Após
o Angelus dominical, Leão XIV faz votos de “um envolvimento generoso da
comunidade internacional” para ajudar a população, especialmente mulheres e
crianças, que sofre com a seca e episódios de violência no país do Chifre da
África. Em memória dos prisioneiros da Segunda Guerra Mundial, ele convida a
não esquecer, “mas a aprender com a história para não repetir os erros do
passado”
Vatican News
O Papa acompanha “com grande
preocupação” a crise humanitária em curso em algumas regiões da Somália e
ressaltou isso após a oração do Angelus deste domingo, 20 de setembro,
lembrando que, no país do Chifre da África, “episódios de violência e fenômenos
climáticos extremos estão agravando as condições de vida já precárias da
população, especialmente de mulheres e crianças”.
Faço votos de um envolvimento
generoso da comunidade internacional, para que não falte a esses nossos irmãos
e irmãs a assistência necessária.
Leão
XIV no Angelus: diante de Deus não há lugar para invejas nem divisões
Deus tem caminhos diferentes e pensamentos novos também para aqueles que se consideram os primeiros e acham que conseguiram o que são por si mesmos, que mereceram
Seca e violência na Somália
A Somália está enfrentando mais uma seca prolongada. Uma
emergência humanitária que coloca em risco a vida de milhões de pessoas, entre
elas quase 2 milhões de crianças, que ficaram sem água nem alimentos
suficientes. No total, segundo denúncias de organizações humanitárias
internacionais, quase 6 milhões de somalis enfrentam hoje uma fome aguda. Um
número que dobrou em relação ao início de 2025. Uma grave seca atinge algumas
regiões do norte, à qual se somam conflitos e deslocamentos e, na esteira da
guerra no Irã, o aumento dos custos do combustível e dos fertilizantes.
Guerras: aprender com a história para não
repetir erros
Ao saudar os muitos fiéis e peregrinos presentes na Praça São
Pedro e aqueles conectados através dos meios de comunicação, Leão XIV enviou
sua bênção à população de Pescantina, na província de Verona - norte da Itália
-, “que neste domingo se reúne em torno do monumento aos ex-internados, para
lembrar aqueles que foram deportados e feitos prisioneiros durante a Segunda
Guerra Mundial”.
Faço isso para
ressaltar que não devemos esquecer, mas aprender com a história para não
cairmos novamente nos erros do passado.
Saudações aos poloneses, eslovacos e romanos
Em particular, o Pontífice deu as boas-vindas ao bispo e aos
fiéis da Diocese de Toruń, na Polônia, “que visitam na Itália os locais dos
milagres eucarísticos”, bem como às famílias provenientes da Diocese de Spiš,
na Eslováquia, onde neste domingo se realiza, em Bratislava, a Marcha Nacional
pela Vida. Em seguida, saúdou os padres jesuítas que iniciam seu novo percurso
de estudos em Roma, o grupo da paróquia romana da Sagrada Família de Nazaré,
juntamente com a Polisportiva Centocelle e o oratório “São José Manyanet”.
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