quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

SANTO DO DIA - SÃO JOÃO DE BRITO

 São João de Brito, santo português e grande evangelizador na Índia

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Origens
São João de Brito é um santo português, nasceu em Lisboa no ano de 1647.

Relação com o Brasil
Em 1640, seu pai Salvador Pereira de Brito foi enviado pelo rei Dom João IV para ser governador no Brasil, lugar onde faleceu. São João de Brito, com sua mãe e seus irmãos, permaneceram na corte. Desde cedo, São João dava testemunho da busca de viver em Deus.

Saúde na infância
Com sua saúde fragilizada, os médicos chegaram a perder as esperanças. Sua mãe, voltando-se para o céu em oração e intercessão, fez também uma promessa a São Francisco Xavier, e o pequeno João recobrou a saúde milagrosamente. São João passou um ano com uma batina, pois isso fazia parte do cumprimento da promessa. Mais do que isso, Deus foi trabalhando a vocação em seu coração, até que, com 15 anos apenas, ele entrou para a Companhia de Jesus.

São João Brito: a ida para Índia e o difícil sacerdócio 

Sacerdócio na Índia
Em 1673, foi ordenado sacerdote e enviado para evangelizar na Índia. Viveu em Goa, depois no Sul da Índia, onde aprofundou-se nos estudos; e todo aquele lugar, toda aquela região conheceu o ardor deste apóstolo. Homem que comunicava o Evangelho com a vida, ele buscava viver a enculturação para que muitos se rendessem ao amor de Deus num diálogo constante com as culturas, o que não quer dizer que sempre encontrou acolhimento.

Perseguição e intervenção de Deus
Junto aos povos de Maravá, ele evangelizou, e muitos foram batizados. Ao retornar desta missão, ele e outros catequistas acabaram sendo presos por soldados pagãos e anticristãos, e fizeram de tudo para que este sacerdote santo renunciasse à fé. Ele renunciou à própria vida e estava aberto para o martírio se fosse preciso. O rei chegou a condená-lo, mas um príncipe quis ouvir a doutrina que ele espalhava e muitos mudavam de vida e abandonavam os deuses; a conclusão daquele príncipe pagão era de que aquela doutrina era justa e santa. São João foi liberto junto com os outros.

O retorno a Portugal
Não demorou muito, por obediência, voltou para Portugal, mas o seu coração queria, de novo, retornar para a Índia e até mesmo ser mártir. Foi o que aconteceu.

O Martírio de São João Brito e o seu legado

Páscoa
Após dar seu testemunho em vários colégios dos jesuítas em Portugal, voltou para a Índia. Logo foi preso. Desta vez, até um príncipe pagão chegou a se converter. Mas o rei se revoltou, mandou castigar aquele padre. Em 4 de fevereiro de 1693, foi degolado. Sofreu muito antes disso, mas tudo ofereceu por amor a Cristo e pela salvação das almas.

Santuário na Índia
Foi canonizado por Pio XII em 22 de junho de 1947. No local do seu martírio, em Oriyur, na Índia, foi construído um Santuário. Conta-se que o seu sangue abençoou o solo, tornando-o vermelho. Os peregrinos consideram esta areia vermelha como sagrada e encontram nela cura para os seus males.

São João de Brito no Brasil
Na Diocese de Santo Amaro (SP), o santo é padroeiro de uma paróquia desde 1951. Tal devoção surgiu após uma visita do então bispo de Santo Amaro a Portugal, que trouxe uma imagem que ganhou no país europeu e sugeriu que a nova Paróquia que surgia levasse o nome de São João de Brito.

Minha oração
“Ó santo sacerdote, exímio missionário e evangelizador, fortalecei e encorajai aqueles que têm a mesma missão de evangelizar os povos mais distantes. Intercedei pelas vocações, a fim de suscitar outros homens e mulheres com a mesma generosidade. Amém.”

São João de Brito, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

LANÇAMENTO DO LIVRO “VIDA E REINO DE JESUS NAS ALMAS CRISTÃS”, DE SÃO JOÃO EUDES..

ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA CELEBRA A ORDENAÇÃO EPISCOPAL DE DOM ANTÔNIO CARLOS DO NASCIMENTO

 



À esquerda: Dom Gregório, à direita: Dom Antonio Carlos – Foto: Sercom Arqfor / Romário Pinheiro

Celebração solene reuniu bispos, presbíteros, diáconos, seminaristas e o povo de Deus na Catedral Metropolitana de Fortaleza

A Igreja Arquidiocesana de Fortaleza viveu, na noite do dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor, um momento de profunda graça e alegria com a Ordenação Episcopal do Monsenhor Antonio Carlos do Nascimento. A celebração aconteceu na Catedral Metropolitana de Fortaleza e marcou um importante capítulo na história da Igreja particular.

A Santa Missa de Ordenação foi presidida por Dom Gregório Paixão, OSB, arcebispo de Fortaleza, tendo como bispos co-ordenantes Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, arcebispo emérito da Arquidiocese de Fortaleza e Dom José Luiz Gomes Vasconcelos, bispo diocesano de Sobral.

Uma Igreja reunida em comunhão

A celebração contou com a presença de 17 bispos, além de numerosos presbíteros, diáconos, seminaristas, religiosos e religiosas, bem como uma expressiva participação do povo de Deus, que lotou a Catedral para acompanhar este momento histórico.

Em clima de fé, oração e ação de graças, a assembleia manifestou a comunhão da Igreja e a alegria pela entrega de mais um pastor ao serviço do Evangelho. A celebração também teve um significado especial para a história recente da Arquidiocese: a última ordenação episcopal realizada em Fortaleza havia ocorrido no dia 27 de abril de 2019, com a ordenação do Monsenhor Evaldo Carvalho dos Santos, do clero dos Lazaristas, o que torna ainda mais expressivo o momento vivido pela Igreja local.

Os ritos da Ordenação Episcopal

Após os ritos iniciais e a Liturgia da Palavra, a celebração seguiu com os ritos próprios da Ordenação Episcopal, marcados por forte simbolismo e profunda espiritualidade. Depois da proclamação do Evangelho, teve início o rito com a apresentação do eleito e a leitura do mandato apostólico, confirmando oficialmente sua escolha pelo Papa. Na homilia, o bispo ordenante recordou que o ministério episcopal é continuidade da missão dos Apóstolos, destacando o chamado ao serviço, à fidelidade ao Evangelho e ao cuidado amoroso com o povo de Deus. Em seguida, o eleito manifestou publicamente seu propósito de guardar a fé, anunciar o Evangelho e servir a Igreja em comunhão com o sucessor de Pedro e com o colégio episcopal.

O momento central do rito ocorreu com a ladainha de todos os santos, quando o eleito se prostrou em sinal de total entrega, seguida da imposição das mãos pelos bispos e da oração de ordenação, invocando a ação do Espírito Santo. Na sequência, realizaram-se os ritos explicativos: a unção da cabeça com o santo crisma, a entrega do Livro dos Evangelhos, do anel, da mitra e do báculo pastoral, sinais da missão de ensinar, santificar e governar o povo de Deus. A ordenação foi concluída com o abraço da paz entre os bispos, acolhendo o novo bispo no colégio episcopal, enquanto a assembleia celebrava, em oração e louvor, a ação de Deus na vida da Igreja.

Trajetória de fé e serviço

Dom Antonio Carlos do Nascimento nasceu em 22 de novembro de 1972, em Fortaleza (CE), filho de Francisco Camelo do Nascimento (in memoriam) e Marlene Rodrigues do Nascimento.

Ingressou no Seminário Menor Dom Aloísio Lorscheider, em 1995, e seguiu sua formação no Seminário Maior do Regional Nordeste I e no Seminário São José, onde cursou Filosofia e Teologia. É graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e em Teologia pelo Instituto Teológico e Pastoral do Ceará (ITEP).

Possui mestrado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, além de cursos de especialização realizados na Sacra Rota Romana, na Pontifícia Universidade Católica Argentina, em Buenos Aires — onde iniciou seu doutorado — e em diversas instituições no Brasil.

Foi ordenado diácono em 20 de dezembro de 2002 e presbítero em 22 de dezembro de 2003, na Catedral Metropolitana de Fortaleza.

Ministério sacerdotal e serviço à Igreja

Ao longo de seu ministério presbiteral, exerceu importantes funções pastorais e canônicas, entre elas:

  • Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Messejana;
  • Auditor do Tribunal Eclesiástico Regional de Apelação;
  • Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (2005–2016);
  • Pároco da Paróquia São Pio X, no bairro Pan-Americano, em Fortaleza (2016–2025).

Até sua nomeação episcopal, exercia as funções de Vigário Judicial e Presidente do Tribunal Eclesiástico Regional e de Apelação do Ceará, professor de Direito Canônico na Faculdade Católica de Fortaleza, além de membro do Conselho Presbiteral, do Colégio de Consultores e assessor canônico dos bispos do Regional Nordeste I.

Um novo bispo para a Igreja

A Ordenação Episcopal de Dom Antonio Carlos do Nascimento, celebrada em 2 de fevereiro de 2026, reafirma a ação do Espírito Santo na condução da Igreja e renova a esperança do povo de Deus.

Que seu ministério episcopal seja marcado pela fidelidade ao Evangelho, pela proximidade com o povo e pelo zelo pastoral, a exemplo de Cristo, o Bom Pastor, apresentado no templo como luz para iluminar as nações.

EVANGELHO DO DIA

  Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 5, 21-43

Naquele tempo: 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra

margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia.

22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando

viu Jesus, caiu a seus pés,

23e pediu com insistência: 'Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as

mãos sobre ela, para que ela sare e viva!' 24Jesus então o acompanhou. Uma

numerosa multidão o seguia e o comprimia.

25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma

hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos,

gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.

27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da

multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava:

'Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada'. 29A hemorragia parou

imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si

que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha

saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: 'Quem tocou na

minha roupa?' 31Os discípulos disseram: 'Estás vendo a multidão que te

comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou'?' 32Ele, porém, olhava ao redor

para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo,

percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e

contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse:

'Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença'. 35Ele estava

ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e

disseram a Jairo: 'Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?'

36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: 'Não tenhas medo. Basta

ter fé!' 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago

e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga,

Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.

39Então, ele entrou e disse: 'Por que essa confusão e esse choro?

A criança não morreu, mas está dormindo'. 40Começaram então a caçoar

dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e

os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde

estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: 'Talitá cum' - que

quer dizer: 'Menina, levanta-te!' 42Ela levantou-se imediatamente e começou

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a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou

com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer

à menina. Palavra da Salvação.


REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 Israel e pôs-se a anunciá-lo a toda a gente. Simeão e Ana sentiram-se privilegiados

porque contemplaram a salvação que veio de Deus e esperaram o dia feliz em que

Jesus foi apresentado ao Pai. Nós não precisamos mais esperar por esse dia porque

Jesus já se apresentou ao Pai, já se ofereceu ao Pai, já se entregou ao Pai para nos

salvar. Precisamos também estar no templo, disponíveis e sintonizados atentos à

chegada de Jesus que vem ao nosso encontro pelas mãos de Maria e José. E, como

Simeão e Ana, dar testemunho a todos do grande mistério da encarnação de Deus

Salvador. Maria soube silenciar e acolher a profecia de Simeão quando predisse o que

iria acontecer com ela por causa de Jesus: “quanto a ti, uma espada te traspassará a

alma”. Nós também precisamos silenciar e acolher as propostas que Deus nos faz

quando vamos ao tempo. E, como Ana, que acreditou e, por isso, não se calou, nós

podemos sair propagando a salvação que os nossos olhos veem quando obedecemos a

Deus. – Você hoje, consegue contemplar a salvação que vem de Deus? - Você tem

dificuldade em cumprir com as regras da Igreja? – Você acha que o homem pode

caminhar sozinho, por conta própria? – Você se acha uma pessoa humilde? – Você

tem medo de ouvir a verdade?


3 DE FEVEREIRO DE 2026

3ª. FEIRA DA IV SEMANA DO

TEMPO COMUM


Cor - Verde


1ª. Leitura - II Sam 18,9-10.14b.24-25a.30 - 19,3

Leitura do Segundo Livro de Samuel 18,9-10.14b.24-25a.30 - 19,3

Naqueles dias: 9Absalão encontrou-se por acaso na presença dos homens de

Davi. Ia montado numa mula e esta meteu-se sob a folhagem espessa de um

grande carvalho. A cabeça de Absalão ficou presa nos galhos da árvore, de

modo que ele ficou suspenso entre o céu e a terra, enquanto que a mula em

que ia montado passou adiante. 10Alguém viu isto e informou Joab, dizendo:

'Vi Absalão suspenso num carvalho'. 14bJoab tomou então três dardos e

cravou-os no peito de Absalão. 24Davi estava sentado entre duas portas da


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cidade. A sentinela que tinha subido ao terraço da porta, sobre a muralha,

levantou os olhos e divisou um homem que vinha correndo, sozinho 25aPôs-se

a gritar e avisou o rei, que disse: 'Se ele vem só, traz alguma boa nova'. 30O

rei disse-lhe: 'Passa e espera aqui'. Tendo ele passado e estando no seu lugar,

31apareceu o etíope e disse: 'Trago-te, senhor meu rei, a boa nova: O Senhor

te fez justiça contra todos os que se tinham revoltado contra ti'. 32O rei

perguntou ao etíope: 'Vai tudo bem para o jovem Absalão?' E o etíope disse:

'Tenham a sorte deste jovem os inimigos do rei, meu senhor, e todos os que se

levantam contra ti para te fazer mal! ' 19,1 Então o rei estremeceu,

subiu para a sala que está acima da porta e caiu em pranto.

Dizia entre soluços: 'Meu filho Absalão! Meu filho, meu filho Absalão! Por que

não morri eu em teu lugar? Absalão, meu filho, meu filho! ' 2Anunciaram a

Joab que o rei estava chorando e lamentando-se por causa do filho. 3Assim, a

vitória converteu-se em luto, naquele dia, para todo o povo, porque o povo

soubera

que o rei estava acabrunhado de dor por causa de seu filho. Palavra do

Senhor.

Reflexão – Uma vitória dolorosa!

Davi conquistou a vitória e finalmente se viu livre da perseguição que seu filho

lhe impunha, mas pagou alto preço com a dor pela sua morte. Estava se

cumprindo o que o profeta Natã havia lhe dito da parte do Senhor: “Por isso,

a espada jamais se afastará de tua casa”. Ao perseguir seu pai para

apoderar-se do trono, Absalão encontrou a morte numa fatalidade, no

entanto, mesmo tendo sido perseguido pelo filho, Davi chorou a sua morte.

Fazendo uma reflexão sobre a história de Davi com o seu filho Absalão, nós

temos a oportunidade de também perceber que os sentimentos do nosso

coração valem muito mais do que a nossa própria razão. Nós também, muitas

vezes conquistamos a vitória, ela nos foi justa, mas ficamos tristes e, por isso,

pagamos um preço alto. Diante da dor de Davi, o povo, que se considerava

vitorioso, se solidarizou com ele, se entristeceu e respeitou o seu luto.

Chegamos à conclusão de que nem todas as vitórias que conquistamos são

desejadas pelo nosso coração. Reflita: - Você também, tem pagado o preço

pelas suas vitórias? Você sente-se injustiçado por isso? - Você acredita que

o ter razão nem sempre é o que traz felicidade? – Qual a mensagem que

esta passagem dá para a sua vida pessoal?

Salmo - Sl 85, 1-2. 3-4. 5-6 (R. 1a)

R. Inclinai vosso ouvido, ó Senhor, e respondei-me!

1Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, *

escutai, pois sou pobre e infeliz!

2Protegei-me, que sou vosso amigo,

e salvai vosso servo, meu Deus, *

que espera e confia em vós!R.

3Piedade de mim, ó Senhor, *

porque clamo por vós todo o dia!

4Animai e alegrai vosso servo, *


9

pois a vós eu elevo a minh'alma.R.

5Ó Senhor, vós sois bom e clemente, *

sois perdão para quem vos invoca.

6Escutai, ó Senhor, minha prece, *

o lamento da minha oração!R.

Reflexão - Quando estamos sendo afligidos, somente a oração em forma de

clamor nos aquece a esperança e nos consola o coração. O sofrimento, nos faz

lembrar de Deus e o seu olhar pousado sobre nós recobra o ânimo da nossa

alma. Nunca devemos esquecer de que o Senhor está atento ao clamor da

nossa oração e pronto para nos atender em momentos de aflição.

Evangelho - Mc 5, 21-43

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 5, 21-43

Naquele tempo: 21Jesus atravessou de novo, numa barca, para a outra

margem. Uma numerosa multidão se reuniu junto dele, e Jesus ficou na praia.

22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Quando

viu Jesus, caiu a seus pés,

23e pediu com insistência: 'Minha filhinha está nas últimas. Vem e põe as

mãos sobre ela, para que ela sare e viva!' 24Jesus então o acompanhou. Uma

numerosa multidão o seguia e o comprimia.

25Ora, achava-se ali uma mulher que, há doze anos, estava com uma

hemorragia; 26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos,

gastou tudo o que possuía, e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.

27Tendo ouvido falar de Jesus, aproximou-se dele por detrás, no meio da

multidão, e tocou na sua roupa. 28Ela pensava:

'Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada'. 29A hemorragia parou

imediatamente, e a mulher sentiu dentro de si

que estava curada da doença. 30Jesus logo percebeu que uma força tinha

saído dele. E, voltando-se no meio da multidão, perguntou: 'Quem tocou na

minha roupa?' 31Os discípulos disseram: 'Estás vendo a multidão que te

comprime e ainda perguntas: 'Quem me tocou'?' 32Ele, porém, olhava ao redor

para ver quem havia feito aquilo. 33A mulher, cheia de medo e tremendo,

percebendo o que lhe havia acontecido, veio e caiu aos pés de Jesus, e

contou-lhe toda a verdade. 34Ele lhe disse:

'Filha, a tua fé te curou. Vai em paz e fica curada dessa doença'. 35Ele estava

ainda falando, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, e

disseram a Jairo: 'Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?'

36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga: 'Não tenhas medo. Basta

ter fé!' 37E não deixou que ninguém o acompanhasse, a não ser Pedro, Tiago

e seu irmão João. 38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga,

Jesus viu a confusão e como estavam chorando e gritando.

39Então, ele entrou e disse: 'Por que essa confusão e esse choro?

A criança não morreu, mas está dormindo'. 40Começaram então a caçoar

dele. Mas, ele mandou que todos saíssem, menos o pai e a mãe da menina, e

os três discípulos que o acompanhavam. Depois entraram no quarto onde

estava a criança. 41Jesus pegou na mão da menina e disse: 'Talitá cum' - que

quer dizer: 'Menina, levanta-te!' 42Ela levantou-se imediatamente e começou

10

a andar, pois tinha doze anos. E todos ficaram admirados. 43Ele recomendou

com insistência que ninguém ficasse sabendo daquilo. E mandou dar de comer

à menina. Palavra da Salvação.

Reflexão – A fé é a nossa maior motivação para que o milagre aconteça!

No meio daquele povo que comprimia Jesus havia duas pessoas que tinham

convicção do que esperavam Dele, se aproximaram e testemunharam a sua

fé, por isso, receberam a cura. O Evangelho de hoje nos faz perceber o

grande valor que tem a nossa fé quando seguimos Jesus no meio da multidão.

Muitas vezes seguimos a Jesus como mais um no meio da multidão, porém,

não temos consciência do que almejamos, do que precisamos nem tampouco

conhecemos a realidade da nossa vida e das nossas reais necessidades.

Queremos tudo e não conseguimos nada, porque não nos manifestamos, não

damos testemunho de confiança e ficamos parados apenas esperando que as

coisas boas nos aconteçam. Deus espera de nós, primeiramente, o anseio e,

principalmente, que tenhamos consciência do que queremos, do que

desejamos e qual é a nossa enfermidade. Ele espera que nós também, vamos

ao Seu encontro para tocá-Lo! Jairo, o chefe da sinagoga, aproximou-se de

Jesus, caiu a seus pés e foi determinado quando disse ao Mestre: “minha

filhinha está nas últimas, vem e põe as mãos sobre ela!” A hemorroisa, por

sua vez, também enfrentou a todos para tocar em Jesus. Ela não se importou

em expor a sua enfermidade que àquela época era considerada uma maldição

e caiu aos pés de Jesus contando-lhe toda a verdade. Assim, também, Jesus

quer que nós façamos, que sejamos transparentes e verdadeiros nas nossas

súplicas, pois, Ele conhece quando nós O procuramos de coração e não temos

dúvidas em expor as nossas mazelas. Mesmo passando pelo vexame de ter os

nossos segredos revelados, em nome da fé, nós conseguimos a cura e a

libertação das nossas misérias! A Fé, portanto, é a nossa maior motivação

para que o milagre aconteça.


 – Quando se aproxima de Jesus você tem

vergonha de expor diante da multidão as suas mazelas? – Você tem fé que

Jesus pode curá-la dos vícios que carrega? - Como você tem apresentado

ao Senhor as suas enfermidades? Você tem consciência do mal que o

aflige? - Você tem ido com os seus pés em busca da cura? Ir com os pés é

sair de si mesmo, expor-se, confessar, pedir, reconhecer que Deus é

capaz?


Helena Serpa, 

Fundadora  da Comunidade missionária Um Novo Caminho

SANTO DO DIA - SÃO BRÁS DE SEBASTE

 

Origens

São Brás, médico no século III, entrou em crise porque não se sentia totalmente realizado. Sua insatisfação não estava relacionada à sua profissão, pois ele era bom médico e prestava um ótimo serviço à sociedade, mas vivia uma crise existencial.

Novo comportamento
São Brás buscou a Deus e viveu uma experiência com Ele. Não se sabe se ele já era batizado ou pediu a graça do Santo Batismo, mas a sua vida sofreu uma guinada. Essa mudança não foi somente no âmbito da religião; sua busca por Jesus Cristo estava ligada ao seu profissional. Muitas pessoas começaram a ser evangelizadas por meio da busca de santidade daquele médico.

Necessidade de penitência e oração
Numa outra etapa de sua vida, ele discerniu que precisava se retirar. Para ele, o retiro era permanecer no Monte Argeu, na penitência, na oração, na intercessão para que muitos encontrassem a verdadeira felicidade como ele a encontrou em Cristo e na Igreja.

São Brás de Sebaste: padroeiro e protetor

Protetor da garganta
Conta a história que, ao dirigir-se para o martírio, uma mãe apresentou-lhe uma criança de colo que estava morrendo engasgada por causa de uma espinha de peixe na garganta. Ele parou, olhou para o céu, orou, e Nosso Senhor curou aquela criança. Também é padroeiro dos operários de construção, veterinários, garotos, pedreiros e escultores.

Sacerdócio e episcopado
Ao falecer o bispo de Sebaste, na Armênia, onde nasceu e viveu o santo, o povo foi buscá-lo para ser pastor. Ele, que vivia naquela constante renúncia, aceitou ser ordenado padre e depois bispo, não por vontade própria, mas por obediência.

Comportamento
Sucessor dos apóstolos e fiel à Igreja, era um homem corajoso, de oração e pastor das almas, pois cuidava dos fiéis na sua totalidade. Evangelizava com o seu testemunho.

O final da vida de São Brás

Contexto histórico
São Brás viveu num tempo em que a Igreja foi duramente perseguida pelo imperador do Oriente, Licínio, que era cunhado do imperador do Ocidente, Constantino. Por motivos políticos e por ódio, Licínio começou a perseguir os cristãos, porque sabia que Constantino era a favor do Cristianismo. O prefeito de Sebaste, dentro deste contexto e querendo agradar ao imperador, por saber da fama de santidade do bispo São Brás, enviou os soldados para o Monte Argeu, lugar que esse grande santo fez sua casa episcopal. Dali, ele governava a Igreja, embora não ficasse apenas naquele local.

Páscoa
São Brás foi preso e sofreu muitas chantagens para que renunciasse à fé. Por amor a Cristo e pela Igreja, preferiu renunciar à própria vida. Em 316, foi degolado.

O culto de São Brás
São Brás é um dos santos cuja fama de santidade chegou a muitos lugares e, por isso, é venerado em quase todas as partes do mundo. O milagre da garganta é recordado, no dia 3 de fevereiro, com um rito litúrgico particular, durante o qual o sacerdote abençoa a garganta dos fiéis com duas velas cruzadas diante da garganta.

Minha oração
“Senhor Jesus, em tempos de pandemia, muitos de nós sofremos desde os pequenos incômodos na garganta até a perseguição por sermos cristãos. Dai-nos a graça de, pela intercessão de São Brás, permanecermos unidos a Ti. Cura-nos, Senhor Jesus, de tudo o que nos impede de te seguir, assim como de todos os males da garganta. Amém.”

São Brás, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

PADRE GEOVANI COSTA ANUNCIA SUA TRANSFERÊNCIA E APRESENTA SEMNARISTA

 

O padre Geovani Ferreira Costa anunciou, na manhã de ontem (1º), depois de celebrar a Missa das 9 horas, na Casa de Formação “Os Sagrados Corações”, a sua transferência para a Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Salvador, na Bahia.

Geovani Ferreira Costa, vigário da Paróquia São João Eudes, em Fortaleza, vai para Salvador ocupar a vaga que será deixada pelo padre Marcelo Souza, que está se transferindo para esta Capital, para ser o novo vigário e formador.

O padre Geovani aproveitou a ocasião para anunciar também a chegada do seminarista Guilherme Henrique, que vem de Salvador para dar continuidade aos seus estudos na Casa de Formação de Fortaleza. Ele,  juntamente com o seminarista Henrique, passarão a residir na Casa de Formação Eudista.

Na tarde de ontem, Guilherme Henrique voltou a ser apresentado, mas na Capela Nossa Senhora do Perpétuo, na Missa das 12 horas,  pelo padre Santino Sacramento Vitola, pároco da Paróquia São João Eudes.

O seminarista Guilherme Henrique chegou da Capital Baiana, mas é amazonense, nascido em Manaus, tem 25 anos, “vim para Fortaleza fazer parte da Missão”.  Chegou à Congregação pelas Redes Sociais e atendendo a um convite do padre Marcelo Souza.

LIVRO

Finalizando, o padre Geovani Ferreira da Costa disse que recebera “uma nova obediência em Salvador,  na Bahia, para onde estará seguindo depois de uma Missa de envio, no dia 23 de fevereiro para ser vigário, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, e estudar.



Antes, participará do lançamento do livro “Vida e Reino de Jesus nas Almas Cristãs”, na sua 33ª edição, lançada pela Editora Católica Paulus,O padre Geovani, aproveita o momento para dizer:

"Hoje queremos apresentar mais do que um livro.

Queremos apresentar um caminho de vida espiritual, uma obra que atravessou séculos e continua atual, necessária e profundamente transformadora.

Acaba de ser publicado “Vida e Reino de Jesus nas Almas Cristãs”, de São João Eudes — um grande santo da Igreja, missionário incansável e mestre da vida interior.

São João Eudes nos recorda algo essencial: "a fé cristã não é apenas conhecer Jesus, mas deixar que Jesus viva em nós".

Não se trata apenas de imitá-lo exteriormente, mas de permitir que Ele forme em nosso coração seus sentimentos, suas virtudes, sua maneira de amar.

Este livro é um verdadeiro itinerário espiritual. Não é uma leitura rápida, nem superficial. É uma obra para ser saboreada, rezada, vivida,

Ao longo de suas páginas, São João Eudes nos conduz por exercícios espirituais, orientações concretas e reflexões profundas que nos ajudam a organizar a vida cristã: nossos dias, nossas semanas, nossos meses e até o ano inteiro, tudo vivido em Cristo, com Cristo e para Cristo.

 O autor nos ensina que o Reino de Jesus começa no interior da alma. Quando permitimos que Ele reine em nós, nossas escolhas mudam, nossas atitudes se purificam, e até as coisas mais simples do cotidiano se tornam ocasião de santificação.

“Vida e Reino de Jesus nas almas cristãs” é um convite à conversão diária, à vida de oração constante,e ao desejo sincero de que Cristo seja o centro da nossa existência.

Em um mundo marcado pela pressa, pela  superficialidade e pelo ruído, este livro nos chama ao silêncio do coração, à escuta de Deus, e a uma espiritualidade sólida, enraizada no amor.

Mais do que um livro para ler, é um livro para viver. Que  esta obra ajude muitos corações a acolherem o mesmo desejo de São João Eudes: que Jesus viva em nós, cresça em nós, e reine plenamente em nossas almas.

“Vida e Reino de Jesus nas almas cristãs”São João Eudes. Uma leitura que forma, transforma e conduz à santidade.