"Nós
carregamos este tesouro em vasos de barro" e "A minha graça te
basta", foram os lemas escolhidos por Dom Jaime Ortega y Alamino,
respectivamente para a ordenação sacerdotal e para a ordenação episcopal. Por
mais de 34 anos à frente da Arquidiocese de San Cristóbal de la Habana,
realizou intenso trabalho pastoral, com especial atenção aos leigos e jovens
para os quais construiu centros de encontro e formação.
Jackson Erpen - Cidade do Vaticano
Em
telegrama assinado pelo cardeal Secretário de Estado Pietro Parolin e enviado
ao arcebispo de San Cristóbal de La Habana, Dom Juan de la Caridad García
Rodríguez, o Papa Francisco expressa aos familiares do cardeal cubano Jaime
Lucas Ortega, falecido na sexta-feira aos 82 anos, ao clero e aos fiéis da
Arquidiocese, “suas condolências e paternal proximidade.”
Ademais,
“enquanto oferece sufrágios pelo eterno descanso do falecido, que serviu à
Igreja e a seus irmãos nos diferentes encargos que a Providência lhe confiou,
concede a Bênção Apostólica, como sinal de esperança cristã no Senhor
Ressuscitado”.
O cardeal Jaime Ortega y Alamino, que lutava contra um câncer,
faleceu pouco depois das 6 da manhã de sexta-feira, 26. Ele foi arcebispo da
capital cubana por 34 anos. Recebeu três Pontífices na Ilha: São João Paulo II
em 1998, Bento XVI em 2012 e o Papa Francisco em 2015.
Ao retornar a Cuba de estudos teológicos no Canadá, foi
ordenado sacerdote em 2 de agosto de 1964, na Catedral de Matanzas. Por São
João Paulo II foi nomeado bispo em 1978 e criado cardeal no Consistório de 26
de novembro de 1994. Participou dos Conclaves de abril de 2005, que
elegeu o Papa Bento XVI e de março de 2013, que elegeu o Papa Francisco.
O arcebispo emérito de San Cristóbal de La Habana também teve um
papel preponderante na reaproximação entre Cuba e Estados Unidos em 2014.
Fonte:
Vatican News

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