sábado, 19 de setembro de 2026

SANTO DO DIA - SÃO JANUÁRIO

 

 

Origens 

São Januário nasceu em Nápoles, na segunda metade do século III, e foi eleito bispo de Benevento, onde exerceu seu apostolado, amado pela comunidade cristã e respeitado também pelos pagãos. 

A Visão

O episódio, que levou Januário ao martírio, aconteceu no início do século IV, com a retomada das perseguições contra os cristãos. Há algum tempo, Januário era muito amigo de Sóssio, diácono da cidade de Miseno. Certo dia, enquanto lia o Evangelho na igreja, teve uma visão: apareceu uma chama sobre a sua cabeça. Reconhecendo nela o símbolo do seu futuro martírio, Januário deu graças ao Senhor e pediu para que aquele fosse o seu destino. 

Páscoa 

Reconhecendo o seu destino, o Bispo convidou Sóssio a participar da visita pastoral, que se realizaria em Pozzuoli, para falar sobre a fé. O diácono pôs-se a caminho, mas, durante a viagem, foi preso pelos guardas, enviados por Dragôncio, governador da Campânia. 

Na prisão, recebeu a visita de Januário, acompanhado pelo diácono Festo e o leitor Desidério: os três tentaram interceder, junto a Sóssio, pela sua libertação. Mas, em resposta, todos foram condenados a serem dilacerados publicamente pelos ursos. No entanto, a notícia da sua condenação à morte não foi bem vista pelo povo. Por isso, temendo uma revolta, o governador mudou a sentença para uma decapitação discreta, longe dos olhos do povo. Foram martirizados também Próculo, diácono da igreja de Pozzuoli, e os fiéis Eutíquio e Acúcio, por terem criticado a execução publicamente.

Outra versão do seu martírio

Nem todas as fontes, tão antigas, concordavam com o martírio de São Januário e, por isso, há outra hipótese do que, provavelmente, poderia ter acontecido: enquanto Januário se encaminhava para Nola, o pérfido juiz, Timóteo, o prendeu com a acusação de proselitismo, que violava os decretos imperiais. No entanto, as torturas perpetradas contra o Santo não afetaram seu corpo ou sua fé. 

Por isso, Timóteo o jogou em uma fornalha da qual, mais uma vez, Januário saiu ileso. Enfim, foi condenado à decapitação em um lugar perto da chamada Solfatara. Durante a sua transferência, encontrou um mendigo, que lhe pede um pedaço do seu manto para guardar como relíquia: o Santo respondeu que podia ficar com todo o lenço, que estava amarrado em seu pescoço, antes da execução. Antes de morrer, Januário colocou um dedo na garganta, que também foi decepado pela lâmina, junto com o lenço, depois conservados como relíquia.

O Milagre do Sangue 

Segundo o costume, por ocasião da execução dos mártires, uma mulher, Eusébia, chegou ao lugar da morte de Januário e recolheu, em duas ampolas, o sangue derramado pelo Bispo, já em odor de santidade. Ela as entregou ao Bispo de Nápoles, que mandou construir duas capelas em homenagem ao sagrado traslado: São Januarinho em Vômero e São Januário em Antignano. Seu corpo, ao invés, sepultado na zona rural de Marciano, teve uma primeira translação, no século V, quando o culto ao Santo já era bem difundido. São Januário foi canonizado por Sisto V, em 1586. 

Relíquia

Quanto à relíquia do seu sangue, foi exposta, pela primeira vez, em 1305. Porém, o milagre do seu sangue, que parece quase ferver e voltar ao estado líquido, permanecendo até a oitava seguinte, ocorreu, pela primeira vez, em 17 de agosto de 1389, após uma grande escassez. Hoje, o milagre se repete três vezes ao ano: no primeiro sábado de maio, em memória da primeira translação; em 19 de setembro, memória litúrgica do Santo e data do seu martírio; e em 16 de dezembro, para comemorar a desastrosa erupção do Vesúvio, em 1631, bloqueada por intercessão do Santo. As duas ampolas estão conservadas em uma teca de prata, por desejo de Roberto d’Angiò, na Capela do Tesouro de São Januário, na Catedral de Nápoles.

Via de Santificação 

São Januário é venerado desde o século V, mas sua confirmação canônica veio somente por meio do Papa Sisto V em 1586.

Minha oração

“Querido bispo, levai o teu povo ao mais profundo mistério dos milagres. Curai os doentes e socorrei os necessitados, assim como Cristo deseja realizar em nós. Que através das tuas relíquias aconteçam grandes conversões. Amém!”

São Januário, rogai por nós

Fonte: Canção Nova Notícias

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

NOTA À IMPRENSA SOBRE INFORTUNIO COM A RETIRADA DA IMAGEM DA SAGRADA FAMILIA NA ES COLA JESUS MARIA JOSÉ


NOTA À IMPRENSA

A Arquidiocese de Fortaleza lamenta o infortúnio ocorrido com a imagem da Sagrada Família durante a operação de retirada da fachada da antiga Escola Jesus, Maria e José, realizada nesta quinta-feira, 17 de setembro. A Arquidiocese já foi informada pela Prefeitura de Fortaleza de que a empresa responsável pelo serviço realizará a restauração da imagem

pós restaurada, a peça será encaminhada à Catedral Metropolitana de Fortaleza, onde ficará sob a guarda da Arquidiocese. A expectativa é que, recuperada, a imagem possa novamente ser contemplada e venerada pelos fiéis. A peça possui grande valor histórico e religioso, por ter sido concebida para ocupar o cimo do prédio construído no início do século XX para acolher crianças órfãs e pobres, como parte de uma obra dedicada à caridade cristã.A

A Arquidiocese segue em diálogo com a Prefeitura de Fortaleza e acompanha os encaminhamentos para a restauração e preservação da imagem.


 


PAPA LEÃO XIV NOMEOU, HOJE, O CEARENSE DE CAMOCIM, DOM ANTÔNIO FONTINELE DE MELO , COMO BISPO DA DIOCESE DE RIO BRANCO, NO ACRE

 

 



O Papa Leão XIV nomeou nesta sexta-feira, 18 de setembro, dom Antônio Fontinele de Melo como bispo da diocese de Rio Branco, no Estado do Acre, transferindo-o da sede episcopal de Humaitá, no Estado do Amazonas.

Após a renúncia de dom Joaquín Pertíñez, dom Antônio assumiu a administração apostólica da diocese de Rio Branco em 12 de julho deste ano. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação a dom Antônio.

Saudação a dom Antônio Fontinele de Melo

 

Estimado irmão no episcopado, dom Antônio Fontinele,

Recebemos com alegria a notícia de sua nomeação pelo Papa Leão XIV como bispo da diocese de Rio Branco, no Acre.  Agradecemos por sua doação nestes seis anos em que esteve à frente da diocese de Humaitá.

Ao saudá-lo fraternalmente, manifestamos nossa comunhão e confiança no seu ministério episcopal, agora confiado a este querido povo de Deus no Acre, ao mesmo tempo que recordamos o que o Santo Padre disse aos bispos de recente nomeação em encontro em Roma: “Nenhum bispo está sozinho”.

Que Nossa Senhora de Nazaré, padroeira da cidade de Rio Branco, sustente e ilumine seus passos, para que o senhor possa exercer seu pastoreio com sabedoria, proximidade e ardor missionário, anunciando o Evangelho e promovendo a vida plena para todos.

Conte com nossas orações, nosso apoio e nossa fraternidade.

Em Cristo,

Cardeal Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros
Arcebispo de Goiânia – GO
1º vice-presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson
Arcebispo de Olinda e Recife – PE
2ª vice-presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo auxiliar de Brasília – DF
Secretário-geral da CNBB

Currículo e trajetória eclesial

Antônio Fontinele de Melo, professor, poeta e Bispo da Diocese de Humaitá (AM), nasceu no dia 9 de maio de 1968, em Camocim (CE). Fez a sua formação em Filosofia e Teologia, de 1993 a 1998, no seminário São João XXIII, em Porto Velho (RO). Licenciou-se em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (UCB), em 2001.

Tornou-se bacharel em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (MG), em 2003. Dom Fontinele também se especializou em Metodologia do Ensino Superior, na Universidade Federal de Rondônia, em 2003, e em Sagradas Escrituras pelo Centro Universitário Claretiano, em 2015.

Foi ordenado diácono em 21 de novembro de 1998 e presbítero em 18 de setembro de 1999. Como padre, exerceu diversos serviços na arquidiocese de Porto Velho (RO). Foi pároco da Paróquia São Cristóvão (1999 a 2013), reitor da casa vocacional Dom Hélder Câmara (1998 a 2004), coordenador de pastoral (2005 a 2010), foi ainda pároco da Catedral Sagrado Coração de Jesus (2012 a 2020), sendo nomeado pelo Santo Padre Papa Francisco, Bispo da Diocese de Humaitá no ano de 2020.

Também foi professor de Introdução à Sagrada Escritura e de Gestão Eclesial no curso de Teologia do Seminário São João XXII, em Porto Velho, (2016 a 2020). No regional Noroeste da CNBB, que compreende o Acre, o Sul do Amazonas e Rondônia, coordenou a Comissão Regional Noroeste de presbíteros (2002 a 2005) e foi assessor das Comunidades Eclesiais de Base do Regional Noroeste (2009 a 2012).

Fonte:  https://www.cnbb.org.br/papa-leao-xiv-nomeia-dom-antonio-fontinele-como-bispo-da-diocese-de-rio-branco-no-acre/

 

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

ARCEBISPO PEDE A GUARDA DA IMAGEM DA SAGRADA FAMILIA DA ANTIGA ESCOLA JESUS MARIA JOSÉ


Dom Gregório Paixão pediu a guarda da imagem. Foto: Reproduçã

Será retirada nesta quinta-feira, a partir das 18 horas, da fachada da antiga Escola Jesus, Maria e José, no Centro de Fortaleza, vizinha à Igreja do Pequeno Grande, a imagem da Sagrada Família.

A retirada da imagem, com aproximadamente dois metros de altura, será feita Secretaria Municipal da Infraestrutura, com empresa contratada para o serviço, em razão das condições estruturais do imóvel e do risco de queda da peça.

A antiga escola é um prédio centenário, tombado pelo Município e ligado à história da Arquidiocese de Fortaleza.

O fato ganha um destaque especial porque o arcebispo de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, solicitou formalmente, à Prefeitura a guarda da imagem, para que ela permaneça sob os cuidados da Arquidiocese.

Inicialmente, a peça seria levada para a Catedral Metropolitana, mas, após avaliação técnica realizada nesta quinta-feira pelo seminarista Luciano Linhares, engenheiro civil, foi definida sua transferência para a Faculdade Católica de Fortaleza, onde ficará provisoriamente

Fonte: Blog do Eliomar

PRIMEIRO PÁROCO DA IGREJA DOS REMÉDIOS



 A Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios (Igreja dos Remédios), situada no bairro Benfica, em Fortaleza, vai promover, às 19 horas do dia 30 de setembro, o lançamento do livro “Padre Guilherme Vaessen: Retratos de uma Vida em Missão”.

O livro é de autoria de Geraldo Frencken, ex-padre e que comanda o Projeto FACIS de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Primeiro pároco

Padre Guilherme Vaessen, holandês, foi o primeiro pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios (1934-1935).

A obra resgata a trajetória de um missionário que dedicou sua vida à evangelização, à educação, à cultura e à defesa dos mais pobres no Norte e Nordeste do Brasil.

Comprar Atlas Geográficos

No ato, haverá a participação do cordelista Leonardo Sampaio e do artista plástico Gledson Ferreira






 

Fonte: Blog do Eliomar

LEITURA ORANTE DA PALAVRA

 


SANTO DO DIA - SÃO ROBERTO BELLARMINO


Origens

Nascido em 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, perto de Siena, São Roberto Bellarmino era filho dos nobres empobrecidos Vincenzo Bellarmino e Cinzia Cervini, que era irmã do Papa Marcelo II. Ele teve uma excelente educação humanista antes de entrar na Companhia de Jesus em 20 de setembro de 1560. Os estudos em filosofia e teologia, que realizou entre o Colégio Romano, Pádua e Louvain, centraram-se em São Tomás e os padres da Igreja, foram decisivos para sua orientação teológica. Ordenado sacerdote em 25 de março de 1570.

Professor e Orientador da Fé

São Roberto Bellarmino foi professor de teologia em Louvain por alguns anos. Posteriormente, chamado à Roma como professor do Colégio Romano, foi-lhe confiada a cátedra de “Apologética”; na década em que ocupou esse cargo (1576-1586), elaborou um curso de lições que, mais tarde, se fundiu na Controversiae , obra que imediatamente se tornou famosa pela clareza e riqueza de conteúdo e pelo viés predominantemente histórico. O Concílio de Trento acabava de terminar, e para a Igreja Católica era necessário fortalecer e confirmar sua identidade também em relação à Reforma Protestante. A ação do Bellarmino se insere nesse contexto. 

De 1588 a 1594, foi o primeiro pai espiritual dos alunos jesuítas do Colégio Romano, entre os quais conheceu e dirigiu São Luís Gonzaga, e, mais tarde, superior religioso. O Papa Clemente VIII o nomeou teólogo pontifício, consultor do Santo Ofício e reitor do Colégio das Penitenciárias da Basílica de São Pedro. Seu catecismo, Breve Doutrina Cristã , que foi sua obra mais popular, remonta ao biênio 1597-1598.

Cardeal 

Em 3 de março de 1599, foi criado cardeal pelo Papa Clemente VIII e, em 18 de março de 1602, foi nomeado arcebispo de Cápua. Recebeu a ordenação episcopal em 21 de abril do mesmo ano. Nos três anos em que foi bispo diocesano, destacou-se pelo zelo de pregador em sua catedral, pela visita semanal às paróquias, pelos três sínodos diocesanos e por um conselho provincial ao qual deu vida. Depois de ter participado dos conclaves que elegeram o Papa Leão XI e Paulo V, foi chamado a Roma, onde foi membro das Congregações do Santo Ofício, do Índice, dos Ritos, dos Bispos e da Propagação da Fé. Ele também teve cargos diplomáticos, com a República de Veneza e Inglaterra, em defesa dos direitos da Sé Apostólica. 

Páscoa

São Roberto Bellarmino, em seus últimos anos, compôs vários livros sobre espiritualidade, nos quais condensou o fruto de seus exercícios espirituais anuais. Ao lê-los, o povo cristão ainda hoje recebe grande edificação. Morreu em Roma em 17 de setembro de 1621. O Papa Pio XI o beatificou em 1923, o canonizou em 1930 e o proclamou Doutor da Igreja em 1931.

Minha oração

“Grande santo professor e apologista, educa-nos no caminho da fé, livrai-nos das heresias e leva-nos ao conhecimento mais profundo de Jesus Cristo Nosso Senhor. Por meio da tua intercessão, confiamos a Santa Igreja, Cardeais e Bispos, para que sejam modelos do Bom Pastor. Amém!”

São Roberto Bellarmino, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias