sábado, 2 de dezembro de 2023

SANTO DO DIA - SÃO SILVÉRIO

 

Origens

Não há registros exatos sobre a data do nascimento de São Silvério. Nascido em Frosinone, Itália, era filho do Papa Hormisdas, que havia se casado antes de se tornar membro do alto clero.

O Pontificado
Silvério entrou para o serviço da Igreja, em abril de 536, após a morte do Papa Agapito. Foi eleito mesmo com o  descontentamento de muitos que não o queriam como Papa, pois, na época, ele era apenas um subdiácono, um ofício religioso considerado muito baixo para ter acesso ao trono de Pedro. Entretanto, o rei Teodato, com uma ameaça, impôs a sua eleição, restando ao clero aceitar apenas.

Uma ameaça
Uma das maiores opositoras de São Silvério foi Teodora, esposa do imperador oriental Justiniano, partidária dos Monofisistas (doutrina teológica desenvolvida entre o ano 400, pelo arquimandrita Eutíquio, que nega a natureza divina de Cristo). Teodora havia escolhido para sucessor de Agapito o seu pupilo Virgílio.

São Silvério: o Papa que sofreu com a separação da Igreja

A separação das Igrejas em Roma
A doutrina Monofisismo, condenada herética pelo Concílio de Calcedônia, em 451, conseguiu encontrar prosélitos por volta dos séculos V e VI, causando uma grande separação de Roma entre as Igrejas Copta, Armênia e Jacobita da Síria.

Reflexos do Conflito
No decorrer desse conflito, no ponto de vista político, complicava-se a situação na península italiana que, na época, era disputada entre Constantinopla e os invasores Godos. O pontificado de Silvério e toda a esfera religiosa pagavam todo o preço nessa disputa de poderes. O imperador Justiniano acabou por declarar guerra contra os Ostogodos, enviando seu melhor general, Belizário para o combate.

A Falsa Acusação
Neste contexto, Teodora ainda travava uma batalha contra Silvério, onde tentava abrandar suas posições em favor do Monofisismo. Entretanto, não tendo sucesso, tramou um complô contra Silvério; com uma carta falsa, afirmava que o Papa havia permitido a entrada dos Godos em Roma para libertá-los dos Bizantinos. Sem o direito de explicar-se, Silvério foi despojado de suas vestes papais e, vestido como monge, foi levado para Constantinopla. Sem ajuda, acabou sendo deportado para Patara, na Lícia. Em seu lugar, Virgílio tornou-se Papa, mas não foi hostil ao Monofisismo.

Da falsa acusação à vida eterna

Curto Pontificado
Eleito como o 58º Papa da Igreja de Roma, o pontificado de Silvério durou apenas um ano, por causa dessa grande guerra que perdurou por 18 anos.

A Prisão de São Silvério
O Bispo de Patara, disposto a inocentar Silvério, apresentou ao imperador provas irrefutáveis que provavam a inocência de Silvério, que obrigaram Justiniano a libertá-lo e mandá-lo de volta para Roma. Porém, Virgílio, para se defender, fez com que o general Belizário prendesse Silvério e o deportasse para a ilha das Pontinas, em Palmarola. 

Páscoa
Na tentativa de acabar com o cisma entre as Igrejas neste território, Silvério decidiu abdicar e, em aproximadamente um mês, em 2 de dezembro de 537, faleceu. Foi declarado o santo padroeiro de sua cidade, Frosinone, Itália.

Minha oração

“Aquele que soube seguir o Cristo e imitá-Lo em tudo, até mesmo no martírio, dai ao nosso Papa a mesma força e sabedoria. Dai também aos líderes aquela virtude que leva a doar-se inteiramente, sempre à frente de seu povo como modelo do rebanho e bom pastor. Amém.”

São Silvério, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias

 

EVANGELHO DO DIA

 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 21,34-36 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 "Tomai cuidado para que vossos corações não fiquem insensíveis por causa da gula, 
da embriaguez e das preocupações da vida, e esse dia não caia de repente sobre vós; 35 pois esse dia cairá como uma armadilha 
sobre todos os habitantes de toda a terra. 36 Portanto, ficai atentos e orai a todo momento, a fim de terdes força para escapar de tudo o que deve acontecer e para ficardes em pé diante do Filho do Homem". Palavra da Salvação.

 

sexta-feira, 1 de dezembro de 2023

120 JOVENS E ADULTOS FORAM CRISMADOS, ONTEM, NA PARÓQUIA SÃO JOÃO EUDES, NO LUCIANO CAVALCANTE






Cento e vinte jovens e adultos, divididos em duas turmas, sendo uma de 61 com adultos e a outra com 59 de adolescentes, a maioria formada por mulheres, que,  juntamente com o mesmo número de padrinhos, lotaram as dependências da Igreja Menino Deus, no bairro Luciano Cavalcante, nas proximidades da Câmara de Vereadores de Fortaleza, contando ainda com a presença dos seus familiares. Eles foram crismados. 




Os 120 jovens e adultos passaram um bom período deste ano de 2023, mais precisamente de abril até agora novembro, se preparando para o grande dia, que foi ontem, para serem crismados, e continuarem elevando bem alto o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, com o auxílio do Espírito Santo.



A celebração foi presidida pelo padre Arildo da Silva Castro, vigário episcopal da Região Metropolitana Nossa Senhora da Conceição, que representou a dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, administrador apostólico da Arquidiocese de Fortaleza. Também participou da celebração o padre Santino Sacramento Vitola, CJM, pároco da Paróquia São João Eudes.

BONITA




Foi uma celebração muito bonita e com muita espiritualidade e alegria por parte de todos que lotaram a Igreja. O celebrante, padre Arildo, transmitiu segurança, logo no início da Missa, que começou cerca 15 minutos depois da entrada dos crismandos na Igreja.

Um pequeno detalhe, que passou despercebido pelos participantes da celebração: a Missa foi celebrada pelo Novo Missal Romano, cujo uso pelas paróquias será obrigatório a partir do próximo domingo, o “1º Domingo do Advento”, mas a Paróquia São João Eudes já o vem  utilizando há alguns dias.




Logo depois da homília, o padre Santino disse que os 120 crismandos eram dignos e que poderiam ser crismados e receberam o óleo do Crisma, com o padre Arildo da Silva Castro  fazendo o sinal da cruz na testa de cada um deles.



AGRADECIMENTOS

Dois membros da equipe de Catequese, Eveline(Coordenadora) e Josevaldo formada por Adriano, Cleidiane, Eveline, Josevaldo, Lucas  e Waldson,  agradeceram a todos que contribuíram com o evento, no que foram acompanhados pelo padre Santino, que  deu muito ênfase ao convite aceito pelo padre Arildo para presidir aquela celebração, em substituição ao administrador apostólico, dom José Antonio. 

No final, a assembleia, de pé, bateu fortes palmas para os padres Arildo e Santino.



PAROLIN: PAPA PEDE NOVO ÍMPETO DA COP28 PORQUE O MUNDO ESTÁ DESMORONANDO

O Cardeal Secretário de Estado, que estará hoje em Dubai para participar da COP28, compartilha com as mídias do Vaticano as preocupações e esperanças do Papa em relação à crise climática, as guerras e as divisões que dilaceram o planeta. Sobre as crises no Oriente Médio e a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, ele reitera o compromisso constante da Santa Sé com a construção da paz.

Massimiliano Menichetti – Vatican News

Será o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, que iniciará os trabalhos da delegação da Santa Sé na COP28, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas que está sendo realizada em Dubai. A chegada está programada para hoje, 1º de dezembro, dia em que o Papa deveria chegar aos Emirados Árabes Unidos. Francisco, "com grande pesar", teve que renunciar a essa viagem para evitar o agravamento da inflamação pulmonar que o afetou nos últimos dias.

Eminência, o Papa não poderá participar da Conferência internacional sobre o clima em Dubai, como ele gostaria. Quais são as expectativas e esperanças de Francisco para a COP28?

Cardeal Parolin em Dubai para levar a "contribuição" do Papa à COP28

No coração do Papa está a consciência da necessidade de agir para cuidar da casa comum, a urgência de posições corajosas e um novo impulso para as políticas locais e internacionais, para que a humanidade não seja ameaçada por interesses partidários, míopes ou predatórios. A COP28 é chamada a dar uma resposta clara da comunidade política para o enfrentamento dessa crise climática com determinação no prazo urgente indicado pela ciência. O Papa não pôde ir a Dubai, mas a decisão de estar lá, pela primeira vez para um Papa, emergiu claramente da Laudato Deum, na qual ele lembrou que já se passaram oito anos desde a publicação da Carta Encíclica Laudato si' e na qual ele desejou compartilhar com todos o sofrimento do planeta e as 'urgentes preocupações' para o cuidado da casa comum. O Papa explica que 'com o passar do tempo (...) não estamos reagindo suficientemente, pois o mundo que nos acolhe está desmoronando e talvez se aproxime de um ponto de ruptura'" (nº 3). Não apenas os estudos científicos destacam os graves impactos das mudanças climáticas produzidas pelo comportamento antrópico, mas também é comum testemunhar diariamente fenômenos naturais extremos em todo o mundo que afetam gravemente a qualidade de vida de grande parte da população humana e, em particular, do componente mais vulnerável à crise climática que foi o menos responsável por causá-la.

O Santo Padre citou várias vezes a palavra coragem, pedindo aos governos, políticas para uma ecologia integral, para proteger o ser humano e a Casa comum. Quais são as expectativas para a COP28?

Também aqui a Laudate Deum é muito clara: «Se tivermos confiança na capacidade do ser humano de transcender os seus pequenos interesses e pensar grande, não podemos desistir de sonhar que a COP28 levará a uma aceleração decisiva da transição energética, com compromissos eficazes que podem ser monitorados permanentemente. Esta Conferência pode ser um ponto de virada, provando que tudo o que foi feito desde 1992 foi sério e apropriado, caso contrário será uma grande desilusão e colocará em risco tudo de bom que foi alcançado até agora» (n° 54).

De fato, espera-se que a COP28 possa dar indicações claras para incentivar essa aceleração. Uma transição energética que pode ser declinada de várias maneiras, começando com a redução gradual e rápida dos combustíveis fósseis por meio de um maior uso de energia renovável e eficiência energética, bem como por meio de um maior compromisso com a educação para a ecologia integral.

É bom, de fato, reiterar o que o Santo Padre e a Santa Sé repetiram várias vezes: os meios econômicos e técnicos para combater a crise climática são necessários mas não são suficientes; é indispensável que sejam acompanhados de um processo educativo que incida na mudança de estilos de vida e de meios de produção e consumo que visam promover um modelo renovado de desenvolvimento humano integral e de sustentabilidade baseado no cuidado, na fraternidade, na cooperação entre os seres humanos e no fortalecimento da aliança entre o ser humano e o meio ambiente que, como disse Bento XVI na Caritas in veritate, «deve ser um espelho do amor criador de Deus, do qual viemos e para o qual caminhamos» (n° 50).

O Papa reiterou que depois da conferência de Paris de 2015 houve de fato um declínio, um desinteresse. Eminência, o senhor acompanhou de perto esses acontecimentos. O mundo percebe os perigos?

Parolin: o Papa está se recuperando e cancelou a viagem a Dubai para evitar uma piora

A crise climática é muito complexa, mas é “um problema social global que está intimamente ligado à dignidade da vida humana” (Laudate Deum, n° 4). Está também ligada ao comportamento humano que resulta num aumento das emissões de gases com efeito estufa que têm consequências a longo prazo: remontam ao período pós-revolução industrial do final do século XVIII do século passado, mas tornaram-se fortemente acentuadas ao longo do tempo: conforme indicado pelo IPCC, órgão científico da ONU que estuda as mudanças climáticas, mais de 42% do total das emissões desde 1850 ocorreram depois de 1990. Trata-se de períodos de tempo que vão muito além dos breves ciclos eleitorais aos quais devem responder os políticos. Este é certamente um primeiro problema.

Além disso, desde 2015 tem havido uma série de crises, basta pensar na Covid ou nos persistentes problemas humanitários que permeiam a nossa sociedade. Os conflitos na Ucrânia e na área israelense-palestina são apenas dois exemplos marcantes de como os conflitos localizados não só têm um impacto inaceitável e devastador nas populações civis locais, mas também causam profundas repercussões econômicas e sociais em todo o mundo. Eis é o segundo problema: estas crises correm o risco de desviar a atenção da Comunidade internacional da questão climática.

Infelizmente, as mudanças climáticas continuam e não esperam que a "boa vontade" do ser humano seja colocada em prática. É necessário que a Comunidade internacional não apenas tome nota desse fato, mas perceba concretamente que, para combater a crise climática, ou se vence juntos ou se perde juntos. Na COP26 em Glasgow, o Santo Padre enviou uma Mensagem na qual indicava que "as feridas trazidas à humanidade [...] pelo fenômeno das mudanças climáticas são comparáveis àquelas resultantes de um conflito global. Assim, como após a Segunda Guerra Mundial, hoje é necessário que toda a Comunidade internacional faça da implementação de ações colegiadas, solidárias e de longo alcance uma prioridade". O verdadeiro inimigo a ser combatido é o comportamento irresponsável que tem repercussões em todos os componentes de nossa humanidade de hoje e de amanhã. A resposta deve ser rápida e coesa.

Seria bom se a COP28 contribuísse para pôr em prática a esperança expressa pelo Papa Francisco na Laudato si': «Enquanto a humanidade do período pós-industrial talvez fique recordada como uma das mais irresponsáveis da história, espera-se que a humanidade dos inícios do século XXI possa ser lembrada por ter assumido com generosidade as suas graves responsabilidades» (n°. 165). Há esperança nisso, pois a humanidade possui os meios e capacidades para poder assumir estas responsabilidades.

A COP28 se realiza nos Emirados Árabes Unidos, enquanto o conflito entre Israel e o Hamas está em andamento. Como a Santa Sé vê essa situação?

O ataque terrorista perpetrado em 7 de outubro pelo Hamas e outras organizações palestinas contra a população de Israel causou uma ferida séria e profunda nos israelenses e em todos nós. A segurança dessa população foi seriamente comprometida de maneira tão brutal e, incrivelmente, em um período tão curto. O Santo Padre disse isso desde o início: "O terrorismo e os extremismos não ajudam a alcançar uma solução para o conflito entre israelenses e palestinos, mas alimentam o ódio, a violência, a vingança, e só fazem sofrer uns e outros." (Audiência Geral, 11 de outubro de 2023).

E, de fato, o processo de paz israelense-palestino, que já estava sofrendo lentidão e estagnação, agora se tornou ainda mais complexo. Por outro lado, talvez esse fosse o objetivo dos terroristas, pois, como sempre declararam, os milicianos do Hamas não preveem a paz com Israel, pelo contrário - irresponsavelmente - gostariam que o país desaparecesse. Isso, no entanto, não corresponde à vontade que a Autoridade do Estado da Palestina, em particular o Presidente Mahmoud Abbas, sempre nos assegurou, ou seja, que deseja um diálogo com o Estado de Israel para uma plena realização da solução de dois Estados, que a Santa Sé vem promovendo há tantos anos, juntamente com um estatuto especial para a Cidade Santa de Jerusalém. É por isso que espero que no futuro haja caminhos sinceros de diálogo, mesmo que eu os veja muito estreitos agora. Nos jardins do Vaticano, há aquela oliveira que foi plantada em 2014 pelo presidente israelense Shimon Peres e pelo presidente palestino Mahmoud Abbas, juntamente com o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu. Continuamos a regá-la com a água da esperança, que flui da oração e também do trabalho diplomático.

No entanto, nos últimos dias, vimos um lampejo de luz nas negociações que permitiram uma trégua e a libertação de vários israelenses e outros reféns. Infelizmente, hoje ficamos sabendo que os combates foram retomados. A Santa Sé espera que toda a violência cesse o mais rápido possível. Acredito que os esforços de diálogo feitos pelo Egito e pelo Catar, juntamente com os Estados Unidos da América, são realmente louváveis, assim como a disposição do governo israelense de chegar a uma solução para todos os reféns o mais rápido possível. Estou realmente feliz por ver essas pessoas podendo reencontrar suas famílias. Também rezo e me solidarizo com a angústia das outras famílias que ainda não puderam abraçar seus entes queridos, ainda sequestrados em Gaza. Esperamos que todos eles sejam libertados em breve.

Ao mesmo tempo, a situação humanitária na Faixa de Gaza é uma fonte de grande preocupação para a Santa Sé. Milhares de vítimas, falamos de mais de 15.000, feridos e desaparecidos. Parece que não há lugar seguro, até mesmo escolas, hospitais e locais de culto estão sendo mal utilizados e disputados. Mais de um milhão de pessoas estão desabrigadas, tendo que se mudar para o sul dessa pequena faixa de terra palestina. É realmente louvável o papel do Egito, que está fornecendo e coordenando a chegada da ajuda humanitária, bem como o da Jordânia, do Catar e dos Emirados Árabes Unidos, que estão tentando ajudar a população palestina. Não podemos esquecer e incentivar o esforço humanitário que as agências da ONU estão fazendo em Gaza. Portanto, agora é necessário que os combates cessem de uma vez e de que sejam encontradas outras maneiras para que o Hamas e as outras organizações palestinas possam se desarmar e deixar de ser uma ameaça terrorista para os israelenses, mas também para os próprios palestinos.

Como o Santo Padre já disse, esse conflito, que atinge a Terra Santa, toca os corações e as emoções de todos. Sente-se a raiva de muitos pelo que aconteceu em 7 de outubro em Israel, mas também pelo que está acontecendo em Gaza, e agora pelos reflexos horríveis que esse conflito está produzindo nas sociedades de alguns países. Refiro-me, em particular, ao número crescente de atos de antissemitismo que têm ocorrido em muitos países. Como o Santo Padre disse muitas vezes e com grande determinação: o antissemitismo é uma negação das próprias origens, uma contradição absoluta, porque um cristão não pode ser antissemita. Nossas raízes são comuns. Isso seria uma contradição de fé e vida. E não apenas para os cristãos: para todos, defender a liberdade dos outros de professar sua fé é um ato humano, enquanto ultrajá-la é desumano, como aconteceu no vergonhoso Holocausto.

A Santa Sé continua acompanhando de perto também a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Como prossegue o trabalho da diplomacia do Vaticano nesse contexto?

O compromisso da Santa Sé permanece inalterado e continua a se concentrar em questões humanitárias, em particular a repatriação dos menores ucranianos. As várias trocas de informações entre as partes ucraniana e russa, através das Nunciaturas Apostólicas presentes nos dois países, tornaram possível verificar o destino de dezenas de crianças. Um resultado encorajador, alcançado também graças ao envolvimento explícito da Santa Sé, conforme indicado pelo Escritório do Comissário presidencial para os Direitos da Criança da Federação Russa, foi a repatriação de Bogdan Yermokhin, que ocorreu na noite anterior à data em que ele completou 18 anos. Além disso, o mecanismo iniciado após a missão do cardeal Zuppi está sendo aperfeiçoado, prometendo melhores resultados. Esperamos que esse esforço abra o caminho para o diálogo também sobre outras questões.

Eminência, será que ainda vale a pena ter esperança neste momento complexo marcado pela guerra, violências e dificuldades?

Diante das tragédias que continuam a afligir a humanidade, todos nós nos sentimos um pouco perdedores e somos tentados a ceder ao desespero e ao fatalismo. Com o Papa Francisco, eu também quero repetir "não deixemos que a esperança seja roubada de nós", especialmente quando o caminho da vida se depara com problemas e obstáculos que parecem intransponíveis.  É claro que a esperança exige realismo. Exige que chamemos os problemas pelos seus nomes, sabendo que as muitas crises morais, sociais, ambientais, políticas e econômicas que estamos vivenciando estão interconectadas, e o que vemos como problemas individuais são, na verdade, uma causa ou consequência de outros. Mas ter esperança exige a coragem de agir; a audácia de jogar o coração para além do obstáculo, de renunciar ao mal e sair do espaço estreito dos interesses pessoais ou nacionais, de realizar todos os dias pequenos passos possíveis de bem para tentar melhorar situações complicadas e semear a paz com paciência e confiança.


Fonte: https://www.vaticannews.va/pt/vaticano/news/2023-12/parolin-papa-novo-impeto-cop28-mundo-desmoronando.html

EVANGELHO DO DIA

 + Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,29-33

Naquele tempo: 29Jesus contou-lhes uma parábola: 'Olhai a figueira e todas as árvores. 30Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto. 31Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. 32Em verdade, eu vos digo: tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração. 33O céu e a terra passarão,  
mas as minhas palavras não hão de passar.  
Palavra da Salvação. 

 

REFLEXÕES SOBRE AS LEITURAS DE HOJE

 

1º DE DEZEMBRO DE 2023

 

6ª. FEIRA DA XXXIV SEMANA DO

 

TEMPO COMUM

 

Cor Verde

 

1ª Leitura - Dn 7,2-14

 

Leitura da Profecia de Daniel 7,2-14

Eu, Daniel, 2'Tive uma visão durante a noite; eis que os quatro ventos do céu revolviam o vasto mar, 3e quatro grandes animais,  
diferentes uns dos outros, emergiam do mar. 4O primeiro era semelhante a um leão, e tinha asas de águia; ainda estava olhando, quando lhe foram arrancadas as asas; ele foi erguido da terra e posto de pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem. 5Eis que surgiu outro animal, o segundo, semelhante a um urso, que estava erguido pela metade e tinha três costelas nas fauces entre os dentes; ouvia-se dizer: 'Vamos, come mais carne.  
6Continuei a olhar, e eis que assomou outro animal, semelhante a um leopardo; tinha no dorso quatro asas de ave, e havia no animal quatro cabeças. E foi-lhe dado poder. 7Depois, eu insistia em minha visão noturna, e eis que apareceu o quarto animal,  
terrível, estranho e extremamente forte; com suas dentuças de ferro, tudo devorava e triturava, calcando aos pés o que sobrava;  
era bem diferente dos outros animais que eu vi antes, e tinha dez chifres. 8Eu observava estes chifres, e eis que apontou entre eles outro chifre pequeno, em compensação, foram arrancados três dos primeiros chifres; e eis que neste chifre pequeno havia uns olhos como olhos de homem e uma boca que fazia ouvir uma fala muito forte. 9Eu continuava olhando até que foram colocados uns tronos, e um Ancião de muitos dias aí tomou lugar. Sua veste era branca como neve e os cabelos da cabeça, como lã pura; seu trono eram chamas de fogo, e as rodas do trono, como fogo em brasa. 10Derramava-se aí um rio de fogo que nascia diante dele; serviam-no milhares de milhares, e milhões de milhões assistiam-no ao trono; foi instalado o tribunal e os livros foram abertos. 11Eu estava olhando para o lado das palavras fortes que o mencionado chifre fazia ouvir, quando percebi que o animal tinha sido morto, e vi que seu corpo fora feito em pedaços e tinha sido entregue ao fogo para queimar; 12percebi também que aos restantes animais foi-lhes tirado o poder, sendo-lhes prolongada a vida por certo tempo. 13Continuei insistindo na visão noturna, e eis que, entre as nuvens do céu, vinha um como filho de homem, aproximando-se do Ancião de muitos dias, e foi conduzido à sua presença. 14Foram-lhe dados poder, glória e realeza, e todos os povos, nações e línguas o serviam: seu poder é um poder eterno que não lhe será tirado, e seu reino, um reino que não se dissolverá. Palavra do Senhor. 

 

Reflexão – Contemplando a vitória de Deus!

Fazendo uso de alegorias, o profeta Daniel, visualiza a vinda de Jesus como Rei do Universo. Por meio de figuras de animais ele, então, descreve o que ocorrerá no céu e na terra quando Jesus vier em glória. Os quatro animais descritos por Daniel representam os reinos da: Babilônia (leão) de 606 a 539 a.C.); Medo-Pérsia (urso) de 539 a 330 a.C.; Grécia (leopardo) de 330 a 65 a.C. e Roma a partir de 65 a.C.  Tudo é narrado com muita simbologia para nos mostrar que os reis da terra passam e um só REI permanecerá pelos séculos dos séculos. Esses reinos terrenos serão desmoronados e o Reino Eterno dos Céus se estabelecerá definitivamente aqui na terra. A figura do Ancião de veste branca como neve e os cabelos da cabeça como lã pura, sentado em um trono em chamas de fogo nos revela a grandeza e a realeza de Deus Pai que no céu é adorado e assistido por milhões e milhões de santos. O Filho de homem, que se aproxima do Ancião de muitos dias, e que foi conduzido à sua presença, é JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS e ÚNICO REI DO UNIVERSO! Que possamos nós, também, contemplar desde já a glória do céu que se manifestará por meio da vinda de Jesus Cristo para permanecer firmes na expectativa promissora da vitória de Deus! - Você tem se preparado para a vinda do Senhor? – A quem você tem prestado reverência, aos reis da terra ou ao REI dos céus?  - Você consegue imaginar essa visão de Daniel?

 

Salmo - Dn 3,75. 76. 77. 78. 79. 80. 81 (R. 59b)

 

R. Louvai-o e exaltai-o, pelos séculos sem fim!

 
75Montes e colinas, bendizei o Senhor!R. 
 
76Plantas da terra, bendizei o Senhor!R. 
 
77Mares e rios, bendizei o Senhor!R. 
 
78Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!R. 
 
79Baleias e peixes, bendizei o Senhor!R. 
 
80Pássaros do céu, bendizei o Senhor!R. 
 
81Feras e rebanhos, bendizei o Senhor!R. 

 

Reflexão - O canto de Daniel exalta o poder de Deus por meio das grandes coisas que existem na natureza: plantas, mares, rios, fontes, baleias, peixes, pássaros do céu, feras e rebanhos. Assim nós podemos imaginar que toda a criação louva o Senhor Deus do Universo e a Ele presta culto. Nós somos ápice da Criação do Senhor, por isso, devemos a Ele um louvor ainda mais intenso e perene. Fomos criados por amor e para o amor.  

 

Evangelho - Lc 21,29-33

 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 21,29-33

Naquele tempo: 29Jesus contou-lhes uma parábola: 'Olhai a figueira e todas as árvores. 30Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto. 31Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. 32Em verdade, eu vos digo: tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração. 33O céu e a terra passarão,  
mas as minhas palavras não hão de passar.  
Palavra da Salvação. 

 

Reflexão – O reino de Deus  é construído sutilmente dentro de nós! 

Jesus nos motiva a perceber que há certos sinais aqui na terra os quais conseguimos visualizar, como, ventania, nuvens sobrecarregadas de chuvas, calor forte, o tempo propício para colher os frutos, árvores carregadas de flores. Estes sinais nos levam a tirar conclusões em relação ao clima e ao tempo. Da mesma, forma, também existem sinais que revelam a nossa atmosfera espiritual.  O exemplo da figueira nos alerta a não ficarmos alienados e sim, atentos aos sinais do reino de Deus que é construído sutilmente dentro de nós, no nosso dia a dia, na nossa caminhada com Ele, apesar de quase não o percebermos. Por isso, Ele nos ensina a entender e perceber a presença do reino de Deus em nós, assim como percebemos o aspecto das coisas que vivenciamos. Assim como há a aparência externa também há sinalização de que o reino dos céus está próximo de nós. Esta sinalização nos ocorre quando acolhemos a manifestação do Espírito Santo que nos leva a um estado de espírito que antes não conseguíamos alcançar, a saber: coração grato, alegre, em paz, amor aos irmãos, desejo de santidade, misericórdia, perdão. Quando você perceber em si mesmo esses sinais, saiba que o reino de Deus está próximo, isto é, Jesus está em você, agindo e motivando para uma vida nova. Um novo céu e uma nova terra começam a acontecer em nós quando vivenciamos a Palavra do Senhor que nos dá nova direção a fim de que possamos, desde já, viver o Seu reino aqui na terra. O céu e a terra visíveis, um dia passarão, o mundo será renovado e o reino de Deus, definitivamente, será estabelecido quando Jesus voltar! No entanto, desde já e no agora da nossa vida podemos distinguir os seus sinais.  

- Você sabe diagnosticar o que se passa dentro do seu coração?

– Onde está o reino de Deus? 

– Quais são os sinais de que o reino de Deus está perto de você? 

– Como o reino de Deus pode acontecer dentro do coração do homem?


Helena Serpa,

Fundadora da Comunidade Missionária Um Novo Caminho 

SANTO DO DIA - SÃO CARLOS DE FOUCAULD

 

Origens

Charles, conhecido como Carlos de Jesus, nasceu em Estrasburgo, na França, em 15 de setembro de 1858. Aos 6 anos, ficou órfão após perder seus pais. Foi criado pela irmã Marie, sob os cuidados do avô. A formação cristã recebida na infância permitiu-lhe fazer sua Primeira Comunhão em 1870.

A Entrada no Exército
Distante da fé, São Carlos de Foucauld, era conhecido como amante do prazer e da vida fácil. Jovem, entrou para o exército, mas foi despedido por indisciplina. A partir de então, começou a viajar pelo norte da África como explorador. Descrente de tudo, acabou encontrando a fé no confessionário.

Exploração em Marrocos
Entre os anos de 1883 e 1884, empreendeu uma viagem de exploração para o Marrocos. O testemunho de fé dos muçulmanos despertou nele um interrogativo: “Mas Deus existe?”, “Meu Deus, se existe, deixe-me conhecê-Lo”.

“Eu gostaria de ser bom para que possamos dizer: ‘Se tal é o servo, como será o Mestre?'” (São Carlos de Foucauld)

A Conversão
Regressando à França, foi surpreendido pelo acolhimento de sua família, que era profundamente cristã. Inicia então seus estudos, e pede o auxílio de um sacerdote para o instruir. Guiado por padre Huvelin, encontra Deus, em outubro de 1886, quando tinha 28 anos. “Quando acreditei que existia um Deus, compreendi que não podia fazer outra coisa senão viver somente para Ele.”

A Vocação
Em peregrinação à Terra Santa, Deus revela a sua vocação: seguir e imitar Jesus numa vida silenciosa e retirada. Viveu sozinho, na oração, na adoração, numa grande pobreza, junto das Clarissas de Nazaré.

Ordenação
Em 1901, aos 43 anos de idade, foi ordenado sacerdote na Diocese de Viviers, na França. Em seguida, transferiu-se para o deserto argelino do Saara, inicialmente em Beni Abbès, vivendo entre os mais pobres; depois, foi para o sul em Tamanrasset com os Tuaregues do Hoggar. Levando uma vida de oração e meditando continuamente as Sagradas Escrituras, depositava sua adoração no desejo de ser para cada pessoa o “irmão universal”, imagem viva do amor de Jesus.

Exemplo para comunidades religiosas

Páscoa
Na noite do dia 1 de novembro de 1916, foi assassinado por assaltantes que queriam descobrir o tesouro do qual ele tanto falava. Não compreenderam que o tesouro estava no sacrário: era Jesus na Eucaristia, o centro de sua vida.

Legado
Seu maior desejo sempre foi compartilhar a sua vocação com o próximo. Após ter escrito regras de vida religiosa, pensou que esta “Vida de Nazaré” poderia ser vivida por todos. Hoje, a família espiritual de São Carlos de Foucauld possui várias associações de fiéis, comunidades religiosas e institutos seculares de leigos ou sacerdotes pelo mundo todo.

Via de Santificação
Em 24 de abril de 2001, Carlos foi declarado venerável por São João Paulo II. Foi beatificado em 13 de novembro de 2005 por Bento XVI. Em maio de 2021, Papa Francisco presidiu, no Vaticano, a celebração do Consistório público ordinário para a votação das causas de canonização de sete beatos, dentre eles está o testemunho de Carlos de Foucauld. A canonização ocorreu em 15 de maio de 2022. 

Minha oração

“Homem dedicado ao silêncio e à oração, tendo sua vocação construída aos moldes de Nazaré, nós lhe rogamos que nos dê a graça de não perdermos a fé, mas vivê-la, permitindo que ela cresça cada dia mais, e com ela encontremos o Cristo Nosso Senhor. Amém.”

São Carlos de Foucauld, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova Notícias