quinta-feira, 2 de maio de 2024

SANTO DO DIA - SANTO ATANASIO

  

Origens

Desde a infância, Atanásio estava convencido de que um bom teólogo deve necessariamente ser também um bom cristão, um santo. E os contatos com Antônio Abate, patriarca do monaquismo, foram-lhe de grande conforto, porque compreendeu como este homem pobre e isolado sabia muito mais e muito melhor do que muitos eruditos da cidade: “Além do estudo e verdadeiro conhecimento das Escrituras, com uma vida justa e uma alma pura e virtude segundo Cristo são necessárias para que, caminhando na virtude, o intelecto possa alcançar e entender o que deseja, tanto quanto a natureza humana pode entender de Deus o Verbo. De fato, sem um intelecto puro e uma vida modelada nos santos, não se pode entender as palavras dos santos. Portanto, quem quiser entender o pensamento dos teólogos deve purificar a alma…” .

A coragem dos mártires, a fraqueza dos lapsi

Nascido em Alexandria por volta de 295 em uma família cristã, recebeu uma boa educação cultural. A sua infância coincidiu com a perseguição de Diocleciano (303-313), e Atanásio pôde admirar, por um lado, a coragem dos mártires e, por outro, a falta de coragem, ditada pela debilidade humana dos lapsi, os “recaídos “, prontos para sacrificar aos deuses diante do perigo, e depois pedir para ser readmitido na comunhão com a Igreja quando a perseguição acabou.

A Trindade: Deus uno e trino

Atanásio viveu tempos difíceis. Por um lado, a Igreja acabava de sair de um duro período de perseguições e ainda não encontrava uma correta relação com a autoridade imperial, visto que esta ainda influenciava as nomeações, as convocações dos Concílios e Sínodos e as formulações doutrinárias; por outro lado, surgiram incompreensões doutrinais que ameaçavam comprometer toda a experiência cristã, especialmente com o arianismo (de Ario, sacerdote da igreja de Alexandria). De fato, na cultura grega, acreditar no único Deus, não era um problema: no entanto, tratava-se de ajudar os novos cristãos a compreender que Deus era Uno e Trino. A difusão de tal “doutrina” teria significado transmitir a mensagem de que a salvação pode ser alcançada com as próprias forças e, portanto, tornaria inútil a encarnação.

O Concílio de Niceia

Em 325, como diácono, participou do Concílio de Niceia como assistente do bispo Alexandre. Aqui, foi abordada a questão de Ário, e os Bispos presentes proclamaram solenemente que o Filho é ” da mesma substância que o Pai”. Em 328, o bispo Alexandre morreu, e Atanásio tornou-se seu sucessor. Como Bispo, ele decidiu visitar os monges de São Pacômio na Tebaida: Atanásio, de fato, sabia que o monaquismo poderia oferecer uma grande contribuição para o povo. No entanto, Pacômio não compareceu àquela visita porque temia ser ordenado sacerdote e se ver envolvido no compromisso pastoral de seu amigo Atanásio, que o entendia cordialmente.

Os meletianos e a defesa de Atanásio

Durante a visita às várias comunidades, os meletianos (discípulos do bispo Meletius de Licopolis – +328) liderados por Giovanni Arkaf, acusaram-no perante o imperador de se ter ordenado bispo muito jovem e de ter imposto tributos injustos aos cristãos. Não foi difícil para Atanásio defender-se das acusações, mas estas foram apenas o prelúdio do que ainda estava para acontecer. No final de 332, ele foi acusado de ter mandado matar o bispo Arsênio de Ipsele, enquanto ele estava simplesmente escondido em um mosteiro de monges e apareceu vivo e bem no tribunal. Foi um grande revés para os acusadores de Atanásio.

Nem os arianos pararam de lhe dar problemas. Os melecianos submeteram-lhe um documento com a fórmula da fé para ser assinado: aparentemente, poderia parecer ortodoxo, mas faltava a expressão “da mesma substância”. O imperador pediu a Atanásio que readmitisse Ário, mas depois de ler o documento, o bispo recusou. Neste ponto, em 335, os bispos arianos e meletianos convocaram um Concílio em Tiro que – em face da maioria controlada de arianos e meletianos – decretou o exílio de Atanásio. Nesse ínterim, Giovanni Arkaf havia sido nomeado bispo em Alexandria, mas sua presença não durou muito, porque logo foi expulso pelos próprios cristãos. A partir desse momento, a cátedra de Alexandria não foi ocupada por outros bispos heréticos, pois os cristãos da cidade reconheceram apenas Atanásio como seu bispo.

A disputa entre os arianos e Atanásio

Após a morte de Constantino, em 337, Atanásio – com o consentimento dos imperadores do Ocidente e do Oriente – retornou a Alexandria. Mas, mais uma vez, os arianos se opuseram e convocaram outro concílio para discutir a posição de Atanásio; neste ponto, ele se aposentou com os monges. O Papa Júlio I, sabendo onde ele estava, convocou-o a Roma para o Concílio Romano, durante o qual Atanásio foi declarado inocente. Porém, impossibilitado de retornar a Alexandria, pôde ensinar com suas catequeses – entre 339 e 346 – que o perigo do arianismo esvaziava a fé cristã. Ao mesmo tempo, difundiu a experiência do monaquismo como prova de que tudo é graça, tudo é dom de Deus para quem n’Ele acredita e se confia a Ele.

O retorno de Atanásio a Alexandria

Somente em 346, após o Concílio de 343 na atual Sofia, o bispo de Alexandria foi declarado deposto e Atanásio convidado a retornar, o que acontecerá apenas três anos depois, em meio a grandes comemorações. Gregory Nazianzen conta que, ao entrar em Alexandria, na frente de seu pastor, as pessoas jogavam seus mantos e palmeiras no chão. A ação pastoral de Atanásio soube conquistar corações e mentes, como ele mesmo escreverá na História dos Arianos contada aos monges: “Quantas mulheres em idade núbil, já preparadas e decididas para o matrimônio, permaneceram virgens para Cristo! Quantos jovens, vendo seu exemplo, abraçaram a vida monástica! Quantos pais persuadiram seus filhos e quantos filhos convenceram seus pais a não abandonarem a vida cristã…”. São Basílio, que naqueles anos iniciava o seu ministério episcopal, reconheceu no já idoso Atanásio o único capaz de dialogar com todos, porque ninguém como ele “tinha a solicitude de todas as Igrejas”. Quando ele morreu, em 2 de maio de 373, Basílio o lembrou como uma “alma grande e apostólica”.]

Santo Atanásio, bispo de Alexandria no Egito e doutor da Igreja, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 15,9-11

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9Como meu Pai me amou, assim

também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu

guardei os mandamentos do meu Pai

e permaneço no seu amor. 11Eu eu vos disse isto,

para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Palavra da

Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURS DE HOJE

 2 DE MAIO DE 2024

QUINTA FEIRA DA 5ª. SEMANA DA


PÁSCOA


Cor: Branco


1ª. Leitura – At 15, 7-21

Leitura dos Atos dos Apóstolos 15,7-21

Naqueles dias: 7Depois de longa discussão, Pedro levantou-se e falou aos apóstolos e

anciãos: 'Irmãos, vós sabeis que, desde os primeiros dias, Deus me escolheu, do vosso

meio, para que os pagãos ouvissem de minha boca a palavra do Evangelho e

acreditassem. 8Ora, Deus, que conhece os corações, testemunhou a favor deles,

dando-lhes o Espírito Santo como o deu a nós. 9E não fez nenhuma distinção entre

nós e eles, purificando o coração deles mediante a fé. 10Então, por que vós agora


4


colocais Deus à prova, querendo impor aos discípulos um jugo que nem nossos pais e

nem nós mesmos tivemos força para suportar? 11Ao contrário, é pela graça do Senhor

Jesus que acreditamos ser salvos, exatamente como eles.' 12Houve então um grande

silêncio em toda a assembleia. Depois disso, ouviram Barnabé e Paulo contar todos os

sinais e prodígios que Deus havia realizado, por meio deles, entre os pagãos.

13Quando Barnabé e Paulo terminaram de falar, Tiago tomou a palavra e disse:

'Irmãos, ouvi-me: 14Simão acaba de nos lembrar como, desde o começo, Deus se

dignou tomar homens das nações pagãs para formar um povo dedicado ao seu Nome.

15Isso concorda com as palavras dos profetas, pois está escrito: 16Depois disso, eu

voltarei e reconstruirei a tenda de Davi que havia caído; reconstruirei as ruínas que

ficaram e a reerguerei, 17a fim de que o resto dos homens procure o Senhor com

todas as nações que foram consagradas ao meu Nome. É o que diz o Senhor, que fez

estas coisas, 18conhecidas há muito tempo'. 19Por isso, sou do parecer que devemos

parar de importunar os pagãos que se convertem a Deus. 20Vamos somente

prescrever que eles evitem o que está contaminado pelos ídolos, as uniões ilegítimas,

comer carne de animal sufocado e o uso do sangue. 21Com efeito, desde os tempos

antigos, em cada cidade, Moisés tem os seus pregadores, que o leem todos os

sábados nas sinagogas.' Palavra do Senhor.

Reflexão - É pela graça de Jesus Cristo que somos salvos!

Os apóstolos, reunidos em assembleia, discerniam sobre a circuncisão dos

pagãos, motivo de divergência entre eles. Pedro lembrava aos seus

companheiros que era pela graça do Senhor Jesus que todos seriam salvos e

que o próprio Jesus viera ao mundo abolir este tipo de sacrifício. Fez-lhe

reconhecer que Deus conhece os corações, testemunhando em favor dos

pagãos, os quais receberam o Espírito Santo, assim como eles próprios. Os

pagãos que se convertiam ao cristianismo recebiam do próprio Deus a

circuncisão do coração por meio do Espírito Santo, pois Ele não faz distinção

de pessoas. Assim sendo, os apóstolos chegando a um acordo decidiram que

deveriam parar de importunar os pagãos que se convertiam a Jesus. Nós

também hoje precisamos tomar consciência de que é pela graça de Jesus

Cristo que somos salvos, e a prova disso é a nossa fé. Que não nos adiantaria

nada ter o corpo marcado enquanto o nosso coração não estiver assinalado

pelo Espírito Santo. Todos nós que recebemos o Batismo temos o Espírito

Santo de Deus, por isso precisamos nos considerar selados, marcados pelo selo

do Amor. O plano do Pai é que todos sejam salvos e cheguem ao

conhecimento da verdade, por conseguinte ninguém pode ficar de fora. Às

vezes rejeitamos as pessoas entendendo que elas não são dignas de participar

da Igreja em comunhão conosco e desejamos para elas um jugo que nem nós

podemos suportar. Precisamos estar de olhos abertos para isso e acolher a

todos os motivando a terem um coração circuncidado. – O seu coração está

em sintonia com o Espírito Santo? Você tem consciência da grande graça

que recebeu no Batismo? – Você tem ajudado as pessoas a se apossarem da

graça do Batismo? - Você faz alguma objeção que pessoas consideradas

pecadoras públicas como criminosos, estupradores, assaltantes, tenham

acesso à Igreja, e ao direito de receber Sacramentos?

Salmo 95, 1-2a. 2b-3. 10 (R. Cf. 3)

R. Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia


5

1Cantai ao Senhor Deus um canto novo,

cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!*

2aCantai

e bendizei seu santo nome!R.

2bDia após dia anunciai sua salvação,

3manifestai a sua glória entre as nações,*

e entre os povos do universo seus prodígios!R.

10Publicai entre as nações: 'Reina o Senhor!'+

Ele firmou o universo inabalável *

pois os povos ele julga com justiça.R.

Reflexão - O Espírito Santo é quem nos faz cantar e anunciar as maravilhas do

Senhor em todos os lugares. É Ele o nosso motivador. Jesus é o Rei de quem

tem um coração contrito e se apossa da salvação que Ele veio nos dar.

Publicar entre as nações que o Senhor reina é tê-Lo como único Senhor e

Salvador.

Evangelho – Jo 15, 9-11

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São João 15,9-11

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 9Como meu Pai me amou, assim

também eu vos amei. Permanecei no meu amor.

10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu

guardei os mandamentos do meu Pai

e permaneço no seu amor. 11Eu eu vos disse isto,

para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. Palavra da

Salvação.

Reflexão – Guardar os mandamentos é estar na casa do Pai.

Jesus veio nos oferecer o próprio Amor do Pai e o modo pelo qual podemos

nos apossar dessa Sua oferenda é guardando os Seus mandamentos. Com

efeito, Ele nos orienta a que permaneçamos no Seu amor assim como Ele

próprio permanece no Pai. A única exigência que Ele nos faz é a de que

guardemos os Seus mandamentos assim como Ele próprio guardou os

mandamentos do Pai. Podemos estar convencidos, então, que se guardarmos

os Seus mandamentos permaneceremos no Seu amor e no Amor do Pai, assim

como Ele mesmo o fez. Guardar os mandamentos é estar na casa do Pai! O

Espírito Santo, que é o amor entre o Pai e o Filho é o nosso motivador, deste

modo, se nos conservarmos sob o poder do Espírito Santo permaneceremos no

amor de Deus, pois conseguiremos cumprir com os Seus mandamentos. Os

mandamentos do Senhor estão impressos no nosso coração e são como a

receita que Ele nos dá com amor para que tenhamos uma vida feliz. O amor

do Pai nos traz a alegria e a felicidade verdadeira. Ser feliz é o compromisso

que temos com o nosso Criador, pois Ele nos criou para que o sejamos. O

Senhor quer nos dar uma alegria plena e só a teremos se permanecermos

ligados a Jesus pelo poder do Seu Espírito. A alegria do Senhor é a nossa força

porque provém da fonte do Amor Eterno do Pai, que é Todo Poderoso

 – Você já se apossou do Amor do Pai que Jesus lhe oferece?

 – Você permanece firme nos mandamentos do Senhor?

– Você é uma pessoa alegre ? 

– De onde provém a sua alegria?

 - Você já experimentou a alegria do Espírito?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Misssionária Um novo Caminho

quarta-feira, 1 de maio de 2024

O TEMPO DE DEUS

 

Pe. Johnja López Pedrozo

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,1-8

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1'Eu sou a videira verdadeira e meu Pai

é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá

fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da

palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o

ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também

vós não podereis dar fruto,

se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos.

Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem

mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um

ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se

permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que

quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado:

que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

Palavra da Salvação.

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 1 DE MAIO DE 2024

QUARTA FEIRA DA 5ª. SEMANA


DA PÁSCOA


Cor branco


1ª. Leitura – At 15, 1-6

Leitura dos Atos dos Apóstolos 15,1-6

Naqueles dias: 1Chegaram alguns da Judéia e ensinavam aos irmãos de

Antioquia, dizendo: 'Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados,

como ordena a Lei de Moisés.' 2Isto provocou muita confusão, e houve uma

grande discussão de Paulo e Barnabé com eles. Finalmente, decidiram que

Paulo, Barnabé e alguns outros fossem a Jerusalém, para tratar dessa questão

com os apóstolos e os anciãos. 3Depois de terem sido acompanhados pela

comunidade, Paulo e Barnabé atravessaram a Fenícia e a Samaria.

Contaram sobre a conversão dos pagãos, causando grande alegria entre todos

os irmãos. 4Chegando a Jerusalém, foram recebidos pelos apóstolos e os

anciãos, e narraram as maravilhas que Deus tinha realizado por meio deles.

5Alguns, dos que tinham pertencido ao partido dos fariseus e que haviam

abraçado a fé,

levantaram-se e disseram que era preciso circuncidar os pagãos

e obrigá-los a observar a Lei de Moisés. 6Então, os apóstolos e os anciãos

reuniram-se para tratar desse assunto. Palavra do Senhor.

Reflexão – A Unidade é obra do Espírito Santo!

A circuncisão era uma regra judaica do Antigo Testamento, e depois da

entrega de Jesus na Cruz para a salvação do homem não haveria mais sentido

na sua aplicação. Apesar da comunidade cristã crescer apareceram também

divergências, diferenças de opiniões e, por isso, também discussões e

confusão. Os Apóstolos, porém, demonstrando grande sabedoria resolveram

reunir-se para que o próprio Espírito Santo os conduzisse nas resoluções da

comunidade. Ao mesmo tempo em que os discípulos divergiam também se

alegravam com os prodígios e a conversão daqueles que nunca haviam ouvido

falar de Jesus. Deus nos deu inteligência e nos deu o Seu Espírito para que

possamos, iluminados por Ele, chegar à unidade de pensamento, de ideal e de

objetivo. Na nossa comunidade, assim como na nossa família, nós precisamos

também, agir assim e não nos inquietarmos com as divergências de opiniões e

a diversidade de conceitos. Se nos reunirmos e colocarmos os nossos

pensamentos e sentimentos à mostra de todos, sob a luz do Espírito Santo,

com certeza, nós conseguiremos acertar as arestas, perceber o que é


2


essencial e, baseados na regra do Amor e na Palavra de Deus, nós também

chegaremos à unidade, apesar das nossas diferenças. A unidade é obra do

Espírito Santo! - Você se aflige quando há divergências na sua casa ou na

comunidade? - O que você tem feito quando elas acontecem? – Você foge

das dificuldades com medo de enfrentar as pessoas? – Você tem enxergado

os pontos positivos da sua família e da comunidade? – Você tem se alegrado

com eles?

Salmo 121, 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. Cf. 1)

R. Que alegria, quando me disseram: Vamos à casa Senhor!

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Que alegria, quando ouvi que me disseram:*

'Vamos à casa do Senhor!'

2E agora nossos pés já se detêm,*

Jerusalém, em tuas portas.R.

3Jerusalém,cidade bem edificada *

num conjunto harmonioso;

4apara lá sobem as tribos de Israel,*

as tribos do Senhor.R.

4bPara louvar, segundo a lei de Israel,*

o nome do Senhor.

5A sede da justiça lá está *

e o trono de Davi.R.

Reflexão - Jerusalém é a cidade santa e significa para nós a Igreja que,

mesmo ainda caminhando, tem um desígnio de santidade. Por isso, nós, que

somos Igreja, ficamos alegres, pois, caminhamos para a casa do Senhor.

Jerusalém também é cada um de nós que somos moradas do Senhor.


Evangelho – Jo 15, 1-8

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 15,1-8

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 1'Eu sou a videira verdadeira e meu Pai

é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá

fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da

palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o

ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também

vós não podereis dar fruto,

se não permanecerdes em mim. 5Eu sou a videira e vós os ramos.

Aquele que permaneceu em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem

mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um

ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se

permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que

quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado:

que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.

Palavra da Salvação.

3

Reflexão – O galho que não permanece preso à árvore é jogado fora.

Jesus sempre usava figuras inerentes à vida cotidiana do povo, para que

compreendessem a Sua mensagem. Hoje, também, nós podemos usar a

parábola da videira como mensagem para a nossa vida, baseados nas figuras

que Jesus usou. Para isso, precisamos nos amoldar à mensagem da Palavra,

nos situando no contexto proposto por Jesus. Nós sabemos que toda árvore

precisa ter raiz, tronco e os galhos, que dão suporte às folhas e aos frutos.

Sabemos, também, que toda árvore é uma semente que foi plantada na terra

e precisa ser cuidada para permanecer bonita. Assim como a videira, que é

uma planta trepadeira , que cresce apoiando-se sobre outra ou sobre qualquer

superfície, nós precisamos de um apoio para crescer. Podemos, então,

comparar a analogia de Jesus sobre a videira com a Santíssima Trindade e

todos nós que estamos unidos num só Amor. O Pai é o agricultor, Jesus é a

árvore verdadeira, o Espírito Santo é a seiva do amor do Pai que alimenta a

árvore, e nós, os galhos, que precisam de um suporte para crescer.

Precisamos estar unidos à arvore para receber o nutriente que nos fará

produzir frutos bons. No entanto, não podemos estar na árvore somente por

estar. Necessitamos crescer em beleza e utilidade. Quando estamos com

aparência feia, isto é, quando exibimos as deficiências por causa do pecado, o

Pai, então, como faz o agricultor, nos poda, nos purifica e lança fora tudo o

que estava nos tornando feios e nos impedindo de dar frutos. Por isso, o galho

que não permanece preso à árvore é jogado fora. Deste modo, quando não

estamos em Jesus, unidos a Ele em espírito e em verdade, nós nos tornamos

galhos secos, sem utilidade. Vivemos a desesperança, a frustração, a tristeza,

o desânimo e acabamos sós. Assim, nunca seremos felizes porque nos falta a

seiva do Espírito que nos alimenta e fecunda o nosso coração. Dentro de nós

foi plantada a semente do Amor do Pai, que é o Espírito Santo, porém, só

permaneceremos nesse Amor, se nos conservarmos ligados ao Seu Filho, Jesus

Cristo

. - Você se sente como um ramo ligado à árvore que é Jesus? 

– Você tem intimidade com Deus? 

– Os frutos que você tem oferecido ao mundo são frutos doces ou amargos? 

– O que precisa acontecer para que você dê frutos melhores? 

– Você acha que tem permanecido em Jesus e Ele em você?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho



SANTO DO DIA - SÃO JOSÉ, O OPERÁRIO

Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário” para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à “festa do trabalho”. Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!”, o Papa deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.

Cristocêntrico

A figura de São José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, que participou em tudo da condição humana. 

A dignidade do trabalho

A Igreja, nesta festa do trabalho, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer as obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho, a fim de que inspire, na vida social, as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”

Homem justo

São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).

Sentido do trabalho

É firmado, antes de tudo, que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência desse valor ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade.

A Igreja “batiza” a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns países, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos: Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI, por exemplo.

Centro na Eucaristia

Nesta “festa do trabalho”, sob o patrocínio de São José Operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia. A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas.

Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus, e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino.

A minha oração

“Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. Amém.”

São José Operário, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias