terça-feira, 12 de maio de 2026

EVANGELHO DO DIA

  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16,5-11

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5Agora, parto para aquele que me

enviou, e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?' 6Mas, porque vos disse isto,

a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: É bom

para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for,

eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o

pecado, a justiça e o julgamento:

9o pecado, porque não acreditaram em mim,10a justiça, porque vou para o Pai, de

modo que não mais me vereis11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está

condenado. Palavra da Salvação

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

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12 DE MAIO DE 2026

3ª. FEIRA DA VI SEMANA DA


PÁSCOA


Cor Branco


1ª. Leitura – At 16, 22-34

Leitura dos Atos dos Apóstolos 16,22-34

Naqueles dias: 22A multidão dos filipenses levantou-se contra Paulo e Silas; e os

magistrados, depois de lhes rasgarem as vestes,

mandaram açoitar os dois com varas. 23Depois de açoitá-los bastante, lançaram-nos

na prisão, ordenando ao carcereiro que os guardasse com toda a segurança. 24Ao

receber essa ordem, o carcereiro levou-os para o fundo da prisão e prendeu os pés

deles no tronco. 25À meia noite, Paulo e Silas estavam rezando e cantando hinos a

Deus. Os outros prisioneiros os escutavam. 26De repente, houve um terremoto tão

violento que sacudiu os alicerces da prisão. Todas as portas se abriram e as correntes

de todos se soltaram. 27O carcereiro acordou e viu as portas da prisão abertas.

Pensando que os prisioneiros tivessem fugido,

puxou da espada e estava para suicidar-se. 28Mas Paulo gritou com voz forte: 'Não te

faças mal algum! Nós estamos todos aqui.'

29Então o carcereiro pediu tochas, correu para dentro e, tremendo, caiu aos pés de

Paulo e Silas. 30Conduzindo-os para fora, perguntou: 'Senhores, que devo fazer para

ser salvo?' 31Paulo e Silas responderam: 'Crê no Senhor Jesus, e sereis salvos

tu e todos os de tua família.' 32Então Paulo e Silas anunciaram a Palavra do Senhor

ao carcereiro e a todos os da sua família.

33Na mesma hora da noite, o carcereiro levou-os consigo

para lavar as feridas causadas pelos açoites. E, imediatamente, foi batizado junto

com todos os seus familiares. 34Depois fez Paulo e Silas subirem até sua casa,

preparou-lhes um jantar e alegrou-se com todos os seus familiares por ter acreditado

em Deus.

Palavra do Senhor.


Reflexão - O louvor é a grande arma para vencermos a luta!

Algemados e presos no madeiro, Paulo e Silas rezavam e cantavam hinos de

louvores a Deus numa demonstração de que o louvor pode nos libertar.

Meditando sobre os acontecimentos narrados nesta leitura, nós

percebemos que o carcereiro conseguiu prender no tronco os pés dos dois

discípulos, no entanto, não conseguiu fazer o mesmo com o Espírito Santo que

os acompanhava. O louvor dos dois discípulos era tão forte que “sacudiu os

alicerces da prisão e todas as portas se abriram e as correntes de todos se

soltaram. Isto mesmo pode acontecer quando estamos passando por

dificuldades ou quando nos sentimos presos, algemados e chicoteados

pelos açoites da vida! O louvor é a nossa grande arma para vencermos a

luta! O louvor a Deus é uma ação libertadora que faz com que saiamos de nós

mesmos quando nos sentimos presos ao medo, à tristeza, à falta de esperança

e de segurança. É na hora da tribulação e da provação que o louvor tem mais


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poder sobre nós, pois, o Espírito Santo é quem faz acontecer o “terremoto”,

quebrando as correntes que nos prendem. Se agíssemos como Paulo e Silas nós

também conseguiríamos evangelizar porque chamaríamos a atenção dos

outros prisioneiros, isto é, das pessoas que vivem no mundo, tristes e

acabrunhadas por causa das suas mazelas. Todos nós temos a oportunidade de

atrair as outras pessoas para Deus, justamente, na hora dos maiores

sofrimentos, quando permanecemos louvando com paciência e confiando

n’Aquele que pode abrir para nós as portas da prisão. Aceitando a Palavra de

Jesus o carcereiro foi batizado junto com todos os seus familiares. Assim

também Deus quer chamar as pessoas e converter as famílias por meio do

nosso testemunho. A fé em Jesus nos leva à conversão e a ser luz para a

transformação da nossa família. No relato dos Atos dos Apóstolos o

carcereiro passou de algoz a protetor dos discípulos, dando-nos a entender

que até os nossos maiores adversários podem um dia tornarem-se nossos

benfeitores, tudo pela força do Espírito Santo. Ninguém prende o Espírito de

Deus! - Como você se comporta diante das dificuldades? – Você já se sentiu

preso, amarrado por algum motivo? – Qual foi a sua reação? – Você já

experimentou louvar na hora do sofrimento, da traição, da dificuldade?

Salmo 137, 1-2a. 2bc-3. 7c-8 (R. 7c)

R. Ó Senhor, me estendeis o vosso braço e me ajudais.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,*

porque ouvistes as palavras dos meus lábios!

Perante os vossos anjos vou cantar-vos*

2ae ante o vosso templo vou prostrar-me.R.

2bEu agradeço vosso amor, vossa verdade,*

2cporque fizestes muito mais que prometestes;

3naquele dia em que gritei, vós me escutastes*

e aumentastes o vigor da minha alma.R.

7cestendereis o vosso braço em meu auxílio*

e havereis de me salvar com vossa destra.

8Completai em mim a obra começada;*

ó Senhor, vossa bondade é para sempre!

Eu vos peço: não deixeis inacabada*

esta obra que fizeram vossas mãos!R.

Reflexão - Louvando na hora das dificuldades nós dizemos como o salmista:

“Eu agradeço vosso amor, vossa verdade, porque fizestes muito mais que

prometestes, naquele dia em que gritei, vós me escutastes e aumentastes o

vigor da minha alma!” O louvor que sai dos nossos lábios é um grito de súplica

a Deus que nos atende em todas as nossas necessidades. Deus que nos chamou

e nos deu vida nunca deixará a Sua obra em nós inacabada, pois a Sua

bondade é para sempre e o Seu amor por cada um de nós é eterno. Quando

louvamos a Deus aqui na terra nós estamos nos ajuntando aos anjos do céu no

mesmo hino e na mesma adoração.


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Evangelho – Jo 16, 5-11

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16,5-11

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5Agora, parto para aquele que me

enviou, e nenhum de vós me pergunta: 'Para onde vais?' 6Mas, porque vos disse isto,

a tristeza encheu os vossos corações. 7No entanto, eu vos digo a verdade: É bom

para vós que eu parta; se eu não for, não virá até vós o Defensor; mas, se eu me for,

eu vo-lo mandarei. 8E quando vier, ele demonstrará ao mundo em que consistem o

pecado, a justiça e o julgamento:

9o pecado, porque não acreditaram em mim,10a justiça, porque vou para o Pai, de

modo que não mais me vereis11e o julgamento, porque o chefe deste mundo já está

condenado. Palavra da Salvação.

Reflexão – O pecado, a justiça e o julgamento!

Os discípulos de Jesus ainda não tinham entendido a grande Missão de Jesus

como Salvador da humanidade. Por isso Jesus explicava as coisas que iriam

acontecer, no entanto, eles ficavam tristes, porque Ele lhes falava de

despedidas. Eles não percebiam que Jesus era fiel ao Projeto do Pai e fazia

tudo o que estava escrito nas Escrituras para que alcançássemos a salvação e

pudéssemos ter comunhão com Deus. Os discípulos, no entanto, nem lhe

perguntavam para onde ele iria, pois, estavam apenas pensando no que

poderia acontecer com eles. Ainda não haviam entendido que Jesus era o

Filho de Deus e que viera numa missão inovadora. Que Ele teria de voltar para

o Pai, para nos enviar o Defensor, Advogado, Aquele que esclareceria todas as

nossas dúvidas. Por isso Jesus se refere à justiça, ao pecado e ao julgamento:

a justiça porque a Sua ida para o Pai prova que Ele era justo e que Sua missão

foi plenamente aceita por Deus, embora tenha sido condenado pelo mundo. O

pecado é a incredulidade radical na pessoa de Jesus Cristo. O julgamento não

é apenas futuro, pois com a vitória da cruz, o destino do inimigo está selado.

O julgamento final apenas manifestará a condenação que já ocorreu.

O Espírito Santo, então, é quem nos faz enxergar o nosso pecado, é Ele quem

nos ensina a viver a justiça e nos livrar da mentalidade do mundo julgador que

prega a tirania, o interesse próprio, o cobiçar todas as coisas. Assim nós

podemos entender que o Espírito Santo nos ajuda a enxergar as coisas que nós

não estamos vendo, pois fogem do alcance dos nossos olhos físicos a fim de

que não caiamos no pecado e nas teias do inimigo de Deus o qual já foi

julgado e condenado, uma vez que foi vencido por Jesus. Precisamos estar

convencidos disso: o demônio não tem mais poder sobre nós, mas sim, o

Espírito Santo que nos faz pertencer Àquele que é Justo, Jesus Cristo, nosso

Senhor. Estamos livres do pecado e da morte, não temos mais parte com o

mal e uma grande prova disso é que dentro do nosso coração há esperança de

que seremos santos


. – Você agora entende por que Jesus teve que voltar

para o céu? – Você sente-se órfão de Deus ou já assumiu a força do

Espírito Santo? – Você O tem como advogado, conselheiro e defensor? –

Você tem aproveitado a ação do Espírito Santo na sua vida? – O que Ele tem

feito você compreender? – Você já reconhece o seu pecado, já sabe o que

é a justiça e o julgamento?


Helena Serpa,   

Fundadora  da Comunidade Misssionária Um Novo CCaminho

SANTO DO DIA - SANTOS NEREU , AQUILES E PANCRÁCIO

“Todas as estradas levam para Roma”, diz um provérbio, e de Roma saem algumas das mais célebres estradas do mundo. Em duas dessas estradas, a sudeste e oeste, a Ardeatina e a Aurélia, foram sepultados os mártires Nereu, Aquiles e Pancrácio. Embora recordados os três no mesmo dia, 12 de maio, o culto deles foi sempre separado, como dizem os compiladores do novo calendário: “A memória dos santos Nereu e Aquiles e a memória de são Pancrácio são celebradas separadamente com formulários próprios segundo uma antiga tradição romana. Ao contrário, a memória de santa Domitila, introduzida no Calendário romano em 1595, deve ser cancelada, pois o seu culto não encontra fundamento algum na tradição”. Isso resolve também a questão da época em que Nereu e Aquiles deram seu testemunho.

O Papa Dâmaso, que pouco depois da metade do século IV falava com absoluta segurança dos dois mártires, refere que viveram no fim do século III e morreram durante a perseguição militar com a qual se iniciou a “era dos mártires” (de Diocleciano). Eles eram levados à força ao tribunal de um “tirano”. Aí aplicavam as ordens de tortura e de execução dos “rebeldes” cristãos, até que atingidos pela coragem e constância dos mártires cristãos decidiram seguir seu exemplo. Privados das insígnias militares, foram por sua vez conduzidos ao suplício que enfrentaram com coragem e alegria.

A gravura que representa Santo Aquiles atingido pelo verdugo é considerada a mais antiga representação que ficou de martírio. Abandona-se, assim, o que referia uma tardia e lendária paixão do século VI, que unia a tradição do martírio de Nereu e Aquiles com os de Petronila e Domitila, respectivamente filha de São Pedro e sobrinha do imperador Domiciano.

Também a história de Pancrácio, martirizado ainda muito jovem sob Diocleciano, foi enriquecida de tantos elementos lendários pela sua tardia Paixão, que é muito difícil separar os reais acontecimentos históricos deste que foi um dos santos mais populares não só em Roma como também em toda a Itália e ainda no exterior: é o patrono da Juventude de Ação Católica e dedicaram-lhe igrejas e mosteiros: a de Roma foi fundada por são Gregório Magno e a de Londres por santo Agostinho de Canterbury (a são Pancrácio é dedicada também uma estação do metrô de Londres, e inglês era Wiseman, que fez de São Pancrácio uma das personagens principais de Fabíola). A lenda o tornou vigoroso vingador da veracidade dos juramentos. Sua basílica era uma das estações quaresmais.

Extraído do livro:
UfONTEmsanto para cada dia, de Mario Sgarbossa e Luigi Giovannini.

Fonte: Canção Nova Notícias

domingo, 10 de maio de 2026

EVANGELHO DO DIA

  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,15-21

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus

mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que

permaneça sempre convosco:

17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber,

porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós

27

e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo

ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós

vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai

e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa,

esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me

manifestarei a ele.

Palavra da Salvação.


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 10 DE MAIO DE 2026

VI DOMINGO DA

PÁSCOA


Cor: Branco


1ª. Leitura – At 8,5-8.14-17

Leitura dos Atos dos Apóstolos 8,5-8.14-17

Naqueles dias: 5Felipe desceu a uma cidade da Samaria e anunciou-lhes o Cristo. 6As

multidões seguiam com atenção as coisas que Felipe dizia. E todos unânimes o

escutavam, pois viam os milagres que ele fazia. 7De muitos possessos saíam os

espíritos maus, dando grandes gritos. Numerosos paralíticos e aleijados


25


também foram curados. 8Era grande a alegria naquela cidade. 14Os apóstolos, que

estavam em Jerusalém, souberam que a Samaria acolhera a Palavra de Deus, e

enviaram lá Pedro e João.

15Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito

Santo. 16Porque o Espírito ainda não viera sobre nenhum deles; apenas tinham

recebido o batismo em nome do Senhor Jesus. 17Pedro e João impuseram-lhes as

mãos,

e eles receberam o Espírito Santo. Palavra do Senhor.

Reflexão – A alegria do Espírito Santo!

Nas cidades por onde andavam, o Espírito Santo se manifestava com poder

sobre os que acolhiam a Palavra de Deus e abriam o coração para receberem a

oração pela imposição das mãos dos apóstolos. Assim, “Era grande a alegria

naquela cidade”, pois, na medida em que a Palavra de Deus ia sendo

anunciada, os milagres se evidenciavam e muitas conversões aconteciam. A

alegria é o grande sinal de que o Espírito Santo está se manifestando dentro

de nós. Um coração repleto do Espírito Santo se alegra mesmo em meio de

dificuldades e do sofrimento. Essa alegria é contagiante, pois, não permanece

somente na pessoa que recebeu o dom, mas se espalha e é capaz de despertar

no coração dos outros, o desejo de também viver a mesma experiência. O

nosso testemunho de alegria é uma grande arma de evangelização. Portanto,

nós também, como os apóstolos, poderemos incendiar uma cidade e até o

mundo com o fogo da alegria que nos vem do Espírito. – Você sente o poder

do Espírito agindo dentro do seu coração? – Você é uma pessoa que

transmite a alegria do Espírito? – Ou você é uma pessoa carrancuda, séria,

de semblante preocupado? - Você tem sabido evangelizar através da sua

postura, da sua espontaneidade e da sua alegria?


Salmo 65,1-3a.4-5.6-7a.16.20 (R.1.2a)

R. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, cantai salmos a seu nome glorioso!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,*

2cantai salmos a seu nome glorioso,

dai a Deus a mais sublime louvação!*

3aDizei a Deus: 'Como são grandes vossas obras!R.

4Toda a terra vos adore com respeito*

e proclame o louvor de vosso nome!'

5Vinde ver todas as obras do Senhor:*

seus prodígios estupendos entre os homens!R.

6O mar ele mudou em terra firme,*

e passaram pelo rio a pé enxuto.

Exultemos de alegria no Senhor!*

7Ele domina para sempre com poder!R.

16Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar:*

vou contar-vos todo bem que ele me fez!

20Bendito seja o Senhor Deus que me escutou,


26

não rejeitou minha oração e meu clamor,*

nem afastou longe de mim o seu amor!R.

Reflexão - O salmista nos ensina a expressar alegria e gratidão a Deus pelos

feitos que Ele tenha realizado na nossa vida. Contar as maravilhas do Senhor,

revelar a todos os sentimentos que nos vêm da alma é uma maneira de

aclamar a Deus e de cantar salmos ao seu nome glorioso. Não nos basta

apenas o ler ou orar com o salmo. Somos chamados a testemunhar ao mundo,

com a voz e com a vida para manifestar a todos “como são grandes as obras

do Senhor!”

2ª. Leitura – I Pd 3, 15-18

Leitura da Primeira Carta de São Pedro 3,15-18

Caríssimos: 15Santificai em vossos corações o Senhor Jesus Cristo,

e estai sempre prontos a dar razão da vossa esperança a todo aquele que vo-la pedir.

16Fazei-o, porém, com mansidão e respeito e com boa consciência. Então, se em

alguma coisa fordes difamados, ficarão com vergonha aqueles que ultrajam o vosso

bom procedimento em Cristo. 17Pois será melhor sofrer praticando o bem, se esta

for a vontade de Deus do que praticando o mal. 18Com efeito, também Cristo

morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos,

a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas

recebeu nova vida pelo Espirito. Palavra do Senhor.

Reflexão – Deus quer nos dar vida nova segunda Sua vontade!

Nesta carta São Pedro nos ensina a acolher todas as pessoas, mesmo aquelas

que nos caluniam e nos perseguem, com mansidão e respeito tendo como

modelo, Jesus Cristo, o Justo que morreu pelos injustos. Damos provas de

que estamos a serviço do amor de Deus, quando acolhemos até as pessoas que

nos difamam. Assim, ele nos instrui: “pois será melhor sofrer praticando o

bem, se essa for a vontade de Deus, do que praticando o mal”. Isto significa

que, se tivermos de sofrer que seja por uma causa justa e segundo a vontade

de Deus, por uma causa nobre, na prática do bem. A vontade de Deus será

sempre a de nos dar uma vida nova, testemunhada pelas nossas ações que

demonstram o nosso servir com amor. Assim Jesus viveu e sofreu a morte,

mas recebeu a nova vida pelo Espírito Santo. Portanto, é o Espírito Santo

quem nos ajuda a enfrentar o sofrimento por amor, com paciência. – Como

tem sido a sua reação diante dos sofrimentos e perseguições próprias do

viver? - Você tem pedido o auxílio do Espírito Santo Consolador? - Os seus

sofrimentos têm sido em vista da prática do bem ou é uma consequência

dos seus atos errados?

Evangelho – Jo 14,15-21

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 14,15-21

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15Se me amais, guardareis os meus

mandamentos, 16e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que

permaneça sempre convosco:

17o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber,

porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós


27


e estará dentro de vós. 18Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19Pouco tempo

ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós

vivereis. 20Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai

e vós em mim e eu em vós. 21Quem acolheu os meus mandamentos e os observa,

esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me

manifestarei a ele.

Palavra da Salvação.

Reflexão - A Promessa do Pai!

Neste Evangelho Jesus continuava revelando aos seus discípulos os mistérios

de Deus e lhes sinalizava com a vinda do Espírito Santo, o Espírito da verdade.

Assim, Ele dava-lhes garantia de que o Pai mandaria o Espírito Santo o qual

permaneceria com eles: “Vós o conheceis, (o Espírito da verdade), porque ele

permanece junto de vós e estará dentro de vós.” Podemos entender, então,

que até aquele momento o Espírito Santo estava apenas perto dos discípulos,

porque estava em Jesus Cristo. No dia de Pentecostes Jesus cumpriu esta

promessa. Hoje, nós podemos entender que o Espírito Santo já foi enviado do

céu e permanece dentro de nós. O Pai está em nós, o Filho está em nós e o

Espírito Santo confirma em nós o Amor entre o Pai e o Filho. Portanto, o nosso

poder é muito maior ainda do que o dos Apóstolos antes de Pentecostes. Há

em nós o poder do Amor de Deus que é o dínamo que impulsiona as nossas

ações conforme o pensamento do Pai. “Naquele dia sabereis que eu estou no

meu Pai e vós em mim e eu em vós!” Não podemos mais perder tempo; o

Espírito da Verdade mora dentro de nós para nos instruir na verdade que são

os mandamentos da Lei de Deus. Sabemos que amamos a Deus se observamos

os Seus mandamentos.


 – O Espírito da verdade mora no seu coração? – Você

já sente a Sua manifestação? – Qual é a verdade? – Como se expressa a

verdade do Espírito através de você? – Você tem ações concretas de amor

ao próximo?


Helena  Serpa,

Fundadora da comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SÃOJOÃO DE ÁVILA

Contextualizando

Era comum, na Antiguidade, que o azeite fabricado nas primeiras prensas do fruto da oliveira fossem destinados aos fins mais nobres: o peso da primeira pedra que produzia o azeite mais puro era usado nos ritos de consagração, as cerimônias de unção. Também o azeite que se fabricava a seguir era utilizado para queimar as lâmpadas “continuamente diante do Senhor” (Lv 24,2). As forjas mais duras produzem o melhor produto, de mais nobre fim!

Na Igreja
Assim também é na vida da Igreja: ao longo de sua história, as forjas da vida produziram, pelo auxílio da graça, verdadeiros dons; homens e mulheres que, mesmo diante das intempéries da existência humana, se deixaram moldar por Deus e se tornaram modelos de seguimento de Cristo. Um desses ‘azeites’ fabricados na forja dos santos, celebramos no dia 10 de maio. Estamos falando de São João D’Ávila, proclamado doutor da Igreja pelo Papa emérito Bento XVI em outubro de 2012.

Sobre o santo
João de Ávila nasceu em 6 de janeiro de 1499, em Almodóvar del Campo, na Espanha. Estudou Direito na Universidade de Salamanca, mas passou por uma profunda experiência de conversão, decidindo abandonar os estudos, voltar para casa dos pais e tornar-se sacerdote. Com 27 anos, foi ordenado padre em 1526. Nutria em si o desejo de ser missionário na América, mas a vontade de Deus era outra, e ele acabou exercendo seu ministério no seu país natal. Começava a experimentar na vida as prensas de Deus.

Vida
Outra prensa veio pouco tempo depois de ordenado. Em 1531, por causa de uma má interpretação de uma pregação, João foi preso pela Inquisição Real. Passando dois anos no cárcere, deu início à primeira versão da sua obra “Audi, filia”, em que fala do amor esponsal entre Cristo e a sua Igreja, em conselhos de ascética a uma jovem que acompanhava. Segundo Bento XVI, foi ali, naquele tempo de privação, de perseguição injusta e de incompreensão, que João “recebeu a graça de penetrar com profundidade singular no mistério do amor de Deus e no grande benefício feito à humanidade pelo Redentor Jesus Cristo”. 

Vontade de Deus
Absolvido em 1533, retoma com fervor a pregação do Evangelho na Espanha em  várias cidades. O seu único desejo era converter as almas. Era sensível às inspirações do Espírito à Igreja de sua época, que passava por difíceis provas, provenientes do humanismo e do processo de reforma que se instalava na Europa. Atendia incessantemente os penitentes através do Sacramento da Reconciliação.

Particularidade
Na vida interior, prezava pela pobreza e pela instrução das crianças e dos jovens, sobretudo daqueles que se preparavam para o sacerdócio. Além de Audi filia, classificado por Bento XVI como um clássico da espiritualidade, escreveu “O Catecismo, ou Doutrina cristã”, “O Tratado do amor de Deus”, “O Tratado sobre o sacerdócio”, “Os Sermões e Homilias”, além de comentários bíblicos da Carta aos Gálatas à Primeira Carta de João. 

Méritos
Tornou-se um grande teólogo, mas, como filho de seu tempo, também deu contribuições humanistas como invenções de algumas obras de Engenharia, fundação de colégios menores e maiores que, depois do Concílio de Trento, se transformaram em seminários conciliares, criação da Universidade de Baeza, além da proposta da criação de um Tribunal Internacional de arbitragem para evitar as guerras.

Frutos
Foi responsável pela conversão de São João de Deus e São Francisco Borgia. No seu processo de beatificação, consta que “nunca pregou um sermão sem que várias almas se convertessem a Deus”. A eficácia de sua oratória estava, segundo o próprio João dizia, em amar muito a Deus, em dedicar-se muito mais à oração que aos livros: em perder-se na presença do Senhor. Era, nas palavras de Paulo VI, que o canonizou, “uma cópia fiel de São Paulo”.

Amigos santos
Foi contemporâneo e amigo de outros santos: Inácio de Loyola, Pedro de Alcântara, Teresa de Jesus, João da Cruz… Sinais de que uma vida cercada de santas amizades nunca é estéril. “Um grande Amigo, que é Deus, o qual arrebata os nossos corações para o seu amor […] e Ele pede-nos que tenhamos muitos outros amigos, que são os seus santos”, escreveu João de Ávila (Carta 222).

Uma dessas amizades lhe levaria a viver mais uma prensa. Pela proximidade com Santo Inácio de Loyola, pensou em se tornar jesuíta, mas o projeto foi inviabilizado pelo comprometimento da saúde de João de Ávila. O Mestre de Ávila, como ficou conhecido, passou os últimos 16 anos da sua vida gravemente doente. Quase cego, morreu com 79 anos, em 10 de Maio de 1569, com um crucifixo na mão, na cidadezinha de Montilla. 

A minha oração
“Senhor Jesus, assim como escreveu o santo: ‘que a cruz é elemento inegociável da vida de um cristão; que as prensas quando são vividas por um coração apaixonado por Deus produzem os mais nobres azeites dos altares do Senhor’, dá-me a graça de passar pela cruz crendo em Ti.”

São João D’Ávila, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias


 

EVANGELHO DO DIA

   Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 16,5-11 Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 5Agora, parto para aque...