sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López

EVANGELHO DO DIA

 



+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34

Naquele tempo: 6Jesus disse à multidão: 'O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo,
mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou'. 30E Jesus continuou: 'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda
que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'. 33Jesus anunciava a Palavra
usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.Palavra da Salvação.

 


REFLEXÕIES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

28 DE JANEIRO DE 2022

 

6ª. FEIRA DA 3ª. SEMANA DO

 

TEMPO COMUM


Cor Verde

 

1ª Leitura - 2Sm 11,1-4a.5-10a.13-17

 

Leitura do Segundo Livro de Samuel 11,1-4a.5-10a.13-17

1No ano seguinte, na época em que os reis costumavam partir para a guerra, Davi enviou Joab com os seus oficiais e todo o Israel, e eles devastaram o país dos amonitas e sitiaram Rabá. Mas Davi ficou em Jerusalém. 2Ora, um dia, ao entardecer, levantando-se Davi de sua cama, pôs-se a passear pelo terraço de sua casa e avistou dali uma mulher que se banhava. Era uma mulher muito bonita. 3Davi procurou saber quem era essa mulher e disseram-lhe que era Betsabéia, filha de Eliam, mulher do hitita Urias. 4aEntão Davi enviou mensageiros para que a trouxessem. Ela veio e ele deitou-se com ela. 5Em seguida, Betsabéia voltou para casa. Como ela concebesse, mandou dizer a Davi: 'Estou grávida'. 6Davi mandou esta ordem a Joab: 'Manda-me Urias, o hitita'. E ele mandou Urias a Davi. 7Quando Urias chegou, Davi pediu-lhes notícias de Joab, do exército e da guerra. 8E depois disse-lhe:
'Desce à tua casa e lava os pés'. Urias saiu do palácio do rei
e, em seguida, este enviou-lhe um presente real. 9Mas Urias dormiu à porta do palácio com os outros servos do seu amo,
e não foi para casa. 10aE contaram a Davi, dizendo-lhe: 'Urias não foi para sua casa'. 13Davi convidou-o para comer e beber à sua mesa e o embriagou. Mas, ao entardecer, ele retirou-se e foi-se deitar no seu leito, em companhia dos servos do seu senhor,
e não desceu para a sua casa. 14Na manhã seguinte, Davi escreveu uma carta a Joab e mandou-a pelas mãos de Urias. 15Dizia nela: 'Colocai Urias na frente, onde o combate for mais violento,
e abandonai-o para que seja ferido e morra'. 16Joab, que sitiava a cidade, colocou Urias no lugar onde ele sabia estarem os guerreiros mais valentes. 17Os que defendiam a cidade,
saíram para atacar Joab, e morreram alguns do exército, da guarda de Davi. E morreu também Urias, o hitita.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão – “a sedução foi maior que a razão

Davi que fora ungido pelo Senhor para ser o Rei de Israel, a quem o Senhor prometera uma dinastia e um reino estáveis, assim como também uma vida tranquila e uma descendência que nunca seria abandonada!   Aquele que é-nos apresentado como um rei exemplar e que provou ser cheio de fé em Deus quando enfrentou e derrotou o gigante Golias tendo como arma apenas uma funda e cinco pedrinhas! O mesmo que soube respeitar os seus inimigos quando teve a vida de Saul em suas mãos e, podendo matá-lo não o fez. O rei Davi que sempre nos pareceu ser alguém irrepreensível, levado pela concupiscência cometeu um pecado monstruoso! Pôs abaixo toda a sua reputação deixando de cumprir com a sua missão de rei quando não partiu para a guerra e enviou apenas os seus oficiais para enfrentar o inimigo. Ficando em Jerusalém para descansar, e passeando no jardim viu a bela mulher de Urias e se “encantou” por ela. Daí foi só dar asas aos seus desejos e maquinações, para cair estupidamente nas armadilhas do inimigo. O mesmo David que não atentou contra a vida de Saul mandou matar de forma expressa e covarde o seu subalterno Urias para se apossar da sua mulher. Mandou matar para esconder o que fez.   Intervém na vida daquela família, separando os que estavam unidos pelo matrimônio. Desrespeita a si próprio. Davi chega ao auge da prepotência e da presunção quando abusa da sua autoridade, para ver realizado o seu intento. Quando lemos esta história, apesar de “crucificarmos o rei Davi”, podemos refletir sobre as nossas ações para perceber que tudo isso também pode acontecer conosco. Como Davi nós também podemos ser um guerreiro bem-sucedido, mas um dia nos descuidarmos das nossas atribuições, ou deixarmos de nos dedicar à missão que Deus nos destinou relaxando nos nossos deveres, colocando outras pessoas para em nosso lugar enfrentar o inimigo transferindo os nossos encargos para ficarmos mais “descansados”. É nesses momentos que também damos brecha ao Inimigo, e caimos nas concupiscências que moram em nós, os sentimentos puramente carnais e os desejos próprios da nossa humanidade decaída. O pecado é isto: sabemos que uma coisa é mal, mas fazemo-la assim mesmo! A nossa infidelidade a Deus a nossa omissão e a ociosidade nos fazem procurar os lugares errados e lá nos deparar com o fruto proibido, alimentar pensamentos impuros, nos envolver em coisas erradas, mentir, e até maquinar a morte de alguém. Por isso, terminamos por fazer o que nem queríamos: ir contra a lei de Deus. E tudo isto porque no início a sedução foi maior que a razão e não tivemos como voltar atrás.  Nunca podemos achar que estamos “blindados” para as seduções do mundo, ainda que tenhamos um comportamento irrepreensível. Por outro lado, também não nos podemos “admirar” do pecado de alguém e apontar o dedo para quem errou. A história de Davi nos edifica e nos faz ficar mais conscientes da nossa miséria humana para confiar plenamente na misericórdia de Deus. – Você também se revolta com esta história de pecado? – Você acha que não seria capaz de fazer o que fez David? – Você se acha uma pessoa muito equilibrada e firme? – Em quem você confia para não cometer os mesmos erros?  - Você costuma apontar o dedo para os erros dos políticos? – E os seus?

 

 

Salmo - Sl 50, 3-4. 5-6a. 6bc-7. 10-11 (R. Cf. 3a)


R. Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!


3Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! *
Na imensidão de vosso amor, purificai-me!
4Lavai-me todo inteiro do pecado, *
e apagai completamente a minha culpa!R.

5Eu reconheço toda a minha iniqüidade, *
o meu pecado está sempre à minha frente.
6aFoi contra vós, só contra vós, que eu pequei, *
e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!R.

6bMostrais assim quanto sois justo na sentença, *
6ce quanto é reto o julgamento que fazeis.
7Vede, Senhor, que eu nasci na iniqüidade *
e pecador minha mãe me concebeu.R.

10Fazei-me ouvir cantos de festa e de alegria, *
e exultarão estes meus ossos que esmagastes.
11Desviai o vosso olhar dos meus pecados *
e apagai todas as minhas transgressões!R.


Reflexão - O nosso ser pecador tem necessidade de implorar por misericórdia a todo instante. Mesmo que não tenhamos cometido conscientemente nenhuma má ação a nossa alma se ressente porque o nosso pecado está sempre à nossa frente. Por isso, é nosso dever reconhecer a nossa iniquidade e, assim como fez o salmista, orar ao Senhor: “Lavai-me todo inteiro do pecado e apagai completamente a minha culpa!” A misericórdia de Deus atinge a nossa miséria e só quando nós nos reconhecemos miseráveis nós podemos abraçar o amor misericordioso do Pai.

 

Evangelho - Mc 4,26-34


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 4,26-34

Naquele tempo: 6Jesus disse à multidão: 'O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo,
mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga
e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou'. 30E Jesus continuou: 'Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O Reino de Deus é como um grão de mostarda
que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra'. 33Jesus anunciava a Palavra
usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudoPalavra da Salvação.

 

Reflexão - “o crescimento do reino dentro de nós ”

O próprio Jesus nos ensina que o crescimento do reino dentro de nós é tal qual uma semente espalhada na terra que por si só, vai germinando e crescendo sem se sabermos como isso acontece. Este é o processo de conversão e maturidade espiritual que ocorre quando acolhemos a Palavra de Deus como uma semente com a consciência de que é Ele próprio quem nos fala e nos oferece salvação e conversão. Assim, então, começa a acontecer em nós o processo de germinação e fecundação do reino de Deus, uma vida nova que iremos oferecer ao mundo. É Deus quem no nosso próprio coração vai fazendo brotar a Sua mentalidade sem que nem nós mesmos percebamos. A cada dia, mais e mais vamos ficando plenos do poder do Espírito Santo que opera em nós mudando os nossos valores e as nossas concepções, nossos pensamentos e as nossas ações fazendo com que cada vez mais nos afeiçoemos a Jesus. O tempo da colheita é quando estamos tão cheios de alegria, paz e felicidade que não dá mais para conter, por isso, é imperioso que o levemos ao mundo às outras pessoas que ainda não tiveram a mesma experiência. O reino de Deus também se manifesta em nós quando, mesmo que ainda nem entendamos a Sua Palavra, nós experimentamos apenas uma gotinha do Seu amor e da Sua misericórdia.  Às vezes, em momentos de sofrimento, de dificuldades, de provação, o terreno do nosso coração fica mais acessível para acolher o amor de Deus. E, assim acontece como a semente de mostarda que é a menor de todas, mas é capaz de crescer tornar-se uma grande árvore e abrigar os pássaros do céu. Quando a terra do nosso coração acolhe a semente da Palavra e do Amor de Deus e nós a deixamos germinar, como consequência nós vivemos uma vida frutuosa, plena de abundante utilidade. Mesmo que tenhamos pouca fé, Deus vai realizando em nós o grande milagre do amor. E ninguém que haja sido tocado pelo Amor de Deus, poderá ficar estagnado, infeliz e descrente. A Palavra de Deus nos fará ser árvore que dá abrigo a muitas pessoas e a nossa luz brilhará nas trevas do mundo.  Assim nós haveremos de sair semeando a semente do amor por onde passarmos.

- Você tem notado o crescimento do reino de Deus em você?

-  Quais as mudanças que aconteceram em você? 

 - Você se sente mais feliz, hoje do que antes? 

- Você já está sendo árvore que dá sombra? 

– Você se sente amado (a) por Deus?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

 

SANTO DO DIA - SANTO TOMÁS DE AQUINO

 Neste dia lembramos de uma das maiores figuras da teologia católica: Santo Tomás de Aquino. Conta-se que, quando criança, com cinco anos, Tomás, ao ouvir os monges cantando louvores a Deus, cheio de admiração perguntou: “Quem é Deus?”.

A vida de santidade de Santo Tomás foi caracterizada pelo esforço em responder, inspiradamente para si, para os gentios e a todos sobre os Mistérios de Deus. Nasceu em 1225 numa nobre família, a qual lhe proporcionou ótima formação, porém, visando a honra e a riqueza do inteligente jovem, e não a Ordem Dominicana, que pobre e mendicante atraia o coração de Aquino.

Diante da oposição familiar, principalmente da mãe condessa, Tomás chegou a viajar às escondidas para Roma com dezenove anos, para um mosteiro dominicano. No entanto, ao ser enviado a Paris, foi preso pelos irmãos servidores do Império. Levado ao lar paterno, ficou, ordenado pela mãe, um tempo detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da vocação, mas nada adiantou.

Livre e obediente à voz do Senhor, prosseguiu nos estudos sendo discípulo do mestre Alberto Magno. A vida de Santo Tomás de Aquino foi tomada por uma forte espiritualidade eucarística, na arte de pesquisar, elaborar, aprender e ensinar pela Filosofia e Teologia os Mistérios do Amor de Deus.

Pregador oficial, professor e consultor da Ordem, Santo Tomás escreveu, dentre tantas obras, a Suma Teológica e a Suma contra os gentios. Chamado “Doutor Angélico”, Tomás faleceu em 1274, deixando para a Igreja o testemunho e, praticamente, a síntese do pensamento católico.

Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López

INSCRIÇÕES ABERTAS PARA O PRIMEIRO CURSO DA ESCOLA NACIONAL DE COMUNICAÇÃO DA PASCOM BRASIL

  



 

Fundamentos da Pastoral da Comunicação é o primeiro curso da Escola Nacional de Comunicação, uma iniciativa da Pascom Brasil e da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. A previsão de início da escola é no dia 12 de março, com a aula inaugural, e as inscrições já estão abertas pelo portal da PUC Minas. Serão ofertadas 150 vagas.

Para o coordenador do GT Formação da Pascom Brasil e assessor eclesiástico do regional Sul 1, padre Tiago Barbosa, a Escola Nacional de Comunicação é uma oportunidade de formação conjunta que a Pascom Brasil proporciona aos agentes de pastoral dos quatro cantos de nosso país.

“Com aulas 100% on-line, conseguiremos juntos aprimorar nosso conhecimento a fim de que comuniquemos cada vez mais com convicção e com o coração!”

Como surgiu a Escola Nacional de Comunicação?

O coordenador-geral da Pascom Brasil, Marcus Tullius, recorda que a Escola de Comunicação é um dos primeiros anseios da coordenação nacional.

“Em novembro de 2018, quando realizamos uma primeira reunião com coordenadores regionais, após a nossa eleição, já sabíamos da necessidade de um espaço de formação comum para os nossos agentes. Inspirados por experiências exitosas em dioceses e regionais do nosso Brasil, começamos a partilhar e a sonhar. Era o que podíamos naquele momento e nem pensávamos que atravessaríamos uma pandemia.”

A partir do momento em que a Pascom Brasil começou a se organizar por grupos de trabalho, novamente o tema da Escola apareceu e coube ao eixo da Formação a realização desta ação. Segundo padre Tiago, a organização da Escola se deu por meio do esforço e contribuição de lideranças da Pascom de todos os estados brasileiros. Os coordenadores regionais puderam opinar e sugerir os conteúdos que seriam trabalhados, a partir das necessidades sentidas em suas realidades. “Assim, com nossas aulas, poderemos crescer em nossa técnica, aperfeiçoar nossa formação, estimular nossa articulação e fortalecer a nossa fé. Tudo isso para que Jesus Cristo seja mais amado e conhecido por meio do trabalho da Pascom!”, afirmou.

A Escola quer constituir-se como um espaço de formação de agentes da Pastoral da Comunicação e também de outras pastorais, movimentos, organismos e serviços para que sejam, em suas realidades eclesiais, protagonistas da evangelização e respondam, com vigor, ao mandato missionário de Cristo (cf. Mt 28,19).

Durante a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), a ampliação do uso de novas mídias e as urgências da ação evangelizadora provocaram o reconhecimento e o fortalecimento dos trabalhos da Pastoral da Comunicação nas mais diversas instâncias eclesiais, oportunizando a chegada de novos agentes, muitos sem a adequada formação técnica ou pastoral. É neste contexto que nasce a Escola Nacional de Comunicação, como resposta aos anseios do tempo presente. Ela é mais um espaço para qualificar leigos e leigas para o pleno exercício do sacerdócio batismal, radicados em comunidades eclesiais missionárias, comprometidos com o Evangelho. Para o Papa Francisco, “toda a formação cristã é, primariamente, o aprofundamento do querigma que se vai, cada vez mais e melhor, fazendo carne” (cf. Exortação Apostólica Evangelli Gaudium, 165)

Quem pode fazer o Curso?

​O curso Fundamentos da Pastoral da Comunicação, da Escola Nacional de Comunicação, é destinado aos agentes da Pastoral da Comunicação, profissionais que atuam na comunicação eclesial, bem como dos agentes de outras pastorais que desejam aprimorar o conhecimento de comunicação para a evangelização. A expectativa é que o curso possa ser ofertado regularmente, possibilitando a formação do maior número de agentes. Mesmo sendo on-line, a limitação de vagas visa o melhor aproveitamento dos cursistas, garantindo interação com os professores e demais colegas.

“Com a realização deste primeiro curso, esperamos que em breve possamos ter outras opções para aprofundamento dos agentes, especialmente no campo da pastoral. Já temos muitas iniciativas duradouras no campo da formação, mas considerando as diversas necessidades pastorais e a extensão continental do nosso país, sempre há espaço para surgimento de outras opções”, afirmou o coordenador-geral da Pascom.

Qual a duração e como será organizado?

O curso terá carga horária total de 112 h/a e está dividido em 3 módulos, com aulas síncronas (on-line) e aulas assíncronas (gravadas). O primeiro e o segundo módulos terão a duração de 40h, sendo 24h de aulas síncronas e 16h de aulas gravadas, em formato de oficina, para serem assistidas pelo aluno no período do curso. O terceiro módulo terá a duração de 32h, sendo 24h de aulas síncronas e 8h de aulas gravadas, em formato de oficina, para serem assistidas pelo aluno no período do curso.

O primeiro módulo contém as seguintes disciplinas: Comunicação no mundo e na Igreja; Comunicação e Eclesiologia. Também serão ofertadas as oficinas História da Comunicação na Igreja; Produção audiovisual 1 – podcast; Comunicação e Espiritualidade; Produção audiovisual 2 – vídeo.

No segundo módulo, os cursistas terão as disciplinas de Comunicação e Evangelização e Comunicação a serviço da Pastoral. Já as oficinas para esta etapa são: Lidando com as redes sociais; Criação e design gráfico; Técnicas de Comunicação Pastoral; Transmissões ao vivo.

O último módulo apresenta três disciplinas: Cultura Digital; Planejamento em Comunicação e Projetos em Comunicação. As últimas oficinas são Comunicação e Relacionamento; Trabalho de Conclusão de Curso.

Quando acontecerão as aulas?

As aulas on-line serão ministradas quinzenalmente, aos sábados, conforme o cronograma abaixo:

12/03/2022 – (8h às 12h) – Aula inaugural
26/03/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 1
09/04/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 1 | Aula disciplina 2
23/04/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 2
07/05/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 3
21/05/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 3 | Aula disciplina 4
04/06/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 4
18/06/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 5
02/07/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 6
16/07/2022 – (8h às 12h; 13h às 17h) – Aula disciplina 7
24/07/2022 – (11h) – Celebração de Encerramento da 1ª turma durante o 7º Encontro Nacional da Pascom

Quem são os professores?

O corpo docente da Escola Nacional de Comunicação é composto por pessoas que possuem conhecimento técnico e vivência de fé, tornando-se um diferencial para a formação dos agentes da Pastoral da Comunicação. Estão confirmados os professores Moisés Sbardelotto, Aline Amaro, Alzirinha Rocha, Patrícia Luz, Pe. Tiago José Sibula Silva, Adielson Agrelos, Andréia Gripp, Pe. Tiago Barbosa, Rafael Alberto, Ricardo Alvarenga e Marcus Tullius.

Quanto custa?

Para cobrir os custos da Escola, será cobrada uma taxa única. O valor do investimento é R$ 215,00 para pagamento à vista, como possibilidade de parcelamento em até 4 vezes.

​Ao finalizar todo o conteúdo do curso, o aluno estará habilitado para gerar o seu certificado digital de participação, emitido pela PUC Minas.

Inscreva-se já!

 

 

Com informações da Pascom Brasil

EVANGELHO DO DIA

  

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 4,21-25

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 1'Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.' 24Jesus dizia ainda: 'Prestai atenção no que ouvis:
com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem.' Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

 

27 DE JANEIRO DE 2022

 

5ª. FEIRA DA 3ª. SEMANA DO

 

TEMPO COMUM


Cor Verde

 

1ª Leitura - 2Sm 7,18-19.24-29

 

Leitura do Segundo Livro de Samuel 7,18-19.24-29

Depois que Natan falara a Davi,o rei entrou no tabernáculo 18foi assentar-se diante do Senhor, e disse: 'Quem sou eu, Senhor Deus,
e o que é a minha família, para que me tenhas conduzido até aqui?
19Mas, como isto te parecia pouco, Senhor Deus, ainda fizeste promessas à casa do teu servo para um futuro distante. Porque esta é a lei do homem, Senhor Deus! 24Estabeleceste o teu povo, Israel, para que ele seja para sempre o teu povo; e tu, Senhor, te tornaste o seu Deus. 25Agora, Senhor Deus, cumpre para sempre a promessa que fizeste ao teu servo e à sua casa, e faze como disseste! 26Então o teu nome será exaltado para sempre, e dirão:
'O Senhor Todo-poderoso é o Deus de Israel'. E a casa do teu servo Davi permanecerá estável na tua presença. 27Pois tu, Senhor Todo-poderoso, Deus de Israel, fizeste esta revelação ao teu servo: 'Eu te construirei uma casa. Por isso o teu servo se animou
a dirigir-te esta oração. 28Agora, Senhor Deus, tu és Deus e tuas palavras são verdadeiras. Pois que fizeste esta bela promessa ao teu servo, 29abençoa, então, a casa do teu servo, para que ela permaneça para sempre na tua presença. Porque és tu, Senhor Deus, que falaste, e é graças à tua bênção que a casa do teu servo será abençoada para sempre'. Palavra do Senhor.

 

Reflexão – “se a palavra de Deus afirma, quem somos nós para duvidar?”

Após Natã ter se retirado e diante das revelações que ele lhe fizera, Davi entrou no tabernáculo e assentou-se diante do Senhor para agradecer por todas as bênçãos e por Suas promessas para um “futuro distante”. Davi admirava-se de como um Deus tão poderoso pudera olhar para ele e para a sua família com tanto amor, amparando-os e protegendo-os. Esse também é o sentimento que deve ocupar o nosso coração quando, diante do Senhor, nós paramos para pensar em tudo quanto tem sido providenciado para nós e para a nossa família. Como Davi nós também podemos dizer: “Quem sou eu, Senhor Deus e o que é a minha família para que me tenhas conduzido até aqui?” E mais ainda, nós também podemos confiar nas promessas que o Senhor nos faz para um futuro distante! A esperança é quem deve nortear os nossos passos. Ter esperança é esperar com confiança pelas promessas que Deus nos faz por meio da Sua palavra. E nós podemos continuar dizendo: “Agora, Senhor Deus, cumpre para sempre a promessas que fizeste ao teu servo e à sua casa e faze como disseste”! É assim também que devemos proceder e pensar: se a palavra de Deus afirma, quem somos nós para duvidar? O melhor que fazemos é também nos apossar de tudo o que Ela nos garante e caminhar por uma trilha segura seguindo os ensinamentos do nosso Criador na certeza de que Ele tem o melhor para nós e a nossa família. A nossa família é também, a Igreja, a Comunidade a qual pertencemos, somos Seu povo e Ele é o nosso Deus. O Senhor nos promete uma casa construída por Ele e as Suas Palavras são verdadeiras. Por isso, também podemos nos animar e rezar como Davi: “Abençoa, então Senhor, a casa do teu servo (a), para que ela permaneça para sempre na tua presença.” 

- Você também costuma se apossar das promessas de Deus que a Bíblia nos revela? – Você tem percebido que Deus se ocupa com você e a sua família? – Você tem agradecido a Ele por isso? – Você mantém acesa a chama da esperança ou costuma desanimar diante das dificuldades? – Você acredita que tal como Davi, Deus também o (a) escolheu?

 

 

 

Salmo - Sl 13l, 1-2. 3-5.11. 12. 13-14 (R. Lc 1,32b)

R. O Senhor vai dar-lhe o trono
de seu pai, o rei Davi.


1Recordai-vos, ó Senhor, do rei Davi *
e de quanto vos foi ele dedicado;
2do juramento que ao Senhor havia feito *
e de seu voto ao Poderoso de Jacó:R.

3'Não entrarei na minha tenda, minha casa, *
nem subirei à minha cama em que repouso,
4não deixarei adormecerem os meus olhos, *
nem cochilarem em descanso minhas pálpebras,
5até que eu ache um lugar para o Senhor, *
uma casa para o Forte de Jacó!'R.

11O Senhor fez a Davi um juramento, *
uma promessa que jamais renegará:
'Um herdeiro que é fruto do teu ventre *
colocarei sobre o trono em teu lugar!R.

12Se teus filhos conservarem minha Aliança *
e os preceitos que lhes dei a conhecer,
os filhos deles igualmente hão de sentar-se *
eternamente sobre o trono que te dei!'R.

13Pois o Senhor quis para si Jerusalém *
e a desejou para que fosse sua morada:
14'Eis o lugar do meu repouso para sempre, *
eu fico aqui: este é o lugar que preferi!'R.

 

Reflexão - Assim como o Senhor prometeu a Davi uma casa estável onde Ele pudesse repousar, também promete a nós, por isso, não podemos duvidar. O salmista diz que Jerusalém é o lugar do repouso do Senhor, portanto, nós podemos dizer que Jerusalém também é o nosso coração, lugar onde Deus habita. Nós também desejamos ardentemente adentrar neste lugar que é santo. Este lugar também é o nosso espírito, a nossa alma onde está postado o trono do Senhor e onde reina o amor e a paz.  

 

Evangelho - Mc 4,21-25

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 4,21-25

Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 1'Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a coloca num candeeiro? 22Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.' 24Jesus dizia ainda: 'Prestai atenção no que ouvis:
com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem.' Palavra da Salvação.

 

Reflexão – “não podemos nos esconder debaixo das nossas máscaras”

Por meio da Sua Palavra Jesus ilumina os nossos passos e orienta as nossas ações, pois Ele é o Verbo de Deus e a Luz do Mundo!  Nós somos como lâmpadas que refletem para o mundo o fulgor que Dele recebemos. Portanto, as nossas ações mostram ao mundo se, estamos ou não recebendo e refletindo esta luz ou se, pelo contrário, a estamos camuflando, escondendo-a debaixo das nossas concepções humanas. Somos chamados a revelar com transparência tudo o que ouvimos e percebemos da Palavra de Jesus. As nossas ações devem ser como lâmpadas que refletem a mentalidade evangélica e não as nossas ideias humanas que encobrem a verdade e desvirtuam as sugestões de Deus. Por isso, não podemos nos esconder debaixo das nossas máscaras, personalidades, fingimentos. Precisamos ser fiéis e transparentes para revelar ao mundo a verdade de Cristo. No entanto, a primeira pessoa com quem devemos ser sinceros é conosco mesmos. Precisamos ser lâmpadas que apossadas da luz do Espírito Santo iluminam o nosso interior e nos ajudam descobrir e perceber toda a obra que o Senhor quer fazer em nós e por nosso intermédio. Por isso, mais uma vez Jesus nos ordena a que prestemos atenção ao que ouvimos a fim de que possamos ser fiéis a tudo quanto nos é manifesto e assim usar a medida certa nas coisas que fazemos. Quando nos autoconhecemos percebemos que as nossas ações revelam conscientemente o que cultivamos dentro de nós mesmos (as). Por isso, é mais fácil distinguir o nosso potencial e a nossa limitação. Assim, portanto, podemos usar com os outros, a mesma medida que nos é adequada e, assim fazer justiça sendo coerentes com o que o Senhor nos dá. Quanto mais usarmos bem os dons que recebemos de Deus e com humildade admitirmos as nossas restrições, mais o Senhor nos abençoará e nos cumulará de graças. As nossas ações devem ser, portanto, produtos dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos.  Se cultivarmos em nós bons pensamentos e regarmos os nossos bons sentimentos poderemos também realizar boas obras as quais serão como lâmpadas acesas que poderão ser vistas por todas as pessoas. 

Você se considera uma lâmpada a serviço da Luz de Deus para o mundo? 

- Você é uma pessoa transparente e sincera?

 – As suas ações acompanham os seus sentimentos e pensamentos ou você consegue camuflá-las?

 – Você é muito rigoroso (a) com os erros das pessoas? 

– E com os seus? 

 A medida que você usa para as outras pessoas é a mesma que usa para medir as suas ações?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTA ÂNGELA MERICI

 Ângela nasceu em 21 de março de 1474, em Desenzano del Garda, Itália. De uma família muito honesta, materialmente pobre, mas espiritualmente riquíssima, amava muito Cristo e sua Igreja. Com o testemunho dos pais, Ângela e a irmã foram crescendo. Desde pequenina, Ângela já tinha uma vida de oração e penitência, onde buscava amar a Deus cada vez mais. Tinha o costume de reunir-se com o pai para ouvir sobre a vida dos santos e começou a nutrir uma devoção a Santa Úrsula.

Quando tinha 15 anos, os seus pais e a irmã vieram a falecer, sendo assim, ela precisou morar com um tio. Mulher de oração, nunca acusou Deus nem se revoltou. Tinha em seu coração o desejo de retornar à sua terra natal para levar uma vida mais austera e penitencial. Cinco anos após a morte de seu tio, retornou para Desenzano, dedicando-se às obras de misericórdia espirituais e corporais. Começou a fazer um trabalho muito providencial, confirmado pelo céu, porque teve um sonho de ver jovens com coroas de lírios caminhando para o céu. Naquele discernimento, ela agarrou a inspiração e foi trabalhar servindo jovens que corriam riscos morais.

Em 1516, Ângela foi enviada por seus superiores à Bréscia para assistir a viúva Catarina Patendola. Na cidade, ela mostrou um laicato cada vez mais comprometido com a caridade, enriquecido pela sensibilidade feminina.

Ao receber uma segunda visão, decidiu-se por fazer uma peregrinação por locais sagrados, como Mântua e o Monte Sagrado de Varallo. Em 1524, seu próximo destino foi a Terra Santa. Foi nesta viagem que, de repente, Ângela perdeu a visão. Sem desanimar, ela aceitou a sua deficiência momentânea como um sinal da Providência Divina, para olhar para os lugares sagrados com um olhar do Espírito. Teve a sua visão recuperada enquanto rezava diante do Crucifixo.

Regressando à Itália, em 1525, foi em uma romaria à Roma, onde alicerçou seu carisma, tanto que Papa Clemente VIII propôs que ela permanecesse na cidade. Contudo, Ângela não aceitou, retornando à Bréscia, pois queria cumprir a sua visão celeste.

Em 25 de novembro de 1535, com o apoio de doze colaboradoras, Ângela fundou a “Companhia de Santa Úrsula”, onde a Regra de vida era estar fora do convento dedicando-se à instrução e à educação de mulheres, com voto de obediência ao Bispo e à Igreja. A ideia principal de Santa Ângela era que as mulheres se santificassem para santificar a família e a sociedade.

Faleceu em 27 de janeiro de 1540, com a idade de 66 anos. Seus restos mortais estão na igreja de Santa Afra, na Bréscia. Sua fama de santidade tornou-se muito evidente, tanto que em 1544, Papa Paulo III elevou a sua Companhia a um Instituto de Direito Pontifício, permitindo que as Ursulinas pudessem atuar além dos confins da Diocese.

Em 1768, Ângela Mérici foi beatificada pelo Papa Clemente XIII e, em 24 de maio de 1807, foi canonizada pelo Papa Pio VIII.

Santa Ângela Mérici, rogai por nós!

Referência:
vaticannews.va

quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

DOM EDMILSON CELEBRA ORDENAÇÃO DIACONALNA DIOCESE DE SOBRAL

 


 

A pedido de Dom Luiz Vasconcelos, Bispo da Diocese de Sobral-CE,  Dom Francisco Edimilson Neves Ferreira esteve na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na cidade Acaraú-CE, para ordenação diaconal do seminarista Bruno Araújo. A solene liturgia contou com a participação de vários clérigos, familiares e amigos do Diácono Bruno Araújo. Em mensagem nas Redes Sociais, o bispo da diocese de Tianguá agradeceu a Deus por conceder a Santa Igreja mais um ministro ordenado para o serviço do Seu povo. 

 

O RELATÓRIO DE MUNIQUE E A LUTA DE RATZINGER CONTRA OS ABUSOS

 

 Após a publicação do inquérito, os anos do episcopado do Papa emérito na Baviera estão no centro das atenções. É correto recordar a luta de Bento XVI contra a pedofilia clerical e a sua disponibilidade durante o pontificado em encontrar e ouvir as vítimas e pedir seu perdão

 ANDREA TORNIELLI

As palavras usadas durante a coletiva de imprensa para apresentar o relatório sobre abusos na Diocese de Munique, assim como as setenta e duas páginas do documento dedicado ao breve episcopado do cardeal Joseph Ratzinger na Baviera, encheram as páginas dos jornais na última semana e provocaram alguns comentários muito fortes. O Papa emérito, com a ajuda de seus colaboradores, não fugiu às perguntas dos advogados encarregados pela Diocese de Munique de redigir um relatório que examina um período de tempo muito longo, desde o episcopado do cardeal Michael von Faulhaber até o do atual cardeal Reinhard Marx. Bento XVI respondeu com 82 páginas, depois de poder examinar parte da documentação dos arquivos diocesanos. Como era previsível, foram os quatro anos e meio de Ratzinger à frente da diocese bávara que monopolizaram a atenção dos comentários.

Algumas das acusações já eram conhecidas há mais de dez anos e já tinham sido publicadas pelos principais meios de comunicação internacionais. Agora há quatro casos contra Ratzinger, e seu secretário particular, Dom Georg Gänswein, anunciou que o Papa emérito fará uma declaração detalhada após ter terminado de examinar o relatório. Enquanto isso, pode ser repetida com força a condenação destes crimes, sempre reiterada por Bento XVI, e recordar tudo o que foi feito nos últimos anos na Igreja a partir do seu pontificado.

O abuso de menores é um crime terrível. O abuso de menores cometido pelos clérigos é um crime possivelmente ainda mais revoltante, e isto tem sido repetido incansavelmente pelos últimos dois Papas: grita vingança diante de Deus que as crianças sofram violências nas mãos de sacerdotes ou religiosos aos quais seus pais as confiam para serem educadas na fé. É inaceitável que crianças sejam vítimas de predadores sexuais escondidos atrás do hábito eclesiástico. As palavras mais eloquentes sobre este assunto continuam sendo aquelas pronunciadas por Jesus: melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar do que escandalizar um só destes pequeninos.

Não se deve esquecer que Ratzinger, como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé já havia combatido o fenômeno na última fase do pontificado de São João Paulo II, do qual era um colaborador muito próximo, depois que se tornou Papa, promulgou normas e regulamentos extremamente duros contra os abusadores clericais, verdadeiras leis especiais para combater a pedofilia. Além disso, Bento XVI testemunhou, com o seu exemplo concreto, a urgência da mudança de mentalidade tão importante para combater o fenômeno dos abusos: a escuta e a proximidade das vítimas às quais deve-se sempre pedir perdão. Por muito tempo, as crianças abusadas e seus parentes, em vez de serem considerados como pessoas feridas a serem acolhidas e acompanhadas com percursos de cura, foram mantidos à distância. Infelizmente, muitas vezes foram distanciados e até mesmo apontados como "inimigos" da Igreja e de seu bom nome.

Foi o próprio Joseph Ratzinger o primeiro Papa a encontrar as vítimas de abusos várias vezes durante suas viagens apostólicas. Foi Bento XVI, mesmo contra a opinião de muitos autodenominados "ratzingerianos", que, em meio à tempestade de escândalos na Irlanda e na Alemanha, propôs o rosto de uma Igreja penitencial, que se humilha em pedir perdão, que sente consternação, remorso, dor, compaixão e proximidade.

É precisamente nesta imagem penitencial que se encontra o coração da mensagem de Bento. A Igreja não é uma empresa, não se salva apenas com as boas práticas ou com a aplicação, embora indispensável, de regras severas e eficazes. A Igreja precisa pedir perdão, ajuda e salvação ao Único que pode dar, ao Crucificado que sempre esteve do lado das vítimas e nunca dos algozes.

Com extrema lucidez, durante o voo para Lisboa em maio de 2010, Bento XVI reconheceu que "os sofrimentos da Igreja vêm justamente de dentro da Igreja, do pecado que existe na Igreja. Também isso sempre foi sabido, mas hoje o vemos de um modo realmente terrificante: que a maior perseguição da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado dentro da Igreja, e que a Igreja, portanto, tem uma profunda necessidade de re-aprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender o perdão por um lado, mas também a necessidade de justiça. O perdão não substitui a justiça". Palavras precedidas e seguidas por fatos concretos na luta contra o flagelo da pedofilia clerical. Tudo isso não pode ser esquecido nem apagado.

As reconstruções contidas no relatório de Munique, que - é preciso lembrar - não são um inquérito judicial, muito menos uma sentença definitiva, ajudarão a combater a pedofilia na Igreja se não forem reduzidas a uma busca de fáceis bodes expiatórios e julgamentos sumários. Somente evitando estes riscos poderão contribuir para uma busca da justiça na verdade e para um exame de consciência coletivo sobre os erros do passado.

 

Fonte: Vatican News