sexta-feira, 17 de julho de 2026

ENCONTRO FORMATIVO ARQUIDIOCESANO, COM FREI PATRICIO SCIADINI

 


ENCONTRO DE ESPIRITUALIDADE COM O FREI PATRICIO SCIADINI

 


SANTO DO DIA - BEATO IINÁCIO DE AZEVEDO E CMPANHEIROS

 

Beato Inácio de Azevedo e companheiros mártires 


Origens!!!

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Fonte: Canção 










SANTO DO DIA - BEATO INÁCIO DE AZEVEDO

Origens!!!

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Fonte:  Canção Nova Notícias

quinta-feira, 16 de julho de 2026

ASSINADA A "DECLARAÇÃO DE ROMA", UM COMPROMISSO SORE ARMAS NUCLEARES E IA

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Seis pontos compõem o texto assinado por vencedores do Prêmio Nobel, especialistas e cientistas de projeção internacional, líderes religiosos e ex-chefes de Estado e de governo reunidos nesta quarta-feira, 16 de julho, no Capitólio, em Roma. O evento concluiu o congresso realizado no Borgo Laudato si’. O desarmamento, o desenvolvimento responsável das novas tecnologias e o compromisso de promover “uma paz desarmada e desarmante” são as linhas orientadoras da declaração.

Benedetta Capelli - Vatican News 

“A humanidade encontra-se em um momento decisivo de sua história.” Assim começa a “Declaração de Roma por uma Paz Desarmada e Desarmante na Era da Inteligência Artificial, das Armas Nucleares e Autônomas, dos Novos Protocolos Digitais e dos Modelos Emergentes de Desenvolvimento Digital”, assinada na manhã desta quinta-feira, 16 de julho, no Capitólio, em Roma, ao término dos dois dias de trabalhos realizados no Borgo Laudato si’, sob o tema: “Assembleia Global dos Prêmios Nobel sobre Inteligência Artificial e Guerra Nuclear”. O evento contou com a participação de laureados com o Prêmio Nobel, importantes especialistas em inteligência artificial, ex-chefes de Estado e de governo, além de representantes de universidades e instituições de pesquisa entre as mais influentes do mundo.

Trata-se de um “desafio sem precedentes”, afirma o texto, que interpela a todos, sobretudo porque a inteligência artificial oferece grandes oportunidades, mas provavelmente provocará “uma perda massiva de postos de trabalho e acentuará a competição econômica entre as potências nucleares”. Concentrando-se nas mãos de poucos países e grandes empresas, a IA pode provocar profundas assimetrias de poder. Desenvolvendo-se em um ritmo sem precedentes, está destinada a produzir “transformações econômicas, militares e sociais de grande alcance”. A declaração destaca ainda que a crescente corrida armamentista nuclear caminha lado a lado com “uma corrida pela inteligência artificial igualmente perigosa”. Por isso, acolhendo o convite do Papa Leão XIV para promover “uma paz desarmada e desarmante”, os signatários rejeitam a ideia de que a segurança possa ser fundamentada no medo, na dominação, na ameaça e na destruição mútua.

Interesse da humanidade

Nos seis pontos que compõem o documento, faz-se um apelo para “desarmar a próxima corrida armamentista, tanto no campo da inteligência artificial quanto no nuclear, antes que sejam elas a determinar a face do próximo século”. É forte o convite dirigido aos desenvolvedores de sistemas de inteligência artificial para que atuem no interesse da humanidade, “em conformidade com o direito internacional e os direitos humanos”. Daí o apelo para que organizações e governos monitorem os processos totalmente automatizados nos sistemas de inteligência artificial.

Um tratado internacional para os sistemas de controle da IA

“A decisão final de empregar uma arma nuclear — afirma a declaração — jamais deve ser confiada a um sistema automatizado.” Por isso, pede-se a adoção de “um tratado internacional que proíba a integração irresponsável da inteligência artificial nos sistemas de comando, controle e lançamento de armas nucleares, garantindo que permaneça sempre um controle humano efetivo e significativo”. O objetivo é impedir o uso malicioso da IA em operações cibernéticas e em ataques contra infraestruturas nucleares. “Promovemos o desenvolvimento e o uso responsável da inteligência artificial — afirma o texto — para melhorar o bem-estar humano, acelerar o progresso científico e médico, proteger o meio ambiente, fortalecer a resiliência das sociedades e promover a paz, o desenvolvimento sustentável e o bem comum.”

 

Em uma declaração na ONU, em Nova York, proferida na segunda-feira, 13 de julho, durante um encontro sobre os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030”, a delegação da ...

Criar um bem comum digital

Os últimos pontos dizem respeito à necessidade de “identificar novos caminhos institucionais para uma governança global da inteligência artificial e favorecer, no futuro, a implementação de iniciativas de governança global nesse campo”. A declaração apoia iniciativas inspiradas na encíclica Magnifica humanitas do Papa Leão XIV e sustenta o Painel Científico Internacional Independente das Nações Unidas sobre Inteligência Artificial. O apelo dos signatários é para a criação de um “bem comum digital” (digital commons), que favoreça a coleta e o compartilhamento dos dados necessários para aprofundar o conhecimento e sustentar ações eficazes relacionadas às armas nucleares e à inteligência artificial. De fato, o mundo enfrenta múltiplas ameaças interligadas, cujas consequências recaem frequentemente sobre aqueles que não têm acesso nem controle sobre as tecnologias que as geram.

Desarmamento nuclear

Na conclusão da declaração, é solicitado com urgência o início de negociações para alcançar “a eliminação verificável e irreversível das armas nucleares”. São reafirmados, assim, os compromissos assumidos no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e no Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW). Daí o pedido aos Estados para que interrompam a corrida armamentista, apostando no diálogo e no cumprimento das obrigações assumidas. “As nações que possuem armas nucleares — lê-se no documento — devem promover políticas e doutrinas que reduzam progressivamente o papel desses armamentos, reforcem a estabilidade estratégica e diminuam o risco de seu primeiro uso e de uma guerra com consequências catastróficas.” “Está em jogo — escrevem os signatários — a nossa sobrevivência e a das futuras gerações.”

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2026-07/assinada-declaracao-de-roma-um-compromisso-sobre-armas-nucleares.html

PADRE GILSON SOARES CELEBRA JUBILEU DE OURO DE ORDENAÇÃO PRESBITERAL




 Pe. Gilson Soares – Foto: divulgação

A Arquidiocese de Fortaleza celebrará o Jubileu de Ouro de Ordenação Presbiteral do Padre Gilson Marques Soares com uma Missa em ação de graças, às 19h, na Igreja do Santíssimo Sacramento, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU). A celebração reunirá fiéis, familiares, amigos, religiosos e sacerdotes para agradecer a Deus pelos 50 anos de ministério de um presbítero que marcou a história da Igreja de Fortaleza por sua dedicação à evangelização, à liturgia, à comunicação e à formação pastoral.

Celebrar cinco décadas de sacerdócio é reconhecer uma vida inteiramente consagrada ao serviço de Deus e da Igreja. Ao longo desses anos, Padre Gilson construiu uma trajetória marcada pela fidelidade à vocação, pelo compromisso com a missão evangelizadora e pela formação de inúmeras lideranças e agentes de pastoral, tornando-se uma das grandes referências da Arquidiocese de Fortaleza na área da Liturgia.

Uma vocação cultivada desde a juventude

Padre Gilson Marques Soares nasceu em 7 de outubro de 1947, dia dedicado a Nossa Senhora do Rosário, no bairro Jacarecanga, em Fortaleza. Filho de Geraldo Marques Soares e Bernarda Lima Soares, cresceu ao lado dos irmãos Genilson e Gil em um ambiente de fé que favoreceu o despertar de sua vocação.

Recebeu o Batismo e fez a Primeira Eucaristia na Igreja de Nossa Senhora do Patrocínio. Posteriormente, foi crismado por Dom Antônio de Almeida Lustosa, então arcebispo de Fortaleza.

A vocação sacerdotal manifestou-se cedo. Aos 12 anos ingressou no Seminário da Prainha, iniciando sua caminhada de formação para o sacerdócio. Prosseguiu os estudos no Seminário Regional do Nordeste (SERENE), em Recife, e no Instituto de Teologia do Recife (ITER).

Durante sua permanência na capital pernambucana, conciliou os estudos com o trabalho no Banco Real, onde atuou durante nove anos, ao mesmo tempo em que cursava Direito na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Nesse período, recebeu os ministérios de Leitor e Acólito das mãos de Dom Hélder Câmara, uma das figuras mais emblemáticas da Igreja no Brasil.

O primeiro sacerdote ordenado por Dom Aloísio

No dia 19 de março de 1976, Solenidade de São José, Padroeiro do Ceará, Padre Gilson foi ordenado diácono por Dom Aloísio Lorscheider, OFM, na Igreja do Seminário da Prainha.

Poucos meses depois, em 17 de julho de 1976, recebeu a Ordenação Presbiteral no mesmo local, tornando-se o primeiro sacerdote ordenado por Dom Aloísio, na Arquidiocese de Fortaleza. Também foi o primeiro reitor do Seminário Propedêutico da Arquidiocese.

Uma vida dedicada ao serviço pastoral

Os primeiros anos do ministério sacerdotal foram vividos em intensa atividade pastoral, colaborando na Igreja de São Pedro, na Praia de Iracema, e na Paróquia Nossa Senhora da Glória, na Cidade dos Funcionários.

Em 1980 participou de um momento histórico para a Igreja no Ceará: exerceu a função de diácono durante a celebração presidida por São João Paulo II no Estádio Castelão, por ocasião do X Congresso Eucarístico Nacional.

No ano seguinte assumiu a recém-criada Paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Conjunto Ceará, onde iniciou um fecundo trabalho de evangelização e organização pastoral.

Como coordenador da Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza, deu importante contribuição para a implantação das seis Regiões Episcopais, fortalecendo a organização e a ação evangelizadora da Igreja Particular de Fortaleza.

Buscando constante aperfeiçoamento, realizou estudos complementares de Teologia, com aprofundamento em Liturgia, na Pontifícia Universidade Católica Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo.

Também exerceu a missão de vigário paroquial nas paróquias de São Gerardo, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora da Conceição, em Messejana.

Posteriormente, tornou-se o primeiro pároco da Paróquia São José, na Lagoa Redonda, permanecendo por quinze anos à frente da comunidade desde sua criação como Área Pastoral até sua consolidação como paróquia.

Em 9 de fevereiro de 2008 assumiu a Paróquia Senhor do Bonfim, no bairro Monte Castelo, dando continuidade ao seu trabalho pastoral junto ao povo de Deus.

Em 27 de dezembro de 2016, foi nomeado pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no bairro Manuel Sátiro, dando continuidade ao seu trabalho de evangelização e cuidado pastoral junto à comunidade.

Em agosto de 2024, passou a residir no Lar Sacerdotal Jesus, Maria e José, afastando-se das funções paroquiais. Atualmente, é pároco emérito da Paróquia Nossa Senhora das Graças.

Referência em Liturgia

Ao longo de seu ministério, Padre Gilson tornou-se reconhecido por sua dedicação à Liturgia, área na qual prestou relevantes serviços à Arquidiocese de Fortaleza, ao Regional Nordeste 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e à Igreja no Brasil.

Foi coordenador da Pastoral Litúrgica da Arquidiocese e do Regional Nordeste 1, colaborando diretamente na formação litúrgica de comunidades, agentes de pastoral, ministros e presbíteros.

Também atuou como professor da Escola Pastoral de Catequese (ESPAC), do Instituto de Ciências Religiosas (ICRE) e do Instituto de Teologia Pastoral (ITEP), formando diversas gerações de evangelizadores.

Entre suas importantes contribuições está a fundação do Curso Nordestão de Liturgia, iniciativa que continua sendo realizada anualmente na Diocese de Crato e permanece como uma referência na formação litúrgica do Nordeste.

Exerceu ainda a presidência da Comissão Regional de Presbíteros, integrou a Comissão Nacional de Presbíteros e desempenhou a função de secretário da Associação dos Liturgistas do Brasil (ASLI).

Evangelização pelos meios de comunicação

Além da atuação pastoral e acadêmica, Padre Gilson também abraçou a missão de evangelizar por meio da comunicação.

Desde 2005 apresenta o programa Vida Missionária, contribuindo para levar a mensagem do Evangelho aos lares e fortalecendo a missão evangelizadora da Arquidiocese de Fortaleza.

Também dedicou parte significativa de seu ministério à Comissão de Sustentação dos Presbíteros e ao Conselho Presbiteral da Arquidiocese, colocando sua experiência a serviço da vida e da missão do clero.

Uma caminhada marcada por experiências de fé

Ao longo de sua vida sacerdotal, Padre Gilson participou de importantes momentos da vida da Igreja.

Entre eles está a concelebração com o Papa Bento XVI na Praça São Pedro, no Vaticano, durante o Ano Jubilar, ao lado de milhares de sacerdotes provenientes de diversos países.

Também participou das Jornadas Mundiais da Juventude realizadas em Madri, na Espanha, e no Rio de Janeiro.

Como integrante da Pastoral do Turismo Religioso, acompanhou peregrinações a 14 países, conservando especial carinho pelo Vaticano e pela Terra Santa, lugares que marcaram profundamente sua espiritualidade e seu ministério.

Um testemunho de fidelidade

Celebrar os 50 anos de Ordenação Presbiteral de Padre Gilson Marques Soares é celebrar uma história de fidelidade ao chamado de Deus, de amor à Igreja e de dedicação ao povo.

Ao longo de cinco décadas, seu ministério foi marcado pela simplicidade, pela acolhida, pelo zelo litúrgico, pelo compromisso com a formação e pelo incansável anúncio do Evangelho. Sua trajetória permanece como inspiração para sacerdotes, seminaristas e leigos que encontram em seu testemunho um exemplo de serviço, humildade e perseverança.

Neste Jubileu de Ouro, a Arquidiocese de Fortaleza rende graças a Deus pela vida e pelo ministério de Padre Gilson, pedindo ao Senhor que continue concedendo saúde, alegria e fecundidade para que siga testemunhando, com o mesmo entusiasmo de sempre, a beleza da vocação sacerdotal e o amor de Cristo à sua Igreja.


Fonte: Site da Arquidiocese  de Fortaleza

SANTO DO DIA-NOSSA SENHORA DO CARMO

Os primeiros monges 

Os primeiros carmelitas, em fins do século XII depois de Cristo (mais de dois mil anos depois da vida do profeta Elias), decidiram formar uma comunidade no Monte Carmelo. O Monte Carmelo é conhecidíssimo pela sua beleza, o nome significa “jardim”. Os primeiros monges eram cavaleiros cruzados, que cansados da violência e injustiça daquelas guerras para conquistar a Terra Santa das mãos dos mouros, ali se refugiaram, sedentos de uma vida mais autenticamente evangélica.

Atraídos ao Monte Carmelo, pela fama e tradição do profeta Elias, ali fundaram uma capela e em torno dela construíram seus quartos ou “celas”. Isto foi por volta de 1155. Dedicaram-se a uma vida de penitência e reparação pelos abusos dos cruzados; exercitaram-se na prática da oração e união com Deus e a trabalhos manuais. Escolheram Elias como Pai Espiritual e exemplo de vida monástica de oração e testemunho Profético em meio a um mundo dominado pelas injustiças.

Consagrados a Maria

Dedicaram uma capelinha a Virgem Maria e, sob sua proteção, imitavam suas virtudes. Chamaram Maria de “Senhora” do lugar, segundo os costumes feudais, e renderam a ela serviço de dedicada doação dos primeiros carmelitas. Os peregrinos e cruzados que os visitaram começaram a chamá-los Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo. 

O reconhecimento

Mais ou menos no ano de 1209, os irmãos decidiram formalizar a sua vida, pedindo uma Regra de vida ao bispo Alberto, patriarca de Jerusalém. Ele lhes escreveu uma regra muito simples. Com o tempo, quando já na Europa, viajaram a Roma para apresentar ao Papa o pedido de aprovação da nova Ordem.

No ano de 1226, o Papa Honório III concedeu a aprovação à Ordem. Com esta aprovação, os irmãos viveram com o ideal de se unirem continuamente ao Senhor, a toda e em cada obra, a exemplo de Elias, seu Pai Espiritual, e de sua Mãe e protetora, a Virgem Maria, Mãe de Deus e Mãe do Carmelo.

Divisão e perseguição

No ano de 1235, os mouros fizeram uma perseguição contra os cristãos, e por isso os carmelitas dividiram-se em dois grupos: um que permaneceu no Monte Carmelo – os monges foram massacrados e o mosteiro incendiado; o segundo grupo refugiou-se na Sicília, Creta, Itália e, finalmente, na Inglaterra, no ano de 1238.

São Simão e o Escapulário

Na Inglaterra, os irmãos fundaram um mosteiro em Aylesford e iniciaram um novo tempo. Lá, viveram por parte de um grupo a rejeição da Ordem. Imitando o exemplo dos primeiros Irmãos, o Prior Geral dos Carmelitas, São Simão Stock, recorreu à oração.

Diz a tradição: na noite do dia 16 de julho de 1251, Simão dirigiu-se a Virgem Maria e pediu-lhe o “privilégio feudal”, a proteção da “Senhora” sobre seus vassalos em tempos de perseguição e dificuldades. Neste momento, rezou esta famosa oração: “Flor do Carmelo, vide florida. Esplendor do Céu. Virgem Mãe incomparável. Doce Mãe, mas sempre Virgem, Sede propícia aos carmelitas, Ó Estrela do Mar”. Logo, apareceu-lhe a própria Virgem Maria rodeada de anjos. Entregou-lhe o Escapulário que tinha em suas mãos e disse-lhe: “Recebe, meu filho muita amado, este Escapulário de tua Ordem, sinal de meu amor, privilégio para ti e para todos os carmelitas: quem com ele morrer, não se perderá. Eis aqui um sinal da minha aliança, salvação nos perigos, aliança de paz e de amor eterno”.

Depois disso, Simão chamou todos os frades e explicou o que havia acontecido. Acrescentaram o Escapulário ao hábito e começaram a cantar esta maravilhosa aventura da Virgem Maria para ajudar os carmelitas. Depois, adaptou-se  o Escapulário grande a uma forma menor para o povo, e muitos começaram a usá-lo, como sinal de amor a Virgem Maria e símbolo de vida cristã fixa em Deus.

Pedido em Fátima 

No dia 13 de outubro de 1917, na última aparição de suas aparições na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, o Homem das dores (cf. Is 53, 3), que passava por grandes sofrimentos.

Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”. No ano de 1950, perguntaram à Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar, em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos’; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A minha oração

“Ó Virgem do Carmo, Virgem do Escapulário, livrai-nos de todo mal, de toda a doença maligna e das perseguições do inimigo. Assim como ajudai-nos a viver intimamente unidos a ti e ao teu filho Jesus. Amém!”

Nossa Senhor do Carmo, rogai por nós!

Fonte: Canção  ova otícias