quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

PE. FÁBIO DE MELO: "ESTAMOS NUM CAOS"



Padre Fábio de Melo (Foto: Divulgação)

Nas redes sociais, o padre faz uma reflexão sobre "a era de rancores" e dá uma dica para quem quer manter a lucidez diante desse "caos"

O Padre Fábio de Melo é um dos sacerdotes mais conhecidos do Brasil. Nas redes sociais ele faz o maior sucesso. O motivo? O padre sabe equilibrar bem as publicações carregadas de bom-humor com as mensagens que fazem seus seguidores (quase 12 milhões só no Instagram) refletirem sobre a fé e a situação do Brasil e do mundo. 
Recentemente, em uma dessas publicações, o padre falou sobre o que ele chama de “era de rancores”. Tomamos a liberdade de reproduzir o post, que teve cerca 450 mil curtidas no Instagram em três dias, e viralizou no Facebook e no WhatsApp. 
Diz o texto: 
“Estamos num caos. É a era dos rancores. Tudo é ofensivo porque parece atender a uma necessidade que temos de contestar. Contra quem, contra o que? Contra a questão que estiver na moda. Ou contra aquele que foi flagrado em erro. Que erro? Os mesmos que podemos cometer quando ninguém nos observa. A fogueira pública nos distrai da fraqueza que queremos esquecer. Estamos reativos, pouco reflexivos. A rapidez com que nos comunicamos não qualifica o que dizemos. O silêncio fez as malas e se foi. Estamos cansados. Falta convergência, falta simpatia, falta delicadeza. O mundo está hostil. E quem não construir seu refúgio emocional, não manterá a lucidez.”
Nos comentários, muitos elogios. “Concordo plenamente! Precisamos nos respeitar, olhar sem rótulos, enxergar apenas o ser humano. Mais amor, mais caridade, benevolência, afeto, mais luz!”, disse uma seguidora. 
O post abaixo, sobre o rompimento da barragem de rejeitos de minério também repercutiu entre os seguidores do padre.

Fonte: Aleteia

COMO SE PROTEGER DOS ATAQUES INICIAIS DO DEMÔNIO



Seetheholyland.net-CC

Os conselhos do padre Lorenzo Scupoli são antigos, porém muito eficazes

Em sua primeira carta, São Pedro diz que temos de ser vigilantes e conscientes da batalha espiritual que nos cerca por todos os lados: 
“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar.Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós” (1 Pedro 5,8-9). 
Essa é uma verdade da qual muitas vezes nos esquecemos, pois normalmente não vemos o inimigo da nossa alma com nossos olhos. No entanto, só porque não conseguimos vê-lo, isso não significa que o poder que o diabo pode ter em nossas vidas seja reduzido.
O padre italiano Lorenzo Scupoli deu sua opinião sobre como defender-se do diabo em seu clássico “O Combate Espiritual”, publicado em 1589. Ele sugere que a chave está em avaliar como nos vemos. Confira: 
  1. O maior meio utilizado pelo maligno para roubar as nossas almas é a nossa própria vaidade e nosso amor-próprio;
  2. O segredo para derrotá-lo é manter-se profundamente entrincheirado na santa humildade e nunca abandoná-la;
  3. Se não tentarmos nos disciplinar, nós nos abandonaremos ao espírito orgulhoso para quem não somos páreo;
  4. Não é suficiente que só vigiemos; nós também temos que rezar. Pois foi dito que devemos vigiar e orar;
  5. Não permitamos que nossas mentes fiquem aflitas ou perturbadas de qualquer forma;
  6. A alma humilde e pacífica faz tudo com uma facilidade que salta sobre os obstáculos com graça e facilidade.
Fonte: Aleteia

DOM VALMOR PRESIDE MISSA DE 7º DIA PELAS VÍTIMAS DE BRUMADINHO



        
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Além da Missa de hoje, Dom Walmor pediu que em todas as paróquias da arquidiocese aconteçam Missas de Sétimo Dia pelas vítimas
Da redação, com Arquidiocese de BH
O arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, irá celebrar a Missa de Sétimo Dia pelas vítimas da tragédia em Brumadinho. A celebração será às 19h30 desta quinta-feira, 31, na Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro da Cidade.
A Missa será concelebrada pelo bispo auxiliar de BH, Dom Vicente de Paula Ferreira e o pároco da Paróquia São Sebastião, em Brumadinho, padre Renê Lopes.

Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro de Brumadinho / Foto: Rogéria Nair – Canção Nova
Além desta Missa, a pedido de Dom Walmor, todas as paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte (que abrange 28 municípios) deverão organizar Missas de Sétimo Dia dedicadas às vítimas. Assim, fiéis de diferentes lugares poderão participar de celebrações em memória dos atingidos pela tragédia.
De acordo com novos dados divulgados na noite de ontem pela Defesa Civil de Minas Gerais, há 99 mortos e 259 desaparecidos na tragédia ocorrida com o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na tarde da última sexta-feira, 25.
Desde sexta-feira, bispos, padres, diáconos e evangelizadores da Arquidiocese de Belo Horizonte tem oferecido amparo aos que sofrem. Uma ampla campanha solidária foi realizada, atendendo as necessidades materiais urgentes das famílias vítimas da tragédia. Dia e noite, os evangelizadores visitam os lares de quem enfrenta o luto, presidem momentos de oração nos velórios, permanecem ao lado dos que ainda não têm informação sobre parentes desaparecidos.
Para ajudar nos trabalhos de acolhida às pessoas, Dom Walmor enviou padres e diáconos de diferentes paróquias das cidades que integram a Arquidiocese de Belo Horizonte para a cidade de Brumadinho.

Fonte: Canção Nova Notícias

PAPA FRANCISCO: QUE OS PADRES SEJAM ALEGRES COMO DOM BOSCO


O Papa Francisco inspirou sua homilia da Missa matutina celebrada na Casa Santa Marta em São João Bosco, cuja memória é recordada hoje pela Igreja. O cerne de sua exortação é que os sacerdotes não sejam funcionários, mas tenham a coragem de olhar a realidade com olhos de homem e de Deus.

O Papa Francisco celebrou a missa na Casa Santa Marta e a sua homilia foi sobre a figura de São João Bosco que a Igreja recorda, nesta quinta-feira (31/01).
O Pontífice lembrou que no dia de sua ordenação, a mãe de São João Bosco, uma mulher humilde e camponesa, “que não tinha estudado na faculdade de teologia”, lhe disse: “Hoje, você começará a sofrer”. Queria enfatizar uma realidade, mas também chamar a atenção, porque se o seu filho pensou que não haveria sofrimento, significava que algo não estava certo.
“É uma profecia de mãe”, uma mulher simples, mas com um coração cheio do espírito. Para um sacerdote, o sofrimento é um sinal de que tudo vai bem, mas não porque ele seja um “faquir”, mas pelo que fez Dom Bosco, que teve a coragem de olhar a realidade com os olhos de homem e com os olhos de Deus. “Ele”, disse o Papa Francisco, “naquela época maçônica, anticlerical”, de “uma aristocracia fechada, onde os pobres eram realmente os pobres, o descarte, viu aqueles jovens nas ruas e disse: “Não pode ser!”.
“Olhou com os olhos de homem, um homem que é irmão e pai também, e disse: “Mas não, isso não pode ser assim! Esses jovens talvez acabarão sendo condenados e precisarão do apoio de pe. Cafasso. Não, não pode ser assim”, se comoveu como homem e como homem começou a pensar nas maneiras de fazer crescer os jovens, amadurecer os jovens. Estradas humanas. E depois teve a coragem de olhar com os olhos de Deus e ir até Deus e dizer: “Mostra-me isso… isso é uma injustiça… o que fazer diante disso… Você criou essas pessoas para uma plenitude e elas estão numa verdadeira tragédia…”. E assim, olhando para a realidade com o amor de um pai, pai e mestre, diz a liturgia de hoje, e olhando para Deus com os olhos de um mendigo que pede algo de luz, começa a seguir em frente.
Pe. Giuseppe Cafasso confortava os encarcerados, em Turim, no século XIX e muitas vezes acompanhava até a forca, os condenados à morte. Ele ficou conhecido como “o padre da forca” e foi um grande amigo de São João Bosco.
O sacerdote, reiterou o Papa, deve ter “essas duas polaridades”: “olhar a realidade com os olhos de homem e com os olhos de Deus”. Isso significa passar “muito tempo diante do tabernáculo”.
“Olhar dessa maneira fez-lhe ver o caminho, pois ele não foi com o Catecismo e o Crucifixo somente, para dizer: “façam isso…”. Os jovens o teriam dito: “Deixa pra lá! Nos vemos amanhã”. Não, não: ele estava próximo a eles, com a vivacidade deles. Fez os jovens distrair, também em grupo, como irmãos. Ele foi, caminhou com eles, ouviu com eles, viu com eles, chorou com eles e os levou adiante assim. Um sacerdote que olha humanamente as pessoas, que está ao alcance de todos”.
O Papa enfatiza assim, que os sacerdotes não devem ser funcionários ou empregados que recebem, por exemplo, “das 15 às 17h30”. “Temos tantos funcionários bons – continua ele – que fazem o seu trabalho, como devem fazer os funcionários. Mas o padre não é um funcionário, não pode sê-lo”.
Francisco então exorta a olhar com os olhos de homem e “virá a você aquele sentimento, aquela sabedoria de entender que são seus filhos, seus irmãos. E depois, ter coragem de ir e lutar lá: o sacerdote é alguém que luta ao lado de Deus”.
O Papa sabe que “sempre existe o risco de olhar muito o humano e nada o divino, ou muito o divino e nada o humano”, mas “se não arriscarmos, não faremos nada na vida”, adverte.
Um pai, de fato, arrisca pelo filho, um irmão se arrisca por um irmão quando existe amor. Isso certamente comporta sofrimentos, começam as perseguições, a tagarelice: “Este padre está lá, na rua”, com aqueles jovens mal-educados que “quebram o vidro da janela com a bola”.
O Papa então agradece a Deus por nos ter dado São João Bosco que desde criança começou a trabalhar, sabia o que era ganhar o pão a cada dia e havia entendido o que era a piedade, “qual era a verdadeira piedade”. Este homem – sublinha ainda Francisco ao concluir – teve de Deus um grande coração de pai e mestre:
“E qual é o sinal de que um padre está fazendo bem, olhando para a realidade com os olhos de homem e com os olhos de Deus? A alegria. A alegria. Quando um padre não encontra alegria por dentro, pare imediatamente e pergunte o por quê. E a alegria de Dom Bosco é conhecida: é o mestre da alegria, hein! Porque ele fazia os outros se alegrarem e ele mesmo se alegrava. E ele próprio sofria. Peçamos ao Senhor, por intercessão de Dom Bosco, hoje, a graça de que os nossos sacerdotes sejam alegres: alegres porque têm o verdadeiro sentido de olhar para as coisas da pastoral, o povo de Deus, com os olhos de homem e com os olhos de Deus”.


"TRANSMISSÃO AO VIVO" SERÁ TEMA DE FORMAÇÃO PARA A PASCOM NO JARDIM IRACEMA



A Pascom (Pastoral da Comunicação) da Paróquia Santo Antônio de Pádua, Bairro Jardim Iracema, realizará sua primeira formação do ano para seus agentes pastorais e convidados. O tema da Formação que acontecerá no próximo dia 3 de fevereiro, às 9 horas da manhã, no Salão da Igreja Matriz, Rua Alberto Ferreira Nº 230 Bairro Jardim Iracema, será Live (transmissão ao vivo) e os formadores serão: Felipe Lima, Técnico em eventos e coordenador de produção da Ciranda Mídia Cultural e  Ticiane Zacarias,  Pedagoga, Jornalista e Coordenadora de conteúdo da Ciranda Mídia Cultural.
Contatos: 9 8687-4560 – Isaac Ricart (Vice-coordenador da Pascom). Inscrições gratuitas.
Um pouco sobre a Ciranda Mídia Cultural.
A CIRANDA Mídia Cultural tem por objetivo preservar, divulgar, promover e incentivar a cultura popular brasileira, nas suas mais diversas formas, por meio de uma plataforma, composta por diversos canais de comunicação, gerando conteúdos diversificados, desenvolvidos por profissionais qualificados e principalmente amantes da cultura.
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HOJE É CELEBRADO SÃO JOÃO BOSCO, FUNDADOR DOS SALESIANOS




REDAÇÃO CENTRAL, 31 Jan. 19 / 04:00 am (ACI).- “Um só é meu desejo: que sejam felizes no tempo e na eternidade”, escreveu pouco antes de sua morte São João Bosco, cuja memória litúrgica é recordada neste dia 31 de janeiro. O fundador da Congregação Salesiana (os Salesianos) ficou também conhecido como patrono e mestre da juventude.
João Melchior Bosco Occhiena nasceu 16 de agosto de 1815 na aldeia del Becchi, perto de Morialdo em Castelnuovo (norte da Itália), em uma família muito humilde. Quando tinha dois anos, seu pai morreu e sua mãe, a Serva de Deus Margarida Occhiena, sendo analfabeta e pobre, foi responsável pela educação dos seus filhos.
Aos nove anos, João Bosco teve um sonho no qual viu uma multidão de meninos que brigavam e blasfemavam. Ele tentou silenciá-los com os punhos. Então, apareceu Jesus Cristo e lhe disse que devia ganhar os meninos com a mansidão e a caridade e que sua professora seria a Virgem Maria. A Mãe de Deus disse: “a seu tempo compreenderá tudo”. Não conseguiu entender este sonho inicialmente, mas Deus mesmo o foi esclarecendo de diferentes maneiras com o tempo.
Dom Bosco teve que estudar e trabalhar ao mesmo tempo, com seu desejo de ser sacerdote. Ingressou no seminário de Chieri e conheceu São José Cafasso, que lhe mostrou as prisões e os bairros onde havia jovens necessitados. Foi ordenado sacerdote em 1841.
Iniciou o oratório salesiano, no qual todo domingo se reunia com centenas de meninos. No começo, esta obra não tinha um lugar fixo, até que conseguiram se estabelecer no bairro periférico de Valdocco. Depois de uma enfermidade que quase lhe custou a vida, prometeu trabalhar até o final por Deus através dos jovens.
São João Bosco se dedicou inteiramente a consolidar e estender sua obra. Deu alojamento a meninos abandonados, ofereceu oficinas de aprendizagem e, sendo um sacerdote pobre, construiu uma igreja em honra a São Francisco de Sales.
Em 1859, fundou os Salesianos, tomando como modelo São Francisco de Sales. Mais adiante, fundou as Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Além disso, construiu a Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Turim, e a Basílica do Sagrado Coração, em Roma, somente com doações.
Partiu para a Casa do Pai um 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado em 1924.
Fonte: ACI Digital

VIAGEM AOS EMIRADOS ÁRABES. PAPA: A FÉ UNE, NÃO DIVIDE




Foi divulgada na quinta-feira (31/01) a mensagem do Papa Francisco às vésperas de sua viagem aos Emirados Árabes Unidos, de 3 a 5 de fevereiro.
Cidade do Vaticano
A fé em Deus “une e não divide, aproxima não obstante a distinção, afasta da hostilidade e da aversão": este é um trecho da mensagem do Papa Francisco divulgada às vésperas de sua viagem aos Emirados Árabes Unidos, de 3 a 5 de fevereiro.
Respeito das diversidades
“Somos irmãos mesmo sendo diferentes”, afirma o Papa, saudando em árabe a população do país: “Al Salamu Alaikum, a paz esteja convosco”. Francisco se declara “feliz” em visitar os Emirados Árabes Unidos, uma “terra que – destaca o Pontífice – busca ser um modelo de convivência, de fraternidade humana e de encontro entre as diferentes civilizações e culturas, onde muitos encontram um lugar seguro para trabalhar e viver livremente, no respeito das diversidades”.
Verdadeira riqueza
O Pontífice se prepara para encontrar um povo “que vive o presente com o olhar voltado ao futuro”, citando o fundador dos Emirados Árabes Unidos o Xeque Zayed, que declarava que a verdadeira riqueza “não reside somente nos recursos materiais”, mas nos “homens”, “nas pessoas que constroem o futuro de sua nação”.
Fraternidade humana
Francisco agradece ao Xeque Mohammed bin Zayed bin Sultan Al Nahyan pelo convite a participar “do encontro inter-religioso sobre o tema ‘Fraternidade humana’”, que se realizará na segunda-feira à tarde no Founder’s Memorial de Abu Dhabi.
Na ótica da viagem, cujo lema é extraído da oração atribuída a São Francisco de Assis: “Senhor, faz de mim um instrumento da sua paz”, o Papa define-se ainda “grato” às demais autoridades dos Emirados Árabes Unidos “pela ótima colaboração, a generosa hospitalidade e o fraterno acolhimento oferecidos nobremente para realizar” a visita.
O Grande Imã de Al-Azhar
Por fim, o Santo Padre agradece ao “amigo e querido irmão o Grande Imã de Al-Azhar, Dr. Ahmed Al-Tayeb, e aos que colaboraram na preparação do encontro” pela “coragem” e a “vontade” de afirmar a capacidade da fé em Deus, que une e não divide. Com “alegria”, conclui Francisco, "me preparo para encontrar e saudar ‘eyal Zayid fi dar Zayid, os filhos de Zayid na casa de Zayid”, uma terra “de prosperidade e de paz”, “de sol e de harmonia”, “de convivência e de encontro”.
 
Fonte: Vatican News