quinta-feira, 16 de julho de 2026

PADRE GILSON SOARES CELEBRA JUBILEU DE OURO DE ORDENAÇÃO PRESBITERAL




 Pe. Gilson Soares – Foto: divulgação

A Arquidiocese de Fortaleza celebrará o Jubileu de Ouro de Ordenação Presbiteral do Padre Gilson Marques Soares com uma Missa em ação de graças, às 19h, na Igreja do Santíssimo Sacramento, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU). A celebração reunirá fiéis, familiares, amigos, religiosos e sacerdotes para agradecer a Deus pelos 50 anos de ministério de um presbítero que marcou a história da Igreja de Fortaleza por sua dedicação à evangelização, à liturgia, à comunicação e à formação pastoral.

Celebrar cinco décadas de sacerdócio é reconhecer uma vida inteiramente consagrada ao serviço de Deus e da Igreja. Ao longo desses anos, Padre Gilson construiu uma trajetória marcada pela fidelidade à vocação, pelo compromisso com a missão evangelizadora e pela formação de inúmeras lideranças e agentes de pastoral, tornando-se uma das grandes referências da Arquidiocese de Fortaleza na área da Liturgia.

Uma vocação cultivada desde a juventude

Padre Gilson Marques Soares nasceu em 7 de outubro de 1947, dia dedicado a Nossa Senhora do Rosário, no bairro Jacarecanga, em Fortaleza. Filho de Geraldo Marques Soares e Bernarda Lima Soares, cresceu ao lado dos irmãos Genilson e Gil em um ambiente de fé que favoreceu o despertar de sua vocação.

Recebeu o Batismo e fez a Primeira Eucaristia na Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio. Posteriormente, foi crismado por Dom Antônio de Almeida Lustosa, então arcebispo de Fortaleza.

A vocação sacerdotal manifestou-se cedo. Aos 12 anos ingressou no Seminário da Prainha, iniciando sua caminhada de formação para o sacerdócio. Prosseguiu os estudos no Seminário Regional do Nordeste (SERENE), em Recife, e no Instituto de Teologia do Recife (ITER).

Durante sua permanência na capital pernambucana, conciliou os estudos com o trabalho no Banco Real, onde atuou durante nove anos, ao mesmo tempo em que cursava Direito na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Nesse período, recebeu os ministérios de Leitor e Acólito das mãos de Dom Hélder Câmara, uma das figuras mais emblemáticas da Igreja no Brasil.

O primeiro sacerdote ordenado por Dom Aloísio

No dia 19 de março de 1976, Solenidade de São José, Padroeiro do Ceará, Padre Gilson foi ordenado diácono por Dom Aloísio Lorscheider, OFM, na Igreja do Seminário da Prainha.

Poucos meses depois, em 17 de julho de 1976, recebeu a Ordenação Presbiteral no mesmo local, tornando-se o primeiro sacerdote ordenado por Dom Aloísio, na Arquidiocese de Fortaleza. Também foi o primeiro reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese.

Uma vida dedicada ao serviço pastoral

Os primeiros anos do ministério sacerdotal foram vividos em intensa atividade pastoral, colaborando na Igreja de São Pedro, na Praia de Iracema, e na Paróquia Nossa Senhora da Glória, na Cidade dos Funcionários.

Em 1980 participou de um momento histórico para a Igreja no Ceará: exerceu a função de diácono durante a celebração presidida por São João Paulo II no Estádio Castelão, por ocasião do X Congresso Eucarístico Nacional.

No ano seguinte assumiu a recém-criada Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, onde iniciou um fecundo trabalho de evangelização e organização pastoral.

Como coordenador da Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza, deu importante contribuição para a implantação das seis Regiões Episcopais, fortalecendo a organização e a ação evangelizadora da Igreja Particular de Fortaleza.

Buscando constante aperfeiçoamento, realizou estudos complementares de Teologia, com aprofundamento em Liturgia, na Pontifícia Universidade Católica Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.

Também exerceu a missão de vigário paroquial nas paróquias de São Gerardo, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Conceição, em Messejana.

Posteriormente, tornou-se o primeiro pároco da Paróquia São José, na Lagoa Redonda, permanecendo por quinze anos à frente da comunidade desde sua criação como Área Pastoral até sua consolidação como paróquia.

Em 9 de fevereiro de 2008 assumiu a Paróquia Senhor do Bonfim, no bairro Monte Castelo, dando continuidade ao seu trabalho pastoral junto ao povo de Deus.

Em 27 de dezembro de 2016, foi nomeado pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Manuel Sátiro, dando continuidade ao seu trabalho de evangelização e cuidado pastoral junto à comunidade.

Em agosto de 2024, passou a residir no Lar Sacerdotal Jesus, Maria e José, afastando-se das funções paroquiais. Atualmente, é pároco emérito da Paróquia Nossa Senhora das Graças.

Referência em Liturgia

Ao longo de seu ministério, Padre Gilson tornou-se reconhecido por sua dedicação à Liturgia, área na qual prestou relevantes serviços à Arquidiocese de Fortaleza, ao Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e à Igreja no Brasil.

Foi coordenador da Pastoral Litúrgica da Arquidiocese e do Regional Nordeste 1, colaborando diretamente na formação litúrgica de comunidades, agentes de pastoral, ministros e presbíteros.

Também atuou como professor da Escola Pastoral de Catequese (ESPAC), do Instituto de Ciências Religiosas (ICRE) e do Instituto de Teologia Pastoral (ITEP), formando diversas gerações de evangelizadores.

Entre suas importantes contribuições está a fundação do Curso Nordestão de Liturgia, iniciativa que continua sendo realizada anualmente na Diocese de Crato e permanece como uma referência na formação litúrgica do Nordeste.

Exerceu ainda a presidência da Comissão Regional de Presbíteros, integrou a Comissão Nacional de Presbíteros e desempenhou a função de secretário da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI).

Evangelização pelos meios de comunicação

Além da atuação pastoral e acadêmica, Padre Gilson também abraçou a missão de evangelizar por meio da comunicação.

Desde 2005 apresenta o programa Vida Missionária, contribuindo para levar a mensagem do Evangelho aos lares e fortalecendo a missão evangelizadora da Arquidiocese de Fortaleza.

Também dedicou parte significativa de seu ministério à Comissão de Sustentação dos Presbíteros e ao Conselho Presbiteral da Arquidiocese, colocando sua experiência a serviço da vida e da missão do clero.

Uma caminhada marcada por experiências de fé

Ao longo de sua vida sacerdotal, Padre Gilson participou de importantes momentos da vida da Igreja.

Entre eles está a concelebração com o Papa Bento XVI na Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ano Jubilar, ao lado de milhares de sacerdotes provenientes de diversos países.

Também participou das Jornadas Mundiais da Juventude realizadas em Madri, na Espanha, e no Rio de Janeiro.

Como integrante da Pastoral do Turismo Religioso, acompanhou peregrinações a 14 países, conservando especial carinho pelo Vaticano e pela Terra Santa, lugares que marcaram profundamente sua espiritualidade e seu ministério.

Um testemunho de fidelidade

Celebrar os 50 anos de Ordenação Presbiteral de Padre Gilson Marques Soares é celebrar uma história de fidelidade ao chamado de Deus, de amor à Igreja e de dedicação ao povo.

Ao longo de cinco décadas, seu ministério foi marcado pela simplicidade, pela acolhida, pelo zelo litúrgico, pelo compromisso com a formação e pelo incansável anúncio do Evangelho. Sua trajetória permanece como inspiração para sacerdotes, seminaristas e leigos que encontram em seu testemunho um exemplo de serviço, humildade e perseverança.

Neste Jubileu de Ouro, a Arquidiocese de Fortaleza rende graças a Deus pela vida e pelo ministério de Padre Gilson, pedindo ao Senhor que continue concedendo saúde, alegria e fecundidade para que siga testemunhando, com o mesmo entusiasmo de sempre, a beleza da vocação sacerdotal e o amor de Cristo à sua Igreja.


Fonte: Canção Nova Notícias

SANTO DO DIA-NOSSA SENHORA DO CARMO

Os primeiros monges 

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.

Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 

O reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se  o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima 

No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A minha oração

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”

Nossa Senhor do Carmo, rogai por nós!

Fonte: Canção  ova otícias

 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

SANTO DO DIA -- SÃO BOAVENTURA

Curado por Francisco

Natural de Bagnoregio, “cidade onde também morreu”, nas proximidades de Viterbo, João Fidanza era filho de um médico. Percebeu logo que não queria seguir a profissão do pai. Segundo uma lenda, que também explicaria a adoção do seu nome religioso, o encontro com São Francisco de Assis teria sido decisivo em sua vida. De fato, quando era criança, o Santo o curou de uma doença grave, e fazendo o sinal da cruz em sua testa, exclamou: “Oh! boa ventura!”. 

Um Franciscano professor

Aos 18 anos, foi estudar em Paris, onde entrou para a Ordem dos Frades Menores. Ao concluir seus estudos, em 1253, tornou-se magister (Professor) e por essa via santificou-se ao explicar os mistérios divinos. Assim, conseguiu a licença para ensinar teologia. Adotando a vida franciscana, tornou-se fiel a ele até o fim.

Perseguição Ordens mendicantes 

Na época, explodiu uma luta interna terrível entre os professores seculares e os pertencentes às Ordens mendicantes, que, por certo tempo, não eram reconhecidas pelas universidades. A rivalidade surgiu no início da Idade Média, quando, no século XII, a Igreja havia condenado os movimentos religiosos do pauperismo como hereges, até que o Papa Inocêncio III os incluiu no corpo eclesial sob a dependência direta do Papado. Porém, em 1254, a tensão voltou à gala, com a publicação de uma obra, que profetizava o advento de uma nova Igreja, fundada única e exclusivamente na pobreza, que deveria se concretizar em 1260.

Cardeal Franciscano 

No entanto, em 1257, Frei Boaventura tornou-se Ministro Geral dos Frades Menores, cargo que o obrigou a deixar o ensino e fazer viagens por toda a Europa. Em 1260, escreveu uma nova biografia de São Francisco, intitulada a Legenda Maior, que substituía todas as biografias existentes e tinha como objetivo fortalecer a unidade da Ordem, – que já contava 30 mil frades, – ameaçada tanto pela corrente espiritual quanto pelas tendências mundanas. Giotto inspirou-se nesta obra para pintar a série de Histórias de São Francisco. 

Conselheiro

Em 1271, ao voltar para Viterbo, ofereceu sua contribuição para a resolução do famoso Conclave, o mais longo da história, que elegeu seu amigo Gregório X. Este Papa, dois anos depois, o consagrou Bispo de Albano e Cardeal, confiando-lhe a tarefa de organizar, em Lyon, um Concílio para a unidade entre a Igreja latina e a grega. Precisamente durante este Concílio, após fazer duas intervenções, Boaventura faleceu em 1274.

A Filosofia a serviço da Teologia 

Em 1588, o Papa Sisto V o incluiu entre os Doutores da Igreja – que, na época, eram seis – junto com São Tomás de Aquino: Boaventura com o título de Doutor seráfico e Tomás com o de Doutor angélico. Sua contribuição para a doutrina teológica foi muito importante: partindo, antes de tudo, do pensamento de Santo Agostinho, expressou a necessidade de submeter a filosofia à teologia, uma vez que o objetivo desta última é Deus. Assim, a filosofia poderia apenas ajudar na busca humana de Deus, levando o homem de volta à sua dimensão interior – a alma – para reconduzir a Deus.

São Boaventura afirmava ainda que Cristo é o caminho de todas as ciências, e que somente a Verdade revelada podia potenciá-las e uni-las em vista da meta perfeita e única, que é sempre o conhecimento de Deus. Por isso, o Santo, que defendia a tradição patrística e combatia o aristotelismo, chegou à conclusão de que o único conhecimento possível só era possível através da contemplação.

A expressão da SS. Trindade no mundo 

Ainda de origem agostiniana, também a elaboração da teologia trinitária de São Boaventura foi muito importante. Na prática, ele afirmava que o mundo era uma espécie de livro, no qual emerge a Trindade, da qual fora criado. Logo, Deus, Uno e Trino, está presente como “vestígio” ou marca em todos os seres animados e inanimados: como “imagem”, nas criaturas dotadas de inteligência, como o homem; como “semelhança”, nas criaturas justas e santas, tocadas pela Graça e animadas pelas virtudes da fé, esperança e caridade, que as tornam filhas de Deus.

A minha oração

“Santo mestre, ensinai-me a sabedoria e que eu faça dela a minha amiga. Assim como iluminai-me nas minhas escolhas, naquilo que devo fazer, para que vivendo neste mundo eu encontre o Senhor! Amém.”

São Boaventura, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

terça-feira, 14 de julho de 2026

COLETIVA DE IMPRENSA APRESENTA ESTRUTURA E ANUNCIA BOLSÃO DE ESTACIONAMENTO PARA O FESTIVAL HALLELUYA 2026

  Na manhã desta terça-feira, 14 de julho, a Comunidade Católica Shalom realizou a coletiva de imprensa de apresentação do Festival Halleluya 2026, no Auditório Dorotéias, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU). Durante o encontro, representantes da Comunidade Shalom e de órgãos públicos parceiros apresentaram o planejamento integrado para o evento e anunciaram uma das principais novidades desta edição: a implantação de um bolsão de estacionamento na Arena Castelão para os participantes do festival e o início da programação às 16h.

Neste ano, não será permitido estacio


nar veículos no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU). Os participantes que optarem por ir de carro deverão utilizar o bolsão de estacionamento disponibilizado na Arena Castelão, de onde haverá transporte para o local do evento. A medida faz parte do plano de mobilidade elaborado em parceria com os órgãos públicos, com o objetivo de garantir maior organização, segurança e fluidez no acesso ao festival.

A coletiva reuniu representantes das forças de segurança pública, mobilidade urbana, saúde, trânsito, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e demais instituições parceiras que atuarão durante o Halleluya. Ao longo da apresentação, cada órgão detalhou as ações que serão desenvolvidas para assegurar o bom funcionamento do evento, incluindo reforço na segurança, atendimento em saúde, acessibilidade, transporte, organização do trânsito e demais serviços voltados ao acolhimento do público.

Ao abrir a coletiva, o coordenador do Festival Halleluya, Pe. Vitor Aragão Bonfim, CCSh, saudou as autoridades, os parceiros e os profissionais da imprensa, destacando a comunhão do evento com o Santo Padre, o Papa Leão XIV, e com a Arquidiocese de Fortaleza.

“O Halleluya é um grande momento de solidariedade e de fé”, afirmou o sacerdote, ressaltando que o festival é uma oportunidade de encontro com Jesus Cristo Ressuscitado, reunindo milhares de pessoas em uma experiência de evangelização, convivência fraterna e promoção da cultura da paz. O coordenador também agradeceu o empenho dos órgãos públicos e dos voluntários que tornam possível a realização do evento, fruto da união de esforços em favor da vida, da esperança e da evangelização.

Considerado um dos maiores festivais de arte e cultura católica do país, o Halleluya será realizado de 23 a 27 de julho, reunindo artistas nacionais e internacionais em uma programação que oferece ao público momentos de espiritualidade, música, artes, esportes e entretenimento, favorecendo um encontro com a pessoa de Jesus Cristo Ressuscitado.

Confira a programação do palco principal

23 de julho (quarta-feira)

  • Batista Lima
  • Yuri Costa
  • Gabriela de Sá
  • Guilherme de Sá

24 de julho (quinta-feira)

  • Juninho Cassimiro
  • Adoração & Vida
  • Ir. Kelly Patrícia
  • Rosa de Saron

25 de julho (sexta-feira)

  • Pe. Adriano Zandoná
  • Suely Façanha
  • Adriana Arydes
  • Pe. Fábio de Melo
  • Flávio Vitor

26 de julho (sábado)

  • Morelzinho
  • Frei Gilson
  • Missionário Shalom
  • Sopragod
  • Cosme

27 de julho (domingo)

  • Pe. Marcelo Rossi
  • Davidson Silva
  • Fraternidade São João Paulo II

Festival une evangelização e solidariedade

Além da programação artística e evangelizadora, o Festival Halleluya mantém sua tradição de promover ações solidárias. Há mais de 15 anos, o evento conta com a parceria do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), disponibilizando um espaço para doação de sangue e cadastro de novos doadores de medula óssea.

Os participantes também poderão contribuir com a doação de alimentos não perecíveis, que serão destinados às obras de promoção humana desenvolvidas pela Comunidade Católica Shalom, beneficiando pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Com entrada gratuita, o Festival Halleluya deve reunir milhares de pessoas durante os cinco dias de programação. A estrutura preparada pela Comunidade Católica Shalom, em parceria com os órgãos públicos, busca garantir um ambiente seguro, organizado e acolhedor, proporcionando aos participantes uma experiência marcada pela fé, pela solidariedade e pelo anúncio do Evangelho.




ROMARIA DE FORTALEZA AO CARIRI CEARENSE, NO FIM DE NOVEMBRO

 


SANTO DO DIA -SÃO CAMILO DE LELIS

Patrono

São Camilo de Lelis é patrono dos enfermos e protetor dos hospitais.

Origens

Nascido em 25 de maio de 1550 na vila Bucchianico, em Chieti, ao Sul da Itália.

Filho de uma família nobre e tradicional, Camilo foi gerado quando seus pais já eram idosos. Sua mãe, Camila Compelli, era uma boa cristã e cuidava da casa; e seu pai, João de Lellis, um homem de carreira militar que passava muito tempo fora de casa. Ambos ficaram felizes com a chegada do filho, embora estivessem em idade avançada.

Devido ao fato de sua mãe ter quase 60 anos de idade, Camilo nasceu num parto arriscado, mas uma criança saudável.

Camilo cresceu sendo cuidado pela mãe, uma mulher de fé que o educou com princípios cristãos católicos e com bons costumes. No entanto, quando ele tinha 13 anos, sua mãe faleceu, e Camilo teve que ir morar com o pai, que tinha uma vida instável por conta da carreira militar, e que, apesar de ser um bom cristão, era viciado em jogos, o que não era bom exemplo para o filho.

Cotidiano e entrada na carreira militar

Quando tinha 14 anos de idade, Camilo foi colocado para trabalhar como soldado, uma vez que seu pai percebeu que ele não gostava de estudar e era um pouco rebelde. Ele foi um bom soldado e tinha uma boa estrutura física para os serviços braçais. O jovem Camilo perdeu seu pai com 19 anos, e ficou com uma situação financeira complicada, porque seu velho pai havia deixado como herança apenas suas armas, um punhal e uma espada.

Camilo foi voluntário no exército veneziano, e, nesse serviço, testemunhou como era a vida de enfermos agonizantes que viviam diversas doenças. Ele também passou a conviver com uma úlcera no pé, que o fez passar dificuldades financeiras. Assim como seu pai, Camilo foi se encantando com os prazeres mundanos, levando uma vida profana e viciando-se em jogos.

O encontro com o carisma franciscano

Em 1570, com 20 anos de idade, Camilo teve um encontro que mudaria sua vida. Conheceu um jovem frade franciscano e sentiu-se atraído pelo carisma de São Francisco de Assis. Por isso, logo pediu para ingressar na ordem, mas seu pedido não foi aceito, porque Camilo tinha o grave problema da úlcera no pé.

Diagnosticado com um tumor incurável e sem dinheiro para cuidar-se, Camilo partiu para Roma para pedir socorro no Hospital Santiago. No local, ele se ofereceu para trabalhar como auxiliar de enfermeiro, para assim também cuidar da sua enfermidade. Convivendo com as diversas realidades no hospital, ele foi sentindo que Deus o chamava a uma missão que seria também sua via de santificação: servir aos enfermos como se estivesse cuidando de Cristo.

Camilo viveu uma bela amizade com São Felipe Neri, e sob sua orientação voltou aos estudos aos 32 anos; em 1584, com seus 34 anos, foi ordenado sacerdote.

Com o ardor no coração de continuar a servir os doentes e mais necessitados, Padre Camilo fundou a irmandade dos voluntários dos enfermos para cuidar dos doentes pobres e miseráveis. Muitos homens de bom coração se uniram a ele nessa obra, e assim o grupo foi crescendo, tornando-se uma congregação dos voluntários dos enfermos.

Em 1591, a congregação foi elevada pela Santa Sé Apostólica à categoria Ordem Religiosa, sendo conhecida como Ordem dos Ministros dos Enfermos.

São Camilo foi o superior da Ordem durante 20 anos. Ele ensinou os seus irmãos a cuidarem dos enfermos como eles precisavam ser tratados.

Páscoa

Mesmo com as dores do seu tumor no pé, São Camilo trabalhou duro até suas forças se esgotarem e ele falecer com seus 64 anos de idade no dia 14 de julho de 1614 em Roma.

Beatificação

Em 29 de junho de 1746, dia da Festa de São Pedro e São Paulo, o então Papa Bento XIV declarou como santo o nome de Camilo de Lellis.

Um milagre

A úlcera no pé de São Camilo de Lellis sumiu assim que ele morreu.

Ensinamentos de São Camilo de Lellis

Até os dias atuais, os Camilianos buscam viver os princípios deixados por São Camilo de Lellis: viver um amor fraterno, amar a Ordem, unir-se e dedicar-se ao apostolado dos enfermos, trabalhar com alegria, cooperar na obra de Deus a partir da promoção da saúde e cura dos ferimentos, sempre acreditar que, como filhos amados de Deus, continuamente preservar a dignidade humana dentre outros.

Camilianos no Brasil

Atualmente, no Brasil, a Ordem dos Camilianos está presente em muitos estados, dentre eles em Santa Catarina no Seminário e o Hospital Iomorê; a Igreja e o Seminário de Jaçanã, a casa, o Ambulatório e o Santuário no Rio de Janeiro; parte do Seminário, localizado na Granja Viana, na cidade de Cotia, em São Paulo.

No estado de São Paulo, na cidade de Santo André, está localizada a Paróquia São Camilo de Lellis.

Algumas frases do santo

“Deixe tudo nas mãos de Deus, e recorra a Nossa Senhora.”

“Não faça oração que corta as asas da caridade.”

“Os doentes são a pupila e o rosto de Deus.”

“Todos peçam a Deus que lhes dê um amor de mãe para com o próximo.”

“Os doentes nos revelam o rosto de Deus.”

“Tudo passa, o bem permanece.”

A minha oração

“São Camilo, ensina-me a ser o olhar de misericórdia para com os que sofrem e contemplar nos necessitados sempre um Cristo que espera por ser acolhido, amado e cuidado. Recorda-me sempre que, como filho (a) amado (a) de Deus, também preciso oferecer amor. Ajuda-me a entender os momentos de sofrimentos nessa terra como uma via de santificação para minha alma. Concede àqueles que cuidam de enfermos a graça de serem amorosos e generosos na vivência do serviço.”

São Camilo de Lellis, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

segunda-feira, 13 de julho de 2026

FESTIVAL HALLELUYA REALIZA COLETIVA DE IMPRRNSA PARA ANUNCIAR AMPLIAÇÕES E PLANO OPERACIONAL DA EDIÇÃO 2026

 

 

 


 

Coletiva de imprensa do Halleluya 2024 – HaFoto: Comunidade Católica Shalom

A organização do Festival Halleluya convida os profissionais da imprensa para a coletiva de lançamento da edição 2026 do evento, que acontecerá na próxima terça-feira, 14, às 9 horas, no Auditório Doroteias, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza.

Durante o encontro, serão apresentadas as principais novidades desta edição, incluindo a ampliação da Cidade da Paz (que passou de 62,1 mil metros quadrados para 90 mil metros quadrados), melhorias na infraestrutura do evento e o planejamento das principais operações que garantirão a realização do Festival.

Representantes da Comunidade Católica Shalom e dos órgãos públicos parceiros detalharão as ações integradas nas áreas de segurança, mobilidade, transporte, saúde, acessibilidade e demais serviços preparados para receber o público durante os cinco dias de programação.

Festival Halleluya

Realizado pela Comunidade Católica Shalom, o Festival Halleluya é reconhecido como um dos maiores festivais católico da América Latina. Com entrada gratuita, o evento reúne milhares de pessoas em uma programação que integra música, cultura, solidariedade, esportes, evangelização e promoção humana, consolidando-se, inclusive, como um dos maiores eventos do calendário cultural e turístico do Ceará.

Na última edição, o Halleluya reuniu mais de 1 milhão de participantes ao longo dos cinco dias de programação, com pico de mais de 300 mil pessoas no sábado. A mobilização solidária resultou na arrecadação de 13.851 quilos de alimentos, destinados às obras sociais da Comunidade Católica Shalom, além da captação de 1.215 doações de sangue, em parceria com o Hemoce.

SERVIÇO

Coletiva de Imprensa – Festival Halleluya 2026
Data: 14 de julho de 2026 (terça-feira)
Horário: 9h
Local: Auditório Dorotéias – Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU)

PADRE GILSON SOARES CELEBRA JUBILEU DE OURO DE ORDENAÇÃO PRESBITERAL

  Pe. Gilson Soares – Foto: divulgação A Arquidiocese de Fortaleza celebrará o Jubileu de Ouro de Ordenação Presbiteral do Padre Gilson Marq...