
No fim da tarde, a Procissão do Senhor Morto saiu da Catedral, percorrendo as ruas do Centro (foto de Tuno Vieira)
Os católicos que lotaram a Catedral acompanharam com fervor a Procissão do Senhor MortoCatedral Metropolitana de Fortaleza lotada, os católicos dedicaram o dia de ontem à celebração da "Paixão do Senhor". No fim da tarde, eles saíram em procissão pelas ruas do Centro.A Sexta-Feira Santa, na Igreja Católica é o único dia em que não se celebra a Eucaristia. A celebração tem alguma semelhança com a da Eucaristia na estrutura, mas difere por não ter oração eucarística, a mais importante parte da missa. A celebração da morte do Senhor consiste na adoração de Cristo crucificado, precedida pela Liturgia da Palavra e seguida pela comunhão eucarística. Presidida pelo arcebispo de Fortaleza, dom José Aparecido Tosi Marques, paramentado de vermelho, a celebração teve início com a entrada em silêncio do presidente e dos ministros, que se prostraram em adoração diante do altar. O momento seguinte foi o de Adoração da Cruz. Na comunhão, tomou-se a hóstia consagrada na Quinta-Feira Santa. Ao fim da celebração, dom José Aparecido destacou a morte de Jesus Cristo "pela redenção da fé".A Procissão do Senhor Morto saiu da Catedral até o Seminário da Prainha, retornando, em seguida, à Sé, onde os fieis beijaram a Santa Cruz e visitaram o Túmulo do Senhor Morto. Durante a Procissão, o sapateiro Josias Marcos da Silva, 69, repetiu o gesto de 26 anos, cumprindo toda a caminhada descalço, num simbólico ato de fé.Toda a liturgia católica do dia, enfim, foi em função de Cristo crucificado. A Liturgia da Palavra introduziu os fiéis no mistério do sofrimento e da morte de Jesus, que, como lembrou o pároco da Catedral, padre Clairton Alexandrino de Oliveira, foi uma ação de Cristo para a salvação de toda a humanidade. Hoje, Sábado de Aleluia, a partir das 20 horas, os católicos participam da Vigília Pascal.Os papangus, que costumavam representar a morte nas procissões da Quarta-Feira de Cinzas até meados do século XIX, ressurgiram, nessa Sexta-Feira Santa, em Fortaleza, por meio do Grupo Papangus do Ibadã. A professora de Química Wladiana Matos, 29, explicou que é um resgate cultural. Apesar de pouco conhecidos, eles ainda existem no interior.PAIXÃO DE CRISTOLiturgia das Horas introduziu reflexãoA Celebração das Horas, na manhã de ontem, teve o objetivo de chamar os fiéis à reflexão sobre o significado da morte de Jesus. Na Catedral Metropolitana de Fortaleza, a celebração foi presidida pelo arcebispo dom José Tosi Marques, com a recitação de salmos e muitos cânticos do livro Liturgia das Horas.Muitos fortalezenses foram à Catedral, antes de ir à praia ou viajar. Segundo o padre Clairton Alexandrino de Oliveira, a Celebração das Horas é um momento de devoção e de meditação, entre as atividades realizadas durante a Semana Santa. "Todo o dia da Sexta-feira Santa é para ser de meditação sobre a morte de Cristo", ressaltou.A Liturgia das Horas (também chamada Ofício Divino) é a oração pública e comunitária oficial da Igreja Católica. Consiste na oração cotidiana, em diversos momentos do dia, através de salmo s e cânticos, da leitura de passagens bíblicas e da elevação de preces a Deus.Na Igreja Nossa Senhora das Dores, no Otávio Bonfim, os passos de Cristo, da condenação à morte, foram lembrados às 5 horas, por meio de celebração presidida pelo frei Beto Breis.
Fonte: Maristela Crispim/Diário do Nordeste
Nenhum comentário:
Postar um comentário