cria a Comenda Padre Cícero Romão Batista de Desenvolvimento Regional, a ser concedida aos que contribuem para o desenvolvimento do Nordeste. A proposta já foi promulgada.
O autor da proposta (PRC 34/26), deputado Luiz Gastão (PSD-CE), afirmou que a Câmara faz justiça a um “grande nordestino, desenvolvimentista para toda a região”. Segundo ele, a valorização do Nordeste é essencial para o cumprimento dos objetivos da República, entre eles a redução de desigualdades internas do país.
A relatora do projeto, deputada Fernanda Pessoa (PSD-CE), afirmou que é importante ressaltar ações e trabalhos realizados para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Nordeste. “Padre Cícero foi responsável por tornar Juazeiro do Norte [CE] um município autônomo e contribuiu para o seu crescimento. O seu cuidado pastoral com os mais pobres, desvalidos e desamparados revelou também uma visão de empreendedor”, disse.
Diploma e solenidade
A homenagem será concedida pela Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia e pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados a pessoas ou instituições que tenham contribuído para o desenvolvimento social, econômico e cultural do Nordeste.
Uma sessão solene será realizada para a entrega da comenda anualmente no dia 24 de março, data de nascimento de Padre Cícero Romão Batista (1844-1934).
A comenda consistirá em um diploma de menção honrosa a até cinco contemplados dentre indicados por qualquer deputado federal ou senador. A indicação deverá conter relato sintetizado e informações comprobatórias da ação desenvolvida pelo candidato.
Fernanda Pessoa excluiu um trecho do projeto para permitir que a comenda seja entregue a pessoas que estejam no exercício de mandato político e a seus respectivos parentes até o 2º grau.
Homenagem
O deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE) ressaltou a luta de padre Cícero pelo desenvolvimento da cidade de Juazeiro.
O deputado Eduardo Bismarck (PV-CE) afirmou que a comenda com nome de padre Cícero eterniza a figura do religioso e suas ações sociais.
(Agência Câmara).
Origens
Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Itália. Os pais eram de origem simples e cristãos.
Em setembro de 1875, com apenas 10 anos de idade, emigrou com seus pais para o Brasil, dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, onde deram início à localidade de Vígolo.
Após receber a sua primeira comunhão, com cerca de 12 anos, começou a participar do apostolado paroquial, catequizando os pequenos e visitando os doentes.
Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição
Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela. Lá, ela rezava, cuidava dos doentes e instruía as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse.
Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e a amiga Virgínia atuando como enfermeiras.
Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro. Foi aprovada pelo bispo de Curitiba em agosto 1895.
Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.
Ida a São Paulo
Em 1903, foi eleita superiora geral por toda a vida pelas irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga. Na cidade, ela ocupou-se de cuidar de crianças órfãs, filhos de ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados.
Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e sofrimento. Tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante.
Páscoa
Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento. Teve o braço direito amputado e chegou até a cegueira total.
Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de outubro de 1991, em Florianópolis.
Minha oração
“Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, ajudai-nos a sermos fiéis à virtude do serviço, motivados pelo amor de Deus e a salvação das almas. Amém.”
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias
Dom Aurélio lança projeto de Centro Cultural que homenageia Dom Adélio Tomasin e marca nova etapa na preservação da história da atuação da Igreja Católica no Sertão Central
A Diocese de Quixadá dará um importante passo na preservação da memória das tradições religiosas, da cultura e da história do Sertão Central com o lançamento oficial do Projeto Centro Cultural Dom Adélio Tomasin – Projeto de Reabilitação e Educação Patrimonial. A apresentação acontecerá no próximo domingo, 12 de julho, durante a Santa Missa das 19h, presidida pelo bispo diocesano Dom Aurélio Pinto de Sousa na Catedral de Quixadá.
O projeto tem como eixo principal a reabilitação do histórico Casarão do Ginásio Valdemar Alcântara, edifício que marcou a atividade educacional em Quixadá, transformando-o em um espaço voltado à preservação da memória, à promoção da cultura e ao fortalecimento da educação patrimonial.
Mais do que uma iniciativa de restauração física, o projeto nasce com a missão de valorizar a identidade do povo quixadaense e região do sertão central, preservar seu patrimônio histórico de suas tradições religiosas e envolver a comunidade em ações educativas que despertem o sentimento de pertencimento e de cuidado com os bens culturais.
O lançamento representa também uma justa homenagem a Dom Adélio Tomasin, pastor que marcou profundamente a história da Diocese de Quixadá. vários Seu legado ultrapassa a dimensão religiosa e permanece vivo nas áreas da educação, da cultura, da promoção humana e do desenvolvimento social da região. Todo o seu acervo pessoal ficará para visitação, juntamente diversos elementos das tradições religiosas da região.
Por iniciativa de Dom Aurélio Pinto de Sousa, o Centro Cultural e Religioso receberá o nome de Dom Adélio Tomasin, em reconhecimento ao legado deixado pelo bispo emérito para a Igreja e para a sociedade quixadaense.
Segundo Dom Aurélio, a iniciativa representa um compromisso da Igreja com a preservação da memória e com a formação das novas gerações.
O projeto será desenvolvido em duas frentes complementares: a reabilitação arquitetônica do Casarão Valdemar Alcântara, garantindo a conservação de um importante patrimônio histórico, e a educação patrimonial, por meio de atividades que aproximem crianças, jovens e toda a comunidade de sua própria história e de seus bens culturais.
A expectativa é que o Centro Cultural e Religioso Dom Adélio Tomasin se torne uma referência para Quixadá e para toda a região, unindo fé, cultura, história e cidadania em um espaço dedicado à preservação da memória coletiva e à valorização do patrimônio local. Ao preservar um patrimônio histórico e homenagear um dos bispos mais marcantes da Diocese, Dom Aurélio reafirma que a memória e a gratidão caminham lado a lado com os novos desafios da missão evangelizadora.
O lançamento oficial, durante a celebração eucarística deste domingo, simboliza um marco para Quixadá, reafirmando o compromisso da Diocese com a preservação de sua história e reconhecendo, de forma permanente, o legado deixado por Dom Adélio Tomasin.