segunda-feira, 20 de abril de 2026

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 20 DE ABRIL DE 2026

2ª. FEIRA DA III SEMANA


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DA PÁSCOA


Cor Branco


1ª. Leitura – At 6, 8-15

Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,8-15

Naqueles dias: 8Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais

entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com

cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com

Estêvão. 

10Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele

falava. 11Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: 'Ouvimos este homem

dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus.' 12Desse modo, incitaram o povo, os

anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao

Sinédrio. 13Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: 'Este homem não cessa

de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 

14E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os

costumes que Moisés nos transmitiu.' 

15Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e

viram seu rosto como o rosto de um anjo. Palavra do Senhor.

Reflexão – Deus não nos poupará de humilhações e até da morte.

As autoridades daquela época não conseguiam enxergar os sinais divinos

manifestados em Estevão que, cheio de graça e de poder fazia prodígios e

grandes manifestações entre o povo. Viam-no apenas como um homem que

atraia as massas e que poderia tirar deles o poder, por isso fomentavam a

inveja e a discórdia. No entanto, Estevão os vencia pela sabedoria com que

vivia e falava, revelando a força e o poder do Espírito Santo por meio das suas

ações e pregações. Estêvão se constitui para nós um exemplo de vida que se

ajusta aos ensinamentos deixados por Jesus como condição para segui-Lo. Só

seremos seguidores de Jesus se também estivermos firmes na união com o

Espírito de Deus. Tudo o que Estevão realizou também está ao nosso alcance

fazer. Sinais e prodígios de amor, de testemunho coerente com o que Jesus

veio ensinar poderão também se manifestar na nossa vida. Porém, precisamos

ter consciência de que também corremos o risco de despertar a inveja e a

incompreensão das pessoas que não comungam com o nosso modo de viver.

Deus não nos poupará de humilhações e até da morte. Pelo contrário, nestas

horas é que os sinais de Deus serão mais visíveis e perceptíveis em nós.

Muitos dos que olharam para Estevão e viram a sua expressão como a de um

anjo, com certeza, mudaram de ideia e se converteram. Assim também pode

acontecer por meio do nosso sacrifício, quando o Senhor liberta aqueles que

antes estavam presos no pecado e enganados pelas sugestões do mundo. Não

devemos nos admirar das perseguições, pois quando elas acontecem é sinal de

que estamos realizando prodígios com a sabedoria do Espírito Santo. Os sinais

de Deus na nossa vida são evidentes e a Sua verdade é clara. Estevão

inaugurou para a Igreja um tempo de martírio em vista do anúncio da Palavra.

Ainda hoje nós podemos constatar que onde a Palavra de Deus é anunciada, os

milagres e os prodígios acontecem, no entanto, acontecem também, as

perseguições e a injustiça - Como você se sente na hora que é injustiçado?

– Você desiste da sua missão de evangelizar quando as pessoas questionam


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sobre assuntos da Bíblia? – Você se sente seguro quando dá testemunho da

presença de Deus na sua vida? – Você confia na ação do Espírito Santo?

Salmo 118, 23-24. 26-27. 29-30 (R. 1b)

R. Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

23Que os poderosos reunidos me condenem;*

o que me importa é o vosso julgamento!

24Minha alegria é a vossa Aliança, *

meus conselheiros são os vossos mandamentos.R.

26Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, *

ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade!

27Fazei-me conhecer vossos caminhos, *

e então meditarei vossos prodígios!R.

29Afastai-me do caminho da mentira *

e dai-me a vossa lei como um presente!

30Escolhi seguir a trilha da verdade, *

diante de mim eu coloquei vossos preceitos.R.

Reflexão - O salmista nos ensina a permanecermos fiéis à Lei do Senhor e

assim progredirmos na sua vivência. Mesmo que os poderosos reunidos nos

condenem, mesmo que armem contra nós tramas e armadilhas, nós só

seremos felizes se nos mantivermos fiéis na Aliança com o Senhor. A

perseverança é o caminho por excelência para que nós prosperemos no nosso

intuito de fazer a vontade de Deus. O Senhor nos deu a Sua Lei como um

presente, compete a cada um de nós seguir a trilha da verdade para que

possamos caminhar em busca da felicidade.

Evangelho – Jo 6, 22-29

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 6,22-29

Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre

o mar. 22No dia seguinte, a multidão

que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus

não tinha subido para ela com os discípulos,

mas que eles tinham partido sozinhos. 23Entretanto, tinham chegado outras barcas

de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado

graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos,

subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.

25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe:

'Rabi, quando chegaste aqui?' 26Jesus respondeu: 'Em verdade, em verdade, eu vos

digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e

ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo

alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará.

Pois este é quem o Pai marcou com seu selo.' 28Então perguntaram: 'Que devemos

fazer para realizar as obras de Deus?'

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29Jesus respondeu: 'A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou'. Palavra

da Salvação.

Reflexão - Para que tenhamos a vida em abundância.

Assim como aquele povo se apegava somente ao que Jesus podia lhe

proporcionar física e materialmente, nós também costumamos procurar um

Deus que atenda as nossas conveniências. Neste Evangelho Jesus nos

conscientiza de que não quer ser paliativo, apenas para um momento, mas

quer ser pão que nos alimente a vida inteira. Infelizmente não estamos firmes

e confiantes Naquele que nos providencia o pão da vida. Buscar Jesus como

alimento somente na hora da nossa fome é emergencial e transitório. Pelo

contrário, quando somos perseverantes, Jesus se faz alimento do nosso dia a

dia e nos transforma e faz crescer humana e espiritualmente. Ele não quer

nos dar apenas migalhas, mas reforçar a nossa fé, fortalecer a nossa alma e

equilibrar os nossos sentimentos para que tenhamos a vida em abundância.

Por isso, Jesus manda que nos esforcemos pelo alimento que o Pai marcou

com o seu selo. O selo é o Espírito Santo que nos foi dado no Batismo e prover

para nós o alimento que vem do céu. A Palavra e a Eucaristia são o pão que

descem do céu, por isso, permanecem até a vida eterna. Somos mais felizes e

confiantes na medida em que nos alimentamos com Jesus, o pão que desce do

céu. A multidão que continua procurando Jesus está no mundo, envolvida

com as coisas materiais e passageiras, com felicidades efêmeras, com

momentos de euforia e não percebe que para encontrar Jesus nós precisamos

apenas nos dirigir a Ele que habita no mais profundo do nosso coração, lá

onde está o nosso espírito. Basta para nós, a graça de parar em nós mesmos

penetrando no nosso eu mais profundo para encontrar o autor das obras que

nos fazem felizes


. – Você tem fome de Deus? – Onde você tem procurado o

alimento que pode matar a sua fome? –Você sente algum vazio dentro de

si? - Você já experimentou abastecer-se com a Palavra de Deus seguindo

os Seus conselhos? – O que você entende quando Jesus fala sobre o

alimento que o Pai marcou com seu selo? – Qual será o selo?


Helena Serpa, 

Funddora da Comunidade Missionária  Um Novo  Caminho

SANTO DO DIA - SANTA INÊS DE MONTEPULCIANO

Origem

Italiana, nasceu numa aldeia chamada Graciano, vizinha da cidade de Montepulciano. Filha de uma rica família chamada Segni, aos 4 anos já sabia rezar as orações do Pai-Nosso e Ave-Maria. Desde os seis anos, disse aos pais que queria se tornar freira, eles porém, não aceitavam. 

Espiritualidade mística
Santa Inês viveu experiências místicas e de forte combate espiritual. Uma delas foi quando sofreu um ataque por demônios que assumiram a forma de corvos e feriram sua cabeça com as garras e bicos. Ao chegar em casa, os pais ficaram muito preocupados com o que aconteceu, e mesmo a contragosto, permitiram a entrada tão cedo, aos 9 anos, no convento das freiras de São Domingos. Aos 15 anos, foi eleita superiora devido à grande percepção da realidade, sua maturidade. 

Êxtase espiritual
Em sua vida de oração, quando rezava entrava em êxtase e até demoradas levitações. Brotavam rosas e lírios com perfume onde ela ajoelhava para rezar. Devido aos inúmeros acontecimentos sobrenaturais, as irmãs de sua congregação testemunharam muitos destes fenômenos.

 “Minhas filhas, amai-vos umas às outras, porque a caridade é o sinal dos filhos de Deus!” – Santa Inês de Montepulciano

Evangelizou no prostíbulo
Possuía uma grande determinação, o dom da profecia e uma vida de santidade já em sua juventude. Dispôs-se a evangelizar um famoso prostíbulo que havia próximo do local onde vivia. Ela profetizou que ali seria um convento. Evangelizou um grande número de mulheres naquele local, anunciando o Evangelho de Jesus, mostrando-lhes um sentido novo para suas vidas e a misericórdia de Deus. Grande foi a conversão daquelas mulheres, que deixaram a prostituição e o local se tornou um convento habitado por ex-prostitutas, e se destacou por modelo de virtude, de ordem, de amor, de oração e de fraternidade entre as irmãs. Testemunho da presença e ação de Deus na recuperação das pessoas que não tinham mais esperança. 

Corpo incorrupto
Inês faleceu no dia 20 de abril de 1317, aos 43 anos, acometida por uma grave e dolorosa enfermidade. Seu túmulo passou a ser local de peregrinação e grandes milagres aconteceram ali por sua intercessão. Seu corpo se encontra incorrupto. Foi encontrado em perfeito estado de conservação e enviado para a Igreja Dominicana em Orvieto, onde se encontra até hoje. Em 1726, foi canonizada pelo Papa Bento XIII.

Minha oração
“Santa Inês, exemplo de humildade, caridade, vigilância, vida de intensa oração, abençoai-me e olhai para mim. Pois vos olho como quem intercederá junto a Jesus por mim e minha família,  já que necessitamos de tantas virtudes e graças. Concedei-nos a vossa fé, vossa beleza interior, o vosso amor. Que assim seja. Amém.”

Santa Inês de Montepulciano, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

domingo, 19 de abril de 2026

SANTO DO DIA - SÃO LEÃO IX

 

Origem!

São Leão IX, Brunone dos Condes de Egisheim, seu nome de Batismo, nasceu em Eguisheim, região da Alsácia (território francês). Pertencia a uma família de grandes vassalos (classe do período medieval, responsável por servir aos seus senhores feudais).

Vida e início do serviço à Igreja
Foi confiado aos cuidados e educação do Bispo de Toul, que o fez doutorar em direito canônico. Ao completar 18 anos, tornou-se cônego e, aos 22, diácono. Obediente ao Bispo e Rei, no ano de 1025, comandou cavaleiros alemães na batalha, conforme costume da época. Em seguida, em virtude do serviço prestado, recebeu uma sede episcopal e, em 1027, tornou-se Bispo de Toul, função que ocuparia pelos próximos 25 anos. Como Bispo, ficou conhecido por sua defesa valorosa à Igreja. Reformou a vida nos conventos e a forma de evangelização na diocese.

Eleito Papa
Em 1049, aos 47 anos, foi eleito Papa e sucedeu ao curto papado de Dâmaso II. Relutou em aceitar a sua escolha como Pontífice e só aceitou após a aprovação do clero romano e do povo. Como Papa, empenhou-se em reformas na vida do clero e extinguiu a simonia, que é a venda de favores divinos, como, por exemplo, a “venda” de bênçãos. É tido como iniciador da Reforma Gregoriana. Convocou, ao longo de seu papado, vários sínodos.

São Leão IX: defendeu o celibato sacerdotal

Luta contra simonia
Lutou fortemente contra o fim da simonia, defendeu o celibato sacerdotal, foi contra a nomeação de Bispos como príncipes imperiais, buscou restabelecer os valores do cristianismo primitivo. Foi também o primeiro Papa a realizar viagens pela Europa. Selou a paz entre Hungria e Alemanha, evitando uma guerra iminente.

Cisma do Oriente
Foi durante o seu papado que o Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, começou a agir de forma contrária e crítica aos ritos comuns à Igreja Latina. O Papa defendeu a tradição latina; e, com a atitude inacessível de Miguel, enviou um representante para negociar com o Patriarca e evitar conflitos maiores, mas, devido às divergências existentes, as tentativas resultaram nas excomunhões mútuas, mesmo após a morte do Papa, que levaram ao Grande Cisma, a separação da Igreja Romana e Ortodoxa.

Perseguição e morte 
Os normandos invadiram a Itália e, em defesa do povo, o Papa e os habitantes pegam em armas, com apoio e reforço do Império. Mas os normandos venceram e, entre junho de 1053 e março de 1054, foi mantido prisioneiro. Ainda que foi tratado com respeito pelos seus adversários, enfraqueceu-se e assim que retornou a Roma, morreu pouco depois, em abril de 1054. Com apenas 5 anos de Pontificado, é tido como como um guia revolucionário da Igreja. No dia de sua morte, é celebrado sua festa. Seu corpo se encontra na Basílica de São Pedro em Roma.

Minha oração
“Que São Leão IX seja este exemplo de defesa e exemplo a favor da Igreja. Que ele possa interceder, principalmente por aqueles que são autoridades eclesiásticas, para que busquem sempre a defesa da Fé e do povo de Deus.”

São Leão IX, rogai por nós!


 

 

EANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para

um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto

conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então

Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles pararam, com o rosto

triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és o único peregrino em

Jerusalém

que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que foi?' Os

discípulos responderam:

'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e

palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e

nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós

esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias

que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso

grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram

o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está

vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres

tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem inteligência e

lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia

sofrer tudo isso

para entrar na sua glória?' 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,

explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais

adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:

'Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!'

Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão,

abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e

eles reconheceram Jesus.

Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava

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ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as

Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém

onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram:

'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois contaram o

que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 19 DE ABRIL DE 2026

TERCEIRO DOMINGO DA PÁSCOA


Cor Branco


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1ª. Leitura – At 2, 14.22-33

Leitura dos Atos dos Apóstolos 2,14.22-33

No dia de Pentecostes, 14Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e

falou à multidão: 22'Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um

homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus

realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis.

23Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos

dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24Mas Deus ressuscitou a Jesus,

libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse.

25Pois Davi dele diz: Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha

direita para eu não vacilar. 26Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha

língua e até minha carne repousará na esperança. 27Porque não deixarás minha alma

na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção.

28Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria.

29Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi

sepultado e seu

sepulcro está entre nós até hoje. 30Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara

solenemente que um de seus descendentes

ocuparia o trono. 31É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com

as palavras: Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a

corrupção.

32Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos

testemunhas. 33E agora, exaltado pela direita de Deus,

Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como

estais vendo e ouvindo. Palavra do Senhor.

Reflexão – Jesus Cristo é o Senhor da nossa morte e da nossa vida!

Discorrendo sobre o que já prediziam os profetas e os salmos, Pedro tentava

esclarecer os mistérios da redenção mostrando aos judeus a legitimidade da

Palavra que se atualizava em Jesus Cristo. No entanto, apesar de conhecerem

as Escrituras eles não tinham consciência do que poderia significar o que já

estava escrito e não percebiam que a mensagem central da Sagrada Escritura

é, sem dúvida, a Ressurreição de Jesus Cristo. Nela se manifesta o poder que

Deus tem sobre o pecado e a morte. Por isso, os onze apóstolos que tiveram a

experiência com o Cristo ressuscitado dos mortos corajosamente e com

firmeza, puderam falar à multidão dos homens de Israel. O intuito de Pedro,

porém, era de fazê-los reconhecer o seu pecado e então, se converterem.

Todos nós também precisamos refletir e avaliar na nossa responsabilidade

diante dos fatos ocorridos com Jesus Cristo. Foi por nós, que tudo aconteceu!

É importante ainda, percebermos que foi o poder amoroso do Pai quem

ressuscitou Jesus dos mortos e que, por nossa causa Jesus foi ressuscitado.

Portanto, Jesus Cristo é o Senhor da nossa morte e da nossa vida. A morte

para o pecado e a nova vida de conversão. Jesus não foi abandonado na região

dos mortos nem nós tão pouco ficaremos no sepulcro, porque a nossa alma

anseia por estar com o Pai, o Filho e o Espírito Santo, no céu. – Você cultiva a

esperança de uma nova vida aqui mesmo e, depois, no céu? – Você tem

consciência de que crucificou a Jesus Cristo? – O que você acha da

determinação de Pedro em falar para a multidão e da ousadia dos

apóstolos?


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Salmo 15,1-2a.5.7-8.9-10.11

R. Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

2Digo ao Senhor: 'Somente vós sois meu Senhor:*

nenhum bem eu posso achar fora de vós!'

5Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,*

meu destino está seguro em vossas mãos!R.

7Eu bendigo o Senhor, que me aconselha,*

e até de noite me adverte o coração.

8Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,*

pois se o tenho a meu lado não vacilo.R.

9Eis por que meu coração está em festa,

minha alma rejubila de alegria,*

e até meu corpo no repouso está tranqüilo;

10pois não haveis de me deixar entregue à morte,*

nem vosso amigo conhecer a corrupção. R.

11Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto a vós, felicidade sem limites,*

delícia eterna e alegria ao vosso lado!R.

Reflexão - O salmo preanuncia a alegria de Jesus ressuscitado que confiou no

poder do Pai. Podemos hoje, nós também, cantar este salmo nos apossando da

alegria de quem tem consciência de que o Pai está perto e que o ampara em

todos os momentos da sua vida. Junto do Senhor está a nossa felicidade e

perto Dele nós vivemos, desde já, as delícias eternas preparadas para quem o

invoca.

2ª. Leitura – I Pd 1, 17-21

Leitura da Primeira Carta de São Pedro 1,17-21

Caríssimos: 17Se invocais como Pai aquele que sem discriminação

julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante

o tempo de vossa migração neste mundo. 18Sabeis que fostes resgatados da vida fútil

herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro,

19mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem

defeito. 20Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos

tempos, ele apareceu,

por amor de vós. 21Por ele é que alcançastes a fé em Deus.

Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança

estão em Deus. Palavra do Senhor.

Reflexão - É pela ressurreição de Jesus que adquirimos a esperança de

uma vida futura promissora.

Há pessoas no mundo que não têm experiência com Deus e vivem aqui como

se este fosse o nosso destino. Por isso, é providencial que paremos para

refletir nas palavras de São Pedro. Somos migrantes neste mundo, a nossa


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vida passa como um sopro e nem sempre conseguimos cumprir todas as metas

a que nos propomos para obter sucesso e para ser feliz. Por conseguinte,

precisamos estar bem conscientes de que a nossa felicidade não está posta

nas coisas materiais, como o ouro e a prata, pois estas nos são úteis somente

enquanto por aqui passamos. Nós fomos resgatados pelo sangue precioso de

Cristo por amor, e é pela fé na Sua ressurreição que adquirimos a esperança

de alcançar uma vida futura promissora. Respeitar a Deus significa viver em

conformidade com os Seus ensinamentos e não O desafiar querendo seguir

caminhos diversos do que prega a Sua Palavra. A nossa alma anseia pelos

caminhos do Senhor. Quando nos envolvemos apenas com o mundo material

nós perdemos o nosso referencial de filhos e filhas de Deus e entramos na

frustração, por isso mesmo, tantas pessoas se sentem fracassadas e

desiludidas. – Em que consiste hoje a sua esperança? – Em quem você tem

colocado a sua atenção para receber direcionamentos para a sua vida? –

Você tem vivido como filho e filha de Deus ou apenas como bastardo?

Evangelho – Lc 24, 13-35

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 24,13-35

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para

um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém.

14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15Enquanto

conversavam e discutiam,

o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.

16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então

Jesus perguntou: 'O que ides conversando pelo caminho?' Eles pararam, com o rosto

triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: 'Tu és o único peregrino em

Jerusalém

que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?' 19Ele perguntou: 'O que foi?' Os

discípulos responderam:

'O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e

palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e

nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós

esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias

que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso

grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram

o corpo dele.

Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está

vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres

tinham dito.

A ele, porém, ninguém o viu.' 25Então Jesus lhes disse: 'Como sois sem inteligência e

lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia

sofrer tudo isso

para entrar na sua glória?' 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas,

explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais

adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo:

'Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!'

Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão,

abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e

eles reconheceram Jesus.

Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: 'Não estava

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ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as

Escrituras?' 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém

onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram:

'Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!' 35Então os dois contaram o

que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Palavra da Salvação.

Reflexão – Jesus caminha conosco e nos fala a todo o momento.

Tal qual os discípulos de Emaús, nós também vivemos hoje como cegos e

surdos às evidências de Cristo ressuscitado. Conversamos sobre as coisas que

ouvimos falar nas Escrituras, apreciamos as Suas mensagens, nos

surpreendemos com os fatos e acontecimento, no entanto, o que lemos e

aprendemos não nos induz a perceber que o próprio Jesus caminha conosco e

nos fala a todo o momento. Partilhamos a Sua Palavra como se ouvíssemos

falar de algo que aconteceu há dois mil anos e como se fôssemos cegos, nós

também não enxergamos Jesus que, pela Sua Palavra se faz presente na nossa

história para mudar o rumo dos seus acontecimentos. Sempre estamos

esperando que as coisas aconteçam em conformidade com o que já

planejamos. Entendemos que não deveria haver choro, nem sofrimento, e que

num passe de mágica as nossas dores deveriam desaparecer. Nunca admitimos

o desencontro, o plano frustrado nem o que aconteceu fora dos nossos

padrões de expectativa. Nós nos escandalizamos porque apesar de ser pessoas

de oração e nos considerar cristãos verdadeiros, ainda não vimos se

cumprirem na nossa vida as promessas que Deus já nos fez. Jesus hoje quer

fazer conosco como fez com os discípulos de Emaús e se apresenta diante de

nós com o poder da Sua ressurreição, e, também nos repreende: “como sois

sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram!” Na

realidade, como cristãos, nunca poderemos duvidar da Palavra de Deus, desde

os profetas e até Jesus que veio nos revelar os mistérios do Pai. Nunca

deveremos nos esquecer de que partilhamos Jesus na Eucaristia, e que é Ele

próprio quem parte o Seu Corpo no Pão que sacia a nossa fome e eleva o

Cálice do Seu Sangue que mata a nossa sede. Quando sentimos a presença de

Jesus, da mesma forma como os discípulos de Emaus nós também percebemos

que alguma coisa mudou no interior do nosso coração que arde em zelo

mesmo que nada de extraordinário tenha acontecido. Precisamos ter mais

consciência de que possuímos um verdadeiro manancial de salvação ao nosso

dispor e que se assim quisermos, Jesus nunca irá sair de perto de nós quando

chegar a noite escura da desolação. A certeza de que realmente o Senhor

ressuscitado está muito perto de nós, poderá mudar toda a nossa

compreensão dos fatos e acontecimentos da nossa caminhada aqui na terra.


- O que você tem apreendido com as Escrituras? – Você já percebeu que a

Bíblia é o próprio Jesus nos instruindo a viver feliz? – Você tem consciência

de que Jesus caminha muito perto de nós? – O que você sente quando O

adora na Hóstia Consagrada? – Você se decepciona com os fracassos da sua

vida ou espera a vitória final?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

sábado, 18 de abril de 2026

IGREJA NO BRASIL REZA POR BISPOS JUBILANDOS DURANTE CELEBRAÇÃO EUCARSTICA NO SANTUÁRIO ACIOONAL

I

Na manhã deste sábado, 18 de ab


ril, o episcopado brasileiro e fiéis de diversas regiões do país reuniram-se no Santuário Nacional de Aparecida para a celebração da Eucaristia com Laudes, no contexto da 62ª Assembleia Geral da CNBB. A celebração foi presidida pelo arcebispo de São Salvador da Bahia, primaz do Brasil, Cardeal Sergio da Rocha, e marcada pela oração pelos arcebispos e bispos que celebram, em 2026, seus jubileus presbiterais e episcopais.

Concelebraram a Eucaristia dom Pedro Luiz Stringhini, que celebra 25 anos de ordenação episcopal; dom Fernando José Monteiro Guimarães, com 55 anos de ordenação presbiteral; dom Carlos Verzeletti, que completa 50 anos de ministério presbiteral; dom Francisco Agamenilton Damascena, com 25 anos de ordenação presbiteral; e dom Juarez Delorto Secco, também celebrando 25 anos de presbiterado.

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Na homilia, dom Sergio, que completa 25 anos de episcopado, refletiu sobre o Evangelho que narra a travessia dos discípulos em meio à tempestade, destacando as dificuldades enfrentadas na missão e na vida cotidiana.

O cardeal recordou que, assim como os discípulos tiveram medo diante do vento forte e do mar agitado, também hoje a Igreja e os fiéis atravessam situações de sofrimento, crise e provação. “Há momentos em que não conseguimos reconhecer a presença de Jesus”, afirmou, ressaltando, porém, que o Senhor se aproxima e encoraja: “Sou eu, não tenhais medo”.

O arcebispo primaz do Brasil destacou ainda que a confiança em Cristo sustenta a caminhada missionária, especialmente nos momentos mais difíceis. Segundo ele, não se pode desanimar diante das adversidades, mas é preciso renovar a esperança e a fé naquele que permanece com o Seu povo. “Necessitamos sempre de Jesus na barca para, com Ele, chegar à margem”, disse, enfatizando que a presença do Ressuscitado fortalece e impulsiona a missão da Igreja.

Ao concluir, dom Sergio recordou que a Igreja é chamada a ser missionária, misericordiosa e solidária, indo ao encontro dos pobres e sofredores. Inspirado no testemunho dos jubileus celebrados, exortou os pastores e todo o povo de Deus a perseverarem no serviço, confiantes na graça divina. A celebração foi também um momento de ação de graças pela fidelidade vocacional dos bispos jubilandos, confiando à intercessão de Nossa Senhora Aparecida a caminhada da Igreja no Brasil.

Por Sara Gomes - Equipe de Comunicação da 62ª AG CNBB

Fonte:

Igreja no Brasil reza por bispos jubilandos durante Celebração Eucarística no Santuário Nacional

Na manhã deste sábado, 18 de abril, o episcopado brasileiro e fiéis de diversas regiões do país reuniram-se no Santuário Nacional de Aparecida para a celebração da Eucaristia com Laudes, no contexto da 62ª Assembleia Geral da CNBB. A celebração foi presidida pelo arcebispo de São Salvador da Bahia, primaz do Brasil, Cardeal Sergio da Rocha, e marcada pela oração pelos arcebispos e bispos que celebram, em 2026, seus jubileus presbiterais e episcopais.

Concelebraram a Eucaristia dom Pedro Luiz Stringhini, que celebra 25 anos de ordenação episcopal; dom Fernando José Monteiro Guimarães, com 55 anos de ordenação presbiteral; dom Carlos Verzeletti, que completa 50 anos de ministério presbiteral; dom Francisco Agamenilton Damascena, com 25 anos de ordenação presbiteral; e dom Juarez Delorto Secco, também celebrando 25 anos de presbiterado.

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Na homilia, dom Sergio, que completa 25 anos de episcopado, refletiu sobre o Evangelho que narra a travessia dos discípulos em meio à tempestade, destacando as dificuldades enfrentadas na missão e na vida cotidiana.

O cardeal recordou que, assim como os discípulos tiveram medo diante do vento forte e do mar agitado, também hoje a Igreja e os fiéis atravessam situações de sofrimento, crise e provação. “Há momentos em que não conseguimos reconhecer a presença de Jesus”, afirmou, ressaltando, porém, que o Senhor se aproxima e encoraja: “Sou eu, não tenhais medo”.

O arcebispo primaz do Brasil destacou ainda que a confiança em Cristo sustenta a caminhada missionária, especialmente nos momentos mais difíceis. Segundo ele, não se pode desanimar diante das adversidades, mas é preciso renovar a esperança e a fé naquele que permanece com o Seu povo. “Necessitamos sempre de Jesus na barca para, com Ele, chegar à margem”, disse, enfatizando que a presença do Ressuscitado fortalece e impulsiona a missão da Igreja.

Ao concluir, dom Sergio recordou que a Igreja é chamada a ser missionária, misericordiosa e solidária, indo ao encontro dos pobres e sofredores. Inspirado no testemunho dos jubileus celebrados, exortou os pastores e todo o povo de Deus a perseverarem no serviço, confiantes na graça divina. A celebração foi também um momento de ação de graças pela fidelidade vocacional dos bispos jubilandos, confiando à intercessão de Nossa Senhora Aparecida a caminhada da Igreja no Brasil.

Por Sara Gomes - Equipe de Comunicação da 62ª AG CNBB

Fonte: https://www.cnbb.org.br/igreja-no-brasil-reza-por-bispos-jubilandos-durante-celebracao-eucaristica-no-santuario-nacional/

FUNDADOR DAS EQUIPES DE NOSSA SENHORA (ENS) SE TORNA VENERÁVEL

  

O Papa Leão XIV autorizou, nesta segunda-feira (23), a promulgação dos decretos do Dicastério para as Causas dos Santos, de seis novos veneráveis. Entre eles está o reconhecimento das virtudes heroicas do fundador do movimento Equipes de Nossa Senhora (ENS), padre Henri Caffarel. Dessa forma, a Igreja reconhece que ele viveu de forma exemplar as virtudes cristãs, confirmando a profundidade espiritual de sua vida e de sua missão.

Biografia

Padre Henri Caffarel nasceu em Lyon em 1903. Ele foi ordenado em Paris, em abril de 1930. Em resposta ao apelo dos casais que querem viver o sacramento do matrimônio, ele começou na paróquia de Santo Agostinho, as equipes de casais, cujo número cresceu rapidamente. Pouco a pouco, Padre Caffarel deu
orientação espiritual a estes casais a fim de aprofundar a própria graça do sacramento do matrimônio.

Para ajudar essas equipes, em 1947, ele escreveu a Carta das Equipes de Nossa Senhora para ajuda-los a viver o Evangelho, especialmente através de pontos concretos de esforço. Além disso, ele incentivou todos os membros das Equipe para seguir seu apostolado em suas Paróquias e dar testemunho no mundo. No mesmo período ele fundou dois outros movimentos: Esperança de Vida, movimento de viúvas, e a Irmandade de Nossa Senhora da Ressurreição, um Instituto de viúvas seculares. Ele morreu em 18 de setembro de 1996.

Próximos Passos na Causa de Canonização

Com o título de Venerável, a fase romana do processo avança para a análise de possíveis milagres.

“Caffarel nos ensinou que a felicidade no casamento não é um acidente, mas um projeto de Deus”, afirmou um dos postuladores da causa.

O Padre Henri Caffarel faleceu em 18 de setembro de 1996, em Troussures, mas sua voz continua ecoando através de milhares de casais que, todas as noites, praticam o “Dever de Sentar-se” e buscam a santidade no cotidiano.

As Equipes de Nossa Senhora (ENS) hoje

O movimento fundado por Caffarel expandiu-se rapidamente pelo mundo e é hoje uma das maiores associações de fiéis da Igreja Católica.

  • Presença Global: O movimento está presente em mais de 90 países, nos cinco continentes.
  • A Estrutura: Grupos de 5 a 7 casais, acompanhados por um conselheiro espiritual (sacerdote), que se reúnem mensalmente para partilhar a vida, orar e estudar.
  • O Legado em números: Estima-se que existam mais de 160 mil membros ativos no mundo, com uma presença fortíssima no Brasil, que é uma das maiores super-regiões do movimento.

Para saber mais sobre a vida e o legado do agora Venerável Padre Henri Caffarel, e descobrir como o carisma das Equipes de Nossa Senhora pode fortalecer a espiritualidade do seu casal, convidamos você a explorar os canais oficiais de comunicação do movimento. Visite o portal das ENS (www.ens.org.br) e acompanhe as redes sociais @ensbrasil para ficar por dentro das atualizações sobre o processo de canonização, além de acessar conteúdos formativos e testemunhos sobre a mística da vida conjugal.

Fonte: Portal Vida e Família

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 20 DE ABRIL DE 2026 2ª. FEIRA DA III SEMANA 65 DA PÁSCOA Cor Branco 1ª. Leitura – At 6, 8-15 Leitura dos Atos dos Apóstolos 6,8-15 Naqueles...