terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,14-21

Naquele tempo: 14Os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo

na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: 'Prestai atenção e tomai cuidado

com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.' 16Os discípulos diziam

entre si: 'É porque não temos pão.' 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: 'Por que

discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o

coração endurecido?

18Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis?

Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos

cestos vós recolhestes cheios de pedaços?'

Eles responderam: 'Doze.' 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro

mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam:

'Sete.' 21Jesus disse:

'E vós ainda não compreendeis?' Palavra da Salvação

REFLEXÕES SOBRE ASS LEITURAS DE HOJE


17 DE FEVEREIRO DE 2026

3ª. FEIRA – VI SEMANA DO TEMPO


COMUM


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Cor Verde


1ª. Leitura – Tg 1, 12-18

Leitura da Carta de São Tiago 1,12-18

12Feliz o homem que suporta a provação. Porque, uma vez provado, receberá a

coroa da vida, que o Senhor prometeu àqueles que o amam. 13Ninguém, ao ser

tentado, deve dizer:

'É Deus que me está tentando', pois Deus não pode ser tentado pelo mal e tampouco

ele tenta a ninguém. 14Antes, cada qual é tentado por sua própria concupiscência,

que o arrasta e seduz.

15Em seguida, a concupiscência concebe o pecado e o dá à luz,

e o pecado, uma vez consumado, gera a morte. 16Meus queridos irmãos, não vos

enganeis. 17Todo o dom precioso e toda a dádiva perfeita vêm do alto; descem do

Pai das luzes, no qual não há mudança, nem sombra de variação. 18De livre vontade

ele nos gerou, pela Palavra da verdade, a fim de sermos como que as primícias de

suas criaturas. Palavra do Senhor.

Reflexão – Deus nos criou para o bem e não deseja para nós, nenhum mal.

São Tiago nos revela que a provação é uma consequência natural da vida e nos

exercita para que estejamos firmes no amor de Deus, confiantes no Seu

livramento. O homem que suporta a provação receberá a coroa da vida que o

Senhor prometeu àqueles que O amam, e por isso, suportam as dificuldades

por AMOR. O Senhor transforma a nossa dor em AMOR! A tentação, porém, não

vem de Deus. A tentação vem do mal e é uma decorrência da nossa própria

concupiscência que concebe em nós o pecado, nos arrasta e nos seduz e faz

com que concedamos luz a ele e o pratiquemos, gerando a morte da nossa

alma. Deus é Pai de todo dom precioso e de toda a dádiva perfeita. Tudo o

que é bom, belo, agradável, vem do alto e é dom perfeito de Deus. Deus é

imutável, não muda conforme nós mudamos. Ele nos criou para o bem e não

deseja para nós, nenhum mal, por isso, Ele não nos tenta! Não podemos

continuar dizendo que caímos nos erros porque Deus assim o quis. De maneira

alguma! Somos livres para escolher o caminho do bem, se caímos no mal é

porque cedemos à tentação que nos leva para o mal, o pecado e a morte.

Toda provação, dificuldade e até o sofrimento quando são colocados na Cruz

de Jesus, purificam e modelam a nossa alma e nos exercitam para continuar

caminhando! – Você tem sido mais: provado ou tentado? Você distingue a

diferença entre as duas situações? - Você já aprendeu a colocar as

dificuldades da sua vida na Cruz de Jesus? – Experimente fazer isto!

Salmo 93,12-13a. 14-15. 18-19 (R. 12a)

R. Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!

12É feliz, ó Senhor, quem formais *

e educais nos caminhos da Lei,

13apara dar-lhe um alívio na angústia.R.

14O Senhor não rejeita o seu povo *

e não pode esquecer sua herança:

15voltarão a juízo as sentenças;*

quem é reto andará na justiça.R.


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18Quando eu penso: 'Estou quase caindo!' *

Vosso amor me sustenta, Senhor!

19Quando o meu coração se angustia, *

consolais e alegrais minha alma.R.

Reflexão - A nossa fé e confiança no amor misericordioso de Deus Pai e a

nossa humildade em reconhecer o nosso pecado são o caminho que nos leva à

justiça. Por isso, o salmista diz que é feliz quem é formado e educado nos

caminhos da lei. O Senhor não nos rejeita, Ele espera o nosso

arrependimento. Quando nós pensamos que estamos caindo, o Amor do Senhor

nos sustenta e ampara. Um coração arrependido e suplicante é uma alma

consolada pela graça de Deus. Por isso, não percamos tempo aninhando o

pecado dentro de nós, voltemo-nos para o Deus misericordioso e teremos de

novo a vida em abundância.

Evangelho – Mc 8, 14-21

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,14-21

Naquele tempo: 14Os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo

na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: 'Prestai atenção e tomai cuidado

com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.' 16Os discípulos diziam

entre si: 'É porque não temos pão.' 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: 'Por que

discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o

coração endurecido?

18Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis?

Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos

cestos vós recolhestes cheios de pedaços?'

Eles responderam: 'Doze.' 20Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro

mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam:

'Sete.' 21Jesus disse:

'E vós ainda não compreendeis?' Palavra da Salvação.

Reflexão - Temos o coração endurecido, e não distinguimos as coisas

espirituais.

Os discípulos de Jesus não entendiam bem das coisas espirituais e não

abrangiam quando Jesus lhes falava do “fermento dos fariseus e de Herodes”,

pensando que Ele se referia ao pão, alimento material. O fermento dos

fariseus e de Herodes eram a desconfiança, a falta de fé e a falsidade. Eles

tinham dificuldade em compreender o que Jesus lhes falava porque não O

escutavam de coração. Mesmo depois dos milagres da multiplicação dos pães

eles continuavam inseguros quanto à sua sobrevivência. Por isso, Jesus

replicou: “Por que discutis sobre falta de pão? Ainda não entendeis nem

compreendeis? Tendes o coração endurecido?” “Não vos lembrais de quando

reparti cinco pães para cinco mil pessoas”? Assim também somos nós! Como

os discípulos de Jesus, “tendo olhos, nós não vemos e tendo ouvidos, nós não

ouvimos”. Temos o coração endurecido, e não enxergamos o poder de Deus

para providenciar tudo de que precisamos na nossa vida. Esquecemo-nos da

Sua força misteriosa e de quantas coisas maravilhosas Ele já realizou na nossa

vida! Às vezes, nos apegamos à situação do momento e desconfiamos de que


 Helena Serpa,

Fnndadora da Comunidade Missionáaria Um novo Caminho



SANTO DO DIA - SETE SANTOS FUNDADORES DOS SERVITAS

 


Fundação da Instituição Religiosa
A Ordem dos Frades Servos de Maria (OSM), cujos membros são conhecidos como “Servitas”, foi fundada em Florença, Itália, em 1233, por sete ricos comerciantes.

Os setes santos eram:

1.      Bonfiglio Monardi, guia do grupo leigo e prior da futura comunidade;

2.      Bonagiunta Manetti, segundo futuro prior, entre 1256 e 1257;

3.      Manetto d’Antela, responsável pelas primeiras fundações na França;

4.      Amádio de Amadei, conhecido como quem tinha “a alma do grupo”;

5.      Sostegno de Sosteni, comerciante de tecidos e lã;

6.      Ugoccio de Uguccione, comerciante de tecidos e lã;

7.      Aleixo Falconieri, também comerciante de tecidos e lã.

O que tinham em comum
Eles nutriam uma particular devoção a Nossa Senhora e eram membros de uma companhia leiga de fiéis, chamada Associação-mor de Santa Maria. A pertença ao mesmo ramo de negócios, à mesma classe social e à comum devoção a Virgem Maria os uniram com laços de profunda amizade.

Os Sete Santos fundadores dos Servitas e a Aparição da Virgem Maria

Um convite da Virgem Maria
Em 15 de agosto de 1233, Assunção de Nossa Senhora, estavam reunidos em oração. Costumavam cantar cânticos dedicados a Virgem Maria. Foi então que, de repente, viram que a imagem de Nossa Senhora se mexeu. Todos ficaram intrigados. Depois disso, quando atravessavam uma ponte voltando para casa, a própria Virgem Maria lhes apareceu vestida toda de luto e chorava. Em seguida, contou-lhes a razão de suas lágrimas: a guerra civil que não cessava em Florença, já fazia dezoito anos. Pediu-lhes, Nossa Senhora, não apenas que reforçassem sua consagração a ela, mas que se empenhassem, num apostolado de reparação, a fazer ver aos homens o quanto ofendiam a Deus com os seus pecados.

Testemunho fraternidade e oração
Diante das intrigas entre facções, os sete acolheram o pedido da Virgem e decidiram dar um testemunho de unidade e de paz, isto é, de que era possível viver como irmãos. Deixaram as suas atividades comerciais e suas famílias e, dispostos a não guardar nada para si, venderam os seus bens, deixando o suficiente para suas famílias e distribuindo o restante aos pobres. Retiraram-se da cidade para dedicarem-se à penitência, à contemplação e ao serviço a Maria.

Túnicas e mantos cinzentos
Vinte dias depois, os sete homens começaram a viver em comunidade numa casa abandonada, na Villa Camarzia, na periferia da cidade, que mais tarde se chamaria “Santa Maria de Cafaggio”, onde está hoje o Santuário da Santíssima Anunciada. Nessa casa, viviam como se fossem “um só coração e uma só alma”, levando uma vida austera, dedicada à oração, à contemplação, à penitência, à mendicância e às obras de caridade em favor dos pobres e doentes. Adotaram um hábito religioso dos “Irmãos da Penitência”: manto e uma túnica de lã bruta de cor cinzenta.

Os Sete Santos estavam de braços abertos para os necessitados

Por causa de um povo
Muitas pessoas, aflitas e angustiadas, dirigiam-se a eles para receber conforto e conselho; sobretudo os mais atônitos, pelo fato de sete jovens, ricos comerciantes, terem escolhido, voluntariamente, a vida de pobreza.

Consolida-se a Ordem do Servos de Maria
O estilo de vida que adotaram logo despertou no povo admiração e respeito. Isso levou à difusão da sua fama de santidade, tanto que, muitos pediam para fazer parte da sua família religiosa. O Bispo da época deu-lhes, no ano seguinte, um terreno no cume do Monte Senário. Lá construíram uma casa rústica para morar e um oratório dedicado a Santa Maria. Com a visita do Cardeal Goffredo Castiglioni – futuro Papa Celestino IV –, o cardeal prescreveu a eles a Regra de Santo Agostinho.

Canonização conjunta
Os Sete Santos Fundadores, proclamados pela liturgia como “ministros da unidade e da paz”, foram canonizados juntos, como se fossem um só – exemplo único na história da Igreja – pelo papa Leão XIII, em 1888. Seus restos mortais descansam em Monte Senário, em um único sepulcro.

O Legado dos Setes Santos

Atualidade
Monte Senário é até hoje o ponto de referência de todos os Servos e Servas de Maria espalhados pelo mundo. É lá que se encontram as relíquias dos Sete Santos Fundadores. E é para lá que frades, irmãs e leigos ligados à Ordem acorrem com frequência, a fim de transcorrer momentos de oração, reflexão e estudo, desejosos de colher na fonte original a linfa que nutre a genuína espiritualidade de nossa Ordem.

A Ordem dos Servos de Maria se espalha pelo mundo
Os Servitas cresceram e espalharam-se por vários países, inclusive pelo Brasil, onde fundaram casas em diversas cidades.

Memória
Com memória facultativa, são celebrados todos no mesmo dia, 17 de fevereiro, dia do falecimento do último dos fundadores: Santo Aleixo Falconieri, que recusou ser sacerdote, por se considerar indigno dessa honra então, ficou como irmão religioso; e os demais tornaram-se sacerdotes.

Oração dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria
Ó Deus, que despertastes no coração desses sete homens as virtudes da humildade, da caridade, da oração, do serviço e do amor à Virgem Maria, dai também a nós, por intercessão dos sete fundadores, a graça de crescermos nas virtudes cristãs para que a tua glória brilhe no mundo. Por Nosso senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Minha oração
“Deus não me chamou para viver a santidade sozinho, Ele mesmo se encarregou de colocar pessoas ao meu redor, sejam elas familiares, colegas de trabalho, irmãos de comunidade, entre outros. Senhor, rendo graças a Ti pela oportunidade de ser santo junto com outros filhos teus que estão ao meu lado, agora! Dai-nos essa graça.”

Sete Santos fundadores da Ordem dos Servitas, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias


 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

MORRE DOM ALFIO RAPISRDA REPRESENTANTE DIPLOMÁTICO DA SANTA SÉ NO BRASIL DE 1992 A 2002



 Faleceu nesta quarta-feira, 11 de de fevereiro, o Núncio Apostólico Emérito em Portugal, dom Alfio Rapisarda. Ele atuou no Brasil, como Núncio Apostólico, representação diplomática da Santa Sé, de 1992 a 2002.

O funeral será celebrado na quinta-feira, 12 de fevereiro, às 10h, na paróquia de Santo Antônio de Pádua, em Monterosso Etneo, no sul da Itália, e na sexta-feira, 13 de fevereiro, às 9h30, na catedral de Catania, também na Itália. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou Nota de Pesar ao atual Núncio Apostólico no Brasil, dom Giambatistta Diquattro.

Nota de pesar pelo falecimento de Dom Alfio Rapisarda

Estimado irmão, Dom Giambattista Diquattro,
Núncio Apostólico no Brasil

Recebemos, com pesar, a notícia do falecimento de  Dom Aflfio Rapisarda, Núncio Apostólico Emérito em Portugal.  Unimo-nos aos familiares e amigos e todos fiéis em oração pela alma deste nosso irmão e em gratidão a Deus pela vida doada em favor da evangelização com ardor missionário e amor à Igreja.

Por 10 anos, Dom Alfio serviu a Santa Sé como Núncio Apostólico no Brasil, cuidando de forma sempre atenta dos valores emanados pela diplomacia do Vaticano. Neste ano em que comemoramos o Bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, elevamos a Deus nossos agradecimentos pela atuação de dom Alfio em solo brasileiro, na certeza de que, com a sua atuação, os laços de fraternidade foram fortalecidos.

Que Maria, neste dia em que fazemos memória de Nossa Senhora de Lourdes, interceda por sua alma e que seja acolhido por Deus na plenitude da vida eterna.

Em Cristo,

Dom Jaime Cardeal Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB

Biografia e trajetória eclesial

Dom Alfio Rapisarda foi ordenado padre no dia 14 de julho de 1957, pelo arcebispo Guido Luigi Bentivoglio e incardinado na arquidiocese de Catânia, na Itália. Licenciou-se em Direito Canônico. Tendo ingressado no serviço diplomático da Santa Sé em 1962, trabalhou posteriormente nas representações papais em Honduras, Brasil, França, Iugoslávia e Líbano.

Rapisarda foi nomeado pelo Papa João Paulo II como arcebispo titular de Canas e Núncio Apostólico na Bolívia em 22 de abril de 1979. Recebeu a ordenação episcopal no dia 22 de maio seguinte, na Basílica de São Pedro, pelo Papa João Paulo II; os principais co-consagradores foram Duraisamy Simon Lourdusamy, Arcebispo Emérito de Bangalore, e Eduardo Martínez Somalo, Arcebispo Titular de Thagora.

Em seguida, foi nomeado Pró-Núncio Apostólico no Zaire em 29 de janeiro de 1985 até ser transferido para o Brasil em 2 de junho de 1992. Por fim, em 12 de outubro de 2002, dom Alfio foi nomeado núncio no Portugal. Durante seu serviço, em 2004, Portugal e a Santa Sé assinaram uma nova concordata, substituindo uma desatualizada de 1940. O Papa Bento XVI aceitou a sua renúncia em 8 de novembro de 2008.

 

 

PAPA: A SAÚDE EM PERIGO DEVIDO ÀS GUERRAS, O MAIS ABSURDO ATENTADO CONTRA A VIDA

Na audiência à Pontifícia Academia para a Vida, Leão XIV lembra que, em um mundo dilacerado por conflitos, é necessário dedicar todos os esforços à proteção da vida. E recomenda uma abordagem global, pois a saúde se constrói integrando todas as dimensões sociais e através da prática do bem comum, “para que não seja negligenciada sob a pressão de interesses particulares, individuais e nacionais”.

Vatican News

O Papa Leão recebeu em audiência os participantes da Plenária da Pontifícia Academia para a Vida, que tem por tema “Saúde para todos. Sustentabilidade e equidade”.

Para o Pontífice, um debate de grande importância, seja para a atualidade, seja do ponto de vista simbólico: “Em um mundo dilacerado por conflitos, que absorvem enormes recursos econômicos, tecnológicos e organizacionais para produzir armas e outros dispositivos bélicos, é extremamente significativo dedicar tempo, esforços e competências para proteger a vida e a saúde”.

Como dizia o Papa Francisco, a saúde não é um bem de consumo, mas um direito universal, e o acesso aos serviços não pode ser um privilégio

 

Não concentrar-se no lucro imediato

O primeiro aspecto ressaltado por Leão XIV foi a ligação entre a saúde de todos e a saúde de cada um. “A pandemia da Covid-19 demonstrou-nos isso de forma por vezes brutal”, disse o Papa, pois tornou evidente como a reciprocidade e a interdependência estão na base da saúde e da própria vida.

“Nesse sentido, gostaria de reiterar que é preciso concentrar-se não no lucro imediato, mas no que será melhor para todos, sabendo ser pacientes, generosos e solidários, criando laços e construindo pontes, para trabalhar em rede, para otimizar os recursos, para que todos possam se sentir protagonistas e beneficiários do trabalho comum.”

As guerras, o ataque mais absurdo

A prevenção foi outro tema destacado pelo Pontífice, pois envolve políticas sociais e ambientais. Com efeito, ao se examinar a expectativa de vida em diferentes países e em diferentes grupos sociais, descobre-se enormes desigualdades diante de variáveis como o nível salarial, o grau de escolaridade.

“E, infelizmente, hoje não podemos deixar de lado as guerras, que envolvem estruturas civis, incluindo hospitais, e constituem o ataque mais absurdo que a própria mão do homem dirige contra a vida e a saúde pública. Afirma-se frequentemente que a vida e a saúde são valores igualmente fundamentais para todos, mas tal afirmação é hipócrita se, ao mesmo tempo, não nos interessarmos pelas causas estruturais e pelas escolhas operacionais que determinam as desigualdades”, denunciou o Santo Padre.

Apesar das declarações e proclamações, prosseguiu, a realidade é que nem todas as vidas são igualmente respeitadas e a saúde não é protegida nem promovida da mesma forma para todos.

 


Fortalecer as relações internacionais e multilaterais

Como auxílio aos desafios contemporâneos, o Papa indica a noção de “One Health” (Saúde Única), que enfatiza a dimensão ambiental e a interdependência das múltiplas formas de vida e dos fatores ecológicos que permitem seu desenvolvimento equilibrado.

Traduzido em termos de ação pública, a Saúde Única exige a integração da dimensão sanitária em todas as políticas (transportes, habitação, agricultura, emprego, educação, etc.), na consciência de que a saúde se constrói na intersecção de todas as dimensões da vida social.

Considerando o alcance global da questão, o Pontífice reiterou a necessidade de encontrar formas eficazes de fortalecer as relações internacionais e multilaterais, para que elas possam recuperar a força necessária para desempenhar o papel de encontro e mediação, necessário para prevenir conflitos, e ninguém seja tentado a prevalecer sobre o outro com a lógica da força, seja ela verbal, física ou militar.

O Santo Padre concluiu fazendo votos de que este trabalho seja um testemunho eficaz da atitude de cuidado mútuo em que se expressa o estilo de Deus para conosco, que cuida de todos os seus filhos.

 

 

 

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Fonte:  https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-02/papa-leao-xiv-audiencia-plenaria-pontificia-academia-vida.html:  



 

DOM GREGÓRIO PAIXÃO, OSB, PRESIDE CELEBRAÇÃO DA IMPOSIÇÃO DAS CINZAS NA CATEDRAL

 


Celebração de Imposição das Cinzas na Catedral de Fortaleza – Foto: Sercom Arqfor / Laércio Peixoto

No dia 18 de fevereiro, às 19h, a Catedral Metropolitana de Fortaleza será o coração orante da Arquidiocese ao acolher a solene Celebração da Quarta-feira de Cinzas, presidida por Dom Gregório Paixão, OSB. A celebração marca o início da Quaresma, tempo forte de penitência, conversão e oração mais intensa na vida da Igreja.

A Quarta-feira de Cinzas, instituída há muitos séculos, abre para os cristãos um caminho de quarenta dias rumo à Páscoa do Senhor. Desde os tempos antigos, o gesto de cobrir-se de cinzas já expressava arrependimento e volta sincera para Deus. Entre os judeus, sentar-se sobre as cinzas era sinal de reconhecimento da própria fragilidade e de súplica por misericórdia.

Ao recebermos as cinzas bentas sobre nossas cabeças, somos convidados a recordar a verdade fundamental da condição humana: “Tu és pó e ao pó voltarás” (cf. Gn 3,19). Este gesto simples e profundo nos lembra que nossa vida é passageira e que a morte não é o fim, mas passagem. Nosso corpo, que retorna ao pó, será refeito por Deus de maneira gloriosa, para não mais perecer.

Um sacramental que aponta para o céu

A intenção desse sacramental é conduzir-nos ao arrependimento sincero dos pecados e à renovação interior. A Igreja nos recorda que não podemos nos apegar de forma desordenada a esta vida, imaginando que aqui construiremos a felicidade plena. Trata-se de uma ilusão perigosa. Nossa morada definitiva é o Céu. A Quaresma, portanto, é um chamado à vigilância espiritual, à prática da caridade e ao fortalecimento da esperança na vida eternaespera

Abertura da Campanha da Fraternidade 2026


Com o tema “Fraternidade e Moradia” e o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), a Campanha convida os fiéis a refletirem sobre a dignidade da moradia como expressão concreta do cuidado com a vida e da vivência da fraternidade. Inspirada no mistério da Encarnação — Deus que vem habitar no meio do seu povo — a proposta deste ano lança um olhar atento às realidades de vulnerabilidade e à necessidade de políticas e ações que garantam moradia digna para todos.

Assim, a celebração da Quarta-feira de Cinzas ganha ainda mais profundidade: enquanto reconhecemos nossa fragilidade e buscamos conversão, somos também chamados a transformar o mundo à luz do Evangelho, construindo uma sociedade mais justa e fraterna.

Fonte; Site da Arquidiocese de Fortaleza





EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,11-13

Naquele tempo: 11Os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-

lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. 12Mas Jesus deu um suspiro profundo e

disse: 'Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será

dado nenhum sinal.' 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu

para a outra margem. Palavra da Salvação

EVANGELHO DO DIA

  + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 8,14-21 Naquele tempo: 14Os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Ti...