terça-feira, 30 de junho de 2020

SANTO DO DIA - PROTOMÁRTIRES DA IGREJA DE ROMA

Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.
O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos. Os mártires viveram tudo em Cristo.
No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como uma seita, e inimiga, pois não adoravam o Imperador.
Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma, e a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.
Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo, junto às feras. Cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes. E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.
O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador.”
Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!
Fonte: Canção Nova Notícias

segunda-feira, 29 de junho de 2020

QUATRO ARCEBISPOS BRASILEIROS RECEBERÃO O PÁLIO ARQUIEPISCOPAL ABENÇOADO PELO PAPA



Quatro arcebispos brasileiros receberão o Pálio Arquiepiscopal abençoado pelo Papa
O Papa Francisco abençoou os pálios que serão entregues aos arcebispos metropolitanos nomeados no decorrer do último ano. Quatro arcebispos brasileiros receberão a insígnia abençoada durante a celebração da Solenidade de São Pedro e São Paulo, neste domingo, 28 de junho.
Cardeal Sergio da Rocha, arcebispo de Salvador (BA); dom Josafá Menezes da Silva, arcebispo de Vitória da Conquista (BA); dom Irineu Roman, arcebispo de Santarém (PA); e dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus (AM), são os bispos que vão receber o pálio, uma espécie de colarinho feito de lã branca com seis cruzes, que representa o ministério do arcebispo à frente da Igreja metropolitana.
Neste dia, benzem-se os pálios que serão entregues ao Decano do Colégio Cardinalício e aos Arcebispos Metropolitas nomeados no decorrer do último ano. O pálio recorda a unidade entre as ovelhas e o Pastor que, como Jesus, carrega a ovelha aos ombros e nunca mais a larga“, disse o Papa Francisco.
Papa Francisco faz imposição do pálio ao Decano do Colégio Cardinalício | Vatican Media
Pálio
O pálio – derivado do latim pallium, manto de lã – é uma vestimenta litúrgica usada na Igreja Católica, consistindo de uma faixa de pano de lã branca que é colocada sobre ombros dos Arcebispos.
Este pano representa a ovelha que o pastor carrega nos ombros, assim como fez Cristo com a ovelha perdida. Desta forma podemos dizer que o palio é o símbolo da missão pastoral do bispo. O pálio é também a prerrogativa dos arcebispos metropolitanos, como símbolo de jurisdição em comunhão com a Santa Sé.
História
Originalmente o pálio era o manto usado pelos filósofos e na arte paleocristã, eram pintados neste “manto” Jesus e os apóstolos. Esta prática foi posteriormente adotada também pela Igreja Cristã, com um uso semelhante ao do omoforion (uma tira de pano), muito mais larga que o pálio, atualmente usada pelos bispos ortodoxos e pelos bispos católicos orientais de rito bizantino.
O pálio era originalmente uma única tira de pano enrolada nos ombros e caída no peito na altura do ombro esquerdo; nos primeiros séculos do cristianismo foi trazido por todos os bispos.
Podemos ver nas iconografias que representam os primeiros bispos e santos, como Santo Ambrósio, Santo Atanásio, São João Crisóstomo, Santo Inácio de Antioquia, São Hilário e outros.
O primeiro caso conhecido de imposição do pálio a um bispo remonta a 513, quando o Papa Simmaco concedeu o pálio a São Cesário, bispo de Arles.
A partir do século IX reduziu-se ao formato atual de “Y”, com as duas extremidades descendo abaixo do pescoço até o meio do peito e nas costas e se tornando a marca registrada dos arcebispos metropolitanos que o obtiveram pelo papa. O Papa João Paulo II, por ocasião da noite de Natal de 1999, abertura do Jubileu de 2000, usava um omoforion com cruzes vermelhas.
Confecção do pálio
Dois cordeiros cuja lã é destinada, no ano anterior, são criados pelos monges trapistas da Abadia de Tre Fontane, em Roma. E desde 1644, são abençoados pelo Abade Geral dos Cônegos Lateranenses em Basílica, na Via Nomentana Complexo Monumental de Santa Inês, fora dos muros, no dia em que se faz memória da Santa, em 21 de janeiro.
Depois são levados ao Papa no Palácio Apostólico. O pálio é tecido e costurado pelas freiras de clausura do convento romano de Santa Cecília em Trastevere. Os pálios são armazenados na Basílica de São Pedro, em Roma, aos pés do altar de confissão (altar central), muito próximo ao túmulo do Apóstolo Pedro.
Como é pálio
O pálio, em sua forma atual, é uma faixa estreita de tecido, com cerca de cinco centímetros de largura, tecida em lã branca, curvada no meio para poder repousar sobre os ombros acima da casula e com duas abas pretas penduradas na frente e atrás, de modo que – visto tanto na frente quanto atrás – a vestimenta lembra a letra “Y”.
É decorado com seis cruzes negras de seda (que lembram as feridas de Cristo), uma em cada cauda e quatro na curvatura, e é cortado na frente e atrás, com três alfinetes de gema aciculada em forma de alfinete. Essas duas últimas características parecem ser uma lembrança dos momentos em que o pálio era um simples lenço duplo dobrado e pregado com um alfinete no ombro esquerdo.
Piero Marini para o Papa Bento XVI restaurou o uso do longo e cruzado pálio no ombro esquerdo usado até o século IX, deixando inalterada a forma do pálio concedido aos arcebispos, com as duas abas penduradas no alto centro do peito e no meio das costas.
Por ocasião da Missa de 29 de junho de 2008 (Solenidade dos Santos Pedro e Paulo), o Papa voltou a usar um pálio em formato de “Y”, similar ao usado comumente pelos metropolitas, mas com forma mais ampla e com a cor vermelha das cruzes: essas diferenças hoje põe em evidencia a diversidade da jurisdição, reservado para o Bispo de Roma, enquanto que em épocas anteriores em períodos remotos, não havia este significado particular, dado que eram comuns a todos os bispos, sem distinção.
O mesmo pálio foi usado pelo Papa Francisco após a cerimônia solene de imposição do pálio das mãos do proto-diácono cardeal Jean-Louis Tauran, durante a Missa de inauguração do seu ministério petrino.
Informações Vatican News, com Portal CNBB
Com fotos de Vatican Mediaarce

ARQUIDIOCESE EMITE PLANO COM ORIENTAÇÕES SOBRE O RETORNO DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS PAROQUIAIS


ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA
Fortaleza, 26 de junho de 2020.
Plano com orientações sobre o retorno dos serviços administrativos nas secretarias paroquiais. Aos Párocos, Vigários Paroquiais, sacerdotes e aos funcionários das secretarias paroquiais.
A paz da Virgem Maria, Mãe da Igreja!
CONSIDERANDO que a Organização Mundial de Saúde, em 30 de janeiro de 2020, declarou Emergência em Saúde Pública de importância internacional em decorrência da infecção humana pelo novo Coronavírus (Covid-19), o que nos pede urgência do uso de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravo à saúde das pessoas, a fim de evitar a disseminação da doença entre nós.
CONSIDERANDO o Decreto Lei do Governo Estadual de ne 33.519 de 19 de março de 2020, que determinou que as Igrejas deveriam ficar fechadas.
CONSIDERANDO o Decreto n? 002/2020 do Sr. Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, que determinou que a Cúria de Fortaleza e as paróquias e áreas pastorais da Arquidiocese de Fortaleza, ficariam fechadas para atendimento ao público.
CONSIDERANDO que o Governo Estadual do Ceará em consonância com a Prefeitura Municipal de Fortaleza elaborou um plano de retorno de algumas das atividades não essenciais, dentro de uma perspectiva de retomada responsável, cujas aç6es serão avaliadas a cada meta e definida em etapas seguintes, as Organizações Religiosas do município de Fortaleza foram liberadas gradativamente para voltarem com 20% das suas atividades desde o dia 22 de junho, seguindo assim até que possamos chegar ao final da quarta etapa em 20 de julho, como também acompanhando as resoluções dos outros municípios da nossa Arquidiocese.
CONSIDERANDO que continua em vigência o que determinou o Sr. Arcebispo Metropolitano, na Carta/Circular n? 005/2020, em 01 de junho de 2020 e também a orientação passada durante a reunião com o Conselho de Pastoral Arquidiocesano, no último dia 30 de maio, que as Igrejas Católicas Apostólicas Romana em Fortaleza, só irão abrir as portas após a quarta etapa do plano de reabertura anunciado pelo Governador do Estado do Ceará, e "somente se tiver toda segurança em preservar a vida das pessoas".
Elaboramos um plano como sugestão de retorno das atividades administrativas tanto para Cúria que abrirá no dia 12 de julho, com todo um protocolo conforme já publicado nas mídias sociais da Arquidiocese de Fortaleza, como para as secretarias paróquias, para isso segue anexo um folder das orientações semelhantes as que serão usadas na Cúria, e que pode ser adaptado para cada realidade. Levando em conta as precauções exigidas pelas autoridades sanitárias do país e também a orientação da OMS-Organização Mundial de Saúde e que pode ser ajustado conforme as particularidades de cada um, sempre nas condições devidas, sem as quais as secretarias não poderão abrir:
"Apeguemo-nos comfirmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu éfiel".
Hebreus 10:23
1)      O uso de máscaras será obrigatório para todos os colaboradores e visitantes;
2)      Que seja disponibilizado álcool em gel nas entradas e saídas principais de cada prédio, bem como internamente em pontos acessíveis;
3)      Uso de sabão líquido seja disponibilizado em todos os banheiros, para a higienização das mãos;
4)      Orientação para que não haja contato físico quer por abraço ou aperto de mão;
5)      Todas as orientações sanitárias devem ser afixadas em locais visíveis e nas entradas principais para que todos tenham acesso;
6)      Toda entrega de correios e mercadorias devem ser higienizadas assim que for recebida;
7)      Todos os colaboradores que pertencerem ao grupo de risco, como idosos, hipertensos, diabéticos, imunodeprimidos e gestantes, devem permanecer em casa;
8)      Sugerimos que o expediente seja reduzido conforme a necessidade de cada um , até que tenhamos um resultado positivo para voltarmos ao expediente normal de cada unidade, sempre através do acompanhamento da situação do estágio de flexibilização do Governo, e diminuição dos riscos de contágio do coronavirus;
9)      O distanciamento de 2 metros entre as pessoas seja mantido, tanto nas salas como no atendimento em geral;
10)  Que o número de pessoas presentes no ambiente seja controlado, no máximo 2 pessoas por vez em cada sala;
11)  Nos birôs sejam mantidas as distâncias mínimas necessárias;
12)  Que nos refeitórios/copas não sejam compartilhados objetos de uso pessoal, cada um use os seus próprios;
13)  O uso do refeitório, onde houver, deve ser evitado, e se for necessário que seja distância exigida entre as pessoas;
14)  Só serão autorizados os serviços administrativos, está suspensa até segunda ordem, toda e qualquer reunião, seja de qual cunho for;
15)  Todas as paróquias e áreas pastorais deverão cumprir esse protocolo de retorno, podendo designar uma pessoa para fazer o monitoramento quanto ao atendimento das diretrizes de segurança e saúde;
16)  Separação de Lixo com potencial de contaminação (onde haja descartes de luvas, máscaras);
Essas orientações entrarão em vigor somente com a aprovação do Sr. Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, e será amplamente divulgado nos canais de comunicação da Arquidiocese de Fortaleza.
Atenciosamente,
José Aparecido Tosi Marques                                                       Rosa Maria de Sousa
                                                                                                   Ecônoma da Arquidiocese
  

Arcebispo Metropolitano
Aprovamos como proposto.

PEDRO E PAULO: ALEGRIA DA IGREJA!



Padre Geovane
Que graças vos daremos, ó bem-aventurados Apóstolos, por tantas fadigas por nós suportadas? Lembro-me de vós, ó Pedro, e me espanto; lembro-me de vós, ó Paulo, e caio em lágrimas. Não sei o que dizer, não sei proferir palavras ao contemplar vossos sofrimentos. Quantas prisões santificastes! Quantas maldições tolerastes! Quão longe levastes o Cristo! Como alegrastes as Igrejas com vossas pregações! Quão benditos instrumentos são vossas línguas! E mais: de sangue foram cobertos vossos membros, em tudo assemelhando-se a Cristo, vosso Mestre Senhor! (cf. São João Crisóstomo).
A obra redentora de Deus, em sua inexprimível bondade, ternura e mistério de amor, fazendo-se homem, quis e quer eternizar a criatura humana, restaurando-a e reconciliando-a consigo. É dentro desse contexto que a Igreja comemora São Pedro e São Paulo, homens simples e humildes, fundamentalmente marcados pela graça de Deus, que, para os seguidores do Filho de Deus, no decorrer dos séculos, foram imprescindíveis, ao marcar e personificar a Igreja de um modo ininterrupto em toda a sua história.
Deus Nosso Senhor nos concede, ao celebrar São Pedro e São Paulo, a renovação de nosso ardor missionário, no sopro do Espírito Santo de Deus. Pela hierarquia, a Igreja tem sua plenitude, com sacramentos, vigor do anúncio e estrutura visível, estando à frente as criaturas humanas e como primeira delas, hoje, o Papa Francisco.
Paulo nos aponta a Igreja, que tem na sua essência a missão, reservando-lhe o incomparável cognome de mestre e doutor das nações. A grande verdade é que os dois edificaram, pela mesma fé no Filho de Deus, a linhagem sagrada já aqui na terra, a família dos seguidores de Jesus de Nazaré.
Eles nos entusiasmam a viver a nossa fé, na fidelidade a Jesus, alimentando-nos de sua palavra e de seu corpo e sangue, voltados, evidentemente, para a realidade de dor e sofrimento de muitos irmãos e irmãs, na qual estamos inseridos. Ensinam-nos também, na esperança do prêmio eterno, que é possível repetir a mesma façanha, por eles vivida e ensinada, no bom combate da fé e, igualmente, na convicção de que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo.
Pedro e Paulo nos conduzem à contemplação do mistério de nossa fé, não só pela ausculta e percepção da Igreja como instituição divina, mas também pelos seus ensinamentos. A Igreja, ao proclamar a mensagem de um Deus afável e terno às pessoas do nosso tempo, mostra-nos, de modo pedagógico, que Ele se fez homem e se encarnou na História, oferecendo-nos a salvação. Manifesta-nos, sem nenhuma dúvida e ilusão, a solução em Deus, como único e verdadeiro caminho. Desse modo, somos motivados, pela força da sua graça, a ultrapassar a realidade terrena, no sonho das aspirações mais profundas do ser humano: a eterna felicidade! Assim seja!
*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).

HOJE BENTO XVI CELEBRA 69 ANOS DA SACERDÓCIO





Bento XVI / Crédito: Vatican Media

REDAÇÃO CENTRAL, 29 Jun. 20 / 05:00 am (ACI).- “Senhor, me ajude a te conhecer melhor. Ajude-me a ser sempre uma só coisa com sua vontade. Ajude-me a viver minha vida não para mim mas sempre junto a Ti pelos outros. Ajude-me a ser seu amigo!”. Com esta invocação Bento XVI recordava, em 29 de junho de 2011 na Basílica de São Pedro, seu 60° aniversário de ordenação sacerdotal.
O Supremo Pontífice Emérito festeja hoje 69 anos de sacerdócio. Em 29 de junho de 1951, foi ordenado junto com seu irmão Georg, pelo então Arcebispo de Munich e Freising, Cardeal Faulhaber.
Na homilia que pronunciou há nove anos quando ainda era o Sumo Pontífice da Igreja Católica, Bento XVI afirmava que “este é um momento de gratidão, de gratidão ao Senhor pela amizade que me deu e que quero dar a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e me acompanharam”.
Bento XVI, que foi ordenado Bispo em 28 de maio de 1977 (há 42 anos), nasceu em Marktl am Inn, na Diocese de Passau (Alemanha), em 16 de abril de 1927.
Entre as diversas e importantes tarefas que desempenhou a serviço da Igreja, destaca-se que em 1962 participou do Concílio Vaticano II como consultor teológico do então Arcebispo de Colônia (Alemanha), Cardeal Joseph Frings.
Além disso, serviu durante anos como Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Presidente da Pontifícia Comissão Bíblica e da Pontifícia Comissão Teológica Internacional, assim como Decano do Colégio Cardinalício.
Em 11 de fevereiro de 2013, anunciou sua renúncia ao pontificado, a qual se fez efetiva na no dia 28 do mesmo mês. Atualmente, Joseph Ratzinger vive no mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano, onde se dedica à leitura e à oração.
Uma de suas poucas e mais recordadas aparições após a renúncia foi ao lado do Papa Francisco durante a canonização de São João Pablo II e São João XXIII, considerado pela imprensa como “o dia dos quatro Papas”.
Além disso, participou de dois consistórios para a criação de cardeais: em fevereiro de 2014 e 2015; e na beatificação do Papa Paulo VI em 19 de outubro de 2015.

Fonte: ACI Digital


SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO



Muitas vezes nos agrada falar das debilidades de Pedro e da visão de Paulo, mas não acrescentamos que foram homens espirituais que, com a graça de Deus, superaram os próprios limites e se tornaram, para sempre, luzeiros da fé!
Pe. Cesar Augusto dos Santos, SJ
Festejamos hoje dois santos muito queridos e que fazem parte de nossa tradição, não apenas religiosa, mas também popular. São Pedro, o santo pescador e porteiro do Céu, possuidor das chaves do Reino, entregues a ele pelo Filho do dono da Casa! Paulo, o erudito, aquele que deu consistência, através de suas cartas, à doutrina ensinada por Jesus e redigida pelas primeiras comunidades. Paulo está na origem de nossa tradição religiosa eclesial, trazida pelos jesuítas, e empresta seu nome à maior cidade da América do Sul.
Na primeira leitura, extraída de Atos 12, 1-11, vemos que muitas vezes pessoas com poder e para que esse aumente e também seu populismo (seja entre o povo, seja entre os funcionários, seja entre os familiares), fazem o que satisfaz a massa, não se importando com a justiça, mas apenas com o crescimento de sua fama, de sua popularidade. São pessoas sem juízo, mas ávidas do apoio da massa, de seu prestígio, da afirmação de sua triste liderança!
Também na mesma Carta, vemos que a atitude da Igreja, em situações difíceis e que fogem ao seu poder, é rezar, pedir, suplicar ao Senhor que mude, que transforme a situação dolorosa, e o Senhor responde atendendo ao pedido humilde daqueles que nele confiam.
Após a libertação, Pedro olha para trás e vê que era o Senhor que estava o tempo todo presente, lhe dando forças e rompendo os laços da prisão.
Também nós, deveríamos, após a superação de nossas dificuldades, fazer um exame e rever como se iniciou a situação adversa, como nos portamos, e quais os sinais que nos animavam e também os que aumentavam nossa angústia e como se originaram.
Então poderemos bendizer a Deus como São Paulo, na segunda leitura de hoje, a Carta a Timóteo (2 Timóteo 4,6-8.17-18) e dizer ao rever sua resposta à missão:” Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé”.
Paulo reconhece que foi fiel à missão, que anunciou o Evangelho de Cristo ao mundo. Revê todas as vicissitudes experimentadas, o quanto sofreu por causa de Cristo. Ao mesmo tempo em que reconhece que foi fiel, Paulo é humilde”.
Teremos certeza de que foi o Senhor, ou o seu anjo, como está nos Atos, que nos protegeu e nos guiou durante todo o tempo.
Mas nossa missão sempre será proclamar nossa fé em Jesus Cristo, como “o Messias, o Filho do Deus vivo”. E para que tenhamos consciência da presença da Trindade ao nosso lado, acrescenta após um elogio: “...porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu”.
Para nossa maturidade, para nossa visão mais adulta e menos ingênua da fé, é necessário que olhemos para Pedro e para Paulo, não apenas como as colunas da Igreja, mas que vejamos os homens que eram, com seus limites, com suas visões muitas vezes presas à cultura em que viviam. A santidade não veio e não apareceu apenas com o martírio, mas, apesar das divergências entre si, da fidelidade a Cristo e à Igreja. Aí está o processo de santidade, em abrir mão de suas próprias visões e teorias, para acolher a verdade anunciada pelo Espirito Santo através do testemunho e da palavra inspirada, dita pelo outro. Muitas vezes nos agrada falar das debilidades de Pedro e da visão de Paulo, mas não acrescentamos que foram homens espirituais que, com a graça de Deus, superaram os próprios limites e se tornaram, para sempre, luzeiros da fé!

Fonte: Vatican News


CRISTO REDENTOR É CENÁRIO DO PRIMEIRO GRANDE TRIBUTO ÀS VÍTIMAS DA COVID-1 NA PRÓXIMA QUARTA-FEIRA, ÀS 19 HORAS



Cristo Redentor é cenário do primeiro grande tributo às vítimas da Covid-19 na próxima quarta-feira, às 19h
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Cáritas Brasileira, com apoio do Verificado – iniciativa das Nações Unidas para combate à desinformação -, promoverão na próxima quarta-feira, dia 1◦ de julho, uma missa em tributo às vítimas da Covid-19 com o tema “Para Cada Vida”. A celebração trará mensagens de solidariedade às famílias fortemente afetadas pelas perdas nesta pandemia, de gratidão aos trabalhadores e voluntários anônimos, assim como aos profissionais da saúde que estão atuando diante de um desafio mundial, e de esperança a todos os brasileiros. A celebração terá como cenário uma das sete maravilhas do mundo, considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO – o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro – e será transmitida ao vivo no YouTube.
A missa terá a honra de contar com uma mensagem de solidariedade e uma benção do Papa Francisco, vibrando pela chegada de dias melhores, e também com uma mensagem de dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB. A cerimônia religiosa será presidida pelo cardeal brasileiro dom Orani João Tempesta. “A nossa arquidiocese foi escolhida para ser o lugar de manifestar a nossa solidariedade e oração por aqueles que faleceram com essa pandemia. Justamente nesse altar, que é o Cristo Redentor, queremos colocar todas as pessoas do mundo inteiro que partiram, para que sejam recebidas na casa do Pai. E rezar pelos seus familiares para que consolados prossigamos na procura do bem e da paz.”, disse o Cardeal. Em seguida, uma projeção impactante será transmitida no Cristo Redentor, um dos maiores cartões-postais do mundo. Para encerramento da celebração, haverá um show da cantora Alcione, contribuindo para promover um momento de esperança, essencial em meio ao sentimento de fragilidade do cenário atual.
Com a celebração, a CNBB, a Cáritas Brasileira e o Verificado têm o objetivo de proporcionar uma homenagem para cada vida, além de humanizar este momento crítico pelo qual o mundo está passando, dando luz às vidas perdidas, que tendem a serem apenas estatísticas devido ao alto número de óbitos diários.
A celebração “Para Cada Vida” conta com o apoio do projeto Verificado, uma iniciativa global da Nações Unidas, que busca inundar os canais de comunicação com informações verificadas e transmitidas pela ONU envolvendo os temas de ciência, solidariedade e soluções, combatendo assim, a infodemia de desinformações em meio a esta pandemia que assola o mundo. O projeto conta com a colaboração da Purpose, uma das maiores organizações de mobilização social do mundo, e com o apoio de articulação do NEXUS, movimento global que facilita espaços de encontro entre as novas gerações de filantropos, empreendedores sociais e investidores de impacto.
Sobre o projeto Verificado
O projeto Verificado é uma iniciativa global ONU que tem o objetivo de combater a infodemia de desinformação em meio à pandemia, compartilhar informações que salvam vidas e orientações baseadas em fatos e histórias do melhor da humanidade. O site Verificado traz uma galeria de informações verificadas e transmitidas pelas Nações Unidas. Na busca de inundar os canais de comunicação, as mensagens são baseadas em três frentes:  Ciência – para salvar vidas, Solidariedade – para promover cooperação local e global; e Soluções – para defender o apoio a populações impactada. Acesse: www.compartilheverificado.com.br
Fonte:CNBB