
Destaque na mídia nacional por causa das denúncias contra os direitos humanos no estado do Pará, o bispo da Prelazia de Marajó (PA), dom José Luís Azcona Hermoso, participou de uma mesa redonda, na sexta-feira, 23, dentro da programação do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação, que termina hoje, em Belém, no Centro Cultural do Pará Tancredo Neves (Centur). O evento começou no dia 21 e reúne mais de 700 pessoas que debatem o tema “Terra, Água e Teologia, por um outro mundo possível”.
Ameaçado de morte juntamente com outros dois bispos e mais de 200 lideranças no Estado do Pará, dom Azcona lançou um desafio ao Fórum: “fazer um manifesto mundial a ser entregue às autoridades para chamar a atenção sobre a gravidade do problema na região”.
Em entrevista à revista Missões, dom Azcona reafirmou sua preocupação com a situação de abandono da Ilha em que é bispo. “Marajó é uma região abandonada pelas autoridades e esse abandono secular está aparecendo agora de um modo ameaçador”, disse o bispo. “A presença do narcotráfico, de modo acelerado, está levando a população a uma crise social e ética que coloca em risco sua própria sobrevivência”, ressaltou.
“Fizemos denúncias de exploração sexual de menores e adolescentes e de tráfico humano para a Europa, especialmente através da rota Breves, Macapá, Guiana Francesa e de lá para a Europa. E também de Marajó, Belém, Guarulhos (SP), para Madri, na Espanha, e de lá para toda a Europa. Estamos diante duma crise mundial em que a cobiça sexual se desenvolve de modo brutal e violento”, acrescentou dom Azcona.
Segundo afirmou, “o abandono econômico” da região tem levado ao aumento da exploração sexual de menores, de jovens, além do tráfico de seres humanos. “Eu chamaria essa política de descaso criminoso. Uma região sem lei está contribuindo para que grupos criminosos organizados construam o seu império”, denunciou.
Outra questão que preocupa o bispo é a segurança no estado do Pará. “Marajó virou questão de Segurança Nacional. Se a Segurança Nacional não funciona, o caminho fica aberto para o tráfico de armas, o tráfico humano e a biopirataria. Toda essa situação cria um ambiente de alto risco humano, eclesial e evangelizador”.
FórumDom Azcona ressaltou a importância para a Amazônia da realização do Fórum de Teologia em Belém. De acordo com o bispo, o evento ajuda para uma abertura do diálogo teológico da América Latina e do Brasil com o mundo. O bispo observa, contudo, que o Fórum poderia ter dado mais espaço à teologia que se faz no Brasil. “Creio que não houve essa mútua colaboração em diálogo com uma teologia que se faz no Brasil, especialmente na Amazônia, e que deseja abrir caminhos novos para outras teologias”, concluiu.
Ameaçado de morte juntamente com outros dois bispos e mais de 200 lideranças no Estado do Pará, dom Azcona lançou um desafio ao Fórum: “fazer um manifesto mundial a ser entregue às autoridades para chamar a atenção sobre a gravidade do problema na região”.
Em entrevista à revista Missões, dom Azcona reafirmou sua preocupação com a situação de abandono da Ilha em que é bispo. “Marajó é uma região abandonada pelas autoridades e esse abandono secular está aparecendo agora de um modo ameaçador”, disse o bispo. “A presença do narcotráfico, de modo acelerado, está levando a população a uma crise social e ética que coloca em risco sua própria sobrevivência”, ressaltou.
“Fizemos denúncias de exploração sexual de menores e adolescentes e de tráfico humano para a Europa, especialmente através da rota Breves, Macapá, Guiana Francesa e de lá para a Europa. E também de Marajó, Belém, Guarulhos (SP), para Madri, na Espanha, e de lá para toda a Europa. Estamos diante duma crise mundial em que a cobiça sexual se desenvolve de modo brutal e violento”, acrescentou dom Azcona.
Segundo afirmou, “o abandono econômico” da região tem levado ao aumento da exploração sexual de menores, de jovens, além do tráfico de seres humanos. “Eu chamaria essa política de descaso criminoso. Uma região sem lei está contribuindo para que grupos criminosos organizados construam o seu império”, denunciou.
Outra questão que preocupa o bispo é a segurança no estado do Pará. “Marajó virou questão de Segurança Nacional. Se a Segurança Nacional não funciona, o caminho fica aberto para o tráfico de armas, o tráfico humano e a biopirataria. Toda essa situação cria um ambiente de alto risco humano, eclesial e evangelizador”.
FórumDom Azcona ressaltou a importância para a Amazônia da realização do Fórum de Teologia em Belém. De acordo com o bispo, o evento ajuda para uma abertura do diálogo teológico da América Latina e do Brasil com o mundo. O bispo observa, contudo, que o Fórum poderia ter dado mais espaço à teologia que se faz no Brasil. “Creio que não houve essa mútua colaboração em diálogo com uma teologia que se faz no Brasil, especialmente na Amazônia, e que deseja abrir caminhos novos para outras teologias”, concluiu.
CNBB
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