A Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Na presença do Senhor nada permanece como antes. Este é o início da esperança. Foi o que disse Leão XIV na manhã desta terça-feira nesta solenidade da Epifania do Senhor, cuja celebração marcou o encerramento do Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro
Raimundo de Lima –
Vatican News
“Queridos
irmãos e irmãs, é bom sermos peregrinos de esperança. E é bom continuar a
sê-lo, juntos!”: foram palavras do Santo Padre na solenidade da Epifania do
Senhor esta terça-feira, 6 de janeiro, cuja celebração marcou o encerramento do
Jubileu da Esperança, com o fechamento da Porta Santa da Basílica de São Pedro,
concluindo assim oficialmente o Ano Santo iniciado em 24 de dezembro de 2024.
O Papa Leão XIV fecha a Porta Santa da Basílica de São Pedro (@Vatican
Media)
Fechamento da Porta Santa da Basílica Vaticana
De
fato, a celebração teve início com o rito de fechamento da Porta Santa da
Basílica Vaticana, por onde passaram mais de 33 milhões de fiéis e peregrinos
ao longo deste Ano jubilar. Na homilia da solene celebração, com a participação
de 5.800 fiéis e peregrinos na Basílica e 10 mil que acompanharam a Missa dos
telões na Praça São Pedro, Leão XIV destacou:
“A
Porta Santa desta Basílica que, por último, hoje foi fechada, recebeu o fluxo
de inúmeros homens e mulheres, peregrinos de esperança, a caminho da Cidade
cujas portas estão sempre abertas, a nova Jerusalém. Quem foram eles e o que os
motivava? No final do Ano Jubilar, questiona-nos com particular seriedade a
busca espiritual dos nossos contemporâneos, muito mais rica do que talvez
possamos compreender. Milhões deles atravessaram a soleira da Igreja. E o que
encontraram? Que corações, que atenção, que acolhimento?”
O Jubileu veio para nos lembrar que é
possível recomeçar
Os
Magos trazem a Jerusalém uma pergunta simples e essencial: “Onde está o rei dos
judeus que acaba de nascer?”, prosseguiu o Papa. Como é importante que quem
atravessa a porta da Igreja sinta que o Messias acaba de nascer ali e que ali
se reúne uma comunidade na qual surgiu a esperança e que ali está a acontecer
uma história de vida!
“O
Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos
ainda no início, que o Senhor deseja crescer no meio de nós, deseja ser o
Deus-conosco. Sim, Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda
hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e
novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres,
santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua
justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo.”
Quantas
epifanias nos são concedidas ou estão prestes a ser concedidas! No entanto,
elas devem ser desviadas das intenções de Herodes, dos medos sempre prontos a
transformar-se em agressão. “Desde o tempo de João Baptista até agora, o Reino
do Céu tem sido objeto de violência e os violentos apoderam-se dele à força”.
Esta misteriosa expressão de Jesus, relatada no Evangelho de Mateus, disse o
Santo Padre, não pode deixar de nos fazer pensar nos numerosos conflitos com os
quais os homens podem resistir e até mesmo atingir o Novo que Deus reserva para
todos. Amar a paz e procurá-la significa proteger o que é santo e, por isso
mesmo, nascente: pequeno, delicado, frágil como uma criança. À nossa volta, uma
economia distorcida tenta tirar proveito de tudo. Vemo-lo: o mercado transforma
em negócios até mesmo a sede humana de procurar, viajar e recomeçar.
Celebramos
hoje a Epifania do Senhor, conscientes de que, na sua presença, nada permanece
como antes. Este é o início da esperança, ressaltou o Pontífice, lembrando que
somos vidas a caminho. Os lugares santos, como as catedrais, as basílicas, os
santuários, que se tornaram destinos de peregrinação jubilar, devem difundir o
perfume da vida, a impressão indelével de que um outro mundo começou.
“Perguntemo-nos: há vida na nossa Igreja? Há espaço para o que está a nascer?
Amamos e anunciamos um Deus que nos põe novamente a caminho?
” O Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar
Os
Magos trazem a Jerusalém uma pergunta simples e essencial: “Onde está o rei dos
judeus que acaba de nascer?”, prosseguiu o Papa. Como é importante que quem
atravessa a porta da Igreja sinta que o Messias acaba de nascer ali e que ali
se reúne uma comunidade na qual surgiu a esperança e que ali está a acontecer
uma história de vida!
“O
Jubileu veio para nos lembrar que é possível recomeçar, ou melhor, que estamos
ainda no início, que o Senhor deseja crescer no meio de nós, deseja ser o
Deus-conosco. Sim, Deus põe em questão a ordem existente: tem sonhos que ainda
hoje inspira nos seus profetas; está determinado a resgatar-nos de antigas e
novas escravidões; envolve jovens e idosos, pobres e ricos, homens e mulheres,
santos e pecadores nas suas obras de misericórdia, nas maravilhas da sua
justiça. Não faz barulho, mas o seu Reino já está a germinar em todo o mundo.”
Quantas
epifanias nos são concedidas ou estão prestes a ser concedidas! No entanto,
elas devem ser desviadas das intenções de Herodes, dos medos sempre prontos a
transformar-se em agressão. “Desde o tempo de João Baptista até agora, o Reino
do Céu tem sido objeto de violência e os violentos apoderam-se dele à força”.
Esta misteriosa expressão de Jesus, relatada no Evangelho de Mateus, disse o Santo
Padre, não pode deixar de nos fazer pensar nos numerosos conflitos com os quais
os homens podem resistir e até mesmo atingir o Novo que Deus reserva para
todos. Amar a paz e procurá-la significa proteger o que é santo e, por isso
mesmo, nascentFonte: e: pequeno, delicado, frágil como uma criança. À nossa volta, uma
economia distorcida tenta tirar proveito de tudo. Vemo-lo: o mercado transforma
em negócios até mesmo a sede humana de procurar, viajar e recomeçar.
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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-01/leao-xiv-missa-epifania-fechamento-porta-santa-conclusao-jubileu.html
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