quinta-feira, 30 de abril de 2026

EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,16-20

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16Em verdade, em

verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é

maior que aquele que o enviou.

17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes. 18Eu não falo de vós

todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que

está na Escritura: 'Aquele que come o meu pão levantou contra mim o

calcanhar.' 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que,

quando acontecer, creais que eu sou. 20Em verdade, em verdade vos digo,

quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe,

recebe aquele que me enviou.' Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBREASLEITURAS DEHOJE

 30 DE ABRIL DE 2026

5ª. FEIRA DA IV SEMANA DA


PÁSCOA


Cor Branco


1ª Leitura - At 13,13-25

Leitura dos Atos dos Apóstolos 13,13-25

13Paulo e seus companheiros embarcaram em Pafos e chegaram a Perge da

Panfília. João deixou-os e voltou para Jerusalém. 14Eles, porém, partindo de

Perge, chegaram a Antioquia da Pisidia. E, entrando na sinagoga em dia de

sábado, sentaram-se. 15Depois da leitura da Lei e dos Profetas, os chefes da

sinagoga mandaram dizer-lhes: 'Irmãos, se vós tendes alguma palavra para

encorajar o povo, podeis falar.' 16Paulo levantou-se, fez um sinal com a mão

e disse: 'Israelitas e vós que temeis a Deus, escutai! 17O Deus deste povo de

Israel escolheu os nossos antepassados e fez deles um grande povo quando

moravam como estrangeiros no Egito; e de lá os tirou com braço poderoso.

18E, durante mais ou menos quarenta anos, cercou-os de cuidados no deserto.

19Destruiu sete nações na terra de Canaã e passou para eles a posse do seu

território, 20por quatrocentos e cinquenta anos aproximadamente.

Depois disso, concedeu-lhes juízes, até ao profeta Samuel. 21Em seguida, eles

pediram um rei e Deus concedeu-lhes Saul, filho de Cis, da tribo de

Benjamim, que reinou durante quarenta anos.

22Em seguida, Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu

respeito: 'Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que


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vai fazer em tudo a minha vontade.' 23Conforme prometera, da descendência

de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus. 24Antes que ele

chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel.

25Estando para terminar sua missão, João declarou: 'Eu não sou aquele que

pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem

mereço desamarrar as sandálias'. Palavra do Senhor.

Reflexão – Precisamos recordar a história da nossa salvação!

Recordando a sua própria história, isto é, a história de Israel, Paulo encorajou

o povo que estava desanimado e sem fé, reunido na sinagoga em Antioquia, e

lhe falou sobre a lei e os profetas. Partindo da origem do povo ele relembrou

a sua passagem pela escravidão do Egito quando Deus de lá os tirou com braço

poderoso, tendo-os cercado de cuidados no deserto, durante quarenta anos.

Discorrendo sobre os reis, desde Saul até Davi, Paulo anunciou o Nome de

Jesus Cristo, Aquele que fora prometido por Deus para salvar Israel. Assim,

ele mostrou àquele povo que havia um sentido para o seu viver e que ele

precisava abraçar a salvação de Jesus, homem segundo o coração de Deus,

enviado para fazer a Sua vontade. Somos hoje como esse povo sem coragem

que passou pelas dificuldades, superou barreiras, mas, às vezes, ainda não

entendeu o porquê e para que as coisas aconteceram. Falar dos antepassados,

reviver a vida é rebuscar no nosso coração os acontecimentos passados que

nos permitiram encontrar a proteção de Deus Seu cuidado com o nosso

caminhar. A consciência da dor, da dificuldade, da luta é bem firme em nós,

porém, o sabor da vitória e da proteção do Senhor nas horas difíceis nos é

quase imperceptível. Baseando-nos nisto, nós também, precisamos recordar a

história da nossa salvação, partindo das nossas origens, do nosso berço até os

dias de hoje quando já tivemos a experiência com Jesus ressuscitado. Esse

exercício nos fará recordar as maravilhas que têm acontecido na nossa vida,

os pequenos milagres e, com certeza, nos servirá como alento, para que

possamos mudar o rumo das nossas preocupações. É muito bom que de vez em

quando façamos uma retrospectiva na nossa existência, até para descobrir

também, no que erramos e em que acertamos. – Faça hoje também, uma

reflexão da sua história, desde a sua origem e perceba o que melhorou na

sua vida, na vida da sua família. – E se ainda não está bom, perceba que

você ainda tem o tempo de agora para confiar que tudo irá melhorar! –

Você sabia que Deus também escolheu os seus antepassados e escolhe você

agora, para ser uma grande nação cristã?

Salmo - Sl 88, 2-3. 21-22. 25.27 (R. Cf. 2a)

R. Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

 Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

2Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, *

de geração em geração eu cantarei vossa verdade!

3Porque dissestes: 'O amor é garantido para sempre!' *

E a vossa lealdade é tóo firme como os céus.R.

21Encontrei e escolhi a Davi, meu servidor, *

e o ungi, para ser rei, com meu óleo consagrado.

22Estará sempre com ele minha móo onipotente, *


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e meu braço poderoso há de ser a sua força. R.

23Não será surpreendido pela força do inimigo, *

nem o filho da maldade poderá prejudicá-lo.

24Diante dele esmagarei seus inimigos e agressores, *

ferirei e abaterei todos aqueles que o odeiam.R.

25Minha verdade e meu amor estaróo sempre com ele, *

sua força e seu poder por meu nome crescerão.

27Ele, então, me invocará: 'Ó Senhor, vós sois meu Pai, *

sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!`R.

Reflexão - O amor de Deus é garantido para sempre na vida daqueles que

cantam a Sua verdade. Assim, de geração a geração a graça do Senhor se

manifesta e se expande como uma bênção eterna. Se cultivarmos o hábito de

dar graças a Deus e de louvá-Lo, com certeza, os nossos descendentes assim

também o farão e com eles também sempre estará o braço poderoso do

Senhor. Sua verdade e o Seu amor são como uma corrente elétrica que se

distribui através dos tempos.

Evangelho - Jo 13,16-20

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,16-20

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16Em verdade, em

verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é

maior que aquele que o enviou.

17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes. 18Eu não falo de vós

todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que

está na Escritura: 'Aquele que come o meu pão levantou contra mim o

calcanhar.' 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que,

quando acontecer, creais que eu sou. 20Em verdade, em verdade vos digo,

quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe,

recebe aquele que me enviou.' Palavra da Salvação.

Reflexão – O segredo da felicidade consiste em servir por amor!

Com o Seu gesto de lavar os pés dos Seus discípulos, até mesmo os de Judas

Iscariotes, Jesus nos revelou o segredo da felicidade, que consiste em servir

sem pretensão, servir por amor, fazer por amor a Deus, fazer em Nome do

Senhor. Mesmo sabendo que um de Seus discípulos iria trai-Lo, Jesus se

abaixou para lavar os seus pés. Esta atitude de Jesus nos servirá de lição para,

quando, no exercício da nossa missão quisermos discriminar alguém, fazendo

escolhas segundo o nosso interesse. Jesus nos ensinou como é que se

comporta um verdadeiro servo de Deus! O servo não se considera maior do

que o seu Senhor nem o mensageiro de Deus não se avalia maior do que

Aquele que o enviou. Todo aquele que compreende isto e põe em prática,

será feliz! Na maioria das vezes nós procuramos a felicidade buscando ser

servidos e agraciados pelos outros. E, quanto mais somos servidos mais

inoperantes nós ficamos e mais entediados também nos notamos. Jesus veio

nos dar a receita para a felicidade: o serviço desinteressado sem limites e por

amor a Deus. Assim fazendo nós imitaremos o Mestre e seguindo a Sua

orientação para pôr em prática a vontade do Pai. 


– Como você acolhe este

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ensinamento de Jesus? De que maneiro você tem servido a Deus? – Você

se sente feliz quando presta algum serviço a alguém? – De quem você se

considera servo?


Helena Serp,

Fundadora  da ComunidadeMissionária UmNoo Caminho


SANFO DO DIA - SÃO PIO V

 igens

OMiguel Ghisleri, eleito Papa, em 1566, com o nome de Pio V, nasceu em Bosco Marengo, na província de Alexandria em 1504. Aos 14 anos, ingressara nos dominicanos. Após a ordenação sacerdotal, subiu rapidamente todos os degraus de excepcional carreira: professor, prior de convento, superior provincial, inquisidor em Como e em

São Pio V, Papa devoto de Nossa Senhora, a Rainha das Batalhas

 Bérgamo, bispo de Sutri e Nepi, cardeal, grande inquisidor, bispo de Mondovi, Papa.

Má fama de Inquisidor
O título de inquisidor pode torná-lo antipático ao homem de hoje, que da inquisição tem conceito frequentemente deformado pelas narrações superficiais. Na verdade, Pio V foi Papa um tanto sacrificado, como sacrificados são todos os reformadores dos costumes. Mas é título de merecimento para ele ter debelado a simonia da Cúria romana e o nepotismo. Aos numerosos parentes que foram a Roma com a esperança de algum privilégio, Pio V disse que um parente do Papa pode considerar-se bastante rico se não estiver na miséria.

Contexto de Guerra
Em um período de guerras e instabilidades, houve a batalha de Lepanto. A frota turco-muçulmana estava pronta para o ataque decisivo no Golfo de Lepanto com trezentos navios que aguardavam a ordem para abater, definitivamente, a Europa Cristã. Às 12 horas, do dia 7 de outubro de 1571, teve início uma das batalhas navais mais determinantes da história cristã. Depois de três horas de ferozes combates, as forças aliadas da Liga Santa derrotaram as otomanas.

São Pio V e a Intercessão de Nossa Senhora

Importância da vitória para o Cristianismo
Essa vitória teve importância central no cristianismo, já que corria o risco de a Europa tornar-se muçulmana após o ataque e tomada das terras. O Papa Pio V convocou o povo a pedir a intercessão de Nossa Senhora rezando o terço pelo combate. Com a notícia da conquista naval, o Papa mandou tocar todos os sinos da Cidade Eterna em comemoração dos méritos da guerra. E, como sinal de agradecimento a Virgem Maria, instituiu a festa de Nossa Senhora do Rosário em 7 de outubro.

Importância doutrinária
A Batalha de Lepanto foi uma das páginas mais famosas ligadas à figura de Pio V, no civil Antônio Michele Ghislieri. Resolvido e inflexível, a sua figura é recordada, de modo particular, pela Contra Reforma, por ter combatido a heresia, e pela Liga Santa, a coalizão militar, que constituiu com os Estados europeus, para deter o avanço dos turcos na Europa. No entanto, foram importantes e numerosas também as suas decisões em matéria teológica e litúrgica.

Mais textos
Publicou novos textos do Breviário (1568), do Missal (1570) e do Catecismo Romano. Como pessoa inflexível, tomou uma série de medidas, entre as quais a bula 
In Coena Domini, com a qual tomava providências sobre a custódia da fé e a luta contra as heresias. Reduziu os gastos da corte papal, impôs a obrigação de residência aos Bispos e confirmou a importância do cerimonial; opôs-se a todo tipo de nepotismo e procurou melhorar, de todas as formas, os usos e costumes da população.

Pio V e as monarquias europeias

Concílio de Trento
São Pio V deu prova de grandes capacidades, também em relação às monarquias europeias. Conseguiu fazer prevalecer as decisões do Concílio de Trento, na Itália, Alemanha, Polônia e Portugal. Entre os monarcas católicos, somente o rei da França se opôs juntamente com a  excomunhão da rainha Inglesa Isabel I, pois era anglicana e procurou fortalecer a posição católica perante o protestantismo.

Atenção aos pobres
Durante o seu Pontificado, Pio V dedicou-se à assistência dos pobres e necessitados, criando estruturas assistenciais como o “Monte de Piedade” e os hospitais de São Pedro e de Santo Espírito. Durante a escassez de 1566, suprimiu todo e qualquer gasto supérfluo, distribuiu alimentos e promoveu serviços sanitários.

Morte e Canonização
Debilitado por uma longa enfermidade, Pio V faleceu no dia 1° de maio de 1572. Seus restos mortais descansam, ainda hoje, na Basílica de Santa Maria Maior em Roma. Cem anos após a sua morte, São Pio V foi beatificado pelo Papa Clemente X, no dia 27 de abril de 1672, e canonizado em 22 de maio de 1712.

Minha oração
“Ao nosso Papa pedimos a fortaleza contra as heresias, a força contra o demônio e a tentação com uma santa devoção à Virgem Maria, a Senhora e Rainha das Batalhas. Com ele, pedimos por nossos governantes que sejam fiéis a Deus e comprometidos com o povo, comprometidos com a verdade.  Amém.”

São Pio V, rogai por nós!

Fonte_Canção Nova  Noticias

quarta-feira, 29 de abril de 2026

AUMENTA O NÚMERO DE CATÓLICOS NO MUNDO .NO BRASIL, ANÁLISE DO CENSO 2022 ORIENTOU CONSTRUÇÃO DAS DGAE

 


Foi divulgado, nesta semana, o aumento do número de católicos no mundo. De acordo com os dados do Anuário Pontifício 2026 e do Annuarium Statisticum Ecclesiae 2024, os católicos no mundo somam pouco mais de 1,422 bilhão de pessoas em 2024, ante 1,406 bilhão em 2023. O aumento foi de 1,14%, cerca de 16 milhões de fiéis. Os números proporcionam interpretações, análises e guiam tomadas de decisão em toda parte. Aqui no Brasil, atentos à missão de anunciar o Evangelho a todos, os bispos consideraram os dados do Censo 2022 na reflexão das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE). 

 

Estabilidade 

Os dados do Anuário Pontifício mostraram que a participação dos católicos na população global permaneceu estável, em torno de 17,8%. A América continua como o continente com maior número de católicos, concentrando 47,7% do total mundial e com 64% da população que se declara católica. 

No Brasil, os dados do Censo 2022 apontaram para o número de 56,7% de católicos no país, uma redução de 8,3% em relação a 2010. Porém, a redução foi menor que a década anterior. Outro destaque diz respeito ao aumento no número de pessoas sem religião, freando a expectativa de aumento crescente no número de evangélicos.  

 

Mudança de cenário 

Os dados do Censo 2022 “constatam uma mudança importante”, segundo a análise do Instituto Nacional de Pastoral Padre Alberto Antoniazzi (Inapaz) apresentada na 62ª Assembleia Geral da CNBB.   

“O Brasil deixa de ser um país hegemonicamente católico para se configurar como uma nação religiosamente plural e dinâmica”.  

Essa análise reforça o que tem sido apresentado pelo Inapaz desde o ano passado, quando começaram a ser divulgados os recortes sobre religião a partir do Censo. A compreensão é de que os números censitários “são insuficientes para uma aproximação mais consistente da realidade verificada no ethos religioso brasileiro. Eles precisam ser interpretados, entre outros aspectos, à luz de aspectos culturais mais amplos”. 

Assim, as análises de conjuntura eclesial elaboradas pelo Inapaz tiveram a preocupação de analisar não só os dados do Censo, mas o modo como pessoas e grupos lidam com a vida, com a dimensão religiosa em geral e com o catolicismo em particular, o chamado ethos religioso.  

De acordo com o Inapaz, a experiência religiosa brasileira se deslocou de um perfil monocêntrico, institucional, doutrinal e estático para um perfil altamente plural, individualizado. “O Brasil está passando da cristandade para a pós-cristandade, no qual o cristianismo se torna uma escolha pessoal em um contexto bastante plural, perdendo força institucional”. 

Além desses aspectos há um contexto mundial de policrise, o que é entendido a partir do termo utilizado por Edgar Morin a respeito das mudanças nos diversos âmbitos da vida humana como sintomas de uma crise maior da civilização ocidental.  

Assim, observa o Inapaz, “o desafio consiste em anunciar o Evangelho em um contexto no qual crer já não significa necessariamente pertencer nem seguir”.  

“Trata-se de redescobrir a força do testemunho, da comunidade e do encontro pessoal como caminhos privilegiados para que a fé cristã continue a oferecer sentido, esperança e horizonte à existência humana no Brasil de hoje. Trata-se de buscar itinerários para que a fé seja transmitida às novas gerações, seja alimentada e mantenha seu vigor profético-solidário”. 

Nesse cenário, a ação evangelizadora não pode se limitar à conservação de estruturas e métodos herdados de um contexto de cristandade, alertou o Inapaz. A exigência, é de uma “conversão pastoral e missionária que coloque a Igreja em estado permanente de missão”, apontou inspirado no Documento de Aparecida.  

“Tal conversão passa pela redescoberta da centralidade do encontro pessoal com Jesus Cristo, pela valorização das pequenas comunidades como mediações privilegiadas em uma sociedade fragmentada, pelo fortalecimento da iniciação à vida cristã, pela adequada animação bíblica da vida e da pastoral, pela integração entre liturgia e piedade popular e pelo compromisso com a transformação da realidade à luz do Evangelho”. 

Confira a análise oferecida aos bispos na íntegra.  

 

As novas Diretrizes que recolhem os apontamentos da análise  

Após um percurso de quatro anos, o episcopado brasileiro concluiu, durante a 62ª Assembleia Geral da CNBB, a construção das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE). O texto recolhe, entre as diversas fontes que o inspiram, as contribuições oferecidas pelo Inapaz.  

Elas são a forma com a qual os bispos propõem uma resposta ao apelo do Espírito “a ser uma tenda sempre aberta, capaz de ampliar a escuta e o acolhimento, sustentada por estacas firmes na fé, esperança e caridade, diante dos desafios atuais”. 

As Diretrizes querem assegurar que a Igreja no Brasil permaneça fiel às suas três tarefas permanentes: anunciar, santificar e testemunhar a fé. 

Os bispos, cientes da nova realidade, convidam a Igreja a “rever os métodos de anúncio da Boa-Nova, de transmissão da fé e de fortalecimento do senso de pertença à comunidade eclesial”. Nas novas DGAE, também falam em “reavivar em toda a Igreja no Brasil a busca pela santidade e o sentido de participação e comunhão orientados pela missão”.  

A imagem da tenda, assim como no processo do Sínodo sobre a Sinodalidade vivido por toda a Igreja, foi escolhida para expressar o espírito que vai nortear a ação evangelizadora da Igreja no Brasil. Essa figura da tenda pode ser entendida como o chamado à Igreja a ser “comunidade que se alarga, escuta os sinais dos tempos, faz o discernimento para a conversão pastoral e sai em missão”. 

O texto será publicado nas próximas semanas e estará disponível para todas as comunidades do Brasil para aquisição na editora oficial da CNBB, a Edições CNBB


Fonte:https://www.cnbb.org.br/aumenta-o-numero-de-catolicos-no-mundo-no-brasil-analise-do-censo-2022-orientou-construcao-das-dgae/

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Marcelo de  Souza

EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,44-50

Naquele tempo: 44Jesus exclamou em alta voz: 'Quem crê em mim, não é em mim

que crê, mas naquele que me enviou.

45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que

todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas

palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo,

mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu

juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim

mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e

falar.50E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o

digo conforme o Pai me falou.' Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 29 DE ABRIL DE 2026

4ª. FEIRA DA 4ª. SEMANA DA


PÁSCOA


Cor Branco


1ª. Leitura – At 12, 24-13,5ª

Leitura dos Atos dos Apóstolos 12,24 - 13,5a

Naqueles dias: 24A palavra do Senhor crescia e se espalhava cada vez mais.

25Barnabé e Saulo, tendo concluído seu ministério,

voltaram de Jerusalém, trazendo consigo João, chamado Marcos.

13,1Na igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão,

chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém,

que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a

liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam,

o Espírito Santo disse: 'Separai para mim Barnabé e Saulo,

a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei.'

3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e

deixaram-nos partir. 4Enviados pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a

Selêucia e daí navegaram para Chipre. 5aQuando chegaram a Salamina, começaram a

anunciar a Palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Eles tinham João como

ajudante. Palavra do Senhor.

Reflexão – O Espírito Santo está ao nosso dispor.

Os apóstolos e os discípulos de Jesus, sempre atentos à condução que o

Espírito lhes dava, percebiam a hora e o momento de parar, de caminhar, de

se dividir e se ajuntar. Assim, eles prosseguiam com segurança e enfrentavam

os desafios de cada tarefa com convicção. Ao mesmo tempo em que se

reuniam no mesmo lugar para orar e jejuar, eles recebiam a instrução que os

motivava a fazer o trabalho que lhes era destinado. Para isso, eles

caminhavam sob a orientação do Espírito Santo no desempenho dos seus

ministérios. Hoje também é imprescindível que confiemos na condução do

Espírito Santo para a nossa vida e nossa caminhada em busca da vida eterna.

Precisamos, porém, também ser dóceis ao que o Espírito nos revela

acreditando plenamente na Sua unção, para progredir nos nossos trabalhos e

nas ações dentro das nossas famílias, assim como em comunidade. Se ao invés

de ficarmos parados, inertes ou girando em torno dos nossos problemas,

tontos sem saber para onde ir, tivéssemos como prática a oração em comum

dentro das nossas famílias para pedir a orientação do Espírito Santo, a nossa

história seria muito diferente. O Espírito Santo está ao nosso dispor e tem as

melhores soluções para os nossos problemas e questionamentos. Em qualquer

situação do nosso dia a dia, nas coisas simples ou nas grandes expedições da

nossa vida, temos a graça do Espírito que age em nós e nos garante uma

caminhada segura. O exemplo dos apóstolos e discípulos de Jesus precisa ser

seguido por nós, diariamente, em todas as circunstâncias da nossa vida. –


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Você tem pedido auxílio ao Espírito Santo ou se angustia por causa das

suas dificuldades? – Você já tem exercitado a prática dos apóstolos? – Você

nota a diferença quando consegue seguir o Espírito Santo?

Salmo 66, 2-3. 5. 6.8 (R. 4)

R. Que as nações vos glorifiquem ó Senhor, que todas as nações vos glorifiquem.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

2Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, *

e sua face resplandeça sobre nós!

3Que na terra se conheça o seu caminho *

e a sua salvação por entre os povos.R.

5Exulte de alegria a terra inteira, *

pois julgais o universo com justiça;

os povos governais com retidão, *

e guiais, em toda a terra, as nações.R.

6Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, *

que todas as nações vos glorifiquem!

8Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, *

e o respeitem os confins de toda a terra!R.

Reflexão - O Senhor Deus quer derramar a sua graça e a sua bênção sobre

todos os povos, sem exceção nenhuma. “Exulte de alegria a terra inteira”;

“Que na terra se conheça o seu caminho e a sua salvação por entre os povos.”

Portanto, o desejo do Pai se realiza na vida de cada pessoa que assume a

missão de filho de Deus e na terra conhece o Seu caminho e a Sua salvação.

Evangelho – Jo 12, 44-50

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 12,44-50

Naquele tempo: 44Jesus exclamou em alta voz: 'Quem crê em mim, não é em mim

que crê, mas naquele que me enviou.

45Quem me vê, vê aquele que me enviou. 46Eu vim ao mundo como luz, para que

todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. 47Se alguém ouvir as minhas

palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo,

mas para salvá-lo. 48Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu

juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. 49Porque eu não falei por mim

mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e

falar.50E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o

digo conforme o Pai me falou.' Palavra da Salvação.

Reflexão - A Palavra de Deus nos julgará!

As palavras de Jesus contidas neste Evangelho precisam ser escutadas e

acolhidas no nosso coração e na nossa mente: “Quem me rejeita e não aceita

minha Palavra...já tem o seu juiz: A PALAVRA; o que eu digo...Eu o digo

conforme o Pai me falou”. O conhecimento da Palavra de Deus nos abre o

entendimento para que possamos trilhar o caminho da salvação. “Quem crê

em Mim... crê naquele que me enviou; Quem me vê ...vê aquele que me

enviou; Eu vim ao mundo como luz...para que todo aquele que crê em mim

não permaneça nas trevas; Eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-


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Lo; Jesus nos fala em alta voz, isto é, claramente de coisas inerentes à fé na

Sua pessoa e na Palavra de Deus. Assim Jesus revela claramente os

direcionamentos do plano do Pai para cada um de nós e nos ensina os passos

para que este projeto seja realizado na nossa vida. O primeiro passo é crer em

Jesus, o Enviado do Pai, o segundo é acolher a Sua palavra como Luz para o

nosso caminho. Tudo quanto Jesus nos afirma lhe foi revelado pelo Pai, por

isso, só Ele tem palavra de vida eterna. Se o conhecimento da Palavra de Deus

nos abre o caminho da salvação e não a ouvimos, se não a praticamos e a ela

não damos fé, estamos ignorando a Jesus, Aquele que veio nos salvar do

pecado e da morte. Por isso, a Palavra nos julgará no último dia. Jesus veio ao

mundo como Luz para nos revelar o conhecimento do Pai e nos tirar das trevas

da ignorância. Podemos acolher a Sua Palavra ou simplesmente rejeitá-la. A

opção é nossa, no entanto, teremos também que arcar com as consequências

da nossa ignorância. A felicidade do homem total é o objetivo da salvação de

Jesus. Às vezes persistimos no erro e não nos atentamos de que o tempo está

passando e nós dando marcha ré para voltar aos mesmos questionamentos.

Não progredimos, não prosperamos e corremos o risco de minguar e fenecer

nas nossas percepções. Se, pelo contrário, acolhêssemos a Palavra de Jesus

como guia, estaríamos a mil anos luz do que somos agora.


 - Você crê que

Jesus Cristo é a Palavra do Pai para nós? - Você tem levado a sério o

Evangelho? – O Evangelho tem servido de orientação para a sua caminhada?

- As suas ações, os seus gestos, os seus pensamentos têm demonstrado

isso? – Você ainda tem muitos questionamentos quanto a Palavra de Deus?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missiooooonária  Um Novo Caminho

EVANGELHO DO DIA

  + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 13,16-20 Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16Em verdade...