sexta-feira, 22 de maio de 2026

MAGNIFICA HUMANITAS: PRIMEIRA ENCCLICA DO PAPA~LEÃO XIV SERÁ EM 25 DE MAIO

 

 


Foi anunciada,na manhã de ontem a data de publicação da primeira carta encíclica do Papa Leão XIV. Com o título “Magnifica humanitas“, o documento trata da proteção da pessoa humana na era da inteligência artificial”. Assinado na última sexta-feira, pelo Papa, o texto será publicado e apresentado na próxima segunda-feira, 25 de maio, em evento no Salão Novo do Sínodo.

O Papa Leão XIV escolheu para a assinatura da nova encíclica a data do aniversário de 135 anos da promulgação da encíclica Rerum Novarum, do Papa Leão XIII, em 15 de maio. O documento do final do Século XIX tratou da condição dos operários no contexto dos conflitos e inovações da Revolução Industrial.

A apresentação da encíclica será num evento, programado para o próximo dia 25, às 11h30, no São Sinodal, com a presença do Papa Leão XIV. Durante a programação, serão oradores os cardeais Víctor Manuel Fernández, prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, e Michael Czerny, prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

O evento contará com falas de acadêmicos: a professora Anna Rowlands, teóloga e professora da Durham University, no Reino Unido; Christopher Olah, cofundador da Anthropic (EUA) e responsável pela pesquisa sobre a interpretabilidade da inteligência artificial; a professora Leocadie Lushombo i.t., docente de teologia política e pensamento social católico na Jesuit School of Theology de Santa Clara, Califórnia.

A conclusão da apresentação estará a cargo do cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin. Em seguida, haverá um discurso e uma bênção do Papa Leão XIV.

 

Com informações de Vatican News


Fonte: https://www.cnbb.org.br/magnifica-humanitas-primeira-enciclica-do-papa-leao-xiv-sera-publicada-em-25-de-maio/


SANTO DO DIA - SANTA RITA DE CÁSSIA

 


Uma infância cheia de devoção

A pequena periferia de Roccaporena, na Úmbria, foi berço de Margarida Lotti, provavelmente por volta de 1371, chamada com o diminutivo de “Rita”. Seus pais, humildes camponeses e pacificadores, procuraram dar-lhe uma boa educação escolar e religiosa na vizinha cidade de Cássia, onde a instrução era confiada aos Agostinianos. Naquele contexto, amadurece a devoção a Santo Agostinho, São João Batista e São Nicolau de Tolentino, que Rita escolheu como seus protetores.

Mulher e mãe dedicada

Por volta de 1385, a jovem se uniu em matrimônio com Paulo de Ferdinando de Mancino. A sociedade de então era caracterizada por diversas contendas e rivalidades políticas, nas quais seu marido estava envolvido. Mas a jovem esposa, através da sua oração, serenidade e capacidade de apaziguar, herdadas pelos pais, o ajudou a viver, aos poucos, como cristão de modo mais autêntico. Com amor, compreensão e paciência, a união entre Rita e Paulo tornou-se fecunda, embelezada pelo nascimento de dois filhos: Giangiacomo e Paulo Maria. Porém, a espiral de ódio das facções políticas da época acometeram seu lar doméstico.

Assassinato do esposo e perdão

O esposo de Rita, que se encontrava envolvido também por vínculos de parentela, foi assassinado. Para evitar a vingança dos filhos, escondeu a camisa ensanguentada do pai. Em seu coração, Rita perdoou os assassinos do seu marido, mas a família Mancino não se resignou e fazia pressão, a ponto de desatar rancores e hostilidades. Rita continuava a rezar, para que não fosse derramado mais sangue, fazendo da oração a sua arma e consolação. 

Doença dos filhos

Entretanto, as tribulações não faltaram. Uma doença causou a morte de Giangiacomo e de Paulo Maria; seu único conforto foi pensar que, pelo menos, suas almas foram salvas, sem mais correr o risco de serem envolvidos pelo clima de represálias, provocado pelo assassinato do marido. Tendo ficado sozinha, Rita intensificou sua vida de oração, seja pelos seus queridos defuntos, seja pela família de Mancino, para que perdoasse e encontrasse a paz.  

Pedido recusado

Com a idade de 36 anos, Rita pediu para ser admitida na comunidade das monjas agostinianas do Mosteiro de Santa Maria Madalena de Cássia. Porém, seu pedido foi recusado: as religiosas temiam, talvez, que a entrada da viúva de um homem assassinado pudesse comprometer a segurança do Convento. No entanto, as orações de Rita e as intercessões dos seus Santos protetores levaram à pacificação das famílias envolvidas na morte de Paulo de Mancino e, após tantas dificuldades, ela conseguiu entrar para o Mosteiro.

Monja Agostiniana

Narra-se que, durante o Noviciado, para provar a humildade de Rita, a Abadessa pediu-lhe para regar o tronco seco de uma planta, e sua obediência foi premiada por Deus, pois a videira, até hoje, é vigorosa. Com o passar dos anos, Rita distinguiu-se como religiosa humilde, zelosa na oração e nos trabalhos que lhe eram confiados, capaz de fazer frequentes jejuns e penitências. Suas virtudes tornaram-se famosas até fora dos muros do Mosteiro, também por causa das suas obras de caridade, juntamente com algumas coirmãs; além da sua vida de oração, ela visitava os idosos, cuidava dos enfermos e assistia aos pobres.

A Santa das rosas

Cada vez mais imersa na contemplação de Cristo, Rita pediu-lhe para participar da Sua Paixão. Em 1432, absorvida em oração, recebeu a ferida na fronte de um espinho da coroa do Crucifixo. O estigma permaneceu, por quinze anos, até a sua morte. No inverno, que precedeu a sua morte, enferma e obrigada a ficar acamada, Rita pediu a uma prima, que lhe veio visitar em Roccaporena, dois figos e uma rosa do jardim da casa paterna. Era janeiro, período de inverno na Itália, mas a jovem aceitou seu pedido, pensando que Rita estivesse delirando por causa da doença. Ao voltar para casa, ficou maravilhada por ver a rosa e os figos no jardim e, imediatamente, os levou a Rita. Para ela, estes eram sinais da bondade de Deus, que acolheu no Céu seus dois filhos e seu marido.

Veneração de Rita

Santa Rita expirou na noite entre 21 e 22 de maio de 1447. Devido ao grande culto que brotou logo depois da sua morte, o corpo de Rita nunca foi enterrado, mas mantido em uma urna de vidro. Rita conseguiu reflorescer, apesar dos espinhos que a vida lhe reservou, espalhando o bom perfume de Cristo e aquecendo tantos corações no seu gélido inverno. Por este motivo e em recordação do prodígio de Roccaporena, a rosa é, por excelência, o símbolo de Rita.

A minha oração

“Rita, grande intercessora das famílias, a ti pedimos verdadeiras graças de conversão sobre aqueles aos quais amamos. Tuas rosas são sinais de salvação, por isso, te pedidos a paciência e o perdão, a oração e intercessão, ajuda-nos de forma concreta nesta luta. Amém!”

Santa Rita de Cássia , rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 21,15-19

Jesus manifestou-se aos seus discípulos e, 15depois de comerem, perguntou a

Simão Pedro: 'Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?' Pedro

respondeu: 'Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'. Jesus disse: 'Apascenta os

meus cordeiros'. 16E disse de novo a Pedro: 'Simão, filho de João, tu me

amas?' Pedro disse: 'Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'. Jesus disse-lhe:

'Apascenta as minhas ovelhas'. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro:

'Simão, filho de João, tu me amas?' Pedro ficou triste,

porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: 'Senhor, tu

sabes tudo; tu sabes que eu te amo'. Jesus disse-lhe: 'Apascenta as minhas

ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo:

quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho,

estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir.'

19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E

acrescentou: 'Segue-me'.

Palavra da Salvaçã

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 22 DE MAIO DE 2026

6ª. FEIRA DA VII SEMANA DA


PÁSCOA


Cor Branco


1ª Leitura – At 25, 13b-21

Leitura dos Atos dos Apóstolos 25,13b-21

Naqueles dias: 13bO rei Agripa e Berenice chegaram a Cesaréia

e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí,

Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: 'Está aqui um homem

que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os

sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus

apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas

eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que

o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da

acusação.

17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal

e mandei trazer o homem. 18Seus acusadores compareceram diante dele, mas

não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar.

19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito

de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo.

20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo

se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá.

21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo

do Augusto Imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse

enviá-lo a César.'

Palavra do Senhor

Reflexão – Afirmar que Jesus está vivo traz ainda hoje implicações para

nós.


57


Paulo agora estava preso em Cesaréia à espera de uma decisão das

autoridades sobre o seu destino. Exposto ao crivo do rei ele era acusado pelos

sumos sacerdotes e anciãos de falar em nome de Jesus e proclamar que Ele

estava vivo. Porém, eles não sabiam que Paulo já fora avisado pelo Espírito

Santo de que teria que ir a Roma. No entanto, ele tinha consciência de que

precisaria cumprir com as formalidades da lei e esperava pelo seu

julgamento. Ter ou não culpa não era o mais importante para ele, pois estava

confiante da sua missão e sabia que teria de ir a Roma, pois assim era do

desejo do Senhor e, se era a vontade de Deus, ele poderia esperar o tempo

que lhe fosse determinado. Afirmar que Jesus está vivo traz ainda hoje

implicações para nós. Muitas pessoas não entendem o nosso envolvimento e

nos acusam de fanáticos e exagerados. Hoje, também, nos censuram porque

acordamos às quatro horas da manhã para rezar o Rosário, ouvir a Palavra de

Deus, aprofundar a nossa espiritualidade. Elas não entendem, porque estão

muito envolvidas com o mundo e não perceberam que esperam por um tempo

que já chegou. Os homens que estão à frente dos povos nunca imaginam o

que Deus já preparou para que os Seus cumpram com a missão que lhes foi

destinada aqui na terra. Alguns acham que só dependem do seu querer, no

entanto, nós sabemos que Deus tem o mundo em Suas mãos e todos nós

estamos à mercê dos Seus planos. Os homens julgam de acordo com a lei dos

homens, mas nós estamos aqui esperando a resolução do tempo de Deus! Se

somos culpados ou não diante do mundo, esta não deve ser a nossa maior

preocupação, mas sim se a pretensão de Deus está se realizando em nós e por

nosso intermédio. – Você se impacienta quando espera a oportunidade

de realizar o que o Senhor está pedindo para fazer? – Você é uma pessoa,

apressada, impetuosa? – Você sabe sofrer as demoras de Deus? – Você se

preocupa com os julgamentos dos homens? – Você tem a consciência

tranquila do dever cumprido?

Salmo 102, 1-2. 11-12. 19-20ab (R. 19a)

R. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

1Bendize, ó minha alma, ao Senhor,* e todo o meu ser, seu santo nome! 

2Bendize, ó minha alma, ao Senhor,* não te esqueças de nenhum de seus

favores! R. 

11Quanto os céus por sobre a terra se elevam,* tanto é grande o seu amor aos

que o temem;

12quanto dista o nascente do poente,* tanto afasta para longe nossos crimes.

R. 

19O Senhor pôs o seu trono lá nos céus,* e abrange o mundo inteiro seu

reinado. 

20Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos,* valorosos que cumpris as suas

ordens. R.

Reflexão - Bendizer ao Senhor é o louvor mais perfeito porque dá a Ele o que

lhe pertence de direito. Experimente hoje tomar este salmo e orar com ele


58


de todo o coração, cantando e acolhendo cada palavra como uma verdade

para a sua vida atual. “Bendize ó minha alma, ao Senhor!”

Evangelho – Jo 21, 15-19

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 21,15-19

Jesus manifestou-se aos seus discípulos e, 15depois de comerem, perguntou a

Simão Pedro: 'Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?' Pedro

respondeu: 'Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'. Jesus disse: 'Apascenta os

meus cordeiros'. 16E disse de novo a Pedro: 'Simão, filho de João, tu me

amas?' Pedro disse: 'Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo'. Jesus disse-lhe:

'Apascenta as minhas ovelhas'. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro:

'Simão, filho de João, tu me amas?' Pedro ficou triste,

porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: 'Senhor, tu

sabes tudo; tu sabes que eu te amo'. Jesus disse-lhe: 'Apascenta as minhas

ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo:

quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho,

estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir.'

19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E

acrescentou: 'Segue-me'.

Palavra da Salvação.

Reflexão – O nosso amor por Deus é o resultado do Seu amor agindo dentro

do nosso coração.

Apesar de ter negado Jesus, Pedro tinha consciência de que o Seu Amor era

misericordioso e o sustentava na sua miséria. Jesus também não queria deixar

dúvidas no coração de Pedro, e por três vezes o interpelou sobre o seu amor

para com Ele, como que quisesse dissipar a culpa pelas três vezes ele o havia

renegado. Assim também, precisamos nos conscientizar de que por detrás dos

acontecimentos da nossa vida, a certeza do amor misericordioso de Deus é o

mais importante na nossa peregrinação aqui na terra. Nas três vezes Pedro

respondeu a Jesus declarando o seu amor incondicional por Ele. Deus nos ama

sempre e muito, porém, o sentir o Seu amor está condicionado à nossa

capacidade para acolhê-lo, pois, até o nosso amor por Deus é o resultado do

Seu amor agindo dentro do nosso coração. O amor que damos a Deus vem do

amor que Ele tem por nós. O amar mais que os outros é efeito do nosso

acolhimento ao Seu grande amor por nós. Mas este amor de Deus não pode

ficar recluso! Ele tem que transbordar, por isso Jesus recomendou a Pedro:

“Apascenta as minhas ovelhas”! De fato, Jesus tinha um propósito em relação

a isto, pois Pedro era o Seu escolhido para apascentar o Seu rebanho e tomar

conta da Igreja nascente. Jesus tinha conhecimento de tudo, porém Pedro

deveria estar consciente do amor e da dor de ser escolhido. Toda escolha tem

duas facetas, o privilégio, dom especial, mas também o compromisso que

supõe responsabilidade e dificuldade. Precisamos ter plena consciência e

convicção de que amar a Jesus e ser por Ele escolhido tem como consequência

a entrega do nosso ser até a morte. Hoje também Jesus nos pede: “apascenta

as minhas ovelhas”! Apascentar é levar a paz, é dar testemunho com atos

concretos de que realmente o amor de Deus em nós tem o poder de nos deixar

serenos e firmes, apesar de todas as intempéries. Somos chamados a amar

assim! 


– Você ama com o amor de Deus? Você ama a Jesus mais do que os

59

outros? – Como você pode garantir isso? – Deus o ama do que às outras

pessoas? – Você se sente julgado pelas pessoas? E por Deus?


Helena  Serpa,

Fundadora da Cmunidade Misssionária Um Novo Caminho

quinta-feira, 21 de maio de 2026

MINUTO EUDISTA

 

Pe. Marcelo de Souza

SANTO DO DIA - BEATOS - PADRE MANUELGNZÁLEZ E SEU COROINHA, ADILIO DARONCH, fuzilados no brasil

Resumo

Padre Manuel Gómez González (1877-1924) e seu coroinha Adílio Daronch (1908-1924), mártires que, no Brasil, depois de serem maltratados e amarrados a duas árvores em um morro, foram fuzilados, morrendo por causa do ódio que seus algozes tinham da fé cristã e da Igreja Católica.

Vida de González

Emmanuel Gómez González, filho de José e Josefina, nasceu em 29 de maio de 1877 em São José de Ribarteme, na Diocese de Tuy, Espanha. Ele foi batizado no dia seguinte. Ordenado sacerdote, em 24 de maio de 1902, exerceu seu ministério sacerdotal em sua diocese natal por dois anos. 

Missionário

Em 1904, seu pedido para ser incardinado na vizinha Diocese de Braga, Portugal, foi atendido. Ele serviu lá como pároco de 1905 a 1913. Quando a perseguição política e religiosa começou, em 1913, Padre González foi autorizado a navegar para o Brasil. Após breve passagem pelo Rio de Janeiro, Dom Miguel de Lima Valverde o acolheu na Diocese de Santa Maria (RS), e, em 23 de janeiro de 1914, confiou-lhe o cargo de pároco da Saudade. Em dezembro de 1915, o Padre González foi transferido para a parte norte da diocese, para uma grande paróquia de Nonoai (RS), que poderia ser considerada uma pequena diocese. 

Frutos do ministério

Dedicou-se à evangelização com tanto entusiasmo que, nos oito anos de seu ministério, melhorou significativamente o nível de fé nessa área. Seu ministério também incluiu o cuidado pastoral dos índios nativos e o cargo de administrador paroquial na paróquia vaga de Palmeiras das Missões. Ele foi, de fato, martirizado naquela região remota.

Adílio Daronch

O terceiro dos oito filhos de Pedro Daronch e Judite Segabinazzi nasceu, em 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, no município de Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Em 1911, a família mudou-se para Passo Fundo, e, em 1913, para Nonoai (RS).

Fiel discípulo do Padre González

Adílio foi um dos adolescentes que acompanhou o Padre González em suas longas e cansativas visitas pastorais, que incluíam também os índios Kaingang. Foi também fiel coroinha e aluno da escola fundada pelo Padre Manuel. Em 21 de maio de 1924, com quase 16 anos de idade, este jovem corajosamente deu seu testemunho de Cristo ao lado de seu mentor.

O martírio dos dois

O bispo de Santa Maria pediu ao padre espanhol que visitasse as colônias teutônicas na floresta de Três Passos, perto da fronteira com o Uruguai. Depois de celebrar a Semana Santa na paróquia de Nonoai (RS), e apesar de a região estar repleta de movimentos revolucionários, o padre embarcou nesta perigosa viagem missionária, acompanhado pelo seu bravo coroinha e protegido, Adílio. Ao longo do caminho, o padre parou em Palmeria, onde administrou os sacramentos e exortou os revolucionários locais ao respeito mútuo, pelo menos por causa da fé cristã comum que compartilhavam. Os piores extremistas não apreciaram sua mensagem, nem o fato de ele ter dado sepultura cristã às vítimas das bandas locais. Assim, o Padre Manuel passou a ser visto com desconfiança. Continuando o caminho missionário, pararam novamente no caminho para pedir indicações e celebrar a Santa Missa; o dia era 20 de maio de 1924. Desejando trazer a graça de Deus e proclamar a Boa Nova, os missionários ardentes não atenderam ao aviso dos moradores, que tentaram impedi-los de seguir a missão na floresta. Assim, aceitaram a assistência dos militares que se ofereceram para acompanhá-los até Três Passos. Então, caíram na armadilha preparada para eles e foram levados para uma área remota da floresta, onde foram amarrados às árvores e depois foram fuzilados em 21 de maio de 1924, mártires da fé.

Restos mortais

Embora os seres humanos se recusassem a aceitar a mensagem de respeito mútuo dos santos mártires, parece que a natureza o fez, pois nenhuma fera ou animal os tocou: os habitantes de Três Passos encontraram seus corpos ainda intactos quatro dias depois. Seus restos mortais foram enterrados nas proximidades por 40 anos. Em 1964, seus corpos foram exumados e trasladados para a igreja paroquial de Nonoai (RS), e um monumento foi erguido no local de seu martírio. Em 16 de dezembro de 2006, o Papa Bento XVI proclamou o decreto de martírio desses dois fiéis servos de Cristo assassinados por causa de sua fé.

A minha oração

“Segundo a amizade dos mártires, que foram fiéis a Cristo e companheiros um do outro na hora da morte, pedimos o dom da amizade que nos leva a evangelizar doando a nossa vida. Fazei-nos anunciadores da Palavra a todo custo e evangelizadores dos lugares mais remotos, por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

Beatos padre Manuel e Adílio mártires, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 17,20-26

Naquele tempo, Jesus levantou os olhos ao céu e disse:

Pai Santo, 20eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer

em mim pela sua palavra, 21para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e

eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me

enviaste.

22Eu dei-lhes glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um:

23eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo

reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24Pai, aqueles

que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem

a minha glória, glória que tu me deste

porque me amaste antes da fundação do universo. 25Pai justo, o mundo não te

conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26Eu

lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor

com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles'.

Palavra da Salvação!

MAGNIFICA HUMANITAS: PRIMEIRA ENCCLICA DO PAPA~LEÃO XIV SERÁ EM 25 DE MAIO

    Foi anunciada,na manhã de ontem a data de publicação da primeira carta encíclica do Papa Leão XIV. Com o título “ Magnifica humanitas ...