“Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós, conosco: sua compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de redenção”. O Papa Leão, ao introduzir a recitação do Angelus, comentou o Evangelho deste domingo (14/06) para sublinhar que “o Filho de Deus olha para as pessoas, olha para a humanidade.
Silvonei José – Vatican News
O Papa, durante o Angelus neste 11º
Domingo do Tempo Comum, ao comentar o Evangelho do dia com os fiéis reunidos na
Praça São Pedro, destacou que "Deus está atento aos sofrimentos do homem e
sofre com ele.” Tendo-se feito nosso irmão, o Filho de Deus olha para as
pessoas, olha para a humanidade: vê a opressão que subjuga e a violência que
tira as forças. Vê as feridas das guerras e o vazio do consumismo. "Ele vê
rostos reduzidos a máscaras, famílias destruídas pelo mal e jovens iludidos por
falsos ideais. Jesus vê e ama. Ele ama e sofre por nós e conosco: a sua
compaixão expressa não apenas proximidade fraterna, mas também a vontade de
redenção”.
“Ele, com efeito, - disse o Papa -
conhece o nosso coração e cuida dele: diante de tantas pessoas que são como
"ovelhas sem pastor, Cristo dedica-se a todas elas enquanto bom pastor e,
na qualidade de senhor da messe, envia trabalhadores para o campo do mundo”.
Leão também lembrou que entre os doze
apóstolos escolhidos por Jesus para sua missão estão “Simão, chamado Pedro, o
primeiro, e também Judas Iscariotes, o último, para nos lembrar que é possível
seguir Jesus e traí-lo, mas o Evangelho permanece para todos uma palavra viva e
verdadeira”.
A Boa Nova que atravessa os séculos é idêntica,
sempre jovem, fresca e libertadora: "O Reino do Céu está perto! Sim, está
próximo porque, em Jesus Cristo, Deus aproxima-se de cada homem e mulher, de
cada povo e nação".
Quando este Evangelho
é anunciado e praticado - sublinhou o Santo Padre -, o mal desmorona como uma
doença que chega ao fim, como uma noite que dá lugar à aurora, como a morte
vencida pelo Ressuscitado.
É assim – acrescentou o Papa -, "que o olhar de Jesus
transforma a realidade: a sua iniciativa, cheia de amor, dá vida a um povo novo
– a Igreja –, chamado a continuar a missão dos apóstolos: Recebestes de graça,
dai de graça".
"Sim, o dom de Jesus é totalmente gratuito, porque o seu valor
ultrapassa toda a medida: é impossível merecê-lo ou “comprá-lo”. Esta graça é o
belíssimo nome da misericórdia de Deus, que nos alcança em qualquer lugar, para
nos levar até a si”.
A Igreja é, portanto, chamada a dar continuidade à obra dos
apóstolos: “a tarefa de evangelizar nasce do dom de Deus que em Cristo se torna
perdão para o mundo, serviço aos mais pequenos e pobres, empenho pela justiça”.
Peçamos a ajuda da Virgem Maria, cheia de graça, a fim de
respondermos com alegria e coragem à missão para a qual Jesus nos chama,
concluiu o Pontífice..
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