quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

SANTO DO DIA - SÃO TOMÁS BECKET

 Em 1155, Henrique II, rei da Inglaterra e de parte da França, nomeou seu chanceler Tomás Becket. Oriundo da Normandia, onde nasceu em 1117, e senhor de grande riqueza, era considerado um dos homens de maior capacidade do seu tempo.

Compararam-no a Richelieu, com o qual na realidade se parecia, pelas qualidades de homem de Estado e amor das grandezas. Ficou célebre a visita que fez, em 1158, a Luís VII, rei da França. Quando vagou a Sé de Canterbury, Henrique II nomeou para ela o chanceler. Tomás foi ordenado sacerdote a 1 de junho de 1162 e sagrado Bispo dois dias depois. Desde então, passou a ser a pessoa mais importante a seguir ao rei e mudou inteiramente de vida, convertendo-se num dos prelados mais austeros.

Convencido de que o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra eram incompatíveis, Tomás pediu demissão do cargo de chanceler, o que descontentou muito o rei. Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando, em 1164, por ocasião dos “concílios” de Clarendon e Northampton, o Arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir, disfarçado em irmão leigo, e foi procurar asilo em Compiègne, junto de Luís VII. Passou, a seguir, à abadia de Pontigny e depois à de Santa Comba, na região de Sens.

Decorridos quatro anos, a pedido do Papa e do rei da França, Henrique II acabou por consentir em que Tomás regressasse à Inglaterra. Persuadiu-se de que poderia contar, daí em diante, com a submissão cega do Arcebispo, mas em breve reconheceu que muito se tinha enganado, pois este continuava a defender as prerrogativas da Igreja romana contra as pretensões régias.

Desesperado, o rei exclamou um dia: “Malditos sejam os que vivem do meu pão e não me livram deste padre insolente”. Quatro cavaleiros tomaram à letra estas palavras, que não eram sem dúvida mais que uma exclamação de desespero. A 29 de dezembro de 1170, à tarde, vieram encontrar-se com Tomás no seu palácio, exigindo que ele levantasse as censuras que tinha imposto. Recusou-se a isso e foi com eles tranquilamente para uma capela lateral da Sé. “Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja”, disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas.

São Tomás Becket, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

terça-feira, 28 de dezembro de 2021

O PAPA: DEFENDER A INOCÊNCIA DAS CRIANSÇAS DOS HERODES DE HOJE

 


 

Hoje, 28 de dezembro, é a memória litúrgica dos Santos Inocentes. Num tuíte, Francisco convida a rezar e defender as crianças dos "novos Herodes" que destroem sua inocência.

Isabella Piro – Vatican News

“Os novos Herodes dos nossos dias destroem a inocência das crianças sob o peso do trabalho escravo, da prostituição e da exploração, das guerras e da emigração forçada. #RezemosJuntos hoje por estas crianças e defendamo-las. #SantosInocentes.

Foi o que tuitou o Papa Francisco em sua conta @Pontifex na memória litúrgica dos Santos Inocentes celebrada nesta terça-feira (28/12), que lembra as crianças de Belém de até dois anos, mortas pelo Rei Herodes a fim de eliminar o Menino Jesus, anunciado pelas profecias como o Messias e novo rei de Israel.

152 milhões os menores obrigados a trabalhar

Hoje, como no passado, os Herodes ainda são muitos e há muitas armas que eles usam para destruir a inocência das crianças. Segundo o último relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado em março de 2021, ainda existem 152 milhões de crianças e adolescentes, 64 milhões são meninas e 88 milhões são meninos, vítimas do trabalho infantil. Metade deles, 73 milhões, são obrigados a realizar trabalhos perigosos que põem em risco sua saúde, segurança e desenvolvimento moral. Muitos deles vivem em contextos de guerra e desastres naturais onde lutam para sobreviver, revistando nos destroços ou trabalhando nas ruas. Outros são recrutados como crianças soldados para lutar em guerras travadas por adultos.

Os "comerciantes da morte" devoram a inocência das crianças

Um fenômeno dramático e inaceitável contra o qual o próprio Papa Francisco levantou a voz em 2016, numa Carta aos bispos publicada em 28 de dezembro daquele ano: convidando os prelados a terem a coragem de defender os menores de tudo que "devora" sua inocência, o Pontífice recordou que "milhares de nossas crianças caíram nas mãos de bandidos, máfias, comerciantes da morte que só exploram as suas necessidades". Francisco citou os milhões de crianças sem instrução, vítimas do "tráfico sexual", menores obrigados a "viver fora de seus países por causa do deslocamento forçado", crianças que morrem de desnutrição e vítimas do trabalho escravo.

Nunca mais essas atrocidades!

"Se a situação mundial não mudar", escreveu o Papa, citando estimativas do UNICEF, "em 2030 haverá 167 milhões de crianças que viverão na pobreza extrema, 69 milhões de crianças menores de 5 anos que morrerão até 2030 e 60 milhões de crianças que não poderão frequentar a escola primária". Francisco não esqueceu “o sofrimento, a história e a dor dos menores abusados ​​sexualmente por sacerdotes”: “Um pecado que nos envergonha”, sublinhou, que devemos “deplorar profundamente” e pelo qual “pedimos perdão”. Daí o apelo do Pontífice a "renovar todos os nossos compromissos para que estas atrocidades não aconteçam mais entre nós".

"O nosso silêncio é cúmplice"

As palavras de Francisco de 2016 recordam as da mensagem Urbi et Orbi do Natal de 2014, durante a qual o Pontífice dirigiu um pensamento a "todas as crianças mortas e maltratadas hoje, as que são antes de verem a luz, privadas do amor generoso dos pais e sepultadas no egoísmo de uma cultura que não ama a vida, as crianças deslocadas por guerras e perseguições, abusadas e exploradas diante de nossos olhos e de nosso silêncio cúmplice; e as crianças massacradas sob os bombardeios, inclusive onde nasceu o filho de Deus”. "Ainda hoje o seu silêncio impotente grita sob a espada de tantos Herodes", sublinhou Francisco. Hoje, a sombra de Herodes está presente sobre o seu sangue. Realmente, há muitas lágrimas neste Natal, junto com as lágrimas do Menino Jesus!”

O recurso da oração

Mas há uma resposta a tudo isso, "à tragédia da matança de seres humanos indefesos, ao horror do poder que despreza e reprime a vida"? A oração é certamente um recurso, como o próprio Papa explicou na Audiência Geral de 4 de janeiro de 2017: "Quando alguém vem a mim e me faz perguntas difíceis, por exemplo: 'Diga-me, Padre: por que as crianças sofrem?', eu realmente não sei o que responder. Eu só digo: 'Olhe para o Crucifixo: Deus nos deu seu Filho, Ele sofreu, e talvez ali você encontrará uma resposta'. (...) Somente olhando para o amor de Deus que dá seu Filho, que oferece sua vida por nós, ele pode indicar alguma forma de consolo; sua Palavra é definitivamente uma palavra de consolo, porque nasce do pranto".

 

Fonte: Vatican News

HOJE SÃO CELEBRADOS OS SANTOS INOCENTES, CRIANÇAS QUE MORRERAM POR CRISTO



 


REDAÇÃO CENTRAL, 28 dez. 21 / 05:00 am (ACI).- “Ainda não falam e já confessam a Cristo. Ainda não podem mover os seus membros para travar batalha e já alcançam a palma da vitória”, disse uma vez são Quodvultdeus (século V) ao exortar os fiéis sobre os Santos Inocentes, as crianças que morreram por Cristo e cuja festa se celebra hoje, 28 de dezembro.

De acordo com o relato de são Mateus, o rei Herodes mandou matar em Belém e seus arredores os meninos menores de dois anos, ao sentir-se enganado pelos Reis Magos, os quais retornaram aos seus países por outro caminho para não lhe revelar onde estava o Messias. A festa para venerar estes meninos que morreram como mártires foi instituída no século IV. A tradição oriental os recorda em 29 de dezembro, enquanto que a latina, no dia 28 deste mês.

Posteriormente, são Quodvultdeus, padre da Igreja do século V e bispo de Cartago (norte da África), deu um sermão sobre este lamentável feito.

“Que temes, Herodes, ao ouvir dizer que nasceu o Rei? Ele não veio para te destronar, mas para vencer o demónio. Tu, porém, não o compreendes; e por isso te perturbas e te enfureces, e, para que não escape aquele único Menino que buscas, te convertes em cruel assassino de tantas crianças”, disse.

O santo ainda acrescenta: “Nem as lágrimas das mães nem o lamento dos pais pela morte de seus filhos, nem os gritos e gemidos das crianças te comovem. Matas o corpo das crianças, porque o temor te matou o coração”.

“As crianças, sem o saberem, morrem por Cristo; os pais choram os mártires que morrem. Àqueles que ainda não podiam falar, Cristo os faz suas dignas testemunhas”, enfatizou são Quodvultdeus.

 

Fonte: ACI Digital

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,13-18


13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe
e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo". 14José levantou-se de noite,
pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu Filho".  16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso.
Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18"Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada,
porque eles não existem mais". Palavra da Salvação.

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

28 DE DEZEMBRO DE 2021

 

3ª. FEIRA – SANTOS INOCENTES,

 

MÁRTIRES, FESTA

Cor Vermelho

 

1ª. Leitura – I Jo 1, 5-2,2

 

Leitura da Primeira Carta de São João 1,5-2,2


Caríssimos: A mensagem, que ouvimos de Jesus Cristo e vos anunciamos, é esta: Deus é luz e nele não há trevas. 6Se dissermos que estamos em comunhão com ele, mas andamos nas trevas, estamos mentindo e não nos guiamos pela verdade. 7Mas, se andamos na luz, como ele está na luz, então estamos em comunhão uns com os outros, e o sangue de seu Filho Jesus nos purifica de todo pecado.8Se dissermos que não temos pecado,
estamo-nos enganando a nós mesmos, e a verdade não está dentro de nós. 9Se reconhecermos nossos pecados, então Deus se mostra fiel e justo, para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda culpa. 10Se dissermos que nunca pecamos, fazemos dele um mentiroso e sua palavra não está dentro de nós. 2,1Meus filhinhos,
escrevo isto para que não pequeis. No entanto, se alguém pecar,
temos junto do Pai um Defensor: Jesus Cristo, o Justo. 2Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos,
mas também pelos pecados do mundo inteiro. Palavra do Senhor.

 

Reflexão – “A Luz de Deus nos tira das trevas da ignorância                                                                                

O Seu grande amor, misericordioso e cheio de ternura foi o maior presente que o Pai nos concedeu por meio do Seu Filho Jesus. O próprio Jesus veio ao mundo para nos revelar esse grande amor a fim de que possamos usufruir de tudo o quanto Ele deseja nos presentear. Deus é luz, e quanto mais nos aproximarmos da Sua luz mais perceberemos as coisas que acontecem à nossa volta assim como também o que há dentro de nós! Com efeito, quanto mais nos acercarmos de Deus mais enxergaremos o Seu plano de Amor, Sua bondade, Sua Majestade, e conseguiremos distinguir e refletir sobre as nossas fraquezas, nossos pecados, assim como também as nossas virtudes e as graças que a cada dia recebemos, Dele.   A Luz de Deus nos tira das trevas da ignorância, por isso, São João, hoje, nos conclama a aproximarmo-nos da Luz do Senhor. Quando estamos sob a Luz do Espírito Santo nós conseguimos reconhecer e nosso pecado e pedir a Jesus que interceda por nós junto do Pai. Jesus Cristo é o justo que se entregou como vítima de expiação pelos nossos pecados e pelos pecados do mundo inteiro. Somente Ele pode, diante de Deus, nos justificar e nos purificar. No entanto, a única maneira de nos purificarmos desse pecado é reconhecê-lo e confessá-lo. Este é um tempo propício para que todos nós confessemos o nosso pecado e nos preparemos espiritualmente para receber, juntamente com o Menino Jesus, a vida nova que o Pai quer nos dar. - Você reconhece que é pecador (a)? – A Luz de Deus tem se refletido em você? – Você se sente justificado diante de Deus por Jesus?  Aproveite este tempo de renovação e peça a Jesus que o (a) justifique diante do Pai.

 

Salmo 123(124),2-3.4-5.7b-8 (R. 7a)

 

R. Nossa alma como um pássaro escapou do laço que lhe armara o caçador.

2Se o Senhor não estivesse ao nosso lado, *
quando os homens investiram contra nós,
3com certeza nos teriam devorado *
no furor de sua ira contra nós.R.

4Então as águas nos teriam submergido, *
a correnteza nos teria arrastado,
5e então, por sobre nós teriam passado *
essas águas sempre mais impetuosas.R.

7bO laço arrebentou-se de repente, *
e assim nós conseguimos libertar-nos.
8O nosso auxílio está no nome do Senhor, *
do Senhor que fez o céu e fez a terra!R.

 

Reflexão - Se fizermos uma avaliação da nossa vida em tudo o que nós vivenciamos, com certeza, nós também cantaríamos como o salmista: “Se o Senhor não estivesse ao nosso lado”...na hora do desespero e da aflição, o que teria sido de nós! Muitas vezes também, na hora da tribulação nós temos a sensação de que estamos submergindo e que a correnteza   tenta nos arrastar, porém nós sabemos que o nosso auxílio está no nome do Senhor que fez o céu e fez a terra!”.

 

Evangelho – Mt 2, 13-18

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 2,13-18


13Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: "Levanta-te, pega o menino e sua mãe
e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo". 14José levantou-se de noite,
pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: "Do Egito chamei o meu Filho".  16Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso.
Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos. 17Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: 18"Ouviu-se um grito em Ramá, choro e grande lamento: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada,
porque eles não existem mais". Palavra da Salvação.

 

Reflexão – “nunca poderemos esmorecer”

A onisciência e a onipotência de Deus superam as armadilhas do mal, pois Ele envia os Seus mensageiros para advertir àqueles que fazem a Sua vontade. Até o Filho de Deus foi vítima da articulação de satanás quando, por meio de Herodes, tentou desarticular o Plano de Deus para a humanidade. No entanto, o plano se cumpriu apesar dos percalços e entraves que o Seu inimigo tentou colocar. Por isso, o anjo do Senhor apareceu a José e mandou que este pegasse o menino e sua mãe para fugir da fúria do rei. José obedeceu e partiu para o Egito onde permaneceu até a morte de Herodes. Mesmo assim as crianças de Belém sofreram as consequências da cólera do rei que mandou matar todas as que tivessem de dois anos para baixo. Assim também acontece nos nossos dias. O demônio continua tramando e montando armadilhas para que os filhos de Deus caiam e se submetam às suas investidas, tentando-os e flagelando-os com o pecado.  Somente aqueles (as) que estão em sintonia com Deus, que obedecem à Sua Palavra e creem verdadeiramente em Jesus conseguem se livrar das garras do inimigo. Por isso, hoje, vemos tantos jovens com a vida destroçada, tantas famílias em desarmonia, guerra, fome, miséria. O pecado devasta o mundo e se não tivermos firmados nos ensinamentos evangélicos iremos também sucumbir com ele. Hoje também os inocentes pagam o preço da insanidade dos “reis” que procuram vítimas para suas frustrações. No entanto, nunca poderemos esmorecer, pois o anjo do Senhor está perto e na hora precisa, também ele nos dirá: “Levanta-te e vai para o Egito”. O Egito é lugar de penúria, de solidão, mas é também lugar de purificação, onde nos encontramos conosco mesmos e com Deus, e depois, retornamos para encontrar os irmãos.

 – Você conhece a voz do Senhor que o (a) chama ao deserto?

 – Você percebe em si e no mundo as consequências do pecado?

 – Você percebe quando é tentado pelo inimigo de Deus? 

– Onde você tem buscado refúgio? 


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária \um \novo Caminho

 

SANTO DO DIA - SANTOS INOCENTES

 A festa de hoje, instituída pelo Papa São Pio V, ajuda-nos a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Esta festa encontra o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. Quando os Magos chegaram a Belém, guiados por uma estrela misteriosa, “encontraram o Menino com Maria e, prostrando-se, adoraram-No e, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes – ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um Anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: ‘Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar’. E ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. E lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: ‘Do Egito chamarei o meu filho’. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e arredores, de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias: ‘Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem'” (Mt 2,11-20) Quanto ao número de assassinados, os Gregos e o jesuíta Salmerón (1612) diziam ter sido 14.000; os Sírios 64.000; o martirológio de Haguenau (Baixo Reno) 144.000. Calcula-se hoje que terão sido cerca de vinte ao todo. Foram muitas as Igrejas que pretenderam possuir relíquias deles.

Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a festa dos Inocentes ficou sendo a destes. Começava nas vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte. Tendo escolhido entre si um “bispo”, estes cantorzinhos apoderavam-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles. A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas. Depois, o “derrubado” oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos. Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas.

A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de “pequenos inocentes”: crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos neste dia por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem cada vez mais no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por estes pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

Santos Inocentes, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias