sexta-feira, 16 de outubro de 2026

SANTO DO DIA - SANTA MARGARIDA MARIA ALACOQUE

 


Origens

Santa Margarida Maria Alacoque nasceu em uma família rica da Borgonha, em 22 de julho de 1647. Seus pais eram católicos fervorosos, mas não o suficiente para permitir que uma de suas filhas se tornasse freira. No entanto, aos cinco anos, Margarida consagrou-se ao Senhor com um voto de castidade. Aos 24 anos, vencendo a resistência dos pais, pôde entrar na Ordem da Visitação fundada por São Francisco de Sales.

Zombada pelas irmãs

Margarida, ao fazer seus votos, acrescentou o nome de Maria por causa das visões que tinha. No entanto, rumores estão circulando, e muitas das freiras e suas superiores não acreditam nela ou até mesmo zombam dela, sugerindo que ela está doente ou louca. Entre as Visitandinas, porém, permanecerá por mais de vinte anos experimentando graças extraordinárias, mas também enormes penitências e mortificações que sempre enfrentará com um sorriso.

Um bom diretor espiritual

Caberá ao seu pai espiritual, o jesuíta Claude de la Colombière, reconhecer nela o carisma dos santos. Ele ordenar-lhe que relate suas experiências místicas no que será sua autobiografia, que chegou até nós. A princípio, ela resiste, depois, por obediência, ela concorda. Enquanto escrevia, continuava convencida de que estava fazendo isso apenas para si mesma, não percebeu o valor do que seria contando naquelas páginas.

“Meu coração se expandirá para espalhar abundantemente os frutos de seu amor sobre aqueles que me honram.”  (Santa Margarida Maria Alacoque)

O Sagrado Coração de Jesus

A partir de 1673, Santa Margarida Maria Alacoque começou a receber visitas de Jesus que lhe pedia uma devoção particular ao Seu Sagrado Coração, que lhe aparecia “radiante como um sol, com uma chaga adorável, rodeada de espinhos e encimado por uma cruz, deitado sobre uma trono de espinhos”. De sua história, emergirá a iconografia que conhecemos hoje. Pelo seu empenho à instituição da festa litúrgica do Sagrado Coração de Jesus, marcada para o oitavo dia depois do Corpus Christi, a freira também recebe uma grande promessa de Jesus: quem comungasse por nove meses consecutivos, na primeira sexta-feira do mês, receberia o dom da penitência final, ou seja, morrer recebendo os sacramentos e sem pecado. Jesus também pede que ela apele ao rei da França Luís XIV para consagrar o país ao Sagrado Coração, mas a santa não obtém resposta do soberano.

Páscoa

Jesus aparece a Santa Margarida Maria Alacoque por 17 anos, até o dia de sua morte, quando voltará a tomá-la pela mão. Ele a chama de “discípula amada”, comunica-lhe os segredos de seu coração e a torna participante da ciência do amor. Margarida Maria faleceu em 17 de outubro de 1690; graças a ela, no bairro de Montmartre, em Paris, entre 1875 e 1914, foi construído um santuário dedicado ao Sacre Coeur, consagrado em 1919. Beatificada por Pio IX, em 1864, foi canonizada por Bento XV em 1920.

Minha oração

“Assim como encontraste o coração de Jesus em tuas orações, dai a nós o mesmo privilégio e união com Ele, o mesmo amor que tivestes ao nosso redentor. Nesse Coração Santo, encontremos misericórdia e virtudes para nós, expiação dos pecados para os afastados de Deus. Amém!”

Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

SANTO DO DIA - SANTA TERESA DE ÁVILA


Segunda filha de um judeu convertido, Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus), Teresa Sánchez de Cepeda Dávila y Ahumada, nasceu em Ávila (Castela), em 28 de março de 1515. A infância feliz, passada junto com irmãos e primos, a deixa fascinada por romances de cavalaria. Após a morte, em batalha, de seu irmão mais velho, Giovanni, em 1524, e a perda de sua mãe, Beatrice, a jovem foi enviada para estudar no mosteiro agostiniano de Nossa Senhora da Graça. Ali, foi atingida por uma primeira crise existencial.

Fuga para o Carmelo

Após uma grave doença, regressa à casa do pai, onde assiste à partida do seu querido irmão Rodrigo para as colônias espanholas no ultramar. Em 1536, foi atingida pela chamada “grande crise” e amadureceu a firme decisão de entrar no mosteiro com os Carmelitas da Encarnação de Ávila. Mas o pai se recusa e Teresa foge de casa. Acolhida pelas freiras, chegou à profissão em 3 de novembro de 1537.

Embates na saúde

Sua saúde logo se deteriora novamente. Apesar do consequente retorno à família, o caso é julgado desesperador.  Santa Teresa D’Ávila é levada de volta ao convento onde as freiras começam a preparar seu funeral. Inexplicavelmente, porém, em poucos dias, a paciente volta à vida. Parcialmente liberta dos compromissos da vida de clausura, devido à convalescença.  

“Morro filha da Igreja”  (Santa Teresa D’Ávila) 

Mulher da mística

De carácter alegre, amante da música, da poesia, da leitura e da escrita, vai tecer uma densa rede de amizades, polarizando em torno de si várias pessoas desejosas de a conhecer. Mas em breve ela perceberá esses encontros como motivos de distração da tarefa principal da oração e experimentará sua “segunda conversão”: “Meus olhos caíram sobre uma imagem … Ela representava Nosso Senhor coberto de feridas. Assim que olhei para ela, me senti todo emocionado… Me joguei aos pés d’Ele em prantos e implorei que me desse forças para não mais ofendê-Lo”. 

As visões e êxtases representam o capítulo mais misterioso e interessante da vida de Santa Teresa de Ávila. Na Autobiografia (escrita por ordem do bispo) e em outros textos e cartas, descreve as várias etapas das manifestações divinas, visuais e auditivas. Ela é vista levitando, desmaiando e permanecendo morta (é assim que Bernini a retratará por volta de 1650, na estátua de S. Maria Della Vittoria em Roma). Essas manifestações correspondem a um grande crescimento espiritual, que Teresa, naturalmente trazida à escrita e à poesia, vai derramar em seus textos místicos, entre os mais claros, poderosos, poéticos já escritos.

Reforma do Carmelo

Não compreendida nesta sua intensa espiritualidade e considerada por alguns dos seus confessores até vítima de ilusões demoníacas, é apoiada pelo jesuíta Francesco Borgia e pelo frade franciscano Pietro d’Alcántara, que dissiparão as dúvidas dos seus acusadores. Teresa sente que deve refundar o Carmelo para remediar uma certa desorganização interna. Em 1566, o Superior Geral da Ordem autorizou-o a fundar vários mosteiros em Castela, incluindo dois conventos de Carmelitas Descalços. Assim, surgem os conventos em Medina, Malagon e Valladolid (1568); Toledo e Pastrana (1569); Salamanca (1570); Alba de Tormes (1571); Segóvia, Beas e Sevilha (1574); Sória (1581); Burgos (1582), entre outros.

Santa Teresa  D’ Ávila: Fundadora e Amiga de João da Cruz 

Amizade com João da Cruz

Decisivo, em 1567, foi o encontro entre Santa Teresa  D’ Ávila e um jovem estudante de Salamanca, recém ordenado sacerdote: com o nome de João da Cruz, o jovem assumiu a roupagem do Scalzi e acompanhou o fundador em suas viagens . Juntos, eles superaram vários eventos dolorosos, incluindo divisões dentro da ordem e até acusações de heresia. Eventualmente Santa Teresa  D’ Ávila prevalecerá com o nascimento da ordem reformada dos Carmelitas e Carmelitas Descalços.

Páscoa

A obra mais famosa de Teresa é certamente “O Castelo Interior”, um itinerário da alma em busca de Deus, por meio de sete passagens particulares de elevação, ladeadas pelo Caminho da Perfeição e pelos Fundamentos, bem como por muitas máximas, poemas e orações. Incansável apesar de sua saúde precária, Santa Teresa D’Ávila morreu em Alba de Tormes em 1582, durante uma de suas viagens.

Síntese

Virgem e doutora da Igreja: ingressou na Ordem Carmelita em Ávila na Espanha e tornou-se mãe e mestra de uma observância muito rigorosa, preparou em seu coração um caminho de aperfeiçoamento espiritual sob o aspecto de uma ascensão gradual da alma a Deus ; para a reforma de sua Ordem suportou muitas tribulações, que sempre superou com um espírito invencível; também escreveu livros imbuídos de elevada doutrina e carregados de sua profunda experiência.  Canonizada em 12 de março de 1622, pelo Papa Gregório XV.

Minha oração

“Ó doutora da oração, ensinai àqueles que te procuram uma vida verdadeiramente contemplativa que alcança a cada um em sua própria realidade. Convocai as almas para se entregarem verdadeiramente na intercessão, assim como novas vocações carmelitas. Que, através da oração, possamos encontrar a vontade de Deus. Amém.”

Santa Teresa de Jesus, rogai por nós!

 

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

SANTO DO DIA- SÃO CALISTO I

 

Romano de Trastevere, filho de escravos, São Calisto não teve vida fácil. Ele está sepultado com efeito na igreja de Santa Maria, em Trastevere, e não nas catacumbas que levam seu nome.

Administrador pouco habilidoso

O cristão Carpóforo, da família do imperador Cômodo, havia lhe confiado a administração dos bens da comunidade cristã. Não foi um hábil administrador e, descoberto um grande desfalque, Calisto fugiu.

Capturado em Óstia, a ponto de zarpar, foi condenado a girar a roda de um moinho. Carpóforo mostrou-se generoso, condenando-o a pagar o débito, mas a justiça seguiu seu curso. Foi condenado à flagelação, depois, deportado para as minas da Sardenha.

São Calisto I: de Condenado a Papa da Igreja 

A Liberdade

Libertado, o Papa Vítor ocupou-se pessoalmente dele — sinal de que Calisto desfrutava de certa fama, furto à parte. Para desviá-lo da tentação, fixou-lhe um ordenado. O sucessor Zeferino foi igualmente generoso: ordenou-o diácono e confiou-lhe a guarda do cemitério cristão na via Ápia Antiga (as célebres catacumbas conhecidas em todo o mundo com seu nome).

Missão: Cemitérios da Igreja

O Papa Zeferino, no entanto, o chamou de volta à Roma, confiando-lhe os cuidados dos cemitérios da Igreja. Assim começou a escavação do grande cemitério ao longo da Via Appia que leva seu nome. 

Eleito Papa

Com a morte de Zeferino, Calisto foi eleito Papa. Mas seu pontificado atraiu as inimizades de uma ala da comunidade cristã de Roma que o acusou falsamente de heresia.

Opositores

Ele teve muitos opositores entre os cristãos dissidentes de Roma e, justamente, de um escrito do líder desses cristãos separados, um antipapa. Por essa razão, temos quase todas as notícias sobre ele apresentadas, porém, de forma tendenciosa. Lemos que, antes de se tornar Papa, ele era escravo e fraudador. Tendo fugido para Portugal, foi preso e levado de volta a Roma, onde foi condenado a trabalhos forçados nas minas da Sardenha. Retornando a Roma por ocasião de uma anistia, ele foi enviado para Anzio. 

Páscoa

São Calisto coroou a vida com o martírio, como bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço. Mais tarde, deram-lhe sepultura honorífica no Cemitério de Calepódio, na Via Aurélia, junto do lugar do seu martírio. Assim se explica não ter sido enterrado na grande necrópole que ele próprio ampliara e onde foram enterrados São Zeferino e os Papas seguintes, na parte chamada precisamente Cripta dos Papas.

O Legado de São Calisto I 

A Construção da Cripta 

Uma das metas obrigatórias para os peregrinos e turistas que se dirigem à Roma são as catacumbas. Particularmente célebres e frequentadas são as de São Calisto, definidas pelo Papa João XXIII “as mais respeitáveis e as mais célebres de Roma”. Numa área de mais de 120.000 m², com quatro andares sobrepostos, foi calculado que lá existem não menos de 20 quilômetros de corredores. 

Importância da Cripta

Essa obra colossal fixa para sempre a memória de São Calisto, que cuidou de sua realização, primeiro como diácono do Papa Zeferino, e depois como o próprio Papa. Mas além das dimensões, este lugar é precioso pelo grande número e pela importância dos mártires que ali foram sepultados, e particularmente célebres são a cripta de Santa Cecília e a contígua à dos papas, na qual foram sepultados o Papa Ponciano Antero, Fabiano entre outros.

Relíquia

O túmulo dele está colocado bem no meio da Roma antiga, na basílica de Santa Maria in Trastevere, que, construída por determinação do Papa Júlio, na metade do século IV, foi intitulada também de São Calisto. 

Minha oração

“Ao Papa santo e pastor da Igreja, rogai pelos fiéis espalhados pelo mundo e não os deixeis abandonados sem pastores. Atrai vocações para o seguimento radical de Cristo assim como novos sacerdotes. Que sejamos santos à imagem de Jesus, Bom pastor. Amém!”

São Calisto I, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Noticias

 


terça-feira, 13 de outubro de 2026

SAÚDE DO PAPA: RETIRADO O LOBO INFERIOR DO PULMÃO DIREITO


Sem complicações e com resultado positivo, a cirurgia à qual o Pontífice foi submetido durou cerca de 90 minutos e foi realizada com técnica videoassistida. Segundo o boletim médico divulgado nesta noite, “o exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios”.

Vatican News

Por meio de um comunicado divulgado na noite desta terça-feira, 13 de outubro, a Sala de Imprensa da Santa Sé informou os seguintes detalhes sobre a cirurgia à qual foi submetido o Papa Leão XIV:

“O Dr. Luigi Carbone e o Prof. Stefano Margaritora comunicam o seguinte a respeito da intervenção realizada nesta tarde:

O Santo Padre foi submetido, conforme programado, a uma cirurgia torácica.

Para assegurar a radicalidade da intervenção, foi removido o lobo inferior do pulmão direito por meio de técnica videoassistida. O exame histológico intraoperatório confirmou o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, conforme suspeitado pelos exames pré-operatórios.

O Santo Padre permaneceu na sala de cirurgia por cerca de três horas, enquanto a intervenção teve duração aproximada de 90 minutos. A cirurgia foi bem-sucedida e não houve complicações.

Após a intervenção, o Papa despertou normalmente e, depois de um breve período de observação, retornou ao seu quarto, no 10º andar.

A equipe cirúrgica foi coordenada pelo Prof. Stefano Margaritora, auxiliado pela Prof.ª Elisa Meacci, pela Dr.ª Maria Teresa Congedo e pelo Dr. Leonardo Petracca Ciavarella.

A equipe de anestesiologia era composta pelo Prof. Massimo Antonelli, pelo Dr. Giovanni Punzo e pelo Dr. Giuseppe Bello.”

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Exames e internação

Nos próximos dias, o Papa será submetido aos exames pós-operatórios, além da análise do material retirado durante a cirurgia. Os exames realizados antes da operação já haviam permitido aos médicos definir com precisão como e onde intervir. O termo “radicalidade” indica que o objetivo foi retirar completamente tudo o que havia sido identificado, sem deixar tecido tumoral.

Quanto ao período de internação, por enquanto permanece a previsão já anunciada: cerca de uma semana. Já nesta quarta-feira, a Sala de Imprensa da Santa Sé deverá divulgar novas informações sobre como Leão XIV passou a noite e sobre os primeiros resultados dos exames pós-operatórios.

O Papa permanece acompanhado pelas pessoas que já o assistem diariamente no apartamento pontifício. Ao despertar da anestesia, mostrou-se imediatamente consciente e orientado. Segundo informou aos jornalistas o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, “quando voltou ao quarto, pediu o jantar”.

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-10/saude-do-papa-retirado-o-lobo-inferior-do-pulmao-direito.html

 

 


“ POR QUE MARIA É TÃO VENERADA NO BRASIL?" - ´POR FREI MAURíICIO SOLFA

 




Com o título “Por que Maria é tão venerada no Brasil?”, eis artigo de Frei Maurício Solfa, frade capuchinho, padre desde 2009, psicanalista e pós-graduado em Espiritualidade Franciscana e vigário paroquial em Cruzeiro do Oeste (PR). Eleaborda o lugar de Nossa Senhora Aparecida na formação da identidade brasileira.

Livros Sagrados

Confira:

Por que Maria ocupa um lugar tão especial no coração do povo brasileiro? O jornalista e escritor Rodrigo Alvarez, que pesquisou profundamente a história de Maria e de Nossa Senhora Aparecida, chama a atenção para um aspecto muito significativo: Maria tornou-se parte da própria identidade  religiosa e cultural do Brasil.

A devoção mariana chegou ao Brasil com o cristianismo trazido pelos portugueses. Maria não ficou apenas nas igrejas. Ela entrou nas casas, nas famílias, nas festas, nas procissões, nas promessas e, sobretudo, no coração das pessoas simples.

Em 1717, nas águas do rio Paraíba do Sul, três pescadores encontraram uma pequena imagem de Nossa Senhora da Conceição. Era uma imagem pequena, quebrada e escurecida pelo tempo. Pouco a pouco, Aparecida ultrapassou os limites de uma devoção local. Tornou-se um fenômeno  religioso nacional.

O brasileiro não encontrou em Maria apenas uma personagem do passado. Encontrou uma mãe. A fé católica não venera Maria como se ela fosse uma deusa. A Igreja a venera porque reconhece nela a Mãe de Jesus, aquela que disse “sim” a Deus. Maria conduz para Cristo. Ela aponta para o Filho.

O povo brasileiro, com sua religiosidade profundamente afetiva, encontrou em Maria uma maneira próxima e maternal de expressar sua confiança em Deus. Diante da dor, muitos recorrem à Mãe. Perante da doença, fazem uma promessa. Diante de uma graça recebida, agradecem. Ela acompanha o povo na alegria e na dor.

Há ainda algo profundamente bonito na história de Aparecida: Deus parece gostar de começar grandes coisas a partir do que é pequeno. Belém é uma pequena cidade. Um menino nasce numa manjedoura. E uma pequena imagem encontrada nas águas de um rio se torna, séculos depois, símbolo da fé de uma nação.

Venerar Maria não significa colocá-la no lugar de Deus. Quando um católico se coloca diante de Nossa Senhora, não está dizendo que ela é Deus. Está reconhecendo nela aquela que foi escolhida para ser a mãe do Salvador e pedindo sua intercessão. Maria não é grande porque tomou o lugar de Deus, mas porque permitiu que Deus ocupasse inteiramente o lugar em sua vida.

E talvez seja justamente por isso que, todos os anos, milhões de pessoas continuam caminhando em direção a Aparecida. Vão para agradecer, pedir ou cumprir uma promessa. E, no fundo, muitos vão porque acreditam que, quando chegam aos pés da Mãe, de algum modo também estão se aproximando do Filho.

*Frei Maurício Solfa

Consultar Atlas


Frade capuchinho, padre desde 2009,

Blog do Eliomar



SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM FORTALEZA CELEBRA ÚLTIMA APARIÇÃO DE NOSSA SENHORA


Foto Sercom/ ArqFor

Nesta terça-feira, 13 de outubro, milhares de fiéis são esperados na Paróquia e Santuário Nossa Senhora de Fátima, localizada na Avenida 13 de Maio, para homenagear Nossa Senhorade Fátima. A data marca o encerramento do ciclo das aparições da Virgem Maria em Fátima, Portugal, ocorrido em 1917, e relembra o memorável “Milagre do Sol”, presenciado por dezenas de milhares de pessoas na Cova da Iria.

Para acolher o público ao longo de todo o dia, o Santuário preparou uma programação intensa com dez celebrações eucarísticas nos seguintes horários: 5h, 6h, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 14h, 15h30, 18h30 e 20h.

Um dos momentos mais aguardados do dia será a tradicional procissão. A concentração dos fiéis começará a partir das 18h na Praça do Carmo, em frente à Igreja Nossa Senhora do Carmo, localizada na Avenida Duque de Caxias. Em seguida, o cortejo seguirá em direção à Avenida 13 de Maio, percorrendo a Rua Clarindo de Queirós e a Rua Barão de Aratanha até chegar ao Santuário de FátimFonte.

Fonte: Serviço de Informação da

Arquidiocese de Fortaleza

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

COM UMA MISSA CELEBRADA POR DOM GREGÓRIO FICARAM ENCERRADOS OS FESTEJOS EM HONRA A NOSSA SENHORA APARECIDA


Foto de Everton Rocha














Com uma Celebração Eucarística, presidida por dom Gregório Paixão, OSB, Arcebispo de Fortaleza, ficaram encerrados nesta noite (12) os  festejos em honra a Nossa Senhora Aparecida. Além de dom Gregório Paixão, dom  José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo Emérito  de Fortaleza, celebrou a Missa de encerramento do Novenário em homenagem a padroeira do Brasil, ocorrido ontem (11),

Os festejos foram encerrados com a presença de um grande número de paroquianos, que além de se fazerem presentes às novenas, lotaram a Igreja Matriz da Paróquia do Montese, durante todo o dia de hoje, Iniciadas às 6 horas, indo até às19 horas.

O pároco padre Rafhael Maciel, no final da Missa , da 15h30min, completou os seus agradecimentos por todo aqueles que contribuíram com o sucesso financeiro da festa, bem como os que adquiriram o kit-procissão, composto de uma vela e um lenço, utilizado durante a procissão, que percorreu várias ruas do bairro Montese.


Foto de Everton Rocha



O padre Rafhael aproveitou a oportunidade para agradecer a colaboração dos agentes da AMC, que trabalharam na orientação do trânsito e da segurança.