Pascom da Paróquia Cristo Rei
Por uma família de amor e paz
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
6,51-58
Naquele tempo: disse Jesus às multidões dos judeus:
51'Eu sou o pão vivo descido do
céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu
darei é a minha
carne dada para a vida do mundo'. 52Os judeus
discutiam entre si, dizendo: 'Como é
que ele pode dar a sua carne a comer?' 53Então Jesus
disse:
'Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a
carne do Filho do Homem e
não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem
come a minha carne e
bebe o meu sangue
tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
55Porque a minha carne é
verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem
come a minha carne
e bebe o meu sangue
permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me
enviou, e eu vivo por
causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim.
58Este é o pão que
desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram.
Eles morreram.
Aquele que come este pão viverá para sempre.'
Palavra da Salvação.
4 DE JUNHO DE 2026
5A. FEIRA CORPO E SANGUE DE CRISTO
CORPUS CHRISTI
Cor vermelho
1ª. Leitura – Dt 8,2-3.14b-16a
Leitura do Livro do Deuteronômio 8,2-3.14b-16a
Moisés falou ao povo, dizendo: 2Lembra-te de todo o caminho
por onde o Senhor teu Deus te conduziu, esses quarenta anos,
no deserto, para te
humilhar e te pôr à prova, para saber o que tinhas no teu
coração, e para ver se
observarias ou não seus mandamentos. 3Ele te humilhou,
fazendo-te passar fome e
alimentando-te com o maná que nem tu nem teus pais
conheciam,
para te mostrar que nem só de pão vive o homem, mas de toda
a palavra que sai da
boca do Senhor. 14b Não te esqueças do Senhor teu Deus que
te fez sair do Egito da
casa da escravidão, 15e que foi teu guia no vasto e terrível
deserto, onde havia
serpentes abrasadoras, escorpiões, e uma terra árida e sem
água nenhuma.
Foi ele que fez jorrar água para ti da pedra duríssima, 16ª
e te alimentou no deserto
com maná, que teus pais não conheciam.
Palavra do Senhor.
Reflexão - Somos transeuntes no deserto deste mundo!
O autor do Livro do Deuteronômio nos relata a ação divina em
todos os
acontecimentos da caminhada do povo de Deus quando este
atravessou o deserto em
busca de uma terra nova. Nesses acontecimentos admiráveis
ele também relembra os
desafios que o povo teve de superar durante a travessia. Foi
preciso que fossem
humilhados e provados, que passassem por dificuldades para
que enxergassem a
onipotência do Senhor e não se ufanassem das suas
conquistas. Somos transeuntes no
deserto deste mundo e o Senhor também nos promete uma vida
nova. Mas para que
possamos caminhar seguros nós também precisamos ser
exercitados na nossa
humanidade que se preocupa muito com o material, com o que
comer e beber,
10
vestir, usufruir. A nossa caminhada em busca desta nova vida
tem como prioridade o
alimento espiritual que sustenta o nosso interior. Estamos
atravessando o ermo da
nossa vida, somos também provados, purificados e até
humilhados todos os dias, mas
o Senhor faz jorrar água da pedra dura do nosso coração que
mata a nossa sede na
dureza dessa estrada. O mais importante, porém, é que, pela
graça de Deus estamos
conquistando esta terra nova que nos foi prometida desde que
aqui chegamos. –
Como você tem encarado as dificuldades do seu dia a dia? –
Elas têm exercitado
você para a dureza da estrada? – Você tem progredido nas
virtudes por causa das
suas experiências? – Pense nisto!
Salmo - Sl 147,12-13.14-15.19-20 (R. 12)
R. Glorifica o Senhor, Jerusalém; celebra teu Deus, ó Sião!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.
12Glorifica o Senhor, Jerusalém!*
 Sião, canta louvores ao teu Deus!
13Pois reforçou com segurança as tuas portas,*
e os teus filhos em teu seio abençoou.R.
14A paz em teus limites garantiu *
e te dá como alimento a flor do trigo.
15Ele envia suas ordens para a terra,*
e a palavra que ele diz corre veloz.R.
19Anuncia a Jacó sua palavra,*
seus preceitos suas leis a Israel.
20Nenhum povo recebeu tanto carinho,*
a nenhum outro revelou os seus preceitos.R.
Reflexão - Somos também como Jerusalém, terra de Deus e Sua
propriedade,
que glorifica o seu Nome e para Ele canta louvores. Somos
Seus filhos e filhas
seguros em Suas Mãos e confiantes na Sua proteção. É o
Senhor quem nos dá a
paz como alimento! É ele quem sustenta a nossa caminhada com
a Sua Palavra
e a Sua Presença viva no meio de nós. Somos privilegiados
pelo carinho de
Deus, por isso, glorificamos e celebramos o Seu Santo Nome.
2ª. Leitura – I Cor 10, 16-17
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
10,16-17
Irmãos: 16O cálice da bênção, o cálice que abençoamos, não é
comunhão com o
sangue de Cristo? E o pão que partimos,
não é comunhão com o corpo de Cristo? 17Porque há um só pão,
nós todos somos um só corpo, pois todos participamos desse
único pão. Palavra do
Senhor.
Reflexão – Comungamos o Corpo de Cristo crucificado e
ressurrecto.
O termo cálice da benção não é figurado, é real, pois
descreve a realidade
espiritual do Sangue de Jesus presente na comunhão. A
Ceia do Senhor traz
bênçãos espirituais sobre aqueles que dela participam.
Fortalece a união
espiritual entre os fiéis e Cristo, além de concretizar a
unidade do corpo de
Cristo, a Igreja.
11
É um momento em que recebemos o vigor espiritual, cura
física e saúde,
decorrentes da participação consciente no sacrifício de
Jesus. Quando
ceamos, estamos, pela fé, ativando um poderoso atributo que
é o de termos
comunhão com o sangue e com o corpo de Cristo! Quando
derramou seu
sangue, Jesus o fez para a remissão de nossos pecados, logo,
ao comungar o
sangue, estamos provando as bênçãos da purificação, e a
proteção, pois o
diabo não pode transpor o poder do sangue para nos tocar
(Ex.12:23,
Ap.12:12). E o que significa ter comunhão com o corpo? O
corpo de Jesus foi
moído porque ele tomou sobre si nossas enfermidades e as
nossas dores e
pelas suas feridas fomos sarados (Is.53:4,5). Ao falar sobre
comungarem com o
corpo do Senhor, Paulo se referia não apenas ao Corpo do
Cristo crucificado
por meio do qual somos sarados, mas também ao Corpo
ressurreto, no qual
habita toda a plenitude da divindade e é fonte de vida aos
que com ele
comungam. Eucaristia não é apenas uma lembrança, mas a
atualização do
sacrifício de Cristo na cruz e de sua vitória na
ressurreição. A Ceia do Senhor
deve ser um momento especial de comunhão, reflexão, devoção,
fé e
adoração. Tudo deve ser feito de coração e com reverência,
pois é um ato de
consequências espirituais. Portanto, quando comemos o Corpo
e bebemos o
Sangue de Cristo nós nos tornamos participantes do mesmo
pão, do mesmo
Corpo. – Você percebe a grande dimensão que é comungar o
Corpo e o
Sangue de Cristo? – Você tem feito isto, conscientemente? –
Você sente a
presença viva do Pão do céu, quando comunga?
Evangelho – Jo 6, 51-58.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João
6,51-58
Naquele tempo: disse Jesus às multidões dos judeus:
51'Eu sou o pão vivo descido do
céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu
darei é a minha
carne dada para a vida do mundo'. 52Os judeus
discutiam entre si, dizendo: 'Como é
que ele pode dar a sua carne a comer?' 53Então Jesus
disse:
'Em verdade, em verdade vos digo, se não comerdes a
carne do Filho do Homem e
não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54Quem
come a minha carne e
bebe o meu sangue
tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
55Porque a minha carne é
verdadeira comida e o meu sangue, verdadeira bebida. 56Quem
come a minha carne
e bebe o meu sangue
permanece em mim e eu nele. 57Como o Pai, que vive, me
enviou, e eu vivo por
causa do Pai, assim o que me come viverá por causa de mim.
58Este é o pão que
desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram.
Eles morreram.
Aquele que come este pão viverá para sempre.'
Palavra da Salvação.
Reflexão – Jesus é o pão da vida, que nós tocamos, vemos e
vivenciamos
pela Palavra e pela Eucaristia.
A eternidade começa já, aqui e agora e consiste na vivência
do poder amoroso
de Deus operando em nós por meio de Jesus Cristo, pão vivo
que vem do céu
pela força do Espírito Santo. Com efeito, Jesus mesmo se
proclama o
verdadeiro alimento descido do céu que nos fortalece na
busca da eternidade
e nos faz caminhar com segurança. “Eu sou o pão vivo descido
do céu. Quem
comer deste pão viverá eternamente!” Ele diferencia seu dom
do maná do
deserto, prometendo que quem comer deste pão — sua carne
dada pelo
12
mundo — viverá para sempre, encontrando sustento na
Eucaristia e no
Evangelho. Jesus é o pão da vida, que nós tocamos, vemos e
vivenciamos pela
Palavra e pela Eucaristia que nos foram deixados como
sustento. A Carne e o
Sangue de Jesus são nutrientes que dão vida à nossa alma!
Pela Eucaristia nós
passamos a pertencer a Nosso Senhor e Ele passa a habitar em
nós. Quem
comunga o Corpo e o Sangue de Cristo vai se tornando
semelhante a Ele e
manifesta no mundo o Seu poder e a Sua glória pela vivência
do Amor. Porém,
para que possamos ter esta santa intimidade com Ele,
precisamos nos
alimentar literalmente do Corpo e do Sangue de Jesus. Apesar
da nossa
humanidade decaída que muitas vezes questiona o que ainda
não
compreendemos é preciso que nos apossemos e encarnemos a
Palavra de
Jesus quando diz: "A minha carne é verdadeiramente
uma comida e o meu
sangue verdadeiramente uma bebida”. Os efeitos da Comunhão
com o Corpo
e o Sangue de Cristo nós os percebemos claramente na nossa
vida, deste
modo, nunca poderemos duvidar da verdade de Deus para nós.
- Você
também se admira de Jesus ter dito estas palavras? – Quando
adora a Jesus
Sacramentado, você tem consciência de que ali está o Corpo e
o Sangue de
Jesus? – Qual é o efeito que este pensamento provoca em
você? - Medite
sobre esta afirmação de Jesus, “Eu sou o pão da vida” e
pense na sua vida,
o que tem experimentado e o que tem sentido em relação a
Jesus e mais
uma vez esteja consciente de que Cristo está vivo para dar a
você a nova
vida.
Helena Serpa,
Fundadora da
Comunidade Missionária Um Novo
Caminho
O Plenário do Senado Federal aprovou ontem, 2 de junho, o Projeto de Decreto Legislativo n. 3/2025 que susta a Resolução n. 258/2024 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda). O texto incluía normas que favoreciam o aborto e enfraqueciam a missão da família em proteger, educar e acompanhar os filhos.
O projeto foi aprovado na Câmara dos Deputados e, ontem, tramitou na Comissão de Direitos Humanos do Senado, foi ao Plenário, onde foi aprovado, e agora segue para promulgação.
Para os bispos, a resolução do Conanda “suscita relevantes questionamentos quanto à extensão de seu alcance normativo e quanto à adequação do instrumento utilizado para disciplinar matéria de elevada complexidade jurídica, moral e social”.
Ao dirigirem-se aos senadores, os bispos manifestaram preocupação com a inviolabilidade da vida, desde a concepção até o seu fim natural, bem como solidariedade para com as mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência, “defendendo que recebam acolhimento integral, assistência médica, psicológica, social e jurídica, capazes de promover sua recuperação e proteger seus direitos fundamentais”.
Os bispos pediram ainda que ao analisarem o texto, os senadores considerassem, “acima de interesses circunstanciais ou pressões ideológicas, a defesa incondicional da vida humana, da dignidade da pessoa, da proteção integral das crianças e adolescentes, da valorização da família e da segurança jurídica, princípios que constituem pilares indispensáveis para a construção de uma sociedade verdadeiramente justa e solidária”.
Fonte: https://www.cnbb.org.br/apos-carta-da-cnbb-senado-susta-resolucao-do-conanda-que-favorecia-aborto/
Sacerdote
que, movido por admirável caridade para com Deus e o próximo, fundou a
Congregação dos Clérigos Menores Regulares. Não é por acaso que Francisco
Caracciolo é chamado de “o Santo da Eucaristia”.
Primeiros
anos de vida!!!
Ele
nasceu, em 13 de outubro de 1563, em Villa Santa Maria (Chieti), da nobre e
rica família Caracciolo. Seu amor por Jesus, Pão da vida, e pela Virgem Maria
nasceu muito cedo, juntamente com a sua vocação. Ele morava com sua nobre e
rica família na Vila Santa Maria. Desde a infância, costumava usar o
escapulário, assim como recitava o rosário e jejuava todos os sábados.
Vocação
a partir de um milagre!!!
Aos
22 anos, ele foi atingido por uma doença grave, chamada de elefantíase, que o
desfigurou por todo o corpo. Então, ele jura renunciar às riquezas terrenas
para sempre em troca de cura. O seu pedido foi atendido. Dois anos depois, foi
ordenado sacerdote e ficou
conhecido por algumas supostas curas entre os doentes nos hospitais onde exerce
seu ministério, bem como nas prisões. Sempre entre os últimos e excluídos, logo
ele pede para fazer parte da Companhia dos Brancos, que em Nápoles serve os
prisioneiros no corredor da morte e condenados no hospício dos Incuráveis.
Estamos em 1588.
Nasce
um novo carisma
Um
dia, ele recebeu uma carta de um nobre genovês, Don Agostino Adorno, e do abade
de Santa Maria Maior, em Nápoles, Fabrizio Caracciolo. Na realidade, é dirigida
a um religioso de mesmo nome que faz parte de sua própria congregação, mas é
entregue a ele, que a acolhe como sinal da Providência. Será graças a esse
equívoco que Ascânio, juntamente com os dois personagens mencionados, se
encontra com os camaldulenses e escreve a constituição de um novo instituto do
qual é cofundador. É ele quem propõe acrescentar aos três votos de pobreza,
castidade e obediência, um quarto voto que nos obriga a rejeitar qualquer
ofício eclesiástico. Quando o novo instituto é reconhecido, Ascânio muda seu
nome para Francesco.
Obrigado
a ser autoridade
Em
1589, Francesco foi para a Espanha com Adorno, que queria expandir o novo
instituto lá. A viagem, no entanto, não dá certo: depois de um ano, eles voltam
para casa, Francesco fica doente, Adorno morre. Em 1591, Francisco foi eleito
presbítero geral perpétuo, cargo que teve de aceitar para cumprir o voto de
obediência, mas não mudou o seu modo de viver a penitência, o jejum ou mesmo o
hábito de realizar os trabalhos mais humildes. Ele retorna à Espanha três anos
depois, mas, em Madri, o rei Filipe II o ameaça de fechar o Hospital dos
Italianos, onde cuida dos doentes e dá assistência a eles. Só em 1601 eleito
mestre de noviços, poderá fundar uma casa em Valladolid, demonstrando grande
capacidade de discernimento entre os jovens, prevendo a uns a vocação para a
vida religiosa, a outros até a apostasia. Em 1607, foi finalmente dispensado de
qualquer cargo e dedicou-se apenas à oração.
Características
do santo
“Caçador de almas”, “pai dos pobres”,
mas também “homem de bronze”: esses são os três apelidos com que Francisco era
conhecido, que refletem perfeitamente as três faces de seu ministério. Não
deixa de visitar os doentes e de assistir aos moribundos: no hospital,
dedica-se com vigor aos trabalhos mais humildes, como arrumar as camas, limpar
os quartos, remendar as roupas dos doentes. Ele também está sempre pronto para
arrecadar esmolas para prover a educação das meninas, ele traz tudo o que tem
para os pobres, literalmente tirando o pão da boca, muitas vezes, jejuando e
dando as roupas que todos os irmãos descartam. Além disso, é incansável na
escuta das confissões, no ensino do catecismo às crianças, na organização das
obras de caridade e na pregação das verdades eternas aos fiéis.
Devoção
e penitência
Se quer o melhor para os outros, não
quer nada para si: Francisco escolhe sempre os quartos mais pequenos, dorme e
come muito pouco, além disso, faz obras de penitência, mesmo vestindo pano de
saco nas festas e nas longas viagens a pé. Mas, sobretudo, promove o culto da
Eucaristia, estabelecendo que os alunos da Ordem se revezam na Adoração ao
Santíssimo Sacramento. Ele não se cansa de exortar também outros sacerdotes a
essa prática, expondo o Santíssimo Sacramento em todos os primeiros domingos do
meses.
Morte
Durante
a Peregrinação à Santa Casa de Loreto, acabou falecendo em 4 de junho de 1608,
depois de invocar os Santos Miguel, José e Francisco de Assis. Foi canonizado
por Pio VII em 1807. Suas palavras ainda ressoam atualmente, assim como seu
pensamento: “Sangue precioso do meu Jesus, vós sois meu! Convosco e por meio de
vós espero salvar-me. Meus sacerdotes, esforcem-se para celebrar a Missa, todos
os dias, e inebriar-se com este Sangue!”.
A
minha oração
“Ó
grande propagador da Eucaristia, ensina-nos a viver como adoradores, para que,
assim, cresça o nosso amor a Jesus e aos mais necessitados. Intercedei pelos
sacerdotes na busca da santidade e da dedicação aos sacramentos, por Cristo
nosso Senhor. Amém!”
São Francisco Caracciolo, rogai por nós!
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,18-27
Naquele tempo: 18Vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não
existe ressurreição e lhe propuseram este caso:
19'Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: 'Se morrer o irmão de alguém, e deixar a
esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir
a descendência de seu irmão.' 20Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e
morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva,
e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E
nenhum dos sete deixou descendência.
Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem,
de quem será ela mulher? Por que os sete se casaram com ela!' 24Jesus respondeu:
'Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de
Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não
se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos
mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe
falou:
'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'? 27Ora, ele não é Deus
de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados.' Palavra da Salvação.
3 DE JUNHO DE 2026
4ª. FEIRA DA IX SEMANA DO
TEMPO COMUM
Cor verde
1ª. Leitura – II Tim 1, 1-3.6-12
Início da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo 1,1-3.6-12
1Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida
que temos em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu querido filho: Graça, misericórdia e paz
da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor! 3Dou graças a Deus, - a quem
sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados -, quando me
lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações. 6Por este motivo, exorto-te a reavivar
7
a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus
não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te
envergonhes do testemunho de Nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre
comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9Deus nos salvou e nos
chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu
desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus desde toda a
eternidade. 10Esta graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso Salvador,
Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a
imortalidade por meio do Evangelho,11do qual fui constituído anunciador, apóstolo e
mestre. 12Esta é a causa pela qual estou sofrendo, mas não me envergonho, porque
sei em quem coloquei a minha fé. E tenho a certeza de que ele é capaz de guardar
aquilo que me foi confiado até ao grande dia. Palavra do Senhor.
Reflexão - Vencendo o desânimo, com a fortaleza, o amor e a sobriedade!
Somente quando já vivemos uma vida de esperança em Deus, é que podemos
compreender e absorver as palavras de São Paulo a Timóteo. Esta mensagem
hoje se destina a alguém que já conhece a força de Deus, no entanto,
encontra-se desanimado, por causa das dificuldades do ser cristão. Apesar de
termos consciência do poder de Deus, às vezes encontramo-nos fracos e
impotentes, sujeitos à ação do nosso maior inimigo; o desânimo. Por isso, São
Paulo nos exorta a reavivar a chama do dom de Deus (o dom de Deus é o
Espírito Santo), para que tenhamos um espírito de fortaleza, de amor e de
sobriedade. O Espírito Santo é quem nos renova e dá a motivação para que
ponhamos em prática o projeto de Deus durante o tempo em que passamos
nesta terra. Para que possamos enfrentar as artimanhas da nossa vida, e dar
testemunho ao mundo, sem constrangimento e de coração firme, nós
precisamos destas três virtudes fundamentais. A fortaleza que revela ao
mundo a nossa fé e confiança nos planos de Deus, o amor que dá sentido às
nossas ações e a sobriedade para que possamos manifestar serenidade
levando ao mundo a paz tão necessária. Não recebemos a graça de Deus em
vão! O Espírito Santo é quem nos exercita para que possamos dar depoimento,
de que todos nós esperamos e necessitamos, de coragem, de solidariedade e
de equilíbrio. Precisamos estar conscientes de que a razão da nossa fé é
Jesus, que nos chamou para uma vocação santa. Nós somos salvos e chamados
para uma vocação santa, porque é este o desígnio do Pai, e da Sua graça em
Jesus Cristo, desde sempre. A vocação santa não nos exime de vivenciar as
dificuldades, pelo contrário, poderá ser passagem por um caminho áspero,
mas na certeza de que o Senhor é capaz de guardar aquilo que nos foi
confiado até o grande dia, isto é, o dia da nossa redenção. Isto não depende
das nossas obras, mas da nossa adesão ao projeto salvador que o Pai tem para
nós através da entrega de Jesus. Sabemos em quem colocamos a nossa fé, por
isso, somos mais que vencedores do mundo e arautos do Evangelho. – Como
você tem estado ultimamente, animado ou sem esperança? - Você acredita
que um dia ressuscitará e viverá no céu com os anjos e os santos? – Você
tem consciência de que foi chamado para ser santo? – O que você acha que
precisa fazer para ser santo?
Salmo 122,1-2a. 2bcd (R. 1a)
8
R. Ó Senhor, para vós eu levanto meus olhos.
1Eu levanto os meus olhos para vós,*
que habitais nos altos céus.
2aComo os olhos dos escravos estão fitos*
nas mãos do seu senhor.R.
2bComo os olhos das escravas estão fitos*
nas mãos de sua senhora,
2cassim os nossos olhos, no Senhor,*
2daté de nós ter piedade.R.
Reflexão - Precisamos ter os nossos olhos sempre voltados para o Senhor já
antevendo o céu que nos aguarda e sentindo no coração as primícias de uma
vida perto do nosso Deus. Por isso, podemos rezar este salmo levantando os
olhos para o céu, onde está Jesus e para onde um dia seguiremos. Mesmo que
o mundo tente nos distrair nós podemos sempre recomeçar com a confiança
de que o Senhor acolhe com misericórdia o nosso pedido de perdão. È do céu
que virá o nosso socorro!
Evangelho – Mc 12, 18-27
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 12,18-27
Naquele tempo: 18Vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não
existe ressurreição e lhe propuseram este caso:
19'Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: 'Se morrer o irmão de alguém, e deixar a
esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir
a descendência de seu irmão.' 20Ora, havia sete irmãos: o mais velho casou-se, e
morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva,
e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E
nenhum dos sete deixou descendência.
Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem,
de quem será ela mulher? Por que os sete se casaram com ela!' 24Jesus respondeu:
'Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de
Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não
se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos
mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe
falou:
'Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó'? 27Ora, ele não é Deus
de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados.' Palavra da Salvação.
Reflexão – Temos tendência a materializar o que é espiritual. Como não
acreditassem na ressurreição dos mortos, os saduceus, prevalecendo-se dos
preceitos que Moisés havia deixado e esperando que Jesus hesitasse na
resposta, uniram-se para pregarem-no uma peça e O confundir. Jesus, porém,
facilmente esclareceu o caso se reportando às Escrituras e interpretando para
eles os mistérios do Pai, levando-os a enxergarem como estavam enganados!
Assim também acontece com cada um de nós quando tiramos conclusões
precipitadas sobre os mistérios da vida em virtude da nossa tendência a
materializar o que é espiritual. Todos nós somos mais ligados à nossa
dimensão material do que à nossa realidade espiritual. Por esse motivo não
conseguimos interpretar os ensinamentos do Senhor por meio da Sua Palavra e
9
confundimos os projetos de eternidade que Deus nos reserva deixando de
enxergar as coisas espirituais. Consequentemente nivelamos a nossa vida
depois da morte com a que nós experimentamos na terra. Jesus esclareceu-
nos esse mistério quando nos mostrou que “quando os mortos ressuscitarem,
os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu.”
Precisamos então, desde já, tentar nos libertar do apego demasiado às
pessoas, pois sabemos que todos nós somos propriedade de Deus Pai e é Ele
quem nos reserva o lugar no qual habitaremos eternamente, segundo a Sua
misericórdia. Todo o fundamento do cristão está na Ressurreição de Jesus e
Nele esperamos também ressuscitar. Sabemos que Jesus está vivo e que é o
Senhor dos vivos, não dos mortos, portanto, nós também continuaremos vivos
mesmo depois da nossa morte. Hoje, somos matéria e espírito, um dia
seremos como os anjos do céu, não teremos mais apego a ninguém, seremos
somente de Cristo e viveremos em perfeita harmonia com o Pai e com todos
os nossos queridos
. – O que as palavras de Jesus causam em você:
preocupação ou esperança? – Você é uma pessoa muito dependente das
pessoas que o cercam? - Você acredita que um dia ressuscitará e viverá no
céu com os anjos e os santos?
Helena Serpa,
Fundadora da Comunidde Missionária Um Novo Caminho
Pascom da Paróquia Cristo Rei Imagens - Luís