domingo, 30 de maio de 2021

SANTO DO DIA -SANTA JOANA d`ARC

  Joana d’Arc nasceu na França no ano de 1412. Tinha 13 anos quando começou a ter experiências místicas, ouvindo as “vozes” de São Miguel, Santa Margarida e Santa Catarina, que lhe mandaram salvar a França.

No ano de 1429, Joana partiu para uma expedição com o propósito de salvar a cidade de Orleans, carregando uma bandeira com os nomes de Jesus e de Maria, além de uma imagem do Pai Eterno. Em maio de 1429, ela expulsou os ingleses de Orleans. Após as lutas, a cidade foi recuperada e Joana cumpriu o que lhe foi confiado, seguindo uma carreira cheia de triunfos militares.

Anos mais tarde, ela foi aprisionada pelos ingleses. Esses a fecharam numa jaula de ferro, na cidade de Ruão. Julgada por uma centena de prelados e teólogos que a consideraram mentirosa, exploradora do povo, blasfemadora de Deus, idólatra, invocadora de diabos e herege, eles decidiram queimá-la viva.

Presa em um poste, ela apertava uma cruz sobre o coração, desse modo, invocava o nome de Jesus Cristo e as suas “vozes”. O poste caiu nas chamas, mas, mesmo assim, a ouviram gritar seis vezes “Jesus”. Os ingleses lançaram as cinzas dela no rio Sena.

Sem derramar uma só gota de sangue, Santa Joana manteve-se sempre em oração. Com um exército de cinco mil soldados, até então sempre abatidos, a santa estabeleceu uma série de vitórias.

Em 1909, foi beatificada por São Pio X e, no ano de 1920, foi canonizada pelo Papa Bento XV.

Santa Joana d’Arc, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

sábado, 29 de maio de 2021

HÁ 90 ANOS NOSSA SENHORA APARECIDA ERA PROCLAMADA PADROEIRA DO BRASIL


Surgida nas águas do rio Paraíba, pescada por três homens humildes e pobres, a imagem negra da Imaculada Conceição tornou-se a certeza de que a Virgem Mãe de Deus jamais abandona nenhum de seus filhos brasileiros.

Bruno Franguelli, SJ - Vatican News

 

Surgida nas águas do rio Paraíba, pescada por três homens humildes e pobres, a imagem negra da Imaculada Conceição tornou-se a certeza de que a Virgem Mãe de Deus jamais abandona nenhum de seus filhos brasileiros.

Uma história que os brasileiros amam recontar

 Em 1717, após a pesca da imagem da Imaculada Conceição, as redes dos três pescadores João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso se encheram de peixes. Era um claro sinal da presença protetora da Mãe de Deus não só para aqueles homens mas para todo o povo do pequeno vilarejo de Guaratinguetá. Assim como aconteceu nas bodas de Caná, Maria não permitiu que aqueles pobres pescadores, oprimidos pelas autoridades, não tivessem nada a oferecer para o banquete que queriam oferecer a dom Pedro de Almeida e Portugal, o conde de Assumar, na época governador da província de São Paulo e Minas Gerais. Deste modo, como no Evangelho, Maria mais uma vez revela seu apreço pelos pequenos. Como reconhecimento desta proteção maternal, começava na pequena vila dos pescadores, com um altar improvisado dentro dos casebres, a devoção à Virgem que mais tarde seria proclamada padroeira da Nação brasileira.

 

A devoção

A devoção à Santa de Aparecida se difundiu rapidamente. O vilarejo dos pescadores em pouco tempo tornou-se uma das cidades mais visitadas do Brasil. Em 1748, apenas 30 anos após a pesca milagrosa, o jesuíta Pe. Francisco da Silveira escrevia a crônica de uma missão realizada no local e dizia:

“Aquela imagem foi moldada em argila, a sua cor é escura, mas famosa por muitos milagres realizados. Muitos afluem de lugares afastados, pedindo ajuda para suas próprias necessidades.”

A construção de uma das maiores Igrejas do mundo tornou-se a casa preferida dos católicos de todo o País e do mundo. Mas, ainda que o povo brasileiro já tivesse elegido Nossa Senhora Aparecida como protetora, foi somente em 1930 que o Papa Pio XI aceitou o pedido dos Bispos brasileiros e assinou o decreto que oficializava Nossa Senhora Aparecida padroeira da Nação.

A Proclamação

Com o anúncio da proclamação, as festividades da celebração solene foram preparadas na então capital brasileira, o Rio de Janeiro. A data escolhida para a proclamação oficial foi o dia 31 de maio de 1931. A celebração reuniu cerca de um milhão de pessoas e contou com a presença da imagem original de Aparecida, que pela primeira vez deixava o Santuário. Durante a Missa Solene, Dom Sebastião Leme leu a declaração do Papa e, assim, o povo brasileiro tinha oficialmente a sua padroeira.

Nossa Senhora Aparecida e o Papa Francisco

O Papa Francisco visitou várias vezes o Santuário de Aparecida, ainda que como Papa tenha estado somente uma vez. Francisco sempre demonstrou um carinho especial pela mãe negra dos brasileiros. Em sua memorável homilia em 2013, o Papa deixou estas belíssimas palavras que reassumem o que significa para o Brasil ter Nossa Senhora Aparecida como sua padroeira:

“Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus!”

 

Fonte: Vatican News

SANTÍSSIMA TRINDADE, MISTÉRIO DE AMOR

 

No mistério hipostático, pela mais íntima e imaginável união, constituída entre o Criador e a criatura, igualmente que se possa dizer: “Nada mais profundo e mais sublime do que o mistério da Santíssima Trindade, na vida intratrinitária, no que diz respeito à obra criadora de Deus”. Ela exerce a precedência de lugar do mistério de Cristo, ao dominar a história humana, ocupando seu lugar precípuo por direito natural e por direito adquirido do Filho, que carrega consigo a condição humana, visível no amor ao Pai pela sua entrega na cruz, ao instituir a comunidade de fé, contendo sua essência missionária no Espírito Santo.

Padre_Geovane

A tarefa humana, no seu significado mais elevado e insubstituível, no bom desempenho de bem corresponder ao seu sagrado desígnio redentor, encanta infinitamente a criatura humana, que é devedora a Deus, no seu mistério inefável, voltado à humanidade, numa atenção amorosa e na solicitude paternal. Em Francisco de Assis vemos a docilidade do nosso Deus, uno e trino: “Torne-se luminoso em nós, Senhor, teu conhecimento, a fim de que possamos compreender a amplitude de teus benefícios, a extensão de tuas promessas, a sublimidade de tua majestade e a profundidade dos teus juízos” (fonte franciscana).

Na fonte de todo dom e todo bem, a Igreja estende e eleva seu olhar ao mistério primordial do cristianismo, a Trindade Santa, mas no renovado convite aos fiéis, de cantar os louvores de Deus: “Glória ao Pai, ao Filho, ao Espírito Santo, ao Deus que é, que era e que vem”. Na beleza do mistério da vida humana, que se possa contemplar a relação intrínseca e afeiçoada, em Deus, no mistério da Santíssima Trindade, na nossa condição existencial e contingente, porque Deus o quis, na sua imperscrutável providência. Eis o desafio: mergulhar na sua verdadeira sabedoria, que é dom de Deus, pela qual o homem fica predisposto e suscetível diante da vontade de agir, segundo o plano salvífico de Deus.

Jesus confia a seus discípulos a excelsa missão de fazer todos os povos conhecedores do seu santo nome, pelo batismo e pelo ensinamento do Evangelho, na sua ordem categórica de batizar: “Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. E assim foi feito desde o início da Igreja. De fato, se entendeu; essa fórmula faz parte da forma essencial do sacramento, sem a qual ele não ocorre validamente, precisando que se administre na autoridade de Jesus.

Batizar em “nome de Jesus de Nazaré” quer expressar, sem deixar dúvida na sua definição, a consagração e marcar pelo referido sacramento naquele, cujo nome é pronunciado com persuasão, transparência e esmero. As três pessoas são nomeadas, evidentemente, no batismo como pessoas divinas, porque o batismo é uma consagração a Deus, que ao Filho e ao Espírito Santo é atribuída, na mesma dignidade do Pai, que sem dúvida alguma é Deus. 

A despeito da Trindade Santa, os padres da Igreja concluíram o direito que o Filho e o Espírito Santo carregam consigo, que é a mesma essência do Pai, sendo, portanto, os três absolutamente iguais. Dúvidas constataram-se com frequência no decorrer da nossa civilização cristã, a partir da definição teológica acima, depois do Concílio de Niceia (325). A partir da posição, ou crença, ou mesmo circunstância, essa definição teria sido inserida no Evangelho de São Mateus. Certamente ela é arcaica ou anacrônica e não corresponde ao que é autêntico e verdadeiro, sendo que os antigos manuscritos e traduções atestam o contrário, de um modo inequívoco.

Assim, convém que se diga: suas relações uns com os outros são consideradas como um todo, coiguais, coeternos e consubstanciais. Agora, “cada um é Deus, completo e inteiro”, sendo que toda a obra da criação e da graça é vista como uma única operação comum de todas as três pessoas divinas, que cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade, de modo que todas as coisas são “a partir do Pai”, “através do Filho” e “no Espírito Santo”. Assim seja!

Pe. Geovane Saraiva – Pároco de Santo Afonso, blogueiro, escritor e integrante da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 11,27-33

Naquele tempo: 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo,
os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos
aproximaram-se dele e perguntaram: 28'Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?' 29Jesus respondeu: 'Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me.' 31Eles discutiam entre si: 'Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: 'Por que não acreditastes em João?' 32Devemos então dizer que vinha dos homens?' Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles responderam a Jesus: 'Não sabemos.' E Jesus disse: 'Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas.' Palavra da Salvação.

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

29 MAIO DE 2021

 

SÁBADO DA VIII SEMANA

 

DO TEMPO COMUM

 

Cor Verde

 

1ª Leitura - Eclo 51,17-27 (Gr. 12-20)

 

Leitura do Livro do Eclesiástico 51,17-27 (Gr. 12-20)

17Quero dar-te graças e louvar-te, e bendirei o nome do Senhor.
18Na minha juventude, antes de andar errante, procurei abertamente a sabedoria em minhas orações; 19diante do santuário eu suplicava por ela, e até ao fim vou procurá-la;
ela floresceu, como a uva amadurecida. 20Meu coração nela colocou sua alegria; meu pé andou por um caminho reto,
e desde a juventude segui suas pegadas. 21Inclinei um pouco o ouvido e a acolhi, 22e encontrei para mim abundante instrução,
e por meio dela fiz grandes progressos: 23por isso glorifico a quem me dá a sabedoria. 24Porque resolvi pô-la em prática, procurei o bem e não serei confundido. 25Minha alma aprendeu com ela a ser valente e na prática da Lei procurei ser cuidadoso. 26Levantei minhas mãos para o alto e me arrependi por tê-la ignorado. 27Para ela orientei a minha alma e na minha purificação a encontrei.
Palavra do Senhor.

 

Reflexão - “em busca da sabedoria”

Mesmo sem perceber nem transparecer todos nós vivemos em busca da sabedoria. Buscar a sabedoria e com ela viver eternamente é o passo mais seguro para que tenhamos a alegria de seguir por um caminho reto, desde já. A sabedoria é o amor de Deus vivendo em nós, agindo através das nossas ações e motivando todo o nosso ser para o bem. A sabedoria é a manifestação Espírito Santo em nós, nos fazendo criaturas novas, nos ensinando a progredir na graça, nos levando a participar da natureza divina. A sabedoria é Jesus Cristo que vive em nós pela presença do Espírito Santo que continuamente nos transfigura de um grau de glória para outro, e por isso, vamo-nos tornando cada vez mais semelhantes a Ele. Quando pomos em prática a sabedoria não somos confundidos nem nos confundimos e progredimos segundo a vontade de Deus. A sabedoria nos leva, portanto, a nos arrepender e reconhecer quando precisamos mudar e a nossa alma aprende a ser valente e cuidadosa. – Nas suas orações você tem pedido a sabedoria de Deus? – Você tem firme conhecimento do amor de Deus? – Você tem sabido viver com sabedoria? – O que você tem buscado na sua vida? – O que pode estar faltando para que você seja  mais feliz?

 

Salmo - Sl 18, 8.9.10.11 (R 9a)

 

R. Os ensinos do Senhor são sempre retos,
alegria ao coração.


8A lei do Senhor Deus é perfeita,*
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,*
sabedoria dos humildes.R.

9Os preceitos do Senhor são precisos,*
alegria ao coração.
O mandamento do Senhor é brilhante,*
para os olhos é uma luz.R.

10É puro o temor do Senhor,*
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos*
e justos igualmente.R.

11Mais desejáveis do que o ouro são eles,*
do que o ouro refinado.
Suas palavras são mais doces que o mel,*
que o mel que sai dos favos.R.

 

Reflexão - A lei do Senhor traz alegria ao coração de quem a cumpre. Ela é perfeita e foi gerada para nos dar uma vida digna de filhos e filhas de Deus Pai. O Senhor nos deu os mandamentos para nos conduzir por um caminho reto, isto é, sem percalços, sem indecisões. A lei do Senhor é luz para os nossos olhos que muitas vezes enxergam apenas trevas. Nós não sabemos, mas a nossa alma anseia por viver fielmente a lei de Deus. Viver os mandamentos da Lei de Deus é como viver na casa do Pai, no Seu amparo e proteção.

 

Evangelho - Mc 11,27-33

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 11,27-33

Naquele tempo: 27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo,
os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos
aproximaram-se dele e perguntaram: 28'Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?' 29Jesus respondeu: 'Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso. 30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me.' 31Eles discutiam entre si: 'Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: 'Por que não acreditastes em João?' 32Devemos então dizer que vinha dos homens?' Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta. 33Então eles responderam a Jesus: 'Não sabemos.' E Jesus disse: 'Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas.' Palavra da Salvação.

 

Reflexão - “Precisamos desistir das nossas próprias opiniões para escutar a opinião de Deus”

No embate com os sumos sacerdotes e os mestres da lei, Jesus nunca usou de força nem de violência, mas sempre da sabedoria e das ideias. Ele continuamente confundia àqueles que armavam ciladas contra Si porque atuava com sabedoria e tinha conhecimento da falsidade daqueles que o investigavam. Seria fácil para Jesus dar uma resposta correta, porém, Ele sabia que por mais que esclarecesse as dúvidas, eles nunca iriam entendê-Lo, porque Ele falava das coisas que O Pai lhe revelara, coisas que os homens não entendem por si mesmos.  Quantas vezes nós também fazemos perguntas a Jesus e não recebemos as respostas? Quantas vezes nós também abrimos a Bíblia querendo um retorno para as nossas indagações? E sabe por que também isso acontece conosco? Porque nós também não entendemos quando Jesus nos fala de coisas as quais não queremos aceitar, porque já temos uma opinião formada. O fato de não nos abrimos ao Espírito Santo para compreender os mistérios de Deus e aceitá-Los, advém de que estamos impregnados da mentalidade do mundo que é muito poderosa nas nossas ações. Precisamos desistir das nossas próprias opiniões para escutar as opiniões de Deus e para que as respostas de Jesus ecoem dentro de nós de uma forma convincente.

– Você tem dado abertura ao Espírito Santo para que Ele elucide as suas dúvidas? 

– Quais as perguntas que você tem feito a Jesus? 

– Ele tem respondido? 

– Você tem entendido o que Ele fala? 

– Você é daquelas pessoas que abrem a Palavra esperando logo uma resposta que lhe seja agradável? 

– Você acredita que Deus fala consigo? 


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SÃO MAXIMINO

 Nasceu na França, no século IV. Desde muito cedo, sentiu o chamado à vida sacerdotal.

Sucedeu Agrício, e teve de combater o Arianismo, que confundia muitos cristãos.

São Maximino apoiou Santo Atanásio nessa luta, sofreu com ele, e se deparou até com o Imperador. Bispo da Igreja, viveu seu magistério e serviço à Palavra sob ataques, mas não conseguiram matá-lo. Viveu até o ano de 349, deixando este testemunho e convocação: sermos cooperadores da verdade.

O santo de hoje é um ícone do amor a Cristo, a Igreja e a Verdade.

São Maximino, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias