quinta-feira, 27 de agosto de 2026

LEÃO XIV RECEBE BISPOS LUTERANOS PELO DESEJO COMUM DE RECONCILIAÇÃO


Antes da Audiência Geral desta quarta-feira (26/08), o Papa encontrou uma delegação da Igreja Luterana da Noruega e agradeceu pela visita, num "esforço conjunto para buscar caminhos concretos de reconciliação e fraternidade". Leão XIV recordou Santo Olavo e Santa Sunniva, que ajudaram a unir os povos, e disse rezar "para que possamos sempre crescer juntos no nosso serviço à promoção da paz e da justiça".


Andressa Collet - Vatican News

Nesta quarta-feira (26/08), tradicional dia de Audiência Geral no Vaticano, o encontro com os fiéis na Basílica de São Pedro foi precedido pelo encontro com uma delegação de bispos da Igreja Luterana da Noruega. Na audiência, realizada na auletta da Sala Paulo VI, o Pontífice deu as boas-vindas ao grupo, esperando que os bispos tenham conseguido visitar os locais sagrados ligados aos primeiros cristãos e mártires, "cujo testemunho da fé em nosso Senhor continua a ser uma fonte de inspiração duradoura", a exemplo de Santo Olavo e Santa Sunniva que dedicaram a vida a Deus e ao próximo, além de terem ajudado a unir os povos, disse o Papa. Uma demonstração de "força transformadora da caridade" e de encorajar a fazer o bem uns pelos outros, sobretudo atualmente, com a turbulência do mundo:

"Parece haver uma animosidade crescente entre os povos, evidente não apenas nos conflitos e disputas internacionais, como vocês observaram, mas também dentro dos próprios países, como demonstra a acrimônia que muitas vezes caracteriza o debate político e social. Dada a nossa condição humana decaída, é muito fácil assumir uma atitude de hostilidade para com aqueles com quem discordamos. Por essa razão, é necessário um esforço conjunto para buscar caminhos concretos de reconciliação e fraternidade. A esse respeito, Jesus nos mostra um outro caminho, revelando que a bondade e a caridade têm o poder de desarmar."

V
Andressa Collet - Vatican News

Nesta quarta-feira (26/08), tradicional dia de Audiência Geral no Vaticano, o encontro com os fiéis na Basílica de São Pedro foi precedido pelo encontro com uma delegação de bispos da Igreja Luterana da Noruega. Na audiência, realizada na auletta da Sala Paulo VI, o Pontífice deu as boas-vindas ao grupo, esperando que os bispos tenham conseguido visitar os locais sagrados ligados aos primeiros cristãos e mártires, "cujo testemunho da fé em nosso Senhor continua a ser uma fonte de inspiração duradoura", a exemplo de Santo Olavo e Santa Sunniva que dedicaram a vida a Deus e ao próximo, além de terem ajudado a unir os povos, disse o Papa. Uma demonstração de "força transformadora da caridade" e de encorajar a fazer o bem uns pelos outros, sobretudo atualmente, com a turbulência do mundo:

"Parece haver uma animosidade crescente entre os povos, evidente não apenas nos conflitos e disputas internacionais, como vocês observaram, mas também dentro dos próprios países, como demonstra a acrimônia que muitas vezes caracteriza o debate político e social. Dada a nossa condição humana decaída, é muito fácil assumir uma atitude de hostilidade para com aqueles com quem discordamos. Por essa razão, é necessário um esforço conjunto para buscar caminhos concretos de reconciliação e fraternidade. A esse respeito, Jesus nos mostra um outro caminho, revelando que a bondade e a caridade têm o poder de desarmar."


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2026-08/papa-leao-xiv-audiencia-bispos-igreja-luterana-noruega-260826.html

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA SAÚDE CELEBRA FESTEJOS DE SUA PADROEIRA DE 29 AGOSTO A 8DE SETEMBRO


 Procissão de Nossa Senhora da Saúde – Foto: divulgação

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde, localizada na Avenida Abolição, nº 3929, no bairro Mucuripe, em Fortaleza, se prepara para celebrar sua padroeira com uma programação especial de 29 de agosto a 8 de setembro.

Este ano, a festa tem como tema “Mãe da Saúde, modelo de fé, missão e vínculo de unidade” e como lema “A multidão dos fiéis tinha um só coração e uma só alma”, convidando a comunidade a vivenciar dias de oração, comunhão e missão.

Translado da imagem peregrina

A programação começou no dia 23 de agosto, com o tradicional translado da imagem peregrina de Nossa Senhora da Saúde até a Paróquia de Santa Luzia, no bairro Meireles.

A concentração será no Parque Bisão, às 7h30, com saída prevista para as 8h. O momento reunirá fiéis em uma caminhada de devoção a mãe da saúde, marcando o início das celebrações em preparação para a festa da padroeira.

Celebrações com participação de vários sacerdotes

Durante os festejos, a comunidade contará com a presença de diversos celebrantes, entre eles Dom Antônio Carlos Nascimento, Dom José Antonio, Padre Juarez de Brito, Padre Carlos Tamboril, Padre Fernando Pontes, Padre Bruno Moreira, Padre Fernando Reis, Padre Roberto Reinaldo, Padre Jocenilton Brito, Padre Elio Correia, Padre Maurício, Frei Clévis e Frei Garcia.

A programação religiosa será um momento de oração, reflexão e renovação da fé, reunindo paroquianos, devotos e visitantes em torno de Nossa Senhora da Saúde.

Fé, convivência e cultura

Além das celebrações religiosas, a festa contará também com uma programação social para reunir a comunidade após as missas.

Estão previstas bandas e atrações locais, além de barracas com comidas, proporcionando momentos de convivência e confraternização entre as famílias e os participantes.

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde convida toda a comunidade de Fortaleza e os devotos da padroeira a participarem desse período especial de fé e celebração.

Serviço
Paróquia Nossa Senhora da Saúde — Avenida Abolição, 3929, Mucuripe, Fortaleza.
Festa da Padroeira: 29 de agoarqusto a 8 de setembro.
Translado: 23 de agosto, concentração às 7h30 no Parque Bisão e saída às 8h.


Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza

SANTO DO DIA - SANTA MÔNICA

 

Origem 

De origem berbere, Mônica nasceu no ano 331, em Tagaste, norte da África, no seio de uma família opulenta, mas de antigas raízes cristãs. Aplicou-se, com dedicação, aos ensinamentos da Sagrada Escritura; sua forte espiritualidade foi forjada pela oração e assídua prática dos Sacramentos, além dos quais se coloca a serviço da comunidade eclesial. 

Casamento difícil

Casou-se com Patrício, homem ambicioso, pagão, irascível, de caráter difícil, que também lhe foi infiel. Mônica, doce, benévola, capaz de dialogar nos momentos oportunos, com o seu método, composto de espera, paciência e oração, que o sugere até as suas amigas, que lhe confiam seus problemas e incompreensões conjugais – consegue vencer as rudezas do marido, a ponto de levá-lo a abraçar a fé.

Mãe de um santo 

Aos 22 anos, Mônica dá à luz ao primogênito Agostinho, seguido por outro filho, Navígio, e uma filha, da qual não se sabe o nome, e os educa segundo os princípios cristãos. 

Tornando-se viúva aos 39 anos, administrou os bens da família, dedicando-se, com amor incomensurável à sua prole. Quem mais causou preocupações à cuidadosa e astuta mãe foi Agostinho, o “filho de tantas lágrimas”; de coração irrequieto e ambicioso retórico, na busca da verdade, ele se distancia da fé católica e vaga de uma filosofia à outra.

Mônica jamais deixa de rezar por ele; pelo contrário, segue todas as vicissitudes da sua vida e lhe permanece sempre ao lado. Por isso, transfere-se para Cartagena e, depois, para a Itália, quando o filho, no ápice da sua carreira, como docente de retórica, vai morar em Milão. 

Seu carinho materno e as suas orações acompanham a conversão de Agostinho, que, ao receber o batismo pelo santo Bispo Ambrósio, decidiu voltar para Tagaste, onde fundou uma Comunidade de servos de Deus. Mônica estava com ele quando tiveram que embarcar no porto de Óstia com destino à África. Porém, ao esperar o navio, foram obrigados a passar alguns dias ali.

Páscoa

No entanto, Mônica e Agostinho mantêm intensos diálogos espirituais. A um destes se refere o chamado “êxtase em Óstia”, narrado nas suas Confissões (XIX 10, 23-27): 

“Aconteceu encontrar-nos a sós, eu e ela, apoiados em uma janela que dava para o jardim interior da casa em que morávamos. Era em Óstia, sobre a foz do Tibre, onde, longe da multidão, depois do cansaço de uma longa viagem, recobramos forças para a travessia do mar. Ali, sozinhos, conversávamos com grande doçura, esquecendo o passado, ocupados apenas no futuro, indagamos juntos, na presença da Verdade, que és tu, qual seria a vida eterna dos santos… percorremos uma a uma todas as coisas corporais, até o próprio céu… E subimos ainda mais em espírito, meditando, celebrando e admirando tuas obras, e chegamos até o íntimo de nossas almas. E fomos além delas, para alcançar a região da abundância inesgotável… onde a vida é a própria Sabedoria. E enquanto assim falávamos dessa Sabedoria e por ela suspiramos, chegamos a tocá-la com supremo ímpeto de nosso coração”.

Assim, Mônica sente ter atingido o ápice da sua vida e confessa ao filho: “No que me diz respeito, esta vida já não tem mais nenhum atrativo para mim. O que estou fazendo ainda aqui? Não sei. As minhas expectativas aqui na terra já se esgotaram. Somente uma coisa me fazia permanecer aqui em baixo…: ver, antes de morrer, que você se tornou cristão católico. Meu Deus me satisfez completamente, porque vejo que você até despreza a felicidade terrena para servir a Ele. O que estou fazendo aqui?”.

Alguns dias depois, Mônica adoece e morre aos 56 anos. 

As relíquias de Santa Mônica

Seu corpo foi enterrado em Óstia Antiga, na atual igreja de Santa Áurea. O tempo, provavelmente, é uma basílica paleocristã com uma necrópole ao lado. Os restos mortais de Santa Mônica descansam, por muitos séculos, na igreja de Santa Áurea. Hoje, no lugar, pode-se ver apenas uma lápide, porque, no século XV, o Papa Martinho V quis que as relíquias fossem transladadas para Roma, na igreja de São Trifão, confiada aos frades Agostinianos – depois englobada a uma grande Basílica dedicada a Santo Agostinho. Ali, ainda hoje, encontram-se respostas aos tantos porquês diante de um sarcófago de mármore verde, na capela decorada com afrescos, em 1885, por Pietro Gagliardi.

Minha oração

“Vós que fostes uma mãe intercessora, incansável na salvação de seus filhos, ajudai as mães para que não desanimem dessa missão e, rezando, possam ser pontes para que sua família chegue ao céu. Amém!”

Santa Môotíciasnica, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova  

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

CATEDRAL DE FORTALEZA RECEBE PRIMEIRA CELEBRAÇÃO DO DIA NACIONAL DO TERÇO DOS HOMENS

 

                      Divulgação

A Catedral Metropolitana de Fortaleza acolherá, na próxima terça-feira (8), da primeira celebração arquidiocesana unificada do Dia Nacional do Terço dos Homens. A Santa Missa será presidida por Dom Gregório Paixão, OSB, e reunirá representantes dos grupos das 7 Regiões Regiões Episcopais da Arquidiocese de Fortaleza em um momento de oração e comunhão fraterna em torno do altar do Senhor.

A celebração ocorre na Festa da Natividade de Nossa Senhora e integra as ações relacionadas ao Dia Nacional do Terço dos Homens, instituído pela Lei Federal nº 14.558/2023. A iniciativa pretende reunir homens que participam dos grupos do Terço em diferentes comunidades da Arquidiocese, fortalecendo a integração entre os irmãos.

A programação terá início com uma Procissão de Entrada Integrada. Representantes das Regiões entrarão na Catedral levando seus estandartes e terços, em um gesto que simboliza a unidade entre os grupos que participam da celebração.

Durante a Santa Missa, também será realizada a leitura solene da carta convocatória pelo comentarista. Outro momento previsto é o das preces da comunidade, apresentadas em forma de rosário. Dez homens se revezarão na proclamação das intenções, que abordarão temas relacionados à realidade masculina, como conversão diária, busca por trabalho digno, cuidado com a família e desafios enfrentados pela juventude.

O assessor arquidiocesano do Terço dos Homens, Pe. Emílio Castelo, também destaca a importância da celebração como um passo significativo para a caminhada do movimento na Arquidiocese de Fortaleza.

“Este momento representa uma grande graça para a nossa Arquidiocese. Reunir os homens de diferentes comunidades em uma única celebração é testemunhar que a oração do Terço nos une e nos conduz a uma experiência mais profunda de comunhão com Deus e com a Igreja pelas mãos de Nossa Senhora. Queremos que cada homem retorne para sua comunidade fortalecido na fé, renovado no compromisso com sua família e disposto a colaborar cada vez mais na missão evangelizadora da Igreja”, afirma.

Para Anderson Vasconcelos, coordenador arquidiocesano do movimento a celebração representa uma oportunidade de fortalecer a participação dos homens na vida da Igreja e aprofundar o compromisso com a fé e a família.

“Este primeiro encontro arquidiocesano unificado é um momento de graça e de unidade. Queremos reunir os homens não apenas para rezar o Terço, mas para renovar o compromisso com Deus, com nossas famílias e com a missão de sermos testemunhas do Evangelho no dia a dia. Sob o olhar de Nossa Senhora, queremos fortalecer a caminhada de cada grupo e mostrar que o homem também tem um papel fundamental na construção de uma Igreja viva e missionária”, destaca.

A realização do encontro em Fortaleza segue uma experiência já adotada por outras arquidioceses e dioceses brasileiras. Igrejas particulares como as de Rio de Janeiro, São Paulo, Juiz de Fora e Osasco também promovem encontros do Terço dos Homens, reunindo participantes para momentos de oração e fraternidade.

Na Arquidiocese de Fortaleza, a celebração pretende promover uma maior integração entre os grupos das diferentes Regiões. A expectativa é que o encontro fortaleça a espiritualidade mariana e incentive os homens a ampliar a vivência da fé e a atuação na evangelização, especialmente nas famílias e comunidades.

Fonte: Site da Arquidiocese de Fortaleza

SANTO DO DIA - SÃO ZEFERINO

      

·        Origens 

·        São Zeferino tornou-se Papa e permaneceu à frente da Igreja por cerca de 20 anos, além disso, viu-se diante da heresia modalista, que tinha uma concepção errônea da relação entre o Pai e o Filho. Ele foi o primeiro dos Papas que foram enterrados em Calisto na Via Appia.

·        Pontificado

·        Papa no ano 199, no período de terror de Septímio Severo, Zeferino lutou contra o modalismo, a heresia que tinha uma concepção errada da relação entre o Pai e o Filho. Encarregou seu diácono Calisto para construir o cemitério da Igreja de Roma na Via Ápia, onde foi sepultado o primeiro Papa.  

·        Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios. Que abalou a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo. Havia aqueles profetizando e pregando o fim do mundo.

·        Iluminado pelo Espírito Santo 

·        O Papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano. Dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.

·        Contra a cremação

·        O Papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.

·        O Papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras, nas laterais foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.

·        Fim do Papado

·        Esse foi o longo pontificado de Zeferino. Encerrado pela intensificação das perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.

·        O Papa São Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu em 217. Foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.

·        Minha oração

·        “Querido pastor das almas, semelhante a Jesus Bom Pastor, cuidai das vossas ovelhas desgarradas. Aqueles que se afastaram do catolicismo, buscai e trazei-os de volta como ovelhas perdidas. Auxiliai também o nosso Papa para que exerça a mesma função.” 

·        São Zeferino, rogai por nós!

·        Fonte Canção Nova Notícias

 

terça-feira, 25 de agosto de 2026

FESTA DOS ANOS 60, COM OS FEVERS, NO GRECE

Padre Pedru


 Tendo como atração principal a banda The Fevers, que fez enorme sucesso nos anos 60,  a Paróquia Mãe dos Pobres promoverá no dia 15 de setembro, no Grece, na Avenida Borges de Melo,  “A Festa dos Anos 60”,  com The Fevers e Dedin Gouveia.

Maiores informações, no vídeo abaixo com o padre Pedro, ou na secretaria da Paróquia

 


SANTO DO DIA - JOSÉ DE CALASANZ


Origens 

São José de Calasanz nasceu em 31 de julho de 1558, na cidade de Aragão, Espanha, em uma família nobre e muito religiosa. Ele foi educado no rigor do respeito aos mandamentos de Deus. Além disso, eram relativamente ricos: na verdade, seu pai era ferreiro.

Recebeu uma boa educação religiosa e sonhava com a ideia de entrar para o Seminário; não obstante, seu pai desejasse para ele a carreira militar. Ao manifestar-lhe a sua ideia, seu pai se opôs, mas o mandou estudar nas universidades de Lleida e Valência. José recompensou a boa vontade do seu pai: depois de se formar e emitir os Votos solenes, em breve tempo se tornou Vigário geral da diocese de Urgel. 

Ordenação

Recebeu a ordenação sacerdotal em 1583, embora sem a presença do pai, que ainda não cedera à sua vocação. Inicialmente, foi para um mosteiro, desejando uma vida de solidão. Seu bispo, percebendo nele um alto grau de inteligência, disse-lhe que sua missão era a pregação. Dedicou-se à atividade pastoral, sendo muito querido por todos os fiéis e bispos, que lhe davam vários encargos importantes a serem executados junto à Santa Sé.

Vida

Em 1592, talvez para resolver assuntos urgentes da Santa Sé, José foi a Roma. Entre outras coisas, foi também tutor dos sobrinhos do Cardeal Colonna, seu velho amigo.

Este preciso encargo, em forte contraste com o que via em suas caminhadas pelas ruas da Cidade Eterna, contribuiu para esclarecer a sua ideia e refletiu: em cumprimento à sua missão sacerdotal, começou a visitar os enfermos em hospitais e os presos nos cárceres. 

Descoberta da Missão

No entanto, o que mais o impressionava era a juventude que vagueava ao léu pelas ruas. Os jovens, muitas vezes até crianças, não tinham ninguém, eram abandonados e ignorados, dependentes dos vícios que, depois, se transformavam em delinquência. Tudo aquilo era inadmissível na Cidade do Papa.

De repente, José entendeu que esta era a sua missão: salvar os jovens pobres da degradação, à qual eram condenados através de uma educação regular. Contudo, que não se limitasse somente ao catecismo dominical, que recebiam dos sacerdotes. Ele estava realmente ciente de que esta era a verdadeira vontade do Senhor.

A Missão

São José de Calasanz iniciou a sua missão pedindo ajuda dos Jesuítas e Dominicanos, que, porém, estavam muito ocupados com outras atividades. Então, com a ajuda do pároco de Santa Doroteia, no bairro de Trastevere, que lhe colocou à disposição duas pequenas salas, José abriu a primeira escola gratuita da Europa para jovens das classes sociais mais pobres.

Não obstante, José ainda não tinha um projeto educacional preciso, mas vivia o dia a dia. Porém, estava consciente da sua obra, que se tornou a finalidade revolucionária da sua missão. Ele considerava a instrução como um direito prioritário do homem e dos pobres, e como tal, não devia ser apenas um gesto de caridade, mas um ato de justiça social. Assim sendo, encontrou logo outros sacerdotes, dispostos a transmitir-lhes seus ensinamentos gratuitamente.

Em 1612, São José de Calasanz conseguiu comprar um prédio na Praça Navona, com a aprovação da Santa Sé. Naquelas alturas, seus alunos já eram cerca de 1500.

Escolápios

Em 1617, José sentiu a necessidade de dar uma espécie de “garantia” às suas escolas.  Fundou a Congregação Paulina dos Pobres da Mãe de Deus das Pias Escolas, depois chamados de Escolápios.

Em 1622, com a bênção do Papa Gregório XV, a Congregação tornou-se Ordem Regular. Em um retiro espiritual, em Narni, o Padre José escreveu as Constituições pelo próprio punho.

No entanto, infelizmente, as armadilhas estavam à espreita. Na época, a instrução e a cultura eram um direito reconhecido exclusivamente para as classes mais ricas. Por isso, a obra do Padre José começou a ser malvista pelos conservadores, que queriam manter o status quo. Então, iniciaram a fazer críticas difamatórias contra ele, a ponto de ser denunciado ao Santo Ofício. Reduzindo a sua Ordem ao estado de Congregação de Sacerdotes Seculares, sujeitos à jurisdição episcopal.

Páscoa

Passando por grandes sofrimentos físicos e espirituais, São José de Calasanz concluiu sua vida terrena. Voltando para a Casa do Pai, em 1648, sem ver a reconstituição da sua Congregação, que foi reconhecida como Ordem religiosa, segundo as Regras do seu fundador em 1699.

Os primeiros Padres Escolápios ou Esculápios voltaram a professar seus Votos solenes. Além dos três habituais, acrescentam um quarto: o da educação dos jovens como missão primordial.

No entanto, suas Escolas se espalharam pelos quatro dos cinco Continentes, e hoje contam 222 Casas espalhadas pelo mundo.

Via de Santificação

São José de Calasanz foi sepultado em Roma. A ele foram atribuídas muitas intercessões em milagres e graça. Foi canonizado  por Clemente XIII em 1767. Foi proclamado por Pio XII, em 1948, “Padroeiro universal de todas as Escolas populares cristãs do mundo”.  

Minha Oração 

“Grande pedagogo de Cristo, seja nosso conselheiro e auxílio assim como foste em vida. Rogai pelos professores e mestres da educação para que eduquem não só no viés intelectual, mas no homem como um todo especialmente na espiritualidade do Homem Novo. Amém!” 

São José de Calasanz, padroeiro das escolas populares , rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias