sábado, 14 de fevereiro de 2026

CNBB LANÇA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2026, EM BRASÍLIA (DF) E EM APARECIDA (SP), COM FOCO NO DIREITO À MORADIA DIGNA



A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, no próximo 18 de fevereiro, Quarta-feira de Cinzas, em sua sede, em Brasília (DF), às 10h, a cerimônia oficial de abertura da Campanha da Fraternidade 2026, que neste ano propõe à Igreja e à sociedade a reflexão sobre a moradia como condição essencial para a dignidade humana. 

Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Campanha quer iluminar, à luz do Evangelho, a realidade de milhões de brasileiros que ainda não têm acesso a uma casa adequada. A escolha do tema acolhe sugestão da Pastoral da Moradia e Favelas e reforça o compromisso histórico da Igreja com a defesa dos direitos sociais e da justiça. 

Abertura oficial em Brasília 

A abertura nacional será realizada na sede da CNBB, no Auditório Dom Helder Câmara, reunindo representantes de pastorais sociais, movimentos populares, organismos e parceiros da Igreja. O momento marca o início das mobilizações da Campanha em todo o país e apresenta oficialmente os objetivos, subsídios e propostas pastorais da edição de 2026. 

A cerimônia contará com a participação do secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoerpers, e do secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, e contará com apresentação do tema e do lema, além do convite à participação das comunidades durante o tempo da Quaresma e divulgação de vídeos. 

A experiência da comunidade católica de Trindade em Salvador (BA) de conquista da moradia digna para pessoas em situação de rua será apresentada durante a cerimônia. O trabalho é desenvolvido pelo irmão Henrique Peregrino e demonstra a ação da Igreja na promoção do acesso à moradia digna. 

A CF 2026 chama atenção para dados alarmantes da realidade habitacional brasileira: 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e cerca de 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Para a Campanha, a casa é a porta de entrada para todos os demais direitos. Sem moradia, faltam segurança, saúde, educação e dignidade. Inspirada na Encarnação de Cristo – “Ele veio morar entre nós” -, a proposta convida à conversão pessoal e social. 

Lançamento celebrativo em Aparecida 

Como continuidade do lançamento nacional, a programação segue no Santuário Nacional de Aparecida (SP), fortalecendo o caráter espiritual e celebrativo da Campanha. 

No dia 21 de fevereiro, às 19h30, será realizada a bênção de instalação do monumento “Cristo Sem Teto”, obra do artista canadense Timothy Schmalz, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.  A escultura, que retrata Jesus identificado com as pessoas em situação de rua, simboliza o apelo da Campanha à solidariedade e ao compromisso concreto com os mais vulneráveis. A celebração será conduzida pelo presidente da CNBB, cardeal Jaime Spengler; pelo arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, pelo padre Jean Poul, secretário-executivo de Campanhas da CNBB e pelo padre Leandro Megeto, subsecretário-geral da CNBB.  

Já no dia 22 de fevereiro, às 8h, o cardeal Jaime Spengler, arcebispo de Porto Alegre e presidente da CNBB, presidirá a missa de abertura da CF 2026, reunindo romeiros, agentes pastorais e fiéis de diversas regiões do país. As celebrações em Aparecida serão transmitidas pela TV Aparecida com exibição em outras emissoras católicas, ampliando o alcance da mobilização. 

Serviço 

 

  • 18/02 – Brasília (DF) 

Cerimônia de abertura | 10h às 11h 

Auditório Dom Helder Câmara – sede da CNBB, em Brasília 

Participação: Dom Ricardo Hoerpers, secretário-geral da CNBB, e padre Jean Poul Hansen, secretário-executivo de Campanhas da CNBB 

Transmissão: TV Rede Vida e redes sociais da CNBB – @cnbbnacional 

Atendimento à Imprensa: será feito pela jornalista da Assessoria de Comunicação da CNBB, Larissa Carvalho – 61- 2103-8230.  

  • 21/02 – Aparecida (SP) 

Bênção do monumento “Cristo Sem Teto” | 19h30 Participação: Cardeal Jaime Spengler; presidente da CNBB; dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, padre Jean Poul, secretário-executivo de Campanhas da CNBB e padre Leandro Megeto, subsecretário-geral da CNBB. 

Transmissão: TV Aparecida e redes sociais da CNBB – @cnbbnacional 

  • 22/02 – Aparecida (SP) 

Missa de abertura da CF 2026 | 8h  

Presidência: Cardeal Jaime Spengler, presidente da CNBB 

Transmissão: TV Aparecida e redes sociais da CNBB – @cnbbnacional 

Atendimento à Imprensa: será feito pelo assessor de Comunicação da CNBB, padre Arnaldo Rodrigues – 21 – 99902-8682.  

Fonte: https://www.cnbb.org.br/cnbb-lanca-campanha-da-fraternidade-2026-em-brasilia-e-em-aparecida-sp-com-foco-no-direito-a-moradia-digna/



EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,1-10

1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus

chamou os discípulos e disse: 2'Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três

dias que está comigo e não têm nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem

comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe.' 

4Os discípulos disseram: 'Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no

deserto?' 5Jesus perguntou-lhes: 'Quantos pães tendes?' Eles responderam:

'Sete.' 6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete

pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os

distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos.

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Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 

8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que

sobraram.  9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na

barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. Palavra da

Salvação

REFEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

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14 DE FEVEREIRO DE 2026

SÁBADO - V SEMANA DO TEMPO


COMUM


Cor Verde


1ª. Leitura I Reis 12, 26-32;13,33-34

Leitura do Primeiro Livro dos Reis 12,26-32;13,33-34

Naqueles dias:  6Jeroboão refletiu consigo mesmo: 'Como estão as coisas, o reino vai

voltar à casa de Davi.  27Se este povo continuar a subir ao templo do Senhor em

Jerusalém, para oferecer sacrifícios, seu coração se voltará para o seu soberano

Roboão, rei de Judá; eles me matarão e se voltarão para Roboão, rei de Judá'. 

28Depois de ter refletido bem, o rei fez dois bezerros de ouro e disse ao povo: 'Não

subais mais a Jerusalém! Eis aqui, Israel, os deuses que te tiraram da terra do Egito'. 

29Colocou um bezerro em Betel e outro em Dó. 30Isto foi ocasião de pecado, pois o

povo ia em procissão até Dó para adorar um dos bezerros. 31Jeroboão construiu

também templos sobre lugares altos, e designou como sacerdotes homens tirados do

povo, que não eram filhos de Levi. 

32E instituiu uma festa no dia quinze do oitavo mês, à semelhança da que era

celebrada em Judá. E subiu ao altar. Fez a mesma coisa em Betel, para sacrificar aos

bezerros que havia feito. E estabeleceu em Betel sacerdotes nos santuários que tinha

construído nos lugares altos. 13,33Depois disso, Jeroboão não abandonou o seu mau

caminho, mas continuou a tomar homens do meio do povo e a constituí-los

sacerdotes dos santuários dos lugares altos. Todo aquele que queria era consagrado e

se tornava sacerdote dos lugares altos.  34Esse modo de proceder fez cair em pecado

a casa de Jeroboão e provocou a sua ruína e o seu extermínio da face da terra.

Palavra do Senhor.

Reflexão - A eterna infidelidade do homem diante de Deus.

Após a divisão do Reino de Israel em novos dois reinos (Judá e Israel),

Jeroboão foi o primeiro rei de Israel. Pertencia à Tribo de Efraim, e ainda

jovem, serviu ao rei Salomão como chefe dos trabalhadores em algumas

obras. (I Reis 11:26). Querendo suplantar Roboão, Rei de Judá e filho de

Salomão, Jeroboão também foi infiel a Deus e aos Seus ensinamentos e, com

medo de perder popularidade, fez ídolos de ouro para que o povo os

adorassem. É a eterna infidelidade do homem diante de Deus. O homem é por

natureza levado à infidelidade, e não mede as consequências dos seus atos.

Jeroboão mudou as regras estabelecidas pelo próprio Deus, provocando a sua

ruína e a do povo de sua casa. Nós também, como dirigentes, governantes e

coordenadores a serviço do povo de Deus, muitas vezes somos infiéis porque

olhamos mais para nós mesmos e para nossos interesses e deixamos de lado

até os ensinamentos de Deus. O nosso serviço se torna um palanque para os

nossos próprios negócios, por isso, queremos tornar simplório até o próprio

Deus manipulando-O à nossa maneira e desvirtuando a Sua Palavra de acordo

com as nossas aspirações. Esquecemo-nos de que Ele é o único Senhor que

pode alimentar a fome do povo pelo qual temos responsabilidade. Um pastor

pode levar o rebanho ao precipício, por causa das suas decisões precipitadas


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quando age movido pelo ciúme, inveja, despeito e por querer sobressair e

aparecer. Com efeito, o nosso pecado leva também o povo a pecar.  Qualquer

um de nós está sujeito a cair nas mesmas faltas de Jeroboão! O nosso coração

precisa estar vigilante e os olhos do nosso espírito bem abertos, deixando que

a Palavra do Senhor nos oriente e mostre até aonde podemos ir. – A quem

você teme mais: Deus ou os homens? – Você gosta de agradar as pessoas

para ficar bem no filme? - O que você é capaz de fazer para conservar as

amizades das pessoas? – Você tem trabalhado no reino de Deus para fazer

com que Jesus apareça?    

Salmo 105, 6-7a. 19-20. 21-22 (R. 4a)

R. Lembrai-vos, ó Senhor, de mim lembrai-vos, segundo o amor que demonstrais

ao vosso povo.

6Pecamos como outrora nossos pais, *

praticamos a maldade e fomos ímpios;

7ano Egito nossos pais nóo se importaram *

com os vossos admiráveis grandes feitos.R.

19Construíram um bezerro no Horeb *

e adoraram uma estátua de metal;

20eles trocaram o seu Deus, que é sua glória, *

pela imagem de um boi que come feno.R.

21Esqueceram-se do Deus que os salvara, *

que fizera maravilhas no Egito;

22no país de Cam fez tantas obras admiráveis, *

no Mar Vermelho, tantas coisas assombrosas.R.

Reflexão - De geração a geração é este o nosso brado: “pecamos como

outrora nossos pais, praticamos a maldade e fomos ímpios”. Tem sido assim

desde Adão e Eva! Nós também construímos ídolos de barro e trocamos as

sugestões de Deus pelas nossas próprias ideias. Esquecemos as maravilhas que

o Amor de Deus realiza na nossa vida, por isso, precisamos retornar à casa do

Pai e acolher a Sua misericórdia. “Lembrai-vos, ó Senhor, de mim!” A Casa do

Pai é a vivência dos Seus mandamentos e dos Seus preceitos, os quais

encontramos na Sua Palavra! A Casa do Pai é também o Sacramento da

Confissão, onde Deus está pronto para nos perdoar e nos acolher.

Evangelho – Mc 8, 1-10

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,1-10

1Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus

chamou os discípulos e disse: 2'Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três

dias que está comigo e não têm nada para comer. 3Se eu os mandar para casa sem

comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe.' 

4Os discípulos disseram: 'Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no

deserto?' 5Jesus perguntou-lhes: 'Quantos pães tendes?' Eles responderam:

'Sete.' 6Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete

pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os

distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7Tinham também alguns peixinhos.

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Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 

8Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que

sobraram.  9Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10Subindo logo na

barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. Palavra da

Salvação.

Reflexão - Jesus quer fazer em nós o milagre do amor!

Quando o que temos para nossa sobrevivência, material, emocional ou

espiritual é muito precário, precisamos colocar nas mãos de Jesus as nossas

carências para que Ele apresente ao Pai e multiplique conforme a nossa

necessidade. Esta é mais uma lição que Jesus nos dá no Evangelho de hoje!

Muitas vezes estamos como aqueles discípulos, desanimados diante das

necessidades, e nos perguntamos o que poderemos fazer para arranjar tanto

alimento a fim de suprir as nossas carências e as do povo por quem somos

responsáveis. Em primeiro lugar, precisamos ter consciência que Jesus

também olha para nós e está atento. Ele também tem compaixão de nós e

deseja sanar a nossa aflição e apreensão. Mas também nos pergunta acerca do

que já possuímos e nos manda fazer um balanço do nosso potencial, da nossa

capacidade a fim de que tenhamos consciência da nossa real condição de

vida. Como fez aos Seus discípulos, Jesus quer que tenhamos conhecimento

dos bens que já possuímos, dos dons que nós já dispomos e das virtudes que

podemos colocar em Suas mãos para que Ele abençoe, multiplique e nos

devolva a fim de que possamos também alimentar a multidão ao nosso redor.

Se olharmos para a nossa vida, para dentro de nós mesmos perceberemos que

também possuímos os “sete pães e alguns peixinhos” de que Jesus precisa

para saciar a fome do mundo. Ele nos conscientiza e nos afirma: “você tem

algo, você não é de todo carente; o que você tem eu abençoo e multiplico

para que distribua àqueles que têm fome, até que sobre”. Os sete pães que

nós temos, poderão ser: tempo, saúde, fé, paz, boa vontade, amor,

inteligência. Os peixinhos que nós possuímos também podem ser o

conhecimento da Palavra, o desejo de servir a Deus, disponibilidade,

instrução, dons artísticos, intuição, facilidade de comunicação. Tudo nos foi

dado por Deus e Ele sabe o que cada um de nós possui. Por nosso intermédio

Ele quer fazer o milagre do amor! Ele é poderoso para transformar o pouco

que temos em alimento de amor para muitos. Ninguém é carente de tudo.

Todos nós somos chamados a nos sentar e a partilhar com o nosso próximo os

nossos “sete pães e alguns peixinhos”. Precisamos apenas nos sentar e parar

para reconhecer a nossa realidade, e depois, confiantes, colocar nas mãos de

Jesus tudo o que temos e tudo o que somos a fim de que Ele apresente ao Pai

a nossa vida. O milagre Ele o fará!


 – Você se angustia e desanima na hora da

necessidade? – Você percebe a penúria da multidão ao seu redor? - Você

costuma partilhar com o próximo os bens que possui? – Você se acha uma

pessoa carente? - Quantos pães você possui? Faça o cálculo e os ofereça a

Jesus. Ele vai multiplicá-los. 


Helena Serpa, 

Fundadora da Comunidade Missionária  UmNovo Caminho

SANTO DO DIA - SANTOS CIRILO E METÓDIO

 

Santos Cirilo e Metódio, os apóstolos dos eslavos

 

Origens
Os dois irmãos Miguel e Constantino nasceram em Tessalônica, filhos de um empregado do imperador. Vieram se chamar Metódio e Cirilo, respectivamente, quando tornaram-se religiosos. 

São Cirilo
São Cirilo, o antigo Constantino, era o mais novo. Nasceu em 827 e completou os estudos em Constantinopla, sob a orientação do bispo Fócio de Constantinopla. Foi ordenado sacerdote e iniciou a carreira de mestre.

São Metódio
São Metódio, o antigo Miguel, resolveu, no começo, seguir a carreira política, até quando foi nomeado governador de uma província. Desistiu da atividade governamental para se tornar monge com o nome de Metódio. 

Santos Cirilo e Metódio e a tradução da Bíblia 

Um novo Alfabeto
São Cirilo criou um novo alfabeto eslavo e traduziu a Bíblia, o missal e os rituais. Além da evangelização, eles têm um valor cultural incontestável. Esses grandes benefícios que os dois irmãos fizeram aos eslavos são retribuídos com enorme popularidade. Durante a vida, eles tiveram de sofrer muito por causa das inovações.

Acusados de Heresias
Acusados de cisma e de heresia, tiveram de vir a Roma, onde o Papa Adriano II os acolheu muito bem, concedendo-lhes o privilégio de celebrar em língua eslava diante dele mesmo e de uma grande comunidade cristã. Era uma aprovação solene do método dos santos.

Missionários na Europa Central
Desenvolveram suas atividades missionárias na Europa central e são justamente chamados de apóstolos dos eslavos. Seu merecimento no apostolado é também a adaptação aos povos evangelizados. 

O Final da vida dos santos

Páscoa dos Irmãos
Cirilo morreu em Roma, a 14 de fevereiro de 869, e foi sepultado na igreja de São Clemente, perto do Coliseu. Ele trouxe as relíquias de São Clemente a Roma. Metódio foi nomeado arcebispo de Panônia, com sede em Sirmio, voltou para os seus eslavos. Lutou com várias dificuldades até a morte. Voltaram a atacá-lo por causa do uso da língua eslava nos ritos religiosos. Por fim, usavam o eslavo, o grego e o latim. Morreu em seis de abril de 885.

Legado
Santos Cirilo e Metódio pregaram a fé cristã e criaram um alfabeto próprio para traduzir da língua grega para a língua eslava os livros sagrados, ampliando os horizontes da Igreja no Oriente. 

Minha oração
“Aos santos irmãos, que, por um belo testemunho demonstram a santidade familiar e o apoio mútuo, rogai pelos irmãos e irmãs para sejam verdadeiros amigos uns dos outros e cada qual estimule o seu familiar para a santidade. Amém.”

Santos Cirilo e Metódio, rogai por nós!

Fonte:  Canção  Nova Notícias

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

PAPA LEÃO XIV PROPÕE ESCUTAR E JEJUAR “COMO CAMINHO DE CONVERSÃO NA QUARESMA DE 2026

 


 

“Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão” é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um “jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro”.

Um jejum de palavras ofensivas: esta é a principal proposta do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.

Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.

Escutar

Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.

Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.

Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.

“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”

Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

Juntos

O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.

“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”

O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.

“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”

 

Por Bianca Fraccalvieri | Vatican News

https://www.cnbb.org.br/papa-leao-xiv-propoe-escutar-e-jejuar-como-caminho-de-conversao-na-quaresma-de-2026/

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 13 DE FEVEREIRO DE 2026

6ª. FEIRA - V SEMANA DO TEMPO


COMUM


Cor Verde


1ª. Leitura – I Reis 11,29-32;12,19

Leitura do Primeiro Livro dos Reis 11,29-32;12,19

29Aconteceu, naquele tempo, que, tendo Jeroboão saído de Jerusalém, veio ao seu

encontro o profeta Aías, de Silo, coberto com um manto novo. Os dois achavam-se

sós no campo. 

30Aías, tomando o manto novo que vestia, rasgou-o em doze pedaços 31e disse a

Jeroboão: 'Toma para ti dez pedaços. Pois assim fala o Senhor, Deus de Israel: Eis

que vou arrancar o reino das mãos de Salomão e te darei dez tribos. 32Mas ele ficará

com uma tribo, por consideração para com meu servo Davi e para com Jerusalém,

cidade que escolhi dentre todas as tribos de Israel'. 

12,19Israel rebelou-se contra a casa de Davi até ao dia de hoje.

Palavra do Senhor.


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Reflexão - Nada está seguro em nossas mãos.

Deus é fiel e justo em relação ao plano de amor que Ele tem para cada um de

nós. As nossas ações trazem consequências que nos desviam do caminho

certo. A infidelidade de Salomão continuou tendo as suas sequelas: foi-lhe

tirada a maior parte do reino de Israel. Com o gesto simbólico do manto

rasgado em doze pedaços, o profeta Aías dividiu o reino de Israel, deixando

para Jeroboão, jovem enérgico encarregado dos negócios do Rei Salomão, a

posse de dez tribos. Assim, aconteceu a divisão do Reino de Israel em dois

reinos distintos: o reino de Judá e o reino de Israel. O Senhor, por

misericórdia e em consideração a Davi, deixou para Salomão o reino de Judá.

Muitas vezes é preciso que Deus tire das nossas mãos o que antes tínhamos

recebido e que não soubemos administrar. Outros mais capacitados do que

nós, recebem o que nós desperdiçamos. É a lei natural das coisas. Nada está

seguro em nossas mãos. Só o que permanece firme em nós, são o amor e a

misericórdia de Deus que nos educam e nos acolhem sempre. A divisão do

reino significa também a divisão na nossa família, na nossa comunidade, entre

irmãos, por causa da nossa infidelidade, da nossa negligência. Para que o

Senhor não tenha que dividir o reino, precisamos escutá-Lo e seguir os Seus

ensinamentos sendo fiel aos Seus decretos os quais conhecemos na Sua

Palavra. – Você tem sido fiel a Deus na administração do Seu reino? - Você

aceita os ensinamentos da Palavra de Deus? - Já aconteceu de você

também ser destituído de algum cargo por causa da sua omissão? - Você

já possuiu algum bem que lhe foi tirado repentinamente? Qual o seu

sentimento em relação a isso?

Salmo 80, 10-11ab. 12-13. 14-15 (R. Cf. 11a.9a)

R. Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

10Em teu meio não exista um deus estranho *

nem adores a um deus desconhecido!

11aPorque eu sou o teu Deus e teu Senhor,*

11bque da terra do Egito te arranquei.R.

12Mas meu povo não ouviu a minha voz, *

Israel não quis saber de obedecer-me.

13Deixei, então, que eles seguissem seus caprichos, *

abandonei-os ao seu duro coração.R.

14Quem me dera que meu povo me escutasse! *

Que Israel andasse sempre em meus caminhos!

15Seus inimigos, sem demora, humilharia *

e voltaria minha mão contra o opressor.R.

Reflexão - “Quem me dera que meu povo me escutasse!” Este é o lamento de Deus

diante nas nossas incoerências, quando O abandonamos para seguir deuses estranhos.

O Senhor está sempre a nos chamar, a nos convidar para provar o Seu Amor e andar

nos Seus caminhos. A nossa obstinação e dureza de coração, no entanto, nos levam a

duvidar do Seu convite e aceitar o chamado dos ídolos que nós construímos com as

nossas mãos. Porém, o Senhor não se torna insistente e nos deixa livres, entregues a

nossa própria covardia, mas espera a nossa volta de braços abertos.


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Evangelho – Mc 7,31-37

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 7,31-37*

Naquele tempo: 31Jesus saiu de novo da região de Tiro, passou por Sidônia e

continuou até o mar da Galiléia, atravessando a região da Decápole. 32Trouxeram

então um homem surdo,

que falava com dificuldade, e pediram que Jesus lhe impusesse a mão. 33Jesus

afastou-se com o homem, para fora da multidão;

em seguida colocou os dedos nos seus ouvidos, cuspiu e com a saliva tocou a língua

dele. 34Olhando para o céu, suspirou e disse:

'Efatá!', que quer dizer: 'Abre-te!' 35Imediatamente seus ouvidos se abriram, sua

língua se soltou e ele começou a falar sem dificuldade. 36Jesus recomendou com

insistência que não contassem a ninguém. Mas, quanto mais ele recomendava, mais

eles divulgavam. 37Muito impressionados, diziam: 'Ele tem feito bem todas as coisas:

Aos surdos faz ouvir e aos mudos falar'.

Palavra da Salvação.

Reflexão - Jesus quer abrir os nossos ouvidos espirituais e dar livre acesso

ao Espírito Santo!

Quando apresentaram a Jesus aquele homem que não ouvia e falava com

dificuldade para que Ele lhe impusesse as mãos, a primeira coisa que Jesus

fez foi afastá-lo da multidão. Só então, Jesus teve condições de colocar os

dedos nos seus ouvidos e tocar-lhe a língua com a sua saliva. Depois que os

ouvidos daquele homem se abriram, a língua desprendeu-se e ele começou a

falar sem dificuldade, diz a Palavra. Nós também somos como esse homem,

quase não conseguimos falar e expressar as nossas ideias porque também não

conseguimos ouvir Jesus. Não conseguimos falar nem entender as coisas de

Deus porque não costumamos ouvi-Lo nem nos deixar ser tocados por Ele, uma

vez que vivemos, no meio da multidão, às voltas com os nossos problemas,

nossos interesses, nossos planos e, na verdade, não sabemos nem expressar o

que queremos e desejamos. A nossa surdez também nos impede de nos

comunicar com os outros, por isso entramos na mudez e não conseguimos

interagir. Jesus quer nos tirar do meio do burburinho do mundo, abrir os

nossos ouvidos espirituais e dar livre acesso ao Espírito Santo que é quem

sopra nos nossos ouvidos as mensagens de Deus para nossa vida e para aqueles

a quem queremos ajudar. Ele deseja nos levar para um lugar onde possamos

escutá-lo, onde Ele possa nos tocar e nos fazer sentir o Seu amor, a Sua

essência. Como aquele homem nós também precisamos nos afastar com Jesus

do meio da multidão e ter um encontro e uma experiência pessoal com Ele

por meio da Sua Palavra. Um coração surdo à voz de Deus é um coração

que não sabe se expressar, não sabe contagiar, não sabe atrair as pessoas, não

sabe dialogar e será sempre alguém de poucos amigos. Alguém que não pode

ajudar nem aconselhar ninguém ou dizer alguma palavra de conforto àqueles

que necessitam. “Efatá”, (Abre-te), é a palavra chave que Jesus ordena aos

nossos ouvidos e boca espirituais. Só conseguiremos deixar de ser mudos

quando deixarmos de ser surdos à Palavra de Deus que são os ensinamentos de

Jesus.


 - Você é alguém que escuta mais a multidão ou a Deus? - O que a

sua boca tem falado mais: de Deus ou dos homens? - Você precisa ser

tocado por Jesus em relação a isso? – Você sabe escutar Jesus que lhe fala

por meio da Sua Palavra? – Você tem falado em nome de Jesus ou se omite

porque é tímido ou porque não para pra escutar o que Ele tem a dizer?


Helena Serpa, 

Fundadora da Comunidade Missionária Um ovo Caminho

PAPA: NA QUARESMA,, ABSTER-SE DE PALAVRAS QUE FEREM AO PRÓXMO

"Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão" é o título da mensagem do Papa Leão XIV para a Quaresma de 2026. O Pontífice convida os fiéis a um "jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro".

Bianca Fraccalvieri - Vatican News

Um jejum de palavras ofensivas: este é o convite do Papa Leão XIV aos fiéis que se preparam para viver a Quaresma, “tempo em que a Igreja nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da nossa vida”.

Para que a nossa fé ganhe novo impulso e o coração não se perca entre as inquietações e as distrações do quotidiano, o Pontífice recorda que é preciso empreender o caminho de conversão, que começa quando nos deixamos alcançar pela Palavra e a acolhemos com docilidade de espírito.

Escutar

Este ano, o Papa destaca, em primeiro lugar, a importância de dar lugar à Palavra através da escuta, “pois a disponibilidade para escutar é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”.

Escutar a Palavra na liturgia, escreve o Pontífice, nos educa para uma escuta mais verdadeira da realidade. “Entre as muitas vozes que passam pela nossa vida pessoal e social, as Sagradas Escrituras tornam-nos capazes de reconhecer aquela que surge do sofrimento e da injustiça, para que não fique sem resposta.”

Jejuar

Se a Quaresma é um tempo de escuta, prossegue o Papa, o jejum constitui uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus. Por implicar o corpo, é útil para discernir e ordenar os “apetites”, para manter vigilante a fome e a sede de justiça, subtraindo-a à resignação e instruindo-a a fim de se tornar oração e responsabilidade para com o próximo.

No entanto, adverte o Santo Padre, para que o jejum conserve a sua autenticidade evangélica e evite a tentação de envaidecer o coração, deve ser sempre vivido com fé e humildade e deve incluir também outras formas de privação.

Leão XIV então convida os fiéis a uma forma de abstinência “muito concreta e frequentemente pouco apreciada”, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo.

“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.”

Em vez disso, o Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

Juntos

O Pontífice conclui recordando que a Quaresma realça a dimensão comunitária da escuta da Palavra e da prática do jejum.

“As nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho partilhado, no qual a escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum suporte um verdadeiro arrependimento.”

O Papa encerra sua mensagem exortando os fiéis a pedirem a graça de uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos.

“Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.”

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-02/papa-leao-xiv-mensagem-quaresma-2026-jejum-palavras.html



 

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