domingo, 30 de dezembro de 2018

FAMÍLIA, UM TESOURO A SER PROTEGIDO E DEFENDIDO, DIZ PAPA NO ANGELUS




No último Angelus de 2018, o Papa pediu às pessoas a perguntarem-se se conseguem se "maravilhar" e também sentir angústia ao ficarem longe de Jesus. O maravilhar-se com o que uma pessoa tem de bom, ajuda a curar as feridas e a unidade da família.
Jackson Erpen – Cidade do Vaticano
“Eis porque a família de Nazaré é santa: por estar centrada em Jesus”. Eram “unidos por um amor intenso e animados por uma grande confiança em Deus”.
No último Angelus de 2018, o Papa Francisco dedicou sua reflexão à Sagrada Família, festejada pela Igreja neste domingo.
Dirigindo-se aos milhares de peregrinos presentes na Praça São Pedro, o Pontífice chamou a atenção para dois elementos presentes da narrativa de São Lucas: estupor e angústia.
De fato, a família de Nazaré foi à Jerusalém para a Festa de Páscoa, mas na viagem de retorno, Maria e José percebem que o filho de doze anos não está na caravana, e depois “de três dias de busca e de medo, o encontram no templo, sentado entre os doutores, decidido a discutir com eles”. Maria e José ficam "admirados" com a cena e Maria diz a Jesus que José e ela ficaram angustiados a sua procura.
Estupor

Nunca faltou o estupor na família de Nazaré – explicou o Papa – que é “a capacidade de se maravilhar diante da gradual manifestação do Filho de Deus”. Também os doutores no templo ficaram admirados "por sua inteligência e suas respostas":
Maravilhar-se – observou Francisco - é o oposto de tomar tudo como certo, de interpretar a realidade que nos rodeia e os acontecimentos da história somente segundo os nossos critérios:
“Maravilhar-se é abrir-se aos outros, compreender as razões dos outros: essa atitude é importante para curar relacionamentos comprometidos entre as pessoas e é também indispensável para curar feridas abertas no âmbito familiar”.
Angústia

O Papa fala então da angústia que José e Maria sentiram com a perda do filho, o que “manifesta a centralidade de Jesus na Sagrada Família”:
A Virgem e seu esposo haviam acolhido aquele Filho, eles o protegiam e o viam crescer em idade, sabedoria e graça em meio a eles, mas acima de tudo ele crescia dentro de seus corações; e, pouco a pouco, aumentava seu afeto e sua compreensão em relação a ele”.
“ Eis porque a família de Nazaré é santa: por estar centrada em Jesus, todas as atenções e solicitudes de Maria e José eram dirigidas a ele ”
Esta mesma angústia, disse Francisco, deveria ser experimentada por nós, “quando estamos distantes dele”:
Deveríamos ficar angustiados quando por mais de três dias nos esquecemos de Jesus, sem rezar, sem ler o Evangelho, sem sentir a necessidade de sua presença e de sua amizade consoladora”.
Encontrar Jesus na Casa de Deus

Assim como Maria e José o encontraram no templo ensinando, também nós “podemos encontrar o divino Mestre e acolher a sua mensagem de salvação” na Casa de Deus:
Na celebração eucarística, fazemos experiência viva de Cristo; Ele nos fala, nos oferece a sua Palavra que ilumina o nosso caminho, nos dá o seu corpo na Eucaristia, da qual tiramos força para enfrentar as dificuldades de todos os dias”.
Rezar pelas famílias onde não há paz

Ao concluir, o Santo Padre convidou a todos para rezar “por todas as famílias do mundo, especialmente por aquelas em que, por várias razões, há falta de paz e harmonia. E as confiemos à proteção da Sagrada Família de Nazaré”.
Família, tesouro a ser protegido e defendido

Após rezar o Angelus, o Papa saudou os peregrinos presentes na Praça São Pedro, em especial as famílias presentes na Praça:
"Hoje dirijo uma saudações especial às famílias aqui presentes. Um aplauso às famílias que estão aqui, todas; e também para aquelas que acompanham de casa pela televisão e pela rádio. A família é um tesouro: é preciso protegê-la sempre, defendê-la. Que a Sagrada Família de Nazaré sempre proteja e ilumine o seu caminho”.
Antes de despedir-se com o tradicional “bom almoço e até logo”, Francisco desejou a todos um “sereno final de ano. Acabar o ano com serenidade” e agradeceu novamente pelas felicitações de Natal e pelas orações recebidas.
Fonte Vatican News

IGREJA CELEBRA HOJE A FESTA DA SAGRADA FAMÍLIA




REDAÇÃO CENTRAL, 30 Dez. 18 / 04:00 am (ACI).- Hoje a Igreja celebra a festa da Sagrada Família e convida todos a olhar para Jesus, Maria e José, que desde o início tiveram que enfrentar os perigos do exílio no Egito, mas, sempre mostrando que o amor é mais forte do que a morte. Eles são um reflexo da Trindade e modelo de cada família.
A solenidade da Sagrada Família, que é celebrada dentro da Oitava de Natal, é uma festa que incentiva a aprofundar o amor familiar, examinar a situação do próprio lar e buscar soluções que ajudem o pai, a mãe e os filhos a serem cada vez mais como a Família de Nazaré.
Ao celebrar esta data em 2013, o Papa Francisco ressaltou que o “nosso olhar hoje para a Sagrada Família se deixa atrair também pela simplicidade da vida que essa conduz em Nazaré. É um exemplo que faz tanto bem às nossas famílias, ajuda-as a se tornarem sempre mais comunidades de amor e de reconciliação, na qual se experimenta a ternura, a ajuda mútua, o perdão recíproco”.
A vida familiar não pode ser reduzida a problemas de relacionamento, deixando de lado os valores transcendentes, já que a família é o sinal do diálogo entre Deus e o homem. Pais e filhos devem estar abertos à Palavra e ouvir, sem esquecer a importância da oração familiar que une fortemente os membros da família.
São João Paulo II, que é conhecido como o Papa das famílias, no Ângelus desta solenidade em 1996, destacou que “a mensagem que vem da Sagrada Família é, antes de tudo, uma mensagem de fé: a casa de Nazaré é aquela onde Deus está verdadeiramente no centro”.
“Para Maria e José esta opção de fé concretiza-se no serviço ao Filho de Deus que lhes foi confiado, mas exprime-se também no seu amor recíproco, rico de ternura espiritual e de fidelidade”, indicou.
Em muitas ocasiões, João Paulo II reforçou a importância da vivência da fé em família, por meio da oração. “A família que reza unida, permanece unida”, dizia, sugerindo que juntos rezassem o Rosário.
Fonte: ACI Digital

"2018, UM ANO EXTRAORDINÁRIO DE UMA IGREJA EM SAÍDA", DIZ CARDEAL BALDISSERI



O secretário-geral do Sínodo dos Bispos faz um balanço do Pontificado de Francisco em 2018: da escuta dos jovens à reforma da colegialidade, com o olhar voltado para a próxima assembleia sinodal especial sobre a Amazônia
Federico Piana - Cidade do Vaticano
Final de ano, tempo de balanços. O cardeal Lorenzo Baldisseri repassa os 365 dias de pontificado, comentando-os sob seu apurado ponto de vista, como secretário geral do Sínodo dos Bispos. Assim, a reconstrução dos destaques de 2018 não poderia deixar de acontecer partindo quase do final.
O Sínodo sobre os jovens, sinal visível de uma 'Igreja em saída'
De 3 de outubro, jovens que representam seus pares de todo o mundo reuniram-se no Vaticano para participar da XV Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos com o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Um sucesso sem precedentes, que permitiu a interação e a troca de ideias e projetos entre os pastores da Igreja - e o próprio Papa Francisco - e uma geração com o desejo de estar envolvida e ser ouvida.
"Foi um acontecimento memorável, para nós um sinal - recorda o cardeal Baldisseri. A Igreja exortou os jovens a descobrir Cristo e partir por ele em 'missão', ​​tornando-se protagonistas da evangelização: como sacerdotes, consagrados ou descobrindo a vocação ao matrimônio". Depois acrescenta: "Estamos aguardando que o Papa Francisco nos possa oferecer uma exortação pós-sinodal sobre a juventude".
Bispos chineses no Sínodo sobre os jovens: presença histórica

Ninguém, nem mesmo os analistas mais ousados, poderiam imaginar a presença de dois bispos chineses no Sínodo, após o acordo assinado entre a Santa Sé e a China sobre as nomeações episcopais.
"No entanto, a presença histórica estava lá - reconstrói o cardeal Baldisseri. Pela primeira vez, os bispos da China continental deram a sua contribuição a um evento eclesial. E eles estavam ao lado dos bispos de Hong Kong e Taipei. Um grande gesto de abertura, em sintonia com a evangelização ad extra desejada pelo Santo Padre que envolve diferentes culturas, tradições e religiões".
Reforma do Sínodo, outro passo importante de 2018

2018 também será recordado como o ano da reforma do Sínodo. A Constituição Apostólica Episcopalis Communio publicada em setembro visa maior colegialidade, envolvimento e escuta do povo de Deus.
O cardeal Baldisseri está satisfeito: "Já em 2015 o Papa Francisco, por ocasião do 50º aniversário do motu proprio Apostolica Sollicitudo de Paulo VI, que cria a assembléia sinodal, pronunciou um discurso com o qual delineava as futuras diretrizes. Trabalhamos nesse discurso e brotou a revisão do motu proprio de Paulo VI.  Para fazer tudo isso, também nos baseamos em nossas experiências recentes: o Sínodo sobre a família e sobre os jovens".
Assim, nasceu o documento apresentado ao Papa, depois naturalmente, revisto e corrigido que, de acordo com o cardeal Baldisseri, é "um instrumento para poder reconhecer que todos os crentes, o povo de Deus, são ao mesmo tempo sujeito e objeto dentro da Igreja. E conceder a eles os espaços ao qual eles têm direito".
Um olhar para o futuro: em 2019, o Sínodo sobre a Amazônia

Lançando um olhar para o futuro já iminente, o Cardeal Baldisseri destaca a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região Pan-amazônica a ser realizado em Roma em outubro de 2019.
“Já há um ano o estamos preparando. Diz respeito a sete Conferências Episcopais e nove países da região amazônica. O Papa Francisco deseja que este tema seja discutido: Amazônia, novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral". Porém não se tratará apenas de ecologia, precisa Dom Baldisseri. "Trataremos também temas eclesiais. O foco será sobre a Amazônia, sabendo muito bem que esta região pode ser tomada como modelo para todo o mundo".
Fonte: Vatican News

EVANGELHO DO DIA


Evangelho – Lc 2, 22-40

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,22-40

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na Lei do Senhor: 'Todo primogênito do sexo masculino
deve ser consagrado ao Senhor.' 24Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele
26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29'Agora, Senhor, conforme a tua promessa,
podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos:
32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel.'
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: 'Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma.'
36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações.
38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE


30 DE DEZEMBRO DE 2018

DOMINGO DA SAGRADA FAMÍLIA DE

JESUS, MARIA E JOSÉ

 Cor Branco
1ª. Leitura – Eclo 3, 3-7.14-17ª (gr 2-6.12-14)

Leitura do Livro do Eclesiástico 3,3-7.14-17a (gr.2-6.12-14)

3Deus honra o pai nos filhos e confirma, sobre eles, a autoridade da mãe. 4Quem honra o seu pai, alcança o perdão dos pecados;
evita cometê-los e será ouvido na oração quotidiana. 5Quem respeita a sua mãe é como alguém que ajunta tesouros. 6Quem honra o seu pai, terá alegria com seus próprios filhos; e, no dia em que orar, será atendido. 7Quem respeita o seu pai, terá vida longa, e quem obedece ao pai é o consolo da sua mãe. 14Meu filho, ampara o teu pai na velhice e não lhe causes desgosto enquanto ele vive. 15Mesmo que ele esteja perdendo a lucidez,
procura ser compreensivo para com ele; não o humilhes, em nenhum dos dias de sua vida, a caridade feita a teu pai não será esquecida, 16mas servirá para reparar os teus pecados 17ae, na justiça, será para tua edificação. Palavra do Senhor

Reflexão “uma família feliz e equilibrada”

O autor do Livro do Eclesiástico, nesta leitura, nos motiva a cultivar sentimentos de carinho e proteção para com as pessoas mais idosas e nos revela que Deus nunca esquecerá o bem que fizermos aos nossos pais. Assim sendo, ele exalta a honra e o respeito ao pai e à mãe como atributos que são agradáveis a Deus e imprescindíveis para que sejamos ouvidos nas nossas reivindicações. A leitura ressalta ainda a recompensa que o Senhor concede a todos os que reverenciam o seu pai e a sua mãe, os amparando na velhice. Na realidade, isto pode ser comprovado no nosso dia a dia nos relacionamentos entre pais, filhos, avós. Os filhos e as filhas que têm zelo e amor pelos seus genitores e os amparam nas suas necessidades têm uma vida repleta de graças e conseguem também manter uma família feliz e equilibrada. O aconchego de uma família unida e feliz vale muito mais do que muitos bens materiais acumulados.  Honrar pai e mãe é o quarto mandamento da lei de Deus e pais e filhos constituem assim a primeira preocupação de Deus para salvar a terra, e nós somos estes mensageiros da reconciliação.  A família é o berço da humanidade, é no berço que a criança é alimentada, cuidada e fortalecida. É a partir de cada família da Terra que o projeto de Deus para o futuro da humanidade se realiza. Por isso, São João Paulo II já afirmava que “a família é a esperança da humanidade”. A família é, portanto, uma Escola onde a humanidade é forjada e preparada para enfrentar os desafios da vida e do mundo. Por meio da Família toda existência humana é orientada para o futuro. E se a família for um lugar seguro onde Deus habita aí então ela terá, com certeza, um futuro abençoado.

– Você reconhece o valor da sua família?
 -  Você tem seguido o mandamento de honrar pai e mãe?
 – Como você tem se relacionado com os seus pais, ou com seus filhos?
 – Que valores você tem preservado na sua família?
 – Você tem orado por ela?

Salmo 127,1-2.3.4-5 (R. Cf 1)

R. Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

1Feliz és tu se temes o Senhor* e trilhas seus caminhos! 2Do trabalho de tuas mãos hás de viver,* serás feliz, tudo irá bem! R.

3A tua esposa é uma videira bem fecunda* no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira* ao redor de tua mesa. R.

4Será assim abençoado todo homem* que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião,* cada dia de tua vida. R.

Reflexão - O salmista elogia os que têm amor pelo Senhor e seguem os caminhos por Ele traçados. Serão felizes, viverão do trabalho honesto, formarão uma família fecunda e serão abençoados. Todas estas coisas são necessidades básicas do nosso ser humano e se constituem no alicerce para que tenhamos uma vida cheia de paz. Portanto, se refletirmos bem, nós não precisaríamos lutar tanto por tantas conquistas que nunca obteremos, mas tão somente, “temer o Senhor e seguir os seus caminhos!”

2ª. Leitura – Col 3, 12-221

Leitura da Carta de São Paulo aos Colossenses 3,12-21

Irmãos: 12Vós sois amados por Deus, sois os seus santos eleitos.
Por isso, revesti-vos de sincera misericórdia, bondade, humildade, mansidão e paciência, 13suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se um tiver queixa contra o outro.
Como o Senhor vos perdoou, assim perdoai vós também. 14Mas, sobretudo, amai-vos uns aos outros, pois o amor é o vínculo da perfeição. 15Que a paz de Cristo reine em vossos corações, à qual fostes chamados como membros de um só corpo. E sede  agradecidos. 16Que a palavra de Cristo, com toda a sua riqueza,
habite em vós. Ensinai e admoestai-vos uns aos outros com toda a
sabedoria. Do fundo dos vossos corações, cantai a Deus salmos, hinos e cânticos espirituais, em ação de graças. 17Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus Cristo. Por meio dele dai graças a Deus, o Pai. 18Esposas, sede solícitas para com vossos maridos, como convém, no Senhor.
19Maridos, amai vossas esposas e não sejais grosseiros com elas.
20Filhos, obedecei em tudo aos vossos pais, pois isso é bom e correto no Senhor. 21Pais, não intimideis os vossos filhos, para que eles não desanimem. Palavra do Senhor.

Reflexão – “”
A misericórdia, a bondade, a humildade, a mansidão e a paciência que cultivamos nos nossos relacionamentos, é o sinal que podemos dar ao mundo de que realmente vivemos de acordo com os conselhos evangélicos.  Todas essas virtudes têm como fundamento o amor ao próximo que é o mandamento maior da Lei de Deus. Quando perdoamos, nos suportamos uns aos outros, cultivamos a paz nos nossos relacionamentos, e compreendemos uns aos outros, mostramos ao mundo que todas essas virtudes são uma consequência da vivência do amor de Deus agindo em nós. Este amor, segundo São Paulo, deverá ser praticado de uma maneira responsável e isto implica também em ensinar e admoestar ao outro, com toda a sabedoria sem omitir-se nas horas da necessidade de correção. Demonstramos também que vivemos segundo os preceitos cristãos quando sabemos ser agradecidos e cantamos louvores ao Senhor pelos Seus benefícios. Finalmente, São Paulo dá conselhos úteis aos maridos e às mulheres, aos pais e filhos para que dentro da Lei divina do amor recíproco saibam compartilhar a vida dando espaço uns aos outros para a vivência da paz.

– Você sabe perdoar? 
– Existe alguém na sua família a quem você precisa dar ou pedir perdão?
 – Você se sente responsável pelo bem-estar da sua família?
 – O que você tem feito para que isto aconteça?


Evangelho – Lc 2, 22-40

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 2,22-40

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na Lei do Senhor: 'Todo primogênito do sexo masculino
deve ser consagrado ao Senhor.' 24Foram também oferecer o sacrifício - um par de rolas ou dois pombinhos - como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele
26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29'Agora, Senhor, conforme a tua promessa,
podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos:
32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel.'
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: 'Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma.'
36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações.
38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém.
39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele.
Palavra da Salvação.

Reflexão – “no templo com Jesus”

 Conscientes da sua missão de pais, mesmo sabendo que Jesus era o Messias prometido, Maria e José cumpriram com o dever prescrito pela Lei de Moisés e levaram Jesus para ser apresentado no templo. 
Assim, então, eles ofereceram o Filho ao Pai colocando diante do altar a vida e a missão de Jesus.  Conhecedores da verdade de que Jesus já se apresentou ao Pai e se ofereceu e se entregou para nos salvar e que Ele hoje está com o Pai, nós também podemos entregar a Ele e oferecer a nossa vida como dom para ser abençoado e frutificado. Apresentamos a Ele os nossos filhos, que podem ser também nossos projetos, nossos sonhos, nossos anseios. Assim como Simeão, homem justo e piedoso esperava o dia em que iria ter um encontro com Jesus, nós também podemos viver na expectativa da Sua chegada abraçando, desde já a salvação que Ele nos prometeu. Os olhos de Simeão viram ainda aqui na terra a salvação de Jesus, tomou-O nos braços e bendisse a Deus pelo presente que recebeu. A profetisa Ana, que servia a Deus no templo, dia e noite, também louvou a Deus por ter visto O libertador de Israel e pôs-se a anunciá-lo a toda a gente. Diante da manifestação dos dois, Maria soube silenciar e acolher a profecia de Simeão quando prognosticou o que iria acontecer com ela por causa de Jesus: “quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.  Simeão e Ana foram agraciados porque estavam no templo!   O templo é o lugar em que recebemos as graças de Deus e somos formados para que, como Simeão e Ana, possamos dar testemunho a todos do grande mistério da encarnação de Deus Salvador.  

-  Para você o que significa ir ao templo?
 -  Onde está o templo de Deus em você?
– Você tem escutado a Palavra de Deus que fala dentro do seu coração?
 – Quando vai a Igreja você percebe os sinais de Deus por meio da Sua Palavra, da Homilia, das orações? 
– O que você tem oferecido ao Senhor, no templo?

Helena Serpa,
Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho 


REFLETINDO SOBRE O EVANGELHO


Lucas 2, 41-52


Sagrada Família, Jesus, Maria e José, Festa Ano C
          Celebramos, neste domingo (Lucas 2,41-52), logo após a solenidade do Natal, o Dia da sagrada Família, recordando-nos que também Deus, ao encarnar-se, quis ter uma família e um lar na terra, cujo modelo nos é apresentado na liturgia de hoje. A Festa da Sagrada Família insere-se, teologicamente, na linha de missa da noite de Natal: a contemplação da condição humana de Jesus.
          E a Igreja, ao celebrar a Sagrada Família, visa duas finalidades. Quer colocá-la para ser invocada como fonte de bênçãos para todos as famílias da terra. E quer que Jesus seja o modelo mais alto de inspiração para os pais, as mães e os filhos aqui na terra. É tão importante a família! Creio que se possa dizer que todas as desordens da sociedade, no campo da educação e dos costumes, no campo do trabalho e da religião, e até no campo do equilíbrio econômico, sejam devidas ao descaso com quem vem sendo tratada a família, nesse proliferar do divórcio e das separações de casai. Quem é que não vê que, na raiz do problema do menor carente e do menino de rua, está a ausência da família? E quem é que não vê que um dos deveres mais graves do Estado é o de criar condições econômicas e sociais para que não haja famílias condenadas á miséria? E quem não sabe que a desestruturação da família é também causada pelo desconhecimento da palavra de Deus, na qual encontramos a fonte inexaurível da nossa salvação: Nosso Senhor Jesus Cristo. Somente uma volta radical para a vivência da Palavra de Deus é que a Família encontrará a paz, o bem-estar e a realização plena da vida cristã.
          Na meditação do evangelho da sagrada Família vemos que Jesus, Maria e José constituem uma família concreta. O encontro no templo, depois da longa procura, mostra, de um lado, como Jesus adolescente vai percebendo sua união íntima e especial com o Pai. Ele ouve e interroga os doutores, mas também responde e os deixa extasiados com sua inteligência. De outro lado, descreve a aflição dos pais, expressa por Maria. Este acontecimento da vida da sagrada família tem muito na nos dizer hoje. A família está situada no mundo, na sociedade e em cada um dos seus membros, seja comunitariamente, seja pessoalmente; tem uma missão a cumprir fora dos limites da vida familiar. Esta reptura, esta busca do caminho de cada um é um aprendizado mútuo, que precisa de muito amor e compreensão.
Olhando para a família de Nazaré, percebemos que a família não é um quartel onde só se recebem ordens, uma pensão em que se entra e se sai sem dar satisfação, um salão de festas, onde a pessoa pula, dança, fala alto. Mas a família é, a partir de Nazaré e Belém, um lugar de paz, perdão, acolhida, ternura, alegria e crescimento humano e espiritual. A Festa da Sagrada Família nos coloca mais perto de Deus. E Jesus, com seu projeto de salvação, faz de todo o mundo a grande família de Deus. Portanto, ao celebrar esta festa, lembremo-nos de todas as famílias que lutam para que o mundo seja a verdadeira casa de Deus. No final de mais um ano somos convidados a agradecer a Deus, também, tudo o que vivemos. Celebramos, pois, alegremente a sua presença constante em nosso meio.
Pe. Raimundo Neto
Pároco

SANTO DO DIA - SAGRADA FAMÍLIA


A Sagrada Família, ajuda cada um a caminhar no espírito de Nazaré

Se o Natal tiver sido ao domingo; não tendo sido assim, a Sagrada Família celebrar-se-á no domingo dentro da Oitava do Natal.
Da alocução de Paulo VI, Papa, em Nazaré, 5.1.1964:
O exemplo de Nazaré:
Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.
Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem sentido. Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!
Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.
Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.
Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.
Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.
João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:
A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas. O Concílio recordou que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40). Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do “evangelho da família”, mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja…
A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida! Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.
Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!
Fone: Canção Nova Notícias