sábado, 6 de junho de 2026

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 12,38-44

Naquele tempo: 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: 'Tomai

cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser

cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas

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e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo

fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação'. 41Jesus estava

sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão

depositava

suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias.

42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas,

que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse:

'Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que

ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua

pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver'. Palavra da Salvação.


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 6 DE JUNHO DE 2026


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SÁBADO DA IX SEMANA DO

TEMPO COMUM


Cor verde


1ª. Leitura – II Tm 4, 1-8

Leitura de Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 4,1-8

Caríssimo: 1Diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de vir a julgar os vivos e os

mortos, e em virtude da sua manifestação gloriosa e do seu Reino, eu te peço com

insistência: 2proclama a palavra, insiste oportuna ou importunamente, argumenta,

repreende, aconselha, com toda a paciência e doutrina. 3Pois vai chegar o tempo em

que não suportarão a sã doutrina, mas, com o prurido da curiosidade nos ouvidos, se

rodearão de mestres ao sabor de seus próprios caprichos. 4E assim, deixando de ouvir

a verdade, se desviarão para as fábulas. 5Tu, porém, mostra vigilância em tudo,

suporta o sofrimento, desempenha o teu serviço de pregador do evangelho, cumpre

com perfeição o teu ministério. Sê sóbrio. 6Quanto a mim, eu já estou para ser

derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom

combate, completei a corrida,

guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça,

que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a

todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. Palavra do Senhor.

Reflexão - O nosso mundo está curioso e ávido por falsas doutrinas.

Às vezes imaginamos que a Palavra de Deus fala de coisas tão longínquas e

fora do nosso alcance, no entanto, nós percebemos nesta carta que tudo o

que São Paulo revelou já está acontecendo! Naquele momento ele já previa

a chegada de um tempo em que as pessoas não suportariam a sã doutrina e

que acreditariam em mestres conforme os próprios caprichos e se desviariam

para as fábulas. O nosso mundo está curioso e ávido por falsas doutrinas

baseadas em fábulas criadas pelo capricho dos homens. Cada um tem a sua

própria versão e concepção de Deus e de Jesus de acordo com os interesses de

grupos ou de seitas. Existem hoje também muitos “doutores da lei” que

gostam de chamar a atenção por suas ideias místicas ou espiritualistas,

esotéricas que estão impressionando as multidões. Quando vemos os

programas de debates na TV temos a comprovação de tudo isso. Aparece

gente oriunda das seitas criadas pelos homens e, às vezes, pela própria pessoa

que se apresenta como sendo inspirada por algum “mestre ou mestra” que

revelam “verdades” próprias das suas mentes criativas. E, muitas e muitas

pessoas acreditam fielmente. São artimanhas do inimigo de Deus que tenta

nos desvirtuar e nos tirar do nosso desígnio de santidade para o qual somos

formados na Palavra de Deus. Chegou, pois, aquele tempo a que a Carta se

refere e o conselho de São Paulo a Timóteo atualiza tudo o que nós, como

Igreja, precisamos fazer nos tempos de hoje: “proclama a palavra, insiste

oportuna ou importunamente, argumenta, repreende, aconselha com toda a

paciência a sã doutrina”. Nós, que nos dizemo seguidores de Jesus precisamos

acolher as suas exortações, se quisermos continuar firmes no nosso propósito.

Ser vigilante em tudo, suportar o sofrimento, desempenhar o serviço de


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pregador do Evangelho, cumprir com o ministério e, ser sóbrio. Isto é usar a

inteligência a favor do Evangelho com consciência e convicção do que estamos

fazendo, sendo coerentes com a nossa fé e não nos deixando entregar ao

sabor das ondas do mundo. Agindo assim nós também um dia poderemos dizer

como São Paulo: “combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”

e esperar confiante a coroa da justiça que receberemos das mãos do justo

juiz. – Você tem dado ouvido às heresias dos tempos atuais? – O que você

tem absorvido das ideias que hoje os homens estão pregando sobre Jesus?

- Você tem proclamado a palavra de Deus oportuna e inoportunamente por

onde você anda? – Você tem combatido o bom combate ou tem usado

armas fora dos padrões evangélicos para lutar pela sua vida?

Salmo 70,8-9. 14-15ab. 16-17. 22 (R. Cf.15a)

R. Minha boca anunciará vossa justiça.

8Vosso louvor é transbordante de meus lábios, *

cantam eles vossa glória o dia inteiro.

9Não me deixeis quando chegar minha velhice, *

não me falteis quando faltarem minhas forças!R.

14Eu, porém, sempre em vós confiarei, *

sempre mais aumentarei vosso louvor!

15aMinha boca anunciará todos os dias *

15bvossa justiça e vossas graças incontáveis.R.

16Cantarei vossos portentos, ó Senhor, *

lembrarei vossa justiça sem igual!

17Vós me ensinastes desde a minha juventude, *

e até hoje canto as vossas maravilhas.R.

22Então, vos cantarei ao som da harpa, *

celebrando vosso amor sempre fiel;

para louvar-vos tocarei a minha cítara, *

glorificando-vos, ó Santo de Israel!R.

Reflexão - Para que a nossa vida seja um eterno canto de louvor às glórias do

Senhor como diz o Salmo nós precisamos a todo o momento perceber as Suas

graças e a Sua justiça na nossa existência. Um coração consciente e contrito

não pode desprezar nem esquecer os grandes feitos do Senhor. Desde a

juventude até a velhice, em todos os momentos da nossa história nós temos

oportunidade de agradecer Àquele que nos dá vida e ar para respirar, que nos

cumula de bens e nos ama sem impor condições. Que não percamos tempo e

desde já abramos a boca para anunciar a justiça de Deus.

Evangelho – Mc 12, 38-44

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 12,38-44

Naquele tempo: 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: 'Tomai

cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser

cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas

17

e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo

fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação'. 41Jesus estava

sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão

depositava

suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias.

42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas,

que não valiam quase nada. 43Jesus chamou os discípulos e disse:

'Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que

ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua

pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver'. Palavra da Salvação.

Reflexão – A oferta da viúva!

Muitas vezes tentamos aparentar uma falsa humildade, no entanto, Deus

conhece o nosso coração e percebe quais os sentimentos que se escondem

debaixo das nossas ações. Neste Evangelho nós vimos Jesus abrir os olhos dos

Seus discípulos para que se prevenissem contra “os doutores da lei” por causa

da sua soberba e pretensão, assim como também da sua falsidade e hipocrisia

no trato das coisas de Deus. Assim, Ele dizia: “Tomai cuidado” “eles

receberão a pior condenação”, e os instruía a que, também não os imitassem

e não seguissem a mesma cartilha por onde eles se guiavam. Infelizmente, ao

longo de todos os anos essa cartilha permanece servindo de lição para muitos

doutores da lei dos tempos modernos, que usam das mesmas práticas a fim de

chamar atenção para sua espiritualidade e devoção, de fachada. Ao mesmo

tempo Jesus também fazia alusão àqueles que depositavam grandes quantias

no cofre das esmolas e à viúva que “na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que

possuía para viver”. São duas situações claras nas quais percebemos que as

nossas atitudes exteriores muitas vezes não revelam o que acontece no nosso

interior. Jesus pôde avaliá-los, pois observava tudo com os olhos do Espírito e

podia sondar os seus corações. A observação de Jesus não nos dá o direito de

fazer julgamentos precipitados sobre as ações das pessoas, mas nos serve de

lição para que mergulhemos dentro de nós mesmos e avaliemos as nossas reais

intenções quando agimos, sabedores de que estamos em evidência e que

outras pessoas nos veem no trabalho do reino e nas ofertas que fazemos. Nas

nossas ofertas, o muito ou pouco que colocamos aos pés do altar do Senhor

precisa ecoar de dentro do nosso coração com sinceridade. Não conseguimos

enganar a Deus, por isso, poderíamos, então, confessar a nossa covardia,

dizendo: “Senhor, eu sei que poderia dar mais, no entanto, sou apegado,

tenho medo de que me faça falta, finalmente, Senhor, eu não estou

confiando em Ti, perdoa-me”! Se agíssemos assim, com sinceridade, talvez

um dia pudéssemos deixar de dar desculpas esfarrapadas e, como a viúva,

oferecer a Deus tudo o que possuíssemos, fosse, muito ou pouco. Não importa

a quantia que depositamos, mas a generosidade com que fazemos as nossas

ofertas. Jesus não delimita as nossas esmolas, apenas nos propõe a

experiência de sermos livres dos nossos apegos para que não recebamos a pior

condenação

! – Com que intuito você faz as suas orações na assembleia

diante de todos? – Você gosta dos primeiros lugares? – O que você pode

dizer a Jesus, agora, em relação às suas esmolas ao tesouro do templo? –

Qual é o entendimento que você tem sobre generosidade? – Como você

pode dar tudo o que possui: você entende isto?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caaminho, 




SANTO DO DIA - SÃO NORBERTO

Família nobre e vida mundana

Norberto nasceu numa família de nobres por cerca do ano 1080, em Gennep ou Xanten, no norte da Renânia (atual Alemanha). Ainda criança, foi apresentado ao Capítulo da Catedral de São Vítor em Xanten, onde, mais tarde, foi ordenado subdiácono. O Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Henrique V, notou o carisma e os dons de Norberto, nomeando-o como seu conselheiro pessoal na corte imperial. Ali, Norberto viveu uma vida mundana.

Mudança de Vida

No ano de 1115, após cair do seu cavalo e quase morrer numa tempestade, Norberto se arrependeu e assumiu uma vida de penitência. Ordenado diácono e sacerdote no mesmo dia, ele peregrinou pelo país, pregando a Palavra de Deus, denunciando os abusos dos clérigos e reconciliando inimigos. Uma das mais antigas pinturas de Norberto o retratam com o livro dos Evangelhos e um ramo de oliveira representando a paz. Criticado e perseguido pelos membros da hierarquia, Norberto solicitou e obteve a aprovação do Papa Gelásio II como pregador itinerante.

Fundador

Mais tarde, o Papa Calixto II o encorajou a fundar uma comunidade religiosa na diocese de Laon, no norte da França. Ali, no vale desolado e de difícil acesso de Prémontré, no norte da França, na noite de Natal do ano de 1121, Norberto fundou sua ordem religiosa, a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses. Ele escolheu a Regra de Santo Agostinho, tornando-se um dos mais ávidos reformadores do seu tempo. A comunidade era marcada pela vida austera, pela pobreza e pela intensa vida litúrgica e de oração, mas, acima de tudo, pela completa fidelidade ao ideal de vida comunitária retratado na Regra de Agostinho.

Episcopado

Embora relutante, em 25 de julho de 1126, Norberto foi ordenado arcebispo de Magdeburgo e deixou a liderança de sua Ordem aos cuidados de Hugo de Fosses, para trabalhar no pastoreio dessa vasta arquidiocese na fronteira nordeste do Sacro Império Romano-Germânico. Durante seus anos como arcebispo, Norberto lutou energicamente pela liberdade da Igreja em relação aos príncipes e provou-se como ardente defensor do Romano Pontífice. Ele foi indispensável na deposição do antipapa Anacleto II e no retorno do Papa Inocêncio II à Sé Petrina. Enfraquecido pelos vários trabalhos e viagens, Norberto retornou à Magdeburgo, onde morreu em 06 de junho de 1134. 

Apóstolo da Eucaristia

Como “Apóstolo da Eucaristia”, a reverente contemplação de Norberto fixa-se no ostensório em sua mão direita. Muitos dos milagres atribuídos a São Norberto ocorreram no contexto do Santo Sacrifício da Missa: milagres de cura, de exorcismo e de reconciliação. De fato, São Norberto insistia em celebrar a missa antes de assumir qualquer trabalho, pois tão grande era a sua fé no poder da Eucaristia. No início de sua conversão, quando ele abriu mão de literalmente tudo que possuía, ele reteve consigo apenas os artigos necessários para a celebração da Missa enquanto ele viajava a pé pela Europa. Era de tal forma, que ele podia celebrar a Eucaristia diariamente — embora não fosse uma prática comum na época um sacerdote celebrar tão frequentemente, apenas nos domingos. O ostensório realmente só entrou em uso muito depois, mas, durante os tempos conturbados da revolta protestante, ele se tornou uma expressão artística da tão conhecida devoção Eucarística de São Norberto.

A minha oração

“Grande bispo e pastor das almas, ajudai-nos a viver com sinceridade e verdade os sacramentos, tendo como centro da nossa vida a Eucaristia. Que Jesus seja cada dia mais amado e adorado, e nós sejamos seus fiéis seguidores. Amém!”

São Norberto, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Noticias

sexta-feira, 5 de junho de 2026

SANTO DO DIA - SÃO BONIFÁCIO


São Bonifácio, seu nome verdadeiro Vinfrido (Wynfrith ou Winfrid; com o mesmo significado em anglo-saxão), e cognominado Apóstolo dos Germanos.

Percurso formativo

Nasceu em Crediton, no condado de Devon, no sudoeste da Inglaterra, filho de uma família abastada; foi contra a vontade do pai quando, ainda muito jovem, escolheu a vida monástica. Estudou teologia nos mosteiros beneditinos de Adescancastre, perto de Exeter, e de Nursling, entre Winchester e Southampton, tendo por mestre, neste último, o abade Winbert, e acabou tornando-se professor no mosteiro. Foi ordenado padre aos 30 anos. Escreveu a  primeira gramática de latim produzida na Inglaterra.

Enviado pelo Papa

Em 716, deslocou-se, como missionário, à Frísia, para ajudar São Vilibrordo na conversão dos Frísios, habitantes locais que falavam um idioma semelhante ao anglo-saxão com que ele pregava, mas os seus esforços redundaram em nada a partir do momento em que se declarou a guerra entre Carlos Martel, prefeito do palácio do reino dos Francos, e Redebaldo I dos Frísios. Retornou, por isso, ao seu mosteiro de Nursling. Seu segundo deslocamento ao continente europeu iniciou-se em 718. Foi a Roma, onde conheceu o Papa Gregório II.

Enviado à Germânia

A fim de demonstrar a sua submissão à Diocese de Roma, o Papa lhe deu o nome de Bonifácio, tradução literal de Vinfrido, e foi enviado à Germânia, com a missão de evangelizar e de reorganizar a Igreja nessa região ainda bárbara. Ao longo dos cinco anos seguintes, Bonifácio viajou por territórios que modernamente fazem parte dos Estados alemães de Hessen, Turíngia, e ainda pela região neerlandesa da Frísia.

Bispado como marco histórico

30 de novembro de 722, foi feito bispo de todos os territórios da Germânia que ele trouxera para as mãos da Igreja. Um acontecimento-chave da sua vida ocorreu em 723, quando derrubou o carvalho sagrado dedicado ao deus Thor, perto da moderna cidade de Fritzlar, no norte do Hesse, e construiu uma pequena capela no local onde hoje se ergue a catedral de Fritzlar, e onde se viria a estabelecer a primeira sede de bispado na Alemanha ao norte do antigo limes romano, junto do povoado fortificado franco de BuraBurgo, numa montanha próxima da cidade, junto do rio Éder. Este acontecimento é considerado como o início formal da cristianização da Germânia. Em 732, deslocou-se de novo a Roma para comunicar ao Papa os eventos ocorridos desde o último encontro, e Gregório III conferiu-lhe o pálio, como sinal da investidura no arcebispado, tendo autoridade sobre toda a Germânia. Bonifácio partiu de novo para a Alemanha e batizou centenas de saxões.

Primeiro Arcebispado

Durante a sua visita a Roma, em 737-738, foi formalmente feito o legado papal para a Germânia. Em 745, elevou Mogúncia à condição de Sé metropolitana, onde se estabeleceu como seu primeiro arcebispo. Posteriormente, partiu em direção à Baviera, onde estabeleceu os bispados de Salzburgo, Ratisbona, Freisinga e Passau. Em 742, um dos seus discípulos, Estúrmio, fundou a Abadia de Fulda, não muito longe de Fritzlar. Embora Estúrmio seja o fundador oficial, Bonifácio esteve muito envolvido na constituição da nova abadia. Nos territórios francos, do Hesse e da Turíngia, Bonifácio fundou as dioceses de Buraburgo, Würzburgo e Erforte; ao ser ele a designar os bispos de cada uma das dioceses, pôde consolidar a sua independência face aos poderes senhoriais dos carolíngios. Apesar disso, continuou a organizar sínodos provinciais anuais no reino dos francos, tendo em vista a reorganização eclesiástica do mesmo, mantendo embora uma turbulenta relação com o novo rei dos francos, Pepino o Breve, que viria a coroar em Soissons em 751.

Morreu pela evangelização

Bonifácio jamais perdeu a esperança de converter os frísios, e, em 754, retomou à Frísia com um pequeno grupo de seguidores. Batizou um grande número de pagãos e marcou um encontro para a confirmação dos novos batizados num local perto de Dokkum, entre Franeker e Groninga. Contudo, em vez dos seus convertidos, um bando de pagãos armados apareceu e assassinou o arcebispo Bonifácio. Os seus restos mortais viriam a ser enterrados na abadia de Fulda (atual Catedral de Fulda). São Bonifácio foi declarado santo e mártir pelas Igrejas Católica Romana e Ortodoxa Oriental, sendo celebrado a 5 de junho, data da sua morte. 

Reconhecimento Papal

O Papa Pio XII, na Encíclica Ecclesiae fastos, de 5 de junho de 1954, dirigida às igrejas da Inglaterra, Alemanha, Áustria, França, Bélgica e Holanda comemorou o XII centenário da morte deste bispo e mártir.

A minha oração

São Bonifácio, grande pai dos povos germânicos, nós pedimos para eles a graça de uma nova conversão, uma restauração. Protegei-os, defendei-os da morte eterna, inclusive das astúcias do mal, e aos seus descendentes as graças necessárias. 

São Bonifácio, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

 

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,35-37

Naquele tempo: 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: 'Como é que os mestres da Lei

dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo,

falou: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha

teus inimigos debaixo dos teus pés'. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de

Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?'

E uma grande multidão o escutava com prazer.

Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

5 DE JUNHO DE 2026

6a. FEIRA DA IX SEMANA DO

TEMPO COMUM

 

Cor verde

 

1ª. Leitura – II Tm 3, 10-17

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 3,10-17

Caríssimo: 10Tu me tens seguido fielmente no ensino, no procedimento, nos

projetos, na fé, na paciência, no amor, na perseverança, 11nas perseguições e nos

sofrimentos que suportei em Antioquia, Icônio e Listra. E que perseguições sofri! Mas

de todas elas o Senhor me livrou. 12Aliás, todos os que quiserem levar uma vida

fervorosa em Cristo Jesus serão perseguidos. 13Os homens maus e sedutores irão de

mal a pior, enganando e sendo enganados. 14Permanece firme naquilo que

aprendeste e aceitaste como verdade; tu sabes de quem o aprendeste.15Desde a

infância conheces as Sagradas Escrituras: elas têm o poder de te comunicar a

sabedoria que conduz à salvação pela fé em Cristo Jesus. 16Toda a Escritura é

inspirada por Deus e útil para ensinar, para argumentar, para corrigir e para educar

na justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja perfeito e qualificado para toda a

boa obra. Palavra do Senhor.

 

Reflexão – Os que conhecem as escrituras estão qualificados para toda boa

obra.

 

13

 

São Paulo nos ensina a distinguir na nossa identidade de cristãos todas as

informações que fazem com que sejamos modelo a ser seguido por aqueles

que necessitam acolher a salvação de Jesus. Ensino, procedimento, projetos,

fé, paciência, amor, perseverança, perseguições e sofrimentos são elementos

importantes no nosso currículo de cristãos comprometidos com o reino dos

céus. Assim sendo, se dizemo-nos cristãos, precisamos ser formados para

formar outros, necessitamos ter projetos de vida, ter objetivos concretos e

para tal, também vivenciar as virtudes que nos ajudam a pôr em prática o

plano de Deus para a nossa vida e para a vida dos nossos irmãos e irmãs.

Ninguém pode ficar fora desse esquema. É condição indispensável para nós

cristãos o conhecer a vida e o sofrimento de Cristo, pois todos passaremos

pelas dificuldades e provações inerentes ao Seu seguimento. É crescendo no

conhecimento de Jesus através das Escrituras que conseguiremos seguir

fielmente os passos de todos aqueles que, como São Paulo, levaram uma vida

fervorosa em Cristo Jesus. O seguimento de Cristo implica em perseguições,

em sofrimentos, mas também em confiança absoluta no livramento do Senhor.

Precisamos perseverar firmes na busca do conhecimento de Deus por meio dos

escritos sagrados. O conhecer as Escrituras é um fator preponderante para o

crescimento da nossa fé, pois “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil

para nos ensinar, para nos educar na justiça”. Os que são de Deus e

conhecem as escrituras estão qualificados para toda boa obra, e não serão

pegos de surpresa no dia da provação. - Você deseja levar uma vida

fervorosa em Cristo Jesus? – Você já tem provado as consequências disso? –

O que você tem aprendido com a meditação da Palavra de Deus? – Faça

uma reflexão: houve crescimento seu na Meditação da Palavra nestes

últimos meses? - Você continua firme no que tem aprendido?

Salmo 118,157, 160. 16l. 165. 166. 168 (R. 165a)

R. Os que amam vossa lei, têm grande paz!

157Tantos são os que me afligem e perseguem, *

mas eu nunca deixarei vossa Aliança!R.

160Vossa palavra é fundada na verdade, *

os vossos justos julgamentos são eternos.R.

161Os poderosos me perseguem sem motivo;*

meu coração, porém, só teme a vossa lei.R.

165Os que amam vossa lei têm grande paz, *

e não há nada que os faça tropeçar.R.

166Ó Senhor, de vós espero a salvação, *

pois eu cumpro sem cessar vossos preceitos.R.

168Serei fiel à vossa lei, vossa Aliança;*

os meus caminhos estão todos ante vós.R.

Reflexão - Como diz o Salmo, todos aqueles que amam a lei do Senhor têm

grande paz. Isto significa que os que vivem de acordo com os ensinamentos do

 

14

 

Senhor têm o coração firme e cheio de esperança porque a Sua palavra é

fundamentada na verdade. Não pode ser temeroso um coração que segue a

Lei do Senhor, mesmo que seja ele afligido e perseguido, pois acredita na

Aliança de Deus para consigo. A nossa fidelidade para com Deus se manifesta

no cumprimento dos Deus preceitos, por isso, precisamos estar confiantes e

cheios de esperança, pois nada nos atingirá nem nos fará tropeçar.

Evangelho – Mc 12, 35-37

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,35-37

Naquele tempo: 35Jesus ensinava no Templo, dizendo: 'Como é que os mestres da Lei

dizem que o Messias é Filho de Davi? 36O próprio Davi, movido pelo Espírito Santo,

falou: 'Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita, até que eu ponha

teus inimigos debaixo dos teus pés'. 37Portanto, o próprio Davi chama o Messias de

Senhor. Como é que ele pode então ser seu filho?'

E uma grande multidão o escutava com prazer.

Palavra da Salvação.

Reflexão - O mesmo Jesus que está sentado à direita do Pai está aqui,

mora dentro do nosso coração!

Jesus revelava aos homens os pensamentos de Deus e anunciava ser Ele o

Messias, o enviado do Pai vindo ao mundo para salvar a humanidade.

Rebatendo as ideias dos mestres da Lei Jesus afirmava que depois de

ressuscitado se assentaria à direita do Pai e esmagaria os Seus inimigos

colocando-os “debaixo dos Seus pés”. Desta forma, Ele esclarecia o que as

Escrituras já preanunciavam. Jesus é o intermediário da Nova Aliança entre

Deus e nós, no entanto, para que sejamos fiéis a esta Aliança não basta o

conhecimento intelectual, é necessária uma união vital com Ele. Com efeito,

o próprio Jesus veio anunciar a verdade e esclarecer todas as dúvidas que

existiam e existem nos corações dos homens. Nós sabemos que pela carne

Jesus é descendente de Davi e da tribo de Judá. Sabemos também que o

próprio rei Davi movido pelo Espírito Santo, cantou salmos a Ele, que viria

libertar o povo de Israel. Portanto, é a Jesus que devemos adorar como o

Ungido pelo Pai para nos dar o Seu Espírito Santo cheio de força e de poder.

Muitas pessoas no mundo ainda não conhecem Jesus, outras já ouviram falar

Dele, outras ainda, duvidam de que Ele seja realmente Deus, no entanto, nós,

que fomos batizados na Sua Morte e Ressurreição recebemos o Seu Espírito

Santo que nos convence da verdade. Não podemos viver na ignorância

perdendo o nosso precioso tempo com dúvidas e questionamentos infrutíferos.

O mesmo Jesus que está sentado à direita do Pai está aqui, mora dentro do

nosso coração e nos está disponível também a todo momento na Palavra, na

Eucaristia para ser o Senhor da nossa vida. Quando tomamos consciência disso

nós encontramos muito mais sentido para lutar e vencer os desafios da nossa

história.

 

– Você acredita? – Jesus é o Senhor da sua vida e da sua família? –

Você consegue proclamar para todos que Jesus é, o Messias, o Salvador, o

Ungido de Deus? – Você tem se aprofundado na Palavra de Deus? – O

Espírito Santo tem sido fonte de inspiração para você?

 

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

EVANGELHO DO DIA

  + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 12,38-4 4 Naquele tempo: 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão...