30
12 DE MAIO DE 2026
3ª. FEIRA DA VI SEMANA DA
PÁSCOA
Cor Branco
1ª. Leitura – At 16, 22-34
Leitura dos Atos dos Apóstolos 16,22-34
Naqueles dias: 22A multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas; e os
magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes,
mandaram açoitar os dois com varas. 23Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos
na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24Ao
receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés
deles no tronco. 25À meia noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a
Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. 26De repente, houve um terremoto tão
violento que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes
de todos se soltaram. 27O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas.
Pensando que os prisioneiros tivessem fugido,
puxou da espada e estava para suicidar-se. 28Mas Paulo gritou com voz forte: 'Não te
faças mal algum! Nós estamos todos aqui.'
29Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de
Paulo e Silas. 30Conduzindo-os para fora, perguntou: 'Senhores, que devo fazer para
ser salvo?' 31Paulo e Silas responderam: 'Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos
tu e todos os de tua família.' 32Então Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor
ao carcereiro e a todos os da sua família.
33Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo
para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto
com todos os seus familiares. 34Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa,
preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado
em Deus.
Palavra do Senhor.
Reflexão - O louvor é a grande arma para vencermos a luta!
Algemados e presos no madeiro, Paulo e Silas rezavam e cantavam hinos de
louvores a Deus numa demonstração de que o louvor pode nos libertar.
Meditando sobre os acontecimentos narrados nesta leitura, nós
percebemos que o carcereiro conseguiu prender no tronco os pés dos dois
discípulos, no entanto, não conseguiu fazer o mesmo com o Espírito Santo que
os acompanhava. O louvor dos dois discípulos era tão forte que “sacudiu os
alicerces da prisão e todas as portas se abriram e as correntes de todos se
soltaram. Isto mesmo pode acontecer quando estamos passando por
dificuldades ou quando nos sentimos presos, algemados e chicoteados
pelos açoites da vida! O louvor é a nossa grande arma para vencermos a
luta! O louvor a Deus é uma ação libertadora que faz com que saiamos de nós
mesmos quando nos sentimos presos ao medo, à tristeza, à falta de esperança
e de segurança. É na hora da tribulação e da provação que o louvor tem mais
31
poder sobre nós, pois, o Espírito Santo é quem faz acontecer o “terremoto”,
quebrando as correntes que nos prendem. Se agíssemos como Paulo e Silas nós
também conseguiríamos evangelizar porque chamaríamos a atenção dos
outros prisioneiros, isto é, das pessoas que vivem no mundo, tristes e
acabrunhadas por causa das suas mazelas. Todos nós temos a oportunidade de
atrair as outras pessoas para Deus, justamente, na hora dos maiores
sofrimentos, quando permanecemos louvando com paciência e confiando
n’Aquele que pode abrir para nós as portas da prisão. Aceitando a Palavra de
Jesus o carcereiro foi batizado junto com todos os seus familiares. Assim
também Deus quer chamar as pessoas e converter as famílias por meio do
nosso testemunho. A fé em Jesus nos leva à conversão e a ser luz para a
transformação da nossa família. No relato dos Atos dos Apóstolos o
carcereiro passou de algoz a protetor dos discípulos, dando-nos a entender
que até os nossos maiores adversários podem um dia tornarem-se nossos
benfeitores, tudo pela força do Espírito Santo. Ninguém prende o Espírito de
Deus! - Como você se comporta diante das dificuldades? – Você já se sentiu
preso, amarrado por algum motivo? – Qual foi a sua reação? – Você já
experimentou louvar na hora do sofrimento, da traição, da dificuldade?
Salmo 137, 1-2a. 2bc-3. 7c-8 (R. 7c)
R. Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
1Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,*
porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos*
2ae ante o vosso templo vou prostrar-me.R.
2bEu agradeço vosso amor, vossa verdade,*
2cporque fizestes muito mais que prometestes;
3naquele dia em que gritei, vós me escutastes*
e aumentastes o vigor da minha alma.R.
7cestendereis o vosso braço em meu auxílio*
e havereis de me salvar com vossa destra.
8Completai em mim a obra começada;*
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Eu vos peço: não deixeis inacabada*
esta obra que fizeram vossas mãos!R.
Reflexão - Louvando na hora das dificuldades nós dizemos como o salmista:
“Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que
prometestes, naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o
vigor da minha alma!” O louvor que sai dos nossos lábios é um grito de súplica
a Deus que nos atende em todas as nossas necessidades. Deus que nos chamou
e nos deu vida nunca deixará a Sua obra em nós inacabada, pois a Sua
bondade é para sempre e o Seu amor por cada um de nós é eterno. Quando
louvamos a Deus aqui na terra nós estamos nos ajuntando aos anjos do céu no
mesmo hino e na mesma adoração.
32
Evangelho – Jo 16, 5-11
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16,5-11
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5Agora, parto para aquele que me
enviou, e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?' 6Mas, porque vos disse isto,
a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: É bom
para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for,
eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o
pecado, a justiça e o julgamento:
9o pecado, porque não acreditaram em mim,10a justiça, porque vou para o Pai, de
modo que não mais me vereis11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está
condenado. Palavra da Salvação.
Reflexão – O pecado, a justiça e o julgamento!
Os discípulos de Jesus ainda não tinham entendido a grande Missão de Jesus
como Salvador da humanidade. Por isso Jesus explicava as coisas que iriam
acontecer, no entanto, eles ficavam tristes, porque Ele lhes falava de
despedidas. Eles não percebiam que Jesus era fiel ao Projeto do Pai e fazia
tudo o que estava escrito nas Escrituras para que alcançássemos a salvação e
pudéssemos ter comunhão com Deus. Os discípulos, no entanto, nem lhe
perguntavam para onde ele iria, pois, estavam apenas pensando no que
poderia acontecer com eles. Ainda não haviam entendido que Jesus era o
Filho de Deus e que viera numa missão inovadora. Que Ele teria de voltar para
o Pai, para nos enviar o Defensor, Advogado, Aquele que esclareceria todas as
nossas dúvidas. Por isso Jesus se refere à justiça, ao pecado e ao julgamento:
a justiça porque a Sua ida para o Pai prova que Ele era justo e que Sua missão
foi plenamente aceita por Deus, embora tenha sido condenado pelo mundo. O
pecado é a incredulidade radical na pessoa de Jesus Cristo. O julgamento não
é apenas futuro, pois com a vitória da cruz, o destino do inimigo está selado.
O julgamento final apenas manifestará a condenação que já ocorreu.
O Espírito Santo, então, é quem nos faz enxergar o nosso pecado, é Ele quem
nos ensina a viver a justiça e nos livrar da mentalidade do mundo julgador que
prega a tirania, o interesse próprio, o cobiçar todas as coisas. Assim nós
podemos entender que o Espírito Santo nos ajuda a enxergar as coisas que nós
não estamos vendo, pois fogem do alcance dos nossos olhos físicos a fim de
que não caiamos no pecado e nas teias do inimigo de Deus o qual já foi
julgado e condenado, uma vez que foi vencido por Jesus. Precisamos estar
convencidos disso: o demônio não tem mais poder sobre nós, mas sim, o
Espírito Santo que nos faz pertencer Àquele que é Justo, Jesus Cristo, nosso
Senhor. Estamos livres do pecado e da morte, não temos mais parte com o
mal e uma grande prova disso é que dentro do nosso coração há esperança de
que seremos santos
. – Você agora entende por que Jesus teve que voltar
para o céu? – Você sente-se órfão de Deus ou já assumiu a força do
Espírito Santo? – Você O tem como advogado, conselheiro e defensor? –
Você tem aproveitado a ação do Espírito Santo na sua vida? – O que Ele tem
feito você compreender? – Você já reconhece o seu pecado, já sabe o que
é a justiça e o julgamento?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Misssionária Um Novo CCaminho