segunda-feira, 2 de novembro de 2026

ARCEBISPO DE CAMPO GRANDE APRESENTA AO PAPA PRIMEIRO SANTUÁRIO DEDICADO A CARLO ACUTIS

 

 

 


A Capela do Milagre foi oficialmente reconhecida como Santuário N.S. Aparecida e São Carlos Acutis em 12 de outubro de 2025. Mas foi no sábado (31/10), em audiência no Vaticano, que dom Dimas Lara Barbosa apresentou o local de devoção a Leão XIV através de fotos: o arcebispo trouxe a Roma, na época, o relatório do primeiro milagre reconhecido pela Igreja para a beatificação em 2020, e hoje voltou para anunciar a criação do santuário no Brasil, o primeiro do mundo dedicado ao jovem santo.

O arcebispo de Campo Grande/MS, dom Dimas Lara Barbosa, está em Roma para tratar de assuntos em vários Dicastérios da Santa Sé e fica na capital italiana até a próxima quinta-feira (05/11). No último sábado (31/10) também teve audiência com o Papa Leão XIV no Palácio Apostólico. Em entrevista a Silvonei José, o purpurado contou como foi o encontro rápido, de 15 minutos, oportunidade em que conheceu o Pontífice:

"Muito acolhedor. Eu não conhecia ainda o Papa Leão pessoalmente. Já é o meu quarto Papa, porque eu vim para Roma para estudar quando o João Paulo II ainda era jovem, e eu conheci João Paulo II antes e depois do atentado - realmente foi nítido o decréscimo de saúde dele. Depois, já na CNBB, eu pude conviver com o Papa Bento, também com o Papa Francisco, mas não ainda tinha tido a oportunidade de estar com o Papa Leão. Aliás, o incidente da doença dele quase que atrapalhou tudo. Mas graças a Deus, ele manteve o nosso encontro e foi, como eu disse, muito acolhedor."

O Mato Grosso do Sul, "marcado pelo Pantanal e pelo Cerrado, além de uma parte da Mata Atlântica", também é formado por "uma multiplicidade de povos que ajudaram a fazer a história local", aprofunda o arcebispo, já que conta com uma grande presença de pessoas provenientes do Paraguai e da Bolívia, que fazem fronteira direta com o estado. Além disso, também há "sírios, libaneses, italianos, japoneses e portugueses, e uma presença muito significativa de gaúchos, que sempre os vi como muito trabalhadores". Os desafios, continua dom Dimas, é com o crescimento no número de favelas e o isolamento dos povos indígenas, já que "existe muito preconceito". Outra realidade que "traz dificuldades muito grandes" é com os assentamentos: "na nossa região está provavelmente a maior concentração de assentamentos do Brasil".

No Brasil, o primeiro santuário do mundo dedicado a Acutis

Nesse contexto, e mesmo com "o esforço de preservação da própria cultura e religião" nas aldeias e quilombos, afirma o arcebispo de Campo Grande, "de uma maneira geral o nosso povo é sobretudo cristão". Ultimamente, inclusive, "tem crescido muito a participação dos jovens. Graças a Deus, nas Jornadas da Juventude, chegam a reunir de 15, a 20 mil jovens", conta dom Dimas. Um tema explorado pelo arcebispo na audiência com o Papa Leão XIV, no Vaticano, ao contar sobre a criação do Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida e São Carlos Acutis, em Campo Grande/MS, o primeiro do mundo dedicado ao jovem santo da era digital, em resposta ao pedido da comunidade local, ao trabalho pastoral conduzido pelo Pe. Marcelo Tenório e à devoção de jovens e famílias pela vida de fé do Padroeiro da Internet:

"Eu trouxe a ele, sobretudo, as fotos dos álbuns dos nossos dois santuários: o Santuário de Adoração Perpétua, que já completou 10 anos, 24 horas de adoração por dia, de forma ininterrupta e coloquei o santuário à sua disposição; e também lhe comuniquei a criação do Santuário Nossa Senhora Aparecida e São Carlos Acutis - porque, acho que todos sabem, o milagre da beatificação de Carlos Acutis aconteceu em Campo Grande e a Capela do Milagre começou a ser muito frequentada, era uma capela dedicada à Nossa Senhora Aparecida. E aí, com a sua canonização, surgiu a ideia de transformarmos aquela capela em santuário. Como já tinha como titular Nossa Senhora Aparecida - aliás, não sei se todos sabem, mas a festa do calendário mundial de Carlo Curtis é 12 de outubro e coincide com a festa do Nossa Senhora Aparecida."

Carlo Acutis, um "santo descomplicado", de linguagem simples a todos

Carlo Acutis (1991–2006) foi um jovem que nasceu em Londres, cresceu em Milão e faleceu aos 15 anos em 12 de outubro de 2006, vítima de uma leucemia fulminante. Foi beatificado em 2020, após o primeiro milagre atribuído à sua intercessão ter acontecido em Campo Grande/MS, e canonizado em 2025 pelo Papa Leão XIV.

A Capela do Milagre foi oficialmente reconhecida como santuário em 12 de outubro de 2025, fortalecendo o caráter de peregrinação do espaço e colocando a capital de Mato Grosso do Sul no mapa internacional da devoção a São Carlo Acutis, santo que tinha "uma linguagem muito atual, simples e, ao mesmo tempo, muito alegre. Acho que tudo isso cativa o nosso povo", disse dom Dimas. Inclusive foi criada a Escola de Comunicação São Carlos Acutis, que "justamente leva o seu nome". E o arcebispo acrescentou:

"Quando aconteceu o milagre, eu vim pessoalmente a Roma para trazer o relatório. Mas, na verdade, ali mesmo, naquele local, nós tivemos relatórios de outros milagres, muito mais, digamos, imponentes até do que o primeiro, mas, certamente, Carlo Acutis, pela graça de Deus, não é um santo só de Campo Grande, tanto que o milagre da canonização aconteceu em outra parte. Mas os relatos de conversões são muito grandes e de graças também. E o que eu acho interessante é que Carlo Acutis é o primeiro santo milennial, Padroeiro da Internet."

“Ele não é um santo que tem apenas os jovens como seus seguidores. Muitos adultos recorrem ao Carlos porque acham o santo descomplicado. Realmente a linguagem dele é muito simples. Mensagens como 'todos nós nascemos originais, mas muitos terminam como fotocópia', é algo que logo as pessoas percebem, ao perder a sua identidade e começar a imitar os outros; 'vestem máscaras', que é um outro tema muito ligado a ele.”

 

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2026-11/dom-dimas-lara-barbosa-arcebispo-campo-grande-audiencia-papa.html

DIA DE FINADOS

 

 

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Morrer não é desaparecer, mas viver de modo novo. É saber que, os que nos precederam, deram um "passo a mais" no caminho da vida; atingiram o cume, enquanto nós ainda estamos percorrendo as sendas da vida.

Vatican News

No século II, há indícios de que os cristãos rezavam e celebravam a Eucaristia pelos seus defuntos. No início, eram recordados no terceiro dia do enterro e, depois, no aniversário de morte. A seguir, no 7º e 30º dia. Tudo começou, porém, no ano 998, quando o Abade Odilo, de Cluny (994-1048), exigiu que o então chamado “Dia de todas as almas”, hoje Dia de Finados, fosse celebrado em 2 de novembro, em todos os mosteiros sob a sua jurisdição. Em 1915, Bento XV concedeu a faculdade a todos os sacerdotes de celebrar várias Missas neste dia, desde que a intenção fosse feita apenas em uma Missa. Hoje, a liturgia propõe várias Missas, nesta data, a fim de ressaltar o mistério pascal, a vitória de Jesus sobre o pecado e a morte.

«Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia» (Jo 6,37-40).

A vontade de Deus

A mensagem revolucionária é que “todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei...”. Sabemos, por experiência, que o corpo se decompõe: mas o corpo não representa todo o homem! O homem, como pessoa, é parceiro do diálogo com Deus, que não o deixa cair, não o esquece, porque Deus é fiel às suas promessas. Deus escreveu cada um de nós na palma da sua mão e não se esquecido de ninguém, porque Ele é o Pai. Eis o ponto central da mensagem que Jesus nos deixou. Por esta verdade, Jesus fez-se homem, morreu na cruz e ressuscitou, para fazer-nos partícipes da alegria da ressurreição: "Dai-lhes, Senhor, e a todos os que descansam em Cristo, a beatitude, a luz e a paz", rezamos no cânone I da Missa, no momento de recordar os fiéis defuntos.

Deixar-se surpreender

É claro que sobreviveremos, disse Jesus! Porém, como isso acontecerá não sabemos, podemos apenas intuir, mediante a escuta da Palavra evangélica. No entanto, permanece a esperança de poder-nos surpreender com a bondade de Deus, com a sua misericórdia. Temos os nossos parâmetros, para medir os acontecimentos da vida, mas devemos deixar a Deus os seus parâmetros, que não são os nossos: será precisamente este que nos surpreenderá, quando cruzarmos a Porta do Paraíso.

Um passo a mais

Morrer não é desaparecer, mas viver de modo novo. É saber que, os que nos precederam, deram um "passo a mais" no caminho da vida; atingiram o cume, enquanto nós ainda estamos percorrendo as sendas da vida; ultrapassaram a curva da vida, enquanto ainda estamos ao longo do retilíneo. Por isso, a morte não é o fim de tudo, mas o início de uma vida nova, para a qual nos encaminhamos e nos preparamos desde o início.

Logo, a Comemoração dos Fiéis Defuntos não é apenas uma “recordação” dos que não estão mais presentes entre nós, fisicamente, mas uma ponte, que nos aguarda no fim da vida, que nos conduzirá à outra margem, à qual todos nós somos destinados; é um meio para não nos deixarmos afogar por tantas mágoas, esquecendo que tudo passa, mas Deus permanece.

Irmã morte

São Francisco de Assis, após ter-se reconciliado com Deus, consigo mesmo e com a criação, no final da sua vida conseguiu reconciliar-se até com a morte, tanto que passou a chamá-la "irmã", sinal que, também para ele, se tratava de um mistério a ser compreendido e aceito. Ao contrário da sociedade de hoje, que tenta, com todos os meios, ocultar a realidade da morte, iludindo-se ser eterna, São Francisco nos ensina a encará-la, compreendê-la, a considerá-la uma "irmã", uma parte de nós. No fundo, é um acontecimento real e existente: é um ato de honestidade intelectual, antes de ser espiritual. O medo, diante da “irmã morte”, certamente, é ditado pela ignorância, por não saber o que está além da “porta”. Por isso, suscita certo desconforto. Depois, é inútil esconder que tememos o “peso” das nossas ações, pois, no final das contas, todos acreditam, em seus corações e, no fim da vida, nos perguntaremos como vivemos. Esta experiência leva-nos a rezar pelos que nos precederam, quase querendo ajudá-los e protegê-los, ao invés de pedir sua ajuda e proteção.

Uma coisa é certa: vemos a morte à luz da ressurreição de Jesus. Eis a nossa força e serenidade. Ele nos abriu o Caminho que conduz, com A Verdade, à Vida. O próprio Jesus recordou-nos que somos feitos para a eternidade: mil anos para nós são como um sopro diante de Deus; este tempo tão curto e passageiro da vida, não tem sentido se não for projetado para uma experiência mais verdadeira, como o próprio Jesus disse: “Quem vê o Filho e nele crê terá a vida eterna”.

Enfim, uma última coisa: Jesus fez-se o homem para nos ajudar a viver "por Deus"; ele morreu, foi sepultado e desceu ao ínfero para que ninguém se sentisse excluído da sua ação salvadora. Para que eu não tenha medo e não me sinta só e abandonado, à mercê dos meus temores, Jesus quis "viver" todos os lugares, até nos mais baixos, para me fazer “companhia" naquele momento. Não há “espaço”, na vida e na morte, que ele não tenha visitado. Isso me dá a certeza de que ele vai me receber, de braços abertos, em qualquer situação em que me “encontrar”: tanto hoje, no pecado, quanto amanhã, na morte, Ele sempre estará ao meu lado. Porque Ele venceu o pecado e a morte e me preparou um lugar na Casa do Pai. Isto me é suficiente para percorrer o caminho da vida, com confiança e esperança: "Mesmo se eu tivesse que caminhar em um vale escuro" (Sl 23), Ele estará sempre comigo!

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Fonte:  https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2026-11/reflexao-comemoracao-dos-fieis-defuntos-2026.html



NA COMEMORAÇÃO DOS FIÉIS DEFUNTOS, RECORDEMOS DAS ALMAS

 

 

Origens 

Em vez de propor-nos, hoje, a veneração de um santo, a Igreja nos convida a comemorar, pelo nosso sufrágio, as almas dos fiéis já falecidos. A comemoração de todos os fiéis defuntos foi instituída neste dia a fim de socorrer, por boas obras gerais, os que não se beneficiam de preces especificamente dedicadas a eles. Deve-se a uma iniciativa tomada pelos monges beneditinos por volta do ano 1000. 

A data

O abade São Odilo, superior mosteiro de Cluny na França, deu ordem para que em todos os conventos filiados a esta Ordem se celebrasse um ofício pelos defuntos na tarde do dia 1º de novembro. Essa comemoração foi adotada pela autoridade da Igreja, de tal modo que, aos poucos, se tornou universal a dedicação de dois de novembro à memória dos irmãos já falecidos.

Exortação de Paulo

Essa exortação de Paulo é dirigida também a cada um de nós:

“Irmãos, nos diz São Paulo apóstolo, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem.” (ITs 4,13-14).

Dia dos Fiéis Defuntos: um dia para recordação, não tristeza

Dia de Saudosa Reflexão

O Dia dos Finados não é dia de tristeza nem lamúrias, como o é para aqueles que não tem fé, mas é dia de saudosa recordação, confortada pela fé, que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração de sufrágio. A doutrina relativa aos finados põe em admirável luz a harmonia entre a justiça e a bondade de Deus Pai, de tal modo que também os corações mais frios não resistem hoje a um saudoso pensamento de piedade religiosa em favor dos irmãos falecidos.

Purgatório: o lugar de purificação

A fé nos ensina que existe um lugar de purificação pelas almas depois da morte, pois toda criatura que morre carrega faltas, misérias, dívidas espirituais por pecados cometidos, mesmo morrendo reconciliada com Deus. Essas faltas o impedem de entrar diretamente no Reino de Deus, que é o reino da santidade perfeita, da luz e felicidade. Deus, em Sua bondade, providenciou um lugar de purificação que a tradição da Igreja chamou de purgatório. O Catecismo da Igreja Católica afirma:

“O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama «pena eterna» do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado. Estas duas penas não devem ser consideradas como uma espécie de vingança, infligida por Deus, do exterior, mas como algo decorrente da própria natureza do pecado. Uma conversão procedente duma caridade fervorosa pode chegar à total purificação do pecador, de modo que nenhuma pena subsista (82).” (CIC 1472)

Temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório

A Solidariedade Espiritual

Pela solidariedade espiritual que existe entre os batizados por força de nossa inserção no Corpo Místico de Cristo, temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório que ficam assim beneficiadas em suas penas. Esta doutrina já era conhecida no Antigo Testamento. De fato, lemos, no Segundo livro do Macabeus que, depois de uma batalha do povo judeu contra os inimigos, Judas Macabeu mandou recolher ofertas a serem enviados ao Templo de Jerusalém solicitando orações e sacrifícios em sufrágio dos soldados tombados na guerra, pois ele concluiu: “É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres dos seus pecados” (2Mc 14,45). Também Jesus Cristo fez alusão aos pecados que não são perdoados nem nesta terra nem na outra vida.

Orações de  Sufrágio

Orações de sufrágio em favor das almas dos mortos sempre foram praticadas nas Igrejas desde os primeiros séculos. Nas catacumbas romanas onde se sepultavam os cristãos há inúmeras inscrições alusivas a preces que os defuntos solicitam dos irmãos na fé. Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer perto de Roma, enquanto viajava para África, assim falava aos dois filhos que a acompanhavam: “Ponde meu corpo em qualquer lugar, e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que, no altar de Deus, vos lembreis de mim, onde quer que estiveres”.

As almas dos nossos falecidos parecem dizer com o patriarca Jó: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós que sois meus amigos, porque a mão do meu Senhor me tocou”.

“Santo e salutar é o pensamento de orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.”

A Indulgência e a Oração pelos falecidos

Indulgência: 

No dia de Finados, “aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos. Diariamente, do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchr. Indulgentiarum, n.13)”.

“Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos; a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar o Pai-Nosso e Creio, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai-Nosso e Ave-Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).” (pg. 462 do Diretório Litúrgico da CNBB).

Oração pelos falecidos:

Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por (nome do falecido), que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! (Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.

Minha oração

“Senhor, nosso Deus, resgatai as almas dos nossos conhecidos e familiares do purgatório, além daquelas que necessitam das nossas orações. Pedimos também a intercessão para que sejamos santos e purificados nessa vida, a fim de chegar diretamente ao Céu. Amém.”

Almas do purgatório, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

 

sábado, 31 de outubro de 2026

NOMEAÇOES DO PAPA: BISPO CAVINA É O NOVO VISITADOR APOSTÓLICO DE MEDJUGORJE







 



Leão XIV aceitou a renúncia do núncio Aldo Cavalli e nomeou o bispo emérito de Carpi, dom Francesco Cavina, como novo visitador apostólico de caráter especial para a Paróquia de Medjugorje por tempo indeterminado.

Vatican News

Dom Francesco Cavina, bispo emérito de Carpi, é o novo visitador apostólico em caráter especial para a Paróquia de Medjugorje. O Papa Leão XIV o nomeou neste sábado (31/10) “por tempo indeterminado e ad nutum Sanctae Sedis”, conforme informa o boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé, aceitando a renúncia do núncio Aldo Cavalli.

Cavalli, que completou 80 anos em 18 de outubro, muitos dos quais passados em nunciaturas por todo o mundo, havia sido escolhido pelo Papa Francisco em novembro de 2021 para exercer a função de visitador apostólico na pequena localidade da Bósnia e Herzegovina, que se tornou, nos últimos 40 anos, um dos centros marianos mais visitados do mundo. Cavalli havia assumido o cargo do arcebispo polonês, dom Henryk Hoser, primeiro visitador de Medjugorje, falecido em agosto daquele ano.

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Fonte:  https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2026-10/papa-leao-xiv-nomeacoes-visitador-apostolico-medjugorje-cavina.html



SANTO DO DIA - SANTO AFONSO RODRIGUES

 

 

 


Origens 

A Crise Espiritual 

Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso; e, assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos. 

Entrou para a Companhia de Jesus

No ano de 1571, aos 38 anos, iniciou seu noviciado. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão. Sua vida foi uma esplêndida realização da vocação. Depois do noviciado, foi enviado para o Colégio de formação Monte de Sião em Palma de Maiorca. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro; e a todos prestava vários serviços e, dentre as virtudes heroicas que conquistou na graça e querendo ser firme na fé, a obediência foi a sua prova de verdadeira humildade.

Santo Afonso Rodrigues: Homem Simples 

Vontade de Deus 

Santo Afonso Rodrigues sabia ser simples, pois aceitava, com amor, toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a Vontade Divina”. Esse santo encantador, com sua espiritualidade, ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver, um de seus filhos espirituais mais notáveis, quanto ao futuro apostolado na Colômbia.

Alma que suplicava Deus 

Sua alma era sedenta de Deus: “A oração que tem é uma súplica a Deus e a Nossa Senhora de quatro amores: o amor de Deus; o amor de Jesus Cristo; o amor a Santíssima Virgem e o amor de uns para com os outros”. Em sua íntima relação com Deus, Maria sempre esteve presente. 

Páscoa

Passou o resto da sua vida como porteiro em um convento da Ilha de Maiorca, onde foi exemplo de humildade, obediência, constância e santidade. Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617. Foi canonizado em 15 de janeiro de 1888, por Leão XIII. Ele é o santo padroeiro dos goleiros e lanterninhas, e padroeiro de Palma de Maiorca. 

Minha oração

“Santo Afonso, que, por sua obediência, conquistastes o Céu, dai-nos a graça de imitar essa virtude assim como o teu modelo de humildade. Ensina-nos a reconhecer Jesus nos trabalhos mais simples e desprezados. Amém!”

Santo Afonso Rodrigues , rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

FORTALEZA RECEBERÁ NA TERÇA-FEIRA A IMAGEM RÉPLICA OFICIAL DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA

 

Fortaleza vai receber, na próxima terça-feira, uma imagem réplica oficial de Nossa Senhora de Fátima, doada pelo Santuário de Fátima, em Portugal, ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Diocese de Crato. A imagem fará uma peregrinação por diferentes cidades cearenses até sua instalação definitiva no Cariri.

A doação representa um importante gesto de comunhão entre os dois santuários. O Santuário de Nossa Senhora de Fátima do Crato foi reconhecido como santuário irmão do Santuário de Fátima, em Portugal, uma distinção concedida a apenas três santuários no mundo, apesar dos numerosos pedidos de reconhecimento.

A imagem foi esculpida à mão em madeira de cedro pela Casa Fânzeres, tradicional oficina portuguesa de arte sacra, localizada em Braga. A peça reproduz fielmente as características, os traços e as medidas da imagem venerada na Capelinha das Aparições, em Portugal. A Casa Fânzeres também está historicamente ligada à produção da imagem original, encomendada em 1919.

Diferentemente da imagem peregrina, que já esteve no Crato em duas ocasiões, esta réplica permanecerá definitivamente no altar da Capelinha das Aparições que está sendo construída no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Barro Branco. O espaço será a segunda réplica autorizada no mundo da Capelinha das Aparições, seguindo o projeto oficial cedido pelo santuário português.

Programação em Fortaleza

A visita à capital cearense acontecerá nos dias 3 e 4 de novembro. A programação contempla espaços de comunicação, um shopping e comunidades de fé. Os momentos nas igrejas e no Shopping Iguatemi Fortaleza serão abertos ao público, permitindo que devotos e demais interessados se aproximem da imagem e participem da acolhida.

No dia 3 de novembro, terça-feira, a programação terá início às 9 horas, no BS Design. Ao meio-dia, a imagem segue para o Shopping Iguatemi Fortaleza, onde permanecerá até as 14 horas, na Praça Jangadeiro, em visitação aberta ao público. Às 15 horas, será recebida no Grupo Cidade de Comunicação.

Às 18 horas, a imagem chegará ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, no bairro Montese, onde haverá a oração do Terço, seguida da Santa Missa e de um momento de veneração.

Na quarta-feira, 4 de novembro, a programação começará às 9 horas, no Santuário de Fátima de Fortaleza. Às 12 horas, será celebrada a Santa Missa.


Peregrinação – Ceará até o Cariri

Após a passagem por Fortaleza, a imagem seguirá para o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em São Benedito, na Diocese de Tianguá, onde chegará às 18 horas do dia 4 de novembro e ali permanecerá atéo dia 5.

Em seguida, seguirá para a Basílica de São Francisco, em Canindé, onde ficará até o dia 6. Às 18 horas deste dia, rumará para Quixadá, onde permanecerá até o dia 7. Na noite do dia 7, será acolhida em Icó.

No dia 8 de novembro, a peregrinação passará pela Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ipaumirim, às 10 horas, e pela Paróquia de São Vicente Ferrer, em Lavras da Mangabeira, às 17 horas.

No dia 9, às 12 horas, a imagem chegará à Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Quitaiús. Já no dia 10, às 18 horas, será acolhida na Paróquia de São Pedro, em Caririaçu.

No dia 11 de novembro, às 17 horas, haverá o traslado para o Santuário do Bom Jesus do Horto, em Juazeiro do Norte. Na manhã do dia 12, a imagem seguirá para a Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, onde permanecerá até as 17 horas.

Ainda no dia 12, uma grande carreata conduzirá a imagem até a Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha, no Crato, onde será acolhida e permanecerá durante a noite e ao longo do dia 13 de novembro.

Peregrinação diocesana e entronização

O dia 13 de novembro, data em que Nossa Senhora de Fátima é celebrada como padroeira do Cariri, será marcado por uma grande peregrinação diocesana ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, com a participação de sacerdotes e representantes das paróquias da Diocese de Crato.

Às 17 horas, acontecerá o traslado solene da imagem da Sé Catedral de Nossa Senhora da Penha até o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no bairro Barro Branco. Às 18h30, haverá o Santo Terço e a procissão luminosa. A programação será concluída às 19 horas , com a Santa Missa Solene, presidida por Dom Magnus Henrique Lopes, bispo diocesano de Crato.

 (Com informações da PastoraL de Comunicação da Arquidioceses de Fortaleza).


sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ROMARIA DE FINADOS SEGUE ATÉ DIA 2 DE NOVEMBRO EM JUAZEIRO DO NORTE



 A Romaria de Finados, também conhecida como Romaria da Esperança, prossegue, em Juazeiro do Norte (Região do Cariri), até 2 de novembro, Dia de Finados. Para a edição deste ano, a cidade espera receber ainda mais fiéis, após registrar cerca de 350 mil romeiros em 2025.

Essa romaria é realizada pela Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em parceria com a Prefeitura de Juazeiro do Norte, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Romaria (SEDETUR) e de diversas secretarias municipais. Os órgãos atuam de forma integrada para garantir uma estrutura organizada e acolhedora aos visitantes.

Programação

Os principais momentos da programação ocorrerão no domingo e na segunda-feira. Mas, no domingo, será realizado o Luzeiro da Esperança, ato de fé noturno na Basílica Santuário Nossa Senhora das Dores, em sufrágio dos fiéis falecidos. Durante a celebração, os romeiros levam fotos de entes queridos e velas.

Bênçã dos Chaéus

Já na segunda-feira, Dia de Finados, a programação começaá bem cedo com a Caminhada da Esperança, entre a Basílica e a Capela do Socorro. Também estão previstas orações e oferta de flores junto ao túmulo do Padre Cícero Romão, bênção das velas em todas as missas, a tradicional Bênção dos Chapéus e a Despedida dos Romeiros, ao meio-dia.

A programação será encerrada com missas nas comunidades locais.

(Com TV Padre Cícero)

Fonte: Blog do Eliomar