domingo, 29 de dezembro de 2024

SANTO DO DIA - sÃO TOMÁS BECKET

Origens

São Tomás Becket nasceu no ano 1118 em Londres. Sua família era oriunda da Normandia. Desde muito novo, foi enviado à carreira eclesiástica. Formou-se na Abadia de Merton e, logo em seguida, frequentou a universidade de Bolonha, destacando-se pelas qualidades intelectuais.

Chanceler
Em 1154, Henrique II, rei da Inglaterra e de parte da França, nomeou Tomás Becket como seu chanceler. Homem de confiança do rei, vivia uma vida de bem-estar e não renunciava às insígnias e aos privilégios do poder. Apesar de estar diante do soberano, São Tomás Becket jamais deixou de ser generoso com os mais necessitados.

A Ordenação e uma nova vida
A mudança na vida de São Tomás Becket aconteceu, em 1162, após ser ordenado sacerdote e sagrado Bispo dois dias depois. A partir disso, tornou-se a pessoa mais irrelevante a seguir ao rei. Tomás mudou inteiramente de vida, convertendo-se num dos prelados mais austeros.

São Tomás Becket: separou os deveres políticos da vida religiosa 

O Pedido de Demissão
Convencido de que o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra eram incompatíveis, Tomás pediu demissão do cargo de chanceler, o que descontentou muito o rei. 

A Perseguição
Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando, em 1164, por ocasião dos “concílios” de Clarendon e Northampton, o Arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir, disfarçado de irmão leigo, e foi procurar asilo em Compiègne, junto de Luís VII. Passou, a seguir, à abadia de Pontigny e depois à de Santa Comba, na região de Sens.

O Regresso à Pátria e o Sofrimento

Inglaterra
Decorridos quatro anos, a pedido do Papa e do rei da França, Henrique II acabou por consentir que Tomás regressasse à Inglaterra. Persuadiu-se de que poderia contar, daí em diante, com a submissão cega do Arcebispo, mas em breve reconheceu que muito se tinha enganado, pois este continuava a defender as prerrogativas da Igreja romana contra as pretensões régias.

Páscoa
Desesperado, o rei exclamou um dia: “Malditos sejam os que vivem do meu pão e não me livram deste padre insolente”. Quatro cavaleiros tomaram à letra estas palavras, que não eram sem dúvida mais que uma exclamação de desespero. A 29 de dezembro de 1170, à tarde, vieram encontrar-se com Tomás no seu palácio, exigindo que ele levantasse as censuras que tinha imposto. Recusou-se a isso e foi com eles tranquilamente para uma capela lateral da Sé. “Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja”, disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas.

Via de Santificação
O assassinato de São Tomás Becket comoveu muitos, tanto que, após três anos, no dia 21 de fevereiro de 1173, o Papa Alexandre III sancionou o seu martírio, elevando-o à honra dos altares.

Minha oração

“Ó querido santo, vos despojaste de toda glória e poder humano para assumir o poderio divino do serviço ao outro, do pastoreio sincero, rogai por nós para que tenhamos a mesma coragem e desapego. Olhai também por aqueles que trabalham em favor da justiça social. Amém.”

São Tomás Becket, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

sábado, 28 de dezembro de 2024

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López Pedrozo

EVANGELHO DO DIA

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,13-18

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe

disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe

e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o

menino para matá-lo". 14José levantou-se de noite,

pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até à morte de Herodes,

para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu

Filho". 16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito

furioso.

69

Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos

para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu

o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18"Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande

lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada,

porque eles não existem mais". Palavra da Salvação.


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

 

28 DE DEZEMBRO DE 2024

SÁBADO – SANTOS INOCENTES,

MÁRTIRES, FESTA

4º Dia na Oitava de Natal

 

Cor Vermelho

 

1ª. Leitura – I Jo 1, 5-2,2

Leitura da Primeira Carta de São João 1,5-2,2

Caríssimos: A mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus

é luz e nele não há trevas. 6Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas

andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. 7Mas, se

andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os

outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo pecado.8Se dissermos que

não temos pecado,

estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. 9Se

reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar

os pecados e nos purificar de toda culpa. 10Se dissermos que nunca pecamos,

fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós. 2,1Meus filhinhos,

escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar,

temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação

pelos nossos pecados, e não só pelos nossos,

mas também pelos pecados do mundo inteiro. Palavra do Senhor.

Reflexão – A Luz de Deus nos tira das trevas da ignorância!

O maior presente que o Pai nos concedeu por meio do Seu Filho Jesus foi o

Seu grande amor, misericordioso e cheio de ternura. O próprio Jesus veio ao

mundo para nos revelar esse grande amor a fim de que possamos usufruir de

tudo o quanto Ele deseja nos presentear. Deus é luz, e quanto mais nos

aproximarmos da Sua luz mais perceberemos as coisas que acontecem à nossa

volta assim como também o que há dentro de nós! Com efeito, quanto mais

nos acercarmos de Deus mais enxergaremos o Seu plano de Amor, Sua

bondade, Sua Majestade, e conseguiremos distinguir e refletir sobre as nossas

fraquezas, nossos pecados, assim como também as nossas virtudes e as graças

que a cada dia recebemos, Dele. A Luz de Deus nos tira das trevas da

 

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ignorância, por isso, São João, hoje, nos conclama a aproximarmo-nos da Luz

do Senhor. Quando estamos sob a Luz do Espírito Santo nós conseguimos

reconhecer e nosso pecado e pedir a Jesus que interceda por nós junto do Pai.

Jesus Cristo é o justo que se entregou como vítima de expiação pelos nossos

pecados e pelos pecados do mundo inteiro. Somente Ele pode, diante de

Deus, nos justificar e nos purificar. No entanto, a única maneira de nos

purificarmos desse pecado é reconhecê-lo e confessá-lo. Este é um tempo

propício para que todos nós confessemos o nosso pecado e nos preparemos

espiritualmente para receber, juntamente com o Menino Jesus, a vida nova

que o Pai quer nos dar. - Você reconhece que é pecador? – A Luz de Deus

tem se refletido em você? – Você se sente justificado diante de Deus por

Jesus? Aproveite este tempo de renovação e peça a Jesus que o (a)

justifique diante do Pai.

Salmo 123(124),2-3.4-5.7b-8 (R. 7a)

R. Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador.

2Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, *

quando os homens investiram contra nós,

3com certeza nos teriam devorado *

no furor de sua ira contra nós.R.

4Então as águas nos teriam submergido, *

a correnteza nos teria arrastado,

5e então, por sobre nós teriam passado *

essas águas sempre mais impetuosas.R.

7bO laço arrebentou-se de repente, *

e assim nós conseguimos libertar-nos.

8O nosso auxílio está no nome do Senhor, *

do Senhor que fez o céu e fez a terra!R.

Reflexão - Se fizermos uma avaliação da nossa vida em tudo o que nós

vivenciamos, com certeza, nós também cantaríamos como o salmista: “Se o

Senhor não estivesse ao nosso lado”...na hora do desespero e da aflição, o

que teria sido de nós! Muitas vezes também, na hora da tribulação nós temos

a sensação de que estamos submergindo e que a correnteza tenta nos

arrastar, porém nós sabemos que o nosso auxílio está no nome do Senhor que

fez o céu e fez a terra!”.

Evangelho – Mt 2, 13-18

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,13-18

13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe

disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe

e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o

menino para matá-lo". 14José levantou-se de noite,

pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até à morte de Herodes,

para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu

Filho". 16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito

furioso.

69

Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos

para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu

o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18"Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande

lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada,

porque eles não existem mais". Palavra da Salvação.

Reflexão – A onisciência e a onipotência de Deus superam as armadilhas do

mal.

Até o Filho de Deus foi vítima da articulação de satanás quando, por meio de

Herodes, tentou desarticular o Plano de Deus para a humanidade. No entanto,

o plano se cumpriu apesar dos percalços e entraves que o Seu inimigo tentou

colocar. A onisciência e a onipotência de Deus superam as armadilhas do mal,

pois Ele envia os Seus mensageiros para advertir àqueles que fazem a Sua

vontade. Por isso, o anjo do Senhor apareceu a José e mandou que este

pegasse o menino e sua mãe para fugir da fúria do rei. José obedeceu e partiu

para o Egito onde permaneceu até a morte de Herodes. Mesmo assim as

crianças de Belém sofreram as consequências da cólera do rei que mandou

matar todas as que tivessem de dois anos para baixo. Assim também acontece

nos nossos dias. O demônio continua tramando e montando armadilhas para

que os filhos de Deus caiam e se submetam às suas investidas, tentando-os e

flagelando-os com o pecado. Somente aqueles que estão em sintonia com

Deus, que obedecem à Sua Palavra e creem verdadeiramente em Jesus

conseguem se livrar das garras do inimigo. Por isso, hoje, vemos tantos jovens

com a vida destroçada, tantas famílias em desarmonia, guerra, fome, miséria.

O pecado devasta o mundo e se não tivermos firmados nos ensinamentos

evangélicos iremos também sucumbir com ele. Hoje também os inocentes

pagam o preço da insanidade dos reis que procuram vítimas para suas

frustrações. No entanto, nunca poderemos esmorecer, pois o Anjo do Senhor

está perto e na hora precisa, também ele nos dirá: “Levanta-te e vai para o

Egito”. O Egito é lugar de penúria, de solidão, mas é também lugar de

purificação, onde nos encontramos conosco mesmos e com Deus, e depois,

retornamos para encontrar os irmãos.

 – Você conhece a voz do Senhor que o

chama ao deserto?

– Você percebe em si e no mundo as consequências do

pecado?

 – Você percebe quando é tentado pelo inimigo de Deus?

– Onde você tem buscado refúgio?

 

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária um novo Caminho

SANTO DO DIA - SANTOS INOCENTES


Origens 

A festa de hoje, instituída pelo Papa São Pio V, ajuda-nos a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Esta festa encontra o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. 

Os Magos
Quando os Magos chegaram a Belém, guiados por uma estrela misteriosa, encontraram o Menino com Maria e, prostrando-se, adoraram-No. Abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes — ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não retornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. 

O Anjo no sonho de José
Tendo eles partido, eis que um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: ‘Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar’. E ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. 

Santos Inocentes: Vítimas de um tirano rei

A Ira de Herodes
E lá esteve até a morte de Herodes, cumprindo-se, deste modo, o que tinha sido dito pelo Senhor, por meio do profeta, que disse: ‘Do Egito chamarei o meu filho’. Então, Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e arredores, de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. Então, cumpriu-se o que estava predito pelo profeta Jeremias: ‘Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem'” (Mt 2,11-20) 

A Morte de Inocentes
Quanto ao número de assassinados, os Gregos e o jesuíta Salmerón (1612) diziam ter sido 14.000; os Sírios 64.000; o martirológio de Haguenau (Baixo Reno) 144.000. Calcula-se, hoje, que terão sido cerca de vinte ao todo. Foram muitas as Igrejas que pretenderam possuir relíquias deles.

A Celebração dos Santos Inocentes

A Festa
Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a festa dos Santos Inocentes ficou sendo a destes. Começava às vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte. Tendo escolhido entre si um “bispo”, estes cantorezinhos apoderaram-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles. A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o 
Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas. 

Extravagante Cerimônia
Depois, o “derrubado” oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos. Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas.

Um convite para reflexão
A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de “pequenos inocentes”: crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos, neste dia, por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem, cada vez mais, no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por esses pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

Minha oração

“Pela injustiça humana, tantas almas tornaram-se mártires dando a vida em lugar do Cristo, as almas pedimos a intercessão e a gratidão por tão grande entrega. Olhai para nós, nossas fragilidades, nossas necessidades e cuidai da nossa salvação. Amém.”

Santos Inocentes, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López Pedrozo

O PAPA: A PORTA SANTA QUE SE ABRE NO NATAL NOS CONVJDA A REALIZAR UMA PASSAGEM


No post sobre o X da abertura do Ano Santo, na noite da solenidade da Natividade do Senhor, Francisco exorta a “entrar naquela vida nova que nos é oferecida pelo encontro com Cristo”.

Amedeo Lomonaco – Vatican News

Cruzar o limiar, passar além. O Natal deste ano abre suas portas para o Jubileu da Esperança. Esse dia, no qual o mundo acolhe o nascimento do Salvador, é a primazia do mistério central da salvação e culmina com a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus. A véspera de Natal está profundamente ligada à Vigília da Páscoa e, como alguns ícones da Natividade também nos lembram, na tradição oriental, o Menino Jesus é retratado sendo envolto em faixas e colocado em uma manjedoura em forma de túmulo. No dia da abertura do Ano Santo de 2025, a ligação entre o Natal e a Páscoa é o foco da postagem na conta X @Pontifex. “A Porta Santa que se abre, na noite de #Natal”, escreve o Papa Francisco, ‘é um convite a fazer uma passagem, uma Páscoa de renovação, para entrar naquela vida nova que nos é oferecida pelo encontro com Cristo’.

A Páscoa é uma passagem. Para os cristãos, é o caminho para uma nova vida, para a salvação. O Jubileu também é uma passagem a ser aberta. Um limiar a ser cruzado no sulco do perdão. A abertura da Porta Santa, sinal da passagem aberta por Cristo, é, portanto, o início do Ano Santo. Ela foi aberta pela primeira vez pelo Papa Martinho V, no Jubileu Extraordinário de 1423, para entrar na Basílica de Latrão. Foi então o Papa Alexandre VI que abriu a Porta Santa na Basílica do Vaticano pela primeira vez no Natal de 1499. O rito permaneceu praticamente inalterado ao longo dos séculos até o Ano Santo de 2000. Já em 1983, por ocasião do Jubileu Extraordinário da Redenção, a remoção da parede de tijolos foi substituída pela abertura das duas portas de bronze.

Francisco abre a Porta Santa

A celebração desta noite faz parte do caminho jubilar que começou em 1300, a pedido do Papa Bonifácio VIII. O Papa Francisco preside o rito de abertura da Porta Santa e a missa na noite da Solenidade do Natal do Senhor. As imagens, transmitidas em todo o mundo, comporão uma sequência de momentos que ficarão gravados na história. São os momentos em que o Papa Francisco se aproxima da Porta Santa. Em seguida, o Pontífice abre a Porta em silêncio. O Papa faz uma pausa em oração. Os sinos da Basílica de São Pedro tocam. Depois de Francisco, cardeais, bispos e alguns representantes do povo de Deus dos cinco continentes passam pela Porta Santa. Neste Jubileu da Esperança, a passagem do povo de Deus pelo limiar da Porta Santa envia uma mensagem de paz e renovação para toda a humanidade.

O Jubileu e o Concílio de Nicéia

O Jubileu do ano 2025 coincide com um aniversário significativo para todos os cristãos: o 1700º aniversário da celebração do primeiro Concílio Ecumênico, o Concílio de Niceia. Um Concílio - recorda-se na nota do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos - que procurou “preservar a unidade da Igreja, minada pela negação, por parte de alguns, da plena divindade de Jesus Cristo e, portanto, também da sua consubstancialidade com o Pai”.  Os Padres do Concílio de Nicéia “aprovaram por unanimidade o Credo que ainda recitamos hoje”. A Porta Santa é o sinal mais importante do Jubileu. Os fiéis são convidados a “atravessar a Porta Santa com fé”, a fé que “todos os cristãos podem professar nas palavras do Credo Niceno”. O rito de abertura da Porta Santa inclui a proclamação de uma leitura do capítulo 10 do Evangelho de São João, que inclui o versículo: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará a pastagem” (v. 9).

Cristãos unidos no louvor a Deus

O gesto de entrar na Basílica pela Porta Santa "deve ser interpretado à luz deste texto" do Evangelho. Entrar pela Porta Santa "expressa a vontade de seguir e ser guiado pelo Filho Unigênito de Deus". Embora o Jubileu ordinário seja uma celebração própria da Igreja Católica, a sua coincidência com o aniversário do primeiro Concílio Ecumênico - diz ainda a nota - oferece "a oportunidade de incluir na celebração irmãos e irmãs de outras Igrejas e Comunhões cristãs". Na Bula de convocação do Jubileu, "Spes non confundit", o Papa Francisco recorda que o aniversário do Concílio de Nicéia "convida os cristãos a unirem-se em louvor e ação de graças à Santíssima Trindade e, em particular, a Jesus Cristo, o Filho de Deus, 'da mesma substância do Pai', que nos revelou este mistério de amor".

Compartilhar a alegria da Igreja Católica

Este Natal, como de costume - enfatiza-se, enfim, no comunicado do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos - estarão presentes na Basílica de São Pedro, para a missa nesta Noite de Natal, "convidados de algumas das outras Igrejas e comunidades cristãs presentes em Roma". Alguns destes representantes ecumênicos "foram convidados a estarem entre aqueles que atravessarão o limiar da Porta Santa depois do Santo Padre". Este convite é um gesto de hospitalidade, que convida "a partilhar a alegria da Igreja Católica na abertura do Jubileu". A sua passagem através da Porta Santa "é um sinal visível da fé que todos os cristãos partilham em Jesus Cristo, o Verbo feito carne - a fé que professamos no Credo Niceno - e da nossa comum fé de que Jesus é a Porta através da qual entramos na vida".

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Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2024-12/papa-porta-santa-abre-natal-convida-passagem.html