domingo, 19 de julho de 2026

LEÃO XIV CONVIDA A CONFIARMOS NA AÇÃO SILENCIOSA DE DEUS, QUE NÃO SE IMPÕE PELA FORÇA


Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus.

Vatican News

A parábola do semeador, o joio e o trigo, o grão de mostarda e o fermento na farinha: imagens usadas por Jesus em três pequenas parábolas "que pretendem evocar a chegada do Reino de Deus na história, a sua ação na vida dos homens, a maneira como cresce, se expande e transforma o mundo a partir de dentro".

Deus prefere a pequenez

 

No Angelus deste XVI domingo do Tempo Comum, Leão XIV dirigiu-se à multidão de fiéis reunidas em Castel Gandolfo sob um sol escaldante e uma temperatura de cerca 32 graus, explicando que com os relatos contidos nestas parábolas, "Jesus nos adverte contra a tentação de pensar em Deus como uma figura poderosa, que se impõe pela força, que ocupa o espaço para dominar, que chega de forma triunfante":

Pelo contrário, Deus prefere a pequenez, sinal de seu amor discreto. Ele nos deixa livres para acolhê-lo ou rejeitá-lo, procura abrir caminho mesmo em meio ao joio e age de forma oculta e invisível, como a menor de todas as sementes, fermentando a massa sem fazer barulho.

Saber reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal

 

Com essas parábolas - continuou explicando - "Jesus nos diz algo importante sobre o modo como Deus opera em nossa vida e na história":

Às vezes, esperamos algo espetacular, desejamos um Deus que intervenha do alto, arrancando imediatamente o joio, que é o mal. Imaginamos um Deus forte e poderoso e, infelizmente, também adequamos nossa maneira de ser cristãos e de ser Igreja a essa imagem. Em vez disso, o Reino de Deus se difunde também em meio ao joio e nos pede um olhar capaz de reconhecer o bem que brota mesmo nas trevas do mal, sem que julguemos tudo apressadamente.

Ter confianças, mesmo quando Deus parece ausente

 

O Reino de Deus, acrescentou, "vem como a menor das sementes e exige, portanto, a paciência de saber acompanhar os processos, reconhecendo-o na simplicidade do cotidiano e na singeleza da vida comum":

Cresce invisivelmente, como o fermento na farinha, e assim nos liberta do desânimo, convidando-nos a ter confiança, ainda que nos pareça que Deus está ausente. Pois, na verdade, Ele nos acompanha continuamente e seu amor está sempre agindo em nosso favor.

A "lógica da semente"

 

E esse estilo de Deus - pontuou - "deve se tornar também o modelo segundo o qual vivemos a realidade que nos rodeia, tanto como indivíduos quanto como Igreja":

Somos chamados a assumir um estilo evangélico, sem adotarmos precipitadamente uma postura de oposição marcada por julgamentos arrogantes, sem nos impormos pelo poder e pela força e sem perdermos a confiança na obra de Deus. Trata-se – dizia o então cardeal Ratzinger – de nos submetermos à lógica da semente, que não é a do sucesso e da grandeza, mas que nos pede para nos tornarmos pequenos e servirmos à vida das pessoas. Assim, nós mesmos nos tornaremos como uma pequena semente do Evangelho que brota e como um fermento de amor que transforma a massa do mundo.

Oremos a Maria Santíssima - disse ao concluir - que soube acolher a semente da Palavra em sua humildade, para que Ela nos sustente em nosso caminho e interceda por nós.

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-07/papa-leao-xiv-angelus-castel-gandolfo-xvi-domingo-tempo-comum.html

SANTO DO DIA - SÃO SÍMACO

Origens

São Símaco nasceu na Ilha da Sardenha no século V e foi o sucessor de Pedro como líder da Igreja.

Papa

Teve que enfrentar os desafios da oposição antipapa de Lourenço, que havia reivindicado a autoridade de Papa. A situação só foi resolvida quando o rei Teodorico, monarca ariano, interveio e decidiu que seria reconhecido como Papa legítimo aquele que fosse eleito primeiro e com o maior número de votos dos demais bispos.

Portanto, São Símaco  foi eleito Papa em 498.

Intrigas sociais e políticas

São Símaco teve um papel importante como conciliador durante a queda do império romano e a invasão dos vândalos, godos, visigodos e longobardos que começavam a dominar o Ocidente. Ele entrou nas intrigas sociais e políticas para tomar partido da paz e da harmonia.

Já próximo ao fim da vida, ele ainda encontrou tempo para resgatar e libertar os escravos.

Enquanto foi Papa, ele construiu o primeiro núcleo do palácio do Vaticano.

Páscoa

Papa de número 51, São Símaco morreu em 19 de julho de 514 em Roma.

Minha oração

“São Símaco, homem de justiça e conciliador, concede-me a graça de ser resiliente na vida santificada e ajuda-me a espalhar a paz de Jesus ao mundo. Amém.”

São Símaco, rogai por nós!

fFonte: Canção Nova Notícias


 

sábado, 18 de julho de 2026

SANTO DO DIA - SÃO FRANCISCO SOLANO

 Origens

Nasceu em Montilla, Espanha, no ano de 1549. Pertencente a uma família abastada e de nobre ascendência, os pais, Mateus Sanches Solano e Ana Gimenez, eram cristãos fervorosos.

Sua formação passou pelo colégio jesuíta, ingressando, mais tarde, na Ordem Franciscana. O que mais ansiava era ser um missionário. Porém, adiou os planos para cuidar dos doentes, principalmente os mais pobres na Espanha, que foram devastados pela peste. Ele acabou contraindo a doença, mas logo se recuperou.

Missão na América Latina 

Em 1589, Francisco foi escalado para uma missão evangelizadora no novo continente latino-americano. Durante o caminho, eles enfrentaram uma forte tempestade, que fez o navio encalhar em um banco de areia. Porém, com sua presença e palavra de fé, acalmou as pessoas. Com isso, acabou batizando muitos passageiros e também os escravos negros que viajavam com eles. Logo depois, o que Francisco dissera aconteceu. Um outro navio os avistou e  chegaram a salvo ao destino: Lima, no Peru.

Quinze anos de apostolado 

Durante os quinze anos de apostolado, vivenciou vários milagres como: a cura de doentes com o toque de seu cordão de franciscano, livrou totalmente uma vasta região da praga dos gafanhotos e o dom de aprender facilmente as novas línguas e catequizar a cada tribo em seu próprio dialeto.

Páscoa

Passou os últimos cinco anos de sua vida em Lima. Francisco Solano morreu em julho de 1610 enquanto os frades cantavam  o Credo. Suas últimas palavras foram:  “Glorificetur Deus”. Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 27 de dezembro de 1726.

Minha oração

“São Francisco Solano, Padroeiro dos Missionários da América Latina, dai-nos o anseio de sermos missionários e nunca desistir de anunciar as maravilhas de Deus. Amém.”

São Francisco Solano, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

sexta-feira, 17 de julho de 2026

ENCONTRO FORMATIVO ARQUIDIOCESANO, COM FREI PATRICIO SCIADINI

 


ENCONTRO DE ESPIRITUALIDADE COM O FREI PATRICIO SCIADINI

 


SANTO DO DIA - BEATO INÁCIO DE AZEVEDO

Origens!!!

Nasceu em Portugal, no Porto, em 1527, filho de D. Emanuel e Dona Vielante, ambos descendentes de famílias lusitanas ricas e nobres. Recebeu cuidadosa educação e tornou-se o administrador dos bens familiares aos 18 anos de idade. 

Companhia de Jesus

Após um retiro realizado em Coimbra, decidiu-se pela vida religiosa, entrando na Companhia de Jesus em 1548; era a idade dos grandes ideais, dos sonhos e das grandes esperanças. Revelou-se logo excelente religioso; suas austeridades tiveram de ser moderadas pelo seu provincial, o padre Simão Rodriguez. Não terminara, aos 26 anos de idade, o seu curso de teologia, quando foi nomeado reitor do Colégio Santo Antônio em Lisboa.

Tornou-se vice-provincial em 1556. Depois de terminados seus estudos, foi mandado a Braga para assessorar o bispo da cidade na reforma da diocese. Mais tarde, foi eleito por sua comunidade para ir a Roma para a eleição do novo responsável Geral. 

Vida missionária

Assim, em 1565, este Geral, que outro não foi senão são Francisco Borja, confiou a Inácio a inspeção das missões das Índias e do Brasil. Essa visita durou cerca de três anos. A evangelização do Brasil começara há apenas 16 anos, mas a Companhia de Jesus já estava em sete tribos do interior e no litoral possuía escolas e seminários. Em seu relatório, Inácio pedia reforços. São Francisco de Borja ordenou-lhe que recrutasse em Portugal e na Espanha elementos para o Brasil, e que os chefiasse.

Após cinco meses de exercícios religiosos e preparativos, partiram, a 5 de junho de 1570, Azevedo e 39 companheiros, no navio mercante São Tiago. Trinta outros seguiam num barco de guerra da esquadra comandada por Dom Luís de Vasconcelos, então governador do Brasil. Oito dias depois, alcançavam a ilha da Madeira, onde Dom Luís decidiu permanecer a fim de esperar ventos mais favoráveis. Mas o capitão de São Tiago preferiu demandar às ilhas Canárias, apesar de se falar em perigosos piratas, sobretudo franceses. 

Os mártires

São Tiago, perto da Grande Canária, antes de seguir para Las Palmas, onde faria escala, ancorou num pequeno porto, onde Inácio foi aconselhado a deixar o barco. Todavia, inspirado talvez por Deus, o bem-aventurado preferiu permanecer a bordo. Deixando o pequenino ancoradouro, a nau alcançou o alto-mar, onde foi alcançada pelo corsário francês Jacques Sourie, que partira de La Rochelle para capturar os jesuítas.

Após séria luta corpo a corpo, São Tiago foi dominado pelos calvinistas; Sourie declarou salvar a vida de todos os sobreviventes com exceção dos jesuítas; estes foram então friamente degolados, com exceção de um, o cozinheiro, que foi tomado como escravo e era coadjutor temporâneo. Mas o número de mártires foi 40, pois degolaram também um postulante, recrutado durante a viagem. Assim morreu Inácio de Azevedo. De seus 40 companheiros de martírio, nove eram espanhóis e os demais portugueses. O culto desses mártires foi confirmado por Pio IX em 1854.

A minha oração

“Rogamos aos mártires que nos ajudem a anunciar a Palavra de Deus com coragem e com um espírito missionário sempre fortificado. Pelo testemunho deles, possamos ser homens e mulheres evangelizadores por Cristo Nosso Senhor. Amém!”

Bem-aventurados Mártires, rogai por nós!

Fonte:  Canção Nova Notícias

quinta-feira, 16 de julho de 2026

ASSINADA A "DECLARAÇÃO DE ROMA", UM COMPROMISSO SORE ARMAS NUCLEARES E IA

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Seis pontos compõem o texto assinado por vencedores do Prêmio Nobel, especialistas e cientistas de projeção internacional, líderes religiosos e ex-chefes de Estado e de governo reunidos nesta quarta-feira, 16 de julho, no Capitólio, em Roma. O evento concluiu o congresso realizado no Borgo Laudato si’. O desarmamento, o desenvolvimento responsável das novas tecnologias e o compromisso de promover “uma paz desarmada e desarmante” são as linhas orientadoras da declaração.

Benedetta Capelli - Vatican News 

“A humanidade encontra-se em um momento decisivo de sua história.” Assim começa a “Declaração de Roma por uma Paz Desarmada e Desarmante na Era da Inteligência Artificial, das Armas Nucleares e Autônomas, dos Novos Protocolos Digitais e dos Modelos Emergentes de Desenvolvimento Digital”, assinada na manhã desta quinta-feira, 16 de julho, no Capitólio, em Roma, ao término dos dois dias de trabalhos realizados no Borgo Laudato si’, sob o tema: “Assembleia Global dos Prêmios Nobel sobre Inteligência Artificial e Guerra Nuclear”. O evento contou com a participação de laureados com o Prêmio Nobel, importantes especialistas em inteligência artificial, ex-chefes de Estado e de governo, além de representantes de universidades e instituições de pesquisa entre as mais influentes do mundo.

Trata-se de um “desafio sem precedentes”, afirma o texto, que interpela a todos, sobretudo porque a inteligência artificial oferece grandes oportunidades, mas provavelmente provocará “uma perda massiva de postos de trabalho e acentuará a competição econômica entre as potências nucleares”. Concentrando-se nas mãos de poucos países e grandes empresas, a IA pode provocar profundas assimetrias de poder. Desenvolvendo-se em um ritmo sem precedentes, está destinada a produzir “transformações econômicas, militares e sociais de grande alcance”. A declaração destaca ainda que a crescente corrida armamentista nuclear caminha lado a lado com “uma corrida pela inteligência artificial igualmente perigosa”. Por isso, acolhendo o convite do Papa Leão XIV para promover “uma paz desarmada e desarmante”, os signatários rejeitam a ideia de que a segurança possa ser fundamentada no medo, na dominação, na ameaça e na destruição mútua.

Interesse da humanidade

Nos seis pontos que compõem o documento, faz-se um apelo para “desarmar a próxima corrida armamentista, tanto no campo da inteligência artificial quanto no nuclear, antes que sejam elas a determinar a face do próximo século”. É forte o convite dirigido aos desenvolvedores de sistemas de inteligência artificial para que atuem no interesse da humanidade, “em conformidade com o direito internacional e os direitos humanos”. Daí o apelo para que organizações e governos monitorem os processos totalmente automatizados nos sistemas de inteligência artificial.

Um tratado internacional para os sistemas de controle da IA

“A decisão final de empregar uma arma nuclear — afirma a declaração — jamais deve ser confiada a um sistema automatizado.” Por isso, pede-se a adoção de “um tratado internacional que proíba a integração irresponsável da inteligência artificial nos sistemas de comando, controle e lançamento de armas nucleares, garantindo que permaneça sempre um controle humano efetivo e significativo”. O objetivo é impedir o uso malicioso da IA em operações cibernéticas e em ataques contra infraestruturas nucleares. “Promovemos o desenvolvimento e o uso responsável da inteligência artificial — afirma o texto — para melhorar o bem-estar humano, acelerar o progresso científico e médico, proteger o meio ambiente, fortalecer a resiliência das sociedades e promover a paz, o desenvolvimento sustentável e o bem comum.”

 

Em uma declaração na ONU, em Nova York, proferida na segunda-feira, 13 de julho, durante um encontro sobre os “Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030”, a delegação da ...

Criar um bem comum digital

Os últimos pontos dizem respeito à necessidade de “identificar novos caminhos institucionais para uma governança global da inteligência artificial e favorecer, no futuro, a implementação de iniciativas de governança global nesse campo”. A declaração apoia iniciativas inspiradas na encíclica Magnifica humanitas do Papa Leão XIV e sustenta o Painel Científico Internacional Independente das Nações Unidas sobre Inteligência Artificial. O apelo dos signatários é para a criação de um “bem comum digital” (digital commons), que favoreça a coleta e o compartilhamento dos dados necessários para aprofundar o conhecimento e sustentar ações eficazes relacionadas às armas nucleares e à inteligência artificial. De fato, o mundo enfrenta múltiplas ameaças interligadas, cujas consequências recaem frequentemente sobre aqueles que não têm acesso nem controle sobre as tecnologias que as geram.

Desarmamento nuclear

Na conclusão da declaração, é solicitado com urgência o início de negociações para alcançar “a eliminação verificável e irreversível das armas nucleares”. São reafirmados, assim, os compromissos assumidos no Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e no Tratado sobre a Proibição de Armas Nucleares (TPNW). Daí o pedido aos Estados para que interrompam a corrida armamentista, apostando no diálogo e no cumprimento das obrigações assumidas. “As nações que possuem armas nucleares — lê-se no documento — devem promover políticas e doutrinas que reduzam progressivamente o papel desses armamentos, reforcem a estabilidade estratégica e diminuam o risco de seu primeiro uso e de uma guerra com consequências catastróficas.” “Está em jogo — escrevem os signatários — a nossa sobrevivência e a das futuras gerações.”

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2026-07/assinada-declaracao-de-roma-um-compromisso-sobre-armas-nucleares.html