quarta-feira, 2 de julho de 2025

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 2 DE JULHO DE 2025

4ª. FEIRA XIII SEMANA

DO TEMPO COMUM


Cor Verde


1ª Leitura - Gn 21,5.8-20

Leitura do Livro do Gênesis 21,5.8-20

5Abraão tinha cem anos quando lhe nasceu o filho Isaac. 8Entretanto, o

menino cresceu e foi desmamado; e no dia em que o menino foi desmamado,

Abraão deu um grande banquete. 9Sara, porém, viu o filho que a egípcia Agar


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dera a Abraão brincando com Isaac. 10E disse a Abraão: 'Manda embora essa

escrava e seu filho,

pois o filho de uma escrava não pode ser herdeiro com o meu filho Isaac'.

11Abraão ficou muito desgostoso com isso, por se tratar de um filho seu.

12Mas Deus lhe disse: 'Não te aflijas por causa do menino e da tua escrava.

Atende a tudo o que Sara te pedir, pois é por Isaac que uma descendência

levará o teu nome. 13Mas do filho da escrava farei também um grande povo,

por ele ser da tua raça'.

14Abraão levantou-se de manhã, tomou pão e um odre de água e os deu a

Agar, colocando-os nos ombros dela: depois, entregou-lhe

o menino e despediu-a. Ela foi-se embora e andou vagueando pelo deserto de

Bersabéia. 15Tendo acabado a água do odre, largou o menino debaixo de um

arbusto, 16e foi sentar-se em frente dele,

à distância de um tiro de arco. Pois dizia consigo: 'Não quero ver o menino

morrer'. Assim, ficou sentada defronte ao menino, e pôs-se a gritar e a

chorar. 17Deus ouviu o grito do menino e o anjo de Deus chamou do céu a

Agar, dizendo: 'Que tens Agar? Não tenhas medo, pois Deus ouviu a voz do

menino do lugar em que está.

18Levanta-te, toma o menino e segura-o bem pela mão, porque farei dele um

grande povo'. 19Deus abriu-lhe os olhos, e ela viu um poço de água. Foi então

encher o odre e deu de beber ao menino.

20Deus estava com o menino, que cresceu e habitou no deserto.

tornando-se um jovem arqueiro. 21Morou no deserto de Farã,

e sua mãe escolheu para ele uma mulher no país do Egito.

Palavra do Senhor.

Reflexão – O Espírito Santo é o rio de água viva de que precisamos para

saciar a sede da nossa alma.

Podemos ter a certeza de que a Palavra de Deus se cumpre fielmente na nossa

vida e, por mais que tentemos mudar os Seus desígnios nós não o

conseguiremos. Assim aconteceu em relação aos filhos de Abraão, Isaac e

Ismael. Isaac, filho de Sara, sua mulher, é o filho da promessa do Senhor.

Ismael, filho de Agar, sua escrava, é o filho da imprudência de Sara que, não

acreditando no juramento do Senhor de conceder a Abraão uma descendência

numerosa, entregou a ele a sua escrava, para que lhe desse um filho. Porém,

como o Senhor havia dito, Isaac nasceu de Sara e era o filho privilegiado. Um

dia aconteceu o que era inevitável: o ciúme e o despeito entre Sara e Agar

fizeram com que a escrava fosse afastada juntamente com Ismael, o primeiro

filho de Abraão. Deus, porém, não abandonou a escrava Agar e mandou um

anjo segui-la pelo caminho prometendo a Ismael a recompensa de um povo

numeroso, como narra a leitura. A aflição de Agar vagueando pelo deserto,

chegou aos ouvidos do Senhor. Desta narrativa podemos tirar ensinamentos

que nos farão refletir em relação às nossas ações e à confiança que devemos

ter na Palavra de Deus! A ousadia de Sara e suas consequências contribuíram

para que houvesse desunião e ao mesmo tempo muitas implicações até o dia

de hoje! Agar se sentiu abandonada, relegada e desesperada, clamou ao

Senhor! O Senhor, porém, já havia prometido a Abraão: 'Não te aflijas por

causa do menino e da tua escrava. Do filho da escrava farei também um

grande povo, por ele ser da tua raça'. O povo de Agar são os mulçumanos que


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vivem em litígio com o povo de israel. Isto também pode acontecer conosco

quando nos sentimos abandonados, rejeitados pela vida, sofrendo a

consequência dos nossos erros ou mesmo do erro de outras pessoas que nos

aconselham mal e influenciam as nossas más escolhas. O mesmo Deus que

ouviu o clamor da escrava, na Sua infinita Misericórdia vem também em nosso

socorro e não nos despreza quando gritamos a Ele e pedimos a Sua ajuda. Ele

está sempre pronto para nos atender e nos mostra o “poço de água” no

deserto da nossa vida para que não morramos de sede nem permaneçamos no

erro. Hoje temos o Espírito Santo! Ele é o rio de água viva de que precisamos

para nos saciar e lavar as nossas impurezas e eliminar a sede da nossa alma.

– O que você acha da atuação de Sara nessa história? Alguma vez na sua

vida você se sentiu abandonado por Deus e pelas pessoas? – Qual é a sua

reação diante do sofrimento: você se revolta ou clama por Deus? – Você

espera alguma promessa de Deus para a sua vida? – Você confia que

realmente vai acontecer como Ele prometeu? – Você tem clamado pelo

Espírito de Deus?

Salmo - Sl 33,7-8. 10-11. 12-13 (R. 7a)

R. Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

7Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, *

e o Senhor o libertou de toda angústia.

8O anjo do Senhor vem acampar *

ao redor dos que o temem, e os salva.R.

10Respeitai o Senhor Deus, seus santos todos, *

porque nada faltará aos que o temem.

11Os ricos empobrecem, passam fome, *

mas aos que buscam o Senhor não falta nada.R.

12Meus filhos, vinde agora e escutai-me: *

vou ensinar-vos o temor do Senhor Deus.

13Qual o homem que não ama sua vida, *

procurando ser feliz todos os dias?R.

Reflexão – A infelicidade significa para nós a ausência da graça de Deus, o

nosso afastamento da Sua presença. O Senhor deseja sempre estar perto de

nós e todas as vezes que nós O chamamos Ele se aproxima. O anjo do Senhor

nos acompanha para nos salvar do precipício que muitas vezes nos atrai. O

homem infeliz é temeroso e angustiado, mas a presença do Senhor liberta-o

dos seus temores. Aos que buscam o Senhor não lhes falta nada, aqueles que

não o temem, mesmo sendo ricos, passam fome. Todo homem ama a sua vida

e procura a felicidade e ela consiste na vontade de Deus se realizando na sua

vida todos os dias.

Evangelho - Mt 8,28-34

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,28-34

Naquele tempo: 28Quando Jesus chegou à outra margem do lago,


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na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo

demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos,

que ninguém podia passar por aquele caminho. 29Eles então gritaram: 'O que

tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes

do tempo?' 30Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande

manada de porcos. 31Os demônios suplicavam-lhe: 'Se nos expulsas, manda-

nos para a manada de porcos.' 32Jesus disse: 'Ide.' Os demônios saíram, e

foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para

dentro do mar, afogando-se nas águas. 33Os homens que guardavam os porcos

fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos

pelo demônio. 34Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o

viram,

pediram-lhe que se retirasse da região deles. Palavra da Salvação.

Reflexão – O inimigo de Deus persegue os Seus filhos.

Há ocasiões na nossa vida em que também agimos e falamos tal qual os dois

homens da história narrada por Mateus, neste Evangelho. Até

inadvertidamente, nós nos deixamos apossar pelas obras do maligno e ficamos

vagando na vida, acomodados no nosso modo de viver ao redor dos túmulos do

mundo. Os espíritos impuros rebatiam Jesus dizendo: “o que tens a ver

conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?

Nós também reconhecemos que Jesus é o Filho de Deus, sabemos que só Ele

tem poder para nos libertar do pecado, todavia nos rebelamos contra Ele e

entendemos que ainda não é tempo para que saiamos da vida de escravos. O

inimigo de Deus persegue os Seus filhos, por isso, o seu maior desejo é fazer

com que a criatura rejeite o Seu Criador. No entanto, sabemos que Jesus já o

derrotou quando venceu a morte que é consequência do pecado. Por essa

razão, ele tem conhecimento de que já foi vencido por Jesus, e, mesmo assim

continua explorando o ser humano. Jesus sabe para onde deverão ir os

“espíritos maus” que tentam nos acorrentar e fazer de nós pessoas infelizes.

Os espíritos maus que podem nos atormentar ainda hoje, fazem de nós

pessoas iradas, rebeldes, idólatras, materialistas, impacientes,

murmuradoras, intolerantes, medrosas, arrogantes e às vezes, tão violentas

que podemos ser comparados com verdadeiras feras. Se tivermos consciência

de que Jesus já venceu a morte e que já nos deu a vida eterna, não cairemos

nas malhas dos inimigos. E se tivermos inteligência nós deixaremos que Jesus

se aproxime de nós e não O impediremos de entrar na nossa vida.


 - Você é

uma pessoa fácil de ser influenciada e atraída para as coisas mundanas? – O

inimigo também tenta escravizá-lo? – Você está acomodado em alguma

situação que o escraviza? – Você quer ser libertado? – O que precisa mudar

em você? - Você se sente em paz diante das suas ações com as pessoas?


Helena Serpa, 

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho



SANTO DO DIA - SÃO BERNARDINO REALINO


Sacerdote da Companhia de Jesus que resplandeceu por caridade e bondade. Rejeitando as honras mundanas, dedicou-se à pastoral dos presos e doentes e ao ministério da palavra e da penitência. Tornou-se um santo padroeiro de uma cidade toda mesmo em vida. 

Jovem dedicado ao estudo e às festas

Bernardino Realino nasceu em Carpi (Modena), em 1 de dezembro de 1530. Filho mais velho de um senhor ao serviço dos tribunais no norte da Itália, Bernardino lança-se com alma aberta e ardente na vida juvenil das Universidades, passando de umas para as outras, sempre dedicadas com a mesma vivacidade e com feliz sucesso à medicina e à literatura, à filosofia e ao direito, feliz companheiro nos círculos estudantis de Modena e parceiros em suas diversões barulhentas.

Companhia de Jesus

Depois de se formar em Direito em Bolonha, em 1556, entrou ao serviço do Marquês Francesco Ferdinando d’Avalos; vice-rei da  Sicília, mudou-se para Nápoles e, em  1564, decidiu tornar-se religioso da Companhia de Jesus. Ele realiza um trabalho apostólico ativo, especialmente em Lecce, onde morreu em 2 de julho de 1616 aos 86 anos. As relíquias são mantidas na Igreja do Gesù em Lecce. 

Homilia de canonização

Canonizado em 1947 pelo Papa Pio XII, ele diz: “Tendo partido em uma ladeira tão escorregadia, para onde ele irá? A contenção de sua profunda fé religiosa o manterá à beira do abismo, enquanto um amor honesto cultivado no segredo de seu coração o guarda […] Diante de seus passos, abre-se o caminho brilhante do judiciário, a voz de Deus, que discretamente fala ao seu coração […] você o vê aos trinta e quatro anos apresentando-se ao noviciado em Nápoles […] Bernardino conhece cada vez mais a fugacidade do que o cerca, desprende-se cada vez mais resolutamente de tudo o que passa, riquezas, honras, laços de afeições mesmo legítimas, mas demasiado humanas, para consagrar-se sem reservas Àquele que permanece imutável, Senhor, Inspirador, Governante e Recompensador de todo o bem no meio do fluxo desta vida mortal”. 

A minha oração

“Depois de experimentar o mundo, tu descobristes que o melhor é estar ao lado de Deus. Por isso, ensina-nos a viver com piedade e livrai-nos das tentações e seduções do mundo para que sejamos santos. Que a tua bondade nos ajude a crescer nos estudos sem descuidar da espiritualidade. Amém!”

São Bernardino, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

terça-feira, 1 de julho de 2025

O TEEMPO DE DEUS

Pe. Johnja López Pedrozo
 

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,23-27

3

Naquele tempo: 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis

que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo

coberta pelas ondas.

Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo:

'Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!'

26Jesus respondeu: 'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?' Então,

levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os

homens ficaram admirados e diziam:

'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?'

Palavra da Salvação.


REEFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 1 DE JULHO DE 2025

3ª. FEIRA XIII SEMANA

DO TEMPO COMUM


Cor Verde


1ª. Leitura – Gen 19,15-29

Leitura do Livro do Gênesis 19,15-29

Naqueles dias: 15Os anjos insistiram com Ló, dizendo:

'Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas, e sai, para não morreres também

por causa das iniquidades da cidade'. 16Como ele hesitasse, os homens tomaram-no

pela mão, a ele, à mulher e às duas filhas - pois o Senhor tivera compaixão dele -,

fizeram-nos sair e deixaram-nos fora da cidade. 17Uma vez fora, disseram:

'Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás, nem te detenhas em parte alguma

desta região. Mas foge para a montanha, se não quiseres morrer'. 18Ló respondeu:

'Não, meu Senhor, eu te peço!

19O teu servo encontrou teu favor e foi grande a tua bondade,

salvando-me a vida. Mas receio não poder salvar-me na montanha,

antes que a calamidade me atinja e eu morra. 20Eis aí perto uma cidade onde

poderei refugiar-me; é pequena, mas aí salvarei a minha vida'. E ele lhe disse: 'Pois

bem, concedo-te também este favor: não destruirei a cidade de que falas. 22Refugia-

te lá depressa, pois nada posso fazer enquanto não tiveres entrado na cidade'. Por

isso foi dado àquela cidade o nome de Segor.

23O sol estava nascendo, quando Ló entrou em Segor. 24O Senhor fez então chover

do céu enxofre e fogo sobre Sodoma e Gomorra.

25Destruiu as cidades e toda a região, todos os habitantes das cidades e até a

vegetação do solo. 26Ora, a mulher de Ló olhou para trás e tornou-se uma estátua de

sal. 27Abraão levantou-se bem cedo e foi até o lugar onde antes tinha estado com o

Senhor.

28Olhando para Sodoma e Gomorra, e para toda a região, viu levantar-se da terra

uma densa fumaça, como a fumaça de uma fornalha. 29Mas, ao destruir as cidades

da região, Deus lembrou-se de Abraão e salvou Ló da catástrofe que arrasou as

cidades

onde Ló havia morado. Palavra do Senhor.

Reflexão – O Senhor nos manda olhar para frente e não voltar atrás.

“Trata de salvar a tua vida. Não olhes para trás nem te detenhas em parte alguma

desta região.” Foram estas as palavras que os mesmos anjos que estiveram com

Abraão, dirigiram a Ló para que fossem salvos, ele e sua família da destruição de

Sodoma, cidade amaldiçoada por causa da iniquidade dos seus habitantes. A Ló e sua


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família foi concedido um lugar para que eles se refugiassem, no entanto,

transgredindo as ordens dos anjos, a sua mulher olhou para trás e tornou-se uma

estátua de sal. A mulher de Ló fez o que muitos de nós hoje também fazemos. Olhou

para trás! Muitas vezes nós transgredimos as orientações de Deus, porque,

duvidamos ou temos saudade da vida. Queremos olhar para trás e ainda nos deliciar

com as “coisas boas” da vida velha. Por isso, nos tornamos pessoas paralisadas, sem

vontade própria, perdemos o referencial da nossa família e nos afastamos do lugar

que Deus reservou para nós. Precisamos perceber que o Senhor está sempre a nos

enviar os Seus mensageiros com o fim de nos salvar das catástrofes espirituais que

abalam o mundo. Vivemos no meio das maiores aberrações e convivemos com os mais

diversos contra testemunhos da fé que professamos. Nós e nossa família estamos

sempre correndo o risco de ser exterminados pelas consequências que o pecado nos

impõe. O Senhor também diz hoje a cada pai, mãe, filho, filha, irmão, irmã que são

responsáveis pela sobrevivência material e espiritual da sua família: “Levanta-te,

toma tua mulher e tuas duas filhas e sai, para não morreres também por causa das

iniquidades da cidade”. Ele também providencia um refúgio para nós, na Igreja, na

Comunidade, nos lugares de oração, mas também nos adverte: “não olhes para trás

nem te detenhas”. O Senhor deseja salvar a nós e a nossa família, mudar

radicalmente a nossa mentalidade nos retirando da mesmice do meio da perversidade

que por si só, tenta nos destruir. O nosso refúgio é na casa do Senhor, na convivência

dos que O temem no meio do Seu povo, cantando louvores a Ele. Só assim seremos

salvos da destruição e teremos vida nova. – Você compreende isso? – Você já

percebeu que Deus tenta salvar a si e a sua família, por isso envia os Seus

mensageiros? – Onde você tem ido se refugiar das intempéries do pecado? – Você

tem querido voltar para a vida velha? – O que isto lhe tem proporcionado?

Salmo 25,2-3. 9-10. 11-12 (R.3a)

R. Tenho sempre vosso amor ante meus olhos.

2Provai-me, ó Senhor, e examinai-me, *

sondai meu coração e o meu íntimo!

3Pois tenho sempre vosso amor ante meus olhos;*

vossa verdade escolhi por meu caminho. R.

9Não junteis a minha alma à dos malvados, * nem minha vida à dos homens

sanguinários;

10eles têm as suas mãos cheias de crime;* sua direita está repleta de suborno. R. 

11Eu, porém, vou caminhando na inocência;* libertai-me, ó Senhor, tende piedade! 

12Está firme o meu pé na estrada certa;* ao Senhor eu bendirei nas assembleias. R.

Reflexão - A oração deste salmo é um cântico que deveria estar sempre nos nossos

lábios. Nele nós suplicamos ao Senhor um refúgio bem seguro contra as investidas do

maligno e colocamos à Sua disposição, o mais íntimo do nosso ser, onde se encontra o

Seu amor. “Vossa verdade, Senhor escolhi por meu caminho”, diz o salmista. “Vou

caminhando na inocência, libertai-me, tende piedade”. Repita hoje este salmo como


uma intercessão por você e pela sua família.


Evangelho – Mt 8, 23-27

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 8,23-27

3

Naquele tempo: 23Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24E eis

que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo

coberta pelas ondas.

Jesus, porém, dormia. 25Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo:

'Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!'

26Jesus respondeu: 'Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?' Então,

levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27Os

homens ficaram admirados e diziam:

'Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?'

Palavra da Salvação.

Reflexão – A Barca é a Igreja de Cristo!

Quando estamos na companhia de Jesus as tempestades da nossa vida são

vivenciadas por nós com muito mais serenidade. A Barca é a Igreja de Cristo! Quando

estamos na Barca com Jesus nós percebemos que as horas de dificuldades da nossa

vida são vividas com mais confiança, apesar de que ainda tenhamos medo. Os

discípulos que acompanharam Jesus e entraram com Ele na barca e perceberam isto!

Entrar na barca com Jesus é fazer parte da Sua Igreja, é estar na Comunidade entre

irmãos, é se deixar envolver nos mistérios divinos. Em comunidade, convivendo com

os irmãos, partilhando a Sua Palavra, nós percebemos melhor a presença de Jesus,

mesmo que às vezes, aparentemente, Ele pareça estar dormindo. Ainda assim, nós

sabemos a quem recorrer nas horas de aflição e provação. Quantas pessoas vivem no

mundo, entregues somente, aos seus recursos materiais e não têm para quem apelar

e pedir socorro nos momentos de agonia! Há fatos e acontecimentos que nos tiram

completamente a segurança e o equilíbrio e, se não tivermos um porto seguro, nós

sucumbiremos. As situações críticas são sempre um termômetro que mede o grau de

consciência da maturidade ou infantilidade da nossa fé. Mesmo diante do pavor dos

discípulos, Jesus ameaçou os ventos e o mar e eles O obedeceram! 

-Quanto mais Ele

poderá fazer por nós se nos mantivermos firmes na fé sabendo que Ele está pertinho

de nós para nos defender? – Você já entrou na barca de Jesus? – Você confia que

Ele o ajudará na hora da tempestade? – Você já passou por alguma aflição? – A

quem você recorreu? – Você costuma frequentar a sua Paróquia e meditar na

Palavra de Deus? – Você pertence a alguma Comunidade? - Isto fez alguma

mudança na sua vida?

Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho

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SANTO DO DIA - BEATA MADRE MARIA ASASUNTA ARCHETTI


Religiosa e cofundadora do Instituto das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo, foi uma monja exemplar ao serviço dos órfãos dos imigrantes italianos; ela viu Jesus presente nos pobres, nos órfãos, nos doentes, nos migrantes.

Maria Assunta Caterina Marchetti 

Nasceu em Lombrici di Camaiore (Lucca) em 15 de agosto de 1871. Desde muito jovem, desejou uma vida de total dedicação e entrega a Deus, mas o trabalho doméstico, a doença da mãe e a morte prematura do pai a impediram de realizar suas aspirações imediatamente.

Missionária

Em 1895, aceitou o pedido de seu irmão, Pe. Giuseppe Marchetti, para acompanhá-lo em sua missão no Brasil, para cuidar dos órfãos dos imigrantes italianos. Ela seguiu sua vocação e, junto com sua mãe e outros dois jovens, foi apresentada a Giovanni Battista Scalabrini, constituindo os  Servos dos Órfãos e Abandonados . Era 25 de outubro de 1895.

Espiritualidade maternal 

Para a Madre, Jesus estava presente nos pobres, nos órfãos, nos doentes, nos migrantes. Ficou feliz por ser chamada, à honra do apostolado, ao serviço da caridade entre os mais abandonados. Dedicou sua juventude aos pequeninos, tornando-se mãe daqueles que ficaram órfãos; ele ansiava, em seu coração, terminar seus dias terrenos na companhia de seus entes queridos, os pequenos órfãos.

Modelo de vida

As Irmãs Missionárias Scalabrinianas têm nela um pilar e modelo de incansável dedicação missionária e corajosa ao serviço da caridade. Sua dedicação gerou uma grave lesão na perna, causada durante uma visita a uma pessoa doente, que lhe causou longos anos de sofrimento. Ele morreu no orfanato em São Paulo, Brasil, em 1º de julho de 1948. Sua Beatificação ocorreu, em 25 de outubro de 2014, por meio do Papa Francisco.

A minha oração

“Mãe dos pobres e abandonados, olhai para aqueles que mais sofrem e intercedei por eles. Assim como cuidai de nós como vossos filhos, aqueles a quem tu adotastes com amor e carinho. Por Cristo, nosso Senhor. Amém!”

Beata Madre Marchetti , rogai por nós!

 

Fonte: Canção Nova Notícias

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 1 DE AGOSTO DE 2025


6ª. FEIRA DA DÉCIMA SÉTIMA SEMANA DO


TEMPO COMUM


Cor Verde


1ª. Leitura - Lev 23,1.4-11.15-16.27.34b-37

Leitura do Livro do Levítico 23,1.4-11.15-16.27.34b-37

1O Senhor falou a Moisés, dizendo: 4'São estas as solenidades do Senhor em que

convocareis santas assembleias no devido tempo:

5No dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor. 6No dia

quinze do mesmo mês é a festa dos ázimos, em honra do Senhor. Durante sete dias

comereis pães ázimos. 7No primeiro dia tereis uma santa assembleia, não fareis

nenhum trabalho servil; 8oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo durante sete

dias. No sétimo dia haverá uma santa assembleia,

e não fareis também nenhum trabalho servil'. 9O Senhor falou a Moisés, dizendo:

10'Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando tiveres entrado na terra que vos

darei, e tiverdes feito a colheita,

levareis ao sacerdote um feixe de espigas como primeiros frutos da vossa colheita.

11O sacerdote elevará este feixe de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja

favorável: e fará isto no dia seguinte ao sábado. 15A partir do dia seguinte ao

sábado,

desde o dia em que tiverdes trazido o feixe de espigas para ser apresentado,

contareis sete semanas completas. 16Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao

sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. 27O décimo dia do

sétimo mês é o dia da Expiação. Nele tereis uma santa assembleia,

jejuareis e oferecereis ao Senhor um sacrifício pelo fogo.

34bNo dia quinze deste sétimo mês, começa a festa das Tendas,

que dura sete dias, em honra do Senhor. 35No primeiro dia haverá uma santa

assembleia e não fareis nenhum trabalho servil. 36Durante sete dias oferecereis ao

Senhor sacrifícios pelo fogo. No oitavo dia tereis uma santa assembleia, e oferecereis

ao Senhor um sacrifício pelo fogo. É dia de reunião festiva: não fareis nenhum

trabalho servil. 37Estas são as solenidades do Senhor, nas quais convocareis santas

assembleias para oferecer ao Senhor sacrifícios pelo fogo, holocaustos e oblações,

vítimas e libações, cada qual no dia prescrito'. Palavra do Senhor.

Reflexão – Eucaristia, o grande Mistério do Amor de Deus por nós!

Nesta leitura nós encontramos diversas datas referentes às festas da Páscoa

do Senhor, a festa dos Ázimos, a festa da colheita, a festa das Tendas e em

todas elas Deus orientava o povo a vivenciá-las com a referência de números

que, na Bíblia, significam alguma mensagem divina. O número sete aparece


2


como alusão para a duração das festas ou como intervalo de dias entre uma

celebração e outra. “Sete é o número frequentemente usado nas Escrituras

para significar inteireza. Às vezes tem referência a se levar uma obra a cabo.

Ou pode referir-se ao ciclo completo de coisas como estabelecidas ou

permitidas por Deus.” A mensagem que podemos tirar desta leitura é que em

todas as circunstâncias da nossa vida nós precisamos ter o coração voltado

para o Deus que nos criou e tudo providenciou a fim de que alcancemos o

desígnio para o qual fomos criados. Assim como os antigos ofereciam os

primeiros frutos da sua colheita ao Senhor como prova de gratidão, nós

também necessitamos colocar nas Mãos de Deus a nossa luta e as nossas

conquistas celebrando o Seu grande amor por nós. Antigamente se ofereciam

ao Senhor sacrifícios, holocaustos e oblações para a purificação do povo.

Hoje, temos consciência de que Jesus já se ofereceu por nós e

definitivamente já alcançou para nós o direito de celebrarmos a glória de

Deus desde já. Por isso, hoje somos chamados a participar da maior

solenidade que é a Celebração Eucarística, grande Mistério do Amor de Deus,

onde somos purificados pela Palavra e pela memória da Paixão e Ressurreição

de Jesus. Todas às vezes em que comemos o Seu Corpo e bebemos o Seu

Sangue, anunciamos a sua morte, até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26), bem

como a sua ressurreição. É esta portanto, a Santa e perfeita assembleia a que

nós somos convocados a participar. – Você dá o devido valor à Celebração

Eucarística? – Você entende por que é convocado a participar desse

Mistério? – Você costuma ir à Missa, pelo menos aos domingos? – A Santa

Missa tem tido alguma influência no seu processo de conversão? – O que

significa para você participar da Eucaristia?

Salmo 80,3-4. 5-6ab. 10-11ab (R.2a)

R. Exultai no Senhor nossa força.

3Cantai salmos, tocai tamborim,*

harpa e lira suaves tocai!

4Na lua nova soai a trombeta,*

na lua cheia, na festa solene!R.

5Porque isto é costume em Jacó,*

um preceito do Deus de Israel;

6auma lei que foi dada a José,*

6bquando o povo saiu do Egito.R.

10Em teu meio não exista um deus estranho*

nem adores a um deus desconhecido!

11aPorque eu sou o teu Deus e teu Senhor,*

11bque da terra do Egito te arranquei.R.

Reflexão - Celebrar e exaltar o Nome do Senhor é um preceito antigo que ao

longo de todas as gerações se tornou uma manifestação da nossa gratidão ao

Deus que nos criou e que nos salvou. Com salmos, cantos e danças nós

podemos celebrar e louvar a Deus e a Ele prestar adoração com a consciência

de que somente Ele é digno de receber a honra, a glória e o poder.

Evangelho – Mt 13, 54-58


3


+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 13,54-58

Naquele tempo: 54Dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo

que ficavam admirados. E diziam: 'De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres?

55Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não

são Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde

lhe vem tudo isso?' 57E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse:

'Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!' 58E Jesus não

fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé. Palavra da Salvação.

Reflexão – Sem fé não há salvação!

O grande empecilho para que Jesus, o Enviado do Pai, operasse milagres na

sua cidade, era a falta de fé da sua gente. O seu povo não conseguia

enxergar os sinais de Deus por meio Dele, por isso, também não usufruiu da

Sua assistência e do Seu poder libertador. Sem fé não há salvação! A maior

prova de que recebamos a Salvação de Jesus é crer que Ele veio nos libertar

do pecado e abrir para nós as portas do céu. Jesus era homem igual a todos os

outros, conviveu no meio da Sua família, trabalhou, chorou, sofreu, e teve de

encarar as mesmas dificuldades que nós hoje também enfrentamos. Ainda

hoje acontece isto dentro da nossa casa e no meio da nossa família, quando,

em Nome de Jesus nós também anunciamos a sua Palavra e queremos ver

acontecer as maravilhas que pessoas fora do nosso convívio conseguem

vivenciar. Somos hoje também os “profetas que não são estimados em sua

própria pátria e em sua família”, como disse Jesus. A nossa sabedoria vem do

alto e nós somos apenas meros instrumentos por onde Deus opera milagres e

prodígios. Precisamos também ter consciência de que aquele que fala em

nome de Deus será perseguido, mas tem a assistência do Seu amor. Por outro

lado, devemos estar atentos para não banalizarmos as pessoas que, dentro da

nossa casa, nos abrem os olhos e são canais de Deus para nossa conversão.

Ouvidos atentos e coração aberto, porque o Senhor fala por meio de quem nós

nunca esperávamos que falasse.


 - Você percebe quando as pessoas são

instrumentos de Deus para si? – Você tem ousado falar na sua casa a

mensagem que Deus coloca no seu coração? -

Como você reage quando as pessoas não querem escutar?


Helena Serpa,

Fundadora da Cmunidade Missionária Um Novo Caminho