16 DE NOVEMBRO DE 2025
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DOMINGO DA XXXIII SEMANA DO
TEMPO COMUM
Cor Verde
1ª Leitura - Ml 3,19-20a
Leitura da Profecia de Malaquias 3,19-20a
19Eis que virá o dia, abrasador como fornalha, em que todos os soberbos e
ímpios serão como palha; e esse dia vindouro haverá de queimá-los, diz o
Senhor dos exércitos, tal que não lhes deixará raiz nem ramo. 20aPara vós,
que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo salvação em suas
asas. Palavra do Senhor.
Reflexão - O sol da justiça é Jesus!
“O dia abrasador como fornalha”, virá para os soberbos e os ímpios que serão
queimados como palha e, consequentemente, apagados da vida. Porém, para
os que temem o nome do Senhor, “nascerá o sol da justiça trazendo salvação
em suas asas”. Refletindo sobre essa profecia cabe a cada um de nós
distinguir, no agora da nossa vida, de que lado nos encontramos. O sol da
justiça é Jesus, Salvação de todos aqueles que crerem Nele e O aceitarem
como Enviado de Deus. Ímpio, é aquele que se diz ateu, herege, incrédulo,
irreligioso, descrente, agnóstico, isto é, alguém que não acredita em Deus e,
por isso, O desconhece. O pecado da impiedade é aquele pelo qual tiramos
Deus do centro da nossa vida e sem nenhum respeito nos colocamos no Seu
lugar, como senhores da nossa existência. O dom do temor de Deus foi
ministrado no nosso Batismo e, consiste na capacidade que recebemos de
amá-Lo, respeitá-Lo, e, mais ainda, na nossa disposição em zelar o Seu Nome
reconhecendo que Ele é o nosso Criador e Pai e, por isso, nós não podemos
ofendê-lo. O temor a Deus nos leva a ter horror ao pecado e abraçar a
salvação progredindo na busca da santidade e da justiça. Por isso, o profeta
nos adverte e conscientiza de que Deus tem poder para nos condenar ou
salvar, dependendo da nossa disposição de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. Para isso,
nos foi dado o livre arbítrio de escolha. Com certeza, o “dia abrasador” já
está chegando e, precisamos nos posicionar num espaço em que, Jesus, o “sol
da justiça” possa nos cobrir e nos proteger do fogo que tenta nos destruir. -
Você acha que esse dia ainda virá ou já está acontecendo? - Em que lugar
você tem colocado Deus na sua vida? - Você, verdadeiramente, teme o
nome do Senhor? - Você tem medo de Deus?
Salmo - Sl 97,5-6.7-8.9a.9bc (R. cf. 9)
R.O Senhor virá julgar a terra inteira;
com justiça julgará.
5Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa*
e da cítara suave!
6Aclamai, com os clarins e as trombetas,*
ao Senhor, o nosso Rei! R.
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7Aplauda o mar com todo ser que nele vive,*
o mundo inteiro e toda gente!
8As montanhas e os rios batam palmas*
e exultem de alegria. R.
9aExultem na presença do Senhor, pois ele vem,*
vem julgar a terra inteira.
9bJulgará o universo com justiça*
9ce as nações com eqüidade. R
Reflexão - O Senhor vem julgar a terra inteira e o fará, com justiça e com
equidade, diz o salmista. O universo como um todo, isto é, todas as coisas
criadas serão ajuizadas pelo Seu Criador: a natureza, os animais, os vegetais,
os minerais e, o homem e a mulher, obra prima de Deus. O salmo nos dá a
entender que o momento do julgamento será de muita alegria e libertação,
por isso, o salmista nos convoca a cantar salmos de louvores e, intima a que
também, o mar, as montanhas e os rios aplaudam com júbilo, a manifestação
do Deus que virá nos libertar.
2ª Leitura - 2Ts 3,7-12
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses 3,7-12
Irmãos: 7Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos
vivido entre vós na ociosidade. 8De ninguém recebemos de graça o pão que
comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de
noite, para não sermos pesados a ninguém. 9Não que não tivéssemos o direito
de fazê-lo, mas
queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10Com efeito, quando
estávamos entre vós, demos esta regra: 'Quem não quer trabalhar, também
não deve comer'. 11Ora, ouvimos dizer que entre vós há alguns que vivem à
toa, muito ocupados em não fazer nada. 12Em nome do Senhor Jesus Cristo,
ordenamos e exortamos a estas pessoas que, trabalhando, comam na
tranquilidade o seu próprio pão. Palavra do Senhor.
Reflexão – Deus nos deu a responsabilidade de manter as coisas criadas.
“Quem não quer trabalhar também não deve comer”. São Paulo é claro
quando nos afirma que mesmo os que estão a serviço do reino, são chamados
a cooperar na construção da obra que Deus deixou para nós e não ser pesado a
ninguém. Assim está escrito: “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até
que voltes à terra de que foste tirado;” (Gen. 3, 19), portanto, façamos
também um exame de consciência e vejamos qual tem sido a nossa
contribuição na produção do pão que estamos comendo. Deus criou o mundo e
deu a cada um de nós a responsabilidade de administrar as coisas criadas.
Tudo o que Ele nos entregou é bom e útil para a nossa sobrevivência.
Contudo, as coisas por si só não vão acontecer se não houver um
comprometimento da nossa parte. O trabalho é um dom de Deus para
dignificar o homem e fazê-lo desenvolver os talentos que recebeu a fim de
construir um mundo justo, sociável e aprazível para se viver. Muitas pessoas
vivem equivocadas e dizem que tudo o que Deus criou é para todos. Sim, com
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certeza todos devemos ter oportunidade e acesso às coisas criadas, porém,
compete a cada um a transformação e a evolução de cada patrimônio que o
Senhor deixou para o bem comum. Diante disso, nós precisamos estar atentos
com as pessoas que, às vezes, usam de subterfúgios para fugir das
responsabilidades e, “ocupados em não fazer nada”, exploram outras
disfarçando a sua preguiça por detrás de enfermidades que nunca se acabam
exigindo e cobrando delas, ajuda como forma de caridade. Muitas vezes,
nesses casos, nós estamos contribuindo e sendo coniventes com a indolência
dos que usam dessa artimanha. – Você tem incentivado as pessoas que
vivem na indolência a assumir responsabilidade ou tem contribuído para
que continuem assim? – Você trabalha? – O seu trabalho é algo que o
sobrecarrega ou que o torna livre? – Você tem sido pesado a alguém? – Você
tem contribuído para a evolução do mundo criado por Deus? – Você tem
colhido o que plantou?
Evangelho - Lc 21,5-19
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 21,5-19
Naquele tempo: 5Algumas pessoas comentavam a respeito do Templo que era
enfeitado com belas pedras e com ofertas votivas.
Jesus disse: 6'Vós admirais estas coisas? Dias virão em que não ficará pedra
sobre pedra. Tudo será destruído.' 7Mas eles perguntaram: 'Mestre, quando
acontecerá isto? E qual vai ser o sinal de que estas coisas estão para
acontecer? 8Jesus respondeu: 'Cuidado para não serdes enganados, porque
muitos virão em meu nome, dizendo: 'Sou eu!' e ainda: 'O tempo está
próximo.' Não sigais essa gente! 9Quando ouvirdes falar de guerras e
revoluções,
não fiqueis apavorados. É preciso que estas coisas aconteçam primeiro, mas
não será logo o fim.' 10E Jesus continuou:
'Um povo se levantará contra outro povo, um país atacará outro país.
11Haverá grandes terremotos, fomes e pestes em muitos lugares; acontecerão
coisas pavorosas e grandes sinais serão vistos no céu. 12Antes, porém, que
estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às
sinagogas e postos na prisão;
sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. 13Esta
será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé.
14Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa;
15porque eu vos darei palavras tão acertadas,
que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. 16Sereis entregues
até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão
alguns de vós. 17Todos vos odiarão por causa do meu nome. 18Mas vós não
perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. 19É permanecendo firmes que
ireis ganhar a vida! Palavra da Salvação.
Reflexão – A fé nos faz enfrentar a luta!
Jesus nos fala claramente de coisas, fatos e acontecimentos que fazem parte
do nosso cotidiano e que são para nós sinais de que os Seus prognósticos já se
manifestam no mundo. Guerras, revoluções, terremotos, fome, peste,
miséria, violência, fazem parte das manchetes dos jornais e das edições
extraordinárias dos noticiários da TV. Jesus, porém, nos esclarece que ainda
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não é o fim, mas que é preciso que essas coisas aconteçam primeiro. O
objetivo principal da nossa meditação hoje, no entanto, é fazer uma avaliação
da influência que temos dentro desse cenário que se apresenta assim tão
sombrio. Imaginamos que as guerras são apenas aquelas que acontecem longe
de nós, entre os povos distantes, porém Jesus vem nos falar de perseguições
dentro da nossa própria casa, entre pais, irmãos, parentes e amigos. É,
justamente aí, que podemos estar situados como colaboradores das desgraças
que acontecem no mundo, atualmente. Os nossos relacionamentos dentro da
nossa família e da própria comunidade cristã, muitas vezes, ocorrem dentro
de um clima de disputas e rivalidades, que constituem os germes da violência
e da agressão. Nenhum de nós, nem as nossas famílias, estamos dispensados
dessas coisas pavorosas de que nos fala o Evangelho. Os sinais são evidentes e
são facilmente detectados na maneira como tratamos uns aos outros, com
grosseria ou ainda pior, com indiferença e desprezo. A nossa vida, às vezes, se
torna uma luta individual e, se pensarmos bem, nós não estamos aproveitando
os seus desafios para testemunhar a nossa fé firme com outras pessoas como
nos sugere Jesus. A fé nos faz enfrentar a luta! “É permanecendo firmes que
ireis ganhar a vida”, esse é o conselho de Jesus para nós, hoje. Portanto,
mesmo diante de tantos sinais de destruição, nós poderemos ter um coração
tranquilo e, na reta final de mais um ano de aprendizado, ter plena confiança
de que não perderemos nem um só fio de cabelo da nossa cabeça e que, a
nossa perseverança nos fará ganhar uma vida nova, no final de tudo.
- Qual a
mensagem pessoal que você tira desse Evangelho? - Você tem percebido no
mundo essas coisas pavorosas de que fala o Evangelho? - Como estão
acontecendo, as coisas dentro da sua casa? - As dificuldades pelas quais
você tem passado, o fazem mais confiantes ainda nas promessas do
Senhor? Reflita sobre isso.
Helena Serpa,
Fundadora da Comuniade Missionária Um Novo Caaminho
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